UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA UFSC CENTRO SÓCIO ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

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1 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA UFSC CENTRO SÓCIO ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS ANÁLISE SWOT ENTRE BRASIL E CHINA: OPORTUNIDADES, AMEAÇAS, FRAQUEZAS E FORÇAS Ariel Alejandro Kozakevich FLORIANÓPOLIS (SC), JULHO DE 2013

2 ARIEL ALEJANDRO KOZAKEVICH ANÁLISE SWOT ENTRE BRASIL E CHINA: OPORTUNIDADES, AMEAÇAS, FRAQUEZAS E FORÇAS Monografia submetida ao Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito obrigatório para obtenção do grau de Bacharelado em Ciências Econômicas. Florianópolis (SC), Julho de 2013

3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS A Banca Examinadora resolveu atribuir a nota 7,0 (sete) ao aluno ARIEL ALEJANDRO KOZAKEVICH na disciplina CNM 5420 Monografia, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de Bacharelado em Ciências Econômicas. Banca Examinadora: Prof. Dr. Valdir Alvim da Silva Orientador CNM/CSE/UFSC Prof. Dr. Pedro A. Vieira Membro 1 CNM UFSC Prof. Ms. Daniel D. Corrêa da Silva Membro 2 CNM UFSC Florianópolis, 15 de julho de 2013

4 AGRADECIMENTOS Gostaria de agradecer a todos que sempre me apoiaram com a minha formação. Formação intelectual e de caráter. Gostaria inicialmente a agradecer a minha família que sempre me deu todas as condições, motivação e exemplos para trilhar um caminho responsável, social e buscar um futuro de sucesso e realização pessoal. Ao professor Doutor Daniel Norberto Kozakevich, meu pai, a Doutora Conceição Aparecida Vilella, minha mãe, e ao mais novo médico da família, meu irmão Gabriel Vilella Kozakevich. Gostaria de agradecer também meus avós, Lazaro Vilella e Maria Madalena Vilella, pelo carinho e dedicação depositados em mim. Um agradecimento especial ao professor Valdir Alvim pelo altruísmo e compromisso em me orientar na realização deste trabalho. Agradeço também a Universidade Federal de Santa Catarina por esses anos maravilhosos onde aprendi não somente em sala de aula e não somente Economia. Tive muita sorte em poder ter professores como Wagner Leal Arienti, André Alves Portela Santos, Pablo Felipe Bittencourt, Hoyedo Lins, Roberto Meurer, Nildo Domingos Ouriques, Idaleto Malvezzi Aued, Silvio Antônio Ferraz Cario, Rabah Benakouche, entre outros. E por fim, aos servidores Rafael Lima e Marilúcia Augusto Vicente, que me auxiliram sempre quando necessitei. Muito obrigado a todos que fizeram parte desta empreitada.

5 RESUMO KOZAKEVICH, Ariel Alejandro. Análise SWOT entre Brasil e China: oportunidades, ameaças, fraquezas e forças Florianópolis f. Monografia (Graduação) Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico. Em um mercado mundial interligado, com novos players despontando em âmbito de comércio internacional, a preocupação em visualizar o status quo de trocas entre nações se torna relevante. A percepção da situação interna de um país e o posterior entendimento da relação deste com seus principais parceiros são importantes para reflexões de ações de melhoria e de precaução. Neste trabalho buscou-se analisar o cenário macroeconômico brasileiro e as relações comercias com a China, de forma ampla, a fim de subsidiar uma análise de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, também conhecida como Análise SWOT. Dentro desta perspectiva, indicadores como Produto Interno Bruto, Exportações, Importações foram estudados e Índices de comércio como VAR (vantagem comparativa revelada) entre outros foram calculados a fim de encontrar padrões de comércio bilateral entre o Brasil e a China e fazer uso da ferramenta de análise estratégica SWOT. Palavras chave: Indicadores de Comércio. Relação Bilateral. SWOT.

6 6 ABSTRACT KOZAKEVICH, Ariel Alejandro. Análise SWOT entre Brasil e China: oportunidades, ameaças, fraquezas e forças Florianópolis f. Monografia (Graduação) Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico. In an interconnected world market, with new players emerging in the context of international trade, the concern with displaying the status quo of trade between nations becomes relevant. The perception of the internal situation of a country and the subsequent understanding of the relationship of this country with its main partners are important reflections of improvement actions and precautions. In this work, sought to analyze the Brazilian macroeconomic scenario and trade relations with China, broadly, in order to support an analysis of strengths, weaknesses, opportunities and threats, also known as SWOT analysis. Within this perspective, indicators such as gross domestic product, exports, imports were studied and indices trading as VAR (revealed comparative advantage) and others were calculated in order to find patterns of bilateral trade between Brazil and China and make use of the analysis tool strategic SWOT. Keywords: Trade Indicators. Bilateral Relations. SWOT.

7 7 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1. População brasileira e taxa de crescimento anual Gráfico 2. Variação Força de Trabalho Gráfico 3. População entre 18 e 29 anos por ano de estudo Gráfico 4. Gastos com Educação Gráfico 5. Crescimento do PIB brasileiro Gráfico 6. Variáveis macroeconômicas do Brasil Gráfico 7. Desenvolvimento do PIB brasileiro * Gráfico 8. Decomposição do crescimento do PIB brasileiro Gráfico 9. Evolução classes econômicas brasileiras Gráfico 10. Crescimento por setor Gráfico 11. Participação setorial na economia brasileira: 2000/2005/ Gráfico 12. Crescimento da oferta e demanda Gráfico 13. Índice de produção industrial com ajuste sazonal Gráfico 14. Produção industrial Gráfico 15. Formação Bruta de Capital Fixo Gráfico 16. Investimento externo no Brasil Gráfico 17. Capacidade utilizada Gráfico 18. Gastos do governo brasileiro Gráfico 19. Reservas Internacionais brasileiras Gráfico 20. Taxas de juros brasileira Gráfico 21. Taxa de câmbio brasileira Gráfico 22. Saldo comercial brasileiro Gráfico 23. Corrente de comércio Gráfico 24. Corrente de comércio Gráfico 25. Exportações brasileiras Gráfico 26. Evolução % das exportações brasileiras e mundiais

8 8 Gráfico 27. Participação % das exportações no PIB Brasil Gráfico 28. Produtos exportados brasileiros Gráfico 29. Produtos exportados brasileiros Gráfico 30. Exportações por setor - preços - índice Gráfico 31. Índice de preços das commodities Gráfico 32. Quantidade colhida de Soja Gráfico 33. Intensidade tecnológica nas exportações Gráfico 34. Importações brasileiras Gráfico 35. Importação por Setor Gráfico 36. Participação setorial na importação (%) Gráfico 37. Participação das importações brasileiras no PIB Gráfico 38. Principais parceiros nas importações brasileiras Gráfico 39. População chinesa urbana e rural Gráfico 40. Divisão de renda chinesa 2005 e Gráfico 41. Crescimento do PIB Chinês Gráfico 42. Câmbio Chinês Gráfico 43. Corrente de comércio Brasil China Gráfico 44. Principais produtos importados pela China Gráfico 45. Participação principais produtos exportados por setor Brasil China 2005 e Gráfico 46. Custos do comércio exterior países selecionados Gráfico 47. Custos logísticos países selecionados... 88

9 9 LISTA DE TABELAS Tabela 1. PIB brasileiro Tabela 2. PIB per capita Tabela 3. Produção por Setor Tabela 4. Formação Bruta de Capital Fixo Tabela 5. Crescimento dos investimentos na indústria: / Tabela 6. Capacidade utilizada por bem de consumo Tabela 7. Investimentos Públicos: / Tabela 8. Taxas de juros brasileira Tabela 9. Taxa de câmbio brasileira Tabela 10. Principais compradores brasileiros Tabela 11. Principais produtos exportados brasileiros Tabela 12. Participação PIB de produtos exportados brasileiros Tabela 13. Área colhida Soja Tabela 14. Produtos exportados por intensidade tecnológica Tabela 15. Participação mundial das importações brasileira Tabela 16. Importações bens e serviços Tabela 17. Principais produtos importados Tabela 18. Principais origens das importações brasileiras Tabela 19. Comportamento do PIB Real Tabela 20. Investimento externo na China Tabela 21. Comparação Brasil - China - Exportação Tabela 22. Principais exportações chinesas Tabela 23. Participação chinesa nas importações brasileiras Tabela 24. Variação dos principais produtos importados pela China Tabela 25. Participação brasileira nas importações chinesas Tabela 26. Variação de exportados pelo Brasil: 10 principais produtos importados pela China

10 10 Tabela 27. Produtos brasileiros com maior variação de importação pela China Tabela 28. Taxa de Cobertura Global Tabela 29. Grau de Abertura Comercial Tabela 30. Vantagem Comparativa Revelada Tabela 31. Grau de concentração e diversificação Tabela 32. Dependência exportadora Tabela 33. Dependência importadora

11 11 LISTA DE QUADROS Quadro 1. Matriz Swot: ambiente e pontos positivos e negativos Quadro 2. Painel SWOT para o Brasil nas relações comerciais com a China... 30

12 12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABRACOMEX - Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior ALICEWEB - Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior CEPAL - Comisión Económica para América Latina y el Caribe COPOM - Comitê de Política Monetária EMC - Eficiência marginal do Capital FBCF - Formação bruta de capital fixo FMI - Fundo Monetário Internacional GA - Grau de Abertura GATT - Acordo Geral de Tarifas e Comércio IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDE - Investimento Direto Estrangeiro IOC - Índice de Orientação de Comércio IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IVCR - Índice de Vantagem comparativa revelada MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior OMC - Organização Mundial do Comércio PAC - Programa de Aceleração do Crescimento PIB - Produto Interno Bruto SECEX SECRETARIA DE COMÉRCIO EXTERIOR SWOT -Strengths, Weaknesses, Opportunities, and Threats UNCOMTRADE - UN Commodity Trade Statistics Database UNCTAD - Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento

13 13 SUMÁRIO RESUMO...5 ABSTRACT LISTA DE GRÁFICOS... 7 LISTA DE TABELAS... 9 LISTA DE QUADROS LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CAPITULO I. ASPECTOS DA ECONOMIA BRASILEIRA Introdução Formulação da situação-problema Objetivos Objetivo geral Objetivos específicos Metodologia...18 CAPITULO II. SOBRE A FERRAMENTA DE ANÁLISE ESTRATÉGICA SWOT Planejamento estratégico e ambiente competitivo Swot: capacidades internas e possibilidades externas de uma organização CAPITULO III. SOBRE O COMÉRCIO INTERNACIONAL Comércio internacional Importação e exportação Livre comércio, gatt e omc CAPITULO IV. ANÁLISE ESTRATÉGICA SWOT A PARTIR DO PAINEL PARA O BRASIL NAS RELAÇÕES COMERCIAIS COM A CHINA A população Produção interna Investimentos privados Investimentos públicos Reservas internacionais brasileiras Taxa de juros brasileira Taxa de câmbio...48

14 14 CAPITULO V. COMÉRCIO INTERNACIONAL BRASILEIRO: GRANDE PARCEIRO COMERCIAL MUNDIAL Saldo comercial brasileiro Exportações Brasileiras Importações Brasileiras...60 CAPITULO VI. BRASIL E CHINA: UM BREVE COMPARATIVO DOS PARCEIROS COMERCIAIS População Produção Interna Câmbio Comércio Internacional China Brasil Importações Chinesas Taxa de Cobertura Global Brasil China Grau de Abertura Comercial Brasil China Índice de Vantagem Comparativa VCR Índice de Orientação de Comércio IOC Grau de concentração e diversificação das exportações Grau de Dependência Exportadora e Importadora Considerações sobre práticas de comércio...86 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 91

15 15 CAPITULO I. ASPECTOS DA ECONOMIA BRASILEIRA 1. Introdução Em mercados integrados, setores econômicos devem crescer frente aos concorrentes internacionais para garantir competitividade. Seja por conquistas de novos mercados, manutenção e otimização dos existentes ou melhoria de capacidade produtiva, as empresas e economias devem estar sempre em consonância e se adaptando às novas oportunidades e desafios internos e externos. Nos últimos anos, o setor externo da economia brasileira tem desempenhado um relevante papel na política econômica nacional, a qual tem enfatizado a importância dos ganhos de produtividade e competitividade dos diversos setores de atividade. Desta forma, a análise dos principais parceiros comerciais se faz necessária, além do entendimento das condições macroeconômicas internas de um país, com o objetivo de compreender possíveis gargalos econômicos daquela nação. Em referência aos parceiros comerciais, analisando os últimos anos, pode-se considerar uma tendência a uma reorganização do eixo econômico mundial no que diz respeito a poder econômico, as transações comerciais e com a possível substituição dos EUA, pais hegemônico do sistema mundo, pela crescente China, que adota uma postura de ascensão pacifica, estreitando seus laços comerciais pelo mundo todo. Seja por questões da característica do produto demandado e do produto ofertado, seja pela similaridade entre os países (ambos em desenvolvimento, com projetos de desenvolvimento via exportação, com desigualdade de renda, etc.), seja por perda de poder político e econômico de outras nações, seja por questões das crises econômicas sucessivas na última década, é notório a importância atual da China como parceira comercial do Brasil, relação esta que vem crescendo rapidamente em um espaço de tempo relativamente curto, tendo este país atingido em 2009 a classificação de maior parceiro comercial do Brasil, deslocando os EUA e absorvendo 15,2% das exportações brasileiras, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA ( 2011).

16 16 A título de contexto, as atuais principais importações brasileiras da China são máquinas e equipamentos elétricos, produtos químicos orgânicos, equipamento óptico, instrumentos fotográficos e de precisão, artigos de ferro e aço, brinquedos, jogos e artigos esportivos, veículos, minerais e vestuário, segundo relatório da Organização Comercial do Trabalho - OCT (2009). Já segundo o relatório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC (2011), os principais produtos importados são aparelhos radiográficos, televisores, aparelhos telefônicos, microcomputadores, componentes eletrônicos, PCI s, ar condicionado, dispositivos de cristais líquidos, etc. Os produtos da pauta importadora brasileira de origem chinesa apresentam alto grau de tecnologia Formulação da situação-problema A avaliação do cenário econômico e comercial brasileiro com a China é de extrema importância para subsidiar os estudos de oportunidades, ameaças, fraquezas e oportunidades da economia brasileira em relação as suas relações com o mundo, no âmbito de comércio internacional. Embora o Brasil seja um dos poucos países a ter superávit no comércio com a China, a prevalência de matérias-primas na pauta de exportações brasileiras para o país asiático incomoda o governo brasileiro e deixa a economia nacional em situação vulnerável, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil (2011). Em relação aos produtos exportados pelo Brasil para a China, o relatório do MDIC (2011) aponta o minério de ferro, grãos de soja, óleos brutos de petróleo, açúcar de cana, pasta química de madeira, óleo de soja, aviões (produto de alto valor agregado que representa apenas 1,16% do valor das exportações) entre outros. Commodities são responsáveis pela grande maioria da obtenção de divisas para o Brasil. Maior parceira comercial do Brasil, a China gastou US$ 31 bilhões com produtos brasileiros em 2011, segundo o MDIC. Desse valor, cerca de 80% correspondem à venda de minério de ferro, petróleo e soja. Segundo Fernanda De Negri, pesquisadora do IPEA foi por causa das compras realizadas pela China, que as commodities voltaram ao domínio da pauta de exportações brasileiras.

17 17 Por décadas, esta pesquisadora vem dizendo que a participação das matérias-primas nas vendas brasileiras para o exterior girou em torno de 40% e que em 2010 ela chegou a 51%, sendo que neste mesmo ano as exportações brasileiras para a China cresceram 30%. De fato o dinâmico e expressivo mercado chinês não tem sido aproveitado pelas indústrias brasileiras. Sendo assim questiona-se: porque o Brasil não consegue aumentar a participação e a diversificação de seus produtos na pauta de importação chinesa? Assim, é evidente a necessidade de analisar o impacto do comércio Brasil-China para a economia brasileira e observar a participação de mercado do Brasil em relação a produtos de baixo e alto valor agregado em relação a China. A situação problemática da pesquisa se coloca em um ambiente econômico agitado, pós crise financeira nos EUA em 2008 e crise econômica europeia em 2011, analisando a forma com que o Brasil interage comercialmente com seus parceiros, tornando-se de suma importância, ainda mais sendo a China uma das principais potências mundiais e detentora de quase um terço da população mundial. Neste contexto, o presente trabalho se propõe analisar os dados comerciais entre Brasil e China a fim de calcular indicadores econômicos que possam dar subsidio a uma análise de oportunidades, ameaças, forças e fraquezas, mais conhecida como Análise SWOT, ferramenta utilizada por corporações que necessitam entender o cenário atual do mercado internacional Objetivos Objetivo Geral Analisar relações de comércio internacional entre Brasil e China, identificando possíveis oportunidades ou ameaças destas relações, observando um conjunto de indicadores macroeconômicos e comerciais, comparativamente entre os paises, no período de 2001 a 2012, visando o seu entendimento na construção de cenários para Análise estratégica SWOT, oportunidades, ameaças, forças e fraquezas.

18 Objetivos Específicos 1. Analisar um conjunto de indicadores macroeconômicos do Brasil a fim de subsidiar uma Análise estratégica SWOT - oportunidades, ameaças, forças e fraquezas; 2. Abordar o comércio internacional de forma teórica, os avanços teóricos, para melhor compreensão da forma de análise do ambiente externo; 3. Realizar um comparativo entre os principais indicadores nas relações de comércio internacional entre Brasil e China no período de 2001 a 2012; 4. Analisar os principais produtos presentes no comércio bilateral entre Brasil e China; 5. Avaliar mediante ferramenta de análise estratégica as possíveis forças, fraquezas, oportunidades e ameaças do comércio entre os dois países Metodologia Esta pesquisa enquadra-se como exploratória e objetiva analisar relações de comércio internacional entre Brasil e China, identificando possíveis oportunidades ou ameaças destas relações, e observando também alguns indicadores de comércio. O plano de exposição traçado nos fornece suporte estruturante para uma compreensão mais clara do desenvolvimento das categorias e conceitos da análise SWOT, buscados na pesquisa bibliográfica, nos dados coletados e nos indicadores calculados, mediante verificação de dados econômicos de periodicidade anual, disponíveis em bancos de dados internacionais como o UN Commodity Trade Statistics Database (UNCOMTRADE), Fundo Monetário Internacional (FMI), a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e o Banco Mundial, que serão analisados pela ótica da economia internacional e do comércio internacional, compreendendo o período de 2001 a Desta forma procedendo, o Capítulo I apresenta os elementos da metodologia que procuram traçar os aspecos relacionados à situação problemática da Análise SWOT. O desenvolvimento do primeiro objetivo específico ocorre no capítulo II, aonde se apresenta a ferramenta de planejamento estratégico, análise SWOT, explorando alguns indicadores econômicos, onde o foco é a definição dos indicadores macroeconômicos. A

19 19 pesquisa em referências bibliográficas permitirá a melhor compreensão dos diversos indicadores econômicos. O capítulo III contém o segundo objetivo específico abordando o comércio internacional de forma teórica, citando avanços teóricos, para melhor compreensão da forma de análise do ambiente externo. No capítulo IV, analisa-se alguns indicadores macroeconômicos, aonde o primeiro e o segundo objetivos específicos tornam-se mais claros, com a avaliação dos indicadores macroeconômicos brasileiros. Consiste em analisar o terceiro objetivo específico nos estudos das organizações bilaterais e suas práticas, explorando diversos estudos e pesquisas de órgãos como IPEA e o MDIC atuantes na área do comércio exterior do Brasil, buscando melhorar e aumentar a relação comercial do Brasil com o Exterior nos estudos de Faro & Faro (2010), observando as políticas da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) que está vinculada ao MIDIC e é responsável pela regulamentação, regulação, controle e acompanhamento dos programas e políticas de comércio exterior, fazendo-se necessário compreender as normas e diretrizes vinculadas ao comércio internacional. Assim os estudos da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) e da UNCTAD foram de extrema importância para esta pesquisa visando o entendimento das principais relações comerciais do Brasil com o mundo. Os temas discutidos no capítulo V abordam o objetivo quarto com o comércio internacional brasileiro, onde quantidade e características de importação e exportação brasileiras serão mais detalhados. No capítulo VI, por sua vez, aspectos econômicos da China serão abordados para uma reflexão e para identificar possíveis oportunidades a serem elencadas na Análise SWOT. Para uma melhor análise das relações de comércio entre os dois países, serão usados indicadores econômicos estudados na pesquisa bibliográfica. Desta forma, a última parte aborda o objetivo cinco aonde se chega às conclusões com as possíveis oportunidades, ameaças, fraquezas e forças, característicos da Análise SWOT.

20 20 CAPITULO II. SOBRE A FERRAMENTA DE ANÁLISE ESTRATÉGICA SWOT Neste capitulo, descreve-se a ferramenta de análise SWOT, que será realizada no decorrer do plano de descrição deste trabalho, utilizando-se de indicadores econômicos e de comércio presentes na literatura e bancos de dados mundiais Planejamento Estratégico e ambiente competitivo Atualmente o ambiente competitivo que as empresas enfrentam, tem feito seus gestores realizarem um grande esforço para planejar o caminho rumo a liderança no mercado, ou seja, buscam criar direcionamento estratégico com o objetivo de guiar suas decisões e ações em todos os níveis da organização. Em toda empresa está inserido um ambiente estratégico de um conjunto de forças competitivas que determinam um nível de retomo ou rentabilidade, sendo que a intensidade dessas forças varia de negócio para negócio. Toda e qualquer empresa, seja qual for o porte e ramo de negócio, adota estratégias para atingir seus objetivos, visando direcionar e coordenar esforços, definir a organização e sobreviver em ambientes hostis. Para um dado nível de complexidade, as técnicas de gestão mais avançadas devem ser utilizadas. O planejamento estratégico vem atender a essa necessidade, garantindo uma trilha segura para desenvolvimento futuro, na qual antecipa as ameaças que o setor pode sofrer, e permite aproveitar as oportunidades assim que elas se mostram disponíveis. Conforme Oliveira (2002) planejamento estratégico corresponde ao estabelecimento de conjunto de providências a serem tomadas pelo gestor para a situação em que o futuro tende a ser diferente do passado, e onde a empresa tem condições de agir sobre as variáveis de modo que possa exercer alguma influência. Planejamento estratégico é o processo que proporciona que a empresa se sustente para estabelecer um direcionamento que vise a otimização pela interação de fatores internos e externos que possam atuar de forma inovadora e diferenciada, segundo Oliveira (2010). Segundo Kotler (1992), o planejamento estratégico pode ser definido como o processo

21 21 gerencial de desenvolver e manter uma adequação razoável entre os objetivos e recursos da empresa e as mudanças e oportunidades de mercado ao longo de sua sobrevivência. O planejamento deve orientar os negócios e produtos da organização de modo que obtenha lucros e crescimento satisfatórios. O ato de planejar consiste em uma tarefa essencial para a gestão pública ou privada e suas principais funções são organizar, dirigir e controlar. (PETROCCHI, 2001), pois possibilitará ao planejador demarcar as principais linhas de atuação a seguir pelo destino, para que este melhore de maneira efetiva seu posicionamento frente ao mercado SWOT: capacidades internas e possibilidades externas de uma organização SWOT é uma sigla em inglês dos termos Strengths (pontos fortes), Weaknesses (pontos fracos), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). Os pontos fortes e fracos, em geral, são internos, enquanto as oportunidades e as ameaças, na maioria dos casos, têm origem externa. Nakagawa (2012), coordenador do centro de empreendedorismo do Insper, comenta que a Análise SWOT é considerada uma ferramenta clássica da administração. Não tem um pai ou mãe definidos, mas muitos acreditam que ela tenha sido desenvolvida na década de 1960 por professores da Universidade Stanford, a partir da análise das 500 maiores empresas dos Estados Unidos. Para Mintzberg et al. (2000), a Análise de SWOT está enquadrada no contexto de formação estratégica da Escola do Design, que nos anos 60 apresentou a formulação de estratégia como um modelo que busca atingir uma adequação entre as capacidades internas e as possibilidades externas de uma organização.

22 22 Quadro 1. Matriz Swot: ambiente e pontos positivos e negativos Fonte: Arquivo pessoal Segundo Machado (2005), Análise SWOT fornece uma orientação estratégica bastante significativa, pois permite: - eliminar pontos fracos nas áreas pelas quais a empresa (no estudo, país) enfrenta ameaças graves da concorrência e tendências desfavoráveis perante o negócio; - compreender oportunidades descobertas a partir de seus pontos fortes; - corrigir pontos fracos nas áreas em que a organização vislumbra oportunidades potenciais; - monitorar áreas onde a organização possui pontos fortes a fim de não ser surpreendida futuramente por possíveis riscos e incertezas Para Nakagawa (2012) o uso da ferramenta Análise SWOT é razoavelmente simples. O mais difícil é identificar os reais pontos fortes e fracos da empresa, as oportunidades mais vantajosas e as ameaças mais importantes do ambiente competitivo em que o negócio está enquadrado. Forças e fraquezas existem por causa de recursos possuídos (ou não possuídos) pela empresa ou da natureza de seus relacionamentos entre a empresa e seus consumidores, empregados ou organizações exteriores (por exemplo, parceiros da cadeia de suprimentos, fornecedores, instituições financiadoras e órgãos do governo). De acordo com Rezende (2008), as forças ou pontos fortes da organização são as variáveis internas e controláveis que propiciam condições favoráveis para a organização em relação ao seu ambiente. São características ou qualidades da organização, que podem influenciar positivamente o desempenho da organização. Os pontos fortes devem ser amplamente explorados pela organização.

23 23 As forças são fatores internos positivos que a empresa tem total controle, e devem ser explorados ao máximo para que a empresa mantenha-se com um bom posicionamento de mercado e diminua suas fraquezas. As fraquezas são consideradas deficiências que inibem a capacidade de desempenho da organização e devem ser superadas para evitar falência da organização A função da análise SWOT é compreender fatores influenciadores e apresentar como eles podem afetar a iniciativa organizacional, levando em consideração as quatro variáveis citadas (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), com base nas informações obtidas a empresa poderá elaborar novas estratégias Para a análise do ambiente externo deve-se avaliar por exemplo, a mudança de hábitos do consumidor, surgimentos de novos mercados, diversificação, entrada de novos concorrentes, produtos substitutos (CHIAVENATO e SAPIRO, 2003). O ambiente externo envolve uma análise das forças macro ambientais (demográficas, econômicas, tecnológicas, políticas, legais, sociais e culturais) e dos fatores micro ambientais (consumidores, concorrentes, canais de distribuição, fornecedores). Procura identificar duas coisas: oportunidades e ameaças. Oportunidades são aspectos mais positivos do produto/serviço da empresa em relação ao mercado onde está ou irá se inserir. São fatores que não podem ser controlados pela própria empresa e relevantes para o planejamento estratégico. As ameaças são situações ou fenômenos externos, atuais ou potenciais, que podem prejudicar a execução de objetivos estratégicos (CALLAES, BÔAS, GONZALES, 2006). Na pesquisa proposta, esta ferramenta é utilizada para analisar as variáveis de um país para que possa ser utilizada como fonte de dados para empresas que pretendem comercializar com o resto do mundo, ou também para entendimento de um cenário, em um determinado espaço de tempo, onde os dados de um país, no caso o Brasil, são visualizados, para que se crie uma visão mais ampla e geral da situação em que se encontra, sob determinada ótica.

24 24 CAPITULO III. SOBRE O COMÉRCIO INTERNACIONAL Tendo em vista que a pesquisa aborda temas de comércio internacional e de indicadores econômicos relacionados ao comércio, será necessária a elaboração de uma revisão de literatura que detalhe esses temas relacionados com as áreas especificas. Essa seção tem por objetivo algumas considerações sobre comércio internacional que norteou a seleção de dados a serem pesquisados nos bancos de dados disponíveis Comércio Internacional O comércio exterior desperta a atenção e a preocupação a longa data. A compreensão dos determinantes do comércio e da competitividade internacional permite compreender o papel do comércio externo para o crescimento da economia de uma determinada região. Segundo Correa (2010 apud SOUZA. 2003), diferencia os conceitos de comércio exterior e comércio internacional, onde o comércio internacional pode ser entendido como a negociação de bens e serviços entre nações seguindo uma legislação própria derivada do direito internacional e o conceito de comércio exterior pode ser entendido como a negociação de bens e serviços entre as empresas de diferentes países de acordo com a legislação nacional e internacional. Neste estudo será utilizado o conceito de Comércio Internacional. Sandroni (2006) define comércio internacional como o intercâmbio de bens e serviços entre nações, resultante de suas especializações na divisão do trabalho, sendo que seu desenvolvimento depende basicamente do nível dos termos de troca. Segundo Mattos (2008), dois foram os pioneiros da teoria do comércio internacional. Adam Smith, em seu livro A riqueza das Nações investigação sobre sua natureza e suas causas (1776), onde esboça as diretrizes de como deveria se dar o comércio entre as nações, com a teoria das vantagens absolutas, onde defende que países devem produzir os bens nos quais consigam produzir com menores custos de produção (horas de trabalho) que outros países.

25 25 Dentro desta teoria, a especialização implica em um aumento de produção dos bens o que permite um aumento de consumo em pelo menos em um país que esteja realizando o comércio destes bens, que se beneficiará dos ganhos de comércio. Desta forma, nações deveriam especializar-se na produção do produto no qual produzissem com maior vantagem absoluta (menores custos) e trocar parte de sua produção pelo produto que produzissem com desvantagem absoluta. A teoria das Vantagens Absolutas além de não explicar totalmente as bases do comércio, apresenta uma grande limitação, já que, se uma nação não apresentasse nenhuma vantagem absoluta, não poderia participar do comércio internacional. O segundo, David Ricardo, em seu livro Princípios de Economia Política e Tributação (1817), aprimora a teoria smithiana dizendo que países podem produzir bens que não possuem vantagem absoluta, desde que tenham vantagem relativa na produção dos bens em relação a outros países. Desta forma, estes países tendem a exportar produtos que possuem custo de oportunidade menor relativo ao outro país. Assim, segundo Krugman e Obstfeld (2010), a teoria das vantagens comparativas justificaria a participação de um país que não possua alguma vantagem absoluta no comércio internacional, na medida em que o custo de oportunidade da produção de determinado bem, em relação aos demais bens produzidos, seja menor neste país do que nos outros. A teoria das vantagens comparativas possui limitações, uma vez que o trabalho único fator de produção relevante apresenta níveis de produtividade diferentes entre os países, por consequência os bens possuem custos de produção diferentes. A Teoria das Vantagens Comparativas também apresenta limitações já que não explica o comércio internacional contemporâneo pois não considera o papel desempenhado pela tecnologia, a diferenciação dos produtos, os rendimentos crescentes de escala. Outro pronto esta em que a Teoria das Vantagens Comparativas pressupõe que haja apenas um fator de produção, que o comércio seja entre dois países, que os custos de transporte sejam igual a zero e que a Balança Comercial esteja sempre equilibrada, argumentos que não são visualizados em nenhuma economia atual. A escola Clássica teve nas ideias de Adam Smith e David Ricardo, o preâmbulo para que a Ciência Econômica tivesse como foco de estudo uma análise sistemática do comércio entre os países.

26 26 Uma evolução teórica surgiu do artigo Os Efeitos do Comércio Exterior sobre a Distribuição da Renda, de autoria do economista sueco Eli Heckscher (1919) em junção ao livro Comércio Inter-Regional e Internacional (1933), de onde surgiu a teoria de Heckscher- Ohlin, que simplificadamente diz que cada nação exportará a commodity intensiva em seu fator abundante de produção e importará a commodity que exija a utilização do seu fator escasso e maior custo de produção. De acordo com Mattos (2008, apud KRUGMAN e OBSTFELD, 2001) o modelo demonstra que a especialização de cada país no comércio internacional é influenciada pela interação do fator de produção abundante e a sua intensidade relativa de produção, destacando que os proprietários dos fatores abundantes são os favorecidos nas relações e os proprietários dos fatores escassos perdem com o comércio. Segundo Coronel (2008) basicamente, o Teorema de Hecksher-Ohlin baseia-se nos seguintes pressupostos: a) existem duas nações e dois fatores de produção (capital e trabalho); b) a tecnologia está disponível no mundo; c) a commodity x é mão-de-obra intensiva e a commodity y é capital intensivo em ambas as nações; d) ambas as commodities são produzidas sob retornos constantes de escala; e) existe especialização incompleta, na produção de ambas as nações; f) cada pais compartilha padrões de preferências idênticos e homotéticos; g) existe concorrência perfeita em ambas as nações; h) há mobilidade perfeita dos fatores de produção em ambas as nações; i) ausência de mobilidade internacional dos fatores; j) ausência de custos, tarifas e obstáculos ao comércio; k) todos os recursos são plenamente ocupados em ambas as nações; l) o comércio internacional, entre ambas as nações, encontra-se em equilíbrio. Ao analisar estes pressupostos, nota-se que a maioria também não é aplicável às economias atuais. A teoria do comércio internacional avançou em suas análises e foram desenvolvidos indicadores para explicar as modificações na atuação internacional dos produtos e países, que serão detalhados dentro deste estudo.

27 Importação e Exportação Segundo Correa (2010, apud KEEDI, 2005) exportar é o ato de remeter a outro país mercadorias produzidas em seu próprio ou em terceiros países, que sejam do interesse do país importador, e que proporcionem a ambos as vantagens para sua comercialização. Sandroni (2006) identifica a exportação como vendas no exterior de bens e serviços de um pais que resulta, como importação, da divisão internacional do trabalho pela qual os países tendem a especializar-se na produção dos bens para os quais tem maior disponibilidade de fatores produtivos, garantindo um excedente produtivo. Ainda segundo o mesmo autor, a exportação pode ser considera uma política motivadora do pleno emprego. Segundo Souza (2003) a exportação gera impactos no processo produtivo como o aperfeiçoamento na qualidade do produto, diminuição da dependência do mercado interno, aumento de concorrência e exigência dos compradores internacionais, busca de novas tecnologias, diminuição de capacidade ociosa, extensão do ciclo produtivo além da geração de novos empregos e desenvolvimento econômico e social para a região. Em relação a importação, Keedi (2005) a define como a realização de trocas com outro pais em busca de bens e/ou serviços que sejam interessantes e úteis para a população e seu desenvolvimento. Sandroni (2006) coloca que a importação é submetida a diversos tipos de controle, para manter a balança comercial favorável. Esta é importante pois diversifica mercados para as empresas nacionais, aumentando o leque de fornecedores e produtos, diminui riscos em caso de crise de abastecimento interno, aumento da qualidade dos insumos, além do ganho de competitividade da indústria nacional, já que a importação também é um fator que gera maiores oportunidades de exportação. Assim, a exportação e importação também devem ser encaradas como oportunidades de expansão de fronteiras produtivas e de demanda. A diferença entre o nível de exportação e importação caracteriza a Balança Comercial de país, sendo superavitária se as exportações excedem as importações e deficitária se o país importa mais do que exporta. Dentro desta ótica todavia, pode-se analisar a qualidade da pauta de exportações de um país, sendo ela composta por:

28 28 a) Produtos básicos: são aqueles que não receberam qualquer tipo de procedimento, sendo extrativismo vegetal ou mineral; b) Produtos semi-faturados: são produtos industrializados, mas ainda não prontos para o uso final; c) Produtos industrializados: se encontram prontos para uso final d) Comodities: produtos com grau elevado de homogeneização e com mercados organizados para cotação e negociação a nível internacional. e) Bens de capital: bens que servem para produção de outros bens, tais como máquinas, equipamentos, etc. f) Bens intermediários; bens manufaturados ou matérias primas processadas que são utilizadas para produção de outros bens ou produtos finais Livre comércio, GATT e OMC Após a II Guerra Mundial, as nações estavam convencidas que os obstáculos do comércio foram fatores causadores importantes da I e da II Guerra Mundial, e decidiram então criar mecanismos e entidades para facilitar e monitorar o comércio entre as nações. Em 1947 foi criado, em Genebra, o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) com o intuito de preservar o comércio unilateral entre as nações, com duas faces distintas: uma relacionada a normas e procedimentos de relação comercial entre as nações integrantes e outra de natureza política, funcionando como um fórum de discussão para resolução de conflitos de cunho econômico e diplomático. Baseado nos princípios de não discriminação, eliminação de barreiras comerciais não tarifarias e consultas entre as nações para resolver possíveis conflitos, o GATT não conseguiu atender de forma geral seus preceitos, favorecendo muitas vezes as nações mais poderosas. Em 1995, a OMC (Organização Mundial do Comércio) foi criado em substituição ao GATT, contando já com 145 países em 2006, segundo Coronel (2008). Esta instituição por sua vez, tem objetivos trabalhar o pleno emprego, melhoria das condições de vida das populações, melhor distribuição de renda e riqueza, expansão do comércio e desenvolvimento sustentável. Possui também a não discriminação porém com base na cláusula da nação menos favorecida.

29 29 Ainda segundo Coronel (2008 apud SEITENFUS, 2000) a OMC enfrenta grandes desafios cruciais para o seu pleno funcionamento: a) os países menos desenvolvidos alegam tratamento diferenciado; b) os blocos econômicos não estendem aos países não membros os benefícios tarifários; c) apesar da liberação comercial, o desemprego continua aumentando; d) ainda não está claro o papel da OMC como ordenadora do comércio mundial, visto que as nações podem tomar medidas sem submeter-se ao sistema de controvérsias da OMC.

30 30 CAPITULO IV. ANÁLISE ESTRATÉGICA SWOT A PARTIR DO PAINEL PARA O BRASIL NAS RELAÇÕES COMERCIAIS COM A CHINA 4.1 Painel SWOT para o Brasil indicadores macroeconômicos de comércio Neste capítulo serão analisados alguns indicadores macroeconômicos brasileiros ligados ao comércio, a fim de analisar e subsidiar a Análise Estratégica SWOT a partir do Painel para o Brasil nas relações comerciais com a China, no Quadro 2 abaixo. Quadro 2. Painel SWOT para o Brasil nas relações comerciais com a China Elaboração: Autor

31 31 O Painel demonstra o roteiro dos principais indicadores selecionados para Análise Interna e Externa, compostos como matriz dos resultados do plano de investigação inicial da pesquisa. Mostra as influências das forças e fraquezas no lado Interno, e no Externo as oportunidades e ameaças. Nestes casos obtem-se os elementos para medição das forças, fraquezas, ameaças e oportunidades. Para melhor compreensão do Painel, os temas discutidos no capítulo V seguinte, complementa-se com a abordagem do comércio internacional, que demonstra ser muito importante para o desenvolvimento nacional quando observamos a participação relativa deste no Produto Interno Bruto e dos principais produtos na pauta de comércio brasileiro de Analisa-se, na sequência, alguns dos indicadores macroeconômicos brasileiros, explorando diversos estudos e pesquisas de órgãos como IPEA e o MDIC atuantes na área do comércio exterior do Brasil. Busca-se compreender melhor a relação comercial do Brasil com o Exterior observando as políticas da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) que está vinculada ao MIDIC, órgão responsável pela regulamentação, regulação, controle e acompanhamento dos programas e políticas de comércio exterior no Brasil. O comércio internacional brasileiro, será detalhado quanto as quantidades e características das importações e exportações brasileiras. Também se faz necessário acompanhar o capítulo VI, aonde por sua vez, serão demonstradas algumas características da China, que se coloca como um dos principais parceiros comerciais do Brasil e por este motivo foi escolhido como exemplo de análise de parceiro comercial. Compreender-se-á os aspectos econômicos da China e serão abordados para permitir uma reflexão que identifique as possíveis oportunidades elencadas no Painel da Análise SWOT para o Brasil, melhorando as relações de comércio entre os dois países. 4.2 A População Com aproximadamente 200 milhões de pessoas, o Brasil apresenta taxas de crescimento positivas decrescentes, com valores em torno de 1,2% anual. Esta população esta mais concentrada nos centros urbanos e a população rural esta cada vez menor, próximo a 15% da população total. Segundo dados retirados do IBGE (2013), a densidade demográfica brasileira se encontrava em 23 pessoas por quilometro quadrado em 2011.

32 32 Gráfico 1. População brasileira e taxa de crescimento anual Fonte: IBGE, 2013 Com uma força de trabalho de aproximadamente 105 milhões de pessoas, a variação da força de trabalho também é decrescente, chegando a 1,5% no ano 2011 (WORLD BANK, 2013). Gráfico 2. Variação Força de Trabalho Fonte: World Bank, 2013 De acordo com os dados disponíveis em estudos do Ipeadata (2010), desta força de trabalho, até 2009, cerca de 10% tinham mais de 12 anos de estudo.

33 33 Gráfico 3. População entre 18 e 29 anos por ano de estudo Fonte: IBGE, 2010 educação. De acordo com World Bank Indicators (2013) o Brasil gasta em média 5% do PIB em (%/ PIB) Gráfico 4. Gastos com Educação Fonte: World Bank, 2013

34 Produção Interna Avaliando bancos de dados como a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), Banco Central, Ipeadata, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assim como estudos do Ministério da Fazenda, pôde-se entender melhor diversas variáveis econômicas brasileiras. Segundo Ipeadata (2013) Brasil possui 198 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ ,11, sendo sua renda per-capita de US$11,6 mil. Tabela 1. PIB brasileiro DATA PIB , , , , , , , , , , , ,11 Fonte: IPEA, 2013 Nos últimos 10 anos, o PIB teve um aumento de mais de 30% acumulados, porém a uma taxa média abaixo dos cinco pontos percentuais. Gráfico 5. Crescimento do PIB brasileiro PIB (preços 2012) - R$ de 2012 (milhões) Fonte: IPEA, 2013

35 35 De forma comparativa a outros agregados macroeconômicos, nota-se um crescimento gradativo e seguindo uma tendência. Interessante observar que tanto o PIB como o nível de investimento (FBCF), sofrem uma queda abrupta em decorrência da crise internacional financeira e imobiliária (que teve seu epicentro nos EUA) em A queda do PIB e investimento pode ser explicado pelas expectativas negativas de rentabilidade e renda. O ponto de inflexão do crescimento do PIB e FBCF, ocorre após o aumento de gastos do governo, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) entre outros, que é concomitante ao aumento do consumo das famílias (por Políticas de crédito e incentivos do governo). Gráfico 6. Variáveis macroeconômicas do Brasil Fonte: IPEA, 2013 De 1998 até os dias atuais, várias foram as crises econômicas enfrentadas pelo Brasil que conseguiu manter taxas de crescimento constantes. Mesmo após a crise financeira de 2008, o Brasil, através de investimentos, subsídios, incentivos e isenções tributárias conseguiu retomar o crescimento, tendo seu auge em 2010 e logo após, em 2011, enfrentando nova crise mundial, agora com foco na Europa, chamada esta de crise soberana, que diminuiu novamente a taxa de crescimento do PIB brasileiro.

36 36 Gráfico 7. Desenvolvimento do PIB brasileiro * Fonte: Ministério da Fazenda, 2013 Segundo dados do relatório Economia Brasileira em Perspectiva do Ministério da Fazenda (2012), grande parte deste crescimento foi incentivado pela demanda interna, como pode ser visto no gráfico abaixo. No ano de 2010, as Políticas de incentivo de consumo e crédito podem ser visualizadas na participação positiva da demanda interna, que conseguiu manter a taxa de crescimento em 7,5% mesmo com uma taxa de demanda líquida externa negativa em 2,7%. Gráfico 8. Decomposição do crescimento do PIB brasileiro Fonte: Ministério da Fazenda, 2013 Ao falar do PIB per capita, os números não são muito diferentes, e segundo dados do IPEA este se manteve crescente nos últimos 10 anos.

37 37 Tabela 2. PIB per capita Fonte: IPEA, 2013 (preços US$ de 2012 (mil) Data PIB per capita , , , , , , , , , , , ,61 Isto se deve também ao crescimento da atividade econômica, seja no âmbito dos setores da agropecuária, indústria, serviços e maquinário ou instalações. Nos últimos anos também se observou uma diminuição dos estoques, o que aliado ao crescimento do PIB, pode ser entendido como aumento da atividade industrial. Como dito anteriormente, o aumento do PIB per capita não é sinônimo de aumento de igualdade social dentro do país, porém é um impulsionador. O gráfico abaixo demonstra a diminuição da classe E e o aumento da classe C, que em 2009, passa de 50% da população. Gráfico 9. Evolução classes econômicas brasileiras Fonte: IBGE, 2013

38 38 Segundo dados do IBGE (2013) pode-se observar o crescimento parelho da formação de capital fixo com o crescimento da indústria. Outro setor que apresenta grande crescimento é o de serviços, e a agropecuária, no geral, se apresenta a níveis constantes. Gráfico 10. Crescimento por setor Fonte: Ministério da Fazenda, 2013 A níveis de participação, o setor de serviços se mantem como principal fator no valor agregado da economia brasileira, correspondendo a 67,4% em Gráfico 11. Participação setorial na economia brasileira: 2000/2005/2010 Fonte: Ministério da Fazenda, 2013 Em relação a oferta e demanda, nota-se um grande crescimento da demanda por formação bruta de capital fixo (FBKF) pode ser seguido do crescimento do PIB experimentado no anos de 2010 (ver Gráfico 15, abaixo) e como dito anteriormente, o aumento do consumo interno pode ser visualizado também como aumento do consumo das famílias. A indústria e agropecuária também experimentaram altas taxas de crescimento do lado da oferta.

39 39 Gráfico 12. Crescimento da oferta e demanda Fonte: Ministério da Fazenda, Investimentos privados Para iniciar a análise dos investimentos privados, observou-se a variação de produção industrial, que demonstra grande queda em 2009 e uma manutenção de 2010 a 2012, com pequena variação do índice. (2002=100) Gráfico 13. Índice de produção industrial com ajuste sazonal Fonte: Ministério da Fazenda, 2013 Em relação a variações percentuais, a produção industrial teve uma grande queda póscrise, porém apresentou uma variação real positiva de mais de 30%, voltando depois a taxas visualizas no período pré-crise.

40 40 (variação real anual - % a.a) Gráfico 14. Produção industrial Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2013 Como pode ser observado nos índices de produção industrial do ano de 2012, os bens de consumo duráveis tiveram um grande aumento em referência ao ano base, assim como os de bens de capital. Isto significa um aumento de produção do setor, porém não é garantia do uso de toda a capacidade instalada em território nacional. Tabela 3. Produção por Setor 2012 Geral Bens de capital Intermediário. Bens de consumo (base 100=1992) Observado Observado Observado Geral Duráveis Não-duráveis e semiduráveis Observado Observado Observado Jan 152,81 177,30 151,10 144,19 258,89 126,10 Fev 155,80 193,58 153,69 142,73 248,02 125,97 Mar 173,73 230,56 164,99 163,90 317,49 140,09 Abr 159,88 204,22 157,15 147,49 280,10 126,85 Mai 173,31 220,53 171,13 157,50 297,12 135,74 Jun 164,95 205,94 163,79 150,07 282,92 129,36 Jul 175,13 219,27 173,20 159,41 300,53 137,42 Ago 185,22 231,50 178,03 173,98 342,06 148,02 Set 172,84 206,44 166,25 164,01 296,49 143,15 Out 186,27 228,16 175,64 179,41 339,81 154,42 Nov 176,65 222,53 164,05 172,64 323,77 149,06 Dez 155,74 193,86 150,69 149,08 238,04 134,50 Fonte: IBGE, 2013

41 41 Outros indicadores utilizados como base para análise dos investimentos privados e situação da indústria, foram formação bruta de capital fixo e a capacidade ociosa do setor. Ao falar do crescimento do FBCF, percebe-se que após o salto de 2010, houve uma diminuição considerável (em termos percentuais) 2011 e 2012, segundo dados do IBGE. A Tabela x não identifica uma taxa de FCBF baixa, mas demonstra uma queda na tendência de crescimento. Tabela 4. Formação Bruta de Capital Fixo (variação real anual - % a.a) Data FBCF - var. real anual - (% a.a.) , , , , , , , , , , , ,45 Fonte: IBGE, 2013 Para melhor ilustrar, podem-se observar no gráfico uma variação negativa das taxas de formação bruta de capital fixo em épocas de instabilidade econômica mundial.

42 42 (variação real anual - % a.a) Gráfico 15. Formação Bruta de Capital Fixo Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Sistema de Contas Nacionais Referência 2000, 2013 Não se deve esquecer que o crescimento do investimento de uma nação pode ser advindo de capital proveniente de fora, em investimento produtivo. O IED (Investimento Externo Direto) se mostra crescente de 2002 a 2011, motivado pela solidez econômica e política apresentada nos últimos 10 anos assim como uma melhoria na classificação de grau de investimento brasileiro. Gráfico 16. Investimento externo no Brasil Fonte: IBGE, 2013 Independente da fonte, investimentos na indústria são notáveis em setores como petróleo e gás e extração mineral e siderurgia, dois dos principais produtos de exportação brasileira, como será visto no próximo capítulo. Mesmo com maior parte dos investimentos, setor de petróleo e gás apresenta altas variações positivas de investimento, assim como o setor químico.

43 43 Tabela 5. Crescimento dos investimentos na indústria: / Fonte: BNDES, 2011 Outro ponto muito importante e que se torna relevante na análise do setor industrial e investimentos é a capacidade utilizada, que circula em torno de 85%, demonstrando que ainda existe possibilidade produtiva na indústria. (% a.a.) Gráfico 17. Capacidade utilizada Fonte: IBGE, 2013 Os setores de material de construção, papel e papelão, minerais não metálicos, vestuário e transporte se encontram com uma capacidade utiliza acima da média dos demais setores. Já setores como mobiliário, produtos farmacêuticos (um dos principais grupos de produtos comercializados no mundo), assim como bens de capital estão com uma capacidade utilizada bem abaixo da média, com destaque para os produtos farmacêuticos.

44 44 Tabela 6. Capacidade utilizada por bem de consumo 2012 Discriminação Indústria de transformação Média 2012 Var.MédiaTotal Bens de consumo 85,23 0,915 Bens de capital 82,16-2,155 Material de construção 87,53 3,215 Bens intermediários 85,24 0,925 Gêneros industriais Minerais não-metálicos 87,9 3,585 Metalurgia 85,66 1,345 Mecânica 82,48-1,835 Material elétrico e de comunicações 84,24-0,075 Material de transporte 87,07 2,755 Mobiliário 77,47-6,845 Papel e papelão 92,42 8,105 Química 84,62 0,305 Produtos farmac. e veterinários 76,77-7,545 Matérias plásticas 85,1 0,785 Têxtil 82,51-1,805 Vestuário, calçados e artigos de tecidos 87,67 3,355 Produtos alimentares 83,13-1,185 Outros 80,47-3,845 Fonte: FGV 4.5 Investimentos públicos Segundo dados do Ministério da Fazenda (2012) o aumento dos investimentos nacionais deve contribuir para o aumento continuo da participação da Formação Bruta de Capital Fixo (FBKF), incentivando a economia doméstica. A expansão do porto de Santos, assim como a construção do Porto Açu, aparecem como os dois maiores investimentos da América Latina no setor. Em relação a Petróleo e Gás, o Brasil destaca-se com a plataforma do RJ-ES com investimento de 25 bilhões de dólares (Ministério da Fazenda, 2012).

45 45 As hidrelétrica de Belo Monte e São Luiz do Patajós, ambas no Pará, assim como as de Santo Antônio e Jirau na Rondônia e a Usina Nuclear Angra 3, contribuem significativamente para a matriz energética do Brasil. No que compete em transportes, a Ferrovia Norte-Sul e a Transnordestina estão entre os dezesseis maiores projetos de transporte do mundo. A concessão dos aeroportos (Guarulhos, Viracopos e Brasília) somam investimentos planejados na ordem de 3 bilhões de reais. Os investimentos para a Copa do Mundo chegam a valores de 33 bilhões de reais e o âmbito de construção civil, o planejado é um investimento de 143 bilhões ate 2014 (Ministério da Fazenda, 2013). Os investimentos em logística e transporte são os mais notáveis, permitindo o melhor escoamento da produção interna para o exterior. Tabela 7. Investimentos Públicos: / Fonte: BNDES, 2011 anos. O gráfico abaixo demonstra melhor a evolução dos gastos do governo nos últimos

46 46 Gráfico 18. Gastos do governo brasileiro Fonte: BNDES, Reservas Internacionais Brasileiras As reservas de moeda estrangeira brasileiras tem sido foco de debate nos últimos anos dado o aumento exponencial que se pode constatar de 2006 a Isto permite melhor posição de barganha comercial, melhoria nas taxas de câmbio e confiança internacional, além de aumentar a atratividade de investimentos no Brasil. (US$ milhões) Gráfico 19. Reservas Internacionais brasileiras Fonte: Banco Central do Brasil, 2013

47 Taxa de juros brasileira Outra variável macroeconômica a se observar é a taxa de juros, que influencia na taxa de investimento produtivo, dado custo de oportunidade e risco, assim como na atratividade de investimentos financeiros, estrangeiros e nacionais. Sob controle do COPOM (Comitê de política monetária) que define as metas da taxa de juros, o Brasil teve uma diminuição drástica da taxa nos últimos 10 anos, chegando a menos de 8% no final do período. Tabela 8. Taxas de juros brasileira Reunião Período de vigência Meta SELIC SELIC Nº Data De A % a.a. % a.a. 147ª ,75 8,65 155ª ,75 10,66 163ª ,9 171ª ,25 7,14 Fonte: Banco Central do Brasil, 2013 Gráfico 20. Taxas de juros brasileira Fonte: Banco Central do Brasil, 2013

48 Taxa de Câmbio Muito importante para a aquisição de maquinário e matéria prima importada, a taxa de câmbio apresentou um comportamento de alta no final do período estudado (Banco Central do Brasil, 2013). Este fato encarece a compra de suprimentos importados, podendo ter impacto negativo na produção industrial, assim como na aquisição de produtos importados pelos consumidores internos. Por outro lado, este fato impulsiona o consumo interno de produtos nacionais e aumenta a competitividade dos produtos exportados, que se encontram a preços mais baratos para os compradores externos. Tabela 9. Taxa de câmbio brasileira (R$/US$) Data Taxa , , , , , , , , , , , ,0435 Fonte: Banco Central do Brasil, 2013 Como pode ser visto, a moeda brasileira, que teve uma valorização cambial no início de 2009, esta perdendo seu valor de troca a partir segundo semestre de Gráfico 21. Taxa de câmbio brasileira (R$/US$) Fonte: Banco Central do Brasil, 2013

49 49 CAPITULO V. COMÉRCIO INTERNACIONAL BRASILEIRO: GRANDE PARCEIRO COMERCIAL MUNDIAL Os temas discutidos neste capítulo servem para melhor compreensão do Painel SWOT para o Brasil, complementado com a abordagem do comércio internacional no desenvolvimento nacional quando observada a participação relativa deste no Produto Interno Bruto e dos principais produtos na pauta de comércio brasileiro de Saldo comercial brasileiro Com um saldo comercial positivo (diferença entre as exportações e importações) mesmo com taxa de crescimento atuais decrescentes, o Brasil pode ser considerado um grande parceiro comercial mundial, em sentido de corrente de comércio. Gráfico 22. Saldo comercial brasileiro Fonte: SECEX, 2013

50 50 Gráfico 23. Corrente de comércio Fonte: SECEX, 2013 O comércio internacional se demonstra muito importante para o desenvolvimento nacional quando observamos a participação relativa deste no Produto Interno Bruto. (%/ PIB) Gráfico 24. Corrente de comércio Fonte: SECEX, 2013 Segundo dados coletados do Secex (2013) dos principais produtos na pauta de comércio brasileiro de 2012, percebem-se saldos negativos nos produtos de maior valor agregado como material de transporte, maquinas e aparelhos elétricos, produtos das indústrias químicas, instrumentos e aparelhos de ótica, entre outros. O saldo positivo aparece em produtos minerais, alimentares e vegetais.

51 Exportações Brasileiras De acordo a UNCTAD (2013) as exportações brasileiras atingem números expressivos e crescentes, apresentando comportamento de alta até o ano de 2011, onde chegaram a 256 bilhões de dólares (SECEX, 2103). (em Milhões de US$) Gráfico 25. Exportações brasileiras Fonte: SECEX, 2013 Comparativamente, pode-se observar que o Brasil possui índices de crescimento de exportações maiores que os mundiais, como pode ser visto na Tabela elaborada pela SECEX (2013). O valor negativo apresentado em 2009 são consequências da crise financeira de Isto demonstra que os produtos brasileiros ganham cada vez mais espaço no cenário mundial. Gráfico 26. Evolução % das exportações brasileiras e mundiais Fonte: SECEX, 2012 e OMC/WTO, 2012

52 52 Dentro deste cenário, destacam-se grandes compradores mundiais como a China, Estados Unidos, Argentina e Holanda, como pode ser visto na Tabela abaixo. Tabela 10. Principais compradores brasileiros 2012 (milhões de US$) Principais Paises Compradores Valor Participação % China Estados Unidos ,1 Argentina ,4 Países Baixos ,2 Japão ,3 Alemanha Índia ,3 Venezuela ,1 Chile ,9 Itália ,9 Reino Unido ,9 Coreia do Sul ,9 França ,7 México ,7 Bélgica ,5 Total ,9 Fonte: UNCTAD, 2013 Quando se analisa a participação das exportações no PIB brasileiro, nota-se um decrescimento de expressividade, porém não de importância, a julgar pelos números apresentados abaixo. As exportações em 2012 representaram mais de 10% do PIB. Gráfico 27. Participação % das exportações no PIB Brasil Fonte: SECEX, 2013

53 53 Ao analisar o ano de 2012, podemos tentar compreender este ligeiro decréscimo em números absolutos e relativos, ao observar a queda das exportações dos principais produtos da pauta exportadora brasileira, em número absolutos, como pode ser visto na Tabela 11. Devese perceber também a mudança de posição de hierarquia de valor monetário dos bens de capital que ultrapassaram em 2009 os bens manufaturados. Gráfico 28. Produtos exportados brasileiros Fonte: UNCTAD, 2013 Porém, os bens básicos são os bens que possuem maior participação por fator agregado no período estudado. Esta diferença é perceptível ao se pensar na diferença de preço das mercadorias. Gráfico 29. Produtos exportados brasileiros Fonte: UNCTAD, 2013

54 54 A Tabela 11 abaixo também nos mostra a participação expressiva de produtos como minérios, petróleo e grãos (mais especificamente a soja). Este fato pode ser explicado, não somente pelas características geológicas, produtivas, ambientais, sociais, entre outros, mas também quando se observa a evolução dos preços destas commodities no mercado. Tabela 11. Principais produtos exportados brasileiros Produto US$ FOB 2012 % 2011 % Minérios metalúrgicos , ,27 Petróleo e derivados de petróleo , ,11 Soja , ,43 Material de transporte e componentes , ,81 Produtos metalúrgicos , ,79 Carne , ,00 Fonte: SECEX, 2013 Produtos das indústrias químicas , ,34 Açúcar e álcool , ,42 Demais produtos , ,49 Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos , ,08 Papel e celulose , ,81 Café , ,4 Materiais elétricos e eletrônicos , ,88 Calcados e couro , ,43 Produtos têxteis , ,18 Fumo e cigarros , ,15 Metais e pedras preciosas e joalheria , ,16 Suco de laranja , ,93 Madeiras e manufaturas de madeiras , ,74 Obras de pedras e semelhantes , ,40 Frutas , ,35 Ferramentas , ,23 Outras operações especiais , ,17 Produtos cerâmicos , ,16 Cacau e suas preparações , ,16 Leite e derivados , ,11 Vidro e suas obras , ,11 Pescados , ,08 Produtos de confeitaria, sem cacau , ,08 Fios de algodão , ,00 Total , ,27

55 55 Outra questão a ser observada e a presença cada vez mais de produtos de baixa intensidade tecnológica. Seja em decorrência da demanda internacional, seja impulsionada por características produtivas brasileiras, pelos preços internacionais destes produtos, os produtos básicos ganham cada vez mais espaço e aparecem como primeiros tanto em participação percentual, como geração de receita. Tabela 12. Participação PIB de produtos exportados brasileiros Produtos % PIB % Exportaçõe s Brasil % Exp Mundo TOTAL 10,8% 100% 1,3% Aço e concentrados 1,4% 12,8% 25,2% Petróleo e derivados 0,9% 8,4% 1,2% Óleo de sementes e frutas 0,8% 7,2% 23,0% Açúcar e mel 0,6% 5,2% 28,8% Outras carnes e miudezas, comestíveis 0,4% 3,6% 11,2% Material de alimentação para animais 0,3% 2,8% 8,9% Café e substitutos do café 0,3% 2,7% 16,7% Milho (não incluído milho doce) 0,2% 2,2% 15,1% Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos > 70% do petróleo 0,2% 2,2% 0,5% Aeronaves e outros equipamentos; nave espacial, etc. 0,2% 2,2% 3,2% Peças e acessórios de veículos 0,2% 2,0% 1,3% Fonte: SECEX, 2013 Desta forma, o setor produtivo também é norteado pela evolução dos preços internacionais das mercadorias produzidas. O produtor analisa o risco, os preços, expectativas e custo de oportunidade, optando normalmente o que trará mais lucro no curto e/ou longo prazo.

56 56 (média 2006 = 100) Gráfico 30. Exportações por setor - preços - índice Fonte: Funcex, 2013 A exemplo das commodities, o preço teve uma variação de quase 30% de 2005 a 2012, o que torna uma atividade bastante atrativa para os empresários Gráfico 31. Índice de preços das commodities Fonte: Funcex, 2013 O petróleo teve uma evolução de 50% de valor ao comparar Setembro de 2001 com setembro de Mesmo se tratando de uma atividade extrativa, os investimentos para prospecção e todas as outras atividades envolvidas na extração da commodity se encontra se encontram em primeiro lugar a nível de investimento, como visto anteriormente.

57 57 Em relação a soja (atividade não extrativa) pode também observar este crescimento quando se visualiza a área colhida de 2001 a 2010 e as toneladas colhidas no mesmo período. A área colhida teve um aumento de 55,52% enquanto a quantidade colhida teve um aumento de 54,23%, demonstrando perda de produtividade (tonelada/área). Tabela 13. Área colhida Soja Data Área colhida Soja/hectare Total Fonte: SECEX, 2013 Gráfico 32. Quantidade colhida de Soja Fonte: Ministério da Fazenda, 2013

58 58 Já em relação aos produtos manufaturados, dentro do setor industrial brasileiro, os produtos de baixa tecnologia são mais presentes, porem se nota um acréscimo dos bens de média tecnologia que apresenta crescimento de 2010 a 2012, como pode ser visto no gráfico abaixo. Gráfico 33. Intensidade tecnológica nas exportações Fonte: SECEX, 2013 Dentro do setor industrial de média tecnologia, destacam-se produtos metálicos e produtos derivados do petróleo. Já nos produtos de baixa tecnologia, o destaque surge em alimentos, bebidas e tabaco. Produtos da indústria aeronáutica destacam-se nos produtos de alta tecnologia.

59 59 Tabela 14. Produtos exportados por intensidade tecnológica Exportação Brasileira dos Setores Industriais por Intensidade Tecnológica (*) Exportações Tecnológicas - US$ milhões FOB Setores Valor % Valor % Valor Part. % Total , , ,0 Produtos industriais (*) , , ,6 Indústria de alta e média-alta tecnologia (I+II) , , ,6 Indústria de alta tecnologia (I) , , ,6 Aeronáutica e aeroespacial , , ,3 Farmacêutica , , ,9 Material de escritório e informática 235 0, , ,1 Equipamentos de rádio, TV e comunicação , , ,9 Instrumentos médicos de ótica e precisão 854 0, , ,4 Indústria de média-alta tecnologia (II) , , ,0 Máquinas e equipamentos elétricos n. e , , ,6 Veículos automotores, reboques e semi-reboques , , ,9 Produtos químicos,excl. farmacêuticos , , ,7 Equipamentos para ferrovia e material de transporte n. e , , ,4 Máquinas e equipamentos mecânicos n. e , , ,5 Indústria de média-baixa tecnologia (III) , , ,6 Construção e reparação naval , , ,1 Borracha e produtos plásticos , , ,4 Produtos de petróleo refinado e outros combustíveis , , ,3 Outros produtos minerais não-metálicos , , ,9 Produtos metálicos , , ,8 Indústria de baixa tecnologia (IV) , , ,4 Produtos manufaturados n.e. e bens reciclados , , ,7 Madeira e seus produtos, papel e celulose , , ,3 Alimentos, bebidas e tabaco , , ,0 Têxteis, couro e calçados , , ,4 Produtos não industriais , , ,4 Fonte: SECEX, 2013

60 Importações Brasileiras Em 22º posto nas importações mundiais (SECEX, 2013), segundo dados da UNCTAD (2013), a participação das importações brasileiras vem crescendo em importância relativa em âmbito mundial (como pode ser visto na Tabela. 15) Tabela 15. Participação mundial das importações brasileira ,90 0,74 0,65 0,69 0,71 0,77 0,88 1,10 1,05 1,24 1,29 Fonte: UNCTAD, 2013 Isto se deve ao aumento elevado de importação pelo país, que quintuplicou em menos de 10 anos, como pode ser visto no gráfico abaixo. Gráfico 34. Importações brasileiras Fonte: SECEX, 2013 Com crescimento quase constante em termos de variação anual, tendo diminuído na mesma época das duas últimas crises internacionais, o aumento da participação das importações de bens e serviços é notável (ver Tabela 16).

61 61 Tabela 16. Importações bens e serviços (var. real anual - %/ a.a) Data Importações bens e serviços , , , , , , , , , , , ,23 Fonte: IBGE, 2013 Em 2012, estas importações se dividiram em grande maioria em bens de intermediários, petróleo e combustíveis, bens de consumo e bens de capital (ver Gráfico 35). Gráfico 35. Importação por Setor 2012 Fonte: SECEX, 2013 A lista dos produtos que tem maior representatividade no nível de importação brasileiro pode ser vista abaixo, e retirando os produtos extrativos, pode-se notar o alto nível de intensidade tecnológica dos produtos importados, ao contrário das exportações brasileiras.

62 62 Tabela 17. Principais produtos importados (em milhares de US$) PRODUTOS TOTAL Óleos brutos de petróleo, óleos de betumin. materiais em bruto Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos > 70% do petróleo Veículos automóveis para transporte de pessoas Fertilizantes Equipamento de Telecomunicações Partes e Acessórios de Veículos Válvulas catódicas e Tubos Gás natural liquefeito ou não Organo-inorgânicos, Heterocycl. compostos, Nucl. ácidos Medicamentos e produtos farmacêuticos, excluindo Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários) Motor Veíc. para transporte de mercadorias, purpo especial As peças, acessórios para máquinas de grupos Maquinaria e equipamento Equipamento de medição, controle e análise Motores de combustão interna Carvão pulverizado ou não, não aglomerado Aparelho para circuitos elétricos; bordo, painéis Aeronaves e equipamentos associados; nave espacial, etc Outras máquinas e aparelhos para determinadas indústrias Fonte: UNCTAD, 2013 Também se observa o crescimento do nível de importação destes três últimos anos. Bens de capital e petróleo e combustíveis apresentam-se praticamente constantes, porem os bens intermediários apresentam grande queda na participação nas importações. Gráfico 36. Participação setorial na importação (%) Fonte: SECEX, 2013

63 63 Este nível de importação representa valores altos se comparados ao PIB brasileiro, tendo uma queda no pós-crise de 2008, porém retomando o crescimento e mantendo esta tendência (ver Gráfico 37). Com uma participação de 9,91% do PIB (similar a participação das exportações no PIB brasileiro), a importação é fator essencial para o desenvolvimento da indústria brasileira, quando se observam o tipo de mercadoria importada. (%/ PIB) Gráfico 37. Participação das importações brasileiras no PIB Fonte: SECEX, 2013 Os principais produtos importados vêm do continente asiático e europeu (ver Gráfico 38), mas países como Estados Unidos e Argentina aparecem com grande participação (ver Tabela 18). Gráfico 38. Principais parceiros nas importações brasileiras Fonte: SECEX, 2013 A China nos últimos anos ultrapassou os Estados Unidos e tornou-se o principal parceiro comercial brasileiro, vendendo 15,4% de todos os produtos importados pelo Brasil.

64 64 Tabela 18. Principais origens das importações brasileiras Pais Participação % China 15,4 Estados Unidos 14,6 Argentina 7,4 Alemanha 6,4 Coreia do Sul 4,1 Nigéria 3,6 Japão 3,5 Itália 2,8 México 2,7 França 2,7 Índia 2,3 Chile 1,9 Espanha 1,6 Reino Unido 1,6 Bolívia 1,5 Fonte: SECEX, 2013

65 65 CAPITULO VI. BRASIL E CHINA: UM BREVE COMPARATIVO DOS PARCEIROS COMERCIAIS Neste capítulo serão demonstradas algumas características da China, que se coloca como um dos principais parceiros comerciais brasileiro e por este motivo foi escolhido como exemplo de análise de parceiro comercial. Compreender-se-á seus aspectos econômicos abordados que permita identificar as possíveis oportunidades elencadas no Painel da Análise SWOT para o Brasil, objetivando compreender melhor as relações de comércio entre os dois países População Quarto maior pais do mundo, com mais de 1,30 bilhões de pessoas, a China, assim como o Brasil, apresenta taxas de crescimento da população decrescentes, apresentando média de 0,50% ao ano. Porém ao comparar a quantidade absoluta de crescimento vegetativo, percebe-se que a china aumentou quase mais de 60 milhões de pessoas em apenas 8 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística da China (2013). De acordo com dados do World Bank (2013) a densidade demográfica chinesa chega a 144 pessoas por quilometro quadrado em Com uma força de trabalho de aproximadamente 806 milhões de pessoas, a variação da força de trabalho também é decrescente, chegando a 0,80% no ano 2011 (WORLD BANK, 2013). A taxa de desemprego da China se apresenta menor que no Brasil, com medias de 4,1%. Com uma grande população rural, a China teve crescimento da sua população urbana que ultrapassou em 2011.

66 66 Gráfico 39. População chinesa urbana e rural Fonte: World Bank, 2013 Um ponto muito importante a ressaltar é o aumento de renda da população chinesa tanto na renda per capita, como na distribuição de renda na população, como pode ser visto no gráfico abaixo. Gráfico 40. Divisão de renda chinesa 2005 e 2010 Fonte: Apexbrasil, 2013

67 Produção Interna O pais vem experimentando um processo intenso de modernização de sua economia e integração aos fluxos internacionais de comércio e investimentos, que gera uma profunda transformação de sua realidade socioeconômica, bem como da ordem econômica e política internacional (APEXBRASIL, 2011). Segundo Acioly et al. (2013) nas últimas três décadas, a China apresentou uma elevada taxa de crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) e um crescimento significativo do PIB per capita(em preço corrente). Esse dinamismo alimenta a ascensão chinesa para, cada vez mais, ocupar posições centrais na economia mundial. contribuiu A participação da China no PIB global (em dólares correntes) entre 1980 e 1990) permaneceu praticamente estagnada e num patamar baixo (de 1,9% para 1,8%). A partir da década de 1990 verificou-se um aumento nessa participação de 273% (de 1,8% em 1990 para 3,7% em 2000) que se acelerou ainda mais durante a década de Entre 2000 e 2005, período de expansão da economia mundial, a participação elevou-se de 3,7% para 5% (crescimento de 369%), tendência ampliada entre 2005 e 2010, em virtude da crise internacional que teve menor impacto negativona China em relação aos demais países, já que a participação cresceu de 5% para 9,3%. (ALCIOLY, 2012) Em 2012 a China chegou a posição de representar mais de 11% do PIB mundial e com 18,5% para seu crescimento, valor muito mais alto que os 3,16% em referência ao PIB Mundial. Para realizar um comparativo entre os Brasil e China, foram retirados dados da UNCTAD, 2013 que demonstram um crescimento do PIB chinês muito mais acentuado do que o PIB brasileiro. Tabela 19. Comportamento do PIB Real (Milhões de dólares) País Brasil China Mundo Brasil % Mundo 2,44% 2,69% 2,78% 3,37% 3,53% 3,16% China% Mundo 6,24% 7,38% 8,71% 9,36% 10,26% 11,34% Fonte: UNCTAD, 2013

68 68 Como pode ser visto, em 2009, ano pós-crise econômica mundial, grande parte dos países tiveram valores negativos na taxa de crescimento do PIB, porém a China conseguiu manter-se nos impressionantes 9% de crescimento, demonstrando solidez e capacidade de resistência a impactos econômicos externos. Este milagre econômico pode ser melhor visualizado no gráfico abaixo. Gráfico 41. Crescimento do PIB Chinês Fonte: CEPAL, 2011 O dinamismo do crescimento chinês é fortemente impulsionada por Políticas governamentais de planejamento de mercado, implementado de forma gradual deste Dahlman (apud FILIPE, et. al., 2010) comenta alguns pontos centrais desta política, como Políticas macroeconômicas (monetárias, fiscal e cambial) que articulam o controle inflacionário e o crescimento econômico. Reformas e privatizações de estatais, crédito subsidiado para empresas estatais por meio de bancos públicos, incentivos fiscais voltados ao investimento estrangeiro de alta tecnologia, barreiras tarifarias mais baixas, Políticas de estímulos de IDE em áreas de altas tecnologias, criação e facilitação para criação de empresas multinacionais são outros pontos do planejamento chinês. No âmbito do fluxo de capitais, essa nova dinâmica pode significar uma realocação dos Investimentos Externos Diretos, ao redor do planeta, ao se destinarem a setores voltados aos suprimentos de alimentos e matérias-primas destinadas ao mercado chinês.

69 69 Nos proximos anos, o governo chines tem como meta fazer com que o pais cresça com menos dependência das exportações e do investimento externo direto que entra no país. O objetivo é aumentar o consumo doméstico a fim de dar continuidade ao crescimento. (APEXBRASIL, 2011) Em relação aos investimentos externos diretos, a China se apresenta como destino favorável a estes investimentos, representando 8,13% destes investimentos a nível global (UNCTAD, 2013), ou seja, o quase o dobro dos investimentos realizados no Brasil. Tabela 20. Investimento externo na China Ano % Brasil/ China Brasil %/ Mundo China % Mundo % 2,71 5, % 2,64 8, % 1,73 9, % 2,44 8, % 1,54 7, % 1,29 4, % 1,75 4, % 2,52 6, % 2,17 7, % 3,71 8, % 4,37 8,13 Fonte: UNCTAD, 2013 Segundo relatório da CEPAL (2011), a nova estratégia da China se orienta ao desenvolvimento mais apoiado no consumo interno, sustentável e com coesão social. O plano quinquenal para o desenvolvimento econômico e social, entre 2011 e 2015, busca reorientar o modelo de desenvolvimento econômico chines, pautado em investimentos e exportações baratas para um que privilegiei o mercado interno, o desenvolvimento cientifico, e a inovação para elevar a qualidade de seus produtos. O aumento do consumo interno busca diminuir a debilidade de demanda das nações industrializadas e também para diminuir a concentração de renda e desigualdade social. Assim, o aumento do salário mínimo, o estimulo ao consumo da classe media e baixa e um aumento da qualidade de vida da classe rural e urbana fazem parte dos planos de governo chinês.

70 70 O crescimento sustentável, uma reestruturação produtiva, uma maior ênfase na inovação tecnológica e qualidade dos produtos, uma melhor proteção ao meio ambiente e uma menor intensidade energética também fazem parte do projeto Câmbio Outro ponto a ser levantado é referente a moeda chinesa, que sempre foi grande impulsionadora das exportações baratas advindas do país. Em um regime de câmbio administrado, o Yuan demonstrou valorização gradual, de forma lenta, nos últimos anos, possível devido a excessivas compras de dólares pelo Banco Central Chinês, que hoje detém a maior reserva de dólares mundiais, segundo relatório da Confederação Nacional das Indústrias (2010). O câmbio desvalorizado barateia as importações mundiais e encare as exportações. Gráfico 42. Câmbio Chinês Fonte: UNCTAD, Comércio Internacional China - Brasil O período compreendido entre 2000 e 2012 foi marcado por mudanças significativas no processo de integração comercial tanto no que diz respeito ao seu volume quanto à localização dos seus fluxos. Isto se deu, em virtude do explosivo aumento das exportações (de

71 71 US$ 249 bilhões em 2000 para US$ bilhões em 2012) e das importações (de US$ 225 bilhões em 2000 para US$ bilhões em 2012), segundo dados da UNCTAD (2013) representando sozinha quase 10% dos bilhões dos gastos com importação mundial. Notou-se assim, uma mudança significativa na participação da China no comércio mundial. A participação do mercado chinês no total das exportações brasileiras é significativa, elevando-se de forma expressiva no período de 2000 a 2010, passando de 1,97% para 15,25%. No sentido oposto, as importações brasileiras advindo da China tiveram um aumento de 60,8% em 2010, que representa 14,08% da pauta da importação. Em meados de 2008, o Brasil passou a ter superávit na balança comercial com a China, intensificando a corrente de comércio entre os dois países. Gráfico 43. Corrente de comércio Brasil China Fonte: Apexbrasil, 2013 O comércio externo chinês esta cada vez mais diversificado. Os Estados Unidos é o principal destino das exportações chinesas, porem perdeu grande participação, comprando 17,9% em 2010, ao invés dos 21,4% em 2005 (APEXBRASIL, 2011). Ao observar o nível de exportação do país asiático, pode-se constatar uma grande diferença para com o Brasil, que mantem uma média de 13% do nível de exportação chinesa. Atingindo um nível de bilhões de dólares, um valor quase 10 vezes maior que as exportações brasileiras

72 72 Tabela 21. Comparação Brasil - China - Exportação Ano CHINA BRASIL % Brasil/China %China/Mundo % Brasil/Mundo % 8,73% 1,15% % 8,88% 1,23% % 9,61% 1,22% % 10,37% 1,30% % 10,43% 1,41% % 11,21% 1,33% Fonte: UNCTAD, 2013 Outra grande diferença é a pauta de exportação chinesa, onde se encontram produtos de maior valor agregado que os produtos brasileiros. Computadores, telefones, televisores, aparelhos elétricos são os principais produtos exportados pelos chineses, com grande participação no total transacionado no mundo. Este fato demonstra a capacidade tecnológica chinesa, além da alta produtividade e baixos custos de produção. Vestuário e calçados também tem grande participação, além de brinquedos e equipamentos óticos. Tabela 22. Principais exportações chinesas 2012 Exportações Chinesas % Exportação Mundial Maquinas automáticas de processamento de dados 47% Equipamento de telecomunicações 32% Válvulas e tubos catódicos 13% Maquinário e aparelhos elétricos 23% Móveis e partes 33% Artigos de vestuários e tecidos têxteis 34% Barcos botes e estruturas flutuantes 28% Calçados 39% Partes e acessórios de maquinas 23% Equipamentos óticos 35% Brinquedos, jogos e artigos esportivos 42% Fonte: UNCTAD, 2013 Em relação ao Brasil, dos US$ milhões de dólares importados pelo Brasil, U$ milhões advém da China, ou seja, quase 15% das importações. Segundo dados

73 73 retirados do UNCTAD (2013), dentre os principais produtos chineses importados pelo Brasil estão equipamentos de telecomunicação, partes de máquinas, equipamento elétrico, computadores, tubos de raio catódicos, circuitos elétricos, brinquedos, equipamento domésticos, tecidos, aparelhos de calefação e ar condicionados. Dentre os que produtos importados pelo Brasil, os que possuem maior participação em níveis relativos são tecidos, roupas, artigos de viagem, aparelhos eletrônicos e joias. Tabela 23. Participação chinesa nas importações brasileiras 2012 Produto Participação Chinesa nas importações Brasileiras Tecidos de malha 87,6% Artigos de viagem, bolsas e artefatos semelhantes 82,0% Carrinhos de bebé, brinquedos, jogos e artigos esportivos 80,7% Equipamentos domésticos 74,5% Tecidos sintéticos 71,9% Roupa masculine 71,8% Receptores de televisão 68,9% Equipamentos domésticos de metal 68,8% Material de construção de argila 68,6% Roupa feminine 63,9% Aparelhos de gravação ou reprodução 62,5% Luminárias e Acessórios 58,7% Maquinas de escritório 57,1% Partes e acessórios de maquinas 55,3% Joias e artigos preciosos. 52,3% Instumentos óticos 52,0% Máquinas de processamento de dados automáticas 49,7% Fonte: UNCTAD, Importações Chinesas Com uma população tão grande e densa e com uma produção de tamanha imensidão como demonstrado anterior, naturalmente a China necessitará importar muitos produtos do exterior, sendo estes matérias primas, produtos semimanufaturados, e/ou alimentos. Dentro destes produtos, os principais produtos são combustíveis, aço e minério de ferro, sementes e alimentos, assim como válvulas e tubos catódicos.

74 74 Gráfico 44. Principais produtos importados pela China Fonte: UNCTAD, 2013 Os principais produtos da pauta importadora chinesa tiveram um crescimento percentual alto, mesmo depois das crises internacionais, como pode ser vista na Tabela 24. Tabela 24. Variação dos principais produtos importados pela China Produto Óleos brutos de petróleo, óleos de bitumin. materiais em bruto 8,9% 9,7% 11,3% 13,5% válvulas e tubos catódicos 13,6% 13,0% 11,3% 10,3% minério de ferro e seus concentrados 5,0% 5,7% 6,4% 5,5% Instrumentos ópticos, aparelhos e n.e.s. 3,8% 3,7% 3,1% 3,2% sementes de e frutos oleaginosos (excluindo farinha de) 2,0% 1,9% 1,8% 2,4% Cobre 2,3% 2,4% 2,1% 2,3% Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos> 70% do petróleo 1,7% 1,6% 1,9% 2,3% Veículos automóveis para transporte de pessoas 1,4% 2,1% 2,3% 2,1% Aparelho para circuitos elétricos; bordo, painéis 2,7% 2,5% 2,2% 1,8% Outras máquinas e aparelhos para determinadas indústrias, ne 1,5% 1,9% 2,0% 1,7% Fonte: UNCTAD, 2013 O Brasil, grande parceiro comercial chines, representa quase 30% das compras de sementes e mais de 16% da compra de aço. Porém, na grande maioria dos principais produtos importados pela China, o Brasil apresenta participação inespressiva, mesmo que se toda a produção brasileira fosse vendida para a China.

75 75 Tabela 25. Participação brasileira nas importações chinesas Fonte: UNCTAD, 2013 Produtos % Brasil/ Mundo % Brasil/ China Média Média 2010/ /2012 Óleos brutos de petróleo, óleos de bitumin. Materiais em bruto 10,4% 2,483% Válvulas e tubos catódicos 0,1% 0,012% Minério de ferro e seus concentrados 34,8% 16,415% Instrumentos ópticos, aparelhos. 0,0% 0,002% Sementes e frutos oleaginosos (excluindo farinha de) 44,6% 29,650% Cobre 1,8% 0,444% Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos > 70% do Petróleo 13,2% 0,001% Aparelhos para circuítos elétricos 1,4% 0,033% Maquinário para indústrias específicas 2,6% 0,056% Aparalhos de controle e medição. 1,5% 0,041% Maquinário e aparelhos eletricos 3,0% 0,059% Equipamento de telecomunicação 3,1% 0,072% Partes e acessórios de veículos 23,1% 0,144% Maquinas de processamento dados automáticas. 0,5% 0,033% Plásticos em forma primária 5,4% 0,584% Alguns tipos de alcools 10,4% 0,394% Minérios de Cobre e seus concentrados 9,1% 0,935% Minérios e concentrados de metais básicos. 2,6% 1,272% Peças e acessórios para máquinas 0,4% 0,058% Observa-se que produtos de baixa intensidade tecnológica são os mais demandados pela China. Matéria prima e alimento estão entre os que mais crescem dentro das importações chinesas. Quando analisados os produtos importados pela China, de origem brasileira, fica claro que este fato.

76 76 Gráfico 45. Participação principais produtos exportados por setor Brasil China 2005 e 2010 Fonte: UNCTAD, 2013 Analisando a variação das importações chinesas de origem brasileira, os principais beneficiados são produtos como as sementes (principalmente a soja), óleos brutos de petróleo e maquinas para indústria. Tabela 26. Variação de exportados pelo Brasil: 10 principais produtos importados pela China Produto 2010/ /2012 Média Óleos brutos de petróleo, óleos de bitumin. Materiais em bruto 32,60% -6,00% 10,30% Válvulas e tubos catódicos 29,90% -11,60% 3,40% Minério de ferro e seus concentrados 44,60% -25,90% -3,60% Instrumentos ópticos, aparelhos 13,00% -57,60% - 51,10% Sementes e frutos oleaginosos (excluindo farinha de) 48,00% 5,70% 29,70% Cobre 44,80% -40,50% - 18,10% Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos> 70% do Petróleo 40,90% 24,50% 44,90% Veículos automóveis para transporte de pessoas -0,90% -14,90% - 15,30% Aparelho para circuitos elétricos; bordo, painéis. 32,30% -9,20% 6,90% Outras máquinas e aparelhos para determinadas indústrias 71,40% 43,60% 79,30% Fonte: UNCTAD, 2013

77 77 Dentro dos produtos que apresentaram maior variação de crescimento nos últimos anos, se encontram em sua maioria commodities como o milho, minérios, gás, cereais, açúcar, algodão, gordura animal, etc. Tabela 27. Produtos brasileiros com maior variação de importação pela China Produtos 2009/ / /2012 Média O milho (não incluindo o milho doce) 1692,90% 57,27% -16,98% 577,7% Minérios e concentrados de urânio ou de tório 188,50% 839,15% -27,38% 333,4% O gás natural, com ou sem liquefeito 213,76% 159,40% 56,70% 143,3% Briquetes, linhites e turfa 280,43% 136,50% -41,31% 125,2% Edifícios pré-fabricados 355,40% -65,47% 85,16% 125,0% Margarina e encurtamento 51,66% 344,53% -32,16% 121,3% Ovos, ovos de aves e gemas de ovo, albumina 328,70% -34,90% 47,30% 113,7% Roupas e outros artigos têxteis usados 114,83% 160,23% -7,64% 89,1% Radioativos e materiais associados 221,30% -0,19% 31,43% 84,2% Cereais(excluindo o trigo, arroz, cevada, milho) 135,70% -40,14% 154,82% 83,5% Grupo da platina 77,42% 15,73% 152,50% 81,9% Seda 188,85% -44,92% 79,21% 74,4% Açúcar, melaço e mel 125,32% 109,83% -29,70% 68,5% Minérios e concentrados de metais preciosos; resíduos, sucata 107,62% 88,42% 2,36% 66,1% Algodão 164,38% 65,55% -32,27% 65,9% Peixes, aqua. invertebrados, preparados, conservados 91,51% 85,02% 7,62% 61,4% Madeira em estilhas ou em partículas e resíduos de madeira 90,06% 71,93% 21,78% 61,3% Obras de arte, peças de coleção e antiguidades 139,35% 63,60% -21,23% 60,6% Gases de petróleo, outros hidrocarbonetos gasosos 69,80% 39,50% 68,43% 59,2% Animais ou vegetais. óleos e gorduras, transformados. 69,48% 113,04% -12,36% 56,7% Fonte: UNCTAD, 2013 O Brasil é grande beneficiado desta demanda por importações chinesa, já que quase 50% do aço e concentrados exportados pelo Brasil tem destino a China. Isto pode ser dito do também do petróleo com 23%, das sementes com 66%, indústria área com 13%, papelão com 25%, e o tabaco com 14% segundo dados da UNCTAD (2013).

78 Taxa de Cobertura Global Brasil China Um indicador que relaciona as importações com as exportações é a taxa de cobertura global, onde o coeficiente c é resultado da divisão das importações pelas exportações. Uma taxa de cobertura superior a 1 (ou a 100%, se estiver expressa em percentagem) significa que o país tem uma posição comercial forte (competitividade comercial), enquanto uma taxa inferior a 1 indica uma posição fraca ou dependência comercial (saldo comercial negativo). Em termos evolutivos mostra o dinamismo relativo entre as exportações e as importações Como identificado anteriormente, sendo a taxa de cobertura global uma razão entre as exportações e as importações, ao analisar os dados disponíveis na UNCTAD (2013), percebese que tanto Brasil como China possuem certa folga comercial, com padrões muito similares. Tabela 28. Taxa de Cobertura Global Ano Brasil China % 109% % 110% % 106% % 106% % 115% % 122% % 128% % 126% % 120% % 113% % 109% % 113% Fonte: UNCTAD, 2013

79 Grau de Abertura Comercial Brasil China Segundo Forte (2011) o inicio do estudo dos indicadores deve iniciar-se pela análise da relevância da economia nacional. Esta importância mede-se pelo peso das relações comerciais com o exterior (trocas de bens e produtos) no PIB de um país durante um espaço de tempo. Conforme Carvalho (2002), o Grau de Abertura Comercial de uma economia representa o nível de transações comerciais que os países mantêm com o resto do mundo, medido pela soma das exportações e importações anuais em relação ao PIB, calculado mediante o uso da expressão abaixo, onde X representa as exportações e M representa as exportações. Para realizar o cálculo do grau de mudança de abertura comercial dos países analisados é utilizada a fórmula: Na formula acima, A representa a variação, em valores absolutos, da corrente de comércio da economia nacional considerada, X a exportação, M a importação e, t o ano considerado. No que tange a Grau de Abertura Comercial (somatório das exportações com as importações), o Brasil representa apenas 41% em 2011 do montante chinês. Desta forma, nota-se uma participação mais relevante da China no comércio internacional

80 80 Tabela 29. Grau de Abertura Comercial Ano Brasil China % Brasil China ,2 22,7 54% ,8 25,1 55% ,1 29,4 51% ,4 33,8 49% ,2 36,6 42% ,4 38,1 38% ,5 38,4 35% ,8 34,9 40% ,3 26,4 43% ,2 30,5 37% ,2 29,5 41% Fonte: UNCTAD, Índice de Vantagem Comparativa - VCR Segundo Baltar (2007), um dos primeiros indicadores para medir a composição inter e intra-industrial do comércio entre os países foi o de Balassa (1966), também conhecido como Indice de Especialização Comercial (IEC). A análise da competitividade das exportações assume importância crucial e estratégica dentro deste contexto, já que se alteraram qualitativa e significativamente as regras de comércio Balassa (1965) desenvolveu estudos de competitividade e criou o conceito de vantagem comparativa revelada (VCR).Este indicador pressupõe que a eficiência produtiva relativa de um país ou região possa ser identificada pelo seu desempenho no comércio internacional (FONSECA, 2002). Tal índice relaciona as exportações do produto i de uma região j com as exportações nacionais do mesmo produto comparando o quociente à participação das exportações totais da região j, em relação às exportações totais do país Z (FERNANDES & VIEIRA FILHO, 2000) sendo definido pela fórmula:

81 81 IVCR j= (X ij /X i) / (X wj/xw) X ij= Valor das exportações brasileiras de produto J; X i= Valor total das exportações brasileiras; X wj= Valor total das exportações mundiais do produto J; X w= Valor total das exportações mundiais; i = Exportações brasileiras; w = Exportações mundiais; j = produto J Segundo Mattos (2008, apud FIGUEIREDO e SANTOS, 2005), por mais que existem limitações na análise do indicador VCR, este é amplamente utilizado pela facilidade de calculo e pela capacidade de acompanhar o desempenho do fluxo comercial externo. Como pode ser observado, o VCR permite observar o padrão da pauta da exportação de um país e tendências de especialização. VCR j > 1 O país possui vantagem comparativa revelada para as exportações do produto J; IVCR j < 1 O país possui desvantagem comparativa revelada para as exportações de produto J. Para analisar a vantagem competitiva dos principais produtos brasileiros exportados para o Mundo, em nível de valor, foi utilizado o Índice de Vantagem Comparativa. Percebe-se que alguns produtos perderam competitividade com o petróleo cru e os veículos automóveis. Outro fator muito importante a observar é a questão de que nem sempre uma nação ira comercializar o produto que ela possui maior vantagem comparativa revelada. O Açúcar, aço e sementes brasileiras, demonstraram ter muita competitividade internacional. Nota-se um alto nível de VCR dentro das commodities transacionadas. A demanda e as relações comerciais também tem sua importância na quantidade de produtos comercializados.

82 82 Tabela 30. Vantagem Comparativa Revelada Produto Aço e seus concentrados 21, , , Petroleo crú, bitumen 1, , , Sementes e frutas oleaginosas 15, , , Açucar mel e melaço 26, , , Outras carnes e miudezas 9, , , Material de alimentação para animais 6, , , Café e substitutos 15, , , Milho 7, , , Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos> 70% do petróleo 0, , , Aeronaves e equipamentos associados; nave espacial, etc 2, , , Peças e Acessórios de veículos 1, , , Celulose e Papel reciclado 8, , , Carnes de animais da espécie bovina, frescas, refrigeradas ou congeladas 8, , , Ferro-gusa e ferro spiegel, ferro esponja, pó e granulado 6, , , Lingotes, formas primárias, de ferro ou aço; semi-finis. 5, , , Veículos automóveis para transporte de pessoas 0, , , Tabaco não manipulado; desperdícios de tabaco 18, , , Motores de pistão, peças 1, , , Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e concentrados) 0, , , Fruta e de produtos hortícolas, não fermentados 10, , , Álcoois, fenóis 2, , , Fonte: UNCTAD, Índice de Orientação de Comércio - IOC Segundo Mattos (2010), o IOC (Índice de Orientação de Comércio) visa mensurar o peso de um produto nas exportações bilaterais em relação ao peso de suas exportações totais com o resto do mundo. Varia entre zero e infinito, tendo como valores maiores de um, uma orientação favorável ao comércio bilateral. Menores que um, a orientação de comércio daquela mercadoria por aquele país, e favorável para o resto do mundo.

83 83 Xbj = valor das exportações do produto j no comércio bilateral Xbt = valor das exportações totais no comércio bilateral Xoj = Valor das exportações do produto j para o mundo Xmt = valor das exportações totais no comércio mundial O Índice de orientação de comércio serviu para mostrar a grande orientação dos produtos como aço, sementes, tabaco, celulose, açúcar e ferro para a China. Isto demonstra que o Brasil pode ser dependente destas exportações já que, como existe um grande volume que é transacionado para a China, a falta de demanda destes produtos por este país pode gerar uma crise da balança comercial. Da mesma forma que o VCR, nem todos os produtos com grande orientação são os que significam maiores ganhos comerciais para o país, inclusive devido a seu peso unitário e quantidade transacionada. Mediante análise dos dados coletados em UNCTAD (2013) chegou-se a conclusão que produtos como algodão, couro e pedras também tem grande orientação de mercado à China Grau de concentração e diversificação das exportações A avaliação de um determinado grupo de itens pode trazer dados como a concentração e diversificação das exportações de um pais a outro. Dentro deste linha, encontra-se que existe muito maior concentração dos produtos exportados do Brasil para a China, sendo poucos os produtos responsáveis pela maior parte do valor comercializado.

84 84 Tabela 31. Grau de concentração e diversificação Páis Itens Conc. Divers. Itens Conc. Divers. Itens Conc. Divers. Itens Conc. Divers. Brasil 251 0,12 0, ,16 0, ,17 0, ,15 0,51 China 258 0,11 0, ,11 0, ,10 0, ,10 0,45 Fonte: UNCTAD, Grau de Dependência Exportadora e Importadora Lobejon Herrero (2001) comentam outros dois indicadores, que foram considerados relevantes ao projeto, sendo o eles o Indicador de Esforço Exportador e o Coeficiente de Dependência das Importações. O Indicador de Esforço Exportador é calculado pela fórmula: Já o Coeficiente de Dependência das Importações é calculado pela formula: A análise destes dois indicadores permitiu observar que a China é mais dependente das exportações e importações que o Brasil, porem ambos possuem índices maiores que 10%. Interessante analisar estes dados em decorrência dos planos de governo em intensificar o consumo interno do país, como visto anteriormente.

85 85 Tabela 32. Dependência exportadora Ano Brasil China % 20% % 22% % 27% % 31% % 33% % 35% % 35% % 32% % 24% % 27% % 26% % 25% Fonte: UNCTAD, 2013 Tabela 33. Dependência importadora Ano Brasil China % 18% % 20% % 25% % 29% % 29% % 28% % 27% % 25% % 20% % 23% % 24% % 22% Fonte: UNCTAD, 2013

86 Considerações sobre práticas de comércio Segundo Abracomex (2013), a China teve sua entrada na OMC garantida em 11 de dezembro de 2001, após esperar quase 15 anos e ter adotado medidas para tal. Teve de concordar em adotar medidas concretas para remover barreiras comerciais e abrir seus mercados para empresas estrangeiras e produtos de exportação. Segundo a mesma entidade, a China procura intensificar seus acordos bilaterais e regionais de livre comércio, pois considera que tais acordos são complementares ao sistema de comércio multilateral. No que se refere a política comercial Brasil-China, uma primeira aproximação formal foi em 1978 que estabeleceu o acordo da Nação mais favorecida, nas trocas comerciais entre Brasil e China, além de ter como objetivo um aumento de tal intercâmbio. Em 2004, o memorando Entendimento sobre cooperação em Matéria de Comércio e Investimento, o Brasil reconhece a China como economia de mercado. Em 2011, a presidente brasileira, Dilma Roussef, assinou documentos de cooperação nas áreas de política, defesa, ciência e tecnologia, entre outros. Não se pode deixar de falar dos tributos de importação, já que estes são umas das principais barreiras da China. Estas estão apresentando queda, como por exemplo, a tarifa da nação mais favorecida que diminui de 50% dos anos 80, para 9,5 % em A China confere este tratamento (NMF) a quase todos os membros da OMC, sendo o Brasil um deles. Segundo a Abracomex (2011), as tarifas impostas às mercadorias importadas pela China abrangem impostos de importação, impostos indiretos (normalmente aplicáveis aos produtos nacionais) e o IVA (impostos valor adicionado). Para efeito de procedimento de importação, os bens são classificados em três categorias: bens proibidos, bens restritos e bens gerais, com base em catálogos e acordos internacionais. Em relação a licenças para importação, o regime da China se aplica igualmente a produtos de todos os países. No que tange barreiras não tarifarias, além da proibição de importação de alguns itens, a China utiliza medidas não tarifarias como quotas tarifarias ou barreiras técnicas, sanitárias e

87 87 fitossanitárias. Para proteger o mercado nacional da competição estrangeira, destacam-se as quotas tarifárias (montante que pode ser exportado à China dentro de uma tarifa reduzida de importação). São divulgadas em 1 de janeiro do ano que irão vigorar. A solicitação das quotas deve ser feita junto a agências autorizadas. No tocante a subsídios, de acordo com o relatório de 2010 da Secretaria de Comércio dos Estados Unidos (2010, apud ABRACOMEX, 2011), as principais áreas de concentração dos subsídios são as indústrias de aço, petroquímica, alta tecnologia, papeis, maquinas para indústria, cobre e metais não ferrosos. Quando da entrada da China na OMC, esta se comprometeu em eliminar todos os subsídios proibidos de acordo com o artigo 3 de acordo sobre subsídios da organização. Washington pressionou Pequim sobre subsídios de importação e exportação (que favoreciam indústrias chinesas que ganhavam competitividade internacional). O governo chinês oferece apoio em relação a algumas commodities consideradas de grande importância para economia nacional e para subsistência da nação. Políticas indústrias também são utilizadas quando o governo identifica redução de demanda causada por causa exógena. Incentivos fiscais são dados a empresas médias com a intenção de facilitar seu desenvolvimento. A maioria dos incentivos é dada em forma de isenções ou reduções tarifárias ou impostos. Em relação a procedimentos aduaneiros, segundo Abracomex (2011), a China tem buscado facilitar cada vez mais o comércio e o investimento em termos de procedimento, agilidade e custo. A alfândega chinesa adotou uma série de medidas de facilitação de desembaraço aduaneiro, especialmente no que se refere a logística e armazém. Os custos de importação e exportação também são bem menores se comparados aos custos brasileiros.

88 88 Gráfico 46. Custos do comércio exterior países selecionados Fonte: Abrapex, 2012 Gráfico 47. Custos logísticos países selecionados Fonte: Abrapex, 2012

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