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1 Universidade Estadual de Goiás Michael Douglas Rodrigues da Silva Metodologia Científica ANÁPOLIS/GOIÁS 2015

2 Universidade Estadual de Goiás Michael Douglas Rodrigues da Silva Metodologia Científica Resumo de textos, apresentado a Universidade Estadual de Goiás, como parte das exigências para a obtenção da nota. Orientadora: Elisabete Tomomi Kowata Anápolis, 6 de junho de 2015.

3 UNIVESIDADE ESTADUAL DE GOIÁS C MPUS DE CIÊNCIAS SÓCIO-ECONOMICAS E HUMANAS DE ANÁPOLIS CURSO DE LETRAS Período: 1 DISCIPLINA: Metodologia Científica Professora: Elisabeth Tomomi Kowata. Acadêmico: Michael Douglas Rodrigues da Silva Data: 6/06/2015 Resenha MARTINS, Roberto de Andrade. O que é a ciência, do ponto de vista da epistemologia? Caderno de metodologia e técnica de pesquisa (n. 9); 5-20, Disponível em: < Acesso em: 07 de março de MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Científica Ed. São Paulo: Atlas, MORAIS, Itelvides José de. As várias faces da ciência: sobre o sujeito, linguagem, teoria e método como pontos de encontro dos diferentes ramos das ciências. Anápolis: Universidade Estadual de Goiás, As obras a serem retratadas neste texto são de Martins, Morais, Marconi e Lakatos, na qual, se relacionam por meio da abordagem a respeito da metodologia cientifica. Com isso, entendemos metodologia científica como um princípio que consiste em estudar, compreender e avaliar os vários métodos disponíveis para a realização de uma pesquisa acadêmica. Portanto, é uma aplicação de procedimentos e técnicas que devem ser observados para a construção do conhecimento, com o propósito de comprovar sua validade e sua utilidade nos diversos ambitos da sociedade. Para compreender as características da pesquisa cientifica e seus métodos, é preciso, previamente, compreender o que vem a ser ciência. Roberto de Andrade Martins, professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e autor de O que é a ciência, do ponto de vista da epistemologia? Explica que a ciência não brota pronta na cabeça de grandes gênios. Muitas vezes, as teorias que aceitamos hoje foram propostas de forma confusa, com muitas falhas, sem possuir uma base observacional e experimental. Apenas gradualmente as ideias vão

4 sendo aperfeiçoadas, através de debates e críticas, que muitas vezes transformam totalmente os conceitos iniciais. Com isso, os pesquisadores formulam hipóteses a partir de ideias que podem não ter qualquer fundamento, baseiam-se em analogias vagas, têm ideias preconcebidas ao fazerem suas observações e experimentos, constroem teorias provisórias que podem ser até mesmo contraditórias, defendem suas ideias com argumentos que podem ser fracos ou até irracionais, discordam uns dos outros em quase tudo, lutam entre si para tentar impor suas ideias. As teorias científicas vão sendo construídas por tentativa e erro, elas podem chegar a se tornar bem estruturadas e fundamentadas, mas jamais podem ser provadas. O processo científico é extremamente complexo, não é lógico e não segue nenhuma fórmula infalível. Há uma arte da pesquisa, que pode ser aprendida, mas não uma sequência de etapas que deve ser seguida sempre, como uma receita de bolo. Alguns concebem a ciência como a verdade, aquilo que foi provado algo imutável, eterno, descoberto por gênios que não podem errar. É uma visão falsa, já que a ciência muda ao longo do tempo, às vezes de um modo radical, sendo na verdade um conhecimento provisório, construído por seres humanos falíveis e que, por seu esforço social, tendem a aperfeiçoar esse conhecimento, sem nunca possuir a garantia de poder chegar a algo definitivo. A ciência demonstra que é capaz de fornecer respostas dignas de confiança sujeitas a críticas; é uma forma de entender, compreender os fenômenos que ocorrem. Na verdade, a ciência é constituída pela observação sistemática dos fatos; por intermédio da análise e da experimentação, extraímos resultados que passam a ser avaliados universalmente. No entanto, por existir mais de uma forma de conhecimento cientifico, é conveniente destacar o que vem a ser conhecimento cientifico em oposição ao chamado conhecimento popular, vulgar ou senso comum. Para Lakatos e Marconi (2003) em Metodologia cientifica devemos entender o que é conhecimento popular, que às vezes é denominado de senso comum. O conhecimento popular não se distingue do conhecimento cientifico pela veracidade, mas sim pelo método de coleta de dados para se demonstrar um evento. O conhecimento popular deriva da observação humanas de determinados eventos, ao qual é repassado para outras pessoas a até por gerações de experiências empíricas, já o conhecimento cientifica tentar analisar um determinado evento buscando as suas origens, composições e as suas particularidades entre si e mesmo entre outros eventos. Outro fato interessante é a forma como a ciência e o senso comum podem observar o mesmo objeto. Contudo, o conhecimento popular possui características bem próprias que o

5 diferenciam do conhecimento científico. É superficial no seu observar, é sensitivo, empírico, tende a subjetividade e é assistemático, ou seja, não está disposto em categorias ou registros organizados. Um dos pressupostos básicos da ciência é que o mundo a nossa volta pode ser entendido pelo uso da razão, ou seja, confrontando nossas ideias, teorias e explicações com o mundo à volta. Primeiramente descartando as hipóteses que não se ajustam aos nossos sentidos sobre o que nos cerca, desta forma, abandonando as teorias erradas e ficando com as que temporariamente melhor explicam o que podemos evidenciar. Isto é basicamente o que Itelvides José de Morais, professor da Universidade Estadual de Goiás demonstra no capitulo Ciência e sociedade de seu livro As várias faces da ciência sobre o sujeito, linguagem, teoria e método como pontos de encontro dos diferentes ramos das ciências, que também aborda tópicos de como surgiu o termo ciência e suas subdivisões no desenvolver das civilizações, quais continentes ela prevaleceu e a maneira a qual foi recepcionada a aquela sociedade. Considerações Finais O que realmente interessa após toda essa leitura e elaboração de resumos e resenha é a compreensão do que é a pesquisa. Esta é a maior finalidade básica da ciência. A metodologia é somente instrumento para chegarmos lá. Discutimos através de autores os caminhos possíveis, os já vigentes, os que poderíamos inventar e assim por diante. Como em tudo na vida, a ciência não é ensinada totalmente, porque não é apenas técnica. É: igualmente uma arte. E na arte vale à máxima: é preciso aprender a técnica, para termos base suficiente; mas não se pode sacrificar a criatividade à técnica; vale precisamente o contrário; o bom artista é aquele que superou os condicionamentos da técnica e voa sozinho.

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