Deficiência Auditiva. Definição. Definição, Classificação, Características e Causas

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1 Deficiência Auditiva Definição, Classificação, Características e Causas Definição Impossibilidade total ou parcial de ouvir, e possui níveis de graduação que vão do leve ao profundo. Diferença existente entre a performance do indivíduo e a habilidade normal para a detecção sonora. Há diferentes tipos de perda auditiva. São chamados de deficientes auditivos os indivíduos que têm perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de compreender a fala e outros sons através do ouvido. É possível classificar o deficiente de acordo com seu grau de perda auditiva, avaliada em decibéis. O que é decibel? Decibel é uma unidade de medida da intensidade do som. O que é audiometria? Audiometria é o estudo metrológico da audição, que determina as possibilidades acústicas do ouvido. Existem limites de intensidade do estímulo físico fora dos quais é impossível escutar. Observa-se o mesmo no que se refere à altura ou freqüência dos sons. 1

2 Estrutura e anatomia do ouvido: Anatomia do ouvido O ouvido é dividido em três partes: o externo, que coleta o som, o médio, que o transmite para o interno, e o interno, que o recebe e transforma em impulsos nervosos. Classificação dos diferentes tipos de deficiência auditiva: A tabela a seguir classifica a severidade das perdas auditivas de acordo com os decibéis. A deficiência auditiva pode ser classificada, levando-se em consideração os seguintes fatores: Graus de deficiência auditiva Leve Moderada Severa Profunda Perda de decibéis Entre 20 e 40 Entre 40 e 70 Entre 70 e 90 Acima de 90 Conseqüências Impedimento da percepção da palavra (tom normal) Palavra deverá ser emitida c/ tom muito forte p/ ser percebida Compreensão da palavra dependerá de uso de metodologia adequada Impedimento da percepção da voz humana e na aprendizagem da fala 1 O momento que ocorre: pré-natal: se ocorre durante a vida gestacional. peri-natal: se ocorre durante o nascimento. pós-natal 2 Origem do problema: hereditária não hereditária 2

3 3 O local onde ocorre: Sistema condutivo se ocorre no ouvido externo e/ou ouvido médio. Sistema neuro-sensorial se ocorre no ouvido interno e/ou no nervo vestíbulococlear. Sistema nervoso central tronco cerebral e cérebro. Dois termos importantes: 1. Hipoacusia: redução na sensitividade da audição, sem qualquer alteração da qualidade de audição. O aumento da intensidade da fonte sonora possibilita uma audição bastante adequada. 2. Disacusia: refere-se a um distúrbio na audição, expresso em qualidade e não em intensidade sonora. O aumento da intensidade da fonte sonora não garante o perfeito entendimento do significado das palavras. Deficiência auditiva condutiva : É qualquer interferência na transmissão do som desde o conduto auditivo externo até o ouvido interno (cóclea). O ouvido interno tem capacidade de funcionamento normal, mas não é estimulado pela vibração sonora. Deficiência auditiva sensório neural : Ocorre quando há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo. Este tipo de deficiência auditiva é irreversível. 3

4 Deficiência auditiva mista : Alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. Deficiência auditiva central : Não é, necessariamente, acompanhada de diminuição da sensibilidade auditiva, mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na compreensão das informações sonoras. Decorre de alterações nos mecanismos de processamento da informação sonora no tronco cerebral (Sistema Nervoso Central). Causas da deficiência auditiva: pré-natal: componentes hereditários, infecções (rubéola materna, toxoplasmose, sífilis), ototoxidade (agentes terapêuticos ou químicos que podem chegar via placenta ao feto). neo-natal: anóxia, prematuridade, traumatismo obstétrico. pós-natal: infecções (meningite, sarampo, labirintite). Enfermidades como: Meningite, escarlatina, catapora, difteria, sarampo, cachumba, coqueluche, rubéola, sífilis, consangüinidade, doenças mentais, alcoolismo, tuberculose, anóxia, hipóxia, prematuridade são outros exemplos de causa da deficiência auditiva. 4

5 Presbiacusia A presbiacusia (envelhecimento do sistema auditivo, que acontece com o avanço da idade) também é um fator muito presente que leva as pessoas a tornarem-se surdas. É uma perda da sensibilidade aos sons, devido à deterioração fisiológica. É tipicamente caracterizada como uma perda auditiva bilateral para sons de alta freqüência. Causas da def. auditiva CONDUTIVA: Cerume ou corpos estranhos do conduto auditivo externo. Otite externa Otite média Colesteatoma Estenose ou atresia do conduto auditivo externo Miringite Bolhosa Perfurações da membrana timpânica Obstrução da tuba auditiva Fissuras palatinas e otosclerose Malformações congênitas A perda auditiva por condução pode ser produzida por uma obstrução do conduto auditivo externo (geralmente por cerume), redução da movimentação da membrana do tímpano ou por imobilização parcial ou total dos ossículos. 5

6 Causas da def. auditiva NEUROSSENSORIAL (sensório- neural): Pré-natais: a) de origem hereditária b) de origem não-hereditária Peri-natais Pós-natais Idade Drogas, alérgenos e ruídos Quinina e derivados do ácido salicílico Antibióticos FATORES DE RISCO: Antecedentes familiares de deficiência auditiva. Infecções congênitas suspeitadas ou confirmadas através de exame sorológico. Peso do nascimento inferior a 1500g e/ou crianças pequenas para a idade gestacional (PIG). Asfixia severa no nascimento. Ventilação mecânica por mais de dez dias. Alterações crânio-faciais. Meningite, principalmente a bacteriana. Permanência em incubadora por mais de 7 dias. Alcoolismo ou uso de drogas pelos pais, antes e durante a gestação. Uso de drogas ototóxicas por mais de 5 dias. 6

7 Ruídos/Db Dados estatísticos: sticos: Estima-se que 42 milhões de pessoas acima de 3 anos de idade são portadoras de algum tipo de deficiência auditiva, de moderada a profunda (OMS). Já havia a expectativa de que o número de perdas auditivas na população mundial chegaria a 57 milhões no ano Segundo a OMS (1994) estima-se que 1,5% da população brasileira, ou seja, cerca de habitantes são portadores de deficiência auditiva, estando esta em terceiro lugar entre todas as deficiências do país. Identificação e diagnóstico: O diagnóstico das deficiências de audição é realizado a partir da avaliação médica e audiológica. Observação feita pela família. Não desenvolvimento da linguagem. 7

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