ANALÍTICA DAS RELAÇÕES DE PODER INERENTES AO PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA DA ARACRUZ CELULOSE S.A., NA DÉCADA DE 1990.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ANALÍTICA DAS RELAÇÕES DE PODER INERENTES AO PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA DA ARACRUZ CELULOSE S.A., NA DÉCADA DE 1990."

Transcrição

1 1 ALDO AMBRÓZIO ANALÍTICA DAS RELAÇÕES DE PODER INERENTES AO PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA DA ARACRUZ CELULOSE S.A., NA DÉCADA DE Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Administração do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da Universidade Federal do Espírito Santo, como requisito parcial para a obtenção do Grau de Mestre em Administração, na área de concentração em Tecnologias de Gestão e Subjetividades. Orientador: Profª Drª Vânia Maria Manfroi. VITÓRIA 2005

2 2 Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação (CIP) (Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo, ES, Brasil) A496a Ambrózio, Aldo, Analítica das relações de poder inerentes ao processo de reestruturação produtiva da Aracruz Celulose S. A. na década de 1990 / Aldo Ambrózio f. Orientadora: Vânia Maria Manfroi. Dissertação (mestrado) Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas. 1. Sociedades comerciais - Reorganização. 2. Gestão de empresas. 3. Tecnologia e administração. 4. Subjetividade. 5. Empresas - Espírito Santo (Estado) Aracruz Celulose (Firma). I. Manfroi, Vânia Maria. II. Universidade Federal do Espírito Santo. Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas. III. Título. CDU: 65

3 3 ALDO AMBRÓZIO ANALÍTICA DAS RELAÇÕES DE PODER INERENTES AO PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA DA ARACRUZ CELULOSE S.A., NA DÉCADA DE Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Administração do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da Universidade Federal do Espírito Santo, como requisito parcial para a obtenção do Grau de Mestre em Administração, na área de concentração em Tecnologias de Gestão e Subjetividades. Aprovada em 24 de março de 2005 COMISSÂO EXAMINADORA Profª Drª Vânia Maria Manfroi Universidade Federal do Espírito Santo Orientadora. Prof Dr Romualdo Dias Universidade Estadual Paulista Profª Drª Leila Domingues Machado Universidade Federal do Espírito Santo

4 4 A Vânia, pelo rigor das orientações que propiciaram a realização deste trabalho, além da amizade que sempre marcou nossa relação. A Érico, pela amizade e carinho com que me ajudou em parte do meu trabalho e de minha vida. A Rosa, por ter suportado meu humor e neuroses durante nosso convívio juntos e, principalmente na confecção deste trabalho. A Romualdo, por ter me propiciado o encontro com as leituras que foram fundamentais para a forma como passei a encarar a realidade. A Mônica, Leila e Ronney pelas dicas na qualificação. A Reinaldo, por oferecer-me os elementos para a compreensão do Capitalismo contemporâneo. A Laécio, por toda a amizade e carinho dedicados a minha pessoa. A Izolina e Pedro, por terem me dado a vida.

5 5 Disparo contra o sol, sou forte, sou por acaso; Minha metralhadora cheia de mágoas, eu sou um cara. Cazuza. Ao deixar a esfera da circulação simples ou da troca de mercadorias, à qual o livre-cambista vulgar toma de empréstimo sua concepção, idéias e critérios para julgar a sociedade baseada no capital e no trabalho assalariado, parece-nos que algo se transforma na fisionomia dos personagens do nosso drama. O antigo dono do dinheiro marcha agora à frente, como capitalista; segue-o o proprietário da força do trabalho, como seu trabalhador. O primeiro, com um ar importante, sorriso velhaco e ávido de negócios; o segundo, tímido, contrafeito, como alguém que vendeu sua própria pele e apenas espera ser esfolado. Karl Marx.

6 6 RESUMO Observa-se que a partir da década de 1980 um movimento global de reestruturação dos aparelhos produtivos varreu o mundo ocidental conduzindo as empresas de base global e também uma série de outras organizações de menor porte a seguirem esse direcionamento que trazia como imperativo principal a necessidade da constante mudança e renovação das bases produtivas para satisfazer as exigências do mercado. O modelo de organização da indústria automobilística Toyota Company serviu de matriz para a maioria desses projetos de modificações de estruturas produtivas para dotá-las de maior flexibilidade e agilidade no intuito de satisfazer as exigências do mercado que era apresentado pelas doutrinas neoliberais como uma entidade transcendente que selecionava as organizações mais aptas na disputa pela sobrevivência. A unidade produtiva da Aracruz Celulose S.A. localizada no distrito de Barra do Riacho (INCEL) no município de Aracruz do estado do Espírito Santo passou por essa mesma problemática de modificações no decorrer da década de Efetuou com este objetivo de alcançar maior agilidade e flexibilidade de seu processo produtivo um projeto audacioso onde suas estruturas produtivas passaram por pungentes modificações entre as quais a conversão dos departamentos, que eram a forma como a estrutura era organizada, em processos e também a informatização de todas as rotinas de trabalho por meio de uma modificação da base técnica na qual os operadores efetuavam suas operações. Nessas transformações necessitou-se que uma modificação dos perfis apresentados pelos operadores dessa indústria viesse a ser consumada. Iniciou-se, assim, um intenso programa de treinamento na segunda fase da reestruturação para que a mão de obra dessa fábrica se atualizasse em termos técnicos e também adquirisse atitudes que propiciassem um maior engajamento de suas atividades com o objetivo maior direcionado pelos gestores de buscar taxas de lucratividade cada vez mais crescentes. No programa de treinamento criado para este fim foram utilizados de forma abundante os recursos disciplinares descritos por Michel Foucault: buscou-se por meio do exame classificar os operadores em termos de habilidades técnicas e também em termos de posicionamento político, além de, com este recurso, criarem-se uma base de dados individual que fornecia dados precisos de cada operador para a avaliação das gerências; buscou-se por meio da sanção normalizadora dosar as recompensas e castigos no intuito de promover a aceitação das novas normalizações das rotinas de trabalho e, por meio da criação de uma pirâmide de olhares característica da vigilância hierárquica, permitir a observação de todos os espaços e todas as ações realizadas no interior da fábrica da INCEL. O resultado desses investimentos políticos disciplinares foi uma brutal produção de subjetividades aliada às modificações da base técnica da fábrica INCEL, onde os posicionamentos políticos contrários a essas modificações foram cerceados pelo trabalho conjunto do exame (na identificação) e da sanção normalizadora (punição). Desenhou-se assim uma relação intrínseca entre as tecnologias de gestão utilizadas no processo de reestruturação produtiva e as subjetividades que emergiram deste processo. Palavras chave: Aracruz Celulose; reestruturação produtiva; tecnologias de gestão, disciplinas e produção subjetiva.

7 7 ABSTRACT It is observed that starting from the decade of 1980 a global movement of restructuring of the productive apparels swept the western world driving the companies of global base and also a series of other organizations of smaller load she that direction that brought as main imperative the need of the constant change and renewal of the productive bases to satisfy the demands of the market proceed. The model of organization of the automobile industry Toyota Company served as head office for most of those projects of modifications of productive structures to endow them of larger flexibility and agility in the intention of satisfying the demands of the market that it was presented by the neoliberal doctrines as a transcendent entity that it selected the most capable organizations in the dispute for the survival. Aracruz Cellulose's productive unit located S.A. in the district of Barra do Riacho (INCEL) in the municipal district of Aracruz of Espírito Santo state it went by that same problem of modifications in elapsing of the decade of It made with this objective of reaching larger agility and flexibility of their production process a daring project where their productive structures went by painful modifications among which the conversion of the departments, that were the form as the structure was organized, in processes and also the informatization of all of the work routines through a modification of the technical base in the which the operators made their operations. In those transformations it was needed that a modification of the profiles presented by the operators of that industry came to be consummated. Would began, like this, an intense training program in the second phase of the restructuring so that the hand of work of that factory was updated in technical terms and it also acquired attitudes to propitiate a larger engagement of their activities with the larger objective addressed more and more by the managers of looking for profitability taxes growing. In the training program created for this end were used in an abundant way the resources discipline described by Michel Foucault: it was looked for through the exam to classify the operators in terms of technical abilities and also in terms of political positioning, besides, with this resource, they be created an individual base of data that it supplied necessary data of each operator for the evaluation of the managements; it was looked for through the sanction normalization to dose the rewards and punishments in the intention of promoting the acceptance of the new normalizations of the work routines and, through the creation of a pyramid of glances characteristic of the hierarchical surveillance, to allow the observation of all of the spaces and all of the actions accomplished inside the factory of INCEL. The result of those political investments discipline was a brutal allied production of subjectivities to the modifications of the technical base of the factory INCEL, where the contrary political positioning the those modifications were reduced by the united work of the exam (in the identification) and of the sanction normalization (punishment). Would draw, like this, one intrinsically relation between the management technologies utilized on the production restructuring and the subjectivities that was emerge of that process. Key Words: Aracruz Celulose; productive restructuring; management technologies; disciplines and subjective production.

8 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO TRANSIÇÃO DE REGIME DE ACUMULAÇÃO DA HEGEMONIA DO CAPITAL INDUSTRIAL À HEGEMONIA DO CAPITAL ESPECUATIVO PARASITÁRIO DO FORDISMO AO TOYOTISMO DO ESTADO KEYNESIANO AO ESTADO NEOLIBERAL ANALÍTICA DAS RELAÇÕES DE PODER A OBRA DE FOUCAULT DISCIPLINAS E BIOPOLÍTICAS PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O CASO ARACRUZ CARACTERIZAÇÃO DO FUNCIONAMENTO ATUAL DA UNIDADE DA ARACRUZ CELULOSE S.A. DE BARRA DO RIACHO (INCEL) HISTÓRICO DA IMPLEMENTAÇÃO DA EMPRESA ANÁLISE DAS ENTREVISTAS A REESTRUTURAÇÃO VISTA A PARTIR DO FUNCIONAMENTO DAS DISCIPLINAS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICE A APÊNDICE B

9 9 INTRODUÇÃO O objetivo buscado por este trabalho de dissertação é analisar as profundas imbricações entre as transformações econômicas que moldam os regimes produtivos e as formas de existir manifestadas pelos terrenos subjetivos encontrados pela força de trabalho para sobreviver a esses processos. O lócus específico onde se deu a pesquisa foi a empresa Aracruz Celulose S.A., escolhida pelo fato de tal organização ter passado por uma fase de intensa reestruturação de seus processos organizacionais e de seus instrumentos de produção durante a década de 1990 que é o recorte temporal que contemplamos em nossa pesquisa. Para conseguir arrolar essas relações entre estruturas econômicas e formações subjetivas tentamos criar um itinerário que contemplasse, de um lado, o que de significativo ocorreu nas últimas décadas do século XX em termos de economia política para tentar encontrar a partir de tais transformações o motivo da realização da reestruturação e, de outro buscar na obra do Filósofo Michel Foucault o aparato teórico que nos permitisse perceber as modificações econômicas como o motor de toda uma gama de desterritorializações e reterritorializações 1 no terreno móvel e inconstante do existir. Seguindo esse raciocínio constatamos que a partir de meados da década de 60 do século passado o processo de expansão e circulação do capital sofreu algumas mudanças significativas. Um processo de autonomização do Capital a Juros 2 se iniciaria e ganharia vulto o suficiente para subordinar todo o processo de funcionamento do Capital Industrial. Este processo de 1 Os termos territorialização e reterritorialização não são exatamente do uso de Michel Foucault, o que Foucault afirmou é parecido, ou seja, ser a subjetividade um produto de relações de poder móveis e flexíveis que abrangeriam todo o corpo social. Os filósofos que se utilizaram de tais termos foram Gille Deleuze e Felix Guattari em seu livro O Anti-édipo: capitalismo e esquisofrenia. Nos referimos aos termos por permitirem dar à subjetividade, que em Foucault é concebida como produzida, a característica plástica de ser algo em constante construção e reconstrução como as relações de poder inscritas nas relações sociais. 2 Segundo Carcanholo & Nakatani (1999) o Capital Industrial seria constituído por três formas funcionais específicas: O Capital-Dinheiro (D); o Capital-Produtivo (M) e o Capital-Mercadoria (M ). Tais formas funcionais exemplificariam uma descrição bem abstrata do processo de produção capitalistas. Em uma abordagem mais próxima da realidade, segundo os autores perceberíamos uma autonomização destas três formas funcionais, assim, o Capital- Dinheiro se converteria em Capital a Juros; o Capital-Produtivo se converteria em Capital Produtivo e o Capital- Mercadoria se converteria em Capital Mercantil. Ainda, segundo os autores, durante o período do pós-guerra, o Capital Produtivo subordinaria as outras duas formas autonomizadas à sua lógica de funcionamento. Mas, após década de 1970 seria o Capital a Juros travestido de Capital Especulativo Parasitário é que estaria ditando as regras

10 10 autonomização e hegemonização do Capital a Juros que ao generalizar sua forma específica de circulação 3 produziu na realidade a impressão de toda renda ser oriunda de um determinado Capital contribuiu para o surgimento do Capital Fictício 4 e em termos analíticos em relação a sua proporção o Capital Especulativo Parasitário o qual ampliando enormemente o seu montante em relação ao Capital Produtivo, passou a ditar autonomamente as regras da produção e circulação. Acompanharíamos, com estas alterações na forma da circulação e expansão do Capital, algumas modificações significativas no funcionamento das economias ditas centrais. No plano produtivo vimos ocorrer uma transição de regime de acumulação. O dito fordismo foi substituído por meio de extensos programas de reestruturação produtiva pelo toyotismo com a finalidade de agilizar o giro do capital 5 na tentativa de adequação do funcionamento do Capital Produtivo ao Capital Especulativo Parasitário. No plano político vimos ser substituído o modelo de atuação estatal orientado pelas teorias keynesianas pelo modelo neoliberal, cuja função semelhantemente à ocorrida no plano produtivo, foi adequar o funcionamento do Estado às exigências específicas da acumulação ditada pelo Capital Especulativo Parasitário. Tais transições no plano produtivo e no plano político se deram nos países de economia central entre as décadas de 1960 e Mas, no caso específico do Brasil, por se tratar de uma economia periférica no Sistema Capitalista Mundial, estas tendências gerais não ocorreram nos mesmos recortes temporais das economias centrais. Foi durante a crise internacional do regime de acumulação fordista e do modo de regulamentação Keynesiano em meados da década de 1960 que estes modelos de gestão do sistema produtivo e do Estado foram implementados tardiamente no Brasil e no caso do modo de regulamentação da produção capitalista, mas tal processo será descrito posteriormente quando abordarmos a transição de regime de acumulação. 3 Segundo Marx (2002) a forma de circulação do Capital a Juros seria D D, onde D = D + ΔD. 4 Capital oriundo das remunerações dos Títulos de Dívida pública e das ações de empresas privadas negociados em bolsas de valores. 5 Se trata do intervalo de tempo entre o investimento inicial do capitalista ao trocar o dinheiro pela matéria-prima e pela força de trabalho e o retorno do dinheiro para os bolsos do capitalista após ter vendido a mercadoria produzida pelo processo produtivo.

11 11 Keynesiano de maneira incompleta por o Estado brasileiro não ter assumido a forma do Estado do Bem Estar como nos Estados de economia central. Para entendermos um pouco melhor a afirmação do parágrafo anterior faz-se necessário investir por um momento nossa análise na história econômica brasileira. O Brasil como afirmado no parágrafo oito sempre possuiu sua economia integrada de forma periférica ao Sistema Capitalista Mundial. Podemos visualizar tal fenômeno em todas as suas fases de desenvolvimento econômico 6. Na fase dita agro-exportadora, que se estendeu do descobrimento à década de 1930, a economia brasileira fornecia alguns produtos de natureza agrícola ou mineral de interesse do mercado europeu em determinados ciclos: num período a cana-de-açúcar, num período o ouro, num período o algodão e, por fim, num período o café. Situação mantida pelas elites que se beneficiavam deste modelo de desenvolvimento até o próprio tornar-se inoperante pelas duas Grandes Guerras e pela crise econômica de Assim, entre 1930 e 1961 o país se industrializou sob o comando de governos de caráter nacionalista num processo de substituição de importações. Podemos até afirmar que neste curto lapso da história econômica brasileira a tendência de subordinação internacional foi amenizada pelo fato de o país ter apresentado algumas tendências positivas em termos econômicos que o levaram a se destacar na economia mundial: referimos-nos à criação de um mercado interno, urbanização das principais regiões econômicas e como resultado dos dois itens anteriores apresentação de altas taxas de crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB). Mas, com a crise de tal modelo de industrialização entre os anos 1962 e 1967 e a entrada, no plano político, dos governos militares em 1964, a tendência de subordinação foi reconstituída e ocorreu como afirmado nos parágrafos acima a entrada das multinacionais do setor automobilístico no país garantindo a introdução do fordismo de uma forma tardia justamente por o modelo já apresentar sinais de desgaste nos países centrais. 6 As referências que consultamos para esta apresentação da história econômica brasileira foram respectivamente: Furtado (1997; 1983; 2002); Prado Júnior (1997; 1998) e Tavares (1986; 1999).

12 12 O país impulsionado com a adoção por meio da contribuição do Estado do regime de acumulação fordista obteve taxas elevadíssimas de crescimento no lapso compreendido entre os anos 1968 e 1979 período conhecido como do Milagre Econômico quando então o modelo também colapsou e iniciou-se toda uma década de crises e tendências inflacionárias estratosféricas que acompanharam toda a década de 1980 e metade da década de Durante este ínterim ocorreu no plano político a reinserção do país ao regime democrático e foram tentadas diversas vezes soluções para debelar o surto inflacionário que durante um certo período 1985 a 1994 e uma série de planos econômicos Plano Cruzado (1986), Plano Bresser (1987), Plano Verão (1989), Plano Collor (1990) não conseguiram debelar o surto inflacionário. Somente em meados da década de 1990 com a implementação do Plano Real é que tivemos o surto inflacionário debelado. Mas, juntamente com a erradicação do surto inflacionário, a implementação do Plano Real em 1994, com forte inspiração neoliberal, também caracterizou no plano político a adequação do Estado brasileiro aos ditames do Capital Especulativo Parasitário. Novamente assistimos tal adaptação de forma retardada temporalmente em relação aos países de economia central que iniciaram tal processo já durante a década de 1980 também em resposta ao surto inflacionário gerado pela falência do modelo Keynesiano em meados da década de O curioso do caso brasileiro foi o fato da adaptação do regime de acumulação ter se dado no Brasil via medidas tomadas pelo Estado, como todo o processo de industrialização precedente. Assim, o Estado brasileiro à medida que defendeu através dos meios de comunicação de massa (mass media) a implementação do modelo neoliberal com o objetivo de substituir o Estado de inspiração Keynesiana ligado ao capital produtivo anterior por um Estado que se preocupasse com a defesa dos interesses da classe rentista, também defendeu através dos mesmos meios a necessidade de uma transição no regime de acumulação que se orientava pelo modelo fordista. Desta forma durante a década de 1990 fomos testemunhas de profundas alterações no direcionamento do modo de regulamentação, onde o Estado de inspiração Keynesiana foi substituído pelo Estado neoliberal, e do regime de acumulação onde as estruturas produtivas

13 13 nacionais passaram por forte processo de reestruturação para se adequarem ao modelo toyotista em oposição ao modelo fordista que lhes direcionava o funcionamento anterior. A Aracruz Celulose, que em sua implementação durante os governos militares, possuiu um parque produtivo e um regime organizacional modelado segundo os ditames fordistas passou, dada as transformações organizacionais e políticas no quadro mundial e nacional, por uma profunda reestruturação produtiva durante a década de Tal reestruturação nos interessou como objeto de estudo pelo fato de ter trazido novos elementos para as contradições entre a força de trabalho e a gestão do capital que mereceram nossa atenção. Como exposto nos parágrafos acima os programas de reestruturação procuraram adequar o funcionamento das organizações à lógica do Capital Especulativo Parasitário. Nesta adequação o que se pretendia era restabelecer, ou às vezes ampliar, a lucratividade dessas organizações em tempos de não crescimento ou até mesmo de queda da demanda. Isto implicou uma série de medidas no que tange ao gerenciamento da organização da produção que levaram a uma ampliação da exploração da força de trabalho. Referimos-nos a um achatamento do salário real oriundo de um corte dos rendimentos indiretos 7, a uma intensificação do trabalho por meio de incorporação de atividades de manutenção e supervisão na tarefa normal de operação, enfim, a uma série de medidas tomadas pelas organizações para tentarem retirar o máximo de mais valia da força de trabalho com o intuito de aplacar a sede intensa de valor do Capital Especulativo Parasitário 8. A adoção de tais medidas nos países de economia central que como dissemos anteriormente antecedeu tal adoção no Brasil foi acompanhada por um confronto direto do capital 7 Como rendimentos indiretos queremos nos referir a ganhos de base social como salário família, auxílio moradia, plano de saúde, enfim a uma série de benefícios que em geral foram retirados dos trabalhadores quando dos processos de reestruturação produtiva como medida de redução de custos. 8 Segundo Chesnais (1996) o modelo gerencial que fundamenta tal adaptação em nível da gestão da organização como um todo é a Governança Corporativa. Tal modelo submete a gestão da organização aos ditames do Capital Especulativo Parasitário por duas razões principais: submetendo as decisões administrativas ao crivo da assembléia de acionistas e, como corolário do primeiro fator, exigindo da produção o máximo de lucratividade possível para que a parcela de dividendos dos acionistas possa ser ampliada. Percebe-se portanto que toda a empresa passa a funcionar segundo os ditames da classe rentista formada pelos acionistas que são as personificações do Capital Especulativo Parasitário.

14 14 personificado na figura dos empresários cujos interesses eram justificados pelos governos e pela força de trabalho personificada na figura dos trabalhadores. Os trabalhadores dos países de economia central tendiam a repudiar tais medidas de forma brutal por meio de diversas manifestações contrárias; inclusive a mais direta, que é a greve. Descrições de tais movimentos podem ser encontradas em Coriat (1994) e Gounet (2002) que apresentaram a rejeição dos trabalhadores da Toyota e da Nissan principais indústrias automobilísticas do Japão à nova organização do trabalho e Antunes (2003) que comentou o duro embate entre os sindicatos ingleses e os Governos Neoliberais de Thatcher e Major que tentaram implementar as condições de trabalho oriundas do modelo Toyota juntamente com as medidas de desmantelamento do Estado do Bem-estar keynesiano. No caso da empresa em estudo, contrariamente ao acontecido no restante do mundo, nenhum sinal de embate radical foi promovido pelos seus trabalhadores que com as medidas tomadas na reestruturação tiveram uma brutal alteração de sua rotina de trabalho isto em termos técnicos e também em termos organizativos e também, como nas demais organizações pelo mundo, tiveram grande parte de seus benefícios indiretos suprimidos 9. Tais elementos que animaram a contradição entre a força de trabalho e o capital na Aracruz Celulose levaram-nos a questionar a possibilidade de perfis tão distintos de trabalhadores como o são o regulado pelo modelo fordista-keynesiano e o toyotista-neoliberal poderem se transpor num curto lapso mesmo que a reestruturação como um todo tenha se dado durante oito anos, 1990 a 1998, o processo de adaptação se deu em apenas um ano sem que nenhuma oposição radical viesse a ser manifestada. Detendo-se sobre estes elementos estranhos à contradição imanente ao modo de produção capitalista tentamos encontrar motivos que explicassem tal estado de coisas analisando as estratégias tomadas pela gerência no momento da reestruturação e seus possíveis impactos nas operações da força de trabalho. 9 Se for considerada a classe trabalhadora como um todo, pode-se afirmar que a queda dos rendimentos se deu até na remuneração direta devido ao fato de os trabalhadores que passaram a ser lotados nas empreiteiras não perceberem a mesma condição de remuneração despendida pela Aracruz.

15 15 Muitas questões surgiram quando este caminho de análise por nós foi seguido e, a necessidade de um olhar mais atencioso sobre as formações subjetivas da força de trabalho tornou-se extremamente necessário. Foi assim que a obra do Filósofo Michel Foucault nos serviu de apoio para os nossos questionamentos demarcando o caminho que deveria ser seguido para que pudéssemos compreender o porquê da não homologia de fenômenos no que tange às manifestações da classe trabalhadora quando da passagem por experiências de reestruturação produtiva. E o apoio fornecido pela obra de Michel Foucault foi justamente em apresentar um conceito de subjetividade que permitisse pensá-la como algo móvel, plástico e produzido pelas relações sociais que marcam os corpos ao se relacionarem com as redes de exercício de poder que compõem nossas sociedades capitalísticas, ou seja, pensar a subjetividade como um processo em constante construção, impulsionado por forças que nos rodeiam e não como algo acabado e dado à priori no sentido de uma interioridade. Nesta perspectiva, a subjetividade no pensamento foucaultiano é pensada como uma dobra das relações sociais que amarram os corpos em exercícios de poder presentes nas mesmas como a apresenta Gilles Deleuze (1988, p. 104) ao fazer uma leitura do conceito de subjetividade na obra de Michel Foucault, Um entre lugar entre um lado de dentro e um lado de fora... lado de fora que não é um limite fixo, mas uma matéria móvel, animada de movimentos peristálticos, de pregas e de dobras que constituem um lado de dentro: nada além do lado de fora, mas exatamente o lado de dentro do lado de fora. Utilizando-se deste conceito de subjetividade e analisando o aparente paradoxo entre os fenômenos de manifestação da força de trabalho nos países de economia central e as manifestações da força de trabalho da INCEL é que encontramos nosso problema de pesquisa e traçamos nossos objetivos para realizá-la. A pergunta que então baseou nossas inquietações sobre o tema foi: como as relações de poder presentes no modelo da reestruturação contribuíram para a produção de subjetividades necessárias aos novos arranjos do sistema produtivo?

16 16 Com tal questionamento, esperávamos, em linhas gerais, analisar o impacto das transformações sofridas pela Aracruz Celulose S.A. durante a reestruturação produtiva e administrativa implementada durante a década de 1990 no ambiente de trabalho dos seus funcionários tentando identificar correlações entre as mudanças estruturais e administrativas e as mudanças no perfil assumido pela força de trabalho elencando os dispositivos de poder utilizados na estratégia geral da reestruturação. Análise genérica que pôde ser fragmentada em investigações mais específicas nas quais pretendemos: Descrever as transformações significativas na economia política de nossa contemporaneidade as quais fundamentaram os movimentos de reestruturação produtiva; Analisar de forma detalhada quais foram os impactos das mudanças no ambiente de trabalho, tomando atenção especial nas possíveis modificações do perfil assumido pela força de trabalho, e; Identificar os dispositivos de poder presentes na legitimação do processo de reestruturação produtiva. Para realizar este itinerário, discutimos no primeiro capítulo as transformações econômicopolíticas que se fizeram presentes no período pós década de 1980, dando atenção especial: às modificações ocorridas na relação entre as formas funcionais do Capital; às alterações no regime de acumulação ocorridas como adaptação deste às modificações entre as hierarquias nas formas funcionais do Capital e às modificações no modo de regulamentação que também se fizeram para acompanhar aquelas modificações nas formas funcionais. No segundo capítulo apresentamos a analítica das relações de poder de Michel Foucault; caracterizando num primeiro momento o período específico em que Foucault discute as relações de força que caracterizam as relações de poder para, num segundo momento, discutirmos os mecanismos de poder específicos das disciplinas e biopolíticas. No terceiro capítulo discorremos sobre os procedimentos metodológicos que orientaram nossa pesquisa.

17 17 Para, por fim, no quarto capítulo efetuarmos o estudo do caso da unidade da Aracruz Celulose de Barra do Riacho (INCEL). CAPÍTULO 1

18 18 TRANSIÇÃO DE REGIME DE ACUMULAÇÃO Este capítulo tem por finalidade analisar as transformações no regime de acumulação 10 e sua conseqüente transformação do modo de regulamentação procurando encontrar um fundamento específico em termos de funcionamento do Modo Capitalista de Produção que justifique as mudanças na superfície percebidas como transições de acumulação e regulamentação. Seguindo tal raciocínio, acompanhamos as transformações nos conceitos e práticas dos regimes de acumulação entre fins da década de 1970 e início da década de 1990 e percebemos serem profundas as reorientações na forma e na regulamentação do regime. Quanto à forma o que assistimos foi a substituição em nível microeconômico do regime de acumulação via produção em massa para a acumulação flexível 11, ou na taxonomia mais utilizada, a transição do regime fordista para o regime toyotista ou ohnista. Quanto à regulamentação assistimos em nível macroeconômico a transição do modo de regulamentação estatal keynesiano para o neoliberal. Afirmamos que tais transições de superfície são reflexos das mudanças de hegemonia dos tipos de capital que orientam o sentido geral da acumulação. 10 Usamos a linguagem da Escola da Regulamentação para descrevermos a trajetória do sistema capitalista no decorrer das décadas de 1980 e A construção dessa Escola se deu a partir dos trabalhos dos economistas franceses Lipietz (1986), Aglietta (1979) e Boyer (1986), mas, não utilizamos os referidos autores diretamente, usamos como é visto no decorrer do texto, o trabalho de Harvey (2003) que se utiliza da linguagem dessa escola. No pensamento exposto por essa Escola o sistema capitalista é entendido como formado por um regime de acumulação e um modo de regulamentação. O regime de acumulação seria responsável pela definição de uma certa organização do trabalho e a criação de instrumentos de controle da variação dos preços no intuito de estabelecer uma base segura para a acumulação capitalista. O modo de regulamentação social garantiria que as regras e leis necessárias ao funcionamento do regime de acumulação fossem internalizadas pelos indivíduos que compõem o corpo social, a descrição de David Harvey (2003, p. 117) é bem explícita nestes termos, Um regime de acumulação descreve a estabilização, por um longo período, da alocação do produto líquido entre consumo e acumulação; ele implica alguma correspondência entre a transformação tanto das condições de produção como das condições de reprodução de assalariados. Um sistema particular de acumulação pode existir porque seu sistema de reprodução é coerente. O problema, no entanto, é fazer os comportamentos de todo tipo de indivíduos capitalistas, trabalhadores, funcionários públicos, financistas e todas as outras espécies de agentes-econômicos assumirem alguma modalidade de configuração que mantenha o regime de acumulação funcionando. Tem de haver, portanto, uma materialização do regime de acumulação, que toma a forma de normas, hábitos, leis, redes de regulamentação etc. que garantam a unidade do processo, isto é, a consistência apropriada entre comportamentos individuais e o esquema de reprodução. Esse corpo de regras e processos sociais interiorizados tem o nome de modo de regulamentação. 11 Expressão utilizada e defendida por David Harvey no livro Condição pós-moderna.

19 19 Neste transitar entre as décadas de 1970 e 1990 o acontecido foi a tomada de hegemonia do Capital Especulativo Parasitário em relação aos Capitais Produtivo e Comercial que regiam o período anterior. Destarte, para acompanhar tais transições, traçaremos o seguinte itinerário: primeiramente conceituaremos a transição de hegemonia entre as formas funcionais do Capital; posteriormente acompanharemos as modificações no regime de acumulação, apresentando, caracterizando e contrastando os regimes de acumulação específicos; finalizaremos, por fim, com a transição do modo de regumamentação keynesiano para o neoliberal Da hegemonia do Capital Industrial à hegemonia do Capital Especulativo Parasitário. Referindo-nos a Karl Marx (2002, p. 181) encontramos que o movimento realizado pelo valor 12 para adquirir a capacidade de se expandir e assim tornar-se capital apresenta uma forma específica de circulação, acompanhemos, A forma completa desse processo é, por isso, D M D, em que D = D + ΔD, isto é igual a soma de dinheiro originalmente adiantada mais um acréscimo. A esse acréscimo ou o excedente sobre o valor primitivo chamo de mais-valia (valor excedente). O valor originalmente antecipado não só se mantém na circulação, mas nela altera a própria magnitude, acrescenta uma mais-valia, valoriza-se. E este movimento transforma-o em capital. Esta forma específica de circulação, porém, representa um modelo geral e com elevado nível de abstração que tenta capturar a especificidade genérica da circulação e expansão do Capital. O Capital nesta descrição encontra-se em um nível de abstração bem elevado e, portanto, distante da realidade concreta vivenciada no dia a dia da produção capitalista. O motivo para este distanciamento é a quase nula possibilidade de um único capitalista exercer as duas fases peculiares da circulação, ou seja, trocar o dinheiro por mercadoria e posteriormente trocar a mercadoria pelo dinheiro acrescido por um incremento. 12 Aqui é preciso ficar bem claro que para Marx (2002) só é Capital o valor que adquire a capacidade de expandir-se ao passar pela circulação, ou seja, só pode ser considerado Capital aquele valor que ao passar pelo processo de circulação retorne acrescido de um certo excedente em relação à proporção na qual iniciou o processo.

20 20 Assim, no intuito de se aproximar um pouco mais da realidade concreta, Karl Marx (2002, p. 186) identificou três espécies específicas de Capital com formas idiossincráticas de circulação as quais proporcionariam um vislumbre mais aproximado com a realidade concreta do funcionamento da acumulação capitalista, Comprar para vender, ou, mais precisamente, comprar para vender mais caro, D M D, parece ser certamente forma particular de uma espécie de capital, o capital mercantil. Mas também o capital industrial é dinheiro, que se converteu em mercadoria e, com a venda da mercadoria, se reconverte em mais dinheiro. Fatos que ocorrem fora da esfera de circulação, no intervalo entre a compra e a venda, não acarretam nenhuma mudança a essa forma de movimento. No capital que rende juros patenteia-se finalmente abreviada a circulação D M D, com seu resultado sem o estágio intermediário, expressando-se concisamente em D D, dinheiro igual a mais dinheiro, valor que ultrapassa a si mesmo. É importante destacar aqui a especificidade da circulação dessas três formas funcionais distintas de circulação do Capital 13 : Capital Mercantil (D M D ); Capital Industrial (D - M... (p) M - D ) e Capital a Juros (D D ). As formas Capital Mercantil e Capital a Juros, nesta primeira aproximação realizada por Marx (2002) teriam certo grau de autonomia umas em relação às outras e em relação ao Capital Industrial; inclusive por historicamente Karl Marx apud Reinaldo A. Carcanholo e Paulo Nakatani (1999, p. 9) identificar serem as mesmas mais antigas que o Capital Industrial que representa a forma específica do estabelecimento da sociedade capitalista, As formas - o capital comercial e o capital gerador de juros - são mais antigas que a oriunda da produção capitalista, o capital industrial, a forma fundamental das relações de capital regentes da sociedade burguesa e com referência à qual as outras formas se revelam derivadas ou secundárias. Mas, com o alvorecer da sociedade burguesa, a forma Capital Industrial teria subjugado as outras duas formas funcionais à sua lógica específica de circulação, ou seja, transformado o tipo idiossincrático de cada uma delas em fases de sua própria circulação, vejamos o raciocínio de Karl Marx apud Reinaldo A. Carcanholo e Paulo Nakatani (1999, p. 9), E é por isso que o capital industrial, no processo do seu nascimento, tem primeiro de subjugar aquelas formas e convertê-las em funções derivadas ou especiais de si mesmo. Encontra, ao formar-se e ao nascer, aquelas formas mais antigas. [...] Onde a produção capitalista se desenvolveu na amplitude de suas formas e se tornou o modo dominante de produção, o capital produtor de juros está sob o domínio do capital industrial, e o capital 13 Falamos aqui de formas funcionais porque o Capital se utiliza das mesmas para se materializar e conseguir a capacidade de expandir-se. O Capital assim, na visão de Marx (2002) não possuiria uma forma única, concreta, melhor dizendo, uma essência, o Capital seria uma entidade que assumiria algumas formas específicas de tempo em tempo no intuito de expandir-se. 14 Referente ao processo de produção.

O estágio atual da crise do capitalismo

O estágio atual da crise do capitalismo O estágio atual da crise do capitalismo II Seminário de Estudos Avançados PC do B Prof. Dr. Paulo Balanco Faculdade de Economia Programa de Pós-Graduação em Economia Universidade Federal da Bahia São Paulo,

Leia mais

Dipartimento di Economia e Management - Università di Ferrara Ferrara, 11 aprile 2014

Dipartimento di Economia e Management - Università di Ferrara Ferrara, 11 aprile 2014 Dipartimento di Economia e Management - Università di Ferrara Ferrara, 11 aprile 2014 La crisi globale e il feticcio della regolamentazione nell esperienza europea e in quella del Sud America. Flávio Bezerra

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico,

Leia mais

A crise geral do capitalismo: possibilidades e limites de sua superação

A crise geral do capitalismo: possibilidades e limites de sua superação A crise geral do capitalismo: possibilidades e limites de sua superação LUIZ FILGUEIRAS * Determinantes gerais da crise A atual crise econômica geral do capitalismo tem, como todas as anteriores, determinantes

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n.32, v.2, p.367-373, ago./dez.2010 RESENHA:

Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, n.32, v.2, p.367-373, ago./dez.2010 RESENHA: RESENHA: PINTO, Geraldo Augusto. A organização do trabalho no século 20: taylorismo, fordismo e toyotismo. 2.ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. 88p. Rogério Gerolineto FONSECA Graduando do curso de

Leia mais

Plataforma da Informação. Finanças

Plataforma da Informação. Finanças Plataforma da Informação Finanças O que é gestão financeira? A área financeira trata dos assuntos relacionados à administração das finanças das organizações. As finanças correspondem ao conjunto de recursos

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Um Modelo de Sistema de Informação Contábil para Mensuração do Desempenho Econômico das Atividades Empresariais

Um Modelo de Sistema de Informação Contábil para Mensuração do Desempenho Econômico das Atividades Empresariais 1 UM MODELO DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL PARA MENSURAÇÃO DO DESEMPENHO ECONOMICO DAS ATIVIDADES EMPRESARIAIS Autor: Reinaldo Guerreiro Professor Assistente Doutor do Departamento de Contabilidade

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 7 (IASB) PRONUNCIAMENTO Conteúdo Item OBJETIVO

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Julgue os itens a seguir, a respeito da Lei n.º 6.404/197 e suas alterações, da legislação complementar e dos pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 71 Os gastos incorridos com pesquisa

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS. Turno/Horário Noturno PROFESSOR: Salomão Soares AULAS Apostila nº.

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS. Turno/Horário Noturno PROFESSOR: Salomão Soares AULAS Apostila nº. Disciplina Contabilidade e Sistemas de Custos CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS TURMA 5º CCN Turno/Horário Noturno PROFESSOR: Salomão Soares AULAS Apostila nº. 01 Introdução

Leia mais

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites 5 Conclusão Trade Marketing é um termo conhecido por grande parte dos profissionais das áreas comercial e de marketing, principalmente entre as indústrias de bens de consumo. Muitas empresas já incluíram

Leia mais

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária Alcance 1. Uma entidade que prepara e apresenta Demonstrações Contábeis sob o regime de competência deve aplicar esta Norma

Leia mais

PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS 1. O CENÁRIO DO SETOR AGROPECUÁRIO BRASILEIRO

PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS 1. O CENÁRIO DO SETOR AGROPECUÁRIO BRASILEIRO PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS 1. O CENÁRIO DO SETOR AGROPECUÁRIO BRASILEIRO A economia brasileira tem passado por rápidas transformações nos últimos anos. Neste contexto ganham espaço novas concepções, ações

Leia mais

INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE

INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE SÃO PAULO 2013 INICIAÇÃO AO ESTUDO DO CAPITAL IVAN BARBOSA HERMINE Este trabalho foi elaborado com o objetivo de incentivar o estudo da obra O Capital

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

ANÁLISE ECONÔMICA DE BALANÇO

ANÁLISE ECONÔMICA DE BALANÇO 1 ANÁLISE ECONÔMICA DE BALANÇO 1 QUOCIENTES DE RENTABILIDADE Os Quocientes de Rentabilidade servem para medir a capacidade econômica da empresa, isto é, evidenciam o grau de êxito econômico obtido pelo

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Introdução: economias abertas Problema da liquidez: Como ajustar desequilíbrios de posições entre duas economias? ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Como o cada tipo de ajuste ( E, R,

Leia mais

1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa

1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa 1 Introdução 1.1. Problema de Pesquisa A motivação, satisfação e insatisfação no trabalho têm sido alvo de estudos e pesquisas de teóricos das mais variadas correntes ao longo do século XX. Saber o que

Leia mais

FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL UM PEQUENO RELATO HISTÓRICO E UMA GRANDE CRISE

FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL UM PEQUENO RELATO HISTÓRICO E UMA GRANDE CRISE FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL UM PEQUENO RELATO HISTÓRICO E UMA GRANDE CRISE Semí Cavalcante de Oliveira INTRODUÇÃO Em maio de 2011, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês

Leia mais

63)A razão dívida/pib é tanto maior quanto mais elevada for a taxa de crescimento da economia e quanto menor for o deficit primário do setor público.

63)A razão dívida/pib é tanto maior quanto mais elevada for a taxa de crescimento da economia e quanto menor for o deficit primário do setor público. 61)O financiamento de programas sociais mediante emissão de moeda não somente elevará a dívida pública como também aumentará o resultado primário em razão do aumento das despesas com juros. 62) A queda

Leia mais

As informações relevantes para a decisão de importar ou exportar são preços domésticos, preços externos e taxa de câmbio.

As informações relevantes para a decisão de importar ou exportar são preços domésticos, preços externos e taxa de câmbio. Módulo 16 Introdução à Economia Internacional O comércio internacional se constitui no intercâmbio de bens, serviços e capitais entre os diversos países. Muitos teóricos em economia tentaram explicar as

Leia mais

O que é Finanças? 22/02/2009 INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS

O que é Finanças? 22/02/2009 INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS Prof. Paulo Cesar C. Rodrigues E mail: prdr30@terra.com.br INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS O que é administração financeira? Qual sua importância para as corporações? Como são tomadas as decisões financeiras?

Leia mais

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão

Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Trabalho Produtivo e Improdutivo: o cerne da questão Gustavo Henrique Lopes Machado Vimos nos dois artigos iniciais desta série o conceito preciso de mercadoria, assim como dos ditos serviços. Sendo que,

Leia mais

Análise dos resultados

Análise dos resultados Análise dos resultados Produção de bens e serviços de saúde A origem dos bens e serviços ofertados em qualquer setor da economia (oferta ou recursos) pode ser a produção no próprio país ou a importação.

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

FUNÇÃO FINANCEIRA DE UM EMPREENDIMENTO AGROPECUÁRIO

FUNÇÃO FINANCEIRA DE UM EMPREENDIMENTO AGROPECUÁRIO FUNÇÃO FINANCEIRA DE UM EMPREENDIMENTO AGROPECUÁRIO Odilio Sepulcri 1 Conforme ROSE 1, pode-se representar a administração de uma empresa, de uma forma geral, dividindo em três níveis: operações, estratégia

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA A atividade empresarial requer a utilização de recursos financeiros, os quais são obtidos na forma de crédito e de

Leia mais

Acções. Amortização. Autofinanciamento. Bens

Acções. Amortização. Autofinanciamento. Bens Palavra Acções Significado Títulos que representam uma parte ou fracção de uma sociedade anónima e que dão ao seu proprietário o direito à parcela correspondente de votos, lucros líquidos e activos da

Leia mais

Prof. Cleber Oliveira Gestão Financeira

Prof. Cleber Oliveira Gestão Financeira Aula 2 Gestão de Fluxo de Caixa Introdução Ao estudarmos este capítulo, teremos que nos transportar aos conceitos de contabilidade geral sobre as principais contas contábeis, tais como: contas do ativo

Leia mais

O QUE É UMA MICROEMPRESA

O QUE É UMA MICROEMPRESA O que é empresa O Artigo 6º da Lei n.º 4.137, de 10/09/1962 define empresa como "... toda organização de natureza civil ou mercantil destinada à exploração por pessoa física ou jurídica de qualquer atividade

Leia mais

Estudo de Caso sobre o Planejamento Financeiro de uma Empresa Têxtil do Agreste Pernambucano

Estudo de Caso sobre o Planejamento Financeiro de uma Empresa Têxtil do Agreste Pernambucano Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências Sociais Aplicadas Departamento de Ciências Administrativas Mestrado Profissional em Administração Relatório Executivo Estudo de Caso sobre o Planejamento

Leia mais

NOTAS SOBRE DINHEIRO EM MARX: FUNDAMENTOS TEÓRICOS

NOTAS SOBRE DINHEIRO EM MARX: FUNDAMENTOS TEÓRICOS NOTAS SOBRE DINHEIRO EM MARX: FUNDAMENTOS TEÓRICOS INTRODUÇÃO VIII Colóquio Internacional Marx e Engels Giliad Souza 1 Jarbas Carneiro 2 Esse texto se propõe a trazer o debate e fornecer algumas precisões

Leia mais

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE 1º SEMESTRE 7ECO003 ECONOMIA DE EMPRESAS I Organização econômica e problemas econômicos. Demanda, oferta e elasticidade. Teoria do consumidor. Teoria da produção e da firma, estruturas e regulamento de

Leia mais

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Comitê de Investimentos 07/12/2010 Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Experiências Internacionais de Quantitative Easing Dados do Estudo: Doubling Your Monetary Base and Surviving: Some International

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 O papel do private equity na consolidação do mercado imobiliário residencial Prof. Dr. Fernando Bontorim Amato O mercado imobiliário

Leia mais

O Sonho de ser Empreendedor no Brasil

O Sonho de ser Empreendedor no Brasil O Sonho de ser Empreendedor no Brasil Marco Aurélio Bedê 1 Resumo: O artigo apresenta os resultados de um estudo sobre o sonho de ser Empreendedor no Brasil. Com base em tabulações especiais elaboradas

Leia mais

AS CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DA EMPRESA AGRÍCOLA E SEUS INVESTIMENTOS NA AGRICULTURA.

AS CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DA EMPRESA AGRÍCOLA E SEUS INVESTIMENTOS NA AGRICULTURA. AS CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DA EMPRESA AGRÍCOLA E SEUS INVESTIMENTOS NA AGRICULTURA. OLIVEIRA, Graciela Aparecida Bueno de. Discente da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerenciais/ACEG. E-mail : gracielagabo@hotmail.com

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia

Leia mais

Conceito de Contabilidade

Conceito de Contabilidade !" $%&!" #$ "!%!!&$$!!' %$ $(%& )* &%""$!+,%!%!& $+,&$ $(%'!%!-'"&!%%.+,&(+&$ /&$/+0!!$ & "!%!!&$$!!' % $ $(% &!)#$ %1$%, $! "# # #$ &&$ &$ 0&$ 01% & $ #$ % & #$&&$&$&* % %"!+,$%2 %"!31$%"%1%%+3!' #$ "

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

2ª edição Ampliada e Revisada. Capítulo 4 Demonstrações Financeiras

2ª edição Ampliada e Revisada. Capítulo 4 Demonstrações Financeiras 2ª edição Ampliada e Revisada Capítulo Demonstrações Financeiras Tópicos do Estudo Demonstrações Financeiras ou Relatórios Contábeis Demonstrações Financeiras e a Lei das Sociedades Anônimas Objetivos

Leia mais

Holding (empresa) - aquela que possui, como atividade principal, participação acionária em uma ou mais empresas.

Holding (empresa) - aquela que possui, como atividade principal, participação acionária em uma ou mais empresas. Glossário de A a Z A Ação - título negociável, que representa a menor parcela em que se divide o capital de uma sociedade anônima. Ação listada em Bolsa - ação negociada no pregão de uma Bolsa de Valores.

Leia mais

Capital fictício e lucros fictícios

Capital fictício e lucros fictícios Capital fictício e lucros fictícios Reinaldo A. Carcanholo * Mauricio de S. Sabadini ** Resumo Este artigo procura avançar na discussão sobre o capital fictício, uma categoria central na obra de Marx e

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 14 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO. Tema : Fundamentos da Administração 1 Aula Conceitos da Administração História da Administração Funções do Administrador

ADMINISTRAÇÃO. Tema : Fundamentos da Administração 1 Aula Conceitos da Administração História da Administração Funções do Administrador ADMINISTRAÇÃO Tema : Fundamentos da Administração 1 Aula Conceitos da Administração História da Administração Funções do Administrador O que devemos.. Tirar todas as dúvidas a qualquer momento Participar

Leia mais

DEMOCRACIA, ESTADO SOCIAL, E REFORMA GERENCIAL

DEMOCRACIA, ESTADO SOCIAL, E REFORMA GERENCIAL DEMOCRACIA, ESTADO SOCIAL, E REFORMA GERENCIAL Luiz Carlos Bresser-Pereira Intervenção no VI Fórum da Reforma do Estado. Rio de Janeiro, 1º. de outubro de 2007. Sumário. A democracia permitiu que os trabalhadores

Leia mais

Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países?

Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países? Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países? Marcos Mendes 1 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem financiado a construção de infraestrutura

Leia mais

CRISE DE 29. Colapso do sistema financeiro americano

CRISE DE 29. Colapso do sistema financeiro americano CRISE DE 29 Colapso do sistema financeiro americano Antecedentes: Europa destruída pela grande guerra depende do capital americano; EUA responsável por 50% de toda produção industrial do mundo; American

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

MÓDULO 2 PASSIVO EXIGÍVEL (PE) E RECEITAS DIFERIDAS (ANTIGO RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS (REF))

MÓDULO 2 PASSIVO EXIGÍVEL (PE) E RECEITAS DIFERIDAS (ANTIGO RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS (REF)) CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA CAPÍTULO 2: PASSIVO EXIGÍVEL E RECEITAS DIFERIDAS MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO MÓDULO 2 PASSIVO EXIGÍVEL (PE) E RECEITAS DIFERIDAS (ANTIGO RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS (REF))

Leia mais

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS Universidade Federal do Ceará Faculdade de Economia, Administração, Atuária, Contabilidade e Secretariado Curso de Administração de Empresas GESTÃO POR COMPETÊNCIAS MAURICIO FREITAS DANILO FREITAS Disciplina

Leia mais

Contabilidade Social Carmen Feijó [et al.] 4ª edição

Contabilidade Social Carmen Feijó [et al.] 4ª edição Contabilidade Social Carmen Feijó [et al.] 4ª edição CAPÍTULO 5 BALANÇO DE PAGAMENTOS Professor Rodrigo Nobre Fernandez Pelotas 2015 2 Introdução O balanço de pagamentos é o registro contábil de todas

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES.

CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES. Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 417 CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES. Alice da Silva

Leia mais

O capital enquanto relação social

O capital enquanto relação social 1 O capital enquanto relação social Pablo Bielschowsky (UCB, UFF) Resumo O artigo busca recuperar o debate sobre o capital enquanto relação social. A primeira parte do texto argumenta que a teoria do fetichismo

Leia mais

Unidade: Semestre: 2011-2 Pré-Requisitos: Formação Econômica do Brasil e Macroeconomia I Horário: Segundas e terças das 18:45 às 20:15hs

Unidade: Semestre: 2011-2 Pré-Requisitos: Formação Econômica do Brasil e Macroeconomia I Horário: Segundas e terças das 18:45 às 20:15hs MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS CONTÁBEIS E CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS PLANO DE ENSINO Disciplina: Economia Brasileira Contemporânea

Leia mais

DECIFRANDO O CASH FLOW

DECIFRANDO O CASH FLOW Por: Theodoro Versolato Junior DECIFRANDO O CASH FLOW Para entender melhor o Cash Flow precisamos entender a sua origem: Demonstração do Resultado e Balanço Patrimonial. O Cash Flow é a Demonstração da

Leia mais

A SUPERIORIDADE DO MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS

A SUPERIORIDADE DO MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS A SUPERIORIDADE DO MÉTODO DO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS Prof. Alexandre Assaf Neto O artigo está direcionado essencialmente aos aspectos técnicos e metodológicos do

Leia mais

QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA

QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia Internacional, Finanças

Leia mais

Palavras Chaves: Prazos, rotação, estoques, débitos, créditos, pagamentos, recebimentos, ciclo, atividade, gestão financeira.

Palavras Chaves: Prazos, rotação, estoques, débitos, créditos, pagamentos, recebimentos, ciclo, atividade, gestão financeira. 1 Tatiana Melo da Gama RESUMO O presente artigo tem a proposta de apresentar uma breve abordagem sobre a Análise dos Índices de Prazos Médios, dando ênfase para a sua importância na gestão financeira de

Leia mais

ECONOMIA MÓDULO 1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

ECONOMIA MÓDULO 1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA ECONOMIA MÓDULO 1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Índice 1. Apresentação da Disciplina...3 2 1. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA A disciplina Economia de Mercado objetiva apresentar as relações econômicas que balizam

Leia mais

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 1. Crescimento Econômico Conceitua-se crescimento econômico como "o aumento contínuo do Produto Interno Bruto (PIB) em termos globais e per capita,

Leia mais

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros ANEXOS Processo de definição da taxa de juros A taxa de juros constitui-se no mais importante instrumento de política monetária à disposição do Banco Central. Através dela, a autoridade monetária afeta

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO 1

DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO 1 DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO 1 Gillene da Silva Sanses 2 O artigo apresenta a nova realidade em que se inserem, sob a perspectiva de critério para cálculo, deliberação e distribuição aos sócios, dos lucros. O

Leia mais

PROGRAMA DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO (PAEG): DO MILAGRE ECONÔMICO AO FIM DO SONHO 1

PROGRAMA DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO (PAEG): DO MILAGRE ECONÔMICO AO FIM DO SONHO 1 PROGRAMA DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO (PAEG): DO MILAGRE ECONÔMICO AO FIM DO SONHO 1 Introdução Márcio Kerecki Miguel dos Santos 2 O Brasil novo que se inicia depois da crise de 1929 e da tomada do poder

Leia mais

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo A UA UL LA MÓDULO 7 Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo Nesta aula O café foi o principal produto de exportação durante a República Velha. Os cafeicultores detinham o controle da

Leia mais

LUCRO RELACIONADO AO CONCEITO DE PRESERVAÇAO DA RIQUEZA1

LUCRO RELACIONADO AO CONCEITO DE PRESERVAÇAO DA RIQUEZA1 LUCRO RELACIONADO AO CONCEITO DE PRESERVAÇAO DA RIQUEZA1 Joseellen Maciel Sousa2 Introdução O ambiente mundial esta passando por um profundo processo de transformação decorrente do alto grau de competitividade

Leia mais

O PROCESSO DE TERCEIRIZAÇÃO E A CARACTERIZAÇÃO DA REDE DE PRESTADORES DE SERVIÇO DE UMA EMPRESA DE CALÇADOS DE SEGURANÇA

O PROCESSO DE TERCEIRIZAÇÃO E A CARACTERIZAÇÃO DA REDE DE PRESTADORES DE SERVIÇO DE UMA EMPRESA DE CALÇADOS DE SEGURANÇA Bambuí/MG - 2008 O PROCESSO DE TERCEIRIZAÇÃO E A CARACTERIZAÇÃO DA REDE DE PRESTADORES DE SERVIÇO DE UMA EMPRESA DE CALÇADOS DE SEGURANÇA Júlio César Benfenatti FERREIRA (1); Antônio Carlos SANTOS(2)*

Leia mais

SISTEMAS DE NEGÓCIOS B) INFORMAÇÃO GERENCIAL

SISTEMAS DE NEGÓCIOS B) INFORMAÇÃO GERENCIAL 1 SISTEMAS DE NEGÓCIOS B) INFORMAÇÃO GERENCIAL 1. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL (SIG) Conjunto integrado de pessoas, procedimentos, banco de dados e dispositivos que suprem os gerentes e os tomadores

Leia mais

Autor: Thomas Stob Junior Professora Responsável: Profª Dra Nilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra Leone Número de Páginas: 9

Autor: Thomas Stob Junior Professora Responsável: Profª Dra Nilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra Leone Número de Páginas: 9 Arquivo Título: Flexibilidade: Um Novo Formato das Organizações Autor: Thomas Stob Junior Professora Responsável: Profª Dra Nilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra Leone Número de Páginas: 9 RESUMO

Leia mais

Relato - Do Fordismo/Keynesiano ao Toyotismo/Neoliberal

Relato - Do Fordismo/Keynesiano ao Toyotismo/Neoliberal Relato - Do Fordismo/Keynesiano ao Toyotismo/Neoliberal Segundo diferentes autores, como ANTUNES (1999), HARVEY (2001), GOUNET (1999), KURZ (1996) entre outros, vivemos, atualmente, o chamado desemprego

Leia mais

Identificar as oportunidades de mercado. Realizar análise de mercado. Elaborar previsão de vendas. Utilizar instrumentos de marketing.

Identificar as oportunidades de mercado. Realizar análise de mercado. Elaborar previsão de vendas. Utilizar instrumentos de marketing. : Técnico em Administração Descrição do Perfil Profissional: Identificar, interpretar, analisar fundamentos, conteúdos, sentidos e importância do planejamento na Gestão Mercadológica, Administrativo-Financeira,

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO FRANCISCANO Curso: Administração Disciplina: Gestão Financeira I. Juliana A. Rüdell Boligon (julianaboligon@unifra.

CENTRO UNIVERSITÁRIO FRANCISCANO Curso: Administração Disciplina: Gestão Financeira I. Juliana A. Rüdell Boligon (julianaboligon@unifra. CENTRO UNIVERSITÁRIO FRANCISCANO Curso: Administração Disciplina: Gestão Financeira I Administração Financeira: uma visão geral. Juliana A. Rüdell Boligon (julianaboligon@unifra.br) Introdução Todas as

Leia mais

COMO ELABORAR UM ORÇAMENTO FLEXÍVEL (GPK GrenzPlanKostenrechnung)

COMO ELABORAR UM ORÇAMENTO FLEXÍVEL (GPK GrenzPlanKostenrechnung) COMO ELABORAR UM ORÇAMENTO FLEXÍVEL (GPK GrenzPlanKostenrechnung) ORÇAMENTO FLEXÍVEL! O que é orçamento flexível?! Qual a principal diferença entre o orçamento flexível e o orçamento empresarial?! Quais

Leia mais

Administração Financeira e Orçamentária I

Administração Financeira e Orçamentária I Administração Financeira e Orçamentária I Sistema Financeiro Brasileiro AFO 1 Conteúdo Instituições e Mercados Financeiros Principais Mercados Financeiros Sistema Financeiro Nacional Ações e Debêntures

Leia mais

MBA EM GESTÃO FINANCEIRA: CONTROLADORIA E AUDITORIA Curso de Especialização Pós-Graduação lato sensu

MBA EM GESTÃO FINANCEIRA: CONTROLADORIA E AUDITORIA Curso de Especialização Pós-Graduação lato sensu MBA EM GESTÃO FINANCEIRA: CONTROLADORIA E AUDITORIA Curso de Especialização Pós-Graduação lato sensu Coordenação Acadêmica: Prof. José Carlos Abreu, Dr. 1 OBJETIVO: Objetivos Gerais: Atualizar e aprofundar

Leia mais

ANÁLISE DAS FERRAMENTAS DE CONTROLE GERENCIAL PARA MELHORIA DA PERFORMANCE EMPRESARIAL. Prof. Elias Garcia egarcia@unioeste.br

ANÁLISE DAS FERRAMENTAS DE CONTROLE GERENCIAL PARA MELHORIA DA PERFORMANCE EMPRESARIAL. Prof. Elias Garcia egarcia@unioeste.br ANÁLISE DAS FERRAMENTAS DE CONTROLE GERENCIAL PARA MELHORIA DA PERFORMANCE EMPRESARIAL Prof. Elias Garcia egarcia@unioeste.br Prof. Elias Garcia Bacharel em Ciências Contábeis 1988 Especialização em Contabilidade

Leia mais

2ª edição Ampliada e Revisada. Capítulo 5 Balanço Patrimonial

2ª edição Ampliada e Revisada. Capítulo 5 Balanço Patrimonial 2ª edição Ampliada e Revisada Capítulo Balanço Patrimonial Tópicos do Estudo Introdução Representação gráfica. Ativo. Passivo. Patrimônio Líquido. Outros acréscimos ao Patrimônio Líquido (PL) As obrigações

Leia mais

TEORIA DA CONTABILIDADE 2010

TEORIA DA CONTABILIDADE 2010 1. PATRIMONIO LIQUIDO 1.1. INTRODUÇÃO Estaticamente considerado, o patrimônio liquido pode ser simplesmente definido como a diferença, em determinado momento, entre o valor do ativo e do passivo, atribuindo-se

Leia mais

A PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E O DEBATE DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE

A PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E O DEBATE DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE II Semana de Economia Política GT 3 Trabalho e produção no capitalismo contemporâneo A PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E O DEBATE DA CONSCIÊNCIA DE CLASSE Resumo Inaê Soares Oliveira 1 Lohana Lemos

Leia mais

Introdução: Mercado Financeiro

Introdução: Mercado Financeiro Introdução: Mercado Financeiro Prof. Nilton TÓPICOS Sistema Financeiro Nacional Ativos Financeiros Mercado de Ações 1 Sistema Financeiro Brasileiro Intervém e distribui recursos no mercado Advindos de

Leia mais

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto *

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * O mercado de capitais brasileiro vai fechar o ano de 2007 consolidando a tendência estrutural

Leia mais

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE Directriz de Revisão/Auditoria 310 CONHECIMENTO DO NEGÓCIO Outubro de 1999 ÍNDICE Parágrafos Introdução 1-7 Obtenção do Conhecimento 8-13 Uso do Conhecimento 14-18 Apêndice Matérias a Considerar no Conhecimento

Leia mais

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF

Leia mais

Avaliação de Conhecimentos. Macroeconomia

Avaliação de Conhecimentos. Macroeconomia Workshop de Macroeconomia Avaliação de Conhecimentos Específicos sobre Macroeconomia Workshop - Macroeconomia 1. Como as oscilações na bolsa de valores impactam no mercado imobiliário? 2. OquemoveoMercadoImobiliário?

Leia mais

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica por Camila Hatsumi Minamide* Vivemos em um ambiente com transformações constantes: a humanidade sofre diariamente mudanças nos aspectos

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA para FICAR NO Azul

GESTÃO FINANCEIRA para FICAR NO Azul GESTÃO FINANCEIRA para ficar no azul índice 03 Introdução 04 Capítulo 1 O que é gestão financeira? 06 Capítulo 2 Gestão financeira e tomada de decisões 11 13 18 Capítulo 3 Como projetar seu fluxo financeiro

Leia mais

MERCADO DE CAPITAIS E A ECONOMIA

MERCADO DE CAPITAIS E A ECONOMIA MERCADO DE CAPITAIS E A ECONOMIA Conceito e Características. O mercado de capitais pode ser definido como um conjunto de instituições e de instrumentos que negociam com títulos e valores mobiliários, objetivando

Leia mais

Aula 2. Índices Econômicos - Como interpretá-los?

Aula 2. Índices Econômicos - Como interpretá-los? Aula 2 Índices Econômicos - Como interpretá-los? Introdução Entre as abordagens principais utilizadas para os investidores tomarem as decisões nas negociações de compra e venda no mercado de câmbio, ações,

Leia mais

D ESEMPREGO EM UMA ABORDAGEM TEÓRICA:

D ESEMPREGO EM UMA ABORDAGEM TEÓRICA: D ESEMPREGO EM UMA ABORDAGEM TEÓRICA: NOTAS SOBRE NEOCLÁSSICOS, KEYNES E MARX * DURANTE A MAIOR parte do século XX, tanto a questão do desemprego quanto as demais questões afeitas à macroeconomia dividiram

Leia mais

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado.

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado. A Ação Os títulos negociáveis em Bolsa (ou no Mercado de Balcão, que é aquele em que as operações de compra e venda são fechadas via telefone ou por meio de um sistema eletrônico de negociação, e onde

Leia mais

DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS:

DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS: DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS: Contabilidade de Custos e Gerencial CIC 816 Carga Horária: 60 Créditos: 04 Coordenador: Prof. Poueri do Carmo Mário Teoria de Custos (abordagem econômica e contábil). Métodos

Leia mais

Quanto vale FINANÇAS. Miguel A. Eiranova é diretor da área de corporate finance da Price Waterhouse, firma que integra a PricewaterhouseCoopers.

Quanto vale FINANÇAS. Miguel A. Eiranova é diretor da área de corporate finance da Price Waterhouse, firma que integra a PricewaterhouseCoopers. Quanto vale O preço de uma empresa, referência fundamental nas negociações de qualquer tentativa de fusão ou aquisição, nunca é aleatório. Ao contrário, sua determinação exige a combinação da análise estratégica

Leia mais

Simulado: Análise das Demonstrações Contábeis p/ TCU

Simulado: Análise das Demonstrações Contábeis p/ TCU Simulado: Análise das Demonstrações Contábeis p/ TCU Prezados(as), para fins de revisão de alguns pontos da disciplina de Análise das Demonstrações Contábeis, exigida no concurso para Auditor Federal de

Leia mais

GPME Prof. Marcelo Cruz

GPME Prof. Marcelo Cruz GPME Prof. Marcelo Cruz Política de Crédito e Empréstimos Objetivos Compreender os tópicos básicos da administração financeira. Compreender a relação da contabilidade com as decisões financeiras. Compreender

Leia mais

Aula 01. Balanço de Pagamentos

Aula 01. Balanço de Pagamentos 1. Conceito Aula 01 Balanço de Pagamentos O Balanço de Pagamentos (BP) é um registro sistemático das transações comerciais e financeiras de um país com Exterior, entre residentes e não residentes de um

Leia mais

MUNDIALIZAÇÃO E CAPITAL FINANCEIRO: a perspectiva de François Chesnais

MUNDIALIZAÇÃO E CAPITAL FINANCEIRO: a perspectiva de François Chesnais 1 MUNDIALIZAÇÃO E CAPITAL FINANCEIRO: a perspectiva de François Chesnais Cristiano Vieira Montenegro * RESUMO O presente trabalho objetiva caracterizar, a partir das análises desenvolvidas por François

Leia mais