MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO FINANCEIRA. Programa Formação PME Manual de Formação para Empresários 1/22

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1 MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO FINANCEIRA 1/22

2 INTRODUÇÃO... 3 ANÁLISE DA ACTIVIDADE DA EMPRESA... 4 ESTRUTURA DE CUSTOS... 7 VALOR ACRESCENTADO BRUTO... 7 ANÁLISE DOS FLUXOS DE TESOURARIA... 9 ANÁLISE DOS PRINCIPAIS RÁCIOS FINANCEIROS DA EMPRESA IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS FORTES E DOS PONTOS FRACOS /22

3 INTRODUÇÃO Em termos de análise da área financeira de uma empresa, a base de trabalho é necessariamente constituída pelos dados fornecidos pelo Departamento Contabilístico, quer como consequência das exigências legais (fiscais e/ou outras) quer decorrente das necessidades de informação aos gestores como ponto de partida e base da tomada das principais decisões estratégicas. Dados os condicionalismos que sempre se colocam na elaboração das principais Demonstrações Financeiras da empresa, torna-se necessário complementar essa informação com dados da Contabilidade Analítica e mesmo informações extra-contabilísticas que completem as informações dos documentos oficiais. No âmbito da Análise de Recursos e Capacidades, os principais objectivos a atingir prendem-se sobretudo com duas áreas fundamentais. Por um lado, apresentar a situação financeira da empresa, avaliando-a em termos de evolução histórica, e identificar pontos fortes e fracos que indiquem problemas a necessitar de correcções ou alterações futuras, tendentes a potenciar a rentabilidade da actividade operacional da empresa. Por outro lado, fornecer bases para a definição de mecanismos de tomada de decisões ao nível do planeamento financeiro e do controlo de gestão. 3/22

4 ANÁLISE DA ACTIVIDADE DA EMPRESA O objectivo primeiro e fundamental de qualquer organização empresarial é a gestão de uma actividade operacional que gere lucros para o empresário e que seja portanto fonte de criação de valor para os accionistas. É neste ponto de vista, o do investidor, que deve assentar a análise da situação económica e financeira da empresa. Nesse contexto, o primeiro aspecto que tem de ser analisado é a evolução dos principais indicadores relativos à actividade operacional da empresa. De entre esses indicadores merecem especial referência os seguintes: Evolução do volume de Vendas A evolução do volume de negócios deve tendencialmente seguir uma trajectória de crescimento sustentado, significando portanto um reforço da capacidade competitiva da empresa no mercado. De maneira a poder ser considerado positivo, o valor do crescimento das Vendas deveria ser todos os anos superior ao crescimento dos preços, uma vez que só assim se poderá garantir que se assiste efectivamente a um reforço da presença da empresa no mercado. A comparação deve ser feita por um lado com o aumento verificado no preço do próprio produto da empresa e, por outro com o aumento do preço médio do sector onde a empresa se integra. 4/22

5 Evolução da Margem Bruta Um indicador muito importante da actividade operacional é a margem bruta, resultado da diferença entre o volume de negócios e o Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas. Este indicador fornece assim a indicação mais directa de quanto a empresa está a ganhar como resultado imediato da sua actividade. Naturalmente, este valor tem de ser relativizado, conforme se trate da análise de uma empresa industrial ou comercial. Assim, uma empresa industrial tem necessariamente margens brutas muito mais elevadas na medida em que o peso de outras componentes de custos, como Custos com o Pessoal ou as Amortizações, é muito superior neste tipo de empresas, possuidoras de uma estrutura muito maior, quer em termos de trabalhadores quer de equipamento produtivo. Ainda assim, é um indicador importante sendo sobretudo de analisar os aspectos referentes à sua evolução ao longo do tempo. Subidas deste valor indicam normalmente melhorias de produtividade e de da utilização de recursos que são fonte potencial de maiores ganhos económicos e financeiros futuros. 5/22

6 Aspectos a Analisar Questões a colocar Evolução do sector de actividade Lucro Como está a evoluir o mercado-alvo da empresa? O produto é recente ou atingiu o seu sector de actividade? Como tem evoluído a quota de mercado? Evolução dos custos das principais matériasprimas? 6/22

7 ESTRUTURA DE CUSTOS Relativamente à estrutura de Custos, os aspectos mais importantes são os que têm a ver com a evolução ao longo do tempo do peso de cada uma das principais rubricas no Custo Total. Claramente, esta repartição dos Custos por rubricas será diferente entre diferentes empresas, pelo que a relevância desta análise será maior em termos de comparação em períodos de tempo sucessivos, bem como em termos de comparações entre cada empresa e o sector de actividade no qual ela se insere. Assim, as condições de cada empresa em termos da sua produtividade e da utilização mais ou menos eficaz da sua estrutura e da sua força de trabalho, ditarão estruturas de Custos diferentes em que o peso assumido por cada rubrica evidenciará o aspecto que deverá merecer mais atenção por parte dos responsáveis da empresa, no sentido de melhorar a rentabilidade e diminuir os riscos da actividade da empresa VALOR ACRESCENTADO BRUTO A contribuição da empresa para a riqueza do país pode medir-se através do Valor Acrescentado Bruto (VAB) criado ao longo do ano. Para o cálculo deste valor existem duas versões possíveis. A primeira calcula o VAB a partir da produção deduzindo-lhe tudo o que não é riqueza criada pela própria empresa, ou seja, os seus consumos intermédios (Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas (conta 61 POC), Fornecimentos e Serviços Externos (conta 62 do POC), Impostos Indirectos pagos pela empresa) 7/22

8 VAB Produção - Consumos Intermédios Total Custos dos Factores A segunda versão mede o VAB através do somatório de todos os montantes que são distribuídos pela empresa via salários, encargos financeiros, impostos e lucros como remuneração dos intervenientes no processo produtivo. Aspectos a Analisar Questões a colocar Custos salariais Custos Financeiros Comparação da evolução dos salários e da inflação? Evolução do número de trabalhadores Peso do custos financeiros no total de custos 8/22

9 ANÁLISE DOS FLUXOS DE TESOURARIA Numa óptica mais financeira, a análise dos Fluxos de Tesouraria pretende ultrapassar alguns dos problemas originados pela concepção de resultado líquido e fornecer uma visão mais adequada a aquilo que são os interesses dos accionistas de uma empresa: as entradas e saídas de dinheiro numa perspectiva de análise da actividade operacional da empresa. Fluxos de Tesouraria Acumulado ORIGENS Resultados Económicos (81) (+) Amortizações do Exercício (66) (-) Variação de Créditos de curto prazo (21) (-) Variação de Existências (Classe 3) (+) Variação do Débitos de Exploração de curto prazo (23) Fluxo Operacional de Tesouraria (+) Resultados Extraordinários Líquidos (79-69) (-) Impostos sobre Lucros (86) Fluxo Corrente de Tesouraria (-) Encargos Financeiros Líquidos (68-78) Fluxo Gerado de Tesouraria ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO (+) Variação de Empréstimos de curto prazo (23 c.p.) (+) Variação de Empréstimos de médio e longo prazo (23 m.l.p.) (+) Aumentos de Capital por entradas de dinheiro FE - Financiamento Externo Fluxo Líquido de Tesouraria APLICAÇÕES Investimento em Activos Fixos (Classe 4) Distribuição de Resultados Aumento de Disponibilidades (11 e 12) Aplicações Totais (=FLT) Os números indicados entre parêntesis correspondem ao código da respectiva conta de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade. 9/22

10 Este ponto de vista da análise baseia-se na determinação das entradas de dinheiro na empresa ao longo de um determinado período e nas aplicações que são feitas desse mesmo dinheiro ao longo do período considerado. Como se pode ver no quadro acima apresentado, o conceito fundamental desta análise é a noção de Fluxo Líquido de Tesouraria, que corresponde ao total dos fluxos financeiros de entrada de dinheiro na empresa. No cálculo deste valor, são considerados um conjunto muito diversificado de dados, normalmente fruto da contabilidade, que mede, para várias áreas diferentes da actividade da empresa, a entrada de fluxos financeiros. ORIGENS Resultados Económicos (81) (+) Amortizações do Exercício (66) (-) Variação de Créditos de curto prazo (21) (-) Variação de Existências (classe 3) (+) Variação do Débitos de Exploração de curto prazo (22) Fluxo Operacional de Tesouraria Na primeira parte temos o cálculo do Fluxo Operacional de Tesouraria, que mede o fluxo financeiro gerado directamente pela actividade operacional da empresa. Para isso partimos do Resultado Operacional (ou Económico) e somamos tudo aquilo que resulta da actividade corrente da empresa e representa entradas de dinheiro. As Amortizações, enquanto custo que não origina qualquer pagamento, são a primeira correcção a fazer-se a esse Resultado Operacional. De seguida devem ainda considerar-se as variações dos saldos de Balanço das contas de Débitos e Créditos de Exploração e de Existências, que representam possíveis variações nas entradas e saídas de dinheiro. 10/22

11 De facto, um aumento nos saldos de Clientes a Receber significa atrasos nas cobranças o que implica uma diminuição das entradas de dinheiro. O que acontece é que foram realizadas Vendas, cujo Custo foi já suportado, registadas como um proveito, mas cujo recebimento apenas terá lugar num futuro mais ou menos próximo. Esse facto constituirá, portanto, uma saída de dinheiro, no sentido em que é um valor monetário que originou um Proveito sem que tenha tido lugar o respectivo recebimento. No mesmo sentido temos a evolução dos saldos de existências no Balanço. Um aumento significa que existe um maior valor de dinheiro gasto na aquisição e transformação das matérias primas e que enquanto permanecerem na empresa essas existências, não será realizado o recebimento. Assim, grandes volumes de existências significam altas necessidades de financiamento, o que diminui o volume de entradas de fluxos financeiros na empresa. Por outro lado, um aumento dos saldos de Fornecedores significa que a empresa deixou de pagar Compras que fez para realizar a sua actividade operacional. Assim, esse valor pode ser encarado como um financiamento adicional conseguido pelo facto de se poderem utilizar imediatamente na actividade da empresa os bens adquiridos e que só serão pagos mais tarde. Fluxo Operacional de Tesouraria (+) Resultados Extraordinários Líquidos (79-69) (-) Impostos sobre Lucros (86) Fluxo Corrente de Tesouraria (-) Encargos Financeiros Líquidos (68-78) Fluxo Gerado de Tesouraria De seguida, no cálculo do Fluxo Gerado de Tesouraria, são considerados outros Proveitos e Custos que, não sendo relativos à actividade 11/22

12 operacional, correspondem a entradas e saídas de dinheiro. Como resultado temos então a definição do valor de dinheiro que foi originado por toda a actividade quotidiana da empresa ao longo de determinado período. Para termos uma medida do total efectivo de entradas de fluxos financeiros na empresa falta apenas considerar as actividades que correspondem apenas a operações de financiamento dessa actividade. Fluxo Gerado de Tesouraria ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO (+) Variação de Empréstimos de curto prazo (23 c.p.) (+) Variação de Empréstimos de médio e longo prazo (23 m.l.p.) (+) Aumentos de Capital por entradas de dinheiro FE - Financiamento Externo Fluxo Líquido de Tesouraria Temos assim que as entradas de fundos de financiamento, quer tenham origem interna quer origem externa, são adicionadas ao Fluxo Gerado de Tesouraria de maneira a poder obter-se o valor global de todas as entradas de fundos financeiros na empresa ao longo de um período de tempo, regra geral um ano. Estas entradas de fundos, ou seja, o Fluxo Líquido de Tesouraria, é o montante que existe na empresa e que está disponível, em cada momento, para que os accionistas decidam qual a melhor utilização que podem fazer desse dinheiro, de entre as aplicações mais relevantes que existem à sua disposição. Assim, esses fundos podem ser aplicados de 3 formas diferentes, como se pode ver no quadro seguinte. 12/22

13 APLICAÇÕES Investimento em Activos Fixos (classe 4) Distribuição de Resultados Aumento de Reservas Financeiras de Segurança (11 e 12) Aplicações Totais (=Fluxo Líquido Tesouraria) Investimentos em Activos Fixos - Um nível elevado de investimento é essencial para que a empresa assegure não só a sua sobrevivência, mas também níveis de competitividade e produtividade elevadas, sustentando assim o seu crescimento e rentabilidade. Distribuição de Resultados Uma outra aplicação que pode ser feita á a de distribuição desses fundos pelos accionistas de maneira a recompensá-los pelo investimento feito na empresa. Assim, sempre que uma empresa atinja o nível desejado de investimentos e tenha ainda fundos por utilizar, pode aplicar esses fundos na remuneração dos capitais nela investidos pelos seus accionistas. É necessário relacionar aqui o valor do Fundo Gerado de Tesouraria com a Distribuição de Resultados. De facto, é de todo desaconselhável uma situação em que o Fluxo Gerado de Tesouraria seja insuficiente para se distribuírem lucros aos sócios e mesmo assim se insista em fazer essa distribuição. Isto significaria que a empresa se estaria endividar, através do Financiamento Externo, apenas com o objectivo de entregar essas quantias aos seus accionistas. Reservas Financeiras de Segurança De entre as hipóteses de aplicação de fundos, esta deveria ser tratada, em condições normais de funcionamento, como residual. Assim, considerando que a empresa atingiu já uma determinada dimensão, deve ser possível prever com algum rigor o momento em que as principais necessidades de tesouraria surgem. Deste modo, é possível manter 13/22

14 em níveis baixos e controlados o valor das reservas financeiras. Por esse motivo, só após se ter aplicado o dinheiro nos investimentos e na distribuição de resultados aos accionistas é que deve ser considerada a hipótese de reforçar essas reservas financeiras. Esta conclusão está obviamente condicionada pelo facto de a empresa ter a sua actividade estabilizada, em termos de volume de negócios, e consequentemente ser capaz de saber, com algum rigor, qual o valor satisfatório em termos de dinheiro imediatamente disponível. Este facto implica que seria impensável assistir-se a um caso em que uma empresa fosse buscar fundos ao exterior para depois os acumular em reservas financeiras desnecessárias. O valor das reservas financeiras necessárias depende claramente de vários factores, como o volume de negócios, o sector de actividade, a maior ou menor sazonalidade das Vendas, etc., mas, como já foi dito, a empresa deve ser capaz de fazer uma previsão bastante aproximada e correcta de qual o seu valor ideal, o que implica que esse valor tenha, idealmente, poucas alterações (e de pequenos montantes) no curto prazo. 14/22

15 Aspectos a Analisar Questões a colocar Libertação de fundos financeiros Aplicações dos fundos Está a empresa a gerar um Fluxo Liquido de Tesouraria positivo? Esses fundos financeiros decorrem da actividade operacional da empresa ou de medidas puramente financeiras? A empresa investe o dinheiro libertado ou entrega-o aos accionistas? Está a fazer distribuição de resultados e ao mesmo tempo a exigir dinheiro aos accionistas para reforço do capital? 15/22

16 ANÁLISE DOS PRINCIPAIS RÁCIOS FINANCEIROS DA EMPRESA Um dos métodos de análise financeira mais utilizados e divulgados é a análise de rácios ou indicadores. Esta análise, ainda que envolva riscos e deficiências que obrigam a algum cuidado no seu uso e interpretação, baseia-se no cálculo de determinadas relações entre as principais contas e valores das Demonstrações Financeiras de uma empresa. Obtêm-se assim valores facilmente utilizáveis e comparáveis e que são por esse motivo um dos métodos preferidos de análise financeira. São normalmente utilizadas várias categorias e tipos de indicadores que se apresentam e se comentam de seguida. Na fórmula de cálculo de cada indicador são apresentados entre parêntesis, tal como foi feito no quadro relativo aos Fluxos de Tesouraria, os números referentes aos códigos de cada uma das rubricas de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade. INDICADORES DE ESTRUTURA Fundo de Maneio (valor) = Activo Circulante (Classes 1, 2 e 3) Dívidas de curto prazo Fundo de Maneio relativo = Activo Circulante (Classes 1, 2 e 3) / Dívidas de curto prazo O Fundo de Maneio é um dos valores mais frequentemente utilizados na análise financeira e apresenta a parte do Activo Circulante que é financiada por Capitais Permanentes. É portanto um valor que representa uma margem de segurança em termos financeiros uma vez que significa que uma parcela dos Capitais Permanentes, exigível apenas a médio ou longo prazo, financia o Activo Circulante, com um grau de liquidez de curto prazo. Assim, quanto maior o valor, maior a confiança de que a empresa será capaz de realizar dinheiro para cumprir os seus compromissos. 16/22

17 INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO Autonomia Financeira = (Capital Próprio (Classe 5) + Suprimentos (25)) / Activo Total Solvabilidade geral = Capital Próprio / Passivo Total Em termos de endividamentos dois indicadores mais utilizados são apresentados no quadro acima. Ambos medem a relação entre os Capitais Próprios da empresa e as duas outras grandezas do balanço da empresa: Activo e Passivo. A saúde da estrutura financeira da empresa será tanto melhor quanto mais altos forem os valores destes indicadores. No entanto, dois pontos merecem alguma ponderação. Por um lado, a estrutura de capitais que optimiza a rentabilidade financeira da empresa não é, necessariamente, a que decorre do maior valor de qualquer um destes indicadores. A decisão óptima será provavelmente a de equilibrar Capitais Próprios e Alheios numa determinada combinação que aproveite ao máximo as vantagens relativas de cada um desses modos de financiamento. Por outro lado, é de notar o facto de que a inclusão dos Suprimentos no cálculo da Autonomia Financeira pressupor que se trata de capitais de médio e longo prazo, o que não será sempre verdade, pois a permanência destes Suprimentos estará sempre dependente da vontade do empresário. INDICADORES DE LIQUIDEZ E TESOURARIA Grau Liquidez Geral = Activo circulante (Classes 1, 2 e 3) / Passivo Curto Prazo Grau Liquidez Reduz. = Activo Maneável (Classes 1 e 2) / Passivo Curto Prazo Grau Liquidez Imediata = (Dispon. (11+12) +Aplic.Fin.curto prazo (15))/Passivo Curto Prazo Tesouraria Líquida = Disponibilidades (11+12) - Empréstimos Obtidos Curto Prazo (23) Tesouraria Líquida / Proveitos Operacionais Os indicadores de liquidez medem o equilíbrio financeiro de curto prazo da empresa, relacionando diferentes medidas de activos de curto prazo com as responsabilidades assumidas de curto prazo. Naturalmente, valores superiores a 1 configuram situações favoráveis na medida em que 17/22

18 evidenciam uma situação em que a empresa é capaz de cumprir as suas obrigações recorrendo aos activos de curto prazo de que dispõe. Apesar disso, são indicadores que devem sempre ser analisados com muito cuidado. Assim, o valor destes indicadores sofre muitas vezes alterações que, indiciando melhorias, podem ser negativas para a tesouraria da empresa. Por exemplo, uma subida do Grau de Liquidez Geral pode resultar de uma subida demasiado elevada e indesejada dos saldos de Clientes a Receber, o que pode significar atrasos nas cobranças das Vendas realizadas. INDICADORES DE RENTABILIDADE Rentabilidade das Vendas Com base nos Resultados Líquidos = Res. Líq. (88) / Vendas (71+72) Com base no Cash-Flow = Cash-Flow ( ) / Vendas (71+72) Rentabilidade dos Cap. Próprios = Res. Liq. (88) / Cap. Próprios (Classe 5) Rentabilidade do Activo = RAIEF (81) / Activo total Rendimento do Activo = Cash-Flow ( )/ Activo total Os principais indicadores da rentabilidade relacionam os resultados obtidos com os valores do total do Investimento realizado ou do volume de negócios. Na análise destes indicadores, o principal aspecto a merecer atenção deve ser a comparação, quer com valores históricos quer com valores de outras empresas e do sector em que a empresa se insere. INDICADORES DE ACTIVIDADE Prazo Médio de Recebimentos = (Clientes (21) / Vendas (71+72))*365 Prazo Médio de Pagamentos = (Fornecedores (22) / Compras (31))*365 Prazo Médio de Existências = (Existências (32+36) / CMVMC (61))*365 Rotação do Activo = Vendas (71+72) / Activo 18/22

19 Ao nível dos indicadores de actividade, temos uma análise do ciclo de exploração da empresa que nos dá uma ideia da eficiência com que a empresa está a gerir os seus activos. Desde logo, a rotação do activo diz-nos de que modo a empresa utiliza os seus activos na sua actividade. Um alto volume de Vendas relativamente à dimensão do activo significa que a empresa aproveita muito os investimentos que realizou. Obviamente que esse volume de negócios pode ser mais ou menos rentável, mas é de qualquer modo, positivo que este rácio tenha um valor que seja o mais alto possível. Quanto aos Prazos Médios, demonstram de que modo a empresa é capaz de gerir a sua actividade em termos financeiros. Como já foi aliás descrito atrás, altos valores de Existências e Dívidas a Receber são passíveis de dois tipos de interpretações. Por um lado, significam activos que corresponderão a receitas futuras, no curto prazo, o que contribui para a saúde financeira da empresa. Por outro lado, são activos que necessitam de financiamento, pelo que um aumento desses valores representa um investimento que deve ser financiado. Por esse motivo os Prazos Médios devem ser seguidos atentamente de maneira a optimizar a gestão financeira de curto prazo da empresa. 19/22

20 IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS FORTES E DOS PONTOS FRACOS TOME NOTA! Como resultado do Diagnóstico efectuado é possível identificar pontos fortes e pontos fracos, que resultam da forma como a empresa gere os seus recursos económicos e financeiros e que serão a base de trabalho que permitirá assegurar a rentabilidade e a estabilidade da empresa ao longo do tempo. Tal como é tradicionalmente entendida, a Função Financeira da empresa assume um papel central na vida da empresa, uma vez que, apesar de sozinha não permitir transformar uma actividade operacional pouco rentável numa empresa lucrativa, pode ser a causa de problemas que impedem empresas rentáveis de competir e sobreviver no mercado. Ganha assim importância a definição de pontos fortes e fracos, e sobretudo estes últimos, na medida em que se possa corrigi-los e evitar que uma Gestão Financeira errada e desadequada seja a causa de problemas e dificuldades que seriam evitáveis se fosse dada alguma atenção à correcção desses pontos negativos. Alguns exemplos possíveis de pontos fracos a nível financeiro e que podem originar as referidas situações de problemas à empresa são os que a seguir se apresentam e se revelam alguns dos que mais condicionam a Gestão Financeira das empresas: 20/22

21 - Estrutura financeira desequilibrada em termos de relação temporal entre os Activos da empresa e os meios de financiamento que são usados. - Prazos Médios de Cobranças e Existências demasiado elevados que conduzem a necessidades de financiamento muito altas, difíceis de obter e demasiado caras. - Baixa capacidade de geração de Fluxos de Tesouraria o que implica baixa capacidade de investimento e de remuneração dos capitais dos accionistas. 21/22

22 QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1. Tomando por referência o Caso Mobilex, analise a evolução do Volume de Negócios e da Margem Bruta, relacionando essa evolução com o sector de actividade em que a empresa se inclui. 2. Analise a evolução do Fluxo Liquido de Tesouraria e comente a capacidade de libertação de fundos financeiros por parte da Mobilex ao longo do período em análise. Comente as aplicações desses fundos financeiros ao longo do período considerado. 3. Relacione os indicadores de liquidez com os de endividamento e descreva de que modo eles evidenciam a situação financeira da empresa. 4. Apresente e justifique os principais pontos fracos da situação financeira da Mobilex 5. Apresente algumas sugestões de medidas que possam ser implementadas pela Direcção Financeira da empresa ultrapassar os pontos fracos referidos na questão anterior. de maneira a 22/22

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