FILOSOFIA MEDIEVAL E OUTROS TEMAS PROFESSOR DANILO BORGES FILOSOFIA 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II

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1 FILOSOFIA MEDIEVAL E OUTROS TEMAS PROFESSOR DANILO BORGES FILOSOFIA 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II

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3 FILOSOFIA NA IDADE MEDIEVAL A IDADE MÉDIA INICIOU-SE NA Europa com as invasões germânicas ou bárbaras no séc. V a.c EUROPA Os castelos medievais representavam poder e segurança

4 Caracterização Cronológica Filosofia Medieval Século V ao XV Ano 0 (zero) Nascimento do Cristo Plotino ( ) Neoplatônicos Patrística: Os grandes padres da igreja Santo Agostinho ( ) Escolástica: novas questões entre fé e razão. Tomás de Aquino ( )

5 Na Idade Média, a Igreja dominava o cenário religioso A arte e a educação medieval também foram fortemente marcados pela religiosidade da época. Sua primeira fase se dá entre os séculos II e o século VIII. Esta fase é chamada de patrística Patrística Representa o pensamento filosófico dos primeiros séculos. O sistema de doutrinas elaboradas pelos padres da igreja, que defendiam as verdades da fé cristã contra os hereges.

6 Apologética Discurso argumentativa em defesa da fé cristã, comprovada pela razão, contra seus opositores. + FÉ RAZÃO Como defesa fundamentada da fé, a Apologética está para a Teologia como a Filosofia está para as Ciências Humanas.

7 Filosofia Patrística - É anterior ao início da Idade Média, mas é o período em que se faz a síntese da doutrina cristã e a filosofia grega, tendo forte influência para filosofia medieval. - Os primeiros pensadores elaboraram textos sobre a fé e a revelação cristã. Buscaram conciliar o cristianismo ao pensamento filosófico dos gregos.

8 Filosofia patrística introduz ideias novas: A criação do mundo por Deus; Pecado original; Deus e a trindade una; Encarnação e morte de Deus, juízo final, ressurreição; Origem do mal, já que tudo foi criado por Deus; - As ideias cristãs eram impostas pelos Padres por meio das verdades reveladas por Deus, eram irrefutáveis e inquestionáveis: os dogmas.

9 Nascido em 354, Santo Aurélio Agostinho é considerado um filósofo neoplatonista, bispo de Hipona conciliava elementos da filosofia de Platão com valores de ordem espiritual Defende a posição de que a última palavra deveria estar na revelação, porém é a razão que norteia a fé e lhe dá coerência. Agostinho defende uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta venha restaurar a condição decaída da razão humana

10 Santo Agostinho - Santo Agostinho retomou a dicotomia de Platão, mundo sensível e mundo das ideias (mundo perfeito), mas substitui o mundo das ideias pelo mundo divino, e para se alcançar o mundo divino (o mundo perfeito), era preciso seguir o caminho da fé. - Para ele a alma humana é superior ao corpo e, por ser superior, deve reinar e dirigi-lo à prática do bem. - A verdadeira liberdade estaria na submissão do corpo ao espírito, as ações humanas à vontade de Deus.

11 Caminho intelectual de Agostinho Portanto, pode-se concluir que Agostinho é Neoplatônico e cristão, pois utilizou, principalmente, as teorias de Platão para fundar as bases intelectuais do cristianismo no ocidente. Veja: Pensamento de Platão: Pensamento de Agostinho: Mundo das Ideias Cidade de Deus. Mundo das Sombras Cidade dos Homens. Ideias O pensamento de Deus. Cópias ou Sombras Criações de Deus. Alma Sopro divino. Daimon Luz. Homem Imagem e semelhança de Absoluto.

12 A Escolástica linha dentro da filosofia medieval, Vai do começo do século IX até ao fim do século XVI, ou seja, até ao fim da Idade Média. Surgida da necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, porém de modo racional, buscando harmonia de duas esferas: a fé e a razão. ALTA IDADE MÉDIA & A questão chave do pensamento escolástico, é conciliar elementos da filosofia de Platão ou de Aristóteles com valores de ordem espiritual. Dai o surgimento das escolas, onde os professores eram chamados de mestres escolásticos.

13 A escolástica A escolástica surgiu da necessidade de responder a diferentes questões que não foram suficientemente aprofundadas durante a patrística. Essa linha vai do começo do século IX até ao fim do século XVI.

14 A escolástica A Escolástica pode ser interpretada como um método basicamente cristão que deve seu nome às artes ensinadas no período medieval pelos académicos (escolásticos) nas escolas medievais.

15 A escolástica A escolástica resulta essencialmente do aprofundar da filosofia. Ou se preferirmos, de aprofundar as relações entre fé e razão a partir de um novo resgate da filosofia grega.

16 Tomás de Aquino ( ) Tomás de Aquino - Tommaso d Aquino - foi um frade dominicano e sacerdote italiano cujas obras tiveram enorme influência na teologia e na filosofia. Aquino" é uma referência ao condado de Aquino, uma região que foi propriedade de sua família até 1137.

17 São Tomás de Aquino - É a figura mais destacada do pensamento cristão medieval. Elaborou os princípios da doutrina cristã baseado no pensamento aristotélico. (sistema que compatibiliza o aristotelismo e o cristianismo); ou seja, ele vai através da argumentação e estruturação lógica de Aristóteles comprovar a existência de Deus. - Não conhecemos a essência do criador, mas podemos conhecê-lo pela sua criação. - Baseando-se nesses princípios São Tomás reativa o mundo natural, pois o mundo natural é criação de Deus.

18 Tomás de Aquino Ele foi o mais importante proponente clássico da teologia natural e o pai do tomismo. Sua influência no pensamento ocidental é considerável e muito da filosofia moderna foi concebida como desenvolvimento ou oposição de suas ideias, particularmente na ética, lei natural, metafísica e teoria política. Dono de uma vasta produção intelectual que vai dos clássicos "Suma Teológica" e a "Suma contra os Gentios", além de comentários sobre as Escrituras e sobre Aristóteles.

19 Santo Tomás de Aquino nasceu na Itália em Seus estudos eram fundamentados pela filosofia aristotélica. Ele parte de Aristóteles para organizar os ramos do conhecimento num sistema completo. Tomás de Aquino introduz elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento da igreja,sobretudo, no movimento escolástico. BAIXA IDADE MÉDIA Tomás de Aquino defende uma certa autonomia da razão na obtenção de respostas, por força da inovação do aristotelismo, apesar de em nenhum momento negar tal subordinação da razão à fé.

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21 A PRÁTICA DA FÉ E DA VIRTUDE A fé está em nossa vida bem mais do que supomos e inspira as nossas ações bem mais do que imaginamos. Creio que a fé é a precursora de todas as nossas ideias. Sem fé, não teríamos criado hipóteses, teorias, ciências ou matemática. Penso que a fé é uma extensão do espírito. É a chave que abre a porta do impossível. Negar a fé é refutar a si mesmo e ao espírito que gera todas as nossas forças criadoras. Minha fé é no desconhecido, em tudo que não podemos compreender por meio da razão. Creio que o que está acima do nosso entendimento é apenas um fato em outras dimensões, e que no reino do desconhecido há uma infinita reserva de poder. Chaplin. Livro Fé e Otimismo. Vasco dos Santos. Ed. Nova Idéia LTDA

22 A devoção e o trabalho como necessidade humana O animal também produz. Faz um ninho, uma habitação, como as abelhas, os castores, as formigas, etc. Mas só produz o que é estritamente necessário para si ou para as suas crias. O animal produz apenas numa só direção, ao passo que o homem produz universalmente. O animal produz unicamente sob a dominação da necessidade física imediata, enquanto o homem produz quando se encontra livre da necessidade, na liberdade de tal necessidade. (Karl Marx)

23 A devoção e o trabalho como necessidade humana Podemos definir trabalho como toda atividade na qual o ser humano utiliza sua energia física e psíquica para satisfazer suas necessidades ou para atingir um determinado fim. Por intermédio do trabalho, o homem acrescenta um mundo novo (a cultura) ao mundo natural já existente. O trabalho é, portanto, elemento essencial da relação dialética entre o homem e a natureza, entre o saber e o fazer, entre a teoria e a prática. Nesse sentido, o trabalho é uma atividade tipicamente humana, porque implica a existência de um projeto mental que determina a conduta a ser desenvolvida para se alcançar um objetivo almejado. COTRIM. Gilberto. Fundamentos da Filosofia: História e grandes temas. São Paulo: Saraiva 2002, p

24 O QUE É ILUSTRAÇÃO? A ilustração é a libertação do ser humano de sua incapacidade e da qual ele próprio é o culpado. A incapacidade significa a incapacidade de servir-se de sua inteligência sem a guia de outrem. Esta incapacidade é sua culpa porque sua causa reside, não na falta de inteligência, mas na falta de decisão e coragem para servir-se, por si mesmo, dela sem a tutela de outrem. Sapere aude! Tem a coragem de servir-te de tua própria razão: eis aqui o lema da ilustração.

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