Mecanismos de Coordenação nas Cadeias Agroindustriais da fruticultura no Vale do São Francisco

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Mecanismos de Coordenação nas Cadeias Agroindustriais da fruticultura no Vale do São Francisco"

Transcrição

1 Mecanismos de Coordenação nas Cadeias Agroindustriais da fruticultura no Vale do São Francisco Autores: Mateus Brito Gama, Estudante, UNIVASF, [1] José Luiz Moreira de Carvalho, Doutor, UNIVASF, [1] Neurisnaldo Ramos Guerra, Estudante, UNIVASF, [1] [1] Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco, Colegiado de Engenharia de Produção. Avenida Antônio C. Magalhães, 510, Bairro Santo Antônio, Juazeiro, BA. 1

2 Mecanismos de Coordenação nas Cadeias Agroindustriais da fruticultura no Vale do São Francisco Grupo de Pesquisa: Cadeias produtivas e arranjos produtivos locais Resumo O desempenho global de uma cadeia produtiva depende tanto relações estabelecidas pelos agentes que a compõe, como do esquema de coordenação adotados pelos mesmos. Baseado neste aspecto, o objetivo central deste artigo foi o de estudar, de forma mais específica, as formas de coordenação das cadeias produtivas da uva e da manga do lado pernambucano do Vale do São Francisco (VSF), bem como identificar como estas formas influenciam o processo de comercialização de frutas na região. A pesquisa, que tem caráter descritivo e exploratório, foi desenvolvida com base em entrevistas realizadas junto a quinze produtores da referida região. Através do estudo foi possível realizar um mapeamento das cadeias do mercado interno e externo do VSF pernambucano; avaliar as relações comerciais praticadas entre tais agentes; analisar dos requisitos de qualidade da fruta; estudar de maneira específica as práticas de qualidade adotadas; além disto, foi feito uma avaliação da cadeia; e por fim, discutiu-se mais profundamente acerca dos mecanismos de coordenação identificados na cadeia pesquisada, que foram basicamente, as ações desempenhadas pelas cooperativas/associações e pelas empresas de trading, bem como as práticas da qualidade e a relação comercial contratual. Palavras-chaves: Cadeias agroindustriais; mecanismos de coordenação; fruticultura. Abstract The overall performance of a supply chain depends on both the relations established by the agents that comprise it, as the coordination scheme adopted by them. Based on this, the this paper aims to study the specific forms of coordination of production chains of grapes and mangoes in Pernambuco s side of the São Francisco Valley, as well as identify how these forms affect the process of marketing of fruit in the region. The research, which has a descriptive and exploratory nature, was developed based on interviews conducted with fifteen producers in that region. Through the study was to carried out a mapping from the value chains, an evaluation of trade relations prevailing between such agents, an analyze of fruit quality requirements in order to study specific quality practices adopted. Moreover, also was made an assessment of the value chain, and finally, discussed more deeply the identified coordination mechanisms, which were basically the actions taken by the cooperatives/associations and trading companies, as well as quality practices and the relationship commercial contract. Key Words: Agribusiness chains; coordination mechanisms; fruit production. 2

3 1. INTRODUÇÃO A competitividade global de uma empresa depende profundamente de sua eficiência na comercialização de seus insumos e produtos. Quanto mais adequado for o esquema de coordenação entre os componentes do sistema, intermediados por mecanismos de comercialização, menores serão os custos de cada um deles, mais rápida a adaptação às modificações de ambiente e menos custosos serão os conflitos inerentes às relações entre cliente e fornecedor (AZEVEDO, 2009). Uma visão para balizar estas relações comerciais surge com a abordagem da cadeia produtiva. O conceito de cadeia de produção ou filiére, segundo Batalha e Silva (2009), surgiu na escola industrial francesa e se refere basicamente à transformação da matéria prima ao produto final e à colocação deste no mercado. Na visão de Silva (2007) a cadeia de produção abrange os vários estágios envolvidos na produção de um produto qualquer, e para que se possa estudá-la é necessário identificar as diversas fases que a compõe e os elos existentes entre estas. Estas cadeias, inseridas nesta abordagem do setor agroindustrial, podem ser denominadas Cadeias de Produção Agroindustrial (CPA s), e tem basicamente o mesmo conceito que é dado às Cadeias de Produção. As CPA s são definidas a partir da identificação de determinado produto final, e apenas depois desta identificação cabe ir encadeando, do cliente (jusante) ao fornecedor (montante), as várias operações técnicas, comerciais e logísticas, necessárias a sua produção (BATALHA E SILVA, 2009). Uma decorrência importante desses estudos é a questão da coordenação entre os diversos elos da cadeia produtiva. Conforme Toledo et al. (2004) a coordenação de cadeias de produção pode ser vista como o gerenciamento integrado de um conjunto de redes de empresas interdependentes, que atuam juntas para agregar valor ao produto final. Em outras palavras, envolve o gerenciamento dos fluxos de produtos, financeiro, de comunicação, de informação e outros, que transitam do setor de insumos ao setor de consumo final e viceversa. Na concepção dos mesmos autores, esta a coordenação da cadeia de produção pressupõe que as empresas devam definir suas estratégias competitivas e funcionais a partir de seus posicionamentos (tanto enquanto fornecedores como enquanto clientes) dentro das cadeias produtivas nas quais se inserem, estando alinhadas às estratégias da cadeia. Em decorrência disto, Borrás e Toledo (2006) entendem que atender aos requisitos da qualidade do produto e da gestão da qualidade é também uma das responsabilidades de cada agente de uma cadeia agroindustrial, principalmente aquelas fortemente influenciadas pelo mercado. No que tange a coordenação da qualidade em cadeias de produção, Borrás e Toledo (2007) às definem como o conjunto de atividades planejadas e controladas por um agente coordenador, tendo por finalidade o aprimoramento da gestão da qualidade e auxilio no processo de garantia da qualidade dos produtos ao longo da cadeia, por meio de um processo de transação das informações, contribuindo assim, para a melhoria da satisfação dos clientes e para a redução dos custos e das perdas, em todas as etapas da cadeia. 3

4 Para que a eficiência da cadeia produtiva seja obtida e os parâmetros de qualidade do produto sejam mantidos do início ao fim da cadeia (desde o fornecedor de matéria prima até o consumidor final) é necessário que tanto o fluxo de produtos, quanto o de informações, ocorram juntos para frente e para trás ao longo da cadeia produtiva e que sejam adotadas práticas da qualidade no sentido empresa-fornecedor (à montante na cadeia) e empresa-consumidor final (à jusante na cadeia) (MONTEIRO, 2005). Estas práticas adotadas pelas empresas devem estar alinhadas com as estratégias competitivas e com as prioridades da organização e da cadeia, e requerem a existência de uma infra-estrutura adequada, tal como de integração, de tecnologia de informação, e o compartilhamento de objetivos gerais da cadeia pelos agentes (MONTEIRO e TOLEDO, 2005). Neste contexto está inserida a região do Submédio São Francisco, mais especificamente o polo de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), que representam o território na qual foi desenvolvida uma fruticultura irrigada profundamente marcada pela presença das empresas de produção e exportação de frutas in natura e onde as obras de irrigação ganharam maior dinâmica e tiveram maiores repercussões sobre as economias locais (LOPES ET AL, 2008 apud NETO; ALVES, 2009). Contudo, todo este desenvolvimento ainda é marcado, por exemplo, pela não homogeneidade de padrões nos processos produtivos. Esta problemática envolve questões relacionadas aos mecanismos de coordenação e governança entre os atores da cadeia produtiva frutícola. Diante disto, o presente artigo tem por objetivo estudar as formas de coordenação das cadeias produtivas da uva e da manga do lado pernambucano do Vale do São Francisco, identificar como estas formas influenciam o processo de comercialização de frutas na região. Os autores agradecem ao CNPq, à FAPESB e à FACEPE pelo apoio. 2. METODOLOGIA Na literatura existem basicamente dois tipos de pesquisa que caracterizam o presente estudo: a pesquisa exploratória e a descritiva. Primeiramente, exploratória porque, baseado em Cervo (2007), este se refere a um estudo onde ainda há pouco conhecimento sobre o assunto. E descritivo, pois conforme o mesmo autor neste tipo de pesquisa se busca observar, registrar, analisar e correlacionar fatos ou variáveis de estudo sem manipulá-las. No desenvolvimento deste estudo optou-se por uma pesquisa baseada em estudos de caso, até pelo caráter que a mesma assume. Conforme Ventura (2007), os estudos de caso têm diversas aplicações, e neste sentido, é apropriado para pesquisadores, pois permite que uma ou mais variáveis de um problema sejam estudadas em profundidade dentro de um período de tempo limitado. A técnica de pesquisa utilizada foi à entrevista, as quais foram realizadas junto aos produtores pertencentes à cadeia produtiva local. Estas entrevistas foram baseadas em um roteiro previamente elaborado, e estruturado de modo a agregar as variáveis de pesquisa específica para cada elemento da cadeia analisado. 4

5 Para realização desta pesquisa foram entrevistados quinze produtores, todos localizados no município de Petrolina-PE. Estes, apesar possuírem propriedades de tamanhos variados, produzem apenas as culturas de manga e/ou uva, as quais são foco deste trabalho. 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES No presente tópico são descritos os resultados obtidos através da pesquisa, que está dividida em mapeamento da cadeia, relação comercial entre agentes da cadeia, agente coordenador e avaliação da cadeia produtiva. Ao fim, é feita uma discussão mais específica sobre os mecanismos de coordenação Mapeamento da cadeia Com base nas informações obtidas junto aos produtores foi possível estabelecer os mercados (interno e externo) pelo qual estes atuam, bem como traçar um perfil dos agentes que integram a cadeia produtiva da uva e da manga na região do Vale do São Francisco pernambucano. Os produtores contemplados neste estudo comercializam suas frutas, em sua maioria (73%), para o externo, enquanto os outros 27% atuam apenas no interno. Para melhor caracterizar a referida cadeia produtiva, bem como as relações estabelecidas pelos agentes que a compõe, foi proposto um mapeamento específico para cada um dos mercados apresentados, visto que estes são estabelecidos por diferentes relações comerciais entre os agentes. No que tange ao mercado externo, os principais agentes atuantes na comercialização da fruta, até a chegada ao consumidor final, são: cooperativas/associações, trading companies e grandes redes varejistas ou atacadistas. Cabe ressaltar que as trading companies, conforme Steffen (2006), atuam como intermediárias na representação e comercialização de produtos entre um país, neste caso o Brasil, e outros do exterior. Ainda conforme a autora essas empresas proporcionam um grande auxílio na área de comércio exterior, principalmente no diz respeito aos trâmites legais de exportação. Conforme a pesquisa, os produtores e os referidos agentes se relacionam de maneira diferente no processo de comercialização da fruta, caracterizando basicamente três canais de distribuição na mesma cadeia (Figura 1). O que irá determinar a participação da empresa produtora em um destes canais é a forma como a mesma está estruturada para exportar a sua fruta. Assim, no primeiro canal o produtor passa a fruta para a cooperativa da qual faz parte, de onde a mesma é repassada para as empresas exportadoras, para assim chegar ao varejo/atacado. No segundo, os produtores enviam as frutas para a cooperativa ou associação, e esta se encarrega de exportar a fruta até a chegada da mesma ao local onde o produto é comercializado com os clientes finais. Por fim, no terceiro canal, os produtores que não pertencem a nenhuma cooperativa/associação, passam a fruta diretamente para as tradings, que por sua vez, faz a mesma chegar aos pontos já referidos de venda. 5

6 Fonte: Elaborada pelos autores, baseada na pesquisa de campo. Figura 1: Cadeia produtiva da uva e da manga do VSF pernambucano voltada para o mercado externo. Já com relação ao mercado interno, os principais agentes identificados na pesquisa que atuam na cadeia a fim de levar a fruta ao consumidor final são: atravessadores, CEASAs (Centrais Estaduais de Abastecimento Sociedade Anônima) e pequenos ou grandes supermercados de varejo ou atacado. Da mesma maneira que ocorre do mercado externo, estes agentes se relacionam de maneira diferente, com o produtor, no processo de comercialização da fruta, formando basicamente dois canais no escoamento da produção (Figura 2). No primeiro deles o produtor passa a fruta para um atravessador, que se encarrega de levá-la ao varejo, representados pelos CEASAS ou por pequenos, e até grandes, supermercados. Neste caso o varejo é normalmente localizado nas capitais como Recife, João Pessoa e Fortaleza. No segundo canal os produtores negociam diretamente com o varejo, passando então a fruta para os feirantes dos CEASAs ou para pequenos/grandes supermercados. Este último canal abrange mais o varejo local, em especial, o da cidade de Petrolina. Fonte: Elaborada pelos autores, baseada na pesquisa de campo. Figura 2: Cadeia produtiva da uva e da manga do VSF pernambucano voltada para o mercado interno Relação comercial entre agentes da cadeia No processo de comercialização das frutas, os produtores, assim como os demais agentes que pertencem às cadeias apresentadas, podem estabelecer diversas relações que aparecem na forma de contratos, vendas diretas (spot), vendas consignadas, entre outras. Estas relações acompanham a estruturação da cadeia, e por isto apresentam mudanças quando se trata da comercialização no mercado externo e no interno. Conforme a pesquisa realizada, as relações comerciais que são estabelecidas entre os produtores e os agentes responsáveis por levar da fruta de exportação ao consumidor final, são baseados basicamente em contratos formais. 6

7 Todos os produtores entrevistados, evidentemente aqueles que exportam, afirmaram que estabelecem este tipo de relação, sendo que 72% destes produtores assinam contratos que se baseiam na venda por consignação, ou seja, o pagamento pela fruta fornecida só é feito após a venda da mesma. Para o restante dos produtores, neste contrato é estipulado um adiantamento, que ocorre no início de um novo contrato, de aproximadamente 50% do valor daquele volume de fruta que se pretende produzir (valor estimado devido às incertezas do processo), ficando o restante para ser acertado quando a fruta é de fato entregue. Outro aspecto importante com relação a este processo de comercialização se refere à estipulação do contrato, visto que apenas 18% destes produtores participam, junto com a empresa que compra a fruta, da formação do contrato. Isto ocorre para aqueles fornecedores de fruta que exportam, via cooperativa/associação, diretamente aos grandes varejistas, o que permite assim maior poder de barganha. Segundo um destes produtores 80% do volume a ser exportado é negociado antes da produção. Estes contratos, ainda conforme os produtores, são flexíveis, principalmente com relação à questão do volume de frutas a ser entregue aos agentes que a comercializam, já que este aspecto é muito influenciado pelas incertezas relacionadas ao processo produtivo. Além disto, este contrato é de curto prazo, ou seja, estipulado a cada safra (normalmente um período de seis meses). Os principais itens estipulados no mesmo referem-se à data e locais de entrega, forma de pagamento, características ou especificações dos produtos, quantidade ou volume de venda e embalagem. Alguns entrevistados destacaram a questão das penalidades, que em alguns casos, pode até comprometer os bens do produtor. Com relação ao preço de venda, item que é usualmente estipulado em contratos, este só é definido após a chegada da fruta no varejo, baseando-se nas condições mercadológicas do período da venda. A frequência média que estes contratos são estabelecidos também é acordo com a safra, e para todos os entrevistados, existe continuidade (repetição) nas relações de vendas com mesmos clientes. Com relação às incertezas, podem-se destacar aquelas relacionadas tanto ao processo produtivo (antes da colheita), como ao processo de comercialização (pós-colheita e venda). As incertezas atreladas à produção são causadas principalmente pelos fatores climáticos e pelas pragas, além deste, também foi citado por alguns entrevistados a questão do financiamento, para o caso dos produtores não cumprirem com os pagamentos após a liberação do crédito. Já aquelas ligadas à comercialização das frutas, podem-se destacar os problemas relacionados à qualidade dos produtos, principalmente àqueles que chegam ao varejista, devido ao tratamento e manejo da fruta no decorrer da cadeia de distribuição; a devolução de mercadorias por parte dos varejistas, que na verdade é uma consequência do problema de qualidade nas frutas; e a questão do preço de venda das mercadorias que, como já foi destacado, depende das condições de mercado (principalmente a demanda de fruta) do período de venda. De um modo geral, os problemas de produção são basicamente os climatológicos e técnicos, enquanto problemas relacionados à comercialização são de cunho mercadológico. Conforme a pesquisa estas incertezas são comuns, por exemplo, no mês de junho em que o clima é mais frio, a uva, quase todos os anos, sofre algum tipo 7

8 de alteração em suas características originais, prejudicando assim, a qualidade da fruta. Estas incertezas, conforme os entrevistados, trazem impactos principalmente atrelados ao prejuízo financeiro, a perda de cliente e, consequentemente, a desvalorização dos produtos da empresa. No que se refere ao mercado interno, foram constatadas basicamente duas formas de relações comerciais entre os produtores e os agentes que integram a respectiva cadeia produtiva: mercado spot e o contrato informal. O primeiro baseia-se na venda direta, e à vista, aos feirantes de CEASAs, a supermercados de atacado ou varejo, ou aos atravessadores. O segundo é baseado em um acordo verbal, que estipula apenas a questão da quantidade a ser vendida, bem como a forma como ocorrerá o pagamento. A pesquisa mostrou que neste nicho de mercado não existe uma continuidade na relação de comercial entre os agentes, o que evidencia uma série de incertezas na venda da fruta. Estas são traduzidas principalmente em perdas de produtos, pela falta de compradores; atraso de pagamento, nos caso de acertos verbais, que nada garante ao produtor; e, para o caso de venda a grandes redes de varejo ou atacado pode ocorrer à devolução da mercadoria, mas esta situação, especificamente na cadeia referente ao mercado interno, é muito difícil de acontecer. Conforme alguns produtores estas incertezas provenientes da comercialização ocorrem principalmente quando existe uma elevada demanda no mercado interno, o que faz o preço das frutas cair. Nesta situação os compradores, principalmente os atravessadores, escolhem seus fornecedores de frutas apenas pela questão do preço, e neste sentido, os produtores que atendem aos dois mercados (interno e externo) têm desvantagens, já que o processo para produzir uma fruta tipo exportação demanda custos maiores, o que reflete em um preço de venda mais elevado. Com relação às incertezas do processo produtivo, cabe a ressalva que são as mesmas daquelas citadas anteriormente Agente coordenador Outro ponto contemplado na pesquisa refere-se à identificação do agente coordenador da cadeia, que exerce, entre outros papeis, a determinação dos requisitos de qualidade das frutas a serem distribuídas dentro de determinada cadeia. Para grande parte dos produtores entrevistados, abordando inicialmente a questão da fruta para exportação, o agente que tem maior relevância na determinação dos atributos de qualidade deste produto são os clientes. Contudo, 82% destes produtores também apontaram as grandes redes varejistas ou atacadistas, bem como o órgão certificador (referente à certificação de qualidade da fruta exigida pelo mercado externo), como aqueles que não só estipulam os requisitos do produto final, mas também, agem perante a empresa fornecedora de frutas no sentido de fiscalizar, propor melhorias e estabelecer os preços das frutas comercializadas. Cabe a ressalva que a fiscalização, dos produtos destinados a esta cadeia, é realiza, na grande maioria das vezes, pelos órgãos certificadores. Com relação aos requisitos de qualidade exigidos por tais agentes, os entrevistados destacaram a aparência, o tamanho, o peso e o estado de maturação da fruta, bem como a ausência de contaminação biológica e resíduos químicos, estado de maturação fruta, nível de danos sofridos pelos produtos e o 8

9 tipo de embalagem utilizada. Conforme a pesquisa a falta destes requisitos, principalmente a aparência, o peso e o estado de maturação, influenciam diretamente no preço final do produto e, caso a fruta apresente uma quantidade maior de resíduos químicos daquela permitida, a fruta exportada é devolvida à empresa ou descartada, o que impactará em prejuízos para os produtores. No que tange o mercado interno, a pesquisa evidenciou que a determinação dos requisitos de qualidade da fruta por parte de um agente, não é algo praticável a todos os canais descritos dentro desta cadeia. Conforme os produtores que atuam no canal onde o atravessador participa da comercialização da fruta, a maioria destes requisitos de qualidade citados anteriormente não são exigidos, nem tão pouco determinado, por nenhum agente. O que existe na verdade é uma verificação, por parte dos atravessadores, das frutas fornecidas, avaliando as questões da aparência, do tamanho e do estado de maturação da fruta, que são atributos baseados nas características visuais dos produtos. Nos canais em que os produtores vendem suas frutas diretamente para os varejistas/atacadistas, os requisitos de qualidade destes produtos já são exigidos por estes mesmos agentes que comercializam a fruta para os consumidores finais Práticas da qualidade Outro ponto contemplado nesta pesquisa, foi avaliar a questão de práticas de qualidade empregadas no processo produtivo das frutas comercializadas nas referidas cadeias produtivas. Esta analise visa identificar, principalmente, que agentes coordenam a adoção de tais práticas, ou seja, se estas partem do produtor a jusante da cadeia, ou se partem dos agentes, que vendem a fruta ao consumidor final, a montante da cadeia. Como os produtores contemplados nesta pesquisa atuam tanto no mercado interno e como no externo, serão feitas as devidas considerações no decorrer da análise para evidenciar as características e peculiaridades referentes à cadeia produtiva destes dois mercados. Com base na pesquisa realizada junto aos produtores foi possível identificar que todos aqueles que produziam frutas para o mercado externo, utilizavam algum tipo de certificação em seus processos de produção. Isto evidencia, como já destacado, a exigência externa por um selo certificador e pela qualidade das frutas a serem comercializadas neste mercado. Nestes produtores foram identificados basicamente três selos de certificação: GLOBAL GAP, PIF e Tesco Nature Choise. Cabe ressaltar que este último selo apenas 18% dos produtores que exportam possuíam, sendo mais comum a utilização destes outros dois. Quanto aos produtores que atendem apenas o mercado interno, esta certificação não é adotada. Conforme a pesquisa estes certificados (GLOBAL GAP e Tesco Nature Choise) acabam por garantir a adoção de um modelo de gestão interna para as empresas produtoras, visando à garantia da qualidade das frutas. Este modelo funciona baseado nos protocolos internacionais estabelecidos pela organização que estipula, em um manual de boas práticas agrícolas, normas a serem seguidas tanto na unidade de produção (instalações físicas, propriedade agrícola e trabalhadores), como área de plantio, neste caso de uva ou de manga. Além disto, as empresas também seguem um protocolo nacional, este na forma de um 9

10 caderno de campo elaborado pela PIF (Produção Integrada de Frutas), que é muito semelhante aos protocolos internacionais, e por isto são usados apenas em algumas funções de monitoramento específicas. Por exemplo, alguns produtores relataram que a cartilha do PIF para o monitoramento de pragas e doenças é muito eficiente. Cabe ressaltar que apesar de algumas empresas seguirem os procedimentos elaborados pela PIF, estas não possuem o referido selo, visto que o mesmo não é aceito no mercado internacional, conforme foi constatado na pesquisa. Outro aspecto ser destacado é que os produtores adotam o modelo de gestão para toda a propriedade, mesmo que as frutas a serem produzidas não sejam em sua totalidade para exportação, isto se torna importante garantir a qualidade das frutas tanto no mercado interno como no externo. Para atender aos requisitos gerados pelos clientes os fornecedores de frutas também adotam práticas metodológicas e ferramentas de gestão da qualidade, que também estão incluídos nas normas que regem as certificações descritas, em especial a GLOBAL GAP e a Tesco Nature Choise. Entre estas práticas estão inclusos as APPCC (Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle) dentro do packing house; ampla base de dados informatizada onde é detalhado tudo que é feito dentro da propriedade na produção das frutas; controle do processo; rastreabilidade da fruta, que garante a informação de todo o processo produtivo da fruta na cadeia de produção; análises de resíduos químicos e análises microbiológicas, que são realizadas tanto pela empresa (que terceiriza o serviço), como também por representantes do órgão e da rede varejista que importa as frutas; entre outras práticas. Com relação às práticas da qualidade que ocorrem à montante da cadeia, em um primeiro aspecto, os entrevistados afirmam que há uma avaliação da qualidade da fruta por parte do exportador ou varejista/atacadista em todo o processo de produção da fruta para exportação. Esta avaliação, que está descrita nos protocolos que certificam a empresa, prevê uma inspeção antes que a fruta seja embalada na própria empresa, outra que ocorre na cooperativa/associação (para os produtores que pertencem a alguma delas) ou nos packings das tradings, onde a fruta é novamente embalada, e por fim, uma nova avaliação é realizada quando a fruta chega ao porto de destino. Tais inspeções incluem entre outras práticas uma análise laboratorial da uva, assim como um monitoramento do certificado de análise periódica das mesmas. No que se refere à cadeia de comercialização da fruta para o mercado interno não existe a adoção destas práticas de qualidade. No que se refere aos incentivos oferecidos ao produtor pelos importadores das frutas pode-se citar como exemplo, mesmo isto não acontecendo para todos os entrevistos, o adiantamento de dinheiro no momento que é estabelecido o contrato. No que tange ao processo de auditoria, os produtores afirmam que existem inúmeros processos de fiscalização no decorrer do ciclo produtivo da fruta para exportação. A auditoria realizada pela GLOBAL GAP, por exemplo, prevê que a empresa realize uma pré-auditoria (com um fiscal contratado), para que posteriormente auditores da organização internacional venham fiscalizar a propriedade. No mercado interno não há nem a questão de incentivos, por não haver uma relação constante entre os agentes envolvidos, e nem tão pouco, processos de auditoria. Para finalizar este enfoque, cabe ressaltar a real 10

11 exigência dos importadores para adoção de práticas da qualidade por parte do fornecedor de frutas, para garantir que haja uma padronização nos processos produtivos, como já destacado anteriormente. Segundo os produtores entrevistados, o mercado externo, diferentemente do interno, exige a certificação para garantir boas práticas de fabricação e higiene, procedimentos pós-colheita, sistema de embalagem, identificação das frutas e etc. Quanto ao enfoque das práticas de qualidade realizadas à jusante da cadeia, os entrevistados afirmam que estas praticamente não ocorrem, no caso do mercado externo porque os requisitos de qualidade partem no sentido contrário, e no caso do interno, os agentes que compõe esta cadeia, normalmente, não estão preocupados nesta preservação da qualidade da fruta. Neste sentido com relação a práticas que a empresa realiza visando orientar o distribuidor e ponto de venda quanto à forma adequada de manuseio, armazenagem, transporte e exposição dos produtos finais, os entrevistados afirmam que para o caso das frutas importadas por outros países eles acreditam que tais práticas já sejam adotadas, pelo alto grau de exigência dos padrões de qualidade, e já para fruta que circula pelo mercado interno, esta ação seria muito complicada devido à falta de controle que o produtor tem sobre a forma como o produto é manejado pelos agentes que realizam a comercialização do mesmo, em especial, os atravessadores. No caso dos produtores que vendem suas frutas diretamente para o varejo, onde a relação entre os agentes envolvidos pode se tornar mais estreita, a adoção desta prática pode ser mais viável, mas mesmo assim, esta não foi relatada na pesquisa. No que se refere aos incentivos que os produtos oferecem ao agente seguinte da cadeia, pode-se dizer que o mesmo só ocorre para o mercado interno (apenas para 36% dos entrevistados totais), e mesmo assim estes incentivos não são recíprocos devido a não existência de uma relação constante de entre as parte. Conforme os produtores que vendem suas frutas para atravessadores, a depender da situação de mercado ou da fruta oferecida, eles concedem descontos nos preços da mercadoria ou até melhores condições de pagamento estes agentes, porém estes incentivos não garantem que estes continuem comprando ao produtor. Para verificar a qualidade da fruta no local de varejo, alguns produtores procuram, no mercado interno, conscientizar, através de conversas, os atravessadores sobre a importância de garantir a preservação da qualidade da fruta para o consumidor final, e procura se informar nos locais de varejo, normalmente nos CEASAs das capitais, como que a fruta está chegando aos consumidores. Neste mesmo canal de comunicação o produtor procura obter um feedback de informações dos clientes, para saber a qualidade dos produtos oferecidos. Para o mercado externo, os produtores que exportam recebem alguns relatórios de controle de qualidade enviados pela empresa responsável por levar a fruta por este canal de distribuição. Por fim, cabe destacar que as práticas da qualidade adotadas à jusante da cadeia são bastante restritas, mas mesmo assim ainda é possível observar algumas ações dentro do mercado interno, mesmo que estas sejam provenientes de uma nova postura que as empresa produtoras passaram a ter depois de adotar as varias normas de garantia de qualidade. Outro aspecto importante é que o mercado interno apesar dos muitos problemas já mencionados, vem 11

12 apresentando uma gradual mudança no que se refere à preservação de qualidade das frutas. Tanto as redes varejistas, como as grandes feiras livres, estão adotando práticas da qualidade, motivadas tanto por uma nova exigência dos clientes, com a concepção de mais frutas saudáveis e seguras, como pelo aumento da fiscalização por parte dos órgãos públicos responsáveis Avaliação da cadeia produtiva Através da realização desta pesquisa também foi possível avaliar a eficiência da cadeia produtiva, das quais todos agentes contemplados nesta discussão estão inseridos, baseando-se nos gargalos ou entraves existentes nas mesmas, bem como na identificação de práticas que melhoram a coordenação. No caso da cadeia referente às frutas voltadas para exportação, os produtores identificaram como o principal gargalo a burocracia que existe para um produtor exportar a fruta produzida, principalmente no que se refere aos vários processos de fiscalização que a mesma passa no decorrer do processo de distribuição da mesma. Todo este processo faz com que muitos agentes estejam envolvidos na comercialização da fruta, o que para alguns produtores, também representa um dos entraves da cadeia. Contudo, mesmo com esta quantidade de agentes responsáveis por levar a fruta ao consumidor final, e junto com estes uma série de procedimentos de manejo e transporte do mesmo, ainda é considerado de total responsabilidade do produtor qualquer problema que ocorra com a fruta no decorrer deste canal. Esta problemática acarreta custos elevadíssimos para o descarte ou devolução da fruta aos produtores. Por fim, cabe ressaltar o problema do câmbio, principalmente em épocas de desvalorização da moeda (normalmente o dólar ou o euro), que interferem diretamente nos preços de venda das frutas comercializadas. Com relação às práticas que melhoraram a coordenação desta cadeia, todos os produtores apontaram a questão da certificação da qualidade das frutas. Esta melhorou, entre outros aspectos, a rastreabilidade do processo produtivo, proporcionando um melhor controle da cadeia por partes dos agentes coordenadores. Outra prática adotada pelas trading companies e destacadas pelos produtores que dependem deste agente para exportar a fruta, é o suporte técnico prestado por estas empresas que garantem uma maior qualidade para as frutas produzidas. No mercado interno o principal problema destacado dentro da cadeia é a alta incerteza na comercialização da fruta, devido à falta de mecanismos que regularizem as relações comerciais entre os agentes envolvidos. Outro ponto importante refere-se a pouca valorização das frutas certificadas no mercado nacional, o que de certa forma fazem com que estes produtos sejam encaminhados, em sua maioria, para o mercado externo Mecanismos de coordenação Diante dos resultados obtidos na pesquisa, sob a perspectiva das variáveis analisadas, é possível constatar que as diversas ações desempenhadas pelos agentes na cadeia, seja estas relacionadas aos processos comerciais ou ao próprio papel que tal agente exerce, podem ser traduzidas em mecanismos de 12

13 coordenação quando observadas sob a óptica dos aspectos teóricos abordados. No contexto da pesquisa realizada percebe-se, inicialmente, que as cooperativas e associações exercem uma função muito importante dentro das cadeias produtivas do Vale do São Francisco pernambucano, principalmente para os pequenos produtores, que são aqueles que utilizam destas. Assim tais elementos podem ser atribuídos como agentes que coordena alguns elos da cadeia ou até como um mecanismo de coordenação, devido às diversas ações que promove na mesma. A pesquisa apontou que tais cooperativas e associações são fortes estruturas que padronizam a produção daqueles que estão filiados às mesmas, garantem poder de barganha na compra (matéria prima) e venda de produtos, e no processo de comercialização, agregam maior valor às frutas através de procedimentos de embalagem, rotulagem, rastreamento, entre outros. Outro agente que também se comporta como coordenador da cadeia e, por conseguinte, estabelece práticas de coordenação, são as empresas de trading. Estas tem participação, principalmente, no processo exportação da fruta daqueles produtores que não desenvolvem competências necessárias para praticar esta transação. Contudo, além desta função, as tradings prestam um serviço de assistência técnica aos produtores que a utilizam como agente exportador, o que caracteriza uma ação que visa padronizar a produção, através do auxilio nas diversas etapas de desenvolvimento da fruta, que será comercializada. No que se refere às relações comerciais praticadas entre os agentes da cadeia produtiva analisada, identificou-se que os contratos também são utilizados como mecanismos de coordenação. Apesar disto, a pesquisa realizada mostra que estes são estabelecidos de maneira diferente para os dois mercados. No caso do interno, tem características de curto prazo e poucos são os atributos especificados nas clausulas do mesmo. Com relação ao externo, tais contratos têm características mais de longo prazo (por safra), e estabelecem diversos aspectos em suas clausulas, que vão desde prazos e volume de entrega, até atributos de qualidade da fruta. Porém, independente do mercado pelo qual este mecanismo de coordenação seja estabelecido, é fato que sua utilização visa fundamentalmente reduzir as incertezas, que apesar de serem inerentes a uma transação, podem ser reduzidas, e o oportunismo, que é um dos pressupostos comportamentais discutidos no aporte teórico deste trabalho, e muito característico nas transações comerciais. Um último mecanismo de coordenação identificado nas cadeias em estudo são as práticas da qualidade. Este conceito muito difundido por Monteiro (2005), além de Borrás e Toledo (2006), constitui uma série de ações que são empregadas tanto internamente, como à montante e à jusante da cadeia, visando a garantia da qualidade da fruta durante todo o processo de produção e distribuição do produto, neste caso, a fruta. A pesquisa identificou que especificamente na cadeia do mercado externo estas práticas são exigidas aos produtores, aqueles que exportam, pelas grandes redes varejistas e atacadistas, visando a obtenção dos requisitos de qualidade. Estas práticas da qualidade são representadas pelas certificações privadas, que através de uma série de procedimentos, normatizam o processo produtivo da fruta no que tange aos insumos utilizados (principalmente os agrotóxicos), cuidados com os funcionários, manejo do solo e das plantas, entre 13

14 outros. Mesmo que estas certificações criem barreiras comerciais para os produtores, são condições necessárias para o acesso da fruta no mercado externo, e conforme a pesquisa, é também o mecanismo de coordenação da cadeia mais eficiente, pois consegue através de um procedimento rigoroso, e até burocrático, de normatização e fiscalização, padronizar a produção de frutas por toda cadeia, fazendo com que a mesma chegue ao consumidor final com diversos atributos de qualidade e segurança alimentar. Um último ponto a ser salientado nesta discussão refere-se ao agente coordenador das cadeias produtivas estudadas, que se relaciona muito ao objeto de estudo desta pesquisa, mecanismo de coordenação, pois é quem de fato exerce as ações que coordenam a cadeia. Já foi discutido anteriormente sobre as cooperativas/associações e as tradings, que exercem o papel do agente coordenador em alguns canais dentro da cadeia, visto que atuam no sentido de padronizar a produção da fruta, seja através da prestação do serviço, ou da agregação de valor por meio da embalagem, rotulação de uma marca e etc. Contudo, além destes pode-se destacar como coordenador da cadeia, neste caso à relativa ao mercado externo, as grandes redes de varejo e atacado. Estas, conforme foi observado na pesquisa, são, de fato, os agentes coordenadores da cadeia, pois determinam, inclusive para os dois agentes citados, todos os requisitos de qualidade da fruta a ser exportada e por isto, exigem um selo certificador que garanta a normatização do processo de produção. Assim, de um modo geral, os mecanismos de coordenação utilizados na cadeia em questão, são provenientes deste agente coordenador. 4. CONCLUSÕES A região do Vale do São Francisco, mais especificamente a área do Submédio, desenvolveu uma fruticultura irrigada profundamente marcada pela presença das empresas de produção e exportação de frutas in natura, com destaque para as culturas de manga e uva, que representam boa parte das frutas enviadas ao mercado externo de todo o Brasil. Diante deste cenário, foi desenvolvida esta pesquisa que buscou realizar um estudo nas cadeias agroindustriais das referidas culturas da região, no intuito de identificar os mecanismos de coordenação utilizados na mesma. No geral, pôde-se perceber que as duas cadeias, referentes ao mercado interno e externo, possuem características singulares no que se refere ao processo de comercialização e coordenação. No mercado interno a exigência por atributos de qualidade da fruta ainda não é condição necessária para comercialização da mesma em alguns canais, e por isto, muitas vezes o preço é o fator que mais atrai, em especial, os atravessadores. Mesmo com este cenário, já é possível perceber algumas mudanças no sentido do aumento qualidade alimentar, movidos em parte pela nova exigência do consumidor, pelas ações isoladas dos produtores, que exportam suas frutas, de tentarem criar uma nova dinâmica no mercado locar que pague justo pela fruta produzida. Já no mercado externo, os atributos de qualidade da frutas são verdadeiras barreiras comerciais na comercialização da fruta da, pois exigem a certificação da fruta, algumas vezes específica para cada país. Se por um lado este processo, de modo eficiente, garante uma fruta com mais qualidade aos consumidores, através 14

15 da coordenação de toda a cadeia no que tange ao controle das etapas de produção e distribuição, por outro ainda não garante uma equidade das responsabilidades da fruta produzida, mesmo com sistemas de rastreabilidade, cabendo ao produtor arcar com elevados custos na produção, além da burocracia na tramitação do produto. Estas características específicas de cada mercado acabam refletindo nos processos de coordenação das respectivas cadeias. Na cadeia referente ao mercado interno, os mecanismos de coordenação são pouco praticados, cabendo destacar apenas os contratos utilizados pelas redes de varejo e atacado local na comercialização da fruta. No mercado externo podem ser destacadas as ações promovidas pelas cooperativas/associações e as trading companies, bem como a exigência das práticas de qualidade por parte das grandes redes de varejo/atacado que importam a fruta local. No mais, cabe salientar que esta pesquisa, até pelo caráter exploratório e abrangente, não esgota a discussão sobre o tema. Ao contrário, novos estudos podem ser realizados visando à ampliação do escopo dos sujeitos de pesquisa, objetivando caracterizar de fato a região sob os aspectos discutidos, ou até ser feito um estudo específico em cada uma das cadeias apresentadas no resultado. REFERÊNCIAS AZEVEDO, P. F. de. Comercialização de Produtos Agroindustriais. In: BATALHA, M. (Coord.). Gestão Agroindustrial 3. ed., vol 1, São Paulo: Atlas, BATALHA, M. O.; SILVA A. L. Gerenciamento de sistemas agroindustriais: definições, especificidades e correntes metodológicas. In: BATALHA, M. (Coord.). Gestão Agroindustrial 3. ed., vol 1, São Paulo: Atlas, BORRÁS, M. A. A.; TOLEDO, J. C. A Coordenação de Cadeias Agroindustriais: Garantindo a Qualidade e Competitividade no Agronegócio. In: ZUIN, L. F. S.; QUEIROZ, T. R. (Org.). Agronegócios: gestão e inovação. São Paulo: Saraiva, BORRÁS, M. A. A.; TOLEDO, J. C. Coordenação da qualidade: proposta de estrutura e método para cadeias de produção agroalimentares. Produção, v. 17, p , CERVO, A. L. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson, p. MONTEIRO, S. B. S. Coordenação da qualidade em cadeias de produção de alimentos: práticas adotadas por grandes empresas f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos. MONTEIRO, S. B. S.; TOLEDO, J. C. Práticas de conservação da qualidade em cadeias de produção agroalimentares para garantia da qualidade do produto. In: 15

16 ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 25., 2005, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: UFRGS, CD-ROM. NETO, J. R. C.; ALVES, C. L. B. Ruralidade no Vale do Submédio do São Francisco: observações a partir da evolução econômica do Pólo Juazeiro-BA Petrolina-PE. Revista IDeAs, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p , jul./dez SILVA, C. R. Governança e coordenação em cadeias agroindustriais: um estudo na cadeia agroindustrial da carne bovina f. Dissertação (Mestrado em Administração Gestão de Negócios) - Universidade Estadual de Maringá, Maringá. TOLEDO, J. C.; BORRÁS, M. A. A.; SCALCO, A. R.; LIMA, L. S. Coordenação da qualidade em cadeias de produção: estrutura e métodos para cadeias agroalimentares. Gestão & Produção, São Carlos, v. 11, n. 3, p , set./dez VENTURA, M. M. O estudo de caso como modalidade de pesquisa. Revista SOCERJ, Rio de Janeiro, v. 20, p ,

Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I. Profª Caroline P. Spanhol

Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I. Profª Caroline P. Spanhol Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I Profª Caroline P. Spanhol A Origem do conceito Cada dia mais, as propriedades rurais... Perdem sua auto-suficiência Passam a depender mais de insumos e

Leia mais

Revisando... Segmentos antes da porteira: Insumos agropecuários Serviços agropecuários

Revisando... Segmentos antes da porteira: Insumos agropecuários Serviços agropecuários Revisando... Segmentos antes da porteira: Insumos agropecuários Serviços agropecuários Segmentos dentro da porteira: Produção agrícola Produção pecuária Segmentos depois da porteira: Agroindústria Canais

Leia mais

6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia

6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia 6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia Complementando o que foi exposto sobre a gerência da cadeia de suprimentos analisada no Capítulo 3, através de

Leia mais

MECANISMOS DE COMERCIALIZAÇÃO UTILIZADOS PELOS AGRICULTORES FAMILIARES: UM ESTUDO DE CASO

MECANISMOS DE COMERCIALIZAÇÃO UTILIZADOS PELOS AGRICULTORES FAMILIARES: UM ESTUDO DE CASO MECANISMOS DE COMERCIALIZAÇÃO UTILIZADOS PELOS AGRICULTORES FAMILIARES: UM ESTUDO DE CASO Daniela Alves Cardoso; Lais Serafini; Nadir Paula da Rosa; Carlos Eduardo Nogueira Martins Curso Técnico Profissionalizante

Leia mais

Regulamentações internacionais e temas de pesquisa sobre cadeias alimentares. Professor Marcos Neves Professora Maria Sylvia Saes Fulvia Escudero

Regulamentações internacionais e temas de pesquisa sobre cadeias alimentares. Professor Marcos Neves Professora Maria Sylvia Saes Fulvia Escudero Regulamentações internacionais e temas de pesquisa sobre cadeias alimentares. Professor Marcos Neves Professora Maria Sylvia Saes Fulvia Escudero Introdução Os governos têm ampliando as exigências em relação

Leia mais

ASPECTOS LOGÍSTICOS DO ESCOAMENTO DO AÇÚCAR PAULISTA: TRECHO USINA PORTO DE SANTOS

ASPECTOS LOGÍSTICOS DO ESCOAMENTO DO AÇÚCAR PAULISTA: TRECHO USINA PORTO DE SANTOS ASPECTOS LOGÍSTICOS DO ESCOAMENTO DO AÇÚCAR PAULISTA: TRECHO USINA PORTO DE SANTOS Maria Rita Pontes Assumpção Mestrado em Gestão de Negócios Universidade Católica de Santos Resenha da Dissertação de Bruno

Leia mais

GARGALOS DO SETOR PRODUTIVO DO MAMÃO NO BRASIL: LEVANTAMENTO DE DEMANDAS DE PESQUISAS.

GARGALOS DO SETOR PRODUTIVO DO MAMÃO NO BRASIL: LEVANTAMENTO DE DEMANDAS DE PESQUISAS. GARGALOS DO SETOR PRODUTIVO DO MAMÃO NO BRASIL: LEVANTAMENTO DE DEMANDAS DE PESQUISAS. POLO DE PRODUÇÃO DA REGIÃO DO JAÍBA NORTE DE MINAS GERAIS Saulo Lage Presidente da ABANORTE Janaúba MG A ABANORTE

Leia mais

Logística e Organização de Cadeias Produtivas

Logística e Organização de Cadeias Produtivas II SEMANA ACADÊMICA DE ENGENHARIA AGRÍCOLA ENGENHARIA DO AGRONEGÓCIO Logística e Organização de Cadeias Produtivas Prof. Luís César da Silva UFES - CCA Desafios do Agronegócio Globalizado Atender padrões

Leia mais

UMA EXPERIÊNCIA DE SUCESSO PARA O AGRONEGÓCIO SUSTENTÁVEL - PROGRAMA NACIONAL DE CERTIFICAÇÃO DA CACHAÇA.

UMA EXPERIÊNCIA DE SUCESSO PARA O AGRONEGÓCIO SUSTENTÁVEL - PROGRAMA NACIONAL DE CERTIFICAÇÃO DA CACHAÇA. 2, 3 e 4 de Julho de 2009 ISSN 1984-9354 UMA EXPERIÊNCIA DE SUCESSO PARA O AGRONEGÓCIO SUSTENTÁVEL - PROGRAMA NACIONAL DE CERTIFICAÇÃO DA CACHAÇA. Cláudio Jorge Martins de Souza (Independente) Resumo Em

Leia mais

BARRACÃO CEAGESP DO PRODUTOR

BARRACÃO CEAGESP DO PRODUTOR BARRACÃO CEAGESP DO PRODUTOR BARRACÃO DO PRODUTOR FEIRAS SUPERMERCADOS SACOLÕES QUITANDAS ALIMENTAÇÃO ESCOLAR RESTAURANTES CIRCULAR TÉCNICA CEAGESP - CQH Nº 14 - JUNHO 2006 EU SEI PRODUZIR SÓ NÃO SEI COMERCIALIZAR!

Leia mais

Marketing Estratégico no Agronegócio Brasileiro

Marketing Estratégico no Agronegócio Brasileiro Marketing Estratégico no Agronegócio Brasileiro Prof. Adriano Alves Fernandes DCAB - Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas CEUNES - Universidade Federal do Espírito Santo 1- Introdução Uma grande

Leia mais

Desenvolvimento Rural e Cadeias Produtivas

Desenvolvimento Rural e Cadeias Produtivas Desenvolvimento Rural e Cadeias Produtivas Larissa Bueno Ambrosini Carlos Alberto Oliveira de Oliveira Pesquisadores Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária Porto Alegre, 21 de novembro de 2012. O debate

Leia mais

MAPEAMENTO DA CADEIA PRODUTIVA E DE VALOR DO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL (APL-CELEIRO) AGROINDÚSTRIA FAMILIAR DA REGIÃO CELEIRO DO RIO GRANDE DO SUL

MAPEAMENTO DA CADEIA PRODUTIVA E DE VALOR DO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL (APL-CELEIRO) AGROINDÚSTRIA FAMILIAR DA REGIÃO CELEIRO DO RIO GRANDE DO SUL MAPEAMENTO DA CADEIA PRODUTIVA E DE VALOR DO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL (APL-CELEIRO) AGROINDÚSTRIA FAMILIAR DA REGIÃO CELEIRO DO RIO GRANDE DO SUL Emerson Juliano Lucca Faculdade América Latina FAL Daniel

Leia mais

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS REDES DE PEQUENAS EMPRESAS As micro, pequenas e médias empresas, em decorrência da globalização e suas imposições,vêm buscando alcançar vantagem competitiva para sua sobrevivência no mercado. CONTEXTO

Leia mais

Transformações Estruturais na Agricultura e Políticas de Comercialização

Transformações Estruturais na Agricultura e Políticas de Comercialização Conab- Companhia Brasileira de Abastecimento Encontro Técnico de Política Agrícola Brasília, 9 e 10 de Feveiro de 2006 Transformações Estruturais na Agricultura e Políticas de Comercialização Antônio Márcio

Leia mais

RASTREABILIDADE NA CADEIA PRODUTIVA DE FRUTICULTURA (MANGA UBÁ)

RASTREABILIDADE NA CADEIA PRODUTIVA DE FRUTICULTURA (MANGA UBÁ) 3 RASTREABILIDADE NA CADEIA PRODUTIVA DE FRUTICULTURA (MANGA UBÁ) RESUMO O Artigo discorre sobre as condições atuais de mercado de frutas e seus consumidores bem como sinaliza aos produtores e agroindustriais

Leia mais

Canais de marketing. Trade Marketing. Trade Marketing. Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis:

Canais de marketing. Trade Marketing. Trade Marketing. Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis: Canais de marketing Prof. Ricardo Basílio ricardobmv@gmail.com Trade Marketing Trade Marketing Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis: Distribuidores; Clientes; Ponto de venda.

Leia mais

Guia de Boas Práticas

Guia de Boas Práticas específico para a Gestão de Mercados Atacadistas Sob a presidência de Mário Maurici de Lima Morais, Presidente da ABRACEN, foi criada uma equipe de trabalho dos membros da ABRACEN para a redação do presente.

Leia mais

Etapas para a Certificação do Café: Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) Norma Técnica Específica da Produção Integrada do Café

Etapas para a Certificação do Café: Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) Norma Técnica Específica da Produção Integrada do Café Etapas para a Certificação do Café: Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) Norma Técnica Específica da Produção Integrada do Café Marcus Vinícius Martins M.Sc. em Agronomia Fiscal Federal Agropecuária

Leia mais

ENCONTRO 1 Logística e Transporte

ENCONTRO 1 Logística e Transporte ENCONTRO 1 Logística e Transporte ENCONTRO 1 Logística e Transporte TÓPICO 1: Contextualizando o encontro Olá! Você está iniciando o primeiro encontro do curso Logística Internacional. Neste encontro,

Leia mais

Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo

Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo III.1 GESTÃO DE TRANSPORTES 1.1. O desenvolvimento econômico e o transporte. 1.2. A geografia brasileira, a infraestrutura dos estados, municípios

Leia mais

Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária Situação Atual e Propostas para a Indução de Melhorias Através da Inovação Tecnológica

Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária Situação Atual e Propostas para a Indução de Melhorias Através da Inovação Tecnológica Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária Situação Atual e Propostas para a Indução de Melhorias Através da Inovação Tecnológica E V A L D O F E R R E I R A V I L E L A E V A L D O V I L E L A @ G

Leia mais

A FORÇA DO COMPRADOR E AS BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS

A FORÇA DO COMPRADOR E AS BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS A FORÇA DO COMPRADOR E AS BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS A produção de frutas e hortaliças para exportação obedece procedimentos estabelecidos pelos diferentes sistemas de certificação determinados pelo comprador,

Leia mais

Programa RAMA RASTREAMENTO E MONITORAMENTO DE AGROTÓXICOS

Programa RAMA RASTREAMENTO E MONITORAMENTO DE AGROTÓXICOS RAMA 1 O QUE É O RAMA? Página 3 Sumário 2 PARA QUE SERVE O RAMA? 3 Página 4 COMO FUNCIONA O RAMA? Página 5 4 POR QUE PARTICIPAR Página 9 DO RAMA? 5 COMO PARTICIPAR DO RAMA? Página 10 6 QUAIS OS BENEFÍCIOS

Leia mais

Comercialização no agronegócio. Aulas 1 e 2

Comercialização no agronegócio. Aulas 1 e 2 Comercialização no agronegócio Aulas 1 e 2 Principais itens da cadeia produtiva Produtos finais disponíveis ao consumidor; Elos a MONTANTE e a JUSANTE da agropecuária; Transações entre os segmentos;

Leia mais

Antigamente a comercialização era baseado na filosofia do produto, aonde o lucro era obtido através de uma grande quantidade de produtos trocados.

Antigamente a comercialização era baseado na filosofia do produto, aonde o lucro era obtido através de uma grande quantidade de produtos trocados. Comercialização de Produtos Agroindustriais -Professora: Graci Acadrolli Tozzo -Formação: Engª Agrônoma -Especialização: Qualidade Total na Agricultura Empresarial -Mestrado : Tecnologia em Produção de

Leia mais

IV Semana de Ciência e Tecnologia IFMG campus Bambuí IV Jornada Científica 06 a 09 de dezembro de 2011

IV Semana de Ciência e Tecnologia IFMG campus Bambuí IV Jornada Científica 06 a 09 de dezembro de 2011 IV Semana de Ciência e Tecnologia IFMG campus Bambuí IV Jornada Científica 06 a 09 de dezembro de 2011 O SISTEMA LOGÍSTICO DO MILHO EM UM ARMAZÉM GRANELEIRO NA CIDADE DE BAMBUÍ: UM ESTUDO DE CASO Luiz

Leia mais

CONFIGURAÇÃO E INSERÇÃO NO MERCADO INTERNACIONAL DE DOIS SISTEMAS PRODUTIVOS LOCAIS.

CONFIGURAÇÃO E INSERÇÃO NO MERCADO INTERNACIONAL DE DOIS SISTEMAS PRODUTIVOS LOCAIS. CONFIGURAÇÃO E INSERÇÃO NO MERCADO INTERNACIONAL DE DOIS SISTEMAS PRODUTIVOS LOCAIS. A Experiência dos Agrupamentos Vitícolas de Petrolina (Brasil) e Tierra Amarilla (Chile). Estrutura do Trabalho: 1.

Leia mais

PRODUÇÃO INTEGRADA DE UVA NO VALE DO SÃO FRANCISCO

PRODUÇÃO INTEGRADA DE UVA NO VALE DO SÃO FRANCISCO 1 CAPITULO 7 PRODUÇÃO INTEGRADA DE UVA NO VALE DO SÃO FRANCISCO José Eudes de Morais Oliveira 1 ; Paulo Roberto Coelho Lopes 1 ; Francisca Nemaura Pedrosa Haji 2 ; Andréa Nunes Moreira 3 ; Janaina dos

Leia mais

9º Congresso de Pós-Graduação UMA ANÁLISE GERENCIAL NA LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS-VENDA

9º Congresso de Pós-Graduação UMA ANÁLISE GERENCIAL NA LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS-VENDA 9º Congresso de Pós-Graduação UMA ANÁLISE GERENCIAL NA LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS-VENDA Autor(es) ELIACY CAVALCANTI LELIS Orientador(es) ALEXANDRE TADEU SIMON 1. Introdução Atualmente, a preocupação da gestão

Leia mais

A PRODUÇÃO INTEGRADA DE CITROS - PIC Brasil

A PRODUÇÃO INTEGRADA DE CITROS - PIC Brasil A PRODUÇÃO INTEGRADA DE CITROS - PIC Brasil Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico José Antonio Alberto da Silva Pesquisador Científico APTA-Colina Coordenador da PIC no Estado de

Leia mais

22/02/2009 LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO POR QUE A LOGÍSTICA ESTÁ EM MODA POSIÇÃO DE MERCADO DA LOGÍSTICA

22/02/2009 LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO POR QUE A LOGÍSTICA ESTÁ EM MODA POSIÇÃO DE MERCADO DA LOGÍSTICA LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO A melhor formação cientifica, prática e metodológica. 1 POSIÇÃO DE MERCADO DA LOGÍSTICA Marketing Vendas Logística ANTES: foco no produto - quantidade de produtos sem qualidade

Leia mais

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING Sumário Parte um Conceitos e tarefas da administração de marketing CAPITULO I MARKETING PARA 0 SÉCULO XXI A importância do marketing O escopo do marketing 0 que é marketing? Troca e transações A que se

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR PROJETO INTEGRADOR 1. INTRODUÇÃO Conforme as diretrizes do Projeto Pedagógico dos Cursos Superiores de Tecnologia da Faculdade Unida de Suzano

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

Curso de Administração Informações da Disciplina: Administração da Produção I

Curso de Administração Informações da Disciplina: Administração da Produção I Administração da Produção I Apresentar aos alunos do curso de Administração de Empresas os fundamentos da Administração da Produção e Operações, fornecendo-lhes uma visão geral do conteúdo desta disciplina,

Leia mais

I PERÍODO DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIO. Disciplina: Administração em Agronegócios

I PERÍODO DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIO. Disciplina: Administração em Agronegócios I PERÍODO DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIO Disciplina: Administração em Agronegócios A evolução do setor agrícola brasileiro. Os ciclos da agricultura brasileiro. A modernização da agricultura. O crescimento

Leia mais

Profa. Gislaine Stachissini. Unidade II GOVERNANÇA DE TI

Profa. Gislaine Stachissini. Unidade II GOVERNANÇA DE TI Profa. Gislaine Stachissini Unidade II GOVERNANÇA DE TI Estratégia e governança em TI Estratégia empresarial A palavra estratégia vem do grego strategus = "o general superior ou "generalíssimo. Strategia

Leia mais

CADEIA DE SUPRIMENTOS MÉTODOS DE RECEBIMENTOS RESUMO

CADEIA DE SUPRIMENTOS MÉTODOS DE RECEBIMENTOS RESUMO 1 CADEIA DE SUPRIMENTOS MÉTODOS DE RECEBIMENTOS LEANDRO PANTOJO 1 PETERSON ROBERTO DE LARA 2 VAGNER FUSTINONI 3 RENATO FRANCISCO SALDANHA SILVA 4 VALDECIL DE SOUZA 5 RESUMO O objetivo deste trabalho será

Leia mais

FOLDER PRODUÇÃO INTEGRADA DE ARROZ IRRIGADO. Produção Integrada de Arroz Irrigado

FOLDER PRODUÇÃO INTEGRADA DE ARROZ IRRIGADO. Produção Integrada de Arroz Irrigado FOLDER PRODUÇÃO INTEGRADA DE ARROZ IRRIGADO Produção Integrada de Arroz Irrigado O que é a Produção Integrada de Arroz Irrigado? A Produção Integrada é definida como um sistema de produção agrícola de

Leia mais

PRODUTORES DO VALE PARAM PETROLINA E JUAZEIRO

PRODUTORES DO VALE PARAM PETROLINA E JUAZEIRO Discurso pronunciado pelo Deputado Gonzaga Patriota (PSB/PE), na Sessão de 23/05/2006. Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, PRODUTORES DO VALE PARAM PETROLINA E JUAZEIRO Acompanhando os grandes

Leia mais

A DINÂMICA DOS SERVIÇOS NA FRUTICULTURA IRRIGADA DO PÓLO. A fruticultura irrigada no pólo Petrolina-PE/Juazeiro-BA, conheceu uma

A DINÂMICA DOS SERVIÇOS NA FRUTICULTURA IRRIGADA DO PÓLO. A fruticultura irrigada no pólo Petrolina-PE/Juazeiro-BA, conheceu uma 1 A DINÂMICA DOS SERVIÇOS NA FRUTICULTURA IRRIGADA DO PÓLO PETROLINA-PE/JUAZEIRO-BA Silva, Pedro C. G.da 1 (Embrapa Semi Árido, Brasil) RESUMO A fruticultura irrigada no pólo Petrolina-PE/Juazeiro-BA,

Leia mais

ANÁLISE PARA APLICAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO NA LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGIA COMPETITIVA DE UMA EMPRESA DE DISTRIBUIÇÃO

ANÁLISE PARA APLICAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO NA LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGIA COMPETITIVA DE UMA EMPRESA DE DISTRIBUIÇÃO ANÁLISE PARA APLICAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO NA LOGÍSTICA COMO ESTRATÉGIA COMPETITIVA DE UMA EMPRESA DE DISTRIBUIÇÃO Wallace Passos Malheiros wallace.malheiros@gmail.com André Lima Duarte sesplife@yahoo.com.br

Leia mais

Perguntas e respostas Mais Qualidade

Perguntas e respostas Mais Qualidade Perguntas e respostas Mais Qualidade O que é o Programa Mais Qualidade? O Mais Qualidade é um programa da Bayer CropScience que tem como objetivo a obtenção de frutas com qualidade superior. Tudo isso

Leia mais

DECRETO Nº 6.323, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2007

DECRETO Nº 6.323, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2007 CÂMARA DOS DEPUTADOS Centro de Documentação e Informação DECRETO Nº 6.323, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2007 Regulamenta a Lei nº 10.831, de 23 de dezembro de 2003, que dispõe sobre a agricultura orgânica, e dá

Leia mais

PRÁTICAS AMBIENTAIS DAS EMPRESAS DO SETOR AUTOMOTIVO DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

PRÁTICAS AMBIENTAIS DAS EMPRESAS DO SETOR AUTOMOTIVO DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA PRÁTICAS AMBIENTAIS DAS EMPRESAS DO SETOR AUTOMOTIVO DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA Solidia Elizabeth dos Santos 1 Co-autores: Prof. Dr. Cleverson V. Andreoli 2 Prof. Dr. Christian L. da Silva 3 RESUMO

Leia mais

Courobusiness em Alagoas

Courobusiness em Alagoas Courobusiness em Alagoas Descrição Atração e instalação de empreendimentos de curtumes para o desenvolvimento e consolidação da cadeia produtiva do couro no Estado de Alagoas. Entidades responsáveis Célula

Leia mais

XXVI$ENANGRAD$ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $

XXVI$ENANGRAD$ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ $ XXVIENANGRAD A INDÚSTRIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DAS REGIÕES METROPOLITANAS DE CURITIBA, LONDRINA E MARINGÁ (PR): UMA ABORDAGEM À LUZ DO DEBATE SOBRE AGLOMERAÇÕES PRODUTIVAS ESPECIALIZADAS Miguel Faria

Leia mais

Empresas de instalação de gás natural nos ambientes construídos: uma análise baseada no custo de transação

Empresas de instalação de gás natural nos ambientes construídos: uma análise baseada no custo de transação Empresas de instalação de gás natural nos ambientes construídos: uma análise baseada no custo de transação Luís Henrique Piovezan (SENAI-SP, Uniban e Escola Politécnica da USP) lhpiovezan@aol.com Adalberto

Leia mais

Conexões Sustentáveis São Paulo Amazônia Quem se beneficia com a destruição da Amazônia Edição 2011

Conexões Sustentáveis São Paulo Amazônia Quem se beneficia com a destruição da Amazônia Edição 2011 Caso: O desmatamento ilegal do bife Link: http://reporterbrasil.org.br/conexoes/?p=147 Íntegra do posicionamento das empresas JBS Friboi 1) Quais as ações realizadas pela empresa para evitar, em sua cadeia

Leia mais

Guilherme Augusto Vieira,MV,MSc

Guilherme Augusto Vieira,MV,MSc Guilherme Augusto Vieira,MV,MSc Doutorando História das Ciências UFBA,UEFS ABA QUALYAGRO PEC NORDESTE 2013 Guilherme Augusto Vieira gavet@uol.com.br Agronegócio Contexto Pessoal Início trabalhos com Agronegócio

Leia mais

PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO. O IFFarroupilha, em seus cursos, prioriza a formação de profissionais que:

PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO. O IFFarroupilha, em seus cursos, prioriza a formação de profissionais que: PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO O IFFarroupilha, em seus cursos, prioriza a formação de profissionais que: Tenham competência técnica e tecnológica em sua área de atuação; Sejam capazes de se inserir no

Leia mais

DO GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO À GESTÃO DA DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS HORTÍCOLAS ORGÂNICOS: UM ESTUDO DE CASO

DO GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO À GESTÃO DA DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS HORTÍCOLAS ORGÂNICOS: UM ESTUDO DE CASO DO GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO À GESTÃO DA DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS HORTÍCOLAS ORGÂNICOS: UM ESTUDO DE CASO Ana Paula de Oliveira Souza Departamento de Engenharia de Produção- UFSCAR/ anasol@asbyte.com.br

Leia mais

Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I. Profª Caroline P. Spanhol

Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I. Profª Caroline P. Spanhol Introdução aos Agronegócios Seminário Temático I Profª Caroline P. Spanhol Agronegócios no Brasil Em 2010, o agronegócio foi responsável por 22,4% do PIB do País e em 2011 pode chegar a 24% ou 25% (MINISTÉRIO

Leia mais

O meio ambiente e o planejamento estratégico

O meio ambiente e o planejamento estratégico O meio ambiente e o planejamento estratégico Roberto Sanches Garcia, Prof.Dr.Alfredo Colenci Junior Mestrado em Tecnologia: Gestão, Desenvolvimento e Formação. CEETEPS - São Paulo SP Brasil roberto.sanches4@terra.com.br;

Leia mais

Capítulo 2. Logística e Cadeia de Suprimentos

Capítulo 2. Logística e Cadeia de Suprimentos Capítulo 2 Logística e Cadeia de Suprimentos Prof. Glauber Santos glauber@justocantins.com.br 1 Capítulo 2 - Logística e Cadeia de Suprimentos Papel primordial da Logística na organização Gestão da Produção

Leia mais

Um olhar sobre a implantação do conceito de integração financeira na cadeia de suprimentos das organizações.

Um olhar sobre a implantação do conceito de integração financeira na cadeia de suprimentos das organizações. Supply Chain Finance 2011 Supply Chain Finance 2011 3 Supply Chain Finance 2011 Um olhar sobre a implantação do conceito de integração financeira na cadeia de suprimentos das organizações. Autor: Vanessa

Leia mais

CHECKLIST DA RDC 16/2013

CHECKLIST DA RDC 16/2013 CHECKLIST DA RDC 16/2013 Checklist para a RDC 16 de 2013 Página 2 de 10 Checklist 1. 2.1 Disposições gerais Existe um manual da qualidade na empresa? 2. Existe uma política da qualidade na empresa? 3.

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico Etec Dr. José Luiz Viana Coutinho Plano de Trabalho Docente 2014 Ensino Técnico Etec ETEC Dr. José Luiz Viana Coutinho Município: Jales Município: Jales Eixo Tecnológico: Recursos Naturais Componente Curricular:

Leia mais

PERSPECTIVAS DA FRUTICULTURA BRASILEIRA EXPORTADORA FRENTE AOS NOVOS INVESTIMENTOS

PERSPECTIVAS DA FRUTICULTURA BRASILEIRA EXPORTADORA FRENTE AOS NOVOS INVESTIMENTOS PERSPECTIVAS DA FRUTICULTURA BRASILEIRA EXPORTADORA FRENTE AOS NOVOS INVESTIMENTOS RESUMO Aline Vitti Renata Elise Gaiotto Sebastiani Cinthia Antoniali Vicentini Margarete Boteon Este trabalho buscou avaliar

Leia mais

A DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO NA CADEIA PRODUTIVA DA MANGA: ESTUDO DE CASO NA REGIÃO DO VALE DO SÃO FRANCISCO

A DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO NA CADEIA PRODUTIVA DA MANGA: ESTUDO DE CASO NA REGIÃO DO VALE DO SÃO FRANCISCO A DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO NA CADEIA PRODUTIVA DA MANGA: ESTUDO DE CASO NA REGIÃO DO VALE DO SÃO FRANCISCO Orientado pelo Prof. MSc. Waldenir Sidney Fagundes Britto CPF: 369.082.075-87 Faculdade

Leia mais

RASTREABILIDADE PARA A SUSTENTABILIDADE. um case de sucesso para a batata

RASTREABILIDADE PARA A SUSTENTABILIDADE. um case de sucesso para a batata RASTREABILIDADE PARA A SUSTENTABILIDADE um case de sucesso para a batata A LONGA E COMPLEXA VIAGEM DA BATATA VISÃO GERAL PEPSICO 19 MARCAS + $1B 64 FATURAMENTO LÍQUIDO OUTRAS GLOBAL MARCAS [EXEMPLOS] PEPSICO

Leia mais

MBA Gestão Estratégica de Marketing e Vendas

MBA Gestão Estratégica de Marketing e Vendas Página 1 de 6 MBA Gestão Estratégica de Marketing e Vendas Carga Horária: 360 horas/ aulas presenciais + monografia orientada. Aulas: sábados: 8h30 às 18h, com intervalo para almoço. Valor: 16 parcelas

Leia mais

A TI NA COMPETITIVIDADE E COORDENAÇÃO DA CADEIA DO LEITE: UMA ANÁLISE NA CIDADE DE LAVRAS-MG

A TI NA COMPETITIVIDADE E COORDENAÇÃO DA CADEIA DO LEITE: UMA ANÁLISE NA CIDADE DE LAVRAS-MG A TI NA COMPETITIVIDADE E COORDENAÇÃO DA CADEIA DO LEITE: UMA ANÁLISE NA CIDADE DE LAVRAS-MG André Luiz Zambalde 1 Humberto Ferreira Silva Minéu 3 Jussara Maria da Silva 2 Aleandra Silva Figueira 3 Talestre

Leia mais

DIFICULDADES NA EXPANSÃO DA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS ORGÂNICOS EM UMA PEQUENA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES RURAIS EM JUAZEIRO-BAHIA

DIFICULDADES NA EXPANSÃO DA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS ORGÂNICOS EM UMA PEQUENA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES RURAIS EM JUAZEIRO-BAHIA DIFICULDADES NA EXPANSÃO DA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS ORGÂNICOS EM UMA PEQUENA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES RURAIS EM JUAZEIRO-BAHIA Neusivan Furtado Matias Araújo¹, Luana Angélica Freitas Rodrigues²

Leia mais

1 As mudanças na agricultura

1 As mudanças na agricultura MANEJO DE QUALIDADE NA GRANJA, SEGURANÇA ALIMENTAR PRÉ-ABATE E CERTIFICAÇÃO DA INDÚSTRIA SUINÍCOLA Th. G. Blaha University of Minnesota College of Veterinary Medicine, St. Paul, MN 55108, EUA Resumo Comparada

Leia mais

GESTÃO DE DISTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS ATACADISTAS DE FLV NA REGIÃO METROPOLITANA DE RECIFE - PE: O CASO DE DUAS EMPRESAS

GESTÃO DE DISTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS ATACADISTAS DE FLV NA REGIÃO METROPOLITANA DE RECIFE - PE: O CASO DE DUAS EMPRESAS GESTÃO DE DISTRIBUIÇÃO DAS EMPRESAS ATACADISTAS DE FLV NA REGIÃO METROPOLITANA DE RECIFE - PE: O CASO DE DUAS EMPRESAS Management of the distribution of flv wholesaler companies in the metropolitan area

Leia mais

tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o lançamento final no meio ambiente (BRASIL, 2007).

tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o lançamento final no meio ambiente (BRASIL, 2007). II-156 - AVALIAÇÃO DO ESGOTAMENTO SANITÁRIO NOS BAIRROS JARDIM NOVO ENCONTRO, MARIA GORETTI E PIRANGA EM JUAZEIRO-BA, COMO AÇÃO DO PET CONEXÕES DE SABERES - SANEAMENTO AMBIENTAL - UNIVASF Julliana Melo

Leia mais

SEMIÁRIDOSHOW Edição 2011

SEMIÁRIDOSHOW Edição 2011 SEMIÁRIDOSHOW Edição 2011 Tecnologias Agrícolas: Água e Produção de Alimentos na Agricultura Familiar. De 22 a 25 de agosto de 2011 Local: Embrapa Transferência de Tecnologia BR 122 Km 50 (BR 428 Km 148)

Leia mais

GERENCIAMENTO DE ESCOPO EM PROJETOS LOGÍSTICOS: Um Estudo de Caso em um Operador Logístico Brasileiro

GERENCIAMENTO DE ESCOPO EM PROJETOS LOGÍSTICOS: Um Estudo de Caso em um Operador Logístico Brasileiro GERENCIAMENTO DE ESCOPO EM PROJETOS LOGÍSTICOS: Um Estudo de Caso em um Operador Logístico Brasileiro Matheus de Aguiar Sillos matheus.sillos@pmlog.com.br AGV Logística Rua Edgar Marchiori, 255, Distrito

Leia mais

Palavras-chaves: Logística, centro de distribuição, armazenagem, picking.

Palavras-chaves: Logística, centro de distribuição, armazenagem, picking. MÉTODOS DE ORGANIZAÇÃO DA ATIVIDADE DE PICKING NA GESTÃO LOGÍSTICA: UM ESTUDO DE CASO NO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DE UMA REDE SUPERMERCADISTA DO RIO GRANDE DO SUL Jessica de Assis Dornelles (Unipampa ) jessica-dornelles@hotmail.com

Leia mais

www.sodepacangola.com

www.sodepacangola.com EDITAL PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇO DE CONSULTORIA Título do projecto: PROJECTO KUKULA KU MOXI, NO ÂMBITO DO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DAS CADEIAS DE DISTRIBUIÇÃO PARA O AGRONEGÓCIO (ASDP) 1. Introdução

Leia mais

GUIA DE ORIENTAÇÕES DO FORNECEDOR PR DE OPME

GUIA DE ORIENTAÇÕES DO FORNECEDOR PR DE OPME EDIÇÃO Nº 002 FEVEREIRO 2011 GUIA DE ORIENTAÇÕES DO FORNECEDOR PR DE OPME ÓRTESES, PRÓTESES, E MATERIAIS ESPECIAIS 1 ÍNDICE Sistema Unimed e OPME...3 Comitê Estadual de Negociação de Materiais e Medicamentos...3

Leia mais

Rastreabilidade de medicamentos Sua empresa está preparada?

Rastreabilidade de medicamentos Sua empresa está preparada? www.pwc.com.br Rastreabilidade de medicamentos Sua empresa está preparada? Entenda os impactos da nova regulamentação para a sua empresa e como a PwC pode ajudá-lo. O que é? 1 Brasil. Anvisa - Agência

Leia mais

TEXTO FINAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 330, DE 2011

TEXTO FINAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 330, DE 2011 TEXTO FINAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 330, DE 2011 Dispõe sobre os contratos de integração, estabelece condições, obrigações e responsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e

Leia mais

ESTADO DE SANTA CATARINA

ESTADO DE SANTA CATARINA 573 5.2 ESFORÇOS E CAPACIDADES TECNOLÓGICAS E INOVATIVAS Silvio A. F. Cário * A estrutura industrial do estado de Santa Catarina respondeu de forma positiva à mudança no marco regulatório da economia brasileira

Leia mais

Manual do Acompanhamento das Empresas Sociais dos Assentamentos da Reforma Agrária Grupo Metodologia 19.11.03

Manual do Acompanhamento das Empresas Sociais dos Assentamentos da Reforma Agrária Grupo Metodologia 19.11.03 MAE5.0.1 Grupo Metodologia 19.11.03 5 Atuação da empresa social - índice 5.1 Produção agropecuária 5.1.1 Processo produtivo 5.1.2 Planejamento de produção e de vendas 5.1.3 Instalações, maquinas e ferramentas

Leia mais

MERCOSUL/XXXIX SGT Nº 11/COPROSAL/ P. RES. Nº /12

MERCOSUL/XXXIX SGT Nº 11/COPROSAL/ P. RES. Nº /12 MERCOSUL/XXXIX SGT Nº 11/COPROSAL/ P. RES. Nº /12 PROCEDIMENTOS COMUNS E CONTEÚDO MÍNIMO DE RELATÓRIOS DE INSPEÇÃO NOS ESTABELECIMENTOS FARMACÊUTICOS NOS ESTADOS PARTES (REVOGAÇÃO DA RES. GMC Nº 16/09)

Leia mais

Sistema Agropecuário de Produção Integrada de Milho

Sistema Agropecuário de Produção Integrada de Milho Sistema Agropecuário de Produção Integrada de Milho José Carlos Cruz 1, Israel Alexandre Pereira Filho 1, João Carlos Garcia 1, Jason de Oliveira Duarte 1, João Herbert Moreira Viana 1, Ivan Cruz 1, Rodrigo

Leia mais

Problemas e desafios Soluções e ações propostas

Problemas e desafios Soluções e ações propostas FÓRUM DAS OFICINAS DO GRUPO DE TRABALHO DE AGRICULTURA ORGÂNICA E AGROECOLOGIA I - Introdução/Apresentações II - Comercialização III - Produção/Pesquisa/Assistência Técnica IV - Produção Animal V - Impactos

Leia mais

Anita de Souza Dias Gutierrez Engenheira agrônoma Centro de Qualidade em Horticultura hortiescolha@ceagesp.gov.br 11 36433890/ 27

Anita de Souza Dias Gutierrez Engenheira agrônoma Centro de Qualidade em Horticultura hortiescolha@ceagesp.gov.br 11 36433890/ 27 Anita de Souza Dias Gutierrez Engenheira agrônoma Centro de Qualidade em Horticultura hortiescolha@ceagesp.gov.br 11 36433890/ 27 Centro de Qualidade em Horticultura CEAGESP Construção e adoção de ferramentas

Leia mais

PLANO DE AÇÃO PARA EXECUÇÃO DO ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA MAPA x ABRAS

PLANO DE AÇÃO PARA EXECUÇÃO DO ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA MAPA x ABRAS PLANO DE AÇÃO PARA EXECUÇÃO DO ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA MAPA x ABRAS Rosilene Ferreira Souto Luzia Souza Setembro 2014 Parceria Institucional com foco na rastreabilidade Acordo de Cooperação entre

Leia mais

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza Prova 1 09 de Maio de 2013 Nome: 1ª QUESTÃO (1,0) Segundo os dados divulgados pela ood and Agriculture Organization (AO, 2011) sobre as exportações brasileiras, em

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CAMPUS DOM PEDRITO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CAMPUS DOM PEDRITO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CAMPUS DOM PEDRITO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIO DISCIPLINA: Logística em Agronegócio CÓDIGO: DP 0092 PROFESSOR: Nelson de Mello AULA 1 03/03/2016 Logística

Leia mais

CURSOS PRESENCIAIS (Também podem ser ministrados in company)

CURSOS PRESENCIAIS (Também podem ser ministrados in company) 1 CURSOS PRESENCIAIS (Também podem ser ministrados in company) BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO BOAS PRÁTICAS DE ARMAZENAMENTO, LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO

Leia mais

Logística Agroindustrial Canais de suprimentos e distribuição. Prof. Paulo Medeiros

Logística Agroindustrial Canais de suprimentos e distribuição. Prof. Paulo Medeiros Logística Agroindustrial Canais de suprimentos e distribuição Prof. Paulo Medeiros Canais de suprimento e distribuição Podemos dividir as operações logísticas de uma empresa em três áreas: Suprimentos;

Leia mais

no SRM do que no CRM está na obtenção da certificação de qualidade ISO 9001. Para que o Fabricante de Cilindros mantenha o referido certificado de

no SRM do que no CRM está na obtenção da certificação de qualidade ISO 9001. Para que o Fabricante de Cilindros mantenha o referido certificado de 81 8 Conclusões O último capítulo da dissertação visa tecer conclusões a respeito do trabalho e sugerir algumas recomendações de estudos futuros. A presente dissertação teve como objetivos propor um modelo,

Leia mais

A TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO APLICADA AO AGRONEGÓCIO: Estudo sobre o sistema Agrogestor nas fazendas do Município de Sinop/MT

A TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO APLICADA AO AGRONEGÓCIO: Estudo sobre o sistema Agrogestor nas fazendas do Município de Sinop/MT A TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO APLICADA AO AGRONEGÓCIO: Estudo sobre o sistema Agrogestor nas fazendas do Município de Sinop/MT Adriana Regina Redivo 1 Arlete Redivo 2 Cácio D. Três 3 Geraldo Alves Ferreira

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 276, DE 2015

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 276, DE 2015 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 276, DE 2015 Altera a Lei nº 11.903, de 14 de janeiro de 2009, para aumentar os prazos de implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Leia mais

Entendendo as mudanças e requerimentos de mercado; Alcançando a certificação e reconhecimento nacional e internacional

Entendendo as mudanças e requerimentos de mercado; Alcançando a certificação e reconhecimento nacional e internacional EMPRESA 1 Quem é a WQS Fundada em 1998, esta localizada na cidade de Botucatu-SP. Líder em certificação e inspeção em toda cadeia de produtos de alimentos. Trabalhamos através de uma extensiva rede de

Leia mais

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS ANEXO 1 MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Este documento serve como base orientadora para a apresentação de propostas de Arranjos Produtivos Locais para enquadramento no

Leia mais

Mercado interno: a uva no contexto do mercado de frutas

Mercado interno: a uva no contexto do mercado de frutas Comercialização de Uvas X Congresso Brasileiro de Viticultura e Enologia 161 Mercado interno: a uva no contexto do mercado de frutas Gabriel Vicente Bitencourt de Almeida 1 Da mesma forma que botanicamente,

Leia mais

Uma empresa é viável quando tem clientes em quantidade e com poder de compra suficiente para realizar vendas que cubram as despesas, gerando lucro.

Uma empresa é viável quando tem clientes em quantidade e com poder de compra suficiente para realizar vendas que cubram as despesas, gerando lucro. Página 1 de 9 2. Análise de Mercado 2.1 Estudo dos Clientes O que é e como fazer? Esta é uma das etapas mais importantes da elaboração do seu plano. Afinal, sem clientes não há negócios. Os clientes não

Leia mais

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade Gestão da Qualidade Evolução da Gestão da Qualidade Grau de Incerteza Grau de complexidade Adm Científica Inspeção 100% CEQ Evolução da Gestão CEP CQ IA PQN PQN PQN TQM PQN MSC GEQ PQN PQN Negócio Sistema

Leia mais

Ser referência de excelência nas soluções de consultoria e desenvolvimento de sistemas de informação, superando as expectativas dos clientes.

Ser referência de excelência nas soluções de consultoria e desenvolvimento de sistemas de informação, superando as expectativas dos clientes. DOMPER CONSULTORIA E SISTEMAS LTDA Rua Dr. Flores, 273 Sala 30-1 andar Ed. Frozzi CEP: 95.200-000 - Vacaria RS Fone (54) 3232-6119 / (54) 3232-8484 / (54) 3232-1471 CNPJ: 08.020.035/0001-02 IE: 154/0101158

Leia mais

Enipec 2008. Desafios tecnológicos para a produção de carne de peixes nativos. Jorge Antonio Ferreira de Lara Embrapa Pantanal

Enipec 2008. Desafios tecnológicos para a produção de carne de peixes nativos. Jorge Antonio Ferreira de Lara Embrapa Pantanal Enipec 2008 Desafios tecnológicos para a produção de carne de peixes nativos Jorge Antonio Ferreira de Lara Embrapa Pantanal Cuiabá, 29 de maio de 2008 O MUNDO MUDOU... A queda do muro de Berlim, o 11

Leia mais

REQUERIMENTO (Do Sr. Homero Pereira) Senhor Presidente:

REQUERIMENTO (Do Sr. Homero Pereira) Senhor Presidente: REQUERIMENTO (Do Sr. Homero Pereira) Requer o envio de Indicação ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, no sentido de implantar um Programa de Redução de Perdas de Produtos Agrícolas. Senhor

Leia mais

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA 1 1. APRESENTAÇÃO Esta política estabelece os princípios e práticas de Governança Cooperativa adotadas pelas cooperativas do Sistema Cecred, abordando os aspectos de

Leia mais

ESTRATÉGIA DE FIDELIZAÇÃO

ESTRATÉGIA DE FIDELIZAÇÃO ESTRATÉGIA DE FIDELIZAÇÃO PLANEJAMENTO, SEGMENTAÇÃO E AÇÕES DE PROMOÇÃO CASO ABIHPEC EIXOS ESTRATÉGICOS DO PROJETO DE (Resultado do Workshop out 2008) Objetivos Relacionados: 11 - AUMENTAR A DECLARAÇÃO

Leia mais