ESTRUTURA DE FINANCIAMENTO. José A. de Azevedo Pereira

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1 ESTRUTURA DE FINANCIAMENTO José A. de Azevedo Pereira

2 Estrutura de Financiamento EFBM- 2 Estrutura das Yields dos Produtos de Dívida r Yield CA CP

3 Custo Médio Ponderado do Capital sem impostos (persp. tradicional) r r cp EFBM- 3 WACC (CMPC) r ca CA V Inclui Risco de Incumprimento

4 Pressão Financeira EFBM- 4 Custos de Pressão Financeira - Custos resultantes da falência ou de decisões incorrectas induzidas pela situação de pré-falência.

5 Pressão Financeira EFBM- 5 Custos de Pressão Financeira - Custos resultantes da falência ou de decisões incorrectas induzidas pela situação de pré-falência. Valor de Mercado = Valor em caso de financiamento integral com CP + VA (Economia Fiscal) - VA (Custos de Pressão Financeira)

6 Valor de Mercado da Empresa Pressão Financeira Valor máximo da empresa VA da economia fiscal gerada pelos juros Valor da empresa não alavancada CA Nível óptimo de financiamento com CA Custos de pressão financeira EFBM- 6 Valor da empresa alavancada

7 Conflitos de Interesses EFBM- 7 A CI, SA possui 50 m de dívida a 1 ano. CI, CI, SA SA (Valores Contabilísticos) FML Obrigações Activo Fixo Acções Activo Total Total do do 2º 2º Membro

8 Conflitos de Interesses EFBM- 8 A CI, SA possui 50 m de dívida a 1 ano. CI, CI, SA SA (Valores de de Mercado) FML Obrigações Activo Fixo Acções Activo Total Total do do 2º 2º Membro Por que é que os CP ainda possuem algum valor? Os accionistas possuem uma opção podem obter os direitos sobre os activos caso paguem os 50 m de dívida.

9 Conflitos de Interesses EFBM- 9 A CI, SA pode investir 10 da seguinte forma: Agora Investir 10 Payoffs Possíveis no Próx. Ano $120 (probabili dade10% ) $0 (probabili dade 90%) Assuma que o VAL do projecto é de (-$2). Qual é o efeito nos valores de mercado?

10 Conflitos de Interesses EFBM- 10 Valor da CI, SA (pós projecto) CI, CI, SA SA (Valores de de Mercado) FML Obrigações Activo Fixo Acções Activo Total Total do do 2º 2º Membro Valor da empresa cai por 2m, mas o valor do CP sobe 3m.

11 Conflitos de Interesses EFBM- 11 Valor da CI, SA (assumindo um projecto sem risco com VAL = 5m) CI, CI, SA SA (Valores de de Mercado) FML Obrigações Activo Fixo Acções Activo Total Total do do 2º 2º Membro Apesar de o valor da empresa subir, a falta de um potencial payoff de elevado valor para os accionistas leva a que o respectivo valor se mantenha.

12 Jogos Comuns em Situações de Pressão Financeira EFBM- 12 Embolsar e Fugir Jogar com o Tempo Alteração do Perfil de Risco de Dívida anteriormente Emitida

13 Escolhas Financeiras EFBM- 13 Teoria do Trade-off Teoria segundo a qual a estrutura de financiamento se baseia num trade-off entre poupança fiscal e custos de pressão financeira induzidos pela utilização de capital alheio. Teoria da Hierarquia de Conveniências (Preferências) Teoria segundo a qual as empresas preferem emitir dívida a capital próprio, caso o autofinanciamento se revele insuficiente para satisfazer as respectivas necessidades.

14 Os Preços e a Teoria do Trade Off EFBM Ofertas troca Preço Acções-por-obr. Ofertas troca Obr.-por-Acções cai Preço sobe 2. Emissões de acções comuns tendem a gerar quedas nas cotações; recompras de acções tendem a gerar aumentos das cotações 3. Emissão de dívida sem opções acopladas tende a gerar um impacto ligeiramente negativo nas cotações.

15 Emissões e Preços das Acções EFBM- 15 Porque é que as novas emissões de títulos afectam as cotações das acções? A procura para os títulos emitidos por uma empresa deveria ser rasa Qualquer empresa constitui uma gota de água no oceano. Existem inúmeros substitutos perfeitos ou quase perfeitos. Grandes emissões de dívida tendem a não produzir grandes quebras de cotações.

16 Teoria da Hierarquia de Conveniências EFBM- 16 Considere-se o seguinte exemplo: O anúncio de uma emissão de acções leva a uma quebra nas cotações das acções da empresa emitente dado o facto de os investidores acreditarem que as equipas de gestão tendem a emitir acções quando pensam que as acções se encontram sobre-valorizadas. Consequentemente as empresas preferem utilizar fundos gerados internamente uma vez que tal solução não implica a emissão de quaisquer sinais negativos para o mercado. Caso se revele necessário o financiamento com fundos externos, as empresas tendem a emitir dívida em primeiro lugar, só recorrendo ao financiamento com capitais próprios em última instância. As empresas mais lucrativas tendem a endividar-se menos, não por possuírem rácios de endividamento-alvo mais baixos, mas porque não necessitam de utilizar fundos externos.

17 Teoria da Hierarquia de Conveniências EFBM- 17 Algumas Implicações: O crescimento dos capitais próprios com base em lucros retidos pode constituir uma melhor solução do que a emissão de novas acções. As folgas de natureza financeira podem ser vantajosas (possuir valor de mercado). Caso seja necessário o recorrer a fundos externos, o financiamento com capitais alheios deve constituir a primeira solução. (Existe uma maior homogeneidade de opiniões acerca do valor de mercado da dívida do que acerca do valor de mercado do capital próprio).

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