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1 A busca da verdade Os filósofos pré-socráticos investigavam a natureza, sua origem de maneira racional. Para eles, o princípio é teórico, fundamento de todas as coisas. Destaca-se Heráclito e Parmênides. Heráclito: a essência do universo reside no movimento, em tudo que possa vir a ser. O ser é múltiplo por estar constituído de oposições internas. O que mantêm o fluxo do movimento é a luta dos contrários. Parmênides: a única realidade é o ser. Ele é eterno, imóvel, sem começo e sem fim. O movimento é aparente e a realidade é sensível, uma ilusão. Ambos os filósofos estabeleceram um desafio para a filosofia: conciliar o devir (constante vir-a-ser) e o ser, bem como, o valor do duplo conhecimento, quer dos sentidos com Heráclito, quer da razão com Parmênides. A sofística é o movimento de pensamento cuja fama de pronunciar discursos vazios deve-se ao fato da excessiva atenção ao aspecto formal da exposição e da defesa das ideias. Instrumento de trabalho era a persuasão através da coerência e o rigor de argumentação não dizer o que se considera verdadeiro era preciso demonstrá-la pelo raciocínio. Protágoras: o homem é a medida de todas as coisas exaltação da capacidade humana de construir a verdade o logos não é mais divino mas decorrente do exercício da razão.

2 Sócrates: após destruir o saber meramente opinativo, em diálogo com seu interlocutor, dava início ã procura da definição do conceito, de modo que, o conhecimento saísse de dentro de cada um. Platão: A alegoria da caverna representa as etapas da educação de um filósofo, ao sair do mundo das sombras (aparências) para alcançar o conhecimento verdadeiro. Realidade: 1. sombras (aparência sensível das coisas), marionetes (as próprias coisas sensíveis plantas, animais), muro (a separação de dois tipos de conhecimento e, 2. inteligível (exterior da caverna e o sol). O sol como representante da suprema ideia do bem. Aristóteles: todo ser é uma substância constituída de matéria e forma; a matéria é potência, o que tende a ser; a forma é o ato, a coisa tal como é aqui e agora. O movimento é a forma atualizando a matéria. É a passagem da potência ao ato, do possível ao real. Quatro causas: 1. Material é aquilo de que a coisa é feita; 2. Eficiente é aquela que dá impulso ao movimento; 3. Formal é aquilo que a coisa tende a ser; 4. Final é aquilo para o qual a coisa é feita.

3 A Filosofia Medieval A igreja católica consolidou-se como força espiritual e política, representava um elemento agregador numa Europa fragmentada. Patrística: durante a Idade Média, a aliança entre fé e razão significava reconhece a razão como auxiliar da fé, assim subordinada a ela. Agostinho, bispo de Hipona, utilizou a expressão creio para que possa entende e retomou a dicotomia platônica do mundo sensível e das ideias. Escolástica: persistiu a aliança entre razão e fé. Tomás de Aquino - se a razão não pode conhecer a essência de Deus, pode, demonstrar sua existência ou a criação divina do mundo. O conhecimento começa pelo contato com as coisas concretas, passa pelos sentidos internos (imaginação ou fantasia) até a apreensão de formas abstratas. A Filosofia Moderna Na modernidade o problema não é saber se as coisas são, mas se nós podemos eventualmente conhecê-las. O que é possível conhecer? Qual o critério de certeza para saber se há adequação entre o pensamento e o objeto? O polo de atenção é o sujeito que conhece. Racionalismo (René Descartes) parte em busca de uma verdade primeira que não possa ser posta em dúvida; começa duvidando de tudo até de seu próprio corpo; interrompe a cadeia de dúvidas diante do seu próprio ser que duvida. Esse eu é um puro ser pensante, existo enquanto penso. Com essa primeira intuição do cogito, ele julga estar diante de uma ideia clara e distinta.

4 Na modernidade o problema não é saber se as coisas são, mas se nós podemos eventualmente conhecê-las. O que é possível conhecer? Qual o critério de certeza para saber se há adequação entre o pensamento e o objeto? O polo de atenção é o sujeito que conhece. Racionalismo (René Descartes) parte em busca de uma verdade primeira que não possa ser posta em dúvida; começa duvidando de tudo até de seu próprio corpo; interrompe a cadeia de dúvidas diante do seu próprio ser que duvida. Esse eu é um puro ser pensante, existo enquanto penso. Com essa primeira intuição do cogito, ele julga estar diante de uma ideia clara e distinta. Empirismo é a tendência filosófica que enfatiza o papel da experiência sensível no processo do conhecimento. Destacase: Francis Bacon, John Locke e David Hume. Bacon: saber é poder. Denunciava os preconceitos e as noções falsas que dificultam a apreensão da realidade ídolos. Tribo natureza humana, Caverna de cada pessoa enquanto indivíduo, Mercado relações comerciais e Teatro espírito dos homens. Hume: o hábito e a crença. O que observamos é a sucessão de fatos ou a sequência de eventos. É o hábito criado pela observação de casos semelhantes que nos faz ultrapassar o dado e afirmar mais do que a experiência pode alcançar. A partir desses casos, supomos o comportamento de forma análoga. A única base para as ideias ditas gerais é a crença, e não a certeza, que, do ponto de vista do entendimento, faz uma extensão ilegítima do conceito.

5 Locke: a tabula rasa. A alma é como uma tabula rasa, tábua sem inscrições, como um pedaço de cera em que não há qualquer impressão, um papel em branco. Por isso o conhecimento começa apenas a partir da experiência sensível. Se houvesse ideias inatas, as crianças já as teriam. Que deve existir um Ser eterno, que pode ser denominado Deus. A crítica à metafísica Kant: a primeira revisão crítica realizada: ele coloca a razão em um tribunal para julgar o que pode ser conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não tem fundamento. Explica que o conhecimento é constituído de algo que recebemos de fora, da experiência (a posteriori) e algo que já existe em nós mesmos (a priori), anterior a qualquer experiência. Hegel: o idealismo hegeliano (constante mudança).a razão é histórica, a verdade é construída no tempo. A história resulta de um processo cujo motor é a contradição dialética, que conduz ao auto conhecimento do espírito no tempo. As três etapas da dialética comparada ao exemplo do desenvolvimento da planta: 1. o botão é a afirmação; 2. a flor é a contradição, é a negação do botão; e, 3. o fruto é a categoria superior, a superação da contradição entre botão e flor.

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