Proposta de análise do gênero de texto novela (nouvelle) a partir da abordagem do Interacionismo Sociodiscursivo

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1 Proposta de análise do gênero de texto novela (nouvelle) a partir da abordagem do Interacionismo Sociodiscursivo Flavia Moino1 Resumo: O objetivo deste artigo é o de apresentar a narrativa curta novela (nouvelle) como um gênero de texto, realizando um levantamento das suas características contextuais, discursivas e linguísticodiscursivas. Para isso, tomamos como base teórica a abordagem do Interacionismo Sociodiscursivo para análise de textos (BRONCKART, 2006). O gênero de texto novela será apresentado a partir dos seguintes elementos: contexto de produção textual (situação de interação onde se encontra o agenteprodutor), infraestrutura geral (conteúdos temáticos, tipos de discurso e sequências), mecanismos de textualização (coerência temática) e responsabilização enunciativa (coerência pragmática). Como corpus de análise, trabalharemos com textos em francês, pertencentes ao conjunto de novelas de dois autores franceses contemporâneos Bernard Friot e Philippe Delerm. A caracterização desse gênero leva a obtenção de um modelo didático (SCHNEUWLY & DOLZ, 2004), o que possibilita a criação de futuras sequências didáticas a serem utilizadas no ensino-aprendizagem de francês língua estrangeira (FLE). Palavras-chave: gênero de texto, Interacionismo Sociodiscursivo, novela (nouvelle), modelo didático, FLE. Résumé: Le but de cet article est de présenter la narrative courte nouvelle comme un genre de texte à partir de l étude de ses caractéristiques contextuelles, discursives et linguistico-discursives. Pour atteindre cet objectif, on prend comme base théorique les études de l Interactionnisme Socio-discursif consacrées à l analyse de textes (BRONCKART, 2006). Le genre de texte nouvelle sera présenté à partir des éléments suivants : contexte de production (situation d interaction), infrastructure générale (contenus thématiques, types de discours et séquences), mécanismes de textualisation (cohérence thématique) et responsabilité énonciative (cohérence pragmatique). Comme corpus d analyse, on utilise des textes des oeuvres de deux écrivains contemporains français Bernard Friot et Philippe Delerm. La caractérisation du genre nouvelle comme genre textuel peut nous amener à l obtention d un modèle didactique (SCHNEUWLY & DOLZ, 2004), ce qui permet le développement des séquences didactiques à être utilisées dans l enseignement-apprentissage du français langue étrangère (FLE). Mots-clés : genre textuel, Interactionnisme Socio-discursif, nouvelle, modèle didactique, FLE. 1. Introdução Este artigo nasce do desejo de trabalhar com um gênero de texto pertencente ao mundo literário em aulas de FLE, encontrando uma maneira de realizar um trabalho que reúna a conscientização da existência de aspectos contextuais, discursivos e linguísticodiscursivos na produção de um texto ao prazer de entrar em contato com temas fortemente ligados ao vivido e ao imaginado pelo aluno-leitor/escritor. O material de 1 Aluna especial na área de Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos em francês (FFLCH-USP). 1

2 análise escolhido pertence às coletâneas de novelas dos autores franceses Bernard Friot ( ) e Philipe Delerm ( ). Por apresentarem temas geralmente ligados às lembranças e às recordações pessoais e/ou compartilhadas em sociedade, parece-nos que as novelas apresentam temas extremamente ligados a questões afetivas, a assuntos que não são extremamente complexos, mas ainda assim densos, polêmicos e apreensíveis didaticamente. Assim, acreditamos que a novela seja um gênero capaz de reunir temas que ativem as dimensões psicológica, cognitiva, social e didática necessárias ao se pensar no desenvolvimento de atividades com gêneros. Segundo Cristovão (2010), na dimensão psicológica, encontramos as motivações e afetividade dos alunos em relação ao tema; na cognitiva, uma reflexão sobre a complexidade do tema e o estatuto do conhecimento dos alunos; na social, a densidade social do tema, a relação entre ele e os alunos; e na didática, a presença de um tema não excessivamente cotidiano, mas que possa ser apreensível. Parece-nos que a novela apresenta todos esses critérios. A prática de estudos direcionada à organização e à classificação de textos remonta à Grécia Antiga, com os trabalhos de Platão e Aristóteles. Inicialmente, essa preocupação ocorreu na área de Literatura, estabelecendo os conhecidos gêneros literários. Outra área que se consagrou ao estudo e classificação dos textos foi a do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD). Com estudos bem mais recentes se comparados aos dos gêneros literários, no ISD trabalha-se com a noção de gênero de texto, tendo como material de análise todo tipo de produção, não se limitando apenas aos textos ditos literários. De complexa definição, o conceito de gênero de texto é caracterizado por seus estudiosos (BRONCKART, 2006) pela sua diversidade e constante dinamicidade, alterando-se e adaptando-se às novas necessidades sociais. Pode-se dizer que o estudo do conceito de gêneros de textos tem origem nos trabalhos de Bakhtin que propõe o conceito de gêneros do discurso, definidos como tipos relativamente estáveis de enunciados, construídos a partir de três elementos conteúdo temático, estilo e construção composicional. (BAKHTIN, 1997, p. 279) Bakhtin (1997) aponta ainda a heterogeneidade dos gêneros do discurso e sua divisão em gêneros do discurso primários e secundários. Sendo os primeiros ligados ao cotidiano, desenvolvidos em circunstâncias de comunicação verbal espontânea (diálogo familiar, carta), e os segundos, pertencentes a comunicações verbais mais complexas (romances, teatro, discurso científico), no qual podemos inserir as novelas aqui estudadas. 2

3 Ao produzirmos um texto oral ou escrito, fazemos uso permanente de diversos textos que apresentam um tema, um estilo e um formato que lhe são próprios. Pode-se dizer assim que ao realizar-se o nosso agir linguageiro recorre a textos produzidos a partir de modelos preexistentes e definidos como os correspondentes empíricos/linguísticos das atividades de linguagem de um grupo (BRONCKART, 2006, p. 139). Esses modelos preexistentes constituem o espaço estruturado do arquitexto, uma espécie de arquivo geral de textos de uma determinada comunidade verbal à qual recorremos de forma empírica. Ao recorrermos a esses modelos, ou melhor, a um gênero, e, consequentemente, ao produzirmos um texto, fazemos diversas escolhas de estrutura, cognitivas e linguísticas, relacionadas ao nosso contexto de produção, o que nos leva a afirmar que os gêneros mudam necessariamente com o tempo ou com a história das formações sociais de linguagem [...] [e] podem se separar das motivações que lhe deram origem, o que a princípio impossibilita a sua classificação definitiva. (BRONCKART, 2006, p. 144). Entretanto, a partir da análise de centenas de textos, Bronckart chega a um esquema geral de arquitetura textual, demonstrando-nos que textos pertencentes a diferentes gêneros possuem traços recorrentes na sua produção, sendo eles: a infraestrutura global, os mecanismos de textualização e os mecanismos enunciativos, além de sempre serem consideradas as condições de produção dos textos. Neste artigo, ao analisarmos tais características (condições de produção, infraestrutura global, mecanismos de textualização, mecanismos enunciativos) presentes em textos pertencentes ao gênero novela, temos a possibilidade de observar como as escolhas empíricas em relação a um tema, um estilo e a construção de um texto ocorrem e como elas podem ser trabalhadas didaticamente (por meio de um modelo didático) num contexto de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira ou não. Para tanto, este artigo será dividido nas seguintes etapas: Apresentação dos pressupostos teóricos relacionados à importância do estudo dos gêneros de texto segundo o ISD e da construção de um modelo didático. Caracterização do gênero novela do ponto de vista literário. Apresentação das características do gênero novela como gênero textual a partir da análise de textos proposta pelo ISD. 2. Pressupostos teóricos 3

4 Dentre os princípios do quadro teórico do ISD, encontra-se a ideia de que o agir de linguagem leva ao desenvolvimento do indivíduo e da sociedade. A ação da linguagem se realiza por meio de textos construídos, de um lado, mobilizando-se os recursos (lexicais e sintáticos) de uma determinada língua natural e, de outro, levandose em conta modelos de organização textual disponíveis no âmbito dessa mesma língua. (BRONCKART, 2006, p. 139). Sendo assim, a produção e recepção/interpretação dos gêneros de texto e dos tipos de discurso (formatos de interações geradoras de desenvolvimento) são tidos como a principal ocasião de desenvolvimento de mediações formativas (BRONCKART, 2006), contribuindo nos processos de construção dos fatos sociais e de formação das pessoas. (MACHADO & CRISTOVÃO, 2009). O que nos levar a acreditar no trabalho com gêneros textuais como uma ferramenta que atua no processo de ensinoaprendizagem de uma língua materna ou estrangeira. Uma vez que os gêneros de texto se constituem como instrumentos de adaptação e de participação na vida social/comunicativa, faz-se pertinente a elaboração de modelos didáticos do gênero e da posterior criação de sequências didáticas que possuem como finalidade geral a transposição do conceito de gênero para o ensino, propiciando assim o domínio, na produção e na recepção, dos gêneros de textos (BRONCKART, 2010, p. 10). A partir do modelo de análise de textos do ISD, podemos chegar à formação de um modelo didático, que nos apontará os elementos a ser ensinados. O que nos faz observar a estreita ligação entre a reflexão teóricometodológica de Bronckart (2006, 2007, 2010) e os trabalhos na área de Didática de línguas de Dolz e Schneuwly (2004). Dada a grande complexidade da arquitetura dos gêneros, ao se fazer um modelo didático, deve-se sempre concebê-lo como um objeto a ser ensinado. Esse modelo reúne os conhecimentos teóricos disponíveis sobre esse gênero, seleciona-os e os transpõe, isto é, adapta-os às propriedades do sistema didático envolvido (e, principalmente, ao suposto estado de saberes e do saber-fazer dos alunos e dos professores). (BRONCKART, 2010, p. 10). A partir do modelo didático, temos a possibilidade de desenvolver sequências didáticas voltadas à apropriação do gênero. Concebidas na Suíça, a partir de 1985, por 4

5 Dolz e Schneuwly, e desenvolvidas por diversos pesquisadores, inclusive brasileiros, a sequência didática tem por finalidade ajudar o aluno a dominar melhor um gênero de texto, permitindo-lhe, assim, escrever ou falar de uma maneira mais adequada numa dada situação de comunicação. (DOLZ, NOVERRAZ, SCHNEUWLY, 2004, p. 95). Ainda segundo Schneuwly (apud MACHADO & CRISTOVÃO, 2009, p. 128), os gêneros textuais podem ser considerados como verdadeiras ferramentas semióticas complexas que mediatizam a ação da linguagem, permitindo a produção e compreensão de textos. Os estudos desenvolvidos por Jean-Paul Bronckart dentro das teorias do ISD e aqueles realizados por Dolz e Schneuwly soam de maneira uníssona ao verem os gêneros textuais como ferramentas mediatizadoras da ação de linguagem e como um instrumento que ao ser apropriado pelo agente de linguagem é gerador de mudanças pessoais e sociais. Acreditamos assim que um desses gêneros de texto pode ser a novela. Ao ser visto como instrumento e objeto de ensino, o levantamento de suas características ensináveis possibilita a produção de atividades em forma de sequências didáticas que geram o desenvolvimento das capacidades de linguagem (as de ação, as discursivas e as linguístico-discursivas) necessárias à sua compreensão e produção, sempre levando em consideração, ao se falar em uma sequência didática, o saber-fazer prévio de alunos e professores. 5

6 3. O gênero novela como gênero literário Une nouvelle est faite pour être lue d un coup, en une seule fois2. André Gide Entre as especificações para a construção de um modelo didático, encontramos a necessidade de recorrer a outros estudos direcionados ao gênero escolhido, a outras áreas que tenham se preocupado em caracterizar tal gênero. No nosso caso, a Literatura já muito se dedicou ao estudo do gênero novela. No intuito de ilustrar tal caracterização, podemos trazer alguns esclarecimentos sobre a origem do nome do gênero em francês nouvelle. O vocábulo francês nouvelle seria emprestado do termo italiano novella, forma substantivada do verbo novellar cujo significado inicial era o de mudar, posteriormente o vocábulo assume o sentido de contar3. (STALLONI, 2001). Ao pensarmos, num contexto francófono, a designação nouvelle, como gênero, não parece ocasionar grandes dúvidas. Porém, a tradução do termo para o português (novela) faz com que num primeiro momento uma grande parcela de pessoas pense nas conhecidas telenovelas, entretanto o termo em português engloba os dois gêneros: o televisivo e o literário. Como gênero literário, o termo é reconhecido tanto em língua portuguesa quanto francesa. Sendo que, nesse contexto, a real polêmica existe entre quais seriam os limites desse gênero com o do conto literário. De modo geral, a polêmica entre os traços que diferenciam novela e conto literário é bastante antiga e já foi discutida por diversos estudiosos sem que ainda exista um consenso. Entre os próprios autores de novelas, a utilização alternada dos termos novela e conto contribuiu para o reforço da confusão, caso do escritor francês Guy de Maupassant. Boccacio, reconhecido como um mestre no gênero novela, chamava seus textos indistintamente de histórias, relatos, parábolas, fábulas. (GOTLIB, 2004) Tal liberdade de nomeação ocorre também entre os textos escolhidos para serem analisados neste trabalho. Embora chamados de nouvelles em comentários, sinopses, 2 Uma novela é feita para se lida de um só fôlego, de uma só vez. André Gide apud POCHARD, 2009, p. 2. (tradução nossa). 3 Essa informação pode ser de grande valia ao nos depararmos com a confusão entre os gêneros novela e conto. 6

7 trabalhos e artigos que se dedicaram ao seu estudo, recebem em outros momentos o nome de histoires ou récits.4 Diante de tanta incerteza, baseamo-nos na caracterização de Yves Stalloni (2001) sobre o gênero novela, que aponta os seguintes traços recorrentes no gênero: Narrativa curta. Unidade de ação (único acontecimento de resolução rápida), de tempo e de lugar. Tem-se um fragmento da vida e não a história de toda uma vida. Simplicidade de organização estrutural (único narrador que conduz leitor de uma ponta à outra). Poucos personagens, já inseridos na aventura. Intensidade na sua formulação e conteúdo. Visão do mundo apresentada como fiel. Estrutura aberta: pode-se acrescentar um episódio, fazer intervir outro personagem. Supressão dos movimentos de aproximação, dos preparativos, chegando mais depressa até a crise e o desenlace. Resolução do conflito por meio de um fim inesperado, anedótico, chocante. Porém, como um estudioso cauteloso e conhecedor de toda a polêmica em torno do assunto, Yves Stalloni nos lembra que os critérios de identificação da novela são reais, mas permanecem incertos, o que autoriza falar de um gênero fugidio [...] e que ela tende a confundir-se às vezes com outra narrativa breve, o conto. (STALONNI, 2001, p. 118). Outra estudiosa do gênero, Mireille Pochard, responsável por diversas oficinas que ensinam como escrever uma novela, nos confessa a imensa dificuldade de definição do gênero: 4 Seguem alguns sites onde podemos encontrar textos com tais variações. Sobre Delerm: ; Sobre Friot: grenoble.fr/lireetecrire/spip.php?article31&var_recherche=friot 7

8 Vous vous attendez certainement à ce que je vous donne une définition de la nouvelle? Je ne le ferai pas. Depuis que les recueils de nouvelles font l essentiel de mes lectures et vu la diversité du genre, j ai compris que toutes les définitions se heurtaient à un mais! 5. (POCHARD, 2009, p. 2). Outro renomado estudioso do gênero é o belga René Godenne que, ao apontar um dos traços que uma boa novela deve apresentar, nos faz pensar na razão pela qual os termos nouvelle, histoire e conte são às vezes tão próximos. Segundo ele, é preciso ne pas oublier de susciter l intérêt anecdotique : les meilleures nouvelles sont des histoires, les meilleurs nouvellistes sont des conteurs. 6 (GODENNE, 2009) A partir desse cenário, torna-se evidente que somente de uma maneira teórica podemos falar em um modelo desse gênero literário. O que reforça a ideia de mutabilidade dos gêneros presente em Bronckart (2006) quando ele trata da permanente instabilidade dos gêneros, mutáveis de acordo com o tempo e a sociedade em que são produzidos. Entretanto, mesmo diante de tanta complexidade na busca de uma identificação e classificação dos gêneros, fato é que eles estão no ambiente da linguagem, coexistindo no espaço do arquitexto como modelos aos quais recorremos e adaptamos, criando variantes, de acordo com uma situação de ação específica. [...] na medida em que a adaptação pode se traduzir na criação de variantes, derivadas de uma estilística pessoal e social, essas variantes são candidatas a uma restituição ao arquitexto, tornando-se, assim, capazes de provocar uma modificação mais ou menos importante nas características anteriores dos gêneros. (BRONCKART, 2006, p. 154). O que nos faz concluir que os gêneros estão em estado permanente de modificação, o que lhes confere um estatuto dinâmico e histórico (BRONCKART, 2007). Com outro olhar, talvez mais literário, Godenne (2009) esbarra nessa mesma questão ao aconselhar aos que querem se tornar escritores de novelas, dizendo lisez des 5 Certamente, vocês esperam que eu lhes dê uma definição de novela. Eu não o farei. Desde que as coletâneas de novelas fazem parte do essencial das minhas leituras e visto a diversidade do gênero, eu compreendi que todas as definições acabam esbarrando em um mas! (tradução nossa). 6 não se esqueça de suscitar o interesse anedótico: as melhores novelas são histórias, os melhores novelistas são contadores de contos. (tradução nossa). 8

9 nouvelles des grands nouvellistes qui vous ont précédés: on a tout à apprendre de ces modèles. Et les modèles sont faits pour être dépassés.7 4. Análise de algumas novelas segundo o modelo do ISD Esta análise tomou como corpus as novelas La chose, Recette de cuisine e Premier amour, presentes na obra Histoires pressées (1999), Je t aime e Malade, em Pressé, pressée (2007) e Histoire-télégramme, em Nouvelles histoires pressées (2007) de Bernard Friot, e L inhalation, Invité par surprise, Le dimanche soir e Le cinéma pertencentes ao livro La première gorgée de bière et autres plaisirs minuscules (1997) de Philippe Delerm8. Em ambos os casos, o fator de seleção foi a busca por textos cuja temática tivesse alguma relação cultural e/ou sentimental com os leitores brasileiros, não sendo um relato de uma situação restrita a um contexto de vida estrangeiro, sobretudo francês. A análise desses textos será feita a partir das teorias apresentadas no modelo de análise de textos do ISD9, tendo como resultado um material que possa ser utilizado na construção de um modelo didático do qual será produzido possíveis sequências didáticas aplicáveis em um contexto de ensino-aprendizagem do francês língua estrangeira a partir do nível A2 do Quadro europeu comum de referência para as línguas (2001). Faz-se necessário ressaltar que a análise aqui apresentada não pode ser realmente considerada um modelo didático, pois nesse caso a quantidade e diversidade de textos analisados tornar-se-iam obrigatoriamente maior. Sendo assim, consideramos esta análise apenas como um trabalho prévio na construção de um modelo didático. Partindo para a análise proposta, começamos pelo contexto de produção, no qual temos como emissores Bernard Friot e Philippe Delerm que tomam como enunciador a função social de escritor e professor para o primeiro e escritor para o segundo. O leitor potencial de Friot é o jovem francês e/ou francófono na faixa etária dos nove aos dez anos, quanto a Delerm, seu leitor é o adulto também francês e/ou francófono. Os textos estão apresentados em livros de bolso no formato de 18 cm x 12 cm e representados pela editora Milan, coleção Milan Poche Junior, Éclats de Rire, no caso de Friot; e pela editora Gallimard, coleção L Arpenteur, no caso de Delerm. No 7 leiam as novelas dos grandes novelistas que lhes precederam: temos tudo a aprender com esses modelos. E os modelos são para serem superados. (tradução nossa) 8 Ver material em anexo. 9 BRONCKART, 2006,

10 primeiro caso, a identificação da coleção nos traz importantes referenciais em relação à faixa etária do público e ao lado humorístico do texto. No segundo caso, pensamos em literatura para adultos10, mas o nome da coleção não nos releva de imediato o seu perfil, o qual é delineado no site da editora como uma coleção dedicada à literatura francesa ou estrangeira, tendo entre os traços de sua identidade a presença de autores que trabalham com textos curtos. Como objetivos, podemos citar o objetivo imediato de entreter, mais especificamente o de provocar o prazer da leitura, despertado sobretudo por uma empatia criada entre enunciador e destinatário. Uma vez criado tal prazer, tem-se como consequência um estímulo do contato com a literatura, o desejo de ler cada vez mais e por que não o de escrever. Ainda sobre o contexto de produção, encontramos relatos do autor Bernard Friot, explicando-nos em que condições os seus textos foram criados. Antes e durante sua atuação como escritor, Friot trabalhava como professor de francês língua materna na França com crianças matriculadas no Cours élémentaire 1 e Cours élémentaire 211, tendo respectivamente por volta de sete a oito anos. Com o objetivo de fazer com que seus alunos desenvolvessem o gosto pela leitura e escrita, o professor Friot acabou desenvolvendo em suas aulas um espaço de produção de textos criados entre as experiências dos alunos e a sua própria. Segundo o próprio escritor (FRIOT, 2003), as suas novelas nasceram a partir do seguinte processo: Busca de um tema: a partir de uma palavra, de uma frase, de uma música, de uma cor, de uma imagem. Desenvolvimento: a partir das lembranças pessoais das crianças e da sua (Friot) visão sobre a infância. Ele escreve o começo do texto e pede para que as crianças o desenvolvam. Harmonização e orquestração: nessa fase, o autor tem o começo, as transições e o fim (chute) da história, mas ainda é preciso preencher a história. Novamente, em colaboração com as crianças, ele propõe que os alunos contem o que o tema lhes evoca, unindo as visões das crianças com a sua. 10 Essas são impressões de um primeiro momento. Na verdade, ambas editoras trabalham com o público adulto e infanto-juvenil. 11 Grosso modo, podemos comparar esses níveis aos primeiros anos do nosso ensino fundamental. 10

11 Interpretação: afinar, ajustar o texto. Atenção à compreensão (lisibilité) e a densidade do texto. Quanto mais o texto é compreensível (compreensão do léxico) mais o leitor pode se fixar no seu conteúdo metafórico e emocional. Ainda sobre o processo de criação, diz Friot (2003): J ai d abord écrit avec des enfants avant d écrire pour eux 12, o que nos mostra que em suas novelas há muito da sua experiência e de suas trocas com as crianças, além das suas próprias memórias de infância. Após a apresentação do contexto de produção das novelas estudadas, abordaremos a análise da sua infraestrutra geral (aspectos discursivos), constituída pelo plano global dos conteúdos temáticos, pelos tipos de discurso e pelas sequências. Como plano global, as novelas de maneira geral trazem um título e um texto curto e independente das novelas anteriores ou posteriores. O texto é formado por diversos parágrafos curtos ou alguns longos, ou até mesmo um único, aos quais se intercalam por vezes diálogos (discurso direto). Em algumas novelas de Bernard Friot, observa-se na sua forma e/ou conteúdo um diálogo com outros gêneros. Caso de Histoiretélégramme que nos remete a um conto de fadas na forma de um telegrama ou de Premier amour e a sua forma de diário.13 O título tem sempre uma função primordial nesse gênero, sendo um verdadeiro título-tema. Ao lermos o título, temos logo de início o assunto que será desenvolvido no texto. Esse desenvolvimento começa já no primeiro parágrafo. De forma direta (sem uma cena introdutória), o parágrafo de abertura já nos traz uma cena representativa do tema, dando-nos na grande maioria dos casos o acesso imediato ao conflito da novela. Após alguns poucos parágrafos - caracterizado como um gênero curto, as novelas apresentam de uma a cinco páginas -, chegamos ao(s) último(s) parágrafo(s) onde há a resolução do conflito. Esse é um momento de grande importância na novela, sempre provocador de alguma emoção no leitor. A parte final é marcada por um efeito humorístico causador de um sorriso, ou ainda por um momento de surpresa ou de forte reconhecimento e empatia entre o leitor e o autor. 12 Eu escrevi com as crianças antes de escrever para as crianças. (negrito do autor), (tradução nossa). Sobre essa questão, autor Bernard Friot comenta j ai abusé, au début, du jeu avec des genres, les styles, les codes narratifs, ce qui m a amené, dans la nouvelle édition de Histoires pressées à supprimer certains textes qui n étaient que des exercices pour les remplacer par des textes je l éspère plus consistants. (FRIOT, 2003). eu abusei, inicialmente, do jogo com os gêneros, dos estilos, dos códigos narrativos, o que me levou, na nova edição de Histoires pressées, a suprimir alguns textos que eram apenas exercícios, substituindo-os por textos, espero, mais consistentes. (tradução nossa)

12 Ao observarmos o universo temático das novelas, nota-se a presença de temas fortemente relacionados a lembranças, momentos da vida, lugares e situações significativas geralmente ligadas ao cotidiano, mas que tomam um grande valor emocional geralmente positivo. Nesses temas, há uma evidente valorização das memórias pessoais, dos pequenos momentos de prazer da vida e do dia a dia. Ainda que muitas vezes essas lembranças estejam ligadas a uma realidade vivida, é evidente a presença de elementos imaginários, sobretudo, nas novelas que retratam o mundo infanto-juvenil onde imaginário e realidade se fundem naturalmente. No campo da infraestrutura geral do texto, outro elemento a ser analisado é o tipo de discurso. No caso das novelas estudadas, percebe-se a predominância do narrar (disjunção) implicado (embreado), ou seja, do relato interativo, desenvolvido no tempo passado composto (passe composé) e com a presença do dêitico eu (je); e do expor implicado, ou seja, do discurso interativo. Nota-se ainda outro mundo discursivo, o do discurso interativo relatado, marcado por um discurso direto dependente da narração que o engloba, o que é identificado por enunciados como (disse ela, disse ele). No caso do discurso interativo, podemos citar como marcas de situação de enunciação dêiticos de pessoa e de tempos como, por exemplo, o dêitico referente à segunda pessoa do plural, você(s) (vous), ou ainda o de tempo, agora (maintenant), marcas que remetem à situação de produção, criando uma ligação com a realidade. A presença do dêitico vous cria ainda uma aproximação como o leitor, tendo-se uma relação de cumplicidade entre leitor e autor. Outro pronome que por vezes tem a função de criar essa proximidade e interação, essa sensação de algo compartilhado por ambas as partes, é o pronome indefinido on. Interpretado de diversas maneiras, segundo o contexto, o pronome on pode ainda apresentar verdades ou comportamentos universais, compartilhados entre o eu-narrador, o você-leitor e o ser humano em geral. A utilização desse pronome proporciona a uma experiência ou pensamento particular a sensação de universalidade, mostrando que em nossas memórias particulares temos todos muito em comum. Em relação às sequências, temos algumas pequenas sequências descritivas e dialogais, mas a predominância é da sequência narrativa. Entretanto, ao contrário da constituição tradicional da sequência narrativa (BRONCKART, 2007), nota-se por vezes a ausência de uma situação inicial, havendo um início imediato no plano da complicação ou ainda no plano das ações, desencadeado pelo título-tema. A fase final pode ser representada por uma resolução ou uma avaliação sobre a situação, em que se 12

13 propõe um comentário relativo ao desenrolar da história e cuja posição na sequência parece ser totalmente livre (BRONCKART, 2007, p. 221). É nesse momento de resolução ou avaliação da narração que nos deparamos geralmente com o um efeito de surpresa, anedótico ou de reconhecimento, típico da parte final das novelas. Quanto aos mecanismos de textualização (coerência temática), temos a análise da conexão, coesão nominal e coesão verbal. A conexão entre as frases e entre os parágrafos ocorre por meio de advérbios ou locuções adverbiais, como finalmente, depois, à tarde, naquela noite, dois minutos mais tarde, anteriormente (finallement, après, l après-midi, cette nuit-là, deux minutes plus tard, autrefois), por conjunções mas (mais), por meio de interjeições como ah!, ai! (ah!, hélas!), diálogos ou datas, elementos coesivos, como nesse caso (dans ce cas-là) ou ainda de forma direta, sem a presença de conectivos, pela simples justaposição de frases. Em relação à coesão verbal, nota-se a forte presença do passado composto (passé composé) e do imperfeito (imparfait), sobretudo em primeira pessoa, vinculados ao relato interativo, e do presente (présent), do futuro próximo (futur proche) e do imperativo (impératif) em cenas de interação verbal de personagens em discurso direto dependente da narração (discurso interativo relatado). Constata-se também a presença do presente e do futuro próximo no caso do discurso interativo. Já a coesão nominal dá-se principalmente na forma de elementos com função anafórica como pronomes pessoais (elle, il), pronomes demonstrativos (celle, celui, celles, ceux), pronomes de objeto direto (le, la, les) e indireto (lui, leur) e mais raramente na forma de enunciados como na novela Le cinéma onde o referente cinéma é retomado mais adiante em cette salle penchée vers une attente plate. Frases e parágrafos curtos e muitas vezes sem elementos de conexão entre eles trazem enunciados que representam mais uma série de novas lembranças, emoções e situações do que a retomada e desenvolvimento (continuidade) de uma ideia primeira. Como responsabilização enunciativa (coerência pragmática), temos as vozes e as modalizações. Nas novelas estudadas, podemos encontrar a voz do narrador, um narrador-personagem, representado pelo pronome eu (je), e de outros personagens (discurso indireto e direto). A voz do narrador-personagem pode ser representada ainda pelo pronome on. A presença desse pronome pode ser interpretada também como uma voz coletiva, representativa de uma comunidade, trazendo um caráter de polifonia ao texto. 13

14 As modalizações ocorrem por meio de advérbios e adjetivos que exprimem apreciações, de verbos como poder, querer, dever, preferir, ser preciso (pouvoir, préferer, devoir, vouloir, falloir), de exclamações e interjeições e da presença de uma voz coletiva na forma do pronome on que pode apresentar um fato como uma verdade aceita, o que não deixa de ser uma maneira de expressar uma opinião. Vale ainda ressaltar a escolha do vocabulário e do nível de formalidade na linguagem utilizada. No caso de Friot, nota-se uma linguagem informal (palavras de contexto familiar e utilização do pronome tu) e a presença de um corpus lexical pertencente ao cotidiano, à família, à escola, aos amigos, a objetos e partes que compõem uma casa, a partes do corpo, a ações cotidianas, como se vestir, se alimentar, fazer compras. Em Delerm, há uma similitude em relação às novelas de Friot no que se refere a um vocabulário ligado ao cotidiano, mas nesse caso as palavras escolhidas são carregadas de carga metafórica, de impressões. Essas escolhas indicam a importância do público-alvo, do destinatário do texto, pois é a diferença entre os públicos que determina as escolhas feitas pelo enunciador, comprovando que a situação de produção deixa marcas concretas no texto. 5. Considerações finais O trabalho com os gêneros e sua apropriação revela-se um mecanismo fundamental de socialização, de inserção pratica nas atividades comunicativas humanas. (BRONCKART, 2007). Num contexto de ensino-aprendizagem, os gêneros revelam-se instrumentos de desenvolvimento das capacidades dos alunos, mas também de desenvolvimento profissional do professor. Nesse processo de desenvolvimento, seja do aluno seja do professor, a construção de modelos didáticos e sequências didáticas tem papel de destaque (MACHADO & LOUSADA, 2010). A sequência didática serve a um trabalho de reflexão sobre as capacidades de ação presentes nos contextos de produção de escrita, sobre as capacidades discursivas e linguístico-discursivas e todas as escolhas que as envolvem de acordo com o gênero, ou seja, serve a um trabalho prático de apropriação de gênero, que evidencia sua capacidade de mediação da atividade de ensino-aprendizagem em sala de aula. Acreditamos que ao apresentar os traços característicos do gênero de texto novela, a partir da análise de textos proposta pelo ISD, recorrendo-se também aos estudos literários sobre o gênero, este trabalho pode contribuir para a construção de um 14

15 futuro modelo didático e de sequências didáticas que teriam como objetivo a produção e recepção/interpretação de textos do gênero. Referencias bibliográficas BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 2a ed. Trad. Maria Ermantina Galvão G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes BRONCKART, Jean-Paul. Atividade de linguagem, discurso e desenvolvimento humano. 1ª ed. Trad. Anna Rachel Machado; Maria Lucia Meirelles Matêncio. Campinas: Mercado de Letras, Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo. 2ªed. Trad. Anna Rachel Machado. São Paulo: Educ, Gêneros de textos, tipos de discurso e sequências. Por uma renovação do ensino em produção escrita. In Conferência Gêneros de textos, tipos de discurso e sequências. Por uma renovação do ensino em produção escrita, PUC-SP, CRISTOVÃO, Vera Lúcia Lopes. O gênero quarta-capa no ensino do inglês. In: DIONISIO, A. P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. Gêneros textuais & ensino. 1ª ed. São Paulo: Parábola, DELERM, Philippe. La première gorgée de bière et autres plaisirs minuscules. Paris: Gallimard, FRIOT, Bernard. Histoires pressées. Toulose : Milan, Nouvelles histoires pressées. Toulose : Milan, Pressé, pressée. Toulose : Milan, Comment j ai écrit certaines des «histoires pressées». In Acesso em 2003, 02/10/2010. GODENNE, René. Rencontre avec René Godenne In Acesso em 02/10/2010. GOTLIB, Nádia Battella. Teoria do conto. 10 ed. São Paulo: Ática, LOUSADA, Eliane Gouvêa. A abordagem do interacionismo sociodiscursivo para a análise de textos. Artigo enviado para publicação organizada pelo II EPED (Encontro de Pós-graduandos em Estudos Discursivos),

16 MACHADO, Anna Rachel; CRISTOVÃO, Vera Lúcia Lopes. In: Abreu-Tardelli, Lília Santos; Cristovão, Vera Lúcia Lopes. (orgs). Linguagem e educação: O ensino e a aprendizagem dos gêneros, Campinas: Mercado de Letras, MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvêa. A apropriação de gêneros textuais pelo professor: em direção ao desenvolvimento pessoal e à evolução do métier. In Linguagem em (dis)curso, Palhoça, v. 10, n. 3, POCHARD, Mireille. Écrire une nouvelle et se faire publier. Paris: Eyrolles, MAINGUENAU, Dominique. Análise de textos de comunicação. 1ª ed. Trad. Cecília P. de Souza-e-Silva ; Décio Rocha. São Paulo: Cortez Editora, Éléments de linguistique pour le texte littéraire. 3a ed. Paris: Dunod, QUADRO EUROPEU COMUM DE REFERÊNCIA PARA AS LÍNGUAS Aprendizagem, ensino, avaliação. Trad. Maria Joana Pimentel do Rosário e Nuno Verdial Soares, Porto: Edições Asa, STALLONI, Yves. Os gêneros literários. Trad. Flávia Nascimento, Lisboa: Difel, SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. 1ª ed. Trad. Roxane Rojo; Glais Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras DOLZ, Joaquim, NOVERRAZ, Michèle, SCHNEUWLY, Bernard. Sequências Didáticas para o oral e a escrita: Apresentação de um procedimento. In SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. 1ª ed. Trad. Roxane Rojo; Glais Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras

17 Anexos Textos Bernard Friot: 17

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