DIREITO PENAL MILITAR

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1 DIREITO PENAL MILITAR

2 Objetivos: Definir direito penal e direito penal militar; Distinguir direito penal militar das demais denominações do direito e dos demais direitos e ciências afins; Distinguir lei penal de lei penal militar; Explicar a eficácia da lei penal militar no tempo e no espaço. Definir imputabilidade e responsabilidade penal. Sumário: 1. INTRODUÇÃO 2. DESENVOLVIMENTO a. Definições importantes. b. Finalidades do Direito Penal Militar. c. Direito Penal Militar os outros Direitos. d. Eficácia da Lei Penal Militar. e. Conduta na utilização do Código Penal militar (CPM) e Código de Processo Penal Militar (CPPM). f. Imputabilidade e responsabilidade penal. 3. CONCLUSÃO Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 2

3 1) DP TEÓRICO (DOUTRINÁRIO): Conjunto de princípios científicos, sistematicamente organizados, que devem disciplinar o exercício DO DIREITO DE PUNIR por parte do Estado. 2) DP POSITIVO: Conjunto de normas reguladoras do exercício do direito de punir por parte do estado, promulgadas segundo as normas constitucionais. 3)DIREITO PENAL: ( A Própria Lei ) Conjunto de prescrições emanadas do estado, que ligam o crime, como fato, à pena como consequência. 4) D. P. COMUM: Aplicado a todos os cidadãos e atos criminosos em geral. 5) D. P. ESPECIAL: Aplicado a certas e determinadas pessoas e certos e determinados atos. (DPM) Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 3

4 6) D. P. SUBSTANTIVO: Ocupa-se com o crime e a pena, bem como a exposição teórica e positiva de ambos (CP e CPM). 7) D. P. ADJETIVO OU FORMAL: Cuida da organização do processo penal destinado à efetivação do d. p. substantivo(cpp e CPPM). 8) DIREITO PENAL OBJETIVO: É o próprio ordenamento jurídico penal. 9) DIREITO PENAL SUBJETIVO: É o direito de punir do estado ( jus puniendi x jus de liberdade do cidadão). 10) LEI PENAL: Declaração do poder legislativo que faz conhecer quais as ações de que a pessoa se deve abster ou quais as que deve praticar, sob a sanção de um mal chamado pena.descreve uma conduta ilícita, contra a ordem jurídica em geral, impondo uma sanção. 11) LEI PENAL MILITAR: É a lei penal aplicável aos militares, assemelhados e aos civis, que hajam cometido crime considerado militar.descreve uma conduta ilícita contra a ordem jurídica militar. Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 4

5 B - FINALIDADES DO DP tutela jurídica dos bens da vida reprimir as perturbações da ordem restaurando a ordem social jurídica, PRINCÍPIO DA LEGALIDADE O Art 5º, Inciso XXXIX da Constituição Federal de 1988 dispõe, através da norma - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal-, dois princípios nominados como da reserva legal, da legalidade, e ainda, o da anterioridade da lei, nascidos de um, expressos por uma formula latina; nullum crimen, nulla poena sine lege. Este princípio, universalmente aceito, é disposto também no Código Penal Brasileiro e no Código Penal Militar, em ambos no seu art 1º. O Art 5º, Incisos XXXVI e XL da Constituição Federal de 1988, dispõem, como corolário do princípio da legalidade, a lei não prejudicará o direito adquirido (pode realizar tudo que não é proibido pela norma penal), o ato jurídico perfeito e a coisa julgada e a lei não retroagirá, salvo para beneficiar o réu, NOMINADO DE PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 5

6 PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DA LEI MAIS SEVERA PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENIGNA HIPÓTESES DE CONFLITO A) QUANDO A LEI PENAL POSTERIOR NÃO CONSIDERA O FATO COMO CRIME, SUPRIMINDO NORMA INCRIMINADORA EXISTENTE (LEI SUPRESSIVA DE INCRIMINAÇÃO - NCRIMINAÇÃO A DE INART 2, CAPUT E ART 123º, INCISO III, CPM)- RETROAGE.(MOSTRAR NO CÓDIGO) B) QUANDO A LEI PENAL POSTERIOR MODIFICA O REGIME BENEFICIANDO O SUJEITO DE QUALQUER MODO(NOVATIO LEGIS IN MELLIUS) (PARÁGRAFO 1º, ART 2º DO CPM)-RETROAGE(MOSTRAR NO CÓDIGO) C) QUANDO A LEI PENAL POSTERIOR MODIFICA O REGIME ANTERIOR, AGRAVANDO A SITUAÇÃO DO SUJEITO(NOVATIO LEGIS IN PEJUS)-NÃO RETROAGE D) QUANDO A LEI PENAL POSTERIOR CONSIDERA COMO CRIME FATO ANTERIORMENTE LÍCITO. LEI NOVA INCRIMINADORA(NOVATIOS LEGIS INCRIMINADORA)- NÃO RETROAGE. Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 6

7 ULTRA-ATIVIDADE AS LEIS EXCEPCIONAIS OU TEMPORÁRIAS, CUJA REVOGAÇÃO SE FAZ COM EXPIRAÇÃO DO PRAZO OU PERECIMENTO DO OBJETO, EMBORA TENHAM DEIXADO DE VIGORAR, APLICAM-SE A FATO PRATICADO DURANTE SUA VIGÊNCIA (ART 4º,CPM). AS LEIS TEMPORÁRIAS E EXCEPCIONAIS TEM AUTO-REVOGAÇÃO, SÃO LEIS PREVIAMENTE LIMITADAS NO TEMPO. O QUE SÃO AS LEIS TEMPORÁRIAS E EXCEPCIONAIS? FINALIDADE: IMPEDIR QUE SANÇÃO PENAL POSSA SER FRUSTRADA POR EXPEDIENTES ASTUCIOSOS, CAPAZES DE RETARDAREM O PROCESSO. Obs: as normas que tratam sobre crimes militares em tempo de guerra, embora tenham eficácia após a guerra, não são leis excepcionais. Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 7

8 EFICÁCIA DA LEI PENAL NO ESPAÇO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE: A LEI PENAL COMUM SE APLICA NO TERRITÓRIO SUJEITO À SOBERANIA DE QUEM A PROMULGOU.(EXCEPCIONALMENTE SE APLICA FORA DO SEU TERRITÓRIO) A LEI PENAL MILITAR SE APLICA DENTRO E FORA DO TERRITÓRIO AINDA QUE O CRIMINOSO TENHA SIDO JULGADO PELA JUSTIÇA ESTRANGEIRA. PORTANTO É TERRITORIAL E EXTRATERRITORIAL. (ART 7, CAPUT, CPM). OS PARÁGRAFOS 1º E 2º DO ART 7º, CPM SÃO DESNECESSÁRIOS POR CAUSA DA EXTRATERRITORIALIDADE E O PARÁGRAFO 3º É INADEQUADAMENTE COLOCADO ONDE SE ENCONTRA, HAJA VISTA A NOÇÃO DE NAVIO SER NECESSÁRIA EM OUTROS DISPOSITIVOS. EXTRADIÇÃO: QUANDO O CRIMINOSO É FORÇADO A RETORNAR AO TERRITÓRIO NACIONAL PARA SER PROCESSADO OU CUMPRIR PENA. (DEPENDE DAS LEIS NACIONAIS E DE ACORDOS INTERNACIONAIS) (VER ART 5 LI E LII CF/88) O ART 8º DO CPM, EM VIRTUDE DA ADOÇÃO DO PRINCÍPIO DA EXTRATERRITORIALIDADE, DISPÕE QUE : A PENA CUMPRIDA NO ESTRANGEIRO ATENUA A PENA IMPOSTA NO BRASIL PELO MESMO CRIME, QUANDO DIVERSAS(QUALIDADE), OU NELA É COMPUTADA, QUANDO IDÊNTICAS(QUANTIDADE) Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 8

9 ULTRA-ATIVIDADE AS LEIS EXCEPCIONAIS OU TEMPORÁRIAS, CUJA REVOGAÇÃO SE FAZ COM EXPIRAÇÃO DO PRAZO OU PERECIMENTO DO OBJETO, EMBORA TENHAM DEIXADO DE VIGORAR, APLICAM-SE A FATO PRATICADO DURANTE SUA VIGÊNCIA. FINALIDADE: IMPEDIR QUE SANÇÃO PENAL POSSA SER FRUSTRADA POR EXPEDIENTES ASTUCIOSOS, CAPAZES DE RETARDAREM O PROCESSO. EFICÁCIA DA LP NO ESPAÇO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE: A LP SE APLICA NO TERRITÓRIO SUJEITO À SOBERANIA DE QUEM A PROMULGOU. (EXCEPCIONALMENTE SE APLICA FORA DO SEU TERRITÓRIO) LEI PENAL MILITAR SE APLICA DENTRO E FORA DO TERRITÓRIO AINDA QUE O CRIMINOSO TENHA SIDO JULGADO PELA JUSTIÇA ESTRANGEIRA. PORTANTO É TERRITORIAL E EXTRATERRITORIAL. (ART 7 CPM) OBS: PARA APLICAÇÃO DA LP COMUM É PRECISO QUE O CRIMINOSO SE ENCONTRE NO TERRITÓRIO NACIONAL, ESPONTANEAMENTE OU FORÇADO. Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 9

10 EXTRADIÇÃO: QUANDO O CRIMINOSO É FORÇADO A RETORNAR AO TERRITÓRIO NACIONAL PARA SER PROCESSADO OU CUMPRIR PENA. (DEPENDE DAS LEIS NACIONAIS E DE ACORDOS INTERNACIONAIS) (VER ART 5.LI.LII. DA CF/88) (OBS: QUANDO NÃO SE EXTRADITA SE JULGA NO PAÍS) IMPUTABILIDADE (ART 48 - CPM) - COMPLEXO DE CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA QUE UMA AÇÃO SEJA ATRIBUÍDA A ALGUÉM, OU -CONJUNTO DE REQUISITOS PESSOAIS ATRAVÉS DOS QUAIS O INDIVÍDUO ADQUIRE A CAPACIDADE PARA QUE JURIDICAMENTE LHE POSSA SER ATRIBUÍDO UM FATO DELITUOSO. imputável é a pessoa que: A) ENTENDE O CARÁTER CRIMINOSO DO FATO; B) DETERMINA-SE DE ACORDO COM ESTE ENTENDIMENTO. Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 10

11 RESPONSABILIDADE É A OBRIGAÇÃO QUE ALGUÉM TEM DE RESPONDER PENALMENTE PELO FATO QUE LHE É IMPUTADO, OU DE ARCAR COM AS CONSEQÜÊNCIAS JURÍDICAS DELE DECORRENTES. O AGENTE SERÁ responsável QUANDO FOR: A) mentalmente são, E B) mentalmente desenvolvido. OBS: IMPUTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SÃO EMPREGADAS COMO SINÔNIMOS. RESPONSABILIDADE A RESPONSABILIDADE NO CPM INICIA- SE AOS DEZOITO ANOS, EM VIRTUDE DO MANDAMENTO CONSTITUCIONAL ESTABELECIDO NO ARTIGO 228/CF 88.EM CONSEQÜÊNCIA ESTÃO REVOGADOS OS ARTIGOS 50 E 51 DO CPM. Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 11

12 3. CONCLUSÃO Prof. Audálio Ferreira Sobrinho 12

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