- Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 1 AUMENTOS DE CAPITAL. Por incorporação de Reservas. Por entrada de Dinheiro

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1 AULA 10 Capital Próprio Aumentos de capital Demonstração de fluxos de caixa Construção da DFC - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 1 AUMENTOS DE CAPITAL Por incorporação de Reservas Por entrada de Dinheiro Aberto a novos accionistas Reservado a antigos accionistas Por transformação de dívida em Capital - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 2 1

2 AUMENTOS DE CAPITAL Por Incorporação de Reservas Transferem-se valores de Reservas para a Rubrica de Capital A composição e o Valor do Activo e do Passivo mantêm-se bem como o valor do CP Altera-se só a composição do Capital Próprio Impacto: Valor nominal mantém-se e o número de acções aumenta Valor contabilístico por acção desce na proporção do número de novas acções emitidas Valor de mercado por acção normalmente desce na proporção do número de novas acções emitidas O total do A, P e CP mantem-se A composição do A e P mantém enquanto que a do CP se altera; Não há entrada de dinheiro. O Bolo mantém-se mas passa a estar dividido em mais fatias - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 3 AUMENTOS DE CAPITAL Por Incorporação de Reservas Motivos: Dá uma maior credibilidade à empresa porque as reservas livres podem ser facilmente distribuídas Limita o valor dos dividendos a distribuir, caso se incorporem Reservas Livres ou Resultados Transitados, que de outra forma estariam disponíveis para distribuição Nos documentos oficiais (facturas, papel de carta...) o valor que aparece é o do capital social e não do capital próprio. Neste sentido melhora a imagem da empresa Aumenta a liquidez dos títulos. É difícil transaccionar títulos de valor muito elevado Permite aos accionistas uma remuneração via mais-valia e não via dividendos o que pode ser fiscalmente vantajoso, caso a tributação das mais-valias seja inferior à dos dividendos permite concorrer a determinados concursos públicos em que o capital pode ser um dos parâmetros - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 4 2

3 AUMENTOS DE CAPITAL Entrada de Dinheiro Motivos: Económico-Empresariais: necessidade de dinheiro para financiar a actividade da empresa Extra-Económicos: abertura ao público, reforço ou redução de posição de certos accionistas. Impacto: O valor Contabilístico por acção poderá aumentar, manter-se ou diminuir. Aumento de capital reservado a antigos accionistas é frequente o valor da emissão ser inferior ao de mercado. Neste caso o preço de emissão será indiferente uma vez que a transferência de riqueza reverte para os próprios accionistas. Aumento de capital destinado a novos accionistas o preço de emissão é normalmente estabelecido pelo valor da cotação. Se o preço fosse muito inferior ao valor de mercado haveria uma transferência de riqueza dos antigos para o novos accionistas. - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 5 AUMENTOS DE CAPITAL Transformação de Dívida em Capital Credores da Empresa transformam-se em accionistas da mesma. Aumento de Capital muito menos frequente do que os anteriores. Na maioria dos casos está relacionado com dificuldades financeiras. - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 6 3

4 REDUÇÃO DE CAPITAL Saída de um sócio Excesso de Capital Cobertura de Prejuízos - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 7 Exemplo - Aumentos de Capital 1) Incorporação de reservas 2) Novos accionistas, a) com preço emissão= 2,5 e acções b) com preço emissão= 1 e acções 3) Actuais accionistas, com preço em.= 1 e acções - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 8 4

5 Situação inicial CAPITAL PRÓPRIO Capital Prémio de emissão 0 Reservas legais Reservas livres Reserva de Justo valor Resultados líquidos Total Número de acções Valor nominal 1 Valor contabilístico 2,3 Valor de mercado 2,5 - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 9 1) Incorporação de reservas CAPITAL PRÓPRIO Inicial Final Capital Prémio de emissão 0 0 Reservas legais Reservas livres Reserva de reavaliação Resultados líquidos Total Número de acções Valor nominal 1 1 Valor contabilístico 2,3 1,15 Valor de mercado 2,5 1,25 Encaixe Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 10 5

6 2a) com preço emissão= 2,5 e acções 2b) com preço emissão= 1 e acções CAPITAL PRÓPRIO Inicial a) b) Capital Prémio de emissão Reservas legais Reservas livres Reserva de reavaliação Resultados líquidos Total Número de acções Valor nominal Valor contabilístico 2,3 2,4 1,65 Valor de mercado 2,5 2,5 1,75 Encaixe Riqueza antigos accionistas: Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 11 3) Actuais accionistas, com preço em.= 1 e acções CAPITAL PRÓPRIO Inicial Final Capital Prémio de emissão 0 0 Reservas legais Reservas livres Reserva de reavaliação Resultados líquidos Total Número de acções Valor nominal 1 1 Valor contabilístico 2,3 1,65 Valor de mercado 2,5 1,75 Encaixe Riqueza antigos accionistas: Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 12 6

7 Demonstração dos Fluxos de Caixa BALANÇO Activo... Caixa e equivalentes Capital Próprio... Resultado líq. Passivo DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA (explica a variação da caixa e equivalentes de caixa) - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 13 Legislação Normativo Internacional IAS 7 Demonstração de Fluxos de Caixa POC DC 14 Demonstração de Fluxos de Caixa SNC NCRF 2 Demonstração de Fluxos de Caixa Bastante semelhantes mas com algumas diferenças (ex: juros e dividendos pagos e recebidos, rec. e pag. extraordinários...) - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 14 7

8 Demonstração dos Fluxos de Caixa ACTIVIDADES OPERACIONAIS (1) Recebimentos Pagamentos ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO (2) Recebimentos Pagamentos ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO (3) Recebimentos Pagamentos Variação de Caixa e seus Equivalentes (4) = (1)+(2)+(3) - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 15 Definições Caixa: Dinheiro em caixa e D.O. Equivalentes de caixa: investimentos a curto prazo (maximo 3 meses), muito líquidos e sujeitos a um risco insignificante de alterações de valor Actividades operacionais: principais actividades produtoras de rédito da empresa e outras actividades que não sejam de investimento ou financiamento Actividades de investimento: aquisição e alienação de activos a longo prazo e de outros investimentos não incluídos em equivalentes de caixa Actividades de financiamento: resultam em alterações na dimensão e composição do capital próprio e nos empréstimos obtidos pela empresa - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 16 8

9 Demonstração dos Fluxos de Caixa Regra: só movimentos de dinheiro e colocados na actividade certa Será que os seguintes factos se contabilizam na DFC? Venda de mercadoria a prazo Recebimento de cliente Pagamento de juros Pagamento por compra de activo fixo Depreciação de activos tangíveis Aumento de capital por incorporação de reservas Recebimento de dividendos Pagamento ao pessoal Reembolso de empréstimo bancário Recebimento por venda de activo fixo - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 17 Métodos de construção da Demonstração dos Fluxos de Caixa Actividades operacionais podem ser relatadas usando um deste métodos Método directo (mais correcto) São divulgadas as principais classes dos recebimentos e pagamentos de caixa Método indirecto O resultado líquido é ajustado pelos efeitos de transacções que não sejam por caixa, pelos acréscimos ou diferimentos de pagamentos e recebimentos e items de rédito ou gasto associados com fluxos de caixa de investimento ou financiamento. - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 18 9

10 DFC Actividades Operacionais (método directo) Recebimentos de clientes Pagamentos a fornecedores Pagamentos ao pessoal Fluxo gerado pelas operações Pag./rec. do imposto sobre o rendimento Outros rec./pag. relativos à actividade operacional Fluxo das actividades operacionais (1) - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 19 DFC Actividades Operacionais (método indirecto) Ajusta-se o resultado líquido relativamente aos efeitos de: Alterações em inventários e dívidas operacionais a pagar e a receber Items que não sejam por caixa (ex.: depreciações, impostos diferidos, lucros de associadas não distribuidos...) Items que sejam fluxo de investimento ou financiamento - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 20 10

11 DFC Actividades de Investimento Recebimentos provenientes de: Investimentos financeiros Activos tangíveis Activos intangíveis Subsídios de investimento Juros e proveitos similares (*) Dividendos (*) Pagamentos respeitantes a: Investimentos financeiros Activos tangíveis Activos intangíveis Fluxo das actividades de investimento (2) (*) Ver slide 23 - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 21 DFC Actividades de Financiamento Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos Aumentos de capital, prestações supl. e prémios emis Pagamentos respeitantes a: Empréstimos obtidos Juros e custos similares (*) Dividendos (*) Reduções de capital e prest. supl Fluxo das actividades de financiamento (3) Variação de caixa e seus equivalentes(4) = (1)+(2)+(3) (*) Ver slide 23 - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 22 11

12 Juros e dividendos Juros pagos: Actividade de financiamento porque resultam dos financiamentos obtidos ou actividade operacional porque entram na determinação do resultado líquido Dividendos pagos: Actividade de financiamento porque resultam dos financiamentos obtidos ou actividade operacional para ajudar os utentes a determinar a capacidade da empresa de pagar dividendos a partir dos fluxos operacionais Juros e dividendos recebidos: Actividade de investimento porque resultam do retorno dos investimentos feitos ou actividade operacional porque entram na determinação do resultado líquido - Contabilidade Financeira II 2007/ º Semestre 23 12

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