TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO"

Transcrição

1 1 TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO Róger Augusto Fragata Tojeiro Morcelli Advogado, Especialista em Direito Penal pela Escola Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo e Professor de Direito Penal e Legislação Penal Especial na Academia Jurídica. 1. INTRODUÇÃO A Teoria do Domínio do Fato está relacionada ao tema Concurso de pessoas, que vem disciplinado no Código Penal, arts. 29 a 31. Em seu art. 29, o Código Penal prevê: Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. Tal teoria distingue com clareza as figuras do autor e do executor, admitindo com facilidade a figura do autor mediato, além de possibilitar melhor compreensão da co-autoria. Autor, segundo essa teoria, é quem tem o poder de decisão sobre a realização do fato. É não só quem executa a ação típica, como também aquele que utiliza outrem, como instrumento, para a execução do crime. É uma teoria que se assenta em princípios relacionados à conduta e não ao resultado 1. Nos dias de hoje, grande importância é dada à pessoa do mandante do crime, pois se trata na verdade do responsável direto da idéia incutida na cabeça do executor do fato tido como típico. Ademais, formula todo o planejamento estratégico para a execução do delito, na maioria das vezes se escondendo por trás de crianças, que por não possuírem responsabilidade penal acabam não respondendo pelo delito. Várias teorias existem a respeito do conceito de autor. Passaremos a analisá-las. Dentre elas temos: Teoria Extensiva; Teoria Restritiva, dividida em: a) teoria objetivo-formal; b) teoria objetivo-material; Teoria do Domínio do Fato.

2 Teoria Extensiva Conforme ensinamentos de Damásio de Jesus, para essa teoria, autor não é só quem concretiza o comportamento típico, como também aquele que, mediante as formas de participação, realiza conduta sem a qual o resultado não teria ocorrido 2. Wessels declara que a teoria subjetiva associa-se à direção de vontade e à posição interna do colaborador para com o fato, concluindo: autor é quem atua com vontade de autor (animus auctuori) e quer o fato como próprio. Mero partícipe é quem atua com vontade de partícipe (animus socii) e quer ocasionar o fato como alheio 3. A crítica que recai sobre essa teoria é a de que o sujeito que, apesar de não cometer o fato, o tivesse desejado como seu, poderia ser considerado autor. Da mesma forma, seria considerado partícipe o sujeito que, mesmo praticando a conduta do núcleo do tipo, quisesse o fato como alheio Teoria restritiva Para essa teoria, autor é quem realiza a conduta típica descrita no verbo-núcleo do tipo penal. Trata-se, no dizer de Alberto Silva Franco, do executor material do fato 4. A teoria restritiva se divide em teoria objetivo-formal e teoria objetivomaterial Teoria objetivo-formal Roxin discorre sobre sua origem: recibió su nombre de BIRKMEYER, pero de hecho és bastante más antigua. Ya en el siglo XIX contaba con numerosos defensores; fue ganando entonces terreno hasta convertirse en doctrina dominante entre 1915 y Le dieron renombre los grandes dogmáticos BELING, Max Ernest MAYER y Liszt; también el Proyecto Oficial de 1925 se basaba, frente a la jurisprudencia entonces dante, en la teoría objetivo-formal. En torno a 1930 la seguieram los tratados entonces más trancendentes, los de de Eb. SCHMIDT, MEZGER, Robert v. Hippel, FINGER y ALLFELD, los compendios de Paul MERKEL y VAN CALKER, así como la propugnaron expresamente numerosos penalistas como WEGNER, ZIMMERL, HEGLER, ROSENFELD, GRÜNHUT y Graf zu DOHNA. Pero para entonces ya había superado su ponto culminante. Mientras que sigue prevaleciendo en Austria, Francia y en

3 3 espacio jurídico anglo-americano, en cambio en Alemania no ha ganado ningún representante destacado más 5. Para essa teoria, a conduta do partícipe é considerada, em princípio, atípica, pois não realiza o verbo-núcleo do tipo e vem a ser alcançada devido à norma de ampliação prevista no art. 29, caput, do CP. Maurach expõe sua crítica sobre essa teoria da seguinte forma: ella no se hallaba em condiciones de cumplir las exigencias del derecho penal de la culpabilidad. Como estaba adherida a lo formal, no lê era posible tomar con suficiente consideración una forma especialmente peligrosa de la coautoría, estos es, el de la división del trabajo consentida en el acontecer delictivo. Ella no podía castigar como autor, sino solamente como cómplice, al jefe de la banda que dirigía el asalto ordenando y controlando, dado que éste, sin intervir por propia mano, dejaba la parte menos importante del asalto a sus cómplices. Ella significaba por lo mismo un absurdo premio del autor más peligroso. Asimismo, esta teoría tampoco está em condiciones de reconocer a la autoría mediata como forma de autoría: el autor mediato no actúa personalmente, sino por medio de otros Teoria objetivo-material Essa teoria diferencia as figuras do autor e do partícipe, baseando-se na maior ou menor contribuição do sujeito na prática da conduta típica. Busca-se uma restrição, distinguida na importância objetiva da contribuição, sobre a base de diferenciar entre condição e causa; tratase de indagar a maior periculosidade objetiva da contribuição 7. A crítica que abarca essa teoria é o fato de que ela não resolve a questão da autoria mediata em que o sujeito se serve de outro como instrumento do delito. Ainda, no dizer de André Callegari, o problema é encontrar tais critérios objetivos Teoria do Domínio do Fato ou Objetivo-Subjetiva A teoria em estudo parte do critério objetivo-subjetivo para conceituar o autor do delito como sendo aquele que tem o controle final do fato e suas circunstâncias. É uma teoria que se assenta em princípios relacionados à conduta e não ao resultado 9. Conforme observamos dos ensinamentos de Heleno Fragoso, nos crimes dolosos, a doutrina moderna tem caracterizado como autor quem

4 4 tem o domínio final do fato, no sentido de decidir quanto à sua realização e consumação, distinguindo-se do partícipe, que apenas cooperaria, incitando ou auxiliando. A tipicidade da ação não seria, assim, decisiva para caracterizar o autor. Necessário seria ter o agente o controle subjetivo do fato e atuar no exercício desse controle (Enrique Cury). Assim, seria autor não apenas quem realiza a conduta típica (objetiva e subjetivamente) e o autor mediato, mas também, por exemplo, o chefe da quadrilha que, sem realizar a ação típica, planeja e decide a atividade dos demais, pois é ele que tem, eventualmente em conjunto com outros, o domínio final da ação 10. Podemos, ainda, indagar sobre a aplicação ou não da Teoria do Domínio do Fato nos crimes omissivos. Quem nos dá a resposta é o Prof. Damásio de Jesus, no seguinte sentido: a teoria do domínio do fato, que rege o concurso de pessoas, não tem aplicação aos delitos omissivos, sejam próprios ou impróprios, devendo ser substituída pelo critério da infringência do dever de agir. Na omissão, o autor direto ou material é quem, tendo dever de atuar para evitar um resultado jurídico, deixa de realizar a exigida conduta impeditiva, não havendo necessidade de a imputação socorrer-se da teoria do domínio do fato. O omitente é autor não em razão de possuir o domínio do fato, mas sim porque descumpre o mandamento de atuar para evitar a afetação do objeto jurídico. Se não age, não pode dirigir o curso da conduta. Assim, nos delitos omissivos próprios, autor é quem, de acordo com a norma da conduta, tem a obrigação de agir; nos omissivos impróprios, é o garante, a quem incumbe evitar o resultado jurídico, ainda que, nos dois casos, falte-lhes o domínio do fato ORIGEM A teoria do Domínio do Fato tem sua origem em Welzel, que, em 1939, ao criar o finalismo, introduziu a idéia da teoria em estudo no concurso de pessoas, adotando como autor aquele que tem o controle final do fato. Apesar de a doutrina não mencionar, acreditamos que Beccaria, em sua obra Dos Delitos e das Penas, Capítulo XXXVII, ao tratar da Tentativa, Cúmplice e Impunidade, já dissertava sobre a questão do mandante do delito, assim dispondo: não é porque as leis não castiguem a intenção, que o crime deixe de merecer pena, delito que comece com ação que revele o ânimo de cometê-lo, ainda que a pena seja menor do que a aplicável à própria prática do delito. A importância de prevenir a tentativa autoriza a pena, mas, assim como pode haver intervalo entre tentativa e execução, reservar pena maior ao delito consumado pode

5 5 ocasionar arrependimento. Diga-se o mesmo quando houver vários cúmplices do delito, e não todos eles executores imediatos, mas por diferentes motivos. Quando vários homens se unem num risco, quanto maior for esse risco tanto mais eles procuram tornar igual para todos. Será, pois, mais difícil achar quem se contente com o papel de executor do delito, correndo maior risco do que os outros cúmplices. A única exceção seria a hipótese em que fosse prometido prêmio ao executor, caso em que, tendo ele, então, recompensa pelo risco maior, a pena deveria ser igual 12. A Teoria do Domínio do Fato é amplamente dominante na doutrina alemã atual 13. Vários autores estrangeiros já adotam a Teoria do Domínio do Fato, sendo mais comum na Europa. Dentre eles podemos citar: Wessels, Roxin, Welzel, entre outros. 3. POSIÇÃO DO CÓDIGO PENAL DE 1940 O CP de 1940 adotou o conceito restritivo de autor, assim considerado aquele que realiza o núcleo do tipo. O CP, nos arts. 29 e 62, faz distinção entre autor e partícipe, agravando a pena em relação ao agente que executa o crime, ou nele participa, mediante paga ou promessa de recompensa. Porém, a crítica que recebe é que, dessa forma, não consegue resolver certos problemas, como o da autoria mediata, em que o sujeito se vale de outrem para a prática do delito. Decorre daí a necessidade da doutrina socorrer-se da Teoria do Domínio do Fato. Deve-se observar que essa teoria surgiu não para ocupar o lugar da teoria restritiva, mas sim para completá-la, fazendo com que juntas possam resolver todos os problemas com relação à autoria e à participação. Passaremos a analisar alguns casos em que a Teoria do Domínio do Fato pode ser utilizada na legislação brasileira em vigor. 4. LEGISLAÇÃO QUE TRATA DO TEMA Da legislação atualmente em vigor no Brasil, podemos citar algumas que fazem menção à pessoa do mandante, tais como: Lei do Crime Organizado e a Lei do Meio Ambiente. Passaremos a analisar cada uma delas.

6 Lei do Crime Organizado Em grande voga se encontra o tema da Lei do Crime Organizado. Várias CPI s se instauraram no ano passado e até mesmo no ano corrente. Todas investigam organizações criminosas que cometem diversos tipos de delitos em diferentes regiões do País. Ocorre que, na maioria das vezes as investigações chegam apenas até os pequenos criminosos envolvidos; os verdadeiros cabeças da organização nunca ou quase nunca são revelados, o que faz com que a população em geral passe a desacreditar nas Comissões Parlamentares de Inquérito. Acreditamos que, em tais organizações criminosas, bem distinta está a figura do mandante da dos executores. Ainda, podemos observar uma escala de hierarquia entre vários mandantes de uma mesma organização criminosa. Se não adotada a Teoria do Domínio do Fato no caso de organizações criminosas, os verdadeiros mandantes e organizadores não poderiam ser penalizados a não ser como meros partícipes, pois em geral não praticam a conduta prevista nos tipos penais. Assim, aqueles que realmente deveriam ser apenados de forma mais grave, por se tratar dos verdadeiros mentores do delito, acabariam recebendo pena menor que a do executor do fato, o qual poderia ser qualquer pessoa a quem o mandante chefe da organização criminosa imporia a ordem para praticar a conduta delituosa Lei do Meio Ambiente A Lei n /98 introduziu em nosso ordenamento a pessoa jurídica como autora de delitos. Não podemos vislumbrar a hipótese de se punir com privação de liberdade o próprio ente jurídico. Portanto, a lei prevê outras espécies de sanções como a aplicação de multas, o fechamento da empresa e outras medidas administrativas. Seguindo orientação do art. 2.º da mencionada lei, quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade, bem como o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir sua prática, quando podia agir para evitá-la.

7 7 A responsabilização penal das pessoas jurídicas passou por diversas fases, dentre elas, a da teoria da ficção, a do direito de intervenção e a teoria da realidade. Na primeira fase, a pessoa jurídica não passava de mera ficção e, por se tratar de ficção, não possuía vontade. Logo, não poderia praticar delitos. Adotavam essa corrente José Frederico Marques, Mirabete e René Ariel Dotti. A crítica que recai sobre essa teoria é a de que, sendo a pessoa jurídica mera ficção, a pessoa jurídica de direito público também o seria. Como o Direito tem sua origem na pessoa jurídica de direito público, este não passaria também de mera ficção. A teoria do direito de intervenção teve sua origem em Portugal. Segundo tal teoria, haveria a possibilidade de se intervir na pessoa jurídica apenas na esfera administrativa, utilizando-se de instrumentos como a cassação de licenças, a destituição de associações com fins ilícitos e a paralisação de atividades. Isso porque à pessoa jurídica é impossível a imputação de fato definido como crime. Contrapondo-se às teorias acima, e sendo forçoso reconhecer a existência e efetividade de recentes ordenamentos penais vigentes no seio jurídico mundial responsabilizando penalmente a pessoa jurídica, surge a teoria da realidade, admitindo como real e qualificada a vontade emanada de pessoas jurídicas, capacitando-as à passividade de responsabilização penal. Com base nas idéias acima expostas, surge na Espanha a teoria da dupla imputação, que passou a ser adotada no Brasil com a Lei n /98, cujo art. 3.º, caput, e parágrafo único, assim dispõem: as pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade (caput). A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato (parágrafo único). Percebe-se, assim, que a própria pessoa jurídica, dotada de vontade qualificada, em virtude de sua atividade institucional (manifestação de vontade institucional), responde criminalmente pelos ilícitos por ela praticados, pois é detentora do domínio do fato em tais circunstâncias, sem prejuízo da responsabilidade criminal de seus representantes, que, em um segundo momento, após terem manifestado sua parcela de vontade, dão efetividade à vontade ilícita da pessoa jurídica, como executores materiais do fato.

8 8 Cumpre observar que as penas a serem aplicadas à pessoa jurídica devem estar de acordo com sua peculiar natureza e efetividade dos seus fins: punitiva, retributiva e ressocializante, o que se tornou possível pela ampliação do rol constante do art. 43 do diploma penal pela Lei n / Conclusão Acreditamos que nos dias em que vivemos estar-se-ia cometendo uma injustiça não fosse aplicada a Teoria do Domínio do Fato, pois dessa forma se deixaria de punir aquele que participa da prática do delito mas não comete efetivamente o núcleo do tipo, já que ele seria considerado mero partícipe, mesmo sendo tão perigoso ou mais que o próprio executor do delito. Concluímos, ainda, que o CP de 1940 também acolheu a teoria em questão, visto que em seu art. 62, I, pune mais severamente aquele que promove ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes. Agindo assim, o CP atribui pena mais severa a quem tem o domínio do fato. 6. BIBLIOGRAFIA 6.1. Nacional CALLEGARI, André Luis. Imputação objetiva, lavagem de dinheiro e outros temas de direito penal. Porto Alegre: Livr. do Advogado Ed. FRAGOSO, Heleno Cláudio. Lições de direito penal: a nova parte geral. Rio de Janeiro. Forense, FRANCO, Alberto Silva et al. Código Penal e sua interpretação jurisprudencial. 5. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais. JESUS, Damásio de. Teoria do domínio do fato. São Paulo: Saraiva, Phoenix, Informativo do Complexo Jurídico, n. 23, agosto de 2001.

9 Estrangeira Beccaria, Cesare. Dos delitos e das penas, 2. ed. Trad. de J. Cretella Júnior e Agnes Cretella. São Paulo: Revista dos Tribunais. JESCHECK. Tratado de derecho penal: parte general. Trad. de Mir Puig e Muñoz Conde. Barcelona: Bosch, MAURACH. Tratado de derecho penal. 3. ed. Barcelona: PPU, MIR PUIG, Santiago. Derecho penal: parte general. 3. ed. Barcelona: PPU, ROXIN, Claus. Autoría y domínio del hecho en derecho penal. 7. ed. Madrid: Marcial Pons. WESSELS, Johannes. Direito penal: parte geral. Trad. de Juarez Tavares. Porto Alegre: Sérgio A. Fabris, Editor, Notas: 1. Damásio E. de Jesus, Teoria do domínio do fato no concurso de pessoas, 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2001, p Idem, p Johannes Wessels. Direito penal: parte geral, trad. Juarez Tavares. Porto Alegre: Sérgio A. Fabris, Editor, Alberto Silva Franco, et al, Código Penal e sua interpretação jurisprudencial, 5. ed., São Paulo: Revista dos Tribunais. 5. Claus Roxin, Autoria y domínio del hecho en derecho penal, 7. ed., Madrid: Marcial Pons, Maurach. Tratado de derecho penal: parte general,3. ed., Barcelona: PPU, André Luiz Callegari, Imputação objetiva, lavagem de dinheiro e outros temas de direito penal, Porto Alegre: Livr. do Advogado, Idem, p Damásio de Jesus. Idem, p Heleno Cláudio Fragoso, Lições de direito penal: a nova parte geral, Rio de Janeiro: Forense, Damásio E. de Jesus, Phoenix; informativo do Complexo Jurídico n. 23, agosto/ Cesare Beccaria, Dos delitos e das penas, 2. ed., trad. de J. Cretella Júnior e Agnes Cretella, São Paulo: Revista dos Tribunais. 13. Santiago Mir Puig, Derecho penal: parte general, 3. ed., Barcelona: PPU, 1995.

TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO

TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO INTRODUÇÃO Normalmente, os tipos penais referem-se a apenas

Leia mais

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas.

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. CONCURSO DE PESSOAS Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. Nos crimes unisubjetivos o concurso

Leia mais

O SISTEMA CLÁSSICO DA TEORIA DO DELITO- A ANÁLISE DA TEORIA CAUSAL- NATURALISTA DA AÇÃO E DA TEORIA PSICOLÓGICA DA CULPABILIDADE

O SISTEMA CLÁSSICO DA TEORIA DO DELITO- A ANÁLISE DA TEORIA CAUSAL- NATURALISTA DA AÇÃO E DA TEORIA PSICOLÓGICA DA CULPABILIDADE O SISTEMA CLÁSSICO DA TEORIA DO DELITO- A ANÁLISE DA TEORIA CAUSAL- NATURALISTA DA AÇÃO E DA TEORIA PSICOLÓGICA DA CULPABILIDADE José Carlos de Oliveira Robaldo 1 Vanderson Roberto Vieira 2 Resumo: Os

Leia mais

O CONSENTIMENTO DO OFENDIDO

O CONSENTIMENTO DO OFENDIDO O CONSENTIMENTO DO OFENDIDO Rodrigo Fragoso O consentimento do ofendido constitui objeto de intenso debate entre os penalistas que, divergindo quanto à sua posição na estrutura do delito, atribuem efeitos

Leia mais

Título: A teoria dos elementos negativos do tipo: a ilicitude está inserida no tipo

Título: A teoria dos elementos negativos do tipo: a ilicitude está inserida no tipo Título: A teoria dos elementos negativos do tipo: a ilicitude está inserida no tipo Vanderson Roberto Vieira 1 José Carlos de Oliveira Robaldo 2 Sumário: 1- Origem da teoria dos elementos negativos do

Leia mais

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1.1 TEORIAS DA CONDUTA 1. CONDUTA 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt Imperava no Brasil até a

Leia mais

FACULDADE EXPONENCIAL FIE Curso de Pós-Graduação (Lato Sensu) em Nível de Especialização em Direito Público e Privado: material e processual

FACULDADE EXPONENCIAL FIE Curso de Pós-Graduação (Lato Sensu) em Nível de Especialização em Direito Público e Privado: material e processual FACULDADE EXPONENCIAL FIE Curso de Pós-Graduação (Lato Sensu) em Nível de Especialização em Direito Público e Privado: material e processual A AUTORIA NO DIREITO PENAL BRASILEIRO E A TEORIA DO DOMÍNIO

Leia mais

Responsabilidade Criminal Ambiental. Paulo Freitas Ribeiro

Responsabilidade Criminal Ambiental. Paulo Freitas Ribeiro Responsabilidade Criminal Ambiental Paulo Freitas Ribeiro Constituição Federal Artigo 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade

Leia mais

Faculdade de Direito Milton Campos Centro de Extensão / Comissão de Pesquisa Curso de Graduação

Faculdade de Direito Milton Campos Centro de Extensão / Comissão de Pesquisa Curso de Graduação Faculdade de Direito Milton Campos Centro de Extensão / Comissão de Pesquisa Curso de Graduação DIREITO PENAL E TEORIA DA PENA Projeto de pesquisa apresentado como requisito parcial para o desenvolvimento

Leia mais

A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA

A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA CLÁUDIO RIBEIRO LOPES Mestre em Direito (Tutela de Direitos Supraindividuais) pela UEM Professor Assistente da UFMS (DCS/CPTL)

Leia mais

Plano de Ensino de Disciplina

Plano de Ensino de Disciplina UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Faculdade de Direito Departamento de Direito e Processo Penal Plano de Ensino de Disciplina DISCIPLINA: DIREITO PE AL I CÓDIGO: DIN101 PRÉ-REQUISITO: DIT027 DEPARTAMENTO:

Leia mais

Direito Penal. Teoria do Crime. Prof. Saulo Cerutti

Direito Penal. Teoria do Crime. Prof. Saulo Cerutti Direito Penal Teoria do Crime Prof. Saulo Cerutti A necessidade da teoria do delito consiste na maior facilidade na averiguação da presença ou não do delito em cada caso concreto. A teoria do delito é

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos C W M C O M U N I C A Ç Ã O WALTEMIR DE MELO ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ASPECTOS CRÍTICOS

Leia mais

NOVA LEI ANTICORRUPÇÃO

NOVA LEI ANTICORRUPÇÃO NOVA LEI ANTICORRUPÇÃO O que muda na responsabilização dos indivíduos? Código Penal e a Lei 12.850/2013. MARCELO LEONARDO Advogado Criminalista 1 Regras Gerais do Código Penal sobre responsabilidade penal:

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE DIREITO Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE DIREITO Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE DIREITO Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia TEORIA GERAL DO DIREITO PENAL I DPM 111-1º. SEMESTRE DE 2012 PROFESSORA ASSOCIADA ANA ELISA

Leia mais

Fabio André Guaragni AULA 1. Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes Ciências Penais - Danilo Meneses Pós-graduação Página 1. 1 A tradução literal é dívida.

Fabio André Guaragni AULA 1. Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes Ciências Penais - Danilo Meneses Pós-graduação Página 1. 1 A tradução literal é dívida. Fabio André Guaragni AULA 1 FUNDAMENTO MATERIAL DA CULPABILIDADE E SUA EVOLUÇÃO HISTÓRICA - Princípio da culpabilidade: - é o princípio da nulla poena sine culpa -> essa expressão (princípio) possui três

Leia mais

CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS. César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo

CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS. César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo A figura do crime continuado surgiu na antigüidade por razões humanitárias, a fim de que fosse evitada

Leia mais

Embriaguez e Responsabilidade Penal

Embriaguez e Responsabilidade Penal Embriaguez e Responsabilidade Penal O estudo dos limites da responsabilidade penal é sempre muito importante, já que o jus puniendi do Estado afetará um dos principais direitos de qualquer pessoa, que

Leia mais

CÓDIGO PENAL: PARTE ESPECIAL

CÓDIGO PENAL: PARTE ESPECIAL CÓDIGO PENAL: PARTE ESPECIAL Ataídes Kist 1 1 Docente do Curso de Direito da Unioeste, Campus de Marechal Cândido Rondon. E-mail ataideskist@ibest.com.br 10 ATAÍDES KIST RESUMO: Na estrutura do Direito

Leia mais

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Fato típico é o primeiro substrato do crime (Giuseppe Bettiol italiano) conceito analítico (fato típico dentro da estrutura do crime). Qual o conceito material

Leia mais

TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco

TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco TEORIAS CAUSALISTA, CAUSAL, CLÁSSICA OU NATURALISTA (VON LISZT E BELING) - CONDUTA É UMA AÇÃO HUMANA VOLUNTÁRIA QUE PRODUZ

Leia mais

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO.

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO. 1 REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO. VAGULA, J. E. M. Resumo No decorrer desta pesquisa buscou-se a melhor forma, dentre

Leia mais

DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO

DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO 13 Congresso Brasileiro de Direito Ambiental Mesa Redonda IX DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO Presidente: Damásio de Jesus Relator Geral: Eladio Lecey

Leia mais

DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA

DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA Eladio Lecey Diretor-Presidente, Escola Nacional da Magistratura - AMB Diretor, Escola Brasileira de Direito

Leia mais

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO Significado: Terminar, acabar. Importância: Termo inicial da prescrição e na competência territorial (não esquecer da teria da ubiqüidade quanto ao

Leia mais

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início.

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 08 Professora: Ana Paula Vieira de Carvalho Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 08 CONTEÚDO DA AULA: Teorias da (cont). Teoria social

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

Título: O sistema clássico da teoria do delito - a análise da teoria causal-naturalista da ação e da teoria psicológica da culpabilidade

Título: O sistema clássico da teoria do delito - a análise da teoria causal-naturalista da ação e da teoria psicológica da culpabilidade Título: O sistema clássico da teoria do delito - a análise da teoria causal-naturalista da ação e da teoria psicológica da culpabilidade Vanderson Roberto Vieira 1 José Carlos de Oliveira Robaldo 2 Sumário:

Leia mais

FATO TÍPICO CONDUTA. A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico.

FATO TÍPICO CONDUTA. A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico. TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO CONDUTA A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico. Na Teoria Causal Clássica conduta é o movimento humano voluntário produtor de uma modificação no mundo

Leia mais

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA Centro Universitário de Brasília Faculdade de Ciências Jurídicas e Ciências Sociais DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3 Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA 2013 2 DÉBORA DE

Leia mais

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS RELATIVAS ÀS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I- promover,

Leia mais

EVOLUÇÃO E REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS DA CULPABILIDADE

EVOLUÇÃO E REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS DA CULPABILIDADE EVOLUÇÃO E REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS DA CULPABILIDADE Cezar Roberto Bitencourt Catedrático de Direito Penal da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Brasil 1. Considerações introdutórias

Leia mais

ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E PROCESSO PENAL

ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E PROCESSO PENAL Ementa aula 18 de abril de 2013. ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E PROCESSO PENAL Professor: Leandro França Advogado criminal; Sócio do Escritório Corsetti & França

Leia mais

O alcance do princípio da culpabilidade e a exclusão da responsabilidade penal

O alcance do princípio da culpabilidade e a exclusão da responsabilidade penal O alcance do princípio da culpabilidade e a exclusão da responsabilidade penal Pedro Melo Pouchain Ribeiro Procurador da Fazenda Nacional. Especialista em Direito Tributário. Pósgraduando em Ciências Penais

Leia mais

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar ao aluno contato com toda a teoria do delito, com todos os elementos que integram o crime.

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar ao aluno contato com toda a teoria do delito, com todos os elementos que integram o crime. DISCIPLINA: Direito Penal II SEMESTRE DE ESTUDO: 3º Semestre TURNO: Matutino / Noturno CH total: 72h CÓDIGO: DIR118 1. EMENTA: Teoria Geral do Crime. Sujeitos da ação típica. Da Tipicidade. Elementos.

Leia mais

Questão de Direito Penal 1,0 Ponto PADRÃO DE RESPOSTA.

Questão de Direito Penal 1,0 Ponto PADRÃO DE RESPOSTA. Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios XL Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz de Direito Substituto da Justiça do Distrito Federal SEGUNDA PROVA

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br (Artigos) considerações sobre a responsabilidade "penal" da pessoa jurídica Dóris Rachel da Silva Julião * Introdução É induvidoso que em se tratando da criminalidade econômica e

Leia mais

Chamamos esses fenômenos jurídicos de ultratividade da lei penal e retroatividade

Chamamos esses fenômenos jurídicos de ultratividade da lei penal e retroatividade Conceito A lei penal, quanto à sua obrigatoriedade e efetiva vigência, está subordinada às mesmas regras que disciplinam as leis em geral: publicação oficial no Diário Oficial e decurso de eventual prazo

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ PRÓ-REITORIA DE RECURSOS HUMANOS E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ PRÓ-REITORIA DE RECURSOS HUMANOS E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS ANEXO 24 DO EDITAL 143/2011-PRH CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSOR NÃO-TITULAR DEPARTAMENTO DE DIREITO PÚBLICO Área de conhecimento: DIREITO PENAL PROGRAMA DE PROVA 1. Direito Penal 1.1. Conceito, funções

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 4h/s Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL RESUMO

A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL RESUMO 331 A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL Cícero Oliveira Leczinieski 1 Ricardo Cesar Cidade 2 Alberto Wunderlich 3 RESUMO Este artigo visa traçar breves comentários acerca da compatibilidade

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 80 h/a Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais art. 327 1, CP: (É diferente do art. 5º 2 da Lei 4898/65)

1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais art. 327 1, CP: (É diferente do art. 5º 2 da Lei 4898/65) 1 PONTO 1: Crimes contra Administração Pública PONTO 2: Introdução aos crimes em espécie PONTO 3: Crimes em espécie 1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais

Leia mais

Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO

Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO Faculdade de Direito Milton Campos Disciplina: Direito Penal II Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO EMENTA A prática do crime

Leia mais

Sumário NOTA DO AUTOR... 23 PARTE 1 FUNDAMENTOS DO DIREITO PENAL 1 INTRODUÇÃO... 29

Sumário NOTA DO AUTOR... 23 PARTE 1 FUNDAMENTOS DO DIREITO PENAL 1 INTRODUÇÃO... 29 XXSumário NOTA DO AUTOR... 23 PARTE 1 FUNDAMENTOS DO DIREITO PENAL 1 INTRODUÇÃO... 29 1. Conceito de direito penal... 29 1.1. Relação entre Direito Penal e Direito Processual Penal... 32 1.2. Conceito

Leia mais

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES Perguntas/Respostas alunos Módulo 2 Seguem abaixo as respostas aos questionamentos elaborados pelos alunos. Bons estudos! PERGUNTA 1 Aluna: Talita Késsia Andrade

Leia mais

Sumário. Lista de abreviaturas 25. Apresentação 31. Introdução 35. 1. Origens e precedentes históricos do instituto. A legislação comparada 41

Sumário. Lista de abreviaturas 25. Apresentação 31. Introdução 35. 1. Origens e precedentes históricos do instituto. A legislação comparada 41 Sumário Lista de abreviaturas 25 Apresentação 31 Introdução 35 1. Origens e precedentes históricos do instituto. A legislação comparada 41 1.1. Do surgimento do Instituto 41 1.2. O Instituto na legislação

Leia mais

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões Teoria Geral do Delito 05 questões 1 - ( Prova: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente Federal da Polícia Federal / Direito Penal / Tipicidade; Teoria Geral do Delito; Conceito de crime; Crime impossível;

Leia mais

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1. Introdução: A Pena 2. A Pena na Constituição Federal de 1988 3. Finalidades da pena 4. Espécies de pena no Código Penal brasileiro 5. Direito Penitenciário 6. Legislação 7. Aplicação

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal)

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940 (Código Penal) Reforma o Código Penal Brasileiro. Código Penal. O CONGRESSO

Leia mais

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL.

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL. ASPECTOS DA TUTELA PENAL DO AMBIENTE 1. Introdução Como conseqüência da consciência ambiental, o legislador brasileiro não só previu a proteção administrativa do meio ambiente e a denominada tutela civil

Leia mais

CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988, CAPÍTULO VI - DO MEIO AMBIENTE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988, CAPÍTULO VI - DO MEIO AMBIENTE CONSTITUIÇÃO FEDERAL Constituição Federal de 1988, CAPÍTULO VI - DO MEIO AMBIENTE Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga 1 PLANO DE ENSINO Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015 Unidade Carga Horária Sub-unidade Introdução ao estudo do Direito Penal 04 hs/a - Introdução. Conceito

Leia mais

SOCIETAS DELINQUERE NON POTEST: A RESPONSABILIDADE DA PESSOA JURÍDICA NO DIREITO PENAL BRASILEIRO. Thiago Ruiz

SOCIETAS DELINQUERE NON POTEST: A RESPONSABILIDADE DA PESSOA JURÍDICA NO DIREITO PENAL BRASILEIRO. Thiago Ruiz SOCIETAS DELINQUERE NON POTEST: A RESPONSABILIDADE DA PESSOA JURÍDICA NO DIREITO PENAL BRASILEIRO Thiago Ruiz 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS A responsabilização da pessoa jurídica na esteira penal preconiza

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará Cacildo Baptista Palhares Júnior: advogado em Araçatuba (SP) Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará 21. Para formação do nexo de causalidade, no

Leia mais

CRIMINAL COMPLIANCE. Palavras-chave: Criminal Compliance. Ordem Econômica. Tutela Penal. Prevenção.

CRIMINAL COMPLIANCE. Palavras-chave: Criminal Compliance. Ordem Econômica. Tutela Penal. Prevenção. CRIMINAL COMPLIANCE Guilherme LOPES FELICIO 1 RESUMO: A missão do Direito Penal é a proteção de bens jurídicos. E o âmbito econômico tem chamado a atenção da doutrina, dos tribunais e das leis para responderem

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A INDIVIDUALIZAÇÃO DA RESPONSABILIDADE PENAL NOS CRIMES EMPRESARIAIS RESUMO

REFLEXÕES SOBRE A INDIVIDUALIZAÇÃO DA RESPONSABILIDADE PENAL NOS CRIMES EMPRESARIAIS RESUMO ARTIGO REFLEXÕES SOBRE A INDIVIDUALIZAÇÃO DA RESPONSABILIDADE PENAL NOS CRIMES EMPRESARIAIS Caio Marcelo Cordeiro Antonietto Advogado criminalista, Mestrando em Direito - Pontifícia Universidade Católica

Leia mais

Distinção entre concurso eventual e necessário

Distinção entre concurso eventual e necessário Conceito O concurso de pessoas é o encontro de duas ou mais pessoas para a prática de crimes, vulgarmente intituladas de cúmplices, comparsas, parceiros, amigos, companheiros, irmãos, manos, enfim, recebem

Leia mais

Arthur Migliari Júnior

Arthur Migliari Júnior Arthur Migliari Júnior Doutorando pela Universidade de Coimbra. Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor universitário e de cursos preparatórios para concursos.

Leia mais

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais Para Reflexão Ao indivíduo é dado agir, em sentido amplo, da forma como melhor lhe indicar o próprio discernimento, em juízo de vontade que extrapola

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br O Crime de Aborto e Suas Principais Características Carlos Valfrido Aborto Conceito: Aborto é a interrupção de uma gestação com a conseqüente morte do feto. Do latim ab (privação),

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA Faculdade Anísio Teixeira de Feira de Santana Autorizada pela Portaria Ministerial nº 552 de 22 de março de 2001 e publicada no Diário Oficial da União de 26 de março de 2001. Endereço: Rua Juracy Magalhães,

Leia mais

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material 01 MOEDA FALSA Sumário: 1. Moeda falsa 2. Crimes assimilados ao de moeda falsa 3. Petrechos para falsificação de moeda 4. Emissão de título ao portador sem permissão legal. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O Estatuto do idoso em Benefício do Réu. Roberto Dantes Schuman de Paula * DA NOVATIO LEGIS IN PEJUS Em outubro de 2003 a ordem jurídica foi inovada com o advento da lei 10741/03,

Leia mais

TEMA: CONCURSO DE CRIMES

TEMA: CONCURSO DE CRIMES TEMA: CONCURSO DE CRIMES 1. INTRODUÇÃO Ocorre quando um mesmo sujeito pratica dois ou mais crimes. Pode haver um ou mais comportamentos. É o chamado concursus delictorum. Pode ocorrer entre qualquer espécie

Leia mais

O domínio por organização na dogmática penal brasileira do concurso de pessoas

O domínio por organização na dogmática penal brasileira do concurso de pessoas DIREITO EM REVISTA, VOL. 03, N.º 01 8 O domínio por organização na dogmática penal brasileira do concurso de pessoas Pablo Rodrigo Alflen da Silva * Professor de Direito Penal e Processual Penal no Curso

Leia mais

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME TEORIA GERAL DO CRIME 1. Conceito de infração penal: a) Unitário (monista): infração penal é expressão sinônima de crime. Adotado pelo Código Penal do Império (1830). b) Bipartido (dualista ou dicotômico):

Leia mais

Lugar do crime, relação de causalidade e relevância da omissão. Lugar do crime. Conceito. Teorias sobre o lugar do crime

Lugar do crime, relação de causalidade e relevância da omissão. Lugar do crime. Conceito. Teorias sobre o lugar do crime Lugar do crime, relação de causalidade e relevância da omissão Lugar do crime Conceito É preciso fixar o local em que ocorre a infração penal para se saber qual é a lei penal que deve ser aplicada. É preciso

Leia mais

O bem jurídico tutelado é a paz pública, a tranqüilidade social. Trata-se de crime de perigo abstrato ou presumido.

O bem jurídico tutelado é a paz pública, a tranqüilidade social. Trata-se de crime de perigo abstrato ou presumido. ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA CONCEITO Dispõe o art. 288 do CP: Associarem-se três ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: Pena reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. No delito em apreço, pune-se

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal Direito Penal 1. Apresentação José Nabuco Filho: Advogado criminalista em São Paulo, mestre em Direito Penal 1 (UNIMEP), professor de Direito Penal desde 2000. Na Universidade São Judas Tadeu, desde 2011,

Leia mais

DIREITO PENAL II PROGRAMA. 3º Ano, Turma da Noite

DIREITO PENAL II PROGRAMA. 3º Ano, Turma da Noite DIREITO PENAL II PROGRAMA 3º Ano, Turma da Noite Professor Doutor João Curado Neves Professora Doutora Carlota Pizarro Almeida I A. A teoria geral do crime: validade e funções B. Evolução histórica da

Leia mais

A RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

A RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS A RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E A PROTEÇÃO AMBIENTAL EVOLUÇÃO NORMATIVA Lei 6.938/81 PNMA CF de 88 Ordem Social e Meio Ambiente Lei 9.605/98

Leia mais

Castigo Aplicado pelos Pais: Exercício Regular de Direito?

Castigo Aplicado pelos Pais: Exercício Regular de Direito? Castigo Aplicado pelos Pais: Exercício Regular de Direito? Rodrigo F. Fragoso O direito de correção consiste na faculdade que determinadas pessoas naturais têm de impor, com finalidade de educar, restrição

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR COMENTÁRIOS SOBRE A TEORIA DO FUNCIONALISMO PENAL

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR COMENTÁRIOS SOBRE A TEORIA DO FUNCIONALISMO PENAL COMENTÁRIOS SOBRE A TEORIA DO FUNCIONALISMO PENAL Mary Mansoldo 1 Junho/2011 RESUMO: Trata-se de síntese introdutória sobre a Teoria do Funcionalismo Penal. Sem o propósito de aprofundamento, alguns conceitos

Leia mais

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7:

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1 PROCESSO PENAL PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1. CONCURSO DE CRIMES 1.1 DISTINÇÃO: * CONCURSO

Leia mais

Responsabilidade Socioambiental

Responsabilidade Socioambiental Fernando Tabet Responsabilidade Socioambiental Resíduos Sólidos Classificação (NBR 10.004:2004) Classe I - Perigosos Resíduos Classe II Não Perigosos Classe II-A - Não Inertes Classe II-B - Inertes Gerenciamento

Leia mais

A Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica nos Crimes Ambientais

A Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica nos Crimes Ambientais A Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica nos Crimes Ambientais Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho * Igor Oliveira Borges RESUMO: Este texto trata a respeito da Lei 9.605 de 1998, lei esta que

Leia mais

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO 1) Identificação Disciplina Direito Penal II - NOTURNO Carga horária

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR É possível um finalismo corrigido? Saymon Mamede Várias teorias sobre o fato típico e a conduta surgiram no Direito Penal, desde o final do século XIX até hodiernamente. A pretensão deste artigo é expor

Leia mais

A ILEGALIDADE DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR MILITAR DA ATIVA O excesso legislativo da norma penal

A ILEGALIDADE DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR MILITAR DA ATIVA O excesso legislativo da norma penal A ILEGALIDADE DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR MILITAR DA ATIVA O excesso legislativo da norma penal Art. 204 do CPM e outros diplomas legais Por: Euclides Cachioli de Lima. Muitos são os doutrinadores que

Leia mais

A TEORIA DO DOMÍNIO FINAL DO FATO COMO CRITÉRIO DE IMPUTAÇÃO OBJETIVA

A TEORIA DO DOMÍNIO FINAL DO FATO COMO CRITÉRIO DE IMPUTAÇÃO OBJETIVA A TEORIA DO DOMÍNIO FINAL DO FATO COMO CRITÉRIO DE IMPUTAÇÃO OBJETIVA Autor: Luciano Filizola da Silva Mestre em Criminologia e Direito Penal pela Universidade Cândido Mendes. Advogado atuante no Estado

Leia mais

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar que o aluno tome conhecimento do conceito, das finalidades e da importância do Direito Penal.

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar que o aluno tome conhecimento do conceito, das finalidades e da importância do Direito Penal. DISCIPLINA: Direito Penal I SEMESTRE DE ESTUDO: 2º Semestre TURNO: Matutino / Noturno CH total: 72h CÓDIGO: DIR112 1. EMENTA: Propedêutica Penal. Relação do Direito Penal com outras ciências: a criminologia

Leia mais

SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE CAUSAS INDEPENDENTES

SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE CAUSAS INDEPENDENTES RETA FINAL MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP Direito Penal André Estefam Data: 1º/09/2012 Aula 2 RESUMO SUMÁRIO 1) Relação de Causalidade (continuação) 2) Superveniência de Causa Independente 3) Relevância Penal

Leia mais

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENAL NA SUPERVISÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO. Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2015

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENAL NA SUPERVISÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO. Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2015 RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENAL NA SUPERVISÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2015 1 RESPONSABILIDADES TRIPARTITES RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA RESPONSABILIDADE CIVIL

Leia mais

1 Conflito de leis penais no tempo.

1 Conflito de leis penais no tempo. 1 Conflito de leis penais no tempo. Sempre que entra em vigor uma lei penal, temos que verificar se ela é benéfica ( Lex mitior ) ou gravosa ( Lex gravior ). Lei benéfica retroage alcança a coisa julgada

Leia mais

Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais

Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais Edimundo Almeida da Cruz Geógrafo, Analista Ambiental (GCA-SLM-IEMA) Contato: edimundo-cruz@hotmail.com IEMA-CLM: (27) 3636-2580, 3636-2583

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA Autarquia Municipal de Ensino Superior Curso Reconhecido pelo Dec.Fed.50.126 de 26/1/1961 e Portaria CEE-GP- 436/13-

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA Autarquia Municipal de Ensino Superior Curso Reconhecido pelo Dec.Fed.50.126 de 26/1/1961 e Portaria CEE-GP- 436/13- FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA Autarquia Municipal de Ensino Superior Curso Reconhecido pelo Dec.Fed.50.126 de 26/1/1961 e Portaria CEE-GP- 436/13- PLANO DE ENSINO DA DISCIPLINA DE FORMAÇÃO FUNDAMENTAL,

Leia mais

REPRESENTAÇÃO PENAL DA PESSOA JURÍDICA E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

REPRESENTAÇÃO PENAL DA PESSOA JURÍDICA E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 REPRESENTAÇÃO PENAL DA PESSOA JURÍDICA E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Aline Barandas 1 RESUMO: A atual Constituição Federal brasileira prega valores sociais,

Leia mais

TEORIAS RELACIONADAS À RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA

TEORIAS RELACIONADAS À RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA TEORIAS RELACIONADAS À RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA Bruno Rodrigo Aparecido de Oliveira 1 RESUMO Através deste artigo, iremos de maneira simples, porém cientifica, tratar das teorias que dão

Leia mais

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1.1 FUNÇÕES DO TIPO: a) Função garantidora : 1. TEORIA DA TIPICIDADE b) Função

Leia mais

BRUNO BISPO DE FREITAS DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PÓS-GRADUADO EM CIÊNCIAS CRIMINAIS PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

BRUNO BISPO DE FREITAS DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PÓS-GRADUADO EM CIÊNCIAS CRIMINAIS PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA BRUNO BISPO DE FREITAS DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PÓS-GRADUADO EM CIÊNCIAS CRIMINAIS PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA A IMPOSSIBILIDADE DA PRISÃO TEMPORÁRIA NO DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE SUBSTÂNCIAS

Leia mais

<CABBCBBCCADACABCCBBABBCCACBABCADBCAAA DDADAAAD> EMENTA: AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS CRIME EQUIPARADO A HEDIONDO RECURSO NÃO PROVIDO. - O crime previsto no art. 35 da Lei

Leia mais

RESPONSABILIDADE CRIMINAL DA PESSOA JÚRÍDICA

RESPONSABILIDADE CRIMINAL DA PESSOA JÚRÍDICA RESPONSABILIDADE CRIMINAL DA PESSOA JÚRÍDICA QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA Eladio Lecey Diretor, Escola Brasileira de Direito e Política Ambiental Instituto O Direito por um Planeta Verde

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA PROGRAMA DE DISCIPLINA I. Curso: DIREITO II. Disciplina: TEORIA GERAL DO DIREITO PENAL (D-11) Área: Ciências Sociais Período: Segundo Turno: matutino/noturno Ano: 2013-1 Carga Horária: 72 H; Créd.: 04

Leia mais

Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO

Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO Faculdade de Direito Milton Campos Disciplina: Direito Penal III Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO EMENTA Introdução ao

Leia mais

PROFESSORES: Selma Santana, Gamil Föppel, Thaís Bandeira e Fábio Roque SEMESTRE DE ESTUDO: 2º Semestre

PROFESSORES: Selma Santana, Gamil Föppel, Thaís Bandeira e Fábio Roque SEMESTRE DE ESTUDO: 2º Semestre DISCIPLINA: Direito Penal I CH total: 36h PROFESSORES: Selma Santana, Gamil Föppel, Thaís Bandeira e Fábio Roque SEMESTRE DE ESTUDO: 2º Semestre TURNO: Matutino / Noturno CÓDIGO: DIR012 1. EMENTA: Propedêutica

Leia mais

LINEAMENTOS PARA UMA CONCEITUAÇÃO JURÍDICO-PENAL DE IMPUTAÇÃO OBJETIVA. DIRECTRICES PARA CONCEPTOS JURÍDICO-PENAL DE IMPUTACIÓN OBJETIVA.

LINEAMENTOS PARA UMA CONCEITUAÇÃO JURÍDICO-PENAL DE IMPUTAÇÃO OBJETIVA. DIRECTRICES PARA CONCEPTOS JURÍDICO-PENAL DE IMPUTACIÓN OBJETIVA. 35 LINEAMENTOS PARA UMA CONCEITUAÇÃO JURÍDICO-PENAL DE IMPUTAÇÃO OBJETIVA. DIRECTRICES PARA CONCEPTOS JURÍDICO-PENAL DE IMPUTACIÓN OBJETIVA. 1 Resumo: O presente trabalho visa apresentar, em linhas gerais,

Leia mais

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 1. IDENTIFICAÇÃO PERÍODO: 3 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 45 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO PENAL I (1ª PARTE- TEORIA DO CRIME) NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Ciências Penais,

Leia mais