PREFERÊNCIA DE CUPINS POR TAMANDUÁS NATIVOS E CATIVOS (PILOSA, MYRMECOPHAGIDAE)

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1 1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UnU de Ciências Exatas e Tecnológicas Curso de Ciências Biológicas Modalidade Licenciatura PREFERÊNCIA DE CUPINS POR TAMANDUÁS NATIVOS E CATIVOS (PILOSA, MYRMECOPHAGIDAE) Lucas Souza Arruda Anápolis, maio 2011

2 2 Lucas Souza Arruda PREFERÊNCIA DE CUPINS POR TAMANDUÁS NATIVOS E CATIVOS (PILOSA, MYRMECOPHAGIDAE) Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Estadual de Goiás, UnUCET de Anápolis, para obtenção do grau de Biólogo Licenciado. Orientadora: Profa. Dra. Hélida Ferreira da Cunha Anápolis, maio 2011

3 3 DEDICATÓRIA Dedico esta exclusivamente aos meus pais que sempre lutaram, ensinando falando que não era assim não era assado, para me estimular a conhecer e aprender com os erros. O acerto acontece depois de uma sequência de erros. O inferno nem é tão longe, eu sei. Nação Zumbi

4 4 AGRADECIMENTO Com todo carinho quero agradecer aqui, meus amigos que me apoiaram que não vou citar aqui todos, mais cada um sabe o valor que tem e teve nesse trabalho, fica subtendido, minha família: Alice, Ismael, Eunice, Ricardo, Lúcia, Thiago, Fernando, Kabrito e Milca que sempre esteve do meu lado me apoiando, e a Profª. Dr. Hélida Ferreira da Cunha por ter me orientado neste trabalho e aos membros da banca Profª.Dr. Ana Maria Achtschin Ferreira e o Prof. Dr. Cleiber Marques Vieira.

5 5 O título foi alterado por sugestão da banca examinadora

6 6 SUMÁRIO LISTA DE ABREVIAÇÕES LISTA DE TABELA LISTA DE FIGURAS RESUMO ABSTRACT 1. INTRODUÇÃO Isopteras Predadores de Isopteras OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos MATERIAIS E MÉTODOS RESULTADOS DISCUSSÃO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...27

7 7 LISTA DE ABREVIAÇÕES Av.- Avenida referente a um logradouro g grama GO- Estado de Goiás h Horas LAB Laboratório m Metros min minuto ml mililitros PR- Estado do Paraná Q.- Quadra referente a um logradouro s/n sem numero seg segundos sp. Espécie tel telefone UEG Universidade Estadual Goiás UnUCET- Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas

8 8 LISTA DE TABELAS TABELA 1 Peso dos itens identificados e resultados das análises de M. tridactyla e T.tetradactyla...20 TABELA 2 Tempo total (minutos/segundos) de reação dos tamanduás bandeira (M. tridactyla) no parque Zoológico de Goiânia...20 TABELA 3 Tempo total de reação de cada tamanduá bandeira (M. tridactyla) das observações realizadas no parque zoológico de Goiânia...21

9 9 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 Posição entre os cupinzeiros oferecido aos M. tridactyla...18 FIGURA 2 - Individuo adulto de M. tridactyla em cativeiro do Parque Zoológico de Goiânia...22 FIGURA 3 - Individuo jovem de M. tridactyla com denominação de Pitico em cativeiro do Parque Zoológico de Goiânia...22

10 10 RESUMO Tamanduás (Pilosa, Myrmecophagidae) são especializados na predação de cupins e formigas. O presente estudo comparou o conteúdo estomacal de Myrmecophaga tridactyla (tamanduá bandeira) e Tamandua tetradactyla (tamanduá mirim) e analisou o comportamento dos tamanduás de cativeiro perante os cupinzeiros. Foi analisado o conteúdo estomacal de indivíduos atropelados de M. tridactyla e T. tetradactyla e feita triagem com auxílio de microscópio estereoscópico. A segunda etapa foi realizada no Jardim Zoológico de Goiânia, oferecendo cupinzeiros dos gêneros Cornitermes sp. e Nasutitermes sp. e em seguida feita observações dos indivíduos. Através da análise do conteúdo estomacal foi possível perceber diferentes conteúdos de alimentação entre os espécimes estudados que apresentaram diferença entre a diversidade de espécies de cupins e formigas ingeridas por M. tridactyla (H = 0,41575) e por T. tetradactyla (H = 0,79519). Os tamanduás cativos preferiram a ingestão de Cornitermes sp. com maior tempo relatado de alimentação do mesmo. Entretanto, conclui-se que a dieta de tamanduás depende da região em que o indivíduo habita, dos seus hábitos e a formação vegetativa. Palavras chave: Myrmecophaga tridactyla, Tamandua tetradactyla, dieta, hábito.

11 11 ABSTRACT Anteaters (Hairy, Myrmecophagidae) are specialized predators of termites and ants. This study compared the stomach contents from Myrmecophaga tridactyla (giant anteater) and Tamandua tetradactyla (tamanduá-mirim) and analyzed the behavior of the captives anteaters in the presence the termites. It was analyzed the stomach contents from individuals victimized of the M. tridactyla and T. tetradactyla and screening done with a stereoscopic microscope. The second stage was held at Zoo Goiânia, offering termite genera of Cornitermes sp. and Nasutitermes sp. and then made observations of individuals. Through the analysis of stomach contents was possible to see different content of food among the specimens studied that showed differences between the species diversity of ants and termites ingested by M. tridactyla (H = ) and T. tetradactyla (H = ). The preference for captive anteaters was by Cornitermes sp. with the highest feeding time. However, it is concluded that the diet of ant depends on the region in which the individual lives, their habits and training vegetative. Keywords Myrmecophaga tridactyla, Tamandua tetradactyla, diet, habit.

12 12 1- INTRODUÇÃO 1.1 Isopteras Os cupins (Isoptera) são insetos sociais que constituem importante fonte de alimento para muitos mamíferos e já foram registrados nas dietas de cerca de 200 espécies como, por exemplo, roedores, carnívoros e alguns primatas (Bermejo & Illera, 1999; Redford, 1984). Entre estes mamíferos se destacam os tamanduás (Pilosa, Myrmecophagidae), especializados na predação de cupins e formigas (Lubin & Montgomery, 1981), tendo o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla Linnaeus 1758) e o tamanduá mirim (Tamandua tetradactyla Linnaeus 1758) como espécies ocorrentes no Cerrado em Goiás. De acordo com Noirot & Darlington (2000) os cupins possuem três estratégias de defesa: a estrutura dos ninhos e as castas de soldados e operários. Algumas espécies, como as do gênero Cornitermes, utilizam os três componentes de defesa, contando com a elevada resistência do ninho, um baixo recrutamento dos soldados para a área de ataque, que ficam na sua maioria, no interior do ninho impedindo a entrada do predador nas galerias e na tentativa dos operários de fecharem a abertura do ninho o mais rápido possível. Já nas espécies do gênero Nasutitermes, cujos ninhos têm paredes mais finas e com câmaras mais larga, há um grande e fluxo de soldados para a área de ataque. Nessas espécies o recrutamento dos soldados é estimulado por uma mistura de fatores externos como cheiro do predador, choque mecânico no ninho e movimentos de ar, e de alarmes produzidos pelos soldados, como sinalização mecânica e emissão de feromônios. Há poucas publicações sobre a interação alimentar entre cupins e seus predadores. Assim, esse tipo de pesquisa pode gerar novas informações sobre a biologia dos cupins, no que diz respeito a interação destes com seus predadores, além de auxiliar no manejo dos tamanduás em cativeiro. 1.2 Predadores de Isopteras De uma forma geral, os trabalhos publicados sobre essa interação trazem pouca informação sobre a influência dos cupins na alimentação dos tamanduás. Santos et al.

13 13 (2005) realizaram testes sobre a eficiência de estratégias de defesa de cupins mecânica e química com M. tridactyla no Zoológico de Goiânia. Ward et al. (1995) recomendaram oferecer cupinzeiros aos tamanduás recém chegados ao zoológico, como complemento à dieta do cativeiro, a fim de melhorar a sobrevivência desses mamíferos em condições de cativeiro. Redford (1985) examinou a preferência alimentar de M. tridactyla no Zoológico de Brasília oferecendo oito espécies de cupins construtores de cupinzeiros de montículo. Lubin et al. (1977) monitoraram cupinzeiros arbóreos durante um ano e concluíram que T. tetradactyla sempre causa estragos nos ninhos, mas sem destruí-los. Há, no entanto, alguns estudos sobre a predação de cupins por outros mamíferos. Takemoto et al. (2005) analisaram como a vegetação ao redor do cupinzeiro influencia a forma como os chimpanzés capturam os cupins. Sans et al. (2004) monitoraram chimpanzés na República do Congo durante seis meses e concluíram que os chimpanzés utilizam diferentes ferramentas para pescar os cupins em ninhos subterrâneos e epígeos. Richardson & Levitan (1994) afirmaram que cupins da espécie Trinevitermes trinervoides constituem cerca de 90% da dieta do canídeo Proteles cristatus na África do Sul. Redford (1984) testou a predação do roedor Oxymycterus roberti sobre oito espécies de cupins do Brasil Central, que foi capaz de discriminar sua preferência entre as espécies de cupins de acordo com o sistema de defesa da casta de soldados, sendo que soldados de defesa mecânica ou mista são mais predados do que os de defesa química. Myrmecophaga tridactyla usualmente alimenta-se de formigas e cupins, assim como T. tetradactyla que ainda tem preferência por abelhas, e possuem adaptações anatômicas, fisiológicas e comportamentais específicas dessa dieta, como crânio alongado, língua longa e protrátil e glândulas salivares desenvolvidas, cuja secreção auxilia na digestão. As garras dianteiras bem desenvolvidas auxiliam na abertura de cupinzeiros e na defesa ( Nowak & Paradiso, 1983). T. tetradactyla possui porte médio, cauda semipreênsil e corpo coberto por pelos curtos densos e grossos. É um animal com hábitos terrestres e arborícolas podendo abrigar ocos de árvores e tocas abandonadas de tatus (Eisenberg & Redford, 1999 apud Tavares & Koenemann, 2008).

14 14 Tamanduás ignoram ou rejeitam a maioria dos cupinzeiros de Nasutitermes que encontram e se alimentam preferencialmente de concentrações desses espécimes em troncos, galhos e trilhas ao redor do ninho (Lubin & Montogomery, 1981). Os mesmos autores observaram que os tamanduás se alimentavam nos cupinzeiros quando havia reprodutores alados e ninfas ou formigas inquilinas. Concluíram então que, os soldados nasutos possuem uma defesa efetiva contra predação por tamanduás. Os tamanduás caçam individualmente através do olfato, movimentando-se no solo e em árvores quase continuamente por um período de 8 a 10 h, procurando presa e parando por curtos períodos para se alimentar (Oyarzum et al. 1996). Mourão & Medri (2007) monitoraram sete indivíduos de M. tridactyla por radio telemetria no Pantanal e concluíram que seu período de maior atividade inicia às 18 h, podendo começar mais cedo em dias frios, sendo que utilizam habitats de floresta para repouso e áreas abertas de Cerrado para atividades de forrageio. Sobre comportamento de forrageamento, Young et al. (2003) registraram M. tridactyla em cima de cupinzeiros de 1,50 a 2 m de altura e escalando árvores. Nenhuma das publicações sobre a interação alimentar entre cupins e tamanduás abrange a espécie T. tetradactyla, bastante comum no Cerrado Goiano e frequentemente encontrado atropelado nas rodovias (Cunha, 2010). Ao contrário de M. tridactyla que é estritamente terrestre, T. tetradactyla se alimenta preferencialmente em árvores (Young et al., 2003).

15 15 2- OBJETIVOS 2.1- Objetivo Geral Comparar o conteúdo estomacal de tamanduá bandeira e tamanduá mirim. Analisar o comportamento dos tamanduás de cativeiro perante os cupinzeiros Objetivos Específicos Identificar quais espécies de cupins e formigas prevalecem na dieta de tamanduás; Investigar a preferência alimentar de tamanduás do zoológico por espécies de cupins mandibulados e/ou nasutos; Contribuir para o estudo científico da interação entre presa e predador.

16 16 3- MATERIAL E MÉTODOS Duas etapas foram cumpridas neste projeto no período de 2008 a 2009: a análise do conteúdo estomacal de dois tamanduás; e o estudo do hábito alimentar em cativeiro no Parque Zoológico de Goiânia (Av Anhangüera, Q. Área, s/n Lote 1 Setor Oeste - Goiânia - GO - CEP: , tel: (62) ). 1ª - ETAPA Foi encontrado um tamanduá-mirim fêmea (T. tetradactyla Linnaeus 1758) atropelado na rodovia GO 060 entre Arenópolis GO e Piranhas GO. Com o auxílio de bisturi fez- se um corte longitudinal no abdômem para a retirada do estômago. Após a identificação do órgão, as extremidades foram obstruídas com barbante para evitar a perda do conteúdo interno. O conteúdo estomacal foi lavado com água para a retirada do excesso de terra. Em seguida foi armazenado em álcool 70% dentro de pote de boca larga com capacidade de 500 ml. Com o auxílio de microscópio estereoscópico (Leica, EZ 4D), pinça, placa de petri e uma colher foi feito a triagem no LAB - Pesquisa Ecológica e Educação Científica da- UEG- UnUCET e fotografado um indivíduo de cada gênero encontrado com o software de captura de imagem LAZ ED. O segundo estômago foi doado pelo Laboratório de Isoptera da Universidade Federal de Goiás, provindo de um M. tridactyla encontrado nas proximidades do Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco na BR- 153, entre os municípios de Goiânia e Anápolis, Goiás. O órgão encontrava-se armazenado em álcool 70%. Seguiu-se o mesmo procedimento de lavagem e triagem. A identificação do conteúdo estomacal foi realizada com auxílio de chave de identificação para cupins e formigas (Costantino,1999 e Palacio & Fernández, 2003). Os itens encontrados foram pesados com balança BEL - engineering de precisão mínimo 0,01 gramas e máximo 250gramas. Realizou-se a análise gravimétrica (P%) que corresponde na razão entre o peso úmido do item i com o peso total dos itens alimentares, e calculou-se o Índice de

17 17 diversidade Shannon Wienner (H ). Esse método foi utilizado para avaliar a diversidade de itens alimentares consumidos na dieta (Ludwig & Reynolds, 1988). Análise gravimétrica Na análise gravimétrica, foi utilizada a seguinte equação: Onde P= peso úmido: Índice de diversidade Shannon-Wiener (H') Onde: Pi= Frequência relativa de cada item alimentar i. 2ª- ETAPA Após o trabalho em laboratório, foram realizadas observações em cativeiro, no Zoológico de Goiânia. Dois M. tridactyla foram utilizados para análise (não havia no zoológico indivíduos de T. tetradactyla), os quais, segundo funcionários, alimentam-se principalmente de vitamina de leite batido com frutas e esporadicamente recebem cupinzeiros como reforço alimentar. Os cupinzeiros foram coletados, um dia antes da observação, na Chácara São José no município de Goiânia saída para Guapó-GO, devido à grande presença de ninhos de Nasutitermes sp. os quais em locais urbanos são raros em forma de montículos. Para cada observação retirou-se um par de montículos homogêneos: um de Cornitermes sp. e outro de Nasutitermes sp. Ao chegar ao zoológico, os ninhos foram cobertos com jornais úmidos para manter a temperatura interna e não haver fuga dos indivíduos do montículo. No dia seguinte os cupinzeiros foram oferecidos aos tamanduás um ao lado do outro com cerca

18 18 de 1 metro de distância (figura 1) dentro do recinto do tamanduá em frente ao abrigo onde dormem, sendo então cronometrado 30 minutos de observação. As reações foram preenchidas em tabelas com uma escala de 1 a 3, na qual marcava-se 1 para Farejar, 2 para Unhar e 3 para Alimentar. O tempo de ação na escala desde o início até o fim foram marcados para cada cupinzeiro. Os funcionários do Zoológico certificaram-se de que os animais não foram alimentados antes das análises para não interferir nos dados. Figura 1- Posição dos cupinzeiros oferecidos aos M. tridactyla. Registrou-se o horário em que os tamanduás eram alimentados. Foram feitas seis observações, sendo que quatro aconteceram no período vespertino e duas no período matutino. Devido ao horário de sua alimentação diária do zoológico para não interferir os dados, foi feita por volta das 16h30min, o experimento com o indivíduo mais antigo, que não estava em exposição para visitantes, e duas observações realizadas no período matutino por volta de 09:00h, com o indivíduo mais jovem (de nome Pitico), o qual foi criado desde filhote no zoológico e é exposto em visitações. Os recintos são exclusivos para cada tamanduá, porém foi notado a presença de muitos urubus e alguns gatos no local.

19 19 4-RESULTADOS Através da análise do conteúdo estomacal foi possível perceber diferentes hábitos de alimentação entre M. tridactyla e T. tetradactyla. No conteúdo estomacal de M. tridactyla encontrou-se somente um gênero de cupim, Cornitermes sp. e seus operários; dois gêneros de formigas, Camponotus sp. e Solenopsis sp.; vermes classificado apenas como Nematoda e uma grande quantidade de larvas de formiga, totalizando o conteúdo triado em 133,71 gramas. No conteúdo estomacal do T. tetradactyla encontrou-se sete gêneros de cupins (Cornitermes sp., Nasutitermes sp., Rhynchotermes sp., Coptotermes sp., Heterotermes sp., Diversitermes sp. e Microcerotermes sp.) com seus operários, sete genêros de formigas (Camponotus sp., Ectatoma sp., Pheidole sp., Neivamyrmex sp., Gigantiops sp., Solenopsis sp. e Brachymyrmex sp.) e suas larvas, alguns indíviduos foram classificados como Formicidae por não possuírem características necessárias para a identificação do gênero. Foi encontrado também tíbia posterior modificada em corbícula de abelha da Tribo Meliponini, não foi encontrada as outras partes do corpo da abelha para auxiliar na identificação, totalizando o conteúdo triado em 109,15 gramas. Devido a ação enzimática do estômago dos tamanduás, os itens alimentares encontrados estavam em decomposição ou fragmentados, não encontrando todas as partes do corpo disponível nos indivíduos, dificultando a posterior identificação até menor nível taxonômico (espécie). Os operários de cupins representam a maior porcentagem da análise gravimétrica (P%), desconsiderando o conteúdo não identificado, nas duas especiés de tamanduá representando 15,1 % para M. tridactyla e 19,1% para T. Tetradactyla do total do conteúdo, em relação a formiga destaca-se a grande quantidade de larva 27% e 30% respectivamente (tabela 1). A diversidade de itens alimentares de M. tridactyla é H = 0,41575 e para T. tetradactyla é H = 0,79519, que indica que houve diferença entre a diversidade de espécies de cupins e formigas dos itens alimentares das duas espécies de tamanduás.

20 20 Tabela 1 Peso dos itens identificados e resultados das análises de M. tridactyla e T. tetradactyla. Nos experimentos realizados no zoológico observou que os tamanduás perceberam mais rapidamente a presença de cupins do gênero Nasutitermes sp., por possuírem um cheiro forte característico, do que Cornitermes sp. que possui um ninho mais resistente e não possui cheiro forte (tabela 2). A tabela 2 demonstra o tempo total dos dois tamanduás observados em cativeiro (3 horas) e as respectivas reações em cada cupinzeiro para M. tridactyla.

21 21 Tabela 2 Tempo total (minutos/segundos) de reação de M. tridactyla no Parque Zoológico de Goiânia A tabela 3 expressa o tempo total de reação de cada M. tridactyla observados no Parque Zoológico de Goiânia, em que o tamanduá-bandeira 1 (figura 2) ficou a maior parte do tempo se alimentando do cupinzeiro do gênero Cornitermes sp., já o Tamanduá 2 (figura 3) teve uma reação diferente perante os cupinzeiro, ficando a maior parte do tempo total alimentando de cupins Nasutitermes sp.. O Tamanduá 2 preferiu o gênero Nasutitermes sp., o que talvez possa ser explicado pelo seu hábito em cativeiro desde filhote, ou seja, este animal nunca forrajeou em meio natural, sempre recebeu mamadeiras e vitaminas, portanto quando o é oferecido ninhos de cupins sua reação é diferente do esperado. Tabela 3 Tempo total de reação de cada M. tridactyla nas observações realizadas no Parque Zoológico de Goiânia * 1- Farejar; 2- Unhar; 3- Alimentar. No tempo restante que não foi registrado as atividades acima, os animais andavam pelo recinto, voltavam a dormir.

22 22 Figura 2- Individuo adulto de M. tridactyla em cativeiro do Parque Zoológico de Goiânia. Figura 3- Individuo jovem de M. tridactyla com denominação de Pitico em cativeiro do Parque Zoológico de Goiânia.

23 23 5- DISCUSSÃO A partir dos resultados obtidos das análises dos conteúdos estomacais de M. tridactyla, o gênero de cupim encontrado certamente explicado pelo hábito de forrageamento e tipo de vegetação onde o tamanduá forrageou encontrando vários ninhos de Cornitermes sp., podendo dizer que os gêneros de formigas podem ser ou não inquilinos desse ninho forrageados. Os ninhos de Cornitermes sp. são de característica avermelhada, possui uma parte superficial visível (epígeo) e muito resistentes, são comuns em cerrado, campos e pastagens (Fontes, 1979; Constantino, 1999), o que caracteriza a área e hábito do tamanduá bandeira onde foi encontrado o indivíduo atropelado. Alguns gêneros de cupins possuem hábitos de nidificação, como Coptotermes sp., que nidificam em madeira, Heterotermes sp. que vivem em madeira e ninhos difusos no solo, Diversitermes sp. que são encontrado em ninho de outros cupins (inquilinos), Nasutitermes sp. cujo ninho são geralmente arborícolas e cartonados, Rhynchotermes sp. tem hábito subterrâneo e forrageiam a céu aberto durante a noite, Microcerotermes sp. constroem ninhos cartonados rígidos geralmente arborícolas e o Cornitermes sp. que constroem ninhos epígeos (Constantino, 1999), o que justificaria a presença destes gêneros de cupins no conteúdo estomacal de T. tetradactyla, pois T. tetradactyla tem habilidade de forrageio tanto no solo quanto em árvores tornando sua dieta mais diversificada e completa composta por formigas, cupins e abelhas (Nowak, 1999 apud Tavares & Koenemann, 2008). Relatou-se a presença de tíbia de Meliponini no conteúdo estomacal de T. tetradactyla, o que era esperado devido a habilidade da espécie de escalar árvores para alimentar-se (Eisenberg & Redford, 1999 op cit Tavares & Koenemann, 2008). A razão pela qual houve uma dominância no conteúdo de indivíduos operários (não sabendo a qual táxon pertence) no conteúdo de ambos os indivíduos deve-se aos operários geralmente constituírem a casta mais numerosa (Cancello & Schlemmermeyer, 1999). A diferença da diversidade entre os indivíduos analisados, diz respeito a sua habilidade de forrageamento, em que M. tridactyla é estritamente terrestre, o que possibilita alimentar apenas de cupins e formigas que vivem sobre o solo.

24 24 A ocorrência de formigas inteiras observadas no conteúdo estomacal se dá pela grande quantidade de quitina presente no seu corpo, o que faz com que as formigas tenham o aspecto mais rígido que os cupins, dificultando a ação de enzimas gastrointestinais do tamanduá. Os cupins foram encontrados totalmente ou parcialmente degradados, restando apenas as cabeças (o elemento que foi utilizado para classificação) que apresenta também um maior teor de quitina, por isso a sua conservação. As castas de operários não foram identificadas a qual gênero pertencia, devido sua morfologia e características serem bem parecida entre todos os gêneros (Cancello & Schlemmermeyer, 1999). O estudo realizado por Braga (2010) no município de Jaguariaíva, PR com ecologia e comportamento de M. Tridactyla obteve resultados da dieta alimentar através de fezes e análise de conteúdo estomacal, em que observou a presença de formigas dos gêneros Acromyrmex sp., Atta sp., Camponotus sp., Solenopsis sp., Pheidole sp., Odontomachus sp., Forelius c.f. sp., Labidus sp. e Ectatomma sp., também houve presença de três gêneros de cupins (Nasutitermes sp., Syntermes sp. e Neocapritermes sp.) teve em comum com o presente trabalho apenas quatro gêneros de formigas (Camponotus sp., Solenopsis sp., Pheidole sp. e Ectatomma sp. ), e não foi constatado a presença de cupins em comum entre os trabalhos, que não foram vistos no conteúdo estomacal analisado de M. tridactyla, o que talvez possa ser explicado pela distinção de distribuição geográfica. Reis-Filho et al. (2007) avaliou o conteúdo estomacal de 12 indivíduos de tamanduá mirim de ambos os sexos, na região de Telêmaco Borba, PR. Verificou a presença de formigas e cupins na dieta, com freqüência de 79,31 % e 20,69 % respectivamente, do total de itens alimentares. O autor identificou o gênero Camponotus sp. como o mais freqüente e o gênero Solenopsis sp. o mais abundante, e também relatou a presença dos gêneros Acromyrmex sp. e Atta sp..no presente trabalho a representatividade de formigas foi de 41 % e 18,68 % de cupins do total dos itens alimentares analisado, em que os gêneros encontrados em comum ao trabalho foram Camponotus sp. e Solenopsis sp.. Comparando-se os gêneros de cupins da Tabela 3 é possível observar maior interesse por Cornitermes sp., os quais apresentam uma grande quantidade de operários,

25 25 indivíduos desprovidos de defesa tanto química quanto mecânica, muito sensíveis e pouco queratinizadas (Cancello & Schlemmermeyer, 1999). Os soldados deste gênero apresentam defesa mista, porém ocorrem em poucas quantidades (Constantino 1999), e, provavelmente, M. tridactyla possui resistência às suas mordidas pela grande lubrificação de sua língua. Nasutitermes sp. apresenta um ninho mais cartonado, fácil de se quebrar, porém os soldados estão em grandes quantidades e agem com a defesa química (terpenóides) eficientemente, o que pode repelir o tamanduá (Noirot & Darlington, 2000), também reforçando essa evidência temos o teste do zoológico onde corrobora com essa preferência por Cornitermes sp..

26 26 6- CONCLUSÃO 6.1.Conclui-se que a dieta de tamanduás depende da região em que o indivíduo habita, dos seus hábitos e a formação vegetativa. 6.2.Corroborou-se a preferência de cupins do gênero Cornitermes sp. por M. tridactyla e o T. tetradactyla houve uma diversidade de espécies que nidificam em árvores. 6.3.A dieta de tamanduás é constituída preferencialmente de cupins e formigas. Ocorrendo ocasionalmente presença de tíbias de abelha no conteúdo estomacal de T. tetradactyla. 6.4.Faz-se necessário um estudo mais apurado de análises de conteúdo estomacal de indivíduos de tamanduá bandeira e tamanduá mirim para a representação de populações de uma região.

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