Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual"

Transcrição

1 Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual 645. (CESPE / Promotor de Justiça - MPE - ES / 2010) No ordenamento jurídico brasileiro, apenas o homem pode ser autor do delito de estupro; a mulher pode apenas ser participe de tal crime, uma vez que, biologicamente, não pode ter conjunção carnal com outra mulher (CESPE / Promotor de Justiça - MPE - ES / 2010) Túlio praticou ato libidinoso, ao tocar os seios de Cida, e, nesse momento, decidiu estuprá-la. Túlio acabou, então, consumando ambas as condutas contra a mesma vítima e no mesmo contexto. Nessa situação hipotética, Túlio deverá responder pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em continuidade delitiva (CESPE / Escrivão - PC - PB / 2009) Uma garota de programa que, além da prostituição, exerce outra profissão em estabelecimento comercial não pode ser vítima do delito de assédio sexual nesse estabelecimento, pois a norma penal não a protege (CESPE / Defensor DPE PI / 2009) Considere a seguinte situação hipotética. Antônio convidou Bruna, 25 anos de idade, para ir a uma festa. De forma dissimulada, Antônio colocou determinada substância na bebida de Bruna, que, após alguns minutos, ficou totalmente alucinada. Aproveitando-se do estado momentâneo de Bruna, que não poderia oferecer resistência, Antônio levou-a para o estacionamento da festa, onde com ela manteve conjunção carnal. Passado o efeito da substância, Bruna de nada se lembrava. Nessa situação, Antônio praticou o delito de estupro comum, e não o de estupro de vulnerável (CESPE / Delegado - PC - PB / 2009) Tratando-se de crimes de mera conduta, o estupro e o atentado violento ao pudor inadmitem a modalidade tentada (CESPE / Defensor DPE PI / 2009) A mulher pode ser coautora do delito de estupro. 196

2 651. (CESPE / Agente - PC - RN / 2009) No crime de estupro, somente o homem pode ser sujeito ativo, enquanto o homem e a mulher podem ser sujeitos passivos (CESPE / Agente - PC - RN / 2009) No crime de atentado violento ao pudor, tanto o homem quanto a mulher podem ser sujeitos ativo e passivo (CESPE / Agente - PC - RN / 2009) Nos crimes contra a liberdade sexual, a lei presume a violência se na data do fato, a vítima era maior de 18 anos de idade e não pôde oferecer resistência porque estava anestesiada (CESPE / Delegado - PC - PB / 2009) Ocorre o assédio sexual quid pro quo quando, independentemente de superioridade hierárquica, ocorre o assédio no ambiente de trabalho (CESPE / Advogado - SGA - AC / 2008) Para a caracterização do crime de assédio sexual, não é necessário que o sujeito ativo tenha a condição de superior hierárquico ou a de ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função, bastando que seja colega de trabalho da vítima (CESPE / Advogado - SGA - AC / 2008) O crime de posse sexual mediante fraude somente se consuma com uma qualidade especial do sujeito passivo, visto que a vítima deve ser qualificada como mulher honesta (CESPE / Juiz - TO / 2007) O crime de corrupção de menores, previsto no art. 218 do Código Penal, é delito material, isto é, exige resultado naturalístico para a sua consumação (CESPE / Juiz - TO / 2007) No crime de assédio sexual, apenas pode ser sujeito ativo pessoa que seja superior hierárquico ou que tenha ascendência, inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função, sobre o sujeito passivo (CESPE / OAB - PE / 2006) A conduta de constranger alguém com o intuito de obter favorecimento sexual, aproveitando-se o agente da sua 197

3 condição de superior hierárquico ou ascendência inerente ao exercício do emprego, corresponde ao delito de constrangimento ilegal (CESPE / OAB - PE / 2006) No crime de estupro, a pena será aumentada se o agente possuir relação de parentesco ou autoridade com a vítima (CESPE / Promotor MPE TO / 2006) Petrônio ministrou determinada substância entorpecente a Teresa, que contava com dezenove anos de idade, contra a vontade da jovem. Em seguida, aproveitando-se da situação em que a vítima se encontrava, manteve com ela conjunção carnal, sem violência ou grave ameaça. Nessa situação, em relação ao crime contra os costumes, Petrônio praticou crime de estupro com violência presumida. Gabaritos Capítulo E 650 C 655 E 660 C 646 E 651 E 656 E 661 E 647 E 652 E 657 C 648 E 653 E 658 C 649 E 654 E 659 E Comentários Capítulo Errado. O crime de estupro teve sua redação alterada pela Lei /09, e passou a ser constranger alguém a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso mediante violência ou grave ameaça, art. 213 do CP. Assim sendo, o sujeito ativo do delito pode ser tanto o homem quanto a mulher, da mesma forma que o sujeito passivo Errado. Com a nova redação dada pela Lei /09, o legislador unificou os antigos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em 198

4 um crime único de estupro. Dessa forma, de acordo com o art. 213 do Código Penal, Túlio responderá por estupro Errado. O delito de assédio sexual está disposto no art. 216-A do Código Penal. Portanto, constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função, é crime. Uma garota de programa não está fora da proteção da norma, que não prevê nenhuma exceção Errado. Está preceituado no Código Penal, art. 217-A, o delito de estupro de vulnerável. Nele elencam-se diferentes conceitos de vítima vulnerável, a saber, o menor de quatorze anos, a que não tem necessário discernimento para a prática do ato por enfermidade ou deficiência mental ou aquela que não pode oferecer resistência por qualquer outra causa. Neste último encaixa-se Bruna, que não ofereceu resistência, entorpecida pela substância ingerida. Antônio deverá responder por estupro de vulnerável Errado. O crime de atentado violento ao pudor, art. 214 do CP, foi revogado pela Lei /09. Já o crime de estupro, art. 213 do CP, é crime plurissubsistente, admitindo a tentativa quando o agente não consegue consumar seu intento por circunstâncias alheias a sua vontade Correto. Com sua redação alterada pela Lei /09, o delito de estupro, art. 213 do CP, passou a ser constranger alguém a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso mediante violência ou grave ameaça. Desse modo a mulher pode figurar como sujeito ativo do crime, bem como agir em coautoria Errado. O legislador pátrio promoveu uma significativa mudança no antigo título Dos Crimes contra os Costumes que passou a se intitular Dos Crimes contra a Dignidade Sexual. O crime de estupro agora é constranger alguém a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso mediante violência ou grave ameaça, art. 213 do CP. O sujeito ativo da norma incriminadora pode ser tanto o homem quanto a mulher, assim como o sujeito passivo Errado. O antigo crime de atentado violento ao pudor, art. 214 do CP, foi revogado pela Lei /09 e não existe mais. O legislador optou 199

5 por unificar as figuras desse delito com a de estupro, evitando assim controvérsias doutrinárias e jurisprudenciais Errado. Não existe mais a figura da presunção de violência no Código Penal, artigo 224. Ele foi revogado pela Lei /09. O conteúdo protetor do artigo em tela revogado foi melhorado e positivado nos parágrafos do artigo 213, que trata do estupro Errado. O delito de assédio sexual está previsto no art. 216-A do Código Penal. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função, é crime. É elemento do mesmo o agente figurar numa posição de ascendência hierárquica. Se ele ocupar uma posição inferior ou igual à da pessoa constrangida, não haverá o delito Errado. O delito de assédio sexual encontra-se no art. 216-A do Código Penal. É elemento do crime que o agente figure numa posição de superioridade hierárquica. Caso ele seja colega de trabalho da pessoa constrangida, sem ascendência funcional, não existirá o delito Errado. O crime de posse sexual mediante fraude não existe mais, foi revogado pela Lei /09, juntamente com o crime de atentado ao pudor mediante fraude. O legislador preferiu substituí-los pelo delito chamado violação sexual mediante fraude, art. 215 do CP Correto. Com a nova redação trazida pelo legislador, o crime de corrupção de menores enuncia ser crime induzir alguém menor de catorze anos a satisfazer a lascívia de outrem, art. 218 do Código Penal. Trata-se de um crime material, sendo necessária a realização de pelo menos algum ato tendente à satisfação da lascívia de outrem por parte da vítima Correto. De acordo com o artigo 216-A do Código Penal, constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função, constitui crime. O agente deve ser hierarquicamente superior ou possuir ascendência funcional para figurar no pólo ativo do delito de assédio sexual. 200

6 659. Errado. Trata-se do crime de assédio sexual, positivado no artigo 216-A do Código Penal, e não de constrangimento ilegal. Seu enunciado é constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função Correto. O art. 226 do Código Penal traz as situações de aumento de pena destinadas aos crimes contra a liberdade sexual e aos crimes sexuais contra vulnerável. Dessa forma, no crime de estupro, a pena será aumentada da metade se o agente possuir relação de parentesco ou autoridade com a vítima, por existir um maior juízo de reprovabilidade sobre as pessoas elencadas no inciso II do citado artigo Errado. A questão está errada por apresentar os tipos penais que existiam antes da mudança da Lei /09. Atualmente Petrônio teria incorrido no art. 217-A do CP, denominado estupro de vulnerável. Discorre ser crime ter conjunção carnal com quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato ou com quem não pode oferecer resistência por qualquer outra causa. 201

1 de 5 18/10/2010 17:48

1 de 5 18/10/2010 17:48 1 de 5 18/10/2010 17:48 Noções sobre o Estupro RODRIGO DA SILVA BARROSO, Advogado. E-MAIL rodrigosbarroso@terra.com.br Noções Basicas e Gerais sobre o Crime de Estupro. Ultimamente estou sendo muito questionado

Leia mais

Roger Ancillotti. Considerações médico-legais sobre os crimes contra a liberdade sexual

Roger Ancillotti. Considerações médico-legais sobre os crimes contra a liberdade sexual Considerações médico-legais sobre os crimes contra a liberdade sexual Médico. Perito Legista, Professor de Medicina Legal. Ex-Diretor Geral do Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (RJ). Autor do livro

Leia mais

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases Dra.Ancilla-Dei Vega Dias Baptista Giaconi Maio/2014 0 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia Criada em 23 de Novembro

Leia mais

1. Questionamento: 2. Fundamentos:

1. Questionamento: 2. Fundamentos: 1. Questionamento: Preciso saber em qual dispositivo legal se encaixa o seguinte caso: Um senhor induziu um menor, com 12 anos de idade, a praticar ato sexual com animal (ovelha), porém não há indícios

Leia mais

1. DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO

1. DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO 1. DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir

Leia mais

Direito Penal. Introdução aos Crimes Contra a Dignidade Sexual e Delito de Estupro

Direito Penal. Introdução aos Crimes Contra a Dignidade Sexual e Delito de Estupro Direito Penal Introdução aos Crimes Contra a Dignidade Sexual e Delito de Estupro Crimes Contra a Dignidade Sexual Nomenclatura Título VI do Código Penal: antes Crimes Contra os Costumes, atualmente Crimes

Leia mais

CRIMES CONTRA A LIBERDADE E O DESENVOLVIMENTO SEXUAL - CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES.

CRIMES CONTRA A LIBERDADE E O DESENVOLVIMENTO SEXUAL - CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES. CRIMES CONTRA A LIBERDADE E O DESENVOLVIMENTO SEXUAL - CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES. Fábio Roque Sbardellotto, Promotor de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, especialista em Processo Civil pela UPF

Leia mais

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL. Nomen juris: a Lei nº 12.978/2014 alterou o nome

Leia mais

Direito Penal III. Aula 07 21/03/2012 2.3 DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE. 2.3.1 Introdução

Direito Penal III. Aula 07 21/03/2012 2.3 DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE. 2.3.1 Introdução Aula 07 21/03/2012 2.3 DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE 2.3.1 Introdução a) Crime de perigo os da periclitação da vida e da saúde são denominados como crimes de perigo, cuja consumação se dá com a exposição

Leia mais

Questões relevantes Parte Especial CP

Questões relevantes Parte Especial CP Direito Penal 1ª Fase OAB/FGV Aula 5 Professor Sandro Caldeira Questões relevantes Parte Especial CP Crimes contra a honra Crimes contra o patrimônio; Crimes contra a dignidade sexual; Crimes praticados

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade RESULTADO Não basta existir uma conduta. Para que se configure o crime é necessário

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011 Disciplina: Direito Penal IV Departamento III Penal e Processo Penal Docente Responsável: Mauro Augusto de Souza Mello Junior Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo:

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 475, DE 2009

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 475, DE 2009 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 475, DE 2009 Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, para indicar hipóteses de ação penal pública incondicionada à representação. O CONGRESSO

Leia mais

LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

Coordenador WANDER GARCIA. Um dos maiores especialistas em Exames da OAB do País COMO. passar na ENCARTE DE ATUALIZAÇÃO

Coordenador WANDER GARCIA. Um dos maiores especialistas em Exames da OAB do País COMO. passar na ENCARTE DE ATUALIZAÇÃO Coordenador WANDER GARCIA Um dos maiores especialistas em Exames da OAB do País COMO passar na OAB! ENCARTE DE ATUALIZAÇÃO ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS PENAL E PROCESSO PENAL www.focojuridico.com.br 3 Encarte

Leia mais

PARECER Nº, DE 2008. RELATOR: Senador ANTONIO CARLOS VALADARES I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2008. RELATOR: Senador ANTONIO CARLOS VALADARES I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2008 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 370, de 2008, do senador Papaléo Paes, que altera o Código Penal, para incluir o crime de induzir

Leia mais

LEI Nº , DE 7 DE AGOSTO DE 2009

LEI Nº , DE 7 DE AGOSTO DE 2009 LEI Nº 12.015, DE 7 DE AGOSTO DE 2009 Altera o Título VI da Parte Especial do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, e o art. 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, que dispõe

Leia mais

BREVES CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DA LEI 12.015/09 (LEI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL)

BREVES CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DA LEI 12.015/09 (LEI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL) BREVES CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DA LEI 12.015/09 (LEI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL) Cláudia Tereza Sales Duarte 1 Thallys Mendes Passos 2 RESUMO: Este artigo trata das alterações introduzidas pela

Leia mais

Estupro de vulnerável consentido: uma absolvição polêmica

Estupro de vulnerável consentido: uma absolvição polêmica Estupro de vulnerável consentido: uma absolvição polêmica Plínio Gentil 1 Introdução Recente decisão da 7ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, absolvendo réu acusado de praticar estupro

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos 1 de 6 17/11/2010 16:05 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.015, DE 7 DE AGOSTO DE 2009. Mensagem de veto Altera o Título VI da Parte Especial do Decreto-Lei

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 211, DE 2014

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 211, DE 2014 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 211, DE 2014 O CONGRESSO NACIONAL decreta: Altera o art. 241-D da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente ECA), para tornar crime a conduta

Leia mais

POLÍTICA DE PREVENÇÃO E COMBATE AO ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NO AMBIENTE DE TRABALHO

POLÍTICA DE PREVENÇÃO E COMBATE AO ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NO AMBIENTE DE TRABALHO POLÍTICA DE PREVENÇÃO E COMBATE AO ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NO AMBIENTE DE TRABALHO Versão 1.0 RES nº 101/2014, 09/12/2014 Sumário 1. Objetivo... 3 2. Aplicação... 3 3. Conceitos... 3 4. Referências... 4

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

Coordenação Pedagógica Fiscal - Dezembro de 2014. Prof. Darlan Barroso. FUNDAMENTOS PARA RECURSOS Escrevente Técnico Judiciário TJ/SP

Coordenação Pedagógica Fiscal - Dezembro de 2014. Prof. Darlan Barroso. FUNDAMENTOS PARA RECURSOS Escrevente Técnico Judiciário TJ/SP Coordenação Pedagógica Fiscal - Dezembro de 2014 Prof. Darlan Barroso FUNDAMENTOS PARA RECURSOS Escrevente Técnico Judiciário TJ/SP Orientações de interposição do recurso O candidato poderá apresentar

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Teorias da conduta no Direito Penal Rodrigo Santos Emanuele * Teoria naturalista ou causal da ação Primeiramente, passamos a analisar a teoria da conduta denominada naturalista ou

Leia mais

Altera dispositivos do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Código Penal, em especial do seu Título VI. O Congresso Nacional decreta:

Altera dispositivos do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Código Penal, em especial do seu Título VI. O Congresso Nacional decreta: Altera dispositivos do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Código Penal, em especial do seu Título VI. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940,

Leia mais

LEIS PENAIS ESPECIAIS

LEIS PENAIS ESPECIAIS LEIS PENAIS ESPECIAIS Prof. Marcel Figueiredo Gonçalves Especialista em Direito Penal e Direito Processual Penal (PUC-SP) Mestre em Ciências Jurídico-Criminais (Universidade de Lisboa) www.cienciacriminal.com

Leia mais

Estatística referente à violência doméstica contra a mulher no Distrito Federal 2006-2013

Estatística referente à violência doméstica contra a mulher no Distrito Federal 2006-2013 Estatística referente à violência doméstica contra a mulher no Distrito Federal 2006-2013 1. Denúncias Oferecidas pelo Ministério Público Denúncias oferecidas em feitos de Violência Doméstica entre 2006

Leia mais

Crimes Contra a Paz Pública Art. 286 a 288 do Código Penal. I Sujeito Ativo, Passivo e Bem Jurídico Tutelado. a) Sujeito Ativo: qualquer pessoa

Crimes Contra a Paz Pública Art. 286 a 288 do Código Penal. I Sujeito Ativo, Passivo e Bem Jurídico Tutelado. a) Sujeito Ativo: qualquer pessoa Crimes Contra a Paz Pública Art. 286 a 288 do Código Penal I Sujeito Ativo, Passivo e Bem Jurídico Tutelado a) Sujeito Ativo: qualquer pessoa b) Sujeito Passivo: a coletividade(crime vago) c) Bem Jurídico:

Leia mais

Assédio Sexual. Aula 2

Assédio Sexual. Aula 2 Assédio Sexual Aula 2 Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao

Leia mais

REVISTA CIENTIFICA DO ITPAC

REVISTA CIENTIFICA DO ITPAC _ COMENTÁRIOS À LEI 12.015, DE 7 DE AGOSTO DE 2009 Altamiro de Araujo Lima Filho (Especialista, Professor de Direito Penal no Curso de Direito da FAHESA-ITPAC) E-mail: altamiroaraujolimafilho@yahoo.com.br

Leia mais

CRIMES DE TORTURA (9.455/97)

CRIMES DE TORTURA (9.455/97) CRIMES DE TORTURA (9.455/97) TORTURA FÍSICA MENTAL Art. 1º Constitui crime de tortura: I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) tortura-persecutória

Leia mais

ANÁLISE DA LEI 12.015/2009 E A ALTERAÇÃO DO ARTIGO 213 DO CÓDIGO PENAL A PARTIR DA JURISPRUDÊNCIA DOS TRIBUNAIS SUPERIORES BRASILEIROS

ANÁLISE DA LEI 12.015/2009 E A ALTERAÇÃO DO ARTIGO 213 DO CÓDIGO PENAL A PARTIR DA JURISPRUDÊNCIA DOS TRIBUNAIS SUPERIORES BRASILEIROS ANÁLISE DA LEI 12.015/2009 E A ALTERAÇÃO DO ARTIGO 213 DO CÓDIGO PENAL A PARTIR DA JURISPRUDÊNCIA DOS TRIBUNAIS SUPERIORES BRASILEIROS Fabrízia Pessoa Serafim 1 - UFRN 1 INTRODUÇÃO A lei 12.015 de 07 de

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO CURSO

PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIREITO PENAL - PDF Duração: 09 semanas 01 aula por semana. Início: 04 de agosto Término: 06 de outubro Professor: JULIO MARQUETI PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIA 04/08 - Aula 01 Aplicação da Lei Penal no tempo.

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal IV 2 EXTORSÃO Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter

Leia mais

Prova: PC-SP - 2011 - PC-SP - Delegado de Polícia Disciplina: Direitos Humanos Assuntos: Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura;

Prova: PC-SP - 2011 - PC-SP - Delegado de Polícia Disciplina: Direitos Humanos Assuntos: Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura; Prova: FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado - IX - Primeira Fase Disciplina: Direitos Humanos Assuntos: Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura; Com relação à Convenção Interamericana

Leia mais

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados. 1 Direito Penal Parte Especial do

Leia mais

DIREITO PENAL. Exame de Ordem 2009.2 Prova Prático-Profissional 1 PEÇA PROFISSIONAL

DIREITO PENAL. Exame de Ordem 2009.2 Prova Prático-Profissional 1 PEÇA PROFISSIONAL DIREITO PENAL PEÇA PROFISSIONAL José de Tal, brasileiro, divorciado, primário e portador de bons antecedentes, ajudante de pedreiro, nascido em Juazeiro BA, em 7/9/1938, residente e domiciliado em Planaltina

Leia mais

SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. A ANTEVISÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. A ANTEVISÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. A ANTEVISÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 2.1 A dignidade da pessoa humana como princípio regente 2.2 Princípio da livre formação da personalidade 2.2.1 Personalidade 2.2.2 O

Leia mais

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: LEI DOS CRIMES HEDIONDOS Dispõe sobre os crimes hediondos, nos termos do art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, e determina outras

Leia mais

ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS

ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS ÁREA CRIMINAL CRIMES CONTRA OS COSTUMES 1. CRIMES CONTRA OS COSTUMES. ESTUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. TODAS AS FORMAS. CRIMES HEDIONDOS.

Leia mais

ASPECTOS RELEVANTES DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL

ASPECTOS RELEVANTES DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL ASPECTOS RELEVANTES DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Everton Gomes Correa Jéssica Aline de S.Silva Resumo: O presente artigo busca destacar as mudanças trazidas em diferentes épocas vividas em nosso

Leia mais

PROJETO DE LEI N o 6.622, DE 2013 (Apenso o Projeto de Lei nº 7.490, de 2014)

PROJETO DE LEI N o 6.622, DE 2013 (Apenso o Projeto de Lei nº 7.490, de 2014) COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI N o 6.622, DE 2013 (Apenso o Projeto de Lei nº 7.490, de 2014) Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal) para tipificar

Leia mais

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco 2013 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO

Leia mais

1 (AMARELA) 9 (AZUL) 7 (ROSA) 4 (VERDE) 8 (AMARELA) 1 (AZUL) 3 (ROSA) 5 (VERDE) 13 (AMARELA) 18 (AZUL) 16 (ROSA) 16 (VERDE)

1 (AMARELA) 9 (AZUL) 7 (ROSA) 4 (VERDE) 8 (AMARELA) 1 (AZUL) 3 (ROSA) 5 (VERDE) 13 (AMARELA) 18 (AZUL) 16 (ROSA) 16 (VERDE) 1 (AMARELA) 9 (AZUL) 7 (ROSA) 4 (VERDE) A argumentação do recurso não merece acolhida. A noção de pressuposto não foi corretamente compreendida pelo candidato. Além disso, não se pode dizer que qualquer

Leia mais

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 01- Podemos afirmar que a culpabilidade é excluída quando a) o crime é praticado em obediência à ordem, manifestamente legal, de superior

Leia mais

Assédio Sexual. No Local de Trabalho. Série Trabalho e Cidadania - ANO I - N O 03

Assédio Sexual. No Local de Trabalho. Série Trabalho e Cidadania - ANO I - N O 03 Assédio Sexual No Local de Trabalho Série Trabalho e Cidadania - ANO I - N O 03 No início de tudo está a questão de Gênero Desde que nascemos, recebemos uma grande carga cultural que destaca - e distancia

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 27.622 - RJ (2010/0021048-3) RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO : JEAN IRIDIO DA SILVA VARGAS : MARCELLO RAMALHO : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR

Leia mais

DIREITO PENAL IV TÍTULO VI - CAPÍTULO II DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA O VULNERÁVEL. Prof. Hélio Ramos

DIREITO PENAL IV TÍTULO VI - CAPÍTULO II DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA O VULNERÁVEL. Prof. Hélio Ramos DIREITO PENAL IV TÍTULO VI - CAPÍTULO II DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA O VULNERÁVEL Prof. Hélio Ramos DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL Sedução - Art. 217: REVOGADO lei 11.106/2005. Estupro de vulnerável

Leia mais

Autor: Hamilton Borges da Silva Junior

Autor: Hamilton Borges da Silva Junior Artigos Jurídicos Autor: Hamilton Borges da Silva Junior ESTUPRO: LEI 12015/2009 ALTEROU O ARTIGO 213 DO CODIGO PENAL QUE TRATA SOBRE O ESTUPRO, ANÁLISE DE COMO FICOU E QUAIS AS DIFERENÇAS EM RELAÇÃO À

Leia mais

Primeiras impressões sobre o feminicídio Lei nº 13.104/2015. César Dario Mariano da Silva Promotor de Justiça SP

Primeiras impressões sobre o feminicídio Lei nº 13.104/2015. César Dario Mariano da Silva Promotor de Justiça SP Primeiras impressões sobre o feminicídio Lei nº 13.104/2015. César Dario Mariano da Silva Promotor de Justiça SP A Lei nº 13.104, de 09 de março de 2015 criou em nossa legislação a figura do feminicídio,

Leia mais

do Idoso Portaria 104/2011

do Idoso Portaria 104/2011 DEVER DE NOTIFICAR- do Idoso Portaria 104/2011 Lei 6.259/75l Lei 10.778/03, ECA, Estatuto n Médicos n Enfermeiros n Odontólogos n Biólogos n Biomédicos n Farmacêuticos n Responsáveis por organizações e

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO II DA SEGURIDADE SOCIAL Seção II Da Saúde Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. 1º As instituições

Leia mais

Vamos Combater o Abuso e a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes

Vamos Combater o Abuso e a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes Vamos Combater o Abuso e a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes A violência sexual contra crianças e adolescentes acontece em todo o mundo, em diversas famílias e classes sociais. O QUE É A

Leia mais

LEI DE TORTURA Lei n. 9.455/97

LEI DE TORTURA Lei n. 9.455/97 LEI DE TORTURA Lei n. 9.455/97 DUDH Artigo 5º Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. ART. 5º DA CF Inciso III Ninguém será submetido à tortura nem

Leia mais

PEDOFILIA, ABUSO SEXUAL e PORNOGRAFIA INFANTIL - Breves Considerações -

PEDOFILIA, ABUSO SEXUAL e PORNOGRAFIA INFANTIL - Breves Considerações - PAINEL II crescimento das redes sociais e violação de direitos PEDOFILIA, ABUSO SEXUAL e PORNOGRAFIA INFANTIL - Breves Considerações - Flúvio Cardinelle Oliveira Garcia Delegado de Polícia Federal São

Leia mais

FALSIDADE DOCUMENTAL

FALSIDADE DOCUMENTAL FALSIDADE DOCUMENTAL E objetivo da proteção legal, em todos os casos, a fé pública que a lei atribui aos documentos como prova e autenticação de fatos jurídicos. Certos selos e sinais públicos, documentos

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

PROJETO DE LEI Nº DE 2011 PROJETO DE LEI Nº DE 2011 Altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º O art. 4º

Leia mais

MATERIAL DE APOIO - MONITORIA

MATERIAL DE APOIO - MONITORIA INTENSIVO II Disciplina: Direito Penal Especial Prof. Rogério Sanches Aula nº 11 MATERIAL DE APOIO - MONITORIA Índice 1. Artigo Correlato 1.1 Crimes Contra A Dignidade Sexual 2. Jurisprudência Correlata

Leia mais

Informativo Técnico-Jurídico Fique Por Dentro Da Cidadania

Informativo Técnico-Jurídico Fique Por Dentro Da Cidadania Informativo Técnico-Jurídico Fique Por Dentro Da Cidadania C A O P C I D A D A N I A CAOPJDC - 27 - AGOSTO 2009 NOVAS ALTERAÇÕES NO CÓDIGO PENAL Lei Nº. 12.015, de 7 de agosto de 2009. N E S T A E D I

Leia mais

VIOLÊNCIA SEXUAL E TIPOS PENAIS QUADRO-RESUMO ABUSO SEXUAL NO CÓDIGO PENAL - CP

VIOLÊNCIA SEXUAL E TIPOS PENAIS QUADRO-RESUMO ABUSO SEXUAL NO CÓDIGO PENAL - CP VIOLÊNCIA SEXUAL E TIPOS PENAIS QUADRO-RESUMO Artigo Tipo Penal Descrição ABUSO SEXUAL NO CÓDIGO PENAL - CP 213 Estupro Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou

Leia mais

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25 Espelho Penal Peça O examinando deve redigir uma apelação, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal. A petição de interposição deve ser endereçada ao juiz de direito da 1ª vara criminal

Leia mais

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PEÇA D E S P A C H O 1. Autue-se o Auto de Prisão em Flagrante; 2. Dê-se o recibo de preso ao condutor; 3. Autue-se o Auto de Apresentação

Leia mais

Campanha de Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Cartilha Educativa

Campanha de Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Cartilha Educativa Um país que quer ser grande tem que proteger quem não terminou de crescer. Campanha de Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Cartilha Educativa PRESIDENTA DA REPÚBLICA Dilma Vana

Leia mais

O Papel do Estado Juiz na Prevenção e Controle da Violência Contra a Mulher. PARA ELAS, por elas, por eles, por nós Belo Horizonte/MG 22/02/2003

O Papel do Estado Juiz na Prevenção e Controle da Violência Contra a Mulher. PARA ELAS, por elas, por eles, por nós Belo Horizonte/MG 22/02/2003 O Papel do Estado Juiz na Prevenção e Controle da Violência Contra a Mulher PARA ELAS, por elas, por eles, por nós Belo Horizonte/MG 22/02/2003 1 PRINCÍPIOS NORTEADORES DA LEI MARIA DA PENHA 1. PREVENÇÃO.

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 5.555, DE 2013 (Apensos: PL 5822/2013; PL 6630/2013; PL 6713/2013; PL 6831/2013; e PL 7377/2014) Altera a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006

Leia mais

TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 60 61 64 60 61 60 63 61 62 59 62 62 59 64 59 63 64 63 61 64 63 62 60 65 66 67 68

TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 60 61 64 60 61 60 63 61 62 59 62 62 59 64 59 63 64 63 61 64 63 62 60 65 66 67 68 Tabela de Correspondência de Questões: XIII EXAME UNIFICADO OAB 1ª. ETAPA TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 60 61 64 60 61 60 63 61 62 59 62 62 59 64 59 63 64 63 61 64 63 62 60 65 66 67 68 PROVA TIPO 1 Questão

Leia mais

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL.

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. A PROVA FOI MUITO BEM ELABORADA EXIGINDO DO CANDIDATO UM CONHECIMENTO APURADO

Leia mais

Campanha de Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Cartilha Educativa

Campanha de Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Cartilha Educativa Um país que quer ser grande tem que proteger quem não terminou de crescer. Campanha de Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Cartilha ducativa PRSIDNT DA RPÚBLICA Luiz Inácio Lula

Leia mais

Projeto de Reforma do Código Penal: Crimes Contra a Dignidade Sexual

Projeto de Reforma do Código Penal: Crimes Contra a Dignidade Sexual Projeto de Reforma do Código Penal: Crimes Contra a Dignidade Sexual I CONSIDERAÇÕES INICIAIS (Título IV, Capítulos I e II) Prof. Dr. Paulo Queiroz Doutor em Direito (PUC/SP), Procurador Regional da República

Leia mais

Palavras-chave. Art. 218-B do Código Penal. Presunção de Violência. Não elementar.

Palavras-chave. Art. 218-B do Código Penal. Presunção de Violência. Não elementar. O ELEMENTO DA PRESUNÇÃO DE VIOLÊNCIA NO CRIME DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO E OUTRAS FORMAS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA, ADOLESCENTE E VULNERÁVEL SOB A ÓTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ)

Leia mais

Estupro e atentado ao pudor, nas formas típicas simples, são hediondos?

Estupro e atentado ao pudor, nas formas típicas simples, são hediondos? SEM REVISÃO Estupro e atentado ao pudor, nas formas típicas simples, são hediondos? Damásio Evangelista de Jesus Professor SP Há duas orientações: 1ª) O estupro e o atentado violento ao pudor, em suas

Leia mais

Atendimento Policial a Vítimas de Violência Doméstica

Atendimento Policial a Vítimas de Violência Doméstica Pág. 01 Pág. 02 Pág. 03 Pág. 04 Pág. 05 Pág. 06 Pág. 07 Pág. 08 As condutas delituosas inseridas no contexto da Violência Doméstica e/ou familiar contra a mulher receberam uma conceituação legal a partir

Leia mais

A PROTEÇÃO INTEGRAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES VÍTIMAS.

A PROTEÇÃO INTEGRAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES VÍTIMAS. 1 A PROTEÇÃO INTEGRAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES VÍTIMAS. GRUPO TEMÁTICO: Direito à cultur a e ao lazer, e direito à liberdade, dignidade, respeito e diversidade cultur al. LUIZ ANTONIO MIGUEL FERREIRA

Leia mais

SUMÁRIO. UNIDADE 10 Prescrição ou ministração culposa de drogas; UNIDADE 11 Condução de embarcação ou aeronave sob o efeito de drogas;

SUMÁRIO. UNIDADE 10 Prescrição ou ministração culposa de drogas; UNIDADE 11 Condução de embarcação ou aeronave sob o efeito de drogas; SUMÁRIO LEI Nº 11.343/06 NOVA LEI DE DROGAS; UNIDADE 1 UNIDADE 2 UNIDADE 3 UNIDADE 4 Antinomia aparente de normas penais; Delito de posse de drogas ilícitas para consumo pessoal; Vedação da prisão em flagrante;

Leia mais

CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO, FALSIFICAÇÃO MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDÃO E FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO

CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO, FALSIFICAÇÃO MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDÃO E FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO, FALSIFICAÇÃO MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDÃO E FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO ROGÉRIO TADEU ROMANO Procurador Regional da República aposentado Discutem-se nesse

Leia mais