Tombini avisa no Senado que dólar manterá alta

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1 R$ 2,00 BRASIL FUNDADO EM 1º DE OUTUBRO DE ANO CLXXXVI - N QUARTA-FEIRA, 19 DE JUNHO DE 2013 PARCERIAS PARA PRODUÇÃO DE REMÉDIOS BIOLÓGICOS O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ontem parcerias com laboratórios públicos e privados para a produção nacional de 14 medicamentos biológicos. O acordo vai permitir, de acordo com os cálculos do governo, uma economia anual de R$ 200 milhões. Entre os medicamentos, estão remédios para tratar câncer, diabetes e artrite. A-7 FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR COM O AVANÇO DA TECNOLOGIA na decodificação do DNA humano, o aconselhamento genético surge como ferramenta importante para a prevenção de patologias que não se manifestam logo na infância, em pessoas com histórico familiar de doenças como Alzheimer e câncer. B-9 Marcia PELTIER O ex-jogador inglês Paul Elliott vem falar sobre direitos humanos no Rio. A-14 RIO DE JANEIRO PPP IMPULSIONARÁ VEÍCULOS ELÉTRICOS. A-8 SUBSEA RIO BUSCA PARCERIA PARA CLUSTER NA NORUEGA. A-8 LOJISTAS MAIS PRAZO PARA NOTA FISCAL TRANSPARENTE. B-10 Tombini avisa no Senado que dólar manterá alta Meirelles de volta? PAULO FRIDMAN/BLOOMBERG Começou a ganhar densidade no mercado financeiro a informação, ainda não confirmada, sobre o retorno do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao governo. Ele substituiria, de acordo com os comentários, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini a quem transmitiu, em 2011, o cargo que ocupou durante oito anos no governo Lula. Meirelles é visto como um possível trunfo do governo para recuperar a confiança do mercado, sobretudo quanto ao combate à inflação. Sua presença em uma cadeira ministerial, dizem analistas, teria efeito positivo em termos de coordenação de expectativas. A-2 O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, admitiu, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que a cotação do dólar em relação ao real continuará subindo. Tombini explicou que a atuação da autoridade monetária será mantida, mas com o objetivo apenas de evitar mudanças bruscas de cotação, ou seja, a volatilidade. O reposicionamento do mercado de câmbio pode ser um processo ainda muito longo, alertou, com momentos difíceis e de trepidações no mundo. Ontem, o BC teve de fazer duas intervenções para segurar o dólar que, no entanto, fechou em alta de 0,56%, a R$ 2,178 em três pregões, a moeda norte-americana acumulou valorização de 2,1% sobre o real. Além das desconfianças quanto à economia interna, pesa igualmente o cenário no exterior, com a divisa dos EUA em alta frente às demais, pela recuperação da economia dos Estados Unidos e, também, por conta da expectativa de possível redução dos estímulos à atividade naquele país, que pode ser anunciada hoje, após reunião do Federal Reserve. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,77%, mas não conseguiu retomar os 50 mil pontos. A-2, B-2 e B-1 Novo marco de mineração deve dobrar royalties Os royalties cobrados sobre as receitas obtidas com a exploração de minério de ferro no Brasil poderão dobrar, informou ontem o governo, ao anunciar a proposta de novo marco regulatório para a mineração, depois de cinco anos de debates internos. A alíquota sobre o principal produto mineral e de exportação do Brasil deverá subir de 2% sobre o faturamento líquido para até 4% sobre o faturamento bruto, deduzidos os impostos. As alíquotas serão definidas por decreto presidencial, explicou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O novo marco da mineração, que deverá gerar cerca de R$ 20 bilhões em investimentos hoje engavetados, também introduz leilões de áreas estratégicas. Atualmente, o sistema é por requerimento. O presidente da Vale, Murillo Ferreira, disse que a grande preocupação no setor é a competitividade e afirmou esperar que o aumento das alíquotas venha com redução da burocracia. A-3 Protestos continuam crescendo em todo o País CIÊNCIA&TECNOLOGIA CRAJIRU, DA SABEDORIA POPULAR À PESQUISA. B-8 BRASIL S/A Facebook de luta ENTRELINHAS A mensagem do novo BRASÍLIA/DF Anonymous e violentos EDITORIAL Manifestação sem vandalismo ASSINATURAS E ATENDIMENTO AO LEITOR FAX: (21) A-4 A-6 A-7 A-12 Com o Rio e outras capitais fazendo o balanço dos estragos causados na véspera por uma parte dos manifestantes que estão tomando conta das ruas das principais cidades do País, São Paulo voltou a ser palco, ontem, de mais um grande protesto, que quase acabou com a Prefeitura invadida. A onda alcançou o município fluminense de São Gonçalo e ganhou mais corpo em Belo Horizonte e em Florianópolis, dando sequência ao maior movimento popular no Brasil em mais de duas décadas. Outra vez, foram registradas depredações e carro de uma emissora Aéreas dispostas a cortar mais voos A recente disparada do dólar pode levar as companhias aéreas brasileiras a fazer novas reduções na oferta de voos, disse ontem o diretor de Segurança e Operação de Voos da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Ronaldo Jenkins. A valorização do dólar afeta negativamente o resultado das empresas, que têm cerca de 60% do seu custo atrelado à moeda norte-americana, como querosene de aviação, leasing e manutenção de aeronaves. O corte da oferta é uma estratégia das empresas de retomar a rentabilidade em um cenário de demanda fraca. A-4 Queimados terá R$ 465 milhões em aportes O Distrito Industrial de Queimados, na Baixada Fluminense, receberá volume significativo de investimentos nos próximos anos. Serão alocados R$ 465,6 milhões, em 13 projetos, dos quais 11 já em execução. O distrito da Baixada, de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados, tem 20 indústrias em operação nos setores químico, metalúrgico, têxtil, construção civil e de alimentos, entre outros. A inclusão de Queimados na Lei 5.636, de 2010, ajudou o município a receber infraestrutura e benefícios que atraem muitos investidores, destacou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno. A-9 de TV foi queimado. A presidente Dilma Rousseff disse que a voz das ruas precisa ser ouvida, em pronunciamento na mesma linha das palavras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nova manifestação de caráter nacional está marcada para amanhã. A-6 e A-7 Só CPFL deve abrir capital nos próximos meses Em meio à deterioração do cenário macroeconômico brasileiro, que tem feito as candidatas à abertura de capital reavaliar estratégias, a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da CPFL Renováveis pode ser a única a sair do papel. A operação conta com um instrumento de "garantia firme de colocação", que será dada pelo banco BTG Pactual. Assim, caso o cenário desfavorável pese e a demanda dos investidores seja insuficiente, a garantia pode ser exercida. "Faça chuva, faça sol, a oferta da CPFL Renováveis tem garantia firme de colocação e, por isso, deve sair", avalia uma fonte de mercado. A Votorantim Cimentos optou por suspender, por ora, seus planos. B-1

2 Economia A-2 Jornal do Commercio Quarta-feira, 19 de junho de 2013 Editores // Jorge Chaves Pedro Argemiro DEPOIMENTO NO SENADO Tombini afirma que dólar manterá a alta Atuação da autoridade monetária será mantida, segundo o presidente do Banco Central, mas com o objetivo apenas de evitar mudanças bruscas de cotação, ou seja, a volatilidade Durante audiência ontem na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, admitiu que o dólar em relação ao real continuará subindo. Ele explicou que a atuação da autoridade monetária será mantida, mas com o objetivo apenas de evitar mudanças bruscas de cotação, ou seja, a volatilidade. Tombini informou que há um movimento de reposicionamento do mercado cambial e previu que este período de transição poderá ser longo. Na visão dele, diferentemente de outros períodos de volatilidade nos últimos cinco anos, desde a crise de 2008, neste momento há uma percepção de que a economia esta ganhando mais firmeza e não poderá ter mais estímulos. "Esta transição está sujeita à trepidação, mas nada tira a perspectiva de que o mundo fique melhor do que nos últimos cinco anos." Ele disse que, para as exportações brasileiras, o fundamental é o câmbio real. "De nada vale o câmbio desvalorizado se a inflação estiver comendo por dentro a competitividade que o câmbio nominal dá ao exportador. E uma forma de fazer isso é ter uma política monetária adequada para esse momento. Para evitar que o enfraquecimento do câmbio nominal passe para a inflação". Tombini enfatizou aos senadores que não há uso de política cambial "nem para incentivar a economia nem para estabilizar a inflação". "Nossa política é neutra para estabilizar inflação utilizando o câmbio." EMPRESAS Cai em maio a procura por crédito DA AGÊNCIA BRASIL O movimento de empresas em busca por crédito caiu 4,2% em maio ante abril e 9% na comparação com igual mês do ano passado, segundo a Serasa Expetian. Nos cinco primeiros meses do ano, houve redução de 5,8% em relação ao período janeiro/maio de O comportamento do mês passado destoa dos dois meses anteriores quando ocorreram avanços de 7,7% em março e de 3,9% em abril. A queda foi mais acentuada nas micro e pequenas empresas. Neste segmento, a procura por crédito foi 4,4% menor do que em abril último e 9,8% inferior à demanda registrada em maio do ano passado.. A procura caiu também nas empresas de médio porte (-2,6%). Já nas grandes empresas houve expansão de 1,4% em maio sobre abril, taxa superior ao crescimento constatado nos dois meses anteriores (1,2% em março e 0,6% em abril). Disse ainda esperar que a melhora do quadro externo tenha impacto positivo sobre as exportações do Brasil. Enquanto isso não ocorre, segundo ele, é importante uma política de competitividade, como foram a redução do custo de energia e as desonerações adotadas, "dentro de um quadro de sustentabilidade". Mencionou também as concessões públicas como políticas de competitividade que podem fazer com que o Brasil recupere território. Tombini reiterou que o regime cambial do Brasil é flexível e deve absorver tanto choques negativos como positivos. "Quando houve melhora nos termos de troca da economia, isso se refletiu no câmbio. Da mesma forma, quando se elevou a aversão ao risco nos mercados internacionais, e neste momento ocorre esse fenômeno, as moedas se depreciaram em relação ao dólar norte-americano." O presidente do BC afirmou que a autoridade monetária tem uma política de retirar excesso de volatilidade do mercado. "Estamos sempre preparados para extrair volatilidade do mercado quando ela é excessiva. "Muitas vezes temos uma disfunção em algum segmento e temos instrumentos e condições para entrar nesse mercado e intervir", afirmou. Inflação WALTER CAMPANATO/ABR Tombini: para as exportações, o fundamental é o câmbio real A VOLTA O presidente do BC disse que o Brasil está e estará preparado para enfrentar eventuais ventos contrários, ao se referir à volatilidade no mercado externo. Ele citou o nível das reservas internacionais e o sistema financeiro "bem capitalizado e com níveis elevado de liquidez e provisionamento". Na audiência pública, ele acrescentou que a produção industrial se expandiu nos últimos meses, com crescimento disseminado, destacando, por exemplo, a produção de bens de capital. Sobre a questão da oferta, disse que choques de origens interna e externa no segmento agrícola, entre outros fatores, contribuíram para manter a inflação em níveis elevados. No entanto, a avaliação do BC é de que "a inflação tem estado, está e continuará sob controle". Segundo Tombini, a comunicação do BC tem sido consistente com essa visão. Em janeiro, a instituição explicitou sua preocupação com o nível da inflação e indicou que não compartilhava o entendimento de que cortes adicionais dos juros seriam apropriados. "Em março, reafirmou sua preocupação e sinalizou que num futuro próximo ocorreria uma resposta de política monetária." "A comunicação é parte integrante do processo de condução da política monetária. Mas ações também foram tomadas. E as mais relevantes foram o aumento de juros em abril e sua intensificação em maio", afirmou. Para o presidente do BC, o aumento da taxa básica de juros contribuirá para fortalecer a confiança dos brasileiros na economia. Ele argumentou que a inflação mensal já está em patamar menor que nos primeiros meses de 2013, mas admitiu que no acumulado em 12 meses ainda apresenta tendência de elevação no curto prazo. "Posso assegurar, contudo, que o Banco Central está vigilante e fará o que for necessário, com a devida tempestividade, para colocar a inflação em declínio no segundo semestre, disse. (Com agências) Mais câmbio na página B-2 Mercado especula sobre retorno de Meirelles à equipe econômica» PAULO SILVA PINTO Começou a ganhar densidade no mercado financeiro uma informação ainda não confirmada sobre o retorno do expresidente do Banco Central Henrique Meirelles ao governo. Ele substituiria, de acordo com os comentários, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini a quem transmitiu, em 2011, o cargo que ocupou durante oito anos no governo Lula. Meirelles, que hoje preside o Conselho Consultivo da J&F, esteve na semana passada no Instituto Lula, em São Paulo, para um encontro com o expresidente da República. Conversou também com Paulo Okamoto e Luiz Dulci, que, no governo Lula, ocuparam respectivamente a presidência do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae) e a Secretaria-Geral da Presidência da República. Depois do encontro, Lula comentou que o ex-presidente do Banco Central poderia ser útil ao go- verno. Não reclamei quando tiraram o Meirelles, mas ele faz falta, afirmou Lula, de acordo com relatos. Dilma foi ontem à tarde a São Paulo para encontrar-se com Lula, com o presidente do PT, Rui Falcão, com o ministro Aloísio Mercadante e com João Santana, responsável pela campanha dela à Presidência da República. Além disso, Lula e Dilma conversam frequentemente por telefone. Há rumores de que ela e Meirelles teriam se encontrado, o que Meirelles nega. A Secretaria de Imprensa Palácio do Planalto afirma só ter informações sobre a agenda oficial da presidente, na qual não consta qualquer encontro recente com o expresidente do BC. Sobre a agenda privada, não há informações disponíveis. Divergências Parlamentares e funcionários de cargos de confiança do Executivo com trânsito no Planalto consideram impossível que Meirelles venha a ocupar qualquer cargo importante no governo Dilma. Destacam que ela tem divergências profundas com o expresidente do BC quanto à condução da economia. Uma hipótese dessas pessoas para as informações sobre o possível retorno de Meirelles é de que isso tenha sido espalhado exatamente por quem defende essa ideia, na intenção de incentivar uma campanha a favor do ex-presidente do BC. Argumenta-se também que Dilma não tem qualquer queixa contra Mantega e Tombini, pois eles têm tomado decisões em linha com o Palácio do Planalto. Um líder industrial vê a possibilidade de volta de Meirelles como improvável. Tenho, contudo, tanta dificuldade para entender tudo o que está acontecendo no País que não acho isso impossível, afirmou. Esse líder avalia que a presença do expresidente seria bem-vinda por vários agentes econômicos. Meirelles é visto como um possível trunfo do governo para recuperar a confiança no mercado, sobretudo quanto ao combate à inflação. O simples fato de ele se sentar em uma cadeira ministerial da área econômica, na opinião de analistas, já teria efeito em termos de coordenação de expectativas, favorecendo as apostas em relação aos limites a aumentos de preços. Meirelles foi presidente mundial do BankBoston, instituição financeira com sede nos Estados Unidos. Em 2002, foi eleito deputado federal eleito pelo PSDB de Goiás. Convidado por Lula para o BC, renunciou ao cargo e à filiação partidária. Hoje ele integra o PMDB. Chegou a comandar a Autoridade Olímpica no início do governo Dilma, mas deixou o cargo. FAMÍLIAS Intenção de consumo cresce 1,9% em junho» OSNI ALVES INFLAÇÃO O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) da segunda prévia de junho de 2013 desacelerou para 0,43%, taxa 0,05 ponto percentual abaixo da registrada na última divulgação, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, com maior destaque partindo de alimentos (de 0,65% para 0,41%), com destaque para hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -0,78% para -3,01%. Outros grupos também apresentaram decréscimo em A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida Confederação Nacional do Comércio (CNC), cresceu 1,9% em junho, ante maio (130,1 pontos), mas ainda não há muito a comemorar. Na comparação com o mês de junho de 2012 houve queda de 3,8% no indicador e como maio havia registrado o pior índice da série histórica, a melhoria de um mês para o outro deu-se sobre uma base de comparação muito fraca. Em comunicado, a CNC informa que a perda do poder de compra, decorrente de o nível mais elevado de inflação e do menor crescimento da renda, e a manutenção de um patamar ainda alto de endividamento e inadimplência influenciaram negativamente o resultado da ICF na comparação anual. Também o menor otimismo em relação ao emprego vem se refletindo no índice, fato constante nos últimos períodos. Em comunicado, a CNC informa que a perda do poder de compra, decorrente de um nível mais elevado de inflação e do menor crescimento da renda, e a manutenção de um patamar ainda alto de endividamento e inadimplência influenciaram negativamente o resultado da ICF na comparação anual. Além disso, o menor otimismo em relação ao emprego vem se refletindo no índice, fato constante nos últimos períodos. Na comparação mensal o componente "Perspectiva Profissional" foi o único a apresentar queda. Apesar do resultado, os índices têm se mantido acima da zona de indiferença (100 pontos), indicando um nível favorável de consumo. No quesito faixa de renda da pesquisa, o aumento da confiança das famílias com renda acima de dez salários mínimos (2,8%) foi um dos responsáveis pela elevação do índice na comparação mensal. As famílias com renda abaixo de dez salários mínimos apresentaram variação positiva de 1,7%. O índice das famílias mais ricas encontrase em 138,3 pontos, e o das demais, em 128,8 pontos. O avanço do índice nacional foi puxado principalmente pelas capitais do Nordeste (+2,7%) e do Sudeste (+2,6%), regiões que apresentaram níveis de confiança de 129,5 e 128,3, respectivamente. A Pesquisa Nacional de Intenção de Consumo das Famílias é um indicador antecedente que tem como objetivo antecipar o potencial das vendas do comércio. A CNC estima para os próximos meses estabilidade do ICF, ou até uma alta dos componentes do índice, na variação mensal. A gente espera um arrefecimento dos preços de alimentos, que dê um certo alívio nos próximos meses. Isso vai impactar diretamente sobre o poder de compra das famílias e elas podem acusar um resultado mais positivo, disse o economista da entidade Bruno Fernandes. Ele advertiu, porém, que o cenário previsto para o longo do ano é de moderação. Tanto é que esperamos que o crescimento do comércio seja em torno de 4,3%, muito abaixo do que foi no ano passado (8,5%), disse. IGP-M acelera alta para 0,74% na 2 a prévia do mês O Índice Geral de Preços- Mercado (IGP-M) subiu 0,74% na segunda prévia de junho, ante variação positiva de 0,01% em igual período de maio, com forte aceleração dos preços no atacado e da construção, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel. A segunda prévia calcula as variações de preços no intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,6% na segunda prévia de junho, ante queda de 0,2% em igual período de maio. Em relação à origem dos produtos, os agropecuários registraram avanço de 1%, após caírem 1,96% n a segunda prévia de maio. Já os industriais subiram 0,45%, leve desaceleração ante alta de 0,47% no mês anterior. Entre os estágios de produção, os preços dos Bens Finais subiram 0,14%, ante avanço de 0,15% anteriormente. No segmento Bens Intermediários, houve alta de 0,64%, ante deflação de 0,19% na segunda prévia de maio. O índice de Matérias-Primas Brutas apresentou avanço de 1,10%, contra variação negativa de 0,64% no mês anterior. No setor de varejo, o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30% no índice geral, acelerou também levemente a alta para 0,38%, contra 0,31% visto anteriormente. A principal contribuição partiu do grupo Habitação, que subiu 0,66% na segunda prévia de junho ante alta de 0,12% e m igual período do mês anterior. IPC-S mostra desaceleração suas taxas de variação. Foram eles: vestuário (de 1,12% para 0,73%); saúde e cuidados pessoais (de 0,6% para 0,53%); educação, leitura e recreação (0,35% para 0,27%) e comunicação (de 0,27% para 0,2%). A FGV destaca em cada uma destas classes de despesa o comportamento dos itens roupas (de 1,23% para 0,82%), medicamentos em geral (de 0,54% para 0,33%), show musical (de 1,23% para -0,83%) e pacotes de telefonia fixa e internet (de 1,03% para 0,39%). Na contramão, mostraram altas os grupos transportes (de 0,01% para 0,19%); habitação (de 0,59% para 0,63%) e despesas diversas (de 0,01% para 0,05%).

3 Jornal do Commercio Quarta-feira, 19 de junho de 2013 Economia A-3 MINÉRIO DE FERRO Royalties podem dobrar Com novo código de mineração, cujo projeto será enviado hoje ao Congresso, alíquota sobre o principal produto mineral e de exportação do País deverá subir de 2% sobre o faturamento líquido para até 4% sobre o faturamento bruto, deduzidos os impostos Os royalties cobrados sobre as receitas obtidas com a exploração de minério de ferro no Brasil poderão dobrar, informou ontem o governo, ao anunciar a proposta de novo marco regulatório para a mineração, depois de cinco anos de debates internos. A alíquota sobre o principal produto mineral e de exportação do Brasil deverá subir de 2% sobre o faturamento líquido para até 4% sobre o faturamento bruto, deduzidos os impostos. As alíquotas serão definidas por decreto presidencial, explicou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao anunciar a proposta de novo marco regulatório do setor, que visa modernizar a lei em vigor desde a década de O texto eleva o imposto cobrado de mineradoras e seguirá hoje para o Congresso Nacional na forma de um projeto de lei com urgência constitucional. Não podemos adiantar o que o decreto vai estabelecer sobre royalties. Não temos sequer a lei apreciada pelo Congresso Nacional. Imaginamos que o minério de ferro possa ter uma alíquota maior, que é a de 4%, assim como o ouro. De qualquer sorte, essa é uma ideia inicial, que ao longo do tempo vamos apurar melhor, disse Lobão, ao lado da presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Apesar do aumento dos royalties previsto para o minério de ferro, o ministro Lobão observou que o País ainda cobra taxas do setor mineral inferiores a de outros países. A CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) irá até 4% e essa será uma decisão a ser definida por decreto presiden- Repercussão Para Vale, nova lei é caminho para destravar o setor; Gerdau teme pressão sobre os custos O presidente da Vale, Murillo Ferreira, avaliou ontem que a proposta de um novo marco legal da mineração apresentada pelo governo foi um grande passo para destravar a indústria da mineração no País, mas não falou sobre aumento de investimentos por parte da companhia. Segundo ele, se dá muita ênfase ao aspecto fiscal da nova legislação, mas o que realmente preocupa os executivos do setor é a competitividade. Não podemos dizer que estamos comemorando o aumento das alíquotas da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), mas espero que isso venha com simplificação do acesso e rapidez nos processos. Qualquer legislação que traga simplicidade é muito bem-vinda, disse Ferreira. De acordo com ele, com o teto de 4% para as alíquotas sobre a mineração, a estimativa é que de que os impostos pagos pelo setor no País aumentem de R$ 1,7 bilhão para R$ 4,2 bilhões. Enquanto isso, há uma grande redução dos preços dos minérios em todo o mundo. Quereremos cial. Em qualquer hipótese, o royalty que cobramos aqui será mais baixo do que o dos países competidores, como a Austrália, por exemplo, afirmou. A presidente Dilma destacou, por sua vez, que um dos objetivos do novo marco é aumentar a competitividade do setor no Brasil. O marco vai permitir um grande avanço em mais um setor estratégico da nossa economia. Avanço que será medido em mais competitividade para os negócios e maior retorno para o conjunto da sociedade, disse a presidente, em discurso durante a cerimônia no Palácio. ter uma contrapartida, que é gastarmos menos tempo com burocracia, disse. Segundo o executivo, o setor minerário no Brasil não pode continuar com o volume de investimentos atual. Ferreira, no entanto, não disse se a própria Vale aumentará o montante investido. Não posso dizer que vamos aumentar os investimentos. Já aumentamos. Estamos com preços inferiores aos de A Vale é uma empresa prudente, afirmou. Gerdau O novo Código de Mineração não afetará preços nas indústrias de siderurgia, mas pode pressionar custos para as mineradoras. A avaliação foi feita ontem pelo presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade (CGDC), Jorge Gerdau Johannpeter. A câmara conta com representantes do governo federal e da sociedade civil. Pode até aumentar para as mineradoras, mas como este setor é muito internacionalizado, globalizado, é provável que seus preços não aumentem muito, disse. O minério de ferro tem sido, nos últimos anos, o principal produto da pauta de exportações do Brasil. O governo, que chegou a cogitar instituir uma cobrança adicional aos royalties, de participação especial para áreas mais produtivas, como acontece no setor de petróleo, deixou essa ideia de lado, o que foi bem recebido pelo mercado. As manchetes iniciais sugerem que as ações do governo são positivas para o mercado de ações, e têm como objetivo trazer de volta a confiança do investidor em relação ao País e no setor de mineração, afirmaram analistas do Credit Suisse em nota ao mercado. Nós acreditamos que a decisão é positiva para os detentores de ações de mineradoras e deverá contribuir para estreitar o spread entre as mineradoras locais, especialmente a Vale, e concorrentes globais. Leilões O novo marco da mineração também introduz leilões de áreas estratégicas. Atualmente, o sistema é por requerimento, ou seja, a empresa que faz o pedido primeiro leva a área exploratória. Essa situação é vista pela presidente Jorge Gerdau é presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços longos especiais do mundo. O grupo possui operações industriais em 14 países nas Américas, na Europa e na Ásia, as quais somam uma capacidade instalada superior a 25 milhões de toneladas por ano. Questionado sobre a estratégia do governo de enviar este mais novo pacote de medidas ao Congresso por meio de projeto de lei e não por medida provisória, Gerdau afirmou que isso dará tempo ao Congresso para se posicionar, mas acreditamos que a tramitação será mais rápida que o normal. Segundo ele, os parlamentares compreendem a importância do assunto. O comentário de Gerdau referia-se ao fato de o governo ter revisado totalmente o marco regulatório do setor, mas a aplicação da norma ainda terá de esperar. Isso ocorre porque, ao enviar as novas regras por meio de projeto de lei, para o mercado continua em vigor o atual código. A nova regra só terá validade quando o Congresso aprovar o texto anunciado ontem. Dilma como um dos principais problemas da lei atual. O projeto de lei também estabelecerá que os vencedores dos leilões serão aqueles que oferecerem o maior bônus por assinatura, no caso de áreas com reservas confirmadas, ou bônus de descoberta, pago após a confirmação da jazida. O novo marco prevê licitações de áreas estratégicas e chamadas públicas para terras com pouco conhecimento geológico e de menor interesse. Também prevê que o sistema de autorização para a exploração de insumos para a construção civil e água. O texto do novo marco será enviado ao Congresso em regime de urgência, agrupado em um único projeto de lei, disse o líder do PT na Câmara, o deputado José Guimarães (CE), após encontro com o ministro Lobão. O projeto, que deve ser aprovado até o fim do ano, segundo Lobão, ainda mantém a divisão atual dos royalties, que prevê que 65% do valor arrecadado vá para municípios produtores, 23% para estados produtores e 12% para o governo federal. O presidente da Associação Mineira de Municípios Mineradores (Amig), Celso Cota, prefeito de Mariana, comemorou a perspectiva de mais que dobrar a receita com Cfem. Uma agência reguladora da mineração será instituída pela nova lei com objetivo de fiscalizar o setor, cobrar royalties e organizar os leilões. A chamada Agência Nacional de Mineração (ANM) deve ser criada até 180 dias após a aprovação da lei, disse Lobão. O ministro disse ainda que o governo será duro na aplicação da lei, que deverá incluir a retomada de áreas de empresas que têm concessões e não produzem. Mais simples Os dois títulos que as mineradoras e as suas parceiras solicitam ao Ministério de Minas e Energia para atuar no setor o alvará de pesquisa e a concessão de lavra serão unificados em apenas um, conforme a proposta do governo de novo código mineral. As autorizações valerão por 40 anos, podendo ser renovadas infinitamente em outros períodos de 20 anos cada. Pelo texto encaminhado ao Congresso, os direitos de exploração também não mais poderão ser outorgados a pessoas físicas. (Com agências) Produção de aço cresce 5,5% em maio» OSNI ALVES A produção brasileira de aço bruto em maio foi de 3 milhões de toneladas, alta de 5,5% quando comparada com igual mês em Em relação aos laminados, a produção de maio, de 2,3 milhões de toneladas, apresentou alta de 3,8% quando comparada com maio do ano passado. Com esses resultados, a produção acumulada neste ano totalizou 14,1 milhões de toneladas de aço bruto e 10,7 milhões de toneladas de laminados, redução de 3,1% e aumento de 0,1%, respectivamente, sobre o acumulado de Os dados são do Instituto Aço Brasil (IABr). Quanto às vendas internas, o resultado de maio de 2013 foi de 2 milhões de toneladas de produtos comercializados, aumento de 3,4% em relação a maio de As vendas acumuladas em 2013, de 9,4 milhões de toneladas, mostraram crescimento de 2,5% em relação a igual período do ano anterior. As exportações de produtos siderúrgicos em maio de 2013 atingiram 608 mil toneladas no valor de US$ 508 milhões. Com esse resultado, as exportações em 2013 totalizaram 3,9 milhões de toneladas e US$ 2,6 bilhões, representando declínio de 11,3% em volume e de 16,6% em valor, quando comparados a igual período do ano anterior. No que se refere às importações, registrou-se em maio o volume de 266 mil toneladas (US$ 342 milhões) totalizando, desse modo, 1,4 milhão de toneladas de produtos siderúrgicos importados no ano, redução de 10,8% em relação a igual período de O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em maio foi de 2,3 milhões de toneladas, totalizando 10,8 milhões de toneladas em Esses valores representaram alta de 2,2% e 1%, respectivamente, em relação a idênticos períodos do ano anterior. INVESTIMENTOS Canadá quer ampliar intercâmbio O cônsul-geral do Canadá em São Paulo, Stéphane Larue, disse ontem que ampliar a relação comercial e de investimentos com o Brasil é uma das prioridades do país, atualmente. Apesar de o comércio bilateral ter somado pouco mais de US$ Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação RESULTADO DE JULGAMENTO Concorrência Internacional GESUP.F n.º 002/13 Em cumprimento ao disposto no parágrafo 1º do artigo 109 da Lei 8.666/93, a Comissão de Licitação torna público que a empresa TECNATOM S.A foi a vencedora da Concorrência Internacional GESUP.F 002/13 cujo objeto é o fornecimento de Rod Scanner Passivo, com detector de UO², Gadolínio e Componentes, conforme o Termo de Referência. JOSE ANTONIO CUNHA COSTA Coordenador da Comissão de Licitação Ministério da Saúde AVISO DE CONVOCAÇÃO O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva convoca empresas especializadas na: Serviço de Telecomunicações através de uma operadora de SMP (Serviço Móvel Pessoal). Processo: / deverão comparecer em até 2 dias úteis Serviço de Compras INCA/MS 6 bilhões em 2012, Larue citou que os investimentos diretos realizados tanto pelo Canadá como pelo Brasil têm crescido nos últimos anos. Temos de aproveitar o crescimento econômico do Brasil, fazendo os investimentos canadenses crescerem por aqui e abrindo as portas para investidores brasileiros, afirmou. Segundo Larue, empresas brasileiras investiram US$ 31 bilhões no Canadá em 2012, capitaneados por companhias como Vale, Votorantim e Ambev. Do outro lado, os canadenses investiram US$ 9,5 bilhões no Brasil, liderados especialmente por fundos de investimento institucional e indústrias de peças e componentes. Temos um novo fenômeno ocorrendo no Canadá, que são os fundos institucionais, e eles querem investir em outros locais. Os fundos de aposentadoria de Quebec, por exemplo, no ano passado investiram em um shopping no Rio de Janeiro. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação AVISO DE LICITAÇÃO Alienação de Bens Aviso de Alienação GESEG.F Nº 1/2013 Modalidade Maior Preço DO OBJETO: As Indústrias Nucleares do Brasil S.A. INB tornam público que alienará pelo melhor preço 11 (onze) veículos inservíveis para a INB. DAS PROPOSTAS: A proposta deverá ser apresentada contendo o nome e o CPF do proponente ou nome e CNPJ da empresa proponente, redigida numa linguagem clara sem emendas ou rasuras, com nome legível do responsável legal assinada e rubricada nas demais páginas. DO EDITAL: Disponível no site ou com a Comissão de Alienação, quando da visitação obrigatória. DA VISITAÇÃO OBRIGATÓRIA: A partir do dia 24 de junho de 2013 até o dia 28 de junho de 2013, no horário compreendido entre 9h até 16h, no pátio da Fábrica de Combustível Nuclear FCN, situado na Rodovia Presidente Dutra km 330, Distrito de Engenheiro Passos, Resende RJ, onde o proponente assinará o Termo de Visitação Obrigatória. Contatos poderão ser feitos pelos telefones (24) ou (24) DO PRAZO, LOCAL DE ENTREGA E ABERTURA DAS PROPOSTAS: Prazo de entrega da proposta: até as 17 horas do dia 13 de julho de Local de entrega das propostas: Rodovia Presidente Dutra km 330 Distrito de Engenheiro Passos, município de Resende. Abertura das propostas: 10 horas do dia 17 de julho de Resende, 18 de junho de 2013 Judson Wilian Monteiro de Souza Comissão de Avaliação e Alienação Coordenador

4 A-4 Economia Quarta-feira, 19 de junho de 2013 Jornal do Commercio AVIAÇÃO Dólar em alta pode levar aéreas a cortar mais voos De acordo com a Abear, empresas têm 60% do seu custo atrelados à moeda dos EUA, que se reflete na compra de querose de aviação e manutenção de aeronaves Arecente disparada do dólar pode levar as companhias aéreas brasileiras a fazer novas reduções na oferta de voos, disse ontem o diretor de Segurança e Operação de Voos da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Ronaldo Jenkins. A valorização do dólar afeta negativamente o resultado das empresas, que têm cerca de 60% do seu custo atrelado à moeda norte-americana, como querosene de aviação, leasing e manutenção de aeronaves. A divisa dos Estados Unidos subiu cerca de 7% apenas no último mês, saltando de R$ 2,03 para R$ 2,17, na cotação de ontem. A mudança cambial ocorre em um momento em que as companhias aéreas começam a se recuperar de prejuízos registrados no ano passado. Quando as empresas começaram a respirar, veio essa alta do dólar. Se o câmbio permanecer neste patamar, o cenário que se cria é de grave deterioração (do resultado das empresas), disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. Depois de cortar em 7,39% a oferta de passagens aéreas nacionais em 2012, o mercado volta a crescer aos poucos. A oferta nacional subiu 1,7% em maio, contra o mesmo período de 2012, segundo dados apresentados pela Abear. Maio 25º BATALHÃO LOGÍSTICO (ESCOLA) AVISO DE LICITAÇÃO LEILÃO O Comando do 25º Batalhão Logístico (Escola) faz saber aos interessados que leiloará no dia 03/07/2013, às 13:30h, na Rua Salustiano Silva, nº 395, Magalhães Bastos/RJ., através do Leiloeiro Público Oficial, Pedro José de Almeida, estabelecido na Rua Uranos, 1063/214 Ramos/RJ, Viaturas Militares Administrativas: Fiat/Mille 9BD146107T , 9BD146000J ; Fiat/Tempra 9BD159044T ; Fiat/147 9BD147A ; VW/Kombi 9BWZZZ231TP003638, 9BWZZZ237WP011486, 9BMWZZZ23ZRP003968, 9BWZZZ237WP010366, 9BWZZZ23ZMP005540, 9BWZZZ23ZJP018965, 9BWZZZ231SP000964; Van MB 180D VSA631374S , VSA631374S ; GM/Opala 9BGVP69HHHB111207; 9BGV69ELLB117815; Agrale C03323DJ02, 9BYC02C2LMC002416, 9BYC0182LKC003494, 9BYC02D2LL , 9BYC0182LKC003492; 9BYC02D2LLC001558; GM/Kadett 9BGKZ35GTTBA19487; Veraneio 9BG146NHJHC001472; MB ; Ford ; Ford/600 LA7DSE81246, LA7GNG19598; VW/Caminhão 9BWXTAEZ9TDB52397; Ônibus ; Jeep 9BB012641JJ002036, 9EAJPXJ4SS , Viaturas Militares Operacionais e Sucatas Diversas. ALEXANDRE MEGA ALVES Ten. Cel. Ordenador de Despesas Demanda doméstica sobe 11,9% A demanda por transporte aéreo doméstico subiu 11,9% em maio, na comparação com igual mês de 2012, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), divulgados ontem. O indicador leva em conta dados de passageiro quilômetro transportado (RPK). Conforme a associação, em maio o total de passageiros transportados chegou a 6,4 milhões, quase alcançando os 6,5 milhões de janeiro. Já a oferta, medida pelo indicador de assentosquilômetro oferecido (ASK) no período cresceu 1,7% na mesma comparação. Com isso, a taxa de ocupação nos voos domésticos subiu 6,8 pontos percentuais, de 67,3% para 74,05%. Em relação a abril, a demanda cresceu 3,89%, enquanto a oferta apresentou expansão de 1,49%, levando a taxa de ocupação a avançar 1,7 ponto percentual. Conforme a Abear, individualmente cada uma O corte da oferta é uma estratégia das empresas de retomar a rentabilidade em um cenário de demanda fraca. Com a economia desaquecida, as empresas têm dificuldade de repassar o aumento de custos ao consumidor e optam por reduzir os voos deficitários. Estimativas da Abear apontam que a cada 10% de repasse de preço, a demanda por voos cai 14%. Se o câmbio se mantiver, o quadro que se apresenta é de redução da oferta. É VEÍCULOS das companhias aéreas associadas (TAM, Gol, Avianca e Trip) apresentaram melhora nos indicadores operacionais relativos ao transporte domestico na comparação a abril. A única exceção foram os dados de oferta da TAM, que ficaram praticamente estáveis. Em termos de participação, a TAM segue na liderança, com 39,8%, aumento de 1,1 ponto percentual em relação a abril, enquanto Gol ficou com 35,6%, o grupo Azul/Trip respondeu por 17,4% e a Avianca abocanhou 7,2%. Conforme a Abear, juntas, ficaram com 24,6%, 0,2 ponto percentual abaixo de abril. No mercado internacional, a Abear apontou alta de 1,6% na oferta e aumento de 4,7% na demanda, em relação a abril. Com isso a taxa de ocupação cresceu 2,3 pontos percentuais, para 77,5%. A entidade destacou o crescimento da participação da Gol no mercado, que passou de 8,3% para 11,1%. AVISO uma solução tomada por empresas do mundo inteiro nessas circunstâncias, disse Jenkins. Os representantes da Abear evitaram projetar o impacto da mudança cambial no preço das passagens. Procuradas, Azul e Gol não comentaram. O vice-presidente de finanças e controladoria da TAM, Daniel Levy, disse que a alta do dólar é mais um desafio para uma indústria que trabalha com margens muito estreitas. A TAM já prevê para este ano uma redução entre 5% e 7% na sua oferta no mercado nacional. A empresa, no entanto, disse que ainda não avaliou o impacto da mudança cambial nos preços. Ainda estamos avaliando no longo prazo os efeitos desta recente variação cambial, disse Levy. Ele ressalta que a demanda por passagens aéreas é elástica, ou seja, sensível a preços, o que impõe uma necessidade de elevar a lucratividade com voos mais cheios. Vendas somam 167 mil na primeira quinzena de junho As vendas de autos e comerciais leves na primeira quinzena de junho somaram unidades, informou ontem a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O total representa alta de 7,85% sobre os veículos de igual período de maio, e queda de 4,43% ante o total de unidades da primeira metade de junho de 2012, primeiro mês de redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) do ano passado. No acumulado do ano, foram comercializadas 1,57 milhão de unidades de autos e comerciais leves, alta de 7,18% ante o acumulado de janeiro à primeira metade de junho de 2012, quando haviam sido emplacados 1,47 milhão de veículos. Na primeira metade de junho, as vendas de caminhões e ônibus atingiram unidades, alta de 2,34% em relação ao total de veículos de igual período de maio e de 26,41% ante aprimeira metade de junho de 2012, quando tinham sido vendidas unidades. No acumulado de 2013, as vendas desses veículos atingiram unidades, alta de 6,85% na comparação com as unidades de igual período de Incluindo motocicletas, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros veículos emplacados, o total comercializado na primeira quinzena de junho de 2013 chegou a unidades. Alexandre Pereira da Costa, Leiloeiro, autorizado, venderá em leilão no dia 03 de julho de 2013, as 10h., na Rua Sete de Setembro, nº 55 Gr Centro/RJ., peças de veículos, no estado, como: lanternas, capôs, para-lamas etc. Rio, 18/ 06/2013. Pgto. a vista, comissão 5%, ISS 0.25 %. Alexandre Pereira da Costa. JUÍZO DE DIREITO DA DÉCIMA TERCEIRA VARA CÍVEL COMARCA DA CAPITAL EDITAL de 1ª e 2ª, PRAÇA E INTIMAÇÃO, com prazo de 05 (cinco) dias, extraído dos autos da Ação de Execução de Título Extrajudicial proposta por RC BRITO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA em face de JORGE MALAQUIAS SOARES E OUTRA - Processo nº ( ), passado na forma abaixo: A DRA NATASHA MACULAN ADUM DAZZI, Juíza de Direito em exercício da Vara acima, FAZ SABER aos que o presente Edital, virem ou dele conhecimento tiverem e interessar possa, especialmente ao JORGE MALAQUIAS SOARES e sua mulher ROSIMERI GARCIA GOMES SOARES, de que no dia 24/06/2013 ás 14:10 h, no Átrio do Fórum da Capital, pelo Leiloeiro Público GUSTAVO PORTELLA LOURENÇO, será apregoado e vendido a quem mais der acima da avaliação, ou no dia 04/ 07/2013, pela melhor oferta, o DIREITO E AÇÃO ao APTO Nº. 302 DA RUA IVO BORGES Nº. 138, RECREIO DOS BANDEIRANTES/RJ. Direito a 02 vagas na garagem. Avaliação: R$ ,00 (Um milhão e setecentos mil reais). Conforme certidão do 09º RGI, matriculado sob o nº onde consta no ato AV. 04 COMPRA E VENDA: Fica registrada a compra e venda do imóvel feita por LILLIAN ACHCAR TONANNI MALETA em favor de RC BRITO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. Apresenta débito de IPTU nos exercícios de 2012 e 2013, total de R$ 3.174,25 Taxa de Incêndio FUNESBOM, não possui débito. Condições de pagamento: Arrematação á vista, ou mediante caução de 30% (art. 690 do CPC), acrescido de 5% de comissão ao Leiloeiro, 0,25% de ISS, Custas de Cartório de 1% até o máximo permitido. As certidões estão nos autos. E para o conhecimento de todos foi publicado este edital, outro na íntegra está afixado nos autos e no local de costume. Rio de Janeiro, 04/05/2013. Eu, Fabiano Alberto Conde Carvalho Falbo de Oliveira, Responsável pelo Expediente, matr. 01/25222, o fiz datilografar e subscrevo. Brasil S/A por Antônio Machado Facebook de luta O dia seguinte às manifestações majoritariamente de jovens contra uma agenda amplíssima de problemas e não mais só o aumento de 20 centavos da tarifa de ônibus de São Paulo, simbolizando a revolta contra o custo e a qualidade dos transportes no país, foi de total perplexidade dos governantes, dos políticos, dos analistas e da imprensa com a magnitude dos protestos. A pergunta síntese para o que se viu: "De onde veio toda essa gente e o que ela quer?" A resposta não está nos artigos dos tais especialistas convocados a justificar não bem os alegados 100 mil manifestantes no Rio ou 65 mil em São Paulo, segundo o Datafolha. Em São Paulo, apenas uma das três colunas de manifestantes levou uma hora e 52 minutos passando em frente ao escritório deste escriba, na Rua Funchal, ocupando uma pista de três faixas, em formação compacta. Em dia de jogo, com 30 mil torcedores, o estádio do Morumbi se esvazia em 30 minutos. O público que passou pela Funchal, parte a caminho do Palácio dos Bandeirantes, aonde a passeata chegou esvaziada, impressionou, não importa quantos fossem. Eram muitos, reunidos não só pelo aumento da tarifa de ônibus, mas por insatisfações variadas, embora menos difusas que a interpretação dos analistas. As palavras de ordem e os cantos mais ouvidos desancavam o governador Geraldo Alckmin, o prefeito Fernando Haddad, a presidente Dilma Rousseff, os partidos políticos, todos e não necessariamente nesta ordem. Se o mal-estar com os partidos era visível, a ponto de a maioria hostilizar grupos isolados portando bandeiras do PSTU e do PSOL, e em uma semana a crítica inicial contra os transportes cedeu espaço à revolta contra a corrupção, os preços altos, a deficiência dos serviços públicos, os gastos com os estádios da Copa, não se está diante de rebeldes sem causa, como muitos escreveram. Os alvos são claros: políticos e governantes, Alckmin e Dilma, PT e PSDB, assembleias legislativas e Congresso Nacional. E que mais? Um cartaz divulgado no Instagram sugere a resposta: "Mais escolas e hospitais com padrão FIFA". Aliás, o movimento que está ai só deve ser estranho a quem ignora o Facebook e o Instagram. De carona a personagem "É a vingança dos alienados", disse-me um jovem da passeata de segunda-feira, designer gráfico, incomodado com a crítica de que gente como ele, segundo sua impressão, seria consumista, avoada e desligada dos problemas do país. Pelas redes, encontrou outros que pensavam como tal. Faltava um catalisador. Não falta mais, disse. É a forma de gestão da economia e dos serviços públicos, da saúde aos transportes, além da organização política, que está colocada em causa nestes protestos mobilizados e divulgados em redes sociais, o começo e o fim desta parcela desconhecida da sociedade, embora mais expressiva em tamanho do que se poderia suspeitar. Ela pegou carona nos protestos do Movimento Passe Livre (MPL), saiu com ele às ruas, tomou gosto e começa a reescrever outra agenda. Três grupos em disputa Os movimentos em São Paulo e no Rio explicitaram três grupos mais ou menos em confronto quanto ao método e ao objetivo dos protestos. O MPL continua de posse da agenda e quer preservá-la para manter-se no controle da situação. A pedida é única: revogar os aumentos das passagens. Algumas prefeituras importantes, como a de Porto Alegre, cederam. Em São Paulo é mais difícil, já que o subsídio das tarifas chega a R$ 1,25 bilhão ao ano e não há de onde tirar a diferença. A favor do MPL trabalha a ideia entre os políticos de que é melhor ceder a uma das faces agora visíveis do movimento, que tentar abrir negociações com as outras duas vertentes do movimento: a dos grupos radicais, disciplinados, mas fechados ao diálogo, como o pessoal do PSTU, e a dos jovens arregimentados nas redes sociais, francamente majoritários. Eles não têm lideres formais (embora se distingam os mais seguidos no Facebook) e, à primeira vista, são bastante hostis aos governos, sobretudo a Dilma, e aos partidos. Dilma e PT preocupados É da massa de jovens com perfis nas redes sociais que poderão sair as surpresas. A presidente está preocupada, Lula também. O PT ainda mais. Desde o movimento dos caras pintadas, contra Fernando Collor, é a primeira vez que o PT não tem controle político das ruas, muito menos conhece quem a ocupou, faltando 15 meses para as eleições. Se o grosso dos manifestantes que se expressam pelas redes sociais for de classe média, segmento com risco de ser o mais afetado pelos juros altos e a moeda depreciada, a irritação pode ganhar tração, sensibilizar os mais velhos e acabar capturada pela oposição. Para complicar, o espaço fiscal para distribuir agrados encurtou, além de o governo estar pressionado pelos credores da dívida pública e potenciais investidores das novas concessões a dar garantia de que traz o Tesouro em rédeas curtas. Já passou a hora de Dilma renovar a direção da política econômica. Ou pensar em outra coisa. Esperando Ben Bernanke Depois de duas semanas de fel para o governo e a economia, espera-se uma trégua das falsetas do dólar, uma casca de banana devido à suposta intenção do Federal Reserve de acabar a farra das emissões o tal quantitative easing, ou QE, o recurso usado para vitaminar a economia dos EUA. O Federal Reserve encerra hoje sua reunião de dois dias e se prevê uma entrevista de seu presidente Ben Bernanke. Ou valida a suspeita dos mercados, que espera o fim dos incentivos para breve, ou anuncia um prazo maior, permitindo aos mercados e ao governo brasileiro respirar. A expectativa é que parte do tsunami monetário global volte para cá. A desoneração do IOF que barrava o hot money foi feita com essa intenção. Se Bernanke for camarada, como torcem BC e Fazenda, há chances de o câmbio se apreciar. Que seja logo. A debacle do real onera as empresas expostas ao dólar ou que previam capitalizar-se com aportes externos, caso da Votorantim Cimentos. Ela cancelou a abertura de capital, deixando de levantar até R$ 10,3 bilhões. Outro golpe nas expectativas.

5 Jornal do Commercio Quarta-feira, 19 de junho de 2013 Economia A-5 CÚPULA G-8 tem acordo contra fraude e evasão de divisas Proposta aprovada na Irlanda do Norte pede aos governos o aperfeiçoamento das leis para impedir que empresas transfiram lucros de forma ilícita para os paraísos fiscais Ogrupo das oito maiores nações industrializadas (G-8) concordou com as propostas para combater a fraude e a evasão fiscais, que pedem aos países que mudem as leis para impedir que as empresas transfiram lucros de forma ilícita entre as fronteiras (para os chamados paraísos fiscais) e a maior transparência sobre o controle das companhias. O acordo foi anunciado ontem ao final da reunião de cúpula de dois dias em Enniskillen, na Irlanda do Norte. Chamado de Declaração do Lago Erne, que é o nome do lago onde o encontro foi realizado, o acordo diz que as autoridades fiscais mundiais devem automaticamente partilhar informação para "combater o flagelo da evasão fiscal." Além disso, as empresas multinacionais devem comunicar às autoridades fiscais que pagam impostos e onde eles são pagos, prevê o acordo. "Nós encomendamos um novo mecanismo internacional que irá identificar onde as empresas multinacionais estão obtendo seus lucros e pagando seus impostos para que possamos acompanhar e expor aquelas que não estão pagando sua parte justa", disse o primeiroministro do Reino Unido, David Cameron, em entrevista no fim da cúpula. "Pode não ser o mecanismo mais memorável no EUROPA DA AGÊNCIA REUTERS As vendas de automóveis na Europa em maio caíram para o nível mais baixo em duas décadas, corroendo as esperanças de montadoras de veículos de uma recuperação do mercado neste ano. Somando quase metade das vendas da região, Alemanha, França e Itália reportaram quedas que se aproximaram ou chegaram a dois dígitos. Os emplacamentos nas 27 nações da União Europeia tiveram queda de 5,9% sobre Nós encomendamos um novo mecanismo internacional que irá identificar onde as empresas multinacionais estão obtendo seus lucros e pagando seus impostos para que possamos acompanhar e expor aquelas que não estão pagando sua parte justa. David Cameron Primeiro-ministro do Reino Unido mundo, mas esta ferramenta fiscal internacional terá uma característica real de garantir que teremos o pagamento de imposto e justiça tributária adequados em nosso mundo." O acordo também prevê que os verdadeiros donos das empresas sejam revelados, dizendo que as companhias devem saber quem realmente é dono delas e os cobradores de impostos e agentes da lei devem ser capazes de obter essa informação facilmente. A declaração da cúpula, contudo, não informa se um registro central de controle das empresas será criado. O Reino Unido estava pressionando os outros países do G-8 Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, França, Itália e Rússia a se inscreverem nesse registro, que é projetado para impedir que as companhias se escondam atrás de um ano antes, para 1,04 milhão de carros. Este foi o menor nível desde maio de 1993, quando as vendas caíram para abaixo do patamar de 1 milhão de unidades, afirmou ontem a Associação de Montadoras Europeias. Em abril, a venda de carros novos havia subido pela primeira vez em 19 meses na região, apesar de ajudada por resultados excepcionais ligados ao feriado da Páscoa. Depois de sofrer a maior baixa em 17 anos no acumulado de 2012, a demanda europeia deve se contrair ainda mais este ano, fazendo as montadoras de grande volume de veículos sofrerem com o excesso de capacidade, de um lado, e com o corte nos preços, de outro. De janeiro a maio, as vendas na União Europeia recuaram 6,8%, para 5,07 milhões de veículos. O mercado alemão, que resistiu por muito tempo à crise do ano passado, caiu 8,8% até agora. As vendas na França e na Itália, que diminuíram 11,9% e 11,3%, respectivamente, foram afetadas pelo desemprego e por empresas de fachada e fundos fiduciários ao fornecer detalhes sobre seus reais proprietários. Mais cedo, o governo do Reino Unido disse que avançaria com a criação do registro no país e realizaria consulta pública sobre se a informação do sistema deve ser acessada publicamente. O presidente da França, François Hollande, disse que era um "grande defeito" do acordo não ter um registro da empresa para a troca de informações fiscais. A diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, parabenizou Cameron e os líderes das outras nações do G-8 por terem incluindo questões fiscais na agenda da cúpula. "A fraude e evasão fiscais internacionais surgiram como os principais riscos para a receita do governo e como ameaças à credibilidade dos sistemas fiscais aos olhos dos cidadãos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento", disse Lagarde. Crescimento e emprego No comunicado final da cúpula, os líderes do G-8 afirmam ter como prioridade a promoção do crescimento e do emprego e dizem esperar que os bancos centrais continuem sustentando a recuperação econômica. No documento, as autoridades dos oito países afirmaram que "concordaram em estimular a recuperação global dando apoio à demanda, resguardando as finanças públicas e explorando todas as fontes de crescimento." Embora tenham concluído que a perspectiva de crescimento global continua fraca, os líderes disseram que os riscos de baixa diminuíram, "graças em parte a significativas ações de política adotadas nos EUA, na zona do euro e no Japão, e à maior resistência de grandes economias em desenvolvimento e emergentes". As autoridades também citaram os "ganhos pronunciados" dos mercados, mas lamentaram que "esse otimismo ainda precise se traduzir totalmente em melhorias mais amplas na atividade econômica e no emprego". "Na verdade, a perspectiva de crescimento em algumas regiões se enfraqueceu desde a cúpula de Camp David", diz o comunicado. Carros: venda despenca em maio medidas de austeridade que frearam o consumo. A Grã-Bretanha permanece com resultados positivos. O segundo maior mercado de veículos da Europa reportou crescimento de 11% em maio. Entre as montadoras, a francesa Peugeot foi quem apresentou os piores resultados no mês, com queda de 13,2% nas vendas. A empresa foi seguida pela GM, com recuo de 11,3%. A Volkswagen, maior montadora da Europa, teve queda de apenas 2,8% em maio. EUA Obama: Bernanke ficou bem mais do que queria O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu a entender durante entrevista que foi ao ar na segundafeira que pode estar procurando novo chairman para o Federal Reserve (Fed, o banco central do país), ao afirmar que o atual, Ben Bernanke, ficou muito mais tempo do que ele havia planejado originalmente. Falando no programa Charlie Rose Show, na rede PBS, Obama comparou Bernanke ao diretor do FBI, Robert Mueller, que concordou em ficar dois anos a mais do que havia planejado e que está para deixar o cargo nos próximos meses. "Bem, eu acho que Ben Bernanke fez um excelente trabalho. Ben Bernanke é um pouco como Bob Mueller, o chefe do FBI, onde ele já ficou muito mais tempo do que ele queria ou ele deveria", disse Obama. Perguntado se renomearia Bernanke se ele quisesse continuar no cargo, Obama não respondeu diretamente. "Ele tem sido um parceiro excelente, juntamente com a Casa Branca, para nos ajudar a nos recuperar, com muito mais força do que, por exemplo, os nossos parceiros europeus, do que poderia ter sido uma crise econômica de proporções épicas", disse Obama. A grande expectativa é que DA AGÊNCIA DOW JONES A inflação ao consumidor dos EUA subiu levemente em maio, sugerindo que as pressões inflacionárias continuam contidas em meio ao lento crescimento econômico global e aos pequenos aumentos nos salários dos norte-americanos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,1% em termos sazonalmente ajustados em comparação com abril, segundo o Departamento do Trabalho. Com a alta de maio, a primeira em três meses, o CPI subiu 1,4% nos EUA sobre igual mês do ano passado. O Federal Reserve (Fed) acompanha atentamente a inflação para avaliar seus próximos passos em seu programa de compra de bônus de US$ Bernanke deixe o cargo de chairman do Fed quando seu segundo mandato expirar no final de janeiro. Acredita-se que Obama está considerando um número de especialistas monetários para o cargo, incluindo a vice-chairman do Fed, Janet Yellen, o ex-assessor de Obama e Bill Clinton Lawrence Summers e o ex-secretário do Tesouro Timothy Geithner. Um anúncio sobre a sucessão no Fed poderia ocorrer já no outono (primavera no Brasil), para dar tempo ao Senado de aprovar o indicado de Obama antes do final do mandato de Bernanke. Na entrevista, Obama disse que os EUA continuam a pressionar a China sobre uma série de questões. Ele declarou que, ainda que esteja otimista sobre a relação com a China daqui para frente, ainda há muito trabalho. "O que você está vendo dentro da liderança chinesa é o desejo de continuar a não ser responsável, conseguir o máximo que puder e deixar que os Estados Unidos se preocupem com as grandes dificuldades e grandes problemas." Obama disse, contudo, que, ao mesmo tempo em que esta é a posição da China sobre algumas questões, em outras, o país está tentando assumir um papel maior no cenário mundial. "O que estamos dizendo é que você não pode ser as duas coisas", afirmou. (Com agências) Inflação ao consumidor tem ligeira alta de 0,1% 85 bilhões por mês. A meta de inflação anual do banco central norte-americano é de 2%. Grandes movimentos nos custos da energia e dos alimentos foram importante fator nos preços ao consumidor de maio. Os preços da energia subiram 0,4% ante abril e caíram 1% ante maio do ano passado, enquanto os preços dos alimentos diminuíram 0,1% ante abril. O núcleo do CPI, que exclui energia e alimentos, aumentou 0,2% em termos mensais, como previsto, e 1,7% em termos anuais. O Departamento do Trabalho também informou que os ganhos semanais ajustados pela inflação recuaram 0,1% em maio, na comparação com abril, refletindo o leve aumento nos preços ao consumidor e os salários estáveis. ALTA RODA por Fernando Calmon» e Legislações atrapalhadas Tudo indica que a obrigatoriedade de utilização de rastreadores em veículos novos (incluindo motocicletas) será adiada pela quarta vez. Deveriam ser instalados, no final deste semestre, na própria linha de montagem de todos os veículos produzidos no Brasil ou importados. Esse dispositivo foi imposição do ex-ministro das Cidades e presidente do Contran, Márcio Fortes, apesar de vários especialistas do próprio órgão e representantes do setor automobilístico terem ponderado sobre dificuldades técnicas, custo-benefício inadequado e aumento de preço ao consumidor mesmo nas regiões do país de baixo risco de roubos e furtos. Depois de superar imbróglios jurídicos quanto ao cerceamento de privacidade e de desenvolvimento dos equipamentos, iniciou-se a fase de testes reais em campo conhecida como operação assistida. Ao final de cada uma de três dessas operações, com frotas espalhadas pelo Brasil, constatou-se o óbvio: a rede de telefonia celular, fundamental para funcionamento do sistema, apresenta grandes áreas de sombra (falta de cobertura) e ficaria ainda mais congestionada com tráfego de dados do que já está. Solução racional, a que o puro voluntarismo oficial ainda resiste, seria iniciar o programa oferecendo o equipamento como opcional de fábrica. Deixaria de prejudicar quem dele não tem necessidade, possibilitaria testar eficiência na vida real e se, de fato, quadrilhas especializadas seriam incapazes de anular o sistema com facilidade. Além disso, o efeito sobre a inibição de roubos seria bastante lento porque apenas os carros novos estariam contemplados. Em paralelo há outro programa Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) em implantação. Também atrasado, para variar, tem custo muito menor e poderia abranger toda a frota circulante em poucos anos. Bastaria colar um chip no para-brisa ou vidro traseiro, no processo de licenciamento anual, e desenvolver uma rede estratégica de antenas. Trata-se da versão eletrônica das antigas plaquetas ou selos anuais. Evitaria a parada desnecessária em blitzes de fiscalização e teria efeito também no combate a furtos e roubos. Poderia, ainda, facilmente se integrar ao pedágio eletrônico e a grandes estacionamentos. Por sua racionalidade seria solução bem melhor, mas isso parece não passar pela cabeça dos burocratas. Ainda quanto à legislação de trânsito, entra em vigor, agora em 1º de julho, a Resolução Contran 404/2012. O motorista fica, definitivamente, livre de ir ao cartório para identificar o condutor, no caso de multa em que ele não esteja ao volante. Volta, como era antes, a comunicação via Correio, ameaçada pela Resolução 363/2010 e cancelada às vésperas de vigir. Essa mesma Resolução tenta regulamentar a advertência por escrito no lugar de multas leves e média, mas na prática em quase nada melhorou o implícito viés educativo. Basta ler o parágrafo 8, do Artigo 9º: Caso a autoridade de trânsito não entenda como medida mais educativa a aplicação da Penalidade de Advertência por Escrito, aplicará a Penalidade de Multa. Com tal redação infame e a avidez arrecadatória do poder público, a tendência é se transformar em letra morta, salvo raríssimas exceções. NISSAN, apoiada pelo governo fluminense, estuda possível montagem do elétrico Leaf na nova fábrica de Resende, a ser inaugurada no início de Para isso Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault- Nissan, veio especialmente ao País. Renault iniciará importações da França. Além do Mégane R.S., primeiro lote do SUV compacto Captur já embarcou rumo ao Brasil. EMBORA a Mercedes-Benz esteja em tratativa final para usar instalações da Nissan mexicana e montar o sedã CLA para exportar às Américas, acordo não se replicará aqui. Conforme a coluna antecipou, a marca alemã concentra atenções finais entre Joinville, Juiz de Fora e, com menos chance, alguma cidade paulista para produção do SUV compacto GLA e os Classes A e C. SAIU acordo entre GM e sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos para garantir novos investimentos. Depois de longas e desgastantes negociações, improvável que essa fábrica não seja escolhida para abrigar a produção do próximo subcompacto mundial da Chevrolet. Desembolso pesado, de R$ 2,5 bilhões, para desenvolver e produzir o carro no Brasil. MITSUBISHI terá motor flex de 2,4 litros na picape média L 200 Triton, em dois ou três meses, para concorrer com versões semelhantes da S10 e da Ranger. Apelo é oferecer algo mais acessível frente aos produtos com motor diesel e ao atual V6 flex. Fábrica cogita, ainda, do câmbio automatizado, que representaria vantagem nada desprezível frente às concorrentes. OUTRO exemplo de oferecer mais pelo mesmo preço (na realidade, redução indireta de preço) em cenário de crescente concorrência. Fiat acrescentou, como item de série, direção de assistência hidráulica no Uno, menos na versão de entrada, que tem apelo maior para frotistas e uso comercial.

6 País A-6 Jornal do Commercio Quarta-feira, 19 de junho de 2013 Editor // luís Edmundo Araújo ONDA DE MANIFESTAÇÕES População continua nas ruas por todo o País São Paulo foi palco do maior dos protestos, que também chegaram a São Gonçalo, no Rio, a Belo Horizonte e a Florianópolis. Nova manifestação foi marcada para amanhã Nas entrelinhas por Denise Rothenburg A mensagem do novo São Paulo foi palco ontem de um mais uma grande manifestação popular contra o aumento das tarifas de transporte público, que reuniu cerca de 50 mil pessoas em vários pontos da cidade, dando sequência ao maior protesto popular no Brasil em mais de duas décadas. A manifestação teve início pouco antes das 17 horas, na Praça da Sé, marco zero da cidade e, a exemplo do protesto da véspera, os manifestantes se dividiram. Um grupo foi para a Avenida Paulista e outro rumou para a prefeitura, onde alguns manifestantes tentaram invadir a sede do governo municipal e quebraram vidraças do prédio, localizado na região central da cidade. Uma nova manifestação nacional foi marcada para amanhã, em todo o País. Imagens da TV mostraram um grupo de manifestantes usando grades para quebrar vidraças da prefeitura. Na Avenida Paulista, os protestos ocorriam de forma pacífica, mas a principal avenida de cidade foi bloqueada para o tráfego de automóveis nas duas direções. Mais cedo, o prefeito Fernando Haddad (PT) se reuniu com líderes do Movimento Passe Livre (MPL), que tem organizado as manifestações, durante reunião do Conselho da Cidade e disse que irá analisar as planilhas de custos do transporte público para avaliar a possibilidade de reduzir a tarifa, reajustada de R$ 3 para R$ 3,20 no início do mês. Na véspera, mais de 200 mil pessoas foram às ruas de todo o País numa onda de protestos que teve como estopim o reajuste no preço da tarifa do transporte público, mas que já engloba uma série de outras insatisfações. De acordo com o instituto Datafolha, 50 mil pessoas estavam nas ruas de São Paulo ontem. Segundo a Polícia Militar, no entanto, esse número era de 10 mil. Na véspera, 65 mil manifestantes tomaram as ruas da cidade. Em frente à prefeitura, manifestantes queimaram bonecos representando o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Também atearam fogo a um carro de transmissão da TV Record e a uma guarita da Polícia Militar perto da prefeitura. Manifestantes também bloquearam a Rodovia Raposo Tavares, que liga a capital ao interior do estado. Estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também foram alvo dos protestos. A rodovia Cônego Domenico Rangoni, principal via de acesso ao porto de Santos, foi bloqueada nos dois sentidos por cerca de 1h30 na noite desta terça-feira por manifestantes de Cubatão, provocando paralisação do tráfego também na rodovia Anchieta. Segundo a Ecovias, concessionária que administra as estradas que ligam a Grande São Paulo à Baixada Santista, as pistas já foram desbloqueadas. São Gonçalo Cerca de dez mil manifestantes se reuniram em São Gonçalo, no Grande Rio, em protesto contra o aumento das tarifas do transporte público. O grupo reuniu-se na Praça Zé Garoto e caminhou por um quilômetro, até a frente da prefeitura. Não houve incidentes durante o trajeto, acompanhado por 200 policiais militares. Por volta das 19h15, os ativistas dispersaram-se e, então, um grupo de cerca de 50 manifestantes começou a atacar ônibus. Um coletivo foi destruído a pedradas. Sacos de lixo foram incendiados e houve confrontos entre grupos de manifestantes. A Polícia Militar (PM) interveio e a situação era considerada controlada, às 20h30. Em Florianópolis, por volta das 19 horas de ontem, a Polícia Militar calculou em cerca de seis mil o número de manifestantes que ocuparam a avenida Mauro Ramos, no centro da capital catarinense, com destino à Avenida Beira Mar Norte. No local de concentração final, a estimativa foi de cerca de 10 mil participantes do movimento contrários ao elevado valor das tarifas de ônibus na região. O manifesto iniciou no principal terminal de ônibus do Centro (Ticen), seguiu até a Assembleia Legislativa onde hastearam a bandeira Nacional e em seguida rumaram para a Beira Mar. Conforme o comando da PM, que deslocou um grande contingente para acompanhar a mobilização, não houve registro de tumulto ou vandalismo durante a passeata. Ao aderir a manifestação Nacional, os manifestantes de Florianópolis fizeram inúmeros protestos através de faixas com escritas denunciando a corrupção, violência, a impunidade e a falta de atendimento às necessidades da população. A mobilização foi feita através das redes sociais. Nos cartazes, questões locais, entre elas os R$ 650 milhões destinados para a reforma da ponte Hercilio Luz, principal cartão postal de Florianópolis, ilustraram o repúdio da população contra a gestão e a política pública desenvolvida em Santa Catarina. Belo Horizonte ALEX ALMEIDA/REUTERS Manifestantes ocupam a Praça da Sé em mais um dia de manifestações populares na cidade Depredação Na Alerj, prejuízo de até R$ 2 milhões Os prejuízos no Palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) podem chegar a até R$ 2 milhões, segundo levantamento preliminar divulgado ontem pelo presidente da casa, deputado Paulo Melo (PMDB). Na noite de segunda-feira, o prédio foi alvo de depredações e cenário de batalha entre manifestantes e a Polícia Militar (PM), após uma manifestação que levou cerca de 100 mil pessoas ao Centro do Rio. Para o peemedebista, o ato de destruição foi promovido por vândalos. O confronto culminou com a tomada de parte do prédio do Palácio Tiradentes pelos manifestantes. "Seria leviano não separar a manifestação legítima, que reuniu jovens, estudantes e trabalhadores da baderna cometida por desordeiros", disse Mello. Segundo o presidente do Legislativo fluminense, todo o cálculo do prejuízo ainda está sendo elaborado por funcionários da Alerj em parceria com arquitetos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Foram registrados danos em vitrais, vidros e mármores do prédio. Parte do Salão Nobre também foi atingida. "Há uma biblioteca. Imaginem o que teria acontecido caso o prédio tivesse sido totalmente tomado?", questionou o parlamentar. Melo ressaltou que nem mesmo nas manifestações mais violentas registradas durante o período do regime militar houve um grau tão grande de depredação do patrimônio público. Ele disse que não só o Palácio Tiradentes foi atingido mas também o Paço Imperial e a Igreja de São José, prédios considerados históricos e que ficam ao lado da sede da Alerj. Inaugurado em 1926, o Palácio Tiradentes é tombado pelo Iphan e abriga, além das atividades do Legislativo fluminense, diversas exposições sobre sua história, a polícia local e vários outros temas. Atos pacíficos Um dia após as cenas de violência,as escadarias da sede da Alerj foram alvo de novos atos, mas desta vez, pacíficos. Ativistas realizaram um ato em que condenaram os episódios violentos da véspera. Os manifestantes levaram cartazes com dizeres contra a violência e com flores brancas, representando a paz. Em Brasília, o prejuízo ao prédio do Congresso Nacional é pequeno. Apenas uma vidraça foi destruída pelos manifestantes, na primeira vice-presidência da Câmara. Outro vidro ficou rachado após uma machadada na chapelaria. No mais, resta limpar o que foi deixado pelos manifestantes. Em São Paulo, ontem, um posto da PM foi queimado, assim como um carro da TV Record. As sedes do governo do estado e da prefeitura da cidade também foram danificados pelos manifestantes. Ainda não há um cálculo financeiro sobre a degradação. Integrantes da Força Nacional de Segurança chegaram ontem a Belo Horizonte para atuar no controle das manifestações realizadas na cidade. Desde sábado, já ocorreram três protestos na capital e outros dois já estão planejados para quinta e sábado. O apoio da tropa nacional foi solicitado pelo governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), durante encontro pela manhã com a presidente Dilma Rousseff, que enviou 150 homens para auxiliar a Polícia Militar durante os atos. A informação da chegada do reforço foi confirmada pelo governo mineiro na noite desta terça. "É um gesto simbólico, que demonstra o apoio da União ao esforço que Minas vem fazendo para garantir a segurança da população e dos próprios manifestantes. Trata-se de uma força especializada, bem treinada, que vai se somar ao nosso contingente nas ações para que as manifestações em Belo Horizonte transcorram de forma pacífica e ordeira", afirmou o comandante da PM mineira, coronal Márcio Sant Ana. Nesta terça, enquanto os homens da Força Nacional de Segurança chegavam à capital, estudantes voltavam a fechar o trânsito em passeata da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) até a Praça Sete de Setembro, no Centro da cidade. Segundo a PM, aproximadamente 4 mil pessoas se concentraram no local e não houve registro de problemas. A polícia também registrou protesto em Contagem, na região metropolitana da capital, com cerca de 200 pessoas que seguiram para Belo Horizonte para se reunirem aos demais manifestantes. O grupo também reivindicava mais segurança, inclusive na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde o movimento foi organizado e que "recentemente, sofreu com assaltos e atos criminosos". Além de Belo Horizonte, também foram registradas manifestações em outras cidades de Minas, como Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Poços de Caldas, no sul do Estado. Em Montes Claros, no norte mineiro, diante da organização de uma manifestação para o próximo dia 25, a prefeitura anunciou redução no preço das passagens dos ônibus de R$ 2,40 para R$ 2,30, valor que passa a vigorar a partir do próximo domingo, 23. O preço erade R$ 2,10. De dentro do Congresso Nacional, os senadores Eduardo Suplicy e Paulo Paim, ambos do PT, e ainda Inácio Arruda, do PCdoB do Ceará, observavam a manifestação na noite de segunda-feira com vontade de sair e conversar com os estudantes. Foram desaconselhados. Conformados, assistiam a tudo pelo vidro. De repente, duas moças gritam "vocês não nos representam". De olhos arregalados, os três recolheram os flaps. A cena ajuda a explicar por que os manifestantes dispensaram uma conversa com o presidente em exercício da Câmara, André Vargas (PT-PR), e ajuda a entender um pouco mais o que vem por aí, muito diferente do que ocorreu em anos anteriores. Nos anos 1960, o que as marchas da família desejavam era a cabeça do então presidente João Goulart. Nos anos 1980, os manifestantes foram até o Congresso e entregaram o pedido de aprovação da emenda das eleições diretas. Nos 1990, foi a vez dos "cara-pintadas" pedirem aos congressistas o impeachment do então presidente Fernando Collor. Agora, perguntados, eles disseram que queriam tomar o Congresso, sob os gritos "ahá-uhú, o Congresso é nosso!". O recado das ruas desta vez é muito diferente dos anteriores. E começou em 2011, com as manifestações contra a corrupção, puxadas pela classe média. Em 8 de setembro, escrevi aqui que havia algo novo no ar, construído a partir das redes sociais. A coluna Nas entrelinhas daquele dia trouxe a seguinte mensagem, sob o título "Internautas pintados": "Se os políticos e suas instituições não se aproximarem desses movimentos e passarem a ouvir mais essas vozes que se levantam no mundo virtual e tomam as ruas, eles vão dançar. (...) A população levantou da arquibancada e começou a invadir o campo. Resta saber se os políticos vão se mexer e atender ao chamado ou esperar que o internauta aperte o delete para os seus mandatos". Quem tem mais a perder com este movimento é quem está no poder. Não por acaso, a presidente Dilma Rousseff, précandidata à reeleição, discursou ontem em favor das manifestações pacíficas e cívicas que começaram há dois anos e agora ressurgiram com força seff, pré-candidata à reeleição, discursou ontem em favor das manifestações pacíficas e cívicas, aproveitando para fazer um comercial das mudanças que acredita em curso por obra de seu governo. Colocou-se lado a lado com os manifestantes. O discurso, preciso do ponto de vista político, foi elaborado ainda na noite anterior, quando a presidente conversou com o antecessor, Lula, e com o marqueteiro João Santana. Tão logo o Exército cercou o Planalto, ela saiu pela "rota de fuga" na garagem do Palácio. Ontem, voltou a Lula o que, de pronto, alguns encararam como um recurso constrangedor, porque pode passar a impressão de que ela não anda sem a ajuda dele. Enquanto isso, no Planalto... Quem tem mais a perder com esse movimento é quem está no poder. Não por acaso, a presidente Dilma Rous- E no PT e no PSDB... Os petistas nunca estiveram tão consternados nos bastidores. Jorge Samek, presidente da Itaipu Binacional, lembrava ontem na solenidade do Planalto que era a primeira manifestação popular que ele estava de fora, desde os tempos da ditadura. "Estou me sentindo um excluído", dizia. Ele considera que vem aí um novo paradigma. Vai na mesma direção dos discursos de ontem, pelo aniversário de 25 anos do PSDB, com a presença de Fernando Henrique Cardoso, que vê o movimento como a vontade de construir o Brasil. O que eles não dizem, mas conversam nos bastidores, é a possibilidade de renovação de quadros e fora dos procedimentos normais. O movimento de 1960 gerou José Serra, a própria Dilma, José Dirceu, José Genoino, Ulysses Guimarães. O movimento pela redemocratização gerou o PT de Lula, Dirceu, Genoino, e o PSDB de Mário Covas, Serra, Fernando Henrique, Franco Montoro. As "Diretas Já" foram ainda o nascedouro de Aécio Neves e Eduardo Campos, que agora surgem como opção para presidente da República. O impeachment de Fernando Collor produziu Lindbergh Farias, Randolfe Rodrigues, que chegaram ao Senado. Este novo movimento, em gestação há dois anos e que ressurge com mais força esse mês, vai gerar novos líderes, talvez mais dispostos a se agarrar no serviço de qualidade que os manifestantes desejam, sem ter que negociar na base do toma-lá-dá-cá. Como os movimentos anteriores, eles se mostram dispostos a formar as próprias lideranças, deixando quem participou de algo semelhante no passado com ar de excluído. Que venham. O Brasil agradece.

7 Jornal do Commercio Quarta-feira, 19 de junho de 2013 País A-7 Brasília-DF por Luíz Carlos Azedo Anonymous e violentos Dois tipos de manifestantes, entre milhares que foram às ruas, destacam-se na multidão sem rosto que tomou as principais avenidas das capitais do país, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo: os mascarados do Anonymous e os encapuzados que patrocinaram os atos de vandalismo. Os primeiros são um "meme" da internet, criado em 2003, que se notabilizou em 2007, no Canadá, por identificar e levar à prisão o pedófilo Chris Forcand. Usam máscaras de Guy Fawkes e formam comunidades descentralizadas na internet, com um cérebro global, cuja atuação vai do "hacktivismo" na rede às manifestações de rua. Marcaram presença, por exemplo, na Primavera Árabe e na ocupação de Wall Street. Os encapuzados do vandalismo são mais violentos. Há anarquistas exaltados, punks e skinheds. Nas manifestações do Rio de Janeiro, principalmente na tentativa de assalto ao Palácio Tiradentes, os marginais que saquearam agências bancárias no centro também picharam as paredes com os símbolos do Comando Vermelho e do Terceiro Comando. Três horas Os policiais que guarneciam o Palácio Tiradentes do Rio de Janeiro não estavam preparados para impedir os atos de vandalismo, seja pelo número de homens, seja pelo equipamento que utilizavam. Nada justifica, entretanto, o tempo que a tropa de choque levou para socorrer os colegas de farda e acabar com o vandalismo. Bandeiras À vontade nas primeiras manifestações, militantes do PSU e do PSol quase foram escorraçados das passeatas de segunda-feira. Foram obrigados a baixar as bandeiras partidárias. Das mais de 65 mil pessoas que protestaram em São Paulo, 84% não têm preferência partidária. Sampa O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, agregou-se à reunião de Lula com Dilma para discutir a situação na cidade. A capital paulista é o melhor cenário para fazer um contraponto com o PSDB, que governa o estado. Minguante O governador Sérgio Cabral, do PMDB, aposta que a candidatura do senador Lindberg Faria (PT-RJ) minguará até o fim do ano. A estratégia é fazer o petista sangrar até não ter mais condições de brigar com o PMDB. Fornalha O senador Lindberg Faria (PT-RJ) enfrenta notícias ruins. Além da quebra dos sigilos bancário e fiscal pelo STF, ele responde a 18 ações judiciais da época que governou Nova Iguaçu e tenta reverter decisão da Justiça fluminense que o tornou inelegível, em dezembro de Dos 11 prefeitos petistas eleitos no estado, 11 consideram o lançamento da sua candidatura precipitado. Hit viral Com música do Rappa, na voz de Falcão, a campanha da Fiat para surfar a Copa das Confederações será retirada do ar. A paródia do jingle, que agora é viral, de propaganda do Movimento Passe Livre, com mais de 3 milhões de acessos Roubos O Exército, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária, a Secretária de Segurança Pública e o Ministério Público foram mobilizados pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), para combater a "saidinha bancária", roubo que virou praga em Salvador. Engenho Presidente do TCU, Augusto Nardes comporá a comissão julgadora do 10º Prêmio Engenho de Comunicação. O ministro do STF Marco Aurélio Mello presidirá o grupo. ONDA DE MANIFESTAÇÕES Tarifas no transporte atropelam inflação Passagens mais que dobraram entre 2002 e 2013 e superaram até mesmo a carestia do período. Desde 1994, custo da mobilidade subiu 6,5 vezes» VICTOR MARTINS As manifestações que tomaram conta do País e que reclamam, entre outros itens, pela redução das tarifas de transporte, têm como motivo muito mais do que os R$ 0,20 de reajuste em São Paulo. O custo de vida no País, a despeito de não haver mais hiperinflação como nos anos 1980 e 1990, disparou. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços médios da tarifa, no Brasil, mais que dobraram de 2002 a Enquanto a inflação cresceu 104,46% no período, o preço da mobilidade avançou muito mais, 139,56%. Do início do plano real até hoje, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula elevação de 332,33%, menos da metade da carestia observada no transporte público, que registrou alta de 647,21%. Cálculos com base nos números do IBGE mostra que uma passagem de ônibus e metrô que custasse R$ 0,50 em 1994 subiu, hoje, para algo ao redor de R$ 3,24. Ou seja, um trabalhador que gastasse uma tarifa para ir e outra para voltar do emprego desembolsava, por ano, em meados de 1990, R$ 104,46% É o índice de crescimento da inflação de 2002 a Essa mesma pessoa, atualmente desembolsaria algo ao redor de R$ 780 anuais para se locomover até o trabalho. As tarifas de ônibus e metrô, de fato, subiram mais que a inflação, observou André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos. O Brasil mudou muito em um mundo que também tem mudado rapidamente. Esse desconforto da população e as manifestações são reflexos da elevação de alguns preços da economia brasileira, argumentou. Paulo Sigaud, sócio do escritório Mattos Muriel Kestener Advogados, pondera que o governo pode abrir mão de parte do Imposto sobre Circulação de 139,56% Foi o índice de aumento dos transportes de 2002 a 2013 Mercadorias e Serviços (ICMS) para produtos do transporte público. Segundo ele, desonerar a aquisição de pneus e dieesel abriria margem para impedir aumentos de passagem. Isso é o Custo Brasil. O governo precisa fazer uma reforma fiscal e tributária para tornar as empresas mais eficientes, sugeriu. Momento de tensão Para a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, o momento é de tensão. Além das manifestações, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo de junho, no acumulado de 12 meses, deve romper, mais uma vez em 2013, a meta de inflação. O item no indicador que levará o custo de vida para um número acima de 6,5% será dado pelos transportes (segmento que tem peso de 20% na inflação), principalmente devido aos reajustes das tarifas paulistanas. A segunda prévia do mês do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) já captou uma elevação desse preço, uma alta de 1,25% na passagem de ônibus urbano um número que deve crescer nas próximas avaliações. Os economistas do governo temem ainda os efeitos da elevação do dólar frente o real, que neste ano acumula alta de 6,5%. Essa valorização da moeda começa a bater nos preços dos produtores, sobretudo nos itens agrícolas e, em algumas semanas, deve chegar a mesa do brasileiro por meio das carnes e outros itens. Para tentar reverter a escalada dos preços no país e atender o clamor popular, o Executivo começa a dar sinais de que pretende mudar os rumos da gestão pública. Fala em melhorar as condições das contas públicas, o Banco Central segue em processo de aperto monetário e a presidente montou até um gabinete de crise para tentar entender as demandas dos brasileiros. Prefeituras reavaliam preços Governos de capitais de todo o País reavaliavam ontem as tarifas do transporte público e algumas prefeituras anunciaram a redução deste valor após a onda de manifestações da véspera que levou mais de 200 mil pessoas às ruas de todo o Brasil, num protesto que teve como estopim a elevação do preço da passagem. Em São Paulo, epicentro das manifestações há cerca de duas semanas, o prefeito Fernando Haddad (PT), que chegou a descartar a redução da tarifa, reuniuse com integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), que tem organizado as manifestações, e disse que uma eventual redução do valor da passagem passa por um diálogo entre o poder público e empresários do setor. "Eu gostaria de dizer que esse debate nos interessa. E nós queremos esgotar as possibilidades de entendimento, de compreensão desse fenômeno do transporte público, da mobilidade urbana na cidade de São Paulo", disse. "Nós temos aí um trabalho a fazer da parte do poder público e um trabalho a fazer do ponto de vista do empresariado, porque nós não temos receita para subsidiar a tarifa para além do esforço que está sendo feito", disse, lembrando que em outros países a parcela REMÉDIOS da tarifa paga pelos governos e pelos empresários é maior do que na capital paulista. Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB), apontado como provável candidato à Presidência no ano que vem, se reuniu com prefeitos da região metropolitana do Recife e anunciou a redução da tarifa em 10 centavos. "Essa decisão não é para acalmar os ânimos. O objetivo é fazer um diálogo correto. Sabemos que a pauta está em construção no debate na rua, existe um incômodo no Brasil inteiro", disse Campos em entrevista coletiva nesta terça. 200 mil nas ruas Na véspera, mais de 200 mil pessoas tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil, na maior manifestação popular no País em mais de 20 anos, para reivindicar melhores serviços públicos, combate à corrupção e protestar contra os gastos com a Copa do Mundo de Embora a gama de insatisfações e reivindicações tenha se ampliado, principalmente nos protestos de segunda-feira, a onda de manifestações foi deflagrada pela elevação nas tarifas de transporte público em todo o País. A grande quantidade de pessoas que foram às ruas levou a presidente Dilma Rousseff a comentar os protestos durante cerimônia sobre mineração em Brasília. Ela elogiou as manifestações, e disse que "as vozes das ruas" têm de ser ouvidas pelos governantes. Além de Pernambuco, as Prefeituras de Porto Alegre e João Pessoa também anunciaram a redução na tarifa ontem. Na capital gaúcha, o prefeito José Fortunati (PDT), disse que enviou à Câmara Municipal nesta terça um projeto de lei que desonera o Imposto Sobre Serviços (ISS) que incide sobre o transporte de ônibus, o que possibilitaria reduzir a tarifa dos R$ 2,85 atuais para R$ 2,80. Em Porto Alegre a manifestação de segunda-feira reuniu milhares de pessoas, que saíram a partir da prefeitura em passeata pelo centro da cidade. Houve registros de confrontos com a polícia, e a capital gaúcha contabilizou agências bancárias com vidraças quebradas, pelo menos um ônibus queimado e dezenas de conteinêres de lixo incendiados. Fortunati disse também que vai formalizar pedido ao governador Tarso Genro (PT) para que encaminhe projeto de lei ao Legislativo estadual que reduza o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel consumido pelo setor de transporte coletivo. Em João Pessoa, o prefeito Luciano Cartaxo (PT), anunciou redução de 10 centavos no preço da tarifa, para 2,20 reais a partir de julho. Segundo ele, a queda será possível graças à desoneração de impostos sobre o transporte público, promovida pelo governo federal no início deste mês. Desoneração 27 parcerias para biológicos No início do ano, o governo federal convenceu alguns estados e municípios a segurarem o reajuste da tarifa, inicialmente previsto para janeiro, até o meio do ano por conta dos temores com a alta da inflação. No início de junho, o governo anunciou a desoneração de PIS/Cofins sobre o setor para que o aumento fosse minimizado. Antes das manifestações de segunda-feira, outras capitais já haviam reduzido suas tarifas, casos de Curitiba e de Manaus. "Quando a Dilma anunciou que reduzia a zero o PIS/Cofins, eu mandei fazer os cálculos. O cálculo apontava menos 10 centavos, eu tirei os 10 centavos", disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), que no início do mês anunciou a queda na tarifa para R$ 2,90. Virgílio, que já foi senador, elogiou as manifestações de segunda-feira. "Exageros à parte, é muito melhor ter jovens nas ruas do que acomodados em casa", comentou. (Com Agência Reuters) Curta FONTELES RENUNCIA À COMISSÃO DA VERDADE O ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles não faz mais parte da Comissão Nacional da Verdade. Ele renunciou ao cargo a que tinha sido indicado pela presidente Dilma Rousseff, alegando "razões pessoais". Fonteles não esconde que enfrentou divergências internas no grupo, mas alegou que os desentendimentos não pesaram na sua decisão de deixar o colegiado. "É irreversível. Considerei realmente que o meu trabalho na Comissão da Verdade cumpriu-se, chegou ao fim. Então, entendi, por razões estritamente pessoais, que era o tempo de encerrar. Acho que já fiz um trabalho, participei de diversos debates no país, produzi 150 textos escritos. Tudo na vida tem o seu tempo. E esse foi o meu tempo", explicou Fonteles, em entrevista durante um ato realizado ontem contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Nº37, na Procuradoria-Geral da República.» LÍGIA FORMENTI O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ontem 27 parcerias com laboratórios públicos e privados para a produção nacional de 14 medicamentos biológicos. O acordo vai permitir, de acordo com os cálculos do governo, uma economia anual de R$ 200 milhões. "Com a produção local, o País fica menos vulnerável à flutuação de preços e outros problemas de importação", disse Padilha. Com a parceria, o número de medicamentos biológicos que serão produzidos pelo País passará de 14 para 25. O desenvolvimento de medicamentos a partir de parcerias ganhou força nos últimos três anos: o governo se compromete a comprar remédios durante o período de transferência de tecnologia dos laboratórios privados para laboratórios públicos. As empresas que fazem a transferência são beneficiadas porque, durante um período, têm mercado garantido. Laboratórios públicos, por sua vez, recebem a capacitação para produção do remédio. O formato dos acordos anunciados ontem traz um diferencial: para um medicamento, há mais de uma parceria entre laboratórios. "Aquele que produzir mais rapidamente, for mais eficiente, ganhará maior fatia do mercado", disse Padilha. Câncer Na nova lista estão medicamentos para tratamento de câncer (Trastuzumabe, Cetuximabe, L-asoaragubase, Filgrastima), um medicamento usado para tratamento de câncer e artrite reumatoide (Rituximabe), outros remédios para artrite (etanercepte, certolizumabe, adalimumabe), para diabetes, um cicatrizante e uma vacina. O governo anunciou também a construção de uma plataforma tecnológica para produção de remédios a partir de cenoura e tabaco. De acordo com o ministério, é o primeiro centro de produção de medicamentos biotecnológicos de base vegetal no mundo. O polo será construído no município de Eusébio, perto de Fortaleza. As obras devem começar em 2014 e a produção, prevista para Ali serão preparados medicamentos para doenças raras.

8 Rio de Janeiro Editor // Vinicius Medeiros A-8 Jornal do Commercio Quarta-feira, 19 de junho de 2013 PARCERIAS CARVALHO HOSKEN BETO FELÍCIO/DIVULGAÇÃO Governo busca apoio para cluster de subsea Subsecretário de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Marcelo Vertis, participa, a partir de hoje, da Underwater Technology Conference (UTC), na Noruega Carlos Carvalho e Marcio Roiter, curador da exposição Mostra na Barra destaca art nouveau e art déco O Espaço Cultural Península, na Barra da Tijuca, trará, a partir de sexta-feira, o melhor da entrada do século XX na modernidade. Com curadoria de Márcio Alves Roiter, do Instituto Art Déco Brasil, e promovida pela constr utora Car valho Hosken, a exposição Ar t nouveau e Art déco: estilos de sedução, vem para evidenciar a criatividade destes estilos. O presidente da Carvalho Hosken, Carlos Carvalho, destaca que o estilo tem inspirado entusiasmo nos empreendimentos da companhia. A primeira sensação que me vem quando admiro as peças art nouveau e art déco é a alegria de viver o que os artistas imprimiram em seus projetos, comenta. Senti o mesmo entusiasmo ao desenvolver a Península e cr iei um dos melhores bairros do Rio. Foi o meu amor pela arte que me fez colocar centenas de obras em todos os empreendimentos que realizei. A mostra tem produção d e C l á u d i a P i n h e i ro, d o Dois/Um Produções, e design de Julieta Sobral e Ana Dias, do Estúdio Malabares. Estarão expostas ao público mais de 250 esculturas, objetos, móveis, projeções e filmes, que retratarão como o art nouveau, em 1900, e o a r t d é c o, e m , s e consolidaram como definições pontuais do chamado estilo moderno. As obras estarão distribuídas por um espaço de 500 metros quadrados e é um aprofundamento da mostra que inau- gurou o local em 2006, A casa art déco carioca. Ambientes Serão quatro principais ambientes da exposição, como o art nouveau, propriamente dito, com uma grande coleção de vasos e luminárias Gallé, o armário-vitrine com mais de três metros de altura da extinta A Torre Eiffel, da Rua do Ouvidor, entre outros. O segundo espaço, dedicado à art déco, trará a Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas, de Paris, em O terceiro, mostrará a vertente Streamline, a chamada aerodinâmica, de design considerado inovador, que emprestou uma estética depurada e vanguardista à época e que influenciou a arquitetura carioca, como os edifícios Embaixador, na Avenida Atlântica, e Ipú, na Rua do Russel. O quarto espaço trata da art déco nativista, inspirado nas origens indígenas do Brasil e sintonizado com os pr incípios da Semana de Arte Moderna de Estarão em destaque 40 pranchas inéditas no País do artista franco-alemão August Herborth, provenientes do álbum Guarany, criado de 1920 a A mostra é gratuita e estará aberta ao público até 15 de setembro, de quinta à sexta-feira, das 14 horas às 21 horas; sábados, das 10 horas às 21 horas; e domingos, das 10h às 19h. O Espaço Cultural Península fica na Avenida dos Flamboyants, 500. O subsecretário de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Marcelo Vertis, viajou à Noruega, onde participa, a partir de hoje, da Underwater Technology Conference (UTC) 2013, na cidade de Bergen. O objetivo é atrair parcerias que possam estruturar o cluster de equipamentos submarinos subsea do setor de petróleo e gás natural fluminense. A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico tem participado de reuniões com diferentes públicos e de encontros com representantes de diversos países, detentores da tecnologia, que inclui, além da Noruega, o Reino Unido e os Estados Unidos. De acordo com Vertis, a previsão é que o setor de subsea invista mais de US$ 50 bilhões nos próximos cinco anos. Nos últimos três meses, Vertis se reuniu duas vezes com diplomatas noruegueses, na sede da secretaria. Em um dos encontros mais recentes, realizado há cerca de duas semanas, o subsecretário esteve com o O objetivo final é a atração de investimentos na cadeia de fornecedores subsea do Rio, além de elaborar a modelagem institucional do cluster do Rio. Marcelo Vertis Subsecretário de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial cônsul-geral da Noruega no Rio, Helle Klem. Vamos visitar empresas subfornecedoras de tecnologia, nos reunir com o Norwegian Center of Expertise (NCE), com a Innovation Norway e a Intsok, que são coordenadores do cluster norueguês de subsea. O objetivo final é a atração de investimentos na cadeia de fornecedores subsea do Rio, além de elaborar a modelagem institucional do cluster do Rio, e, para isso, vamos em busca de parcerias de cooperação, explicou. Para viabilizar as parcerias, a secretaria têm mecanismos de atração de investimentos destinado a negócios dirigidos ao Rio, como a concessão de incentivos fiscais e tributários, entre outros. Realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a mais recente reunião com participantes fluminenses do setor contou com a participação de 20 pequenas e médias empresas subfornecedoras. Foram debatidos pontos como as necessidades de facilitação no fomento à inovação e de apoio à obtenção de certificação internacional. Um levantamento para identificação das demandas dos subfornecedores foi distribuído aos participantes e das respostas obtidas, 80% eram favoráveis à criação de uma área específica para abrigar o cluster. A discussão sobre o assunto, na Firjan, apontou para a necessidade de se estruturar o cluster no Rio, devido à vocação da cidade. A partir de um estudo da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), que mapeou 80 fornecedores pequenos e médios de subsea em âmbito nacional, a Rio Negócios identificou 35 (43%) localizados na cidade do Rio. Dos 35 fornecedores, 28 são de serviços e oito de produtos. Há duas concentrações do setor a de serviços, no Centro, e a de atividade industrial espalhada pela região que se estende de Benfica a Inhaúma, incluindo o Méier, na Zona Norte. Em março, a secretaria participou do encontro de negócios do evento UK Energy in Brazil 2013, promovida pelo Consulado Britânico no Rio e pela Embaixada do Reino Unido. A reunião teve a participação de representantes de 52 empresas do Reino Unido, das áreas de construção offshore, maximização de produção e subsea. ACORDO PPP para veículos elétricos O governo do estado do Rio de Janeiro assinou ontem um memorando de entendimento para a criação de uma Parceria Público-Privada (PPP) com o objetivo de impulsionar a utilização de veículos elétricos em território fluminense. As empresas signatárias do documento, como a Aliança Renault-Nissan, Petrobras Distribuidora, Light, Ampla e a Agência de Promoção de Investimentos do Rio (Rio Negócios), estudarão a viabilidade do automóvel abastecido com energia elétrica e o desenvolvimento da infraestrutura necessária para a circulação destes automóveis. A ideia é fazer do Rio um centro de referência mundial na energia do século XXI, repetindo a vocação que o estado possui na área de energia tradicional, comentou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno. As montadoras Nissan e Renault investiram um volume de 4 bilhões de euros, nas últimas duas décadas, para desenvolver automóveis que não utilizam combustíveis fósseis e podem ser recarregados com energia renovável. Em 2010, foi lançado o Nissan Leaf, primeiro automóvel 100% elétrico a ser produzido em larga escala e recentemente a Renault lançou no mercado o subcompacto Zoe e tem uma linha de veículos com emissão zero. Esta nova iniciativa reafirma o nosso compromisso global de oferecer mobilidade urbana sustentável com conforto e prazer de dirigir, disse o CEO da Aliança RenaultNissan, Carlos Ghosn. Uma das partes do protocolo multilateral, a Petrobras Distribuidora, ficará responsável por estudar a criação da infraestrutura para recarga dos automóveis elétricos em postos de serviços de bandeira Petrobras no estado. Desta forma, nos mantemos fiéis à vocação de liderança de mercado, vanguarda tecnológica e sustentabilidade, comentou o presidente da empresa, José Lima de Andrade Neto. À Rio Negócios, caberá a missão de identificar oportunidades e portifólios de projetos, desenvolver o polo setorial e consolidar a inteligência dessa atividade. A Light, distribuidora de energia elétrica em 31 municípios do estado, incluindo a capital, promoverá estudos para a criação da infraestrutura necessária à rede de abastecimento e carregamento dos veículos. Outra signatária do protocolo, a Ampla, que abastece com energia elétrica outros 66 municípios do estado, também estudará a criação da infraestrutura para garantir o suprimento de energia dos automóveis.

9 Jornal do Commercio Quarta-feira, 19 de junho de 2013 Rio de Janeiro A-9 QUEIMADOS ABASTECIMENTO Distrito Industrial receberá R$ 465 milhões Cedae remaneja adutora em Jacarepaguá Recursos serão aplicados em 13 projetos, dos quais 11 já em execução. Área de aproximadamente 2 milhões de quilômetros quadrados conta com 20 indústrias MARCOS QUEIROZ/JCOM/D.A PRESS O Distrito Industrial de Queimados, na Baixada Fluminense, receberá um volume significativo de investimentos nos próximos anos. Será alocado um total de R$ 465,6 milhões em recursos, que representa 13 projetos, dos quais 11 já estão em execução. A perspectiva é que sejam gerados vagas de empregos na região. O distrito da Baixada Fluminense, de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados, conta com 20 indústrias em operação nos setores químico, metalúrgico, têxtil, construção civil e de alimentos, entre outros. A atração dos investimentos é resultado do incentivo oferecido através da lei estadual que reduz o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 19% para 2%. A inclusão de Queimados na Lei 5.636, de 2010, ajudou o município a re- Bueno: investimento é resultado da lei estadual que reduz o ICMS ceber infraestrutura e benefícios que atraem muitos investidores, destacou o secretário estadual de Desenvolvimento Eco- nômico, Julio Bueno. Considerada a maior produtora de painéis de madeira industrializada, louças e metais sanitários do hemisfério sul, a Duratex será uma das principais investidoras do distrito. Por meio de uma de suas marcas, a Deca, a empresa deverá investir cerca de R$ 120 milhões na nova unidade, que deve produzir 2,4 milhões peças de louças sanitárias por ano. A previsão é de que o empreendimento, com 40 mil metros quadrados de área construída, possa gerar cerca de 550 postos de trabalho. A RHI produtora de refratários para siderurgia, cimentos, metais não ferrosos e vidros planeja se instalar em breve no terreno que adquiriu da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado (Codin). O empreendimento está orçado em R$ 212 milhões, com geração de 200 empregos diretos. Quem também está em vias de criar uma unidade no Distrito Industrial é a Piraquê, empresa do setor alimentício, que pretende investir R$ 85 milhões, podendo gerar 550 empregos. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) realiza, no próximo domingo, o remanejamento de parte da adutora Urucaia-Barra da Tijuca, a pedido da prefeitura, que fará o assentamento de galerias de águas pluviais da região. Para realizar o trabalho, a Cedae precisará interromper o abastecimento de água durante 24 horas na Barra, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá, na Zona Oeste. Com isso, a companhia de águas e esgotos pede aos moradores da região afetada que economize água e evitem desperdício ou serviços que exijam grande consumo de água durante o período de paralisação. Segundo a Cedae, o fornecimento será interrompido às 9 horas de domingo e se estende até 9 horas de segunda-feira. O remanejamento da tubulação de milímetros de diâmetro será realizado no trecho localizado no cruzamento das ruas Imbuí com Nelson Cardoso, no Tanque, em Jacarepaguá. O abastecimento será retomado imediatamente após o término das intervenções, mas em algumas áreas mais altas e consideradas pontas do sistema, poderá levar 48 horas até sua normalização. Para evitar que serviços essenciais, como os hospitais da região sejam prejudicados, a Cedae preparou um esquema especial de atendimento com caminhões-pipa. Ministério de Minas e Energia ELETROBRAS TERMONUCLEAR S. A. - ELETRONUCLEAR AVISO DE REABERTURA DE PRAZO Pregão nº GCM.A/PE114/ Objeto: Fornecimento de válvula borboleta e corpo de válvula. 2. Abertura inicialmente marcada para o dia , e posteriormente suspensa, ocorrerá dia Gerência de Contratação de Materiais

10 São Paulo A-10 Jornal do Commercio Quarta-feira, 19 de junho de 2013 CAPITAL Prédios novos devem ter vagas para bicicletas Decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad estabelece a obrigatoriedade. Norma é condicionante para a emissão de alvará de aprovação e execução de obra em toda a cidade A partir de agora, os prédios de São Paulo terão de oferecer estacionamento para bicicletas. Decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) estabelece que toda edificação nova ou que for reformada na cidade deverá dispor de vagas para guardar bicicletas. Anteriormente, não havia nenhuma exigência municipal nesse sentido. Segundo a nova regra, o espaço mínimo para o acondicionamento das bikes é de 1,8 metro de extensão. Já a altura da "garagem" não pode ser inferior a 2 metros. A norma, que já está vigorando, regulamenta uma lei assinada em dezembro pelo então prefeito Gilberto Kassab (PSD). A Prefeitura informou que a emissão do alvará de aprovação e execução da obra fica vinculado ao cumprimento desta determinação. O decreto também especifica características como localização e acessibilidade. As vagas para bicicletas precisam ficar isoladas das áreas destinadas a carros e motos, além de serem instaladas "no piso mais próximo do logradouro público", para facilitar o deslocamento dos ciclistas até o ponto de parada. As únicas edificações dispensadas de obedecer a nova obrigação são as que não têm estacionamento e as situadas em ruas onde está proibido o tráfego de bicicletas. O responsável pela obra precisa instalar, no estacionamento de bikes do prédio, suportes para prendê-las, a uma distância mínima de 75 centímetros uns dos outros. O interessado deverá indicar como será a "garagem" no momento da aprovação da planta da obra na Prefeitura. Dificuldades INSPEÇÃO VEICULAR O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, regulamentou a lei que define as novas regras para o Plano de Controle de Poluição Veicular e do Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso do Município. De acordo com o decreto , publicado na última sexta-feira no Diário Oficial da Cidade, o plano deverá ser revisto, no mínimo, a cada três anos, podendo os órgãos responsáveis estabelecer intervalo menor entre as revisões. Os proprietários de veículos poderão solicitar o reembolso do valor pago para o serviço em 2013 e, a partir de 2014, motoristas serão isentos do pagamento, desde que o veículo não tenha que refazer o teste. Também fará parte do programa de inspeção os veículos licenciados em outros municípios que circulam mais de 120 dias por ano no território da cidade, como ônibus intermunicipais e veículos de carga. Acho que a mudança da lei vai estancar a fuga da frota da cidade de São Paulo. As pessoas contornavam o problema da inspeção licenciando em outras cidades e Lentidão Carros na velocidade de pedestres O incentivo oficial à utilização de bicicletas pelos paulistanos requer o incremento de ciclovias e ciclofaixas, e está diretamente ligado à necessidade de fugir dos intermináveis congestionamentos no trânsito na capital paulista. Estudo divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que os veículos se movem cada vez mais devagar, e entre 2008 e 2012 a velocidade média no pico da tarde caiu 10%. Em 2012 o trânsito do horário da volta para casa nas vias paulistanas se desenvolveu, em média,a 18,5 km/h. Cinco anos antes o patamar era, se não ótimo, ao menos um pouco superior, de 20,5 km/h. No mesmo período a situação também piorou no pico da manhã, baixando de 23,3 km/h para 22,1 km/h. As Ruas Teodoro Sampaio e Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, Zona Oeste, estão entre as piores colocadas, e aparecem em primeiro lugar no ranking das rotas mais lentas. No horário de pico da tarde os veículos que passam por esses locais andam a 6,6 km/h, velocidade pouco O diretor de Condomínios do Sindicato da Habitação (Secovi), Sérgio Meira de Castro Neto, afirma que, embora a entidade apoie a iniciativa, "não vai ser fácil" aos condomínios, principalmente residenciais, se adaptarem a ela. "Os espaços de garagem hoje estão no limite, as vagas são pequenas, apertadas. Creio que tudo isso dificultará a mudança", diz. Cicloativistas ouvidos pela reportagem aprovaram a regulamentação da lei. Para Renata Falzoni, houve uma "quebra de paradigma". Willian Cruz, por sua vez, afirmou que agora os ciclistas da capital passam a ser respaldados por um instrumento legal para reclamarem o direito de estacionar as bicicletas nos edifícios. Contudo, ele lamenta que a medida só seja válida para os prédios novos ou os que sofrerem reformas, ou seja, terá um alcance limitado. Mas já é um começo, ajuda. A falta de espaço para estacionar é um dos empecilhos que dificultam o São Paulo perdeu muito dinheiro com isso, disse o prefeito Fernando Haddad quando a lei foi sancionada, em abril. Carro novo A partir de 2014, será obrigatória a inspeção anual para veículos com mais de 9 anos (a partir da data que o primeiro licenciamento foi ou deveria ter sido realizado) e para os movidos a diesel. Os demais veículos deverão realizar a Inspeção bienal, devendo ser realizada no terceiro ano após a data em que o primeiro licenciamento foi ou deveria ter sido realizado. Segundo o decreto, ficam maior do que a de uma pessoa caminhando. Em segundo lugar na listagem de rotas mais lentas da capital está o eixo da Estrada do M'Boi Mirim e da Avenida Guarapiranga, na Zona sul, onde a velocidade no pico da tarde foi de 7,5 km/h em Em seguida, vem a rota composta pelas Avenidas Eusébio Matoso e Rebouças e pela Rua da Consolação, entre a Zona Oeste e o Centro. Lá a velocidade média foi de 8,4 km/h. Todos esses índices são no sentido bairro. O diretor de Planejamento da CET, Tadeu Duarte Leite, afirma que a lenta expansão do metrô nas últimas décadas e o vertiginoso crescimento da frota de carros em São Paulo explicam o fenômeno da redução da velocidade média dos veículos. Entre 2008 e 2012 a frota da cidade cresceu 15,6%, o que corresponde a um aumento de cerca de 1 milhão de veículos emplacados. Por sua vez, a taxa de motorização de quem vive na cidade de São Paulo subiu 12,7%, pulando de 57,4 para 64,7 veículos a cada 100 habitantes. deslocamento de bicicleta na cidade. Às vezes, a pessoa que tem bicicleta vai de carro, porque o lugar de destino não oferece vaga para a bike. Isso é comum em estabelecimentos como restaurantes e casas noturnas, diz Willian. Uma crítica feita por Renata à regulamentação da lei é que ela vincula o número mínimo de vagas para bicicletas à quantidade de vagas oferecidas para carros em um determinado local. No caso dos estacionamentos privativos com até 100 vagas, o percentual reservado para bikes é de 10%. Entretanto, nas garagens com mais de 100 vagas, essa taxa cai para 5%. "O tamanho do bicicletário deveria ser vinculado à área construída da edificação e ao número de apartamentos ou unidades", opina a cicloativista. Nesse sentido, Cruz observa que a medida peca por condicionar a existência do bicicletário à presença de um estacionamento para veículos automotores. Além disso, pondera ele, que mantém o blog Vá de Bike (www.vadebike,org), a regulamentação não estabelece qual o tipo de suporte para guardar as magrelas. "Dependendo do modelo, ele pode acabar estragando a roda, como aquele que se parece com gancho de açougue. Seria legal se a Prefeitura tivesse indicado o suporte que segura a bicicleta pelo quadro, o menos danoso ao equipamento." Renata Falzoni sustenta que moradores que têm bicicleta ainda podem enfrentar resistência de condomínios para guardá-las na garagem. "Essa lei ajuda em uma eventual negociação com síndicos retrógrados, que não são incomuns. Isso pelo menos no caso dos prédios novos ou reformados a partir de agora, posto que a lei não se aplica a edificações antigas. Mudanças são regulamentadas Fiscalização e reembolso Secretaria do Verde fará acompanhamento A fiscalização e a autuação dos veículos que estiverem em desacordo com o Programa de Inspeção será realizada pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, em conjunto com o Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os proprietários de veículos licenciados no município que forem aprovados pela inspeção poderão solicitar o reembolso do valor do serviço pago à concessionária no exercício de 2013, desde que não esteja inscrito no Cadastro Informativo Municipal (Cadin), esteja com seu licenciamento regularizado e que não haja débito vencido do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ou de qualquer multa por infração de trânsito lavrada no País. O reembolso será feito pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, por meio do portal, após o preenchimento de um cadastro e será creditado na conta-corrente do proprietário. dispensados da inspeção os veículos novos (nos 3 primeiros anos, incluindo o ano em que o primeiro licenciamento foi ou deveria ter sido realizado), veículos de coleção, os concebidos exclusivamente para aplicações militares e agrícolas, adaptados para competições, tratores e máquinas de terraplanagem e de pavimentação. A secretaria municipal do Verde e do Meio Ambiente, auxiliada pelas demais Secretarias Municipais nas áreas das respectivas competências, deverá realizar estudos para definir o modelo para a realização das atividades do Programa de Inspeção, com o intuito de garantir o melhor compromisso entre custo de implantação, execução, auditoria e qualidade técnica do sistema. O calendário para a realização do teste, os procedimentos, a forma e os prazos para a comprovação da inspeção também serão determinados pela secretaria. Os critérios de aprovação e os padrões máximos de emissão de poluentes deverão ser conforme os estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). (Com Secom-SP) INOVAÇÃO Alunos da USP ganham prêmio internacional A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Airbus premiaram na segunda-feira com 30 mil euros e um curso no exterior, cinco estudantes da Universidade de São Paulo (USP), durante cerimônia em Paris, na França. Eles venceram o prêmio Airbus Fly Your Ideas, uma competição mundial, com o projeto que apresenta um novo sistema de descarga para compartimentos de aviões. Inspirado nas tabelas de hóquei, o projeto pode reduzir o trabalho dos carregadores de bagagem nos aeroportos. A equipe brasileira vitoriosa foi formada por Marcos Philipson, Leonardo Akamatsu, Adriano Furtado, Caio Reis e Henrique Corazza. O segundo lugar da competição ficou com a equipe de estudantes da Austrália, do Royal Melbourne Institute of Technology. Os australianos desenvolveram projeto para uso de um gás natural nas aeronaves. O vice-presidente executivo de Engenharia da Airbus, Charles Champion, elogiou a CORRUPÇÃO» JOSÉ MARIA TOMAZELA originalidade do projeto dos brasileiros. Segundo ele, pela proposta será possível reduzir em 30% o tempo para o recolhimento das bagagens. De acordo com a Unesco e a Airbus, a competição envolveu mais de 600 equipes de todo o mundo, que buscaram apresentar respostas aos desafios previstos para a aviação no Século 21. Os projetos foram avaliados por 60 especialistas da Airbus que observaram a qualidade, os benefícios ambientais e o nível de inovação das propostas. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que a diversidade de ideias dos estudantes é uma grande fonte de inspiração e que a parceria com a Airbus é a busca de novos projetos na tentativa do transporte sustentável. Além do prêmio em dinheiro, os estudantes brasileiros ganharam uma semana de aulas e treinamentos oferecida pela Airbus. Ao final da competição, apenas cinco equipes foram selecionadas. O júri foi comandado por Charles Champion, vice-presidente executivo de Engenharia da Airbus. (Com Agência Brasil) Ex-prefeitos são presos por fraudes em licitação MONO-CARVOEIRO Os visitantes do o Zoológico de São Paulo já podem ver três habitantes inéditos no maior zoo do País. Os espécimes de muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), o maior primata brasileiro, foram transferidos do zoológico de Sorocaba para o da capital e já estão expostos à visitação. Típico da Mata Atlântica e considerado o maior primata das Américas, o macaco, também conhecido como mono-carvoeiro, está entre os animais que correm maior risco de extinção no mundo. Estima-se que restem menos de mil indivíduos livres na Oito pessoas, entre elas dois ex-prefeitos e um vereador, foram presas ontem em uma operação da Polícia Civil, acusadas de integrar uma quadrilha que fraudava licitações na região de Sorocaba. O ex-prefeito de Araçariguama, Carlos Aimar (PSL), e o ex- prefeito de Mairinque, Dennys Veneri (PTB), estão entre os presos. Também foi detido o atual vereador Helinho Moretto (PTB), da Câmara de Mairinque. Segundo as investigações, a quadrilha pode ter desviado R$ 2 milhões dos cofres públicos. Também foram presos funcionários públicos e executivos de empresas. Todos são acusados de corrupção ativa ou passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica, tráfico de influência, peculato e lavagem de dinheiro. Durante os 11 meses de investigação, a Polícia Civil interceptou conversas telefônicas e quebrou o sigilo fiscal e bancário dos suspeitos com autorização judicial. De acordo com o delegado da seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, havia um vínculo entre eles nas fraudes, o que caracterizaria a formação de quadrilha. "Essas pessoas forjavam contratos de empresas fictícias para contratar com as prefeituras. Várias licitações foram fraudadas", disse. No total foram cumpridos nove mandados de prisão e treze de busca e apreensão nas Câmaras de Mairinque, Guarulhos e Osasco. Computadores e documentos foram apreendidos. Os detidos foram levados para a Cadeia Pública de São Roque. A prisão é temporária, por cinco dias. O material passou por perícia, resultando na confirmação das fraudes. Na época, Veneri alegou desconhecer qualquer esquema de fraude. Sua assessoria informou que um advogado entraria ainda ontem com pedido de revogação da prisão. O advogado do ex-prefeito de Araçariguama, Luiz Manna Moraes, disse que a prisão de seu cliente foi baseada em conversa de outros acusados, não havendo razão para que seja mantido na cadeia. "Não há nada de concreto contra ele." Moraes deve pedir hoje a revogação da prisão provisória de seu cliente. A Câmara de Mairinque informou que a detenção do vereador tem relação com o cargo de diretor de finanças que ele exerceu na prefeitura na gestão passada. Zoo ganha macacos ameaçados de extinção natureza, estando a maior concentração nos parques estaduais do Vale do Ribeira, região sul de São Paulo. A destruição do habitat natural, a baixa taxa de reprodução da espécie e a caça são responsáveis pelo quase desaparecimento do muriqui. A Mata Atlântica é um dos sistemas mais vulneráveis do planeta. O animal é tão raro que existem somente 19 exemplares em cativeiro no Brasil, sendo 16 machos e apenas três fêmeas uma delas deu à luz um filhote macho, no final do ano passado. O zoo de Sorocaba, onde ocorreu o nascimento, mantinha o maior plantel, com nove animais.

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