Tema 2 - Um panorama histórico da física II

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1 Universidade Federal de Ouro Preto ICEB - Departamento de Física Professor Armando Brizola FIS119 - A física no mundo moderno Tema 2 - Um panorama histórico da física II Assunto: A ciência no mundo medieval - parte 1 1. O que foi o período medieval e porque esse período é chamado de idade das trevas? (Não entregou o resumo) 2. De que forma a igreja católica usou as idéias de Platão na Idade Média? 3. De que forma a igreja católica usou as idéias de Aristóteles na Idade Média? 4. Quem foi Santo Agostinho? (Não entregou o resumo) 5. Quem foi Santo Anselmo? 6. Quem foi Santo Tomás de Aquino? (Não entregou o resumo)

2 De que forma a igreja católica usou as ideias de Platão na Idade Média? Até o século sete a filosofia cristã passou por um período chamado de Patrística, em que Padres ou Pais da Igreja buscavam elaborar as doutrinas da fé cristã. Com de costume eles buscavam referencias em outros pensadores e acharam na filosofia grega, principalmente em Platão e Aristóteles, ideias para criar dogmas que existiram durante toda a Idade Média e até os dias atuais. Um teórico cristão desse período muito importante foi Santo Agostinho, que viu na Teoria das Ideias de Platão o caminho para a doutrina cristã. A Teoria das Ideias de Platão A alegoria da caverna de Platão é a melhor forma de explicar essa teoria. Existem dois mundos, em que um é o mundo das ideias (ou mundo inteligível) e o outro é o mundo sensível; nós vivemos no mundo sensível, que são como sombras do mundo das ideias, e a única forma de alcançarmos o mundo das ideais é através do pensamento. As sensações são então corrente que nos prendem no mundo sensível. A Teoria das Ideias de Santo Agostinho Santo Agostinho, assim como Platão, acredita em dois mundos, um sendo o Reino de Deus (Mundo das Ideais para Platão) e o outro sendo o nos mundo. Em que as sensações/pecados que nos afastaria de Deus (as Ideias para Platão), de forma que a fé seria o caminho para o Reino de Deus e não o pensamento como era para Platão. É importante destacar que a razão não era simplesmente descartada pela filosofia agostiniana e de outros pensadores da época, mas em um choque entre a razão e a fé, esta sempre deveria prevalecer sobre aquela. Referências Colunista Portal - Educação, Filosofia medieval patrística e escolástica - resumo. Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/cotidiano/artigos /51214/filosofia-medieval-patristica-e-escolastica-resumo>. Acesso em: 02 de maio de GREGÓRIO, Sérgio Biagi, Platão. Disponível em: < Acesso em: 02 de maio de PIMENTA, Felipe, Resumo da Filosofia de Platão: Teoria das Ideias, Mundo Sensível e Psicologia. Disponível em: < https://felipepimenta.com /2013/04/03/resumo-da-filosofia-de-platao-teoria-das-ideias-mundo-sensivel-epsicologia/>. Acesso em: 02 de maio de 2016.

3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA FIS T De que forma a igreja católica utilizou as ideias de Aristóteles na idade Média? José Flávio, Larissa Viana, Luciano Cezar, Mallu Martins, Matheus Soares, Maria Cecília Araújo wśl ĵ Durante a idade media, ás ideias do filosofo Aristóteles, foram utilizadas pela Igreja. Durante a dissertação sera mostrado o contexto histórico e como a razão aristotélica foi encaixada nos padrões da igreja como verdade. Introdução O período pós queda do Império Romano, também conhecido como idade das trevas não foi tão obscuro como se acreditava. A filosofia clássica sobrevive, confinada nos mosteiros religiosos. O aristotelismo dissemina-se pelo Oriente bizantino, fazendo florescer os estudos filosóficos e as realizações científicas. No Ocidente, fundam-se as primeiras universidades, ocorre a fusão de elementos culturais greco-romanos, cristãos e germânicos, e as obras de Aristóteles são traduzidas para o latim. Contexto A fé no período medieval, consistia na crença irrestrita ou na adesão incondicional às verdades reveladas por Deus aos homens. Verdades expressas nas Sagradas Escrituras a Biblia e devidamente interpretadas segundo a autoridade da Igreja De acordo com a doutrina católica, a fé representava a fonte mais elevada das verdades, especialmente aquelas verdades essenciais ao homem e que dizem respeito à sua salvação. Segundo essa orientação, os filósofos não precisavam se dedicar à busca da verdade, pois, ela já havia sido revelada por Deus aos homens. Restava-lhes, apenas demonstrar racionalmente as verdades da fé. Eram os religiosos que desprezavam a filosofia grega, sobretudo, porque viam nessa forma pagã de pensamento uma porta aberta para o pecado, a dúvida o descaminho e a heresia.por outro lado, surgiram pensadores cristãos que defendiam o conhecimento da filosofia grega, na medida em que sentiam a possibilidade de utilizá-lo como instrumento a serviço do cristianismo, conciliado com a fé cristã, o estudo da filosofia grega permitiria a Igreja enfrentar os descrentes e demolir os hereges com as armas racionais da argumentação lógica. O objetivo era convencer os descrentes, tanto quanto possível, pela razão, para depois fazêlos aceitar a imensidão dos mistérios divinos, somente acessíveis pela fé. Entre os grandes

4 nomes da filosofia católica medieval destacam-se Santo Agostinho e Tomás de Aquino, sendo os responsáveis pelo resgate cristão das filosofias de Platão e de Aristóteles. Esses monges, fundaram universidades que se denominavam escolástica. Onde o estudo aprofundado da filosofia em prol da religião que era reescrita colocando assim por exemplo, o estudo da lógica e da razão de Aristóteles em igualdade e ate mesmo afirmando a existência de Deus. Outro estudo de Aristóteles que foi adotado pela igreja foi o geocentrismo onde a terra era o centro do universo, que mais tarde foi contestado por Nicolau Copérnico. Ī ÑŅÑǾÑŌŃÒMŒ Ċ ŎŎŎ ŎśĽĂʼnĊ l ľ ĂʼnĊ l Ă-magnitude-da-igreja-na-idade-media-dominio-feudal-dominiointelectual/83600/ Ċ /www.infoescola.com/filosofia/escolastica/

5 Santo Anselmo A sica no mundo moderno Discente: Edilaine Evangelista, Jonathan Edson Junior, Romário, Gabriel Carvalho. Nascido cerca de 1033, não se sabe exatamente o ano de nascimento de Santo Anselmo, mas ao que tudo indica que sua família era muito rica. Filho de Gundulfo e de Ermemberga, ambos oriundos de famílias com muito dinheiro. Santo Anselmo foi monge prior e abade do mosteiro benedi no de Bec na Normandia e, depois, arcebispo de Canterbury na Inglaterra. As suas principais obras são Monologium, que trata da sabedoria divina e o Proslogium, cujo objeto é a existência de Deus. Anselmo de Aosta foi um dos grandes filósofos e teólogos da era medieval. Também era um platônicoagos niano. Anselmo buscava um argumento para provar a existência de Deus, e sua bondade suprema. Ele afirma que a crença e a fé correspondem a verdade, e que existe verdadeiramente um ser do qual não é possível pensar nada maior. Ele não existe apenas na inteligência, mas também na realidade. Anselmo desenvolveu uma linha de pensamento sobre essas bases, chamados de argumento ontológico, que foi retomada por Descartes e cri cada por Kant e ela estava numa obra chamada Proslógio. Assim como Santo Agos nho santo Anselmo foi, segundo as suas próprias palavras, alguém que se esforça por elevar a sua mente à contemplação de Deus e que procura entender aquilo em que acredita. Ele crê e depois procura entender aquilo em que acredita. Num dos seus primeiros livros, Monológico, em que apresenta sua visão de Deus, Anselmo fala que a essência suprema existe em todas as coisas e tudo depende dela. Reconhece nela onipotência, onipresença, máxima sabedoria e bondade suprema. Pai da escolás ca Anselmo acreditava na capacidade da razão para inves gar os mistérios divinos e propunha a prova ontológica da existência de Deus: se temos a ideia de um ser perfeito e se a perfeição absoluta existe, o ser perfeito logo existe. Para ele, todas as verdades cristãs eram filosoficamente demonstráveis. Anselmo é chamado de "pai da escolás ca " por causa de suas colocações, defendidas posteriormente pelos filósofos escolás cos medievais. Foi canonizado em e em 1720 foi declarado doutor da Igreja pelo papa Clemente 11º.

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