Filosofia na Idade Média. Patrística e Escolástica

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1 Filosofia na Idade Média Patrística e Escolástica

2 Tomai cuidado para que ninguém vos escravize por vãs e enganadoras especulações da filosofia, segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo. São Paulo

3 Fé e Razão É necessário crer para compreender (Santo Agostinho). Não busco compreender para crer, mas creio para compreender. Por isso creio, porque, se não cresse, jamais compreenderia. (Santo Anselmo). Se não crerdes não entenderei. (Isaias).

4 Indagações Contraditório? Teologia? Conhecimento e saber cristão acerca de Deus. Para que? Angústia? Contexto histórico? Poder? Filosofando: NATUREZA E HISTÓRIA Caos? Sentido? Interpretação? Linearidade?

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7 Período Medieval Medium aevum Francesco Petrarca ( ). Queda do Império Romano. Reinos bárbaros. Cristianismo: Senhora feudal. 312 Edito de Milão 391 Oficialização por Constantino. 800 Carlos Magno. VII XII Islamismo.

8 Patrística A matriz platônica Primeiros padres da Igreja. Explicação dos preceitos. Conquista espiritual. Universalização da doutrina. Munir a fé com argumentos racionais. Conciliação com o pensamento pagão.

9 Santo Agostinho ( ) Influência herética. Ecletismo romano Maniqueísmo Neoplatonismo Razão prepara para a Verdade. Do mutável ao eterno. Interioridade: Verdade. Superioridade da Alma perante o corpo. Predestinação contra o pelagianismo. A Cidade de Deus, a cidade dos homens e o sentido da história.

10 Escolástica (XI XIV/XV) Renascença carolíngia (IX) Estímulo a atividade cultural. Criação de escolas (junto a Igreja). Trivium (Gramática, Retórica e Dialética). Quadrivium (Geometria, Aritmética, Astronomia e Música). Discussão metafísica: A Questão dos Universais Realismo. Nominalismo

11 São Tomás de Aquino ( ) O mais relevante. Influência de Aristóteles para provar a existência de Deus. As causas. Crítica ao platonismo cristão. Criticado em um primeiro momento. Reverenciado. Suma Teológica ao lado da Bíblia.

12 As Causas 1. O Primeiro Motor: tudo aquilo que se move é movido por um ser. 2. A causa eficiente: a causa primeira. 3. Ser necessário e contingente: o absolutamente necessário. 4. Graus de perfeição: na hierarquia é Máximo e Pleno. 5. Finalidade: Ser inteligente que dirige todas as coisas.

13 Guilherme de Ockham ( ) Separação FÉ RAZÃO. A Filosofia não deve ser serva da Teologia, esta não é ciência. Os artigos da fé não são princípios de demonstração nem conclusões, não sendo nem mesmo prováveis, já que parecem falsos para todos, para maioria ou para os sábios, entendendo por sábios aqueles que se entregam à razão natural, já que só de tal modo se entende o sábio na ciência e na filosofia

14 Bertrand Russell ( ) Há pouco de verdadeiro espírito filosófico em Aquino (...) Não esta empenhado numa pesquisa cujo resultado não possa ser conhecido de ante mão. Antes de começar a filosofar, ele já conhece a verdade; esta declarada na fé católica. Se, aparentemente, consegue encontrar argumentos racionais para algumas partes da fé, tanto melhor; se não, basta-lhe voltar de novo à revelação. A descoberta de argumentos para uma conclusão dada de antemão não é filosofia, mas uma alegação especial. Não posso, por tanto, admitir que mereça ser colocado no mesmo nível que os melhores filósofos da Grécia ou dos tempos modernos.

15 Exercícios

16 1. O trecho que segue foi extraído das Confissões, de Santo Agostinho: "Quem nos mostrará o Bem? Ouçam a resposta: está gravada dentro de nós a luz do vosso rosto Senhor. Nós não somos a luz que ilumina a todo homem, mas somos iluminados por Vós." A partir dos seus conhecimentos sobre as filosofias de Santo Agostinho e Tomás de Aquino, identifique qual das afirmações abaixo está CORRETA:

17 A. As cinco vias de Tomás de Aquino são argumentos diretos e evidentes da existência de Deus. Partem de afirmações gerais e racionais sobre a existência, para chegar a conclusões sobre as coisas sensíveis, particulares e verificáveis sobre o mundo natural. B. Os argumentos de Santo Agostinho que provam a existência de Deus denotam a influência direta que ele teve do pensamento de Aristóteles, principalmente da Metafísica. C. Para Santo Agostinho, a irradiação da luz divina faz com que conheçamos imediatamente as verdades eternas em Deus. Essas verdades eternas e necessárias não estão no interior do homem, porque seu intelecto é mutável e contingente. D. Tomás de Aquino construiu uma argumentação para provar a existência de Deus à luz das ideias de Platão e de vários fragmentos da Bíblia. E. Para Santo Agostinho, a irradiação da luz divina atua imediatamente sobre o intelecto humano, deixando-o ativo para o conhecimento das verdades eternas. Essas verdades, necessárias e imutáveis, estão no interior do homem.

18 2. Para Santo Tomás de Aquino, um dos princípios do conhecimento humano era o princípio da causa eficiente. Esse princípio da causa eficiente exigia que o ser contingente: a) não exigisse causa alguma. b) fosse causado pelo intelecto humano. c) fosse causado pelo ser necessário. d) fosse causado por acidentes casuais e) fosse causado pelo nada.

19 3. O filosofo grego que maior influência exerceu sobre Santo Tomás de Aquino foi: a) Platão. b) Aristóteles. c) Sócrates. d) Heráclito. e) Parmênides.

20 rticle/627/filosofia_medieval_pensamento_cristao _exercicios.pdf

21 Filosofia na Idade Moderna

22 Contexto Economia: passagem: feudalismo capitalismo Mercantilismo Política Formação dos Estados Nacionais Monarquias absolutas Religião Reforma Protestante Tribunal da Inquisição Mentalidade A busca da Razão Prever para prover Não há um abandono completo das questões cristãs Movimento Cultural Renascimento Antropocentrismo Humanismo

23 Francis Bacon ( ) Conhecimento é poder. As pessoas preferem acreditar naquilo que elas preferem que seja verdade. Conhecimento científico: instrumento prático de controle da realidade. Indução: através de amostras definimos uma teoria. Etapas: Observação; Organização Racional; Explicações Gerais (hipóteses); experimentação para comprovação.

24 Um dos pais da Filosofia Moderna René Descartes ( ) Quadro de Frans Hals (1666)

25 Cogito ergo sum Para conhecer preciso duvidar Meus pensamentos existem (princípio básico de toda Filosofia. Penso, logo existo Racionalista: desconfia das percepções sensoriais Matemática é o melhor instrumento para compreender a realidade Cria a geometria analítica

26 Discurso do Método é sua principal obra. Como conduzir o espírito na busca da verdade 1. Regra da evidência (clareza e distinção). Temos ideias inatas que são plenamente racionais (infinito) 2. Regra da análise: dividir as dificuldades 3. Regra da síntese: do simples ao complexo 4. Regra de enumeração (verificação)

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