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1 ÍNDICE - O Estado de S.Paulo...2 Vida&...2 UFRJ tem receita para País economizar com hemoderivados...2 Tribuna da Imprensa (RJ)...4 Ciência / Ambiente...4 Brasil pode produzir e economizar com hemoderivados...4 Correio do Povo (RS)...6 Geral...6 Donas de casa comparam remédios...6 Correio do Povo (RS)...7 Geral...7 Comida japonesa é motivo de atividade...7 A Notícia (SC)...8 Geral...8 Brasil pode economizar com hemoderivados...8 Folha de Londrina (PR)...9 Geral...9 Farmácias de manipulação fazem protesto contra Anvisa...9

2 O Estado de S.Paulo Vida& UFRJ tem receita para País economizar com hemoderivados Estudo mostra que Brasil só tem a lucrar se utilizar recursos para fabricar fatores de coagulação Alexandre Rodrigues RIO A conta de aproximadamente US$ 100 milhões paga pelo Brasil todo ano com a importação de hemoderivados, como os fatores de coagulação 8 e 9, proteínas usadas respectivamente no tratamento das hemofilias A e B, pode ser reduzida se o País investir na engenharia genética para produzi-los. Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que com pouco mais de 20% dos US$ 60 milhões gastos todo ano para importar só o fator 8 é possível erguer uma fábrica de proteína recombinante, um produto mais moderno e seguro, capaz de dar a auto-suficiência ao País. Embora muitos países já privilegiem o uso dos fatores recombinantes, obtidos por meio de células geneticamente manipuladas para produzir a proteína, o governo criou no fim de março a Hemobrás, que vai fabricar apenas parte das unidades consumidas no Brasil a partir do sangue de doadores brasileiros na tentativa de reduzir os custos e a dependência externa. O País importa 90% dos hemoderivados que consome. Entre eles, todas as unidades de fatores de coagulação distribuídas pelos hemocentros. Nas compras, o Brasil também prefere o produto derivado do plasma, que é mais barato. Cada unidade custa US$ 0,40, enquanto os recombinantes são comercializados por US$ 1,06 no mercado internacional. Ao decidir pela instalação da Hemobrás em Pernambuco, que vai consumir R$ 65 milhões, o Ministério da Saúde quer baixar o custo da unidade de fator 8 obtido com o fracionamento de plasma para US$ 0,10. A nova estatal só conseguirá, porém, atender a 45% da demanda nacional de fator 8, dada a limitação da oferta na ordem de 500 mil litros anuais de excedente de plasma no País. Diante desse quadro, os pesquisadores da UFRJ Leda Castilho, da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), e Ricardo Medronho, da Escola de Química, apresentaram a três formandas em Engenharia Química o desafio de comprovar a viabilidade de uma fábrica de fator 8 recombinante. Catarina da Silveira, Fernanda Petrocínio e Joana Braga demonstraram que é viável e mais vantajoso investir na biotecnologia nesse caso. O primeiro passo foi um levantamento de mercado que definiu a necessidade, para atender à demanda do País, da produção de 160 milhões de unidades do medicamento por ano. A partir daí, projetaram e estimaram os custos dos equipamentos e propuseram, com base nos processos das três multinacionais que vendem o fator 8 recombinante no mundo, uma linha de produção que poderia ser construída no País com investimento total de US$ 12,7 milhões. Elas definiram uma linha de cultivo das células produtoras da proteína num biorreator operando em perfusão, com a ajuda de hidrociclones, equipamento desenvolvido pelos pesquisadores da UFRJ.

3 O trabalho foi apresentado como projeto de fim de curso com a orientação dos dois pesquisadores. Leda já tem experiência na área, como coordenadora de um estudo sobre o desenvolvimento em laboratório de uma célula capaz de produzir o fator 9 recombinante com os mesmos objetivos. A diferença é que no caso do fator 8, uma rede de cientistas capitaneada pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, com a participação de instituições como a Universidade de Brasília (UnB), já chegou à célula produtora. 'Se o governo quiser montar essa planta, só precisa do dinheiro e da célula, que, segundo o site da UnB, já foi obtida. Elaboramos todo o plano, que está à disposição sem custo algum para o País', diz Leda. O estudo calculou ainda o custo anual de produção desses 160 milhões de unidades e a manutenção da fábrica: US$ 13,5 milhões. Os números surpreenderam os coordenadores, porque mostram que é possível comercializar o fator 8 recombinante por preço bem mais baixo do que o da indústria. Ainda segundo o estudo, se o governo, único comprador e distribuidor dos fatores de coagulação, resolvesse desembolsar os mesmos US$ 0,40 pagos hoje pelo fator 8 importado por cada unidade recombinante, a receita do primeiro ano da fábrica seria de US$ 64 milhões, recuperando o investimento inicial em apenas cinco meses. O coordenador da política de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, João Paulo Baccara, reconhece que o governo não tem estudos sobre a viabilidade de produção de fatores recombinantes, mas garantiu que essa será uma das prioridades da Hemobrás. De acordo com Baccara, com a assinatura do estatuto da Hemobrás em março, as obras devem começar no segundo semestre. A previsão é de que a produção seja validada em três anos e meio. Ele ressaltou que a Hemobrás é necessária para aproveitar o plasma excedente dos doadores de sangue brasileiros e também para a produção de outros produtos, como a imunoglobulina e a albumina. Os pesquisadores da UFRJ sabem disso e concordam com a necessidade de levar adiante a Hemobrás. 'Achamos que seria muito interessante para o País manter os planos e, além disso, construir uma fábrica de fator 8 recombinante. Ela complementaria a Hemobrás', afirma Medronho. Ele e Leda já atenderam a pedidos para enviar o estudo para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e empresas privadas interessadas.?

4 Tribuna da Imprensa (RJ) Ciência / Ambiente Brasil pode produzir e economizar com hemoderivados A conta de cerca de US$ 100 milhões paga pelo Brasil todo ano pela importação de hemoderivados, como os fatores de coagulação 8 e 9, proteínas usadas respectivamente no tratamento das hemofilias A e B, pode ser reduzida se o País investir na engenharia genética para produzi-los. Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que com pouco mais de 20% dos US$ 60 milhões gastos todo ano para importar só o fator 8 é possível erguer uma fábrica de proteína recombinante, um produto mais moderno e seguro, capaz de dar a auto-suficiência ao País. Embora muitos países já privilegiem o uso dos fatores recombinantes, obtidos por meio de células geneticamente manipuladas para produzir a proteína, o governo criou no fim de março a Hemobrás, que vai fabricar apenas parte das unidades consumidas no Brasil a partir do sangue de doadores brasileiros na tentativa de reduzir os custos e a dependência externa. O País importa 90% dos hemoderivados que consome. Entre eles, todas as unidades de fatores de coagulação distribuídas pelos hemocentros. Nas compras, o Brasil também prefere o produto derivado do plasma, que é mais barato. Cada unidade custa US$ 0,40, enquanto os recombinantes são comercializados por US$ 1,06 no mercado internacional. Ao decidir pela instalação da Hemobrás em Pernambuco, que vai consumir R$ 65 milhões, o Ministério da Saúde quer baixar o custo da unidade de fator 8 obtido com o fracionamento de plasma para US$ 0,10. A nova estatal só conseguirá, porém, atender a 45% da demanda nacional de fator 8, dada a limitação da oferta na ordem de 500 mil litros anuais de excedente de plasma no País. Diante desse quadro, os pesquisadores da UFRJ Leda Castilho, da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), e Ricardo Medronho, da Escola de Química, apresentaram a três formandas em Engenharia Química o desafio de comprovar a viabilidade de uma fábrica de fator 8 recombinante. Catarina da Silveira, Fernanda Petrocínio e Joana Braga demonstraram que é viável e mais vantajoso investir na biotecnologia nesse caso. Célula O primeiro passo foi um levantamento de mercado que definiu a necessidade, para atender à demanda do País, da produção de 160 milhões de unidades do medicamento por ano. A partir daí, projetaram e estimaram os custos dos equipamentos e propuseram, com base nos processos das três multinacionais que vendem o fator 8 recombinante no mundo, uma linha de produção que poderia ser construída no País com investimento total de US$ 12,7 milhões. Elas definiram uma linha de cultivo das células produtoras da proteína num biorreator operando em perfusão, com a ajuda de hidrociclones, equipamento desenvolvido pelos pesquisadores da UFRJ. O trabalho foi apresentado como projeto de fim de curso com a orientação dos dois pesquisadores. Leda já tem experiência na área, como coordenadora de um estudo sobre o desenvolvimento em laboratório de uma célula capaz de produzir o fator 9 recombinante com os mesmos objetivos. A diferença é que no caso do fator 8, uma rede de cientistas capitaneada pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, com a participação de instituições como a Universidade de Brasília (UnB), já chegou à célula produtora. "Se o governo quiser

5 montar essa planta, só precisa do dinheiro e da célula, que, segundo o site da UnB, já foi obtida. Elaboramos todo o plano, que está à disposição sem custo algum para o País", diz Leda. O estudo calculou ainda o custo anual de produção desses 160 milhões de unidades e a manutenção da fábrica: US$ 13,5 milhões. Os números surpreenderam os coordenadores, porque mostram que é possível comercializar o fator 8 recombinante por preço bem mais baixo do que o da indústria. Ainda segundo o estudo, se o governo, único comprador e distribuidor dos fatores de coagulação, resolvesse desembolsar os mesmos US$ 0,40 pagos hoje pelo fator 8 importado por cada unidade recombinante, a receita do primeiro ano da fábrica seria de US$ 64 milhões, recuperando o investimento inicial em apenas cinco meses. Hemobrás O coordenador da política de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, João Paulo Baccara, reconhece que o governo não tem estudos sobre a viabilidade de produção de fatores recombinantes, mas garantiu que essa será uma das prioridades da Hemobrás. De acordo com Baccara, com a assinatura do estatuto da Hemobrás em março, as obras devem começar no segundo semestre. A previsão é de que a produção seja validada em três anos e meio. Ele ressaltou que a Hemobrás é necessária para aproveitar o plasma excedente dos doadores de sangue brasileiros e também para a produção de outros produtos, como a imunoglobulina e a albumina. Os pesquisadores da UFRJ sabem disso e concordam com a necessidade de levar adiante a Hemobrás. "Achamos que seria muito interessante para o País manter os planos e, além disso, construir uma fábrica de fator 8 recombinante. Ela complementaria a Hemobrás", afirma Medronho. Ele e Leda já atenderam a pedidos para enviar o estudo para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e empresas privadas interessadas.

6 Correio do Povo (RS) Geral Donas de casa comparam remédios Concluíram que medicamentos de grandes marcas custam bem mais caro do que os manipulados Para chamar a atenção sobre o valor a mais que os consumidores terão de desembolsar com a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de limitar a produção das farmácias de manipulação, integrantes do Movimento das Donas de Casa Consumidoras do RS estiveram ontem em duas farmácias de Porto Alegre. O objetivo foi comparar os preços dos medicamentos de grandes marcas com os manipulados. A entidade ingressará com representação no Ministério Público Federal para conter a determinação. Foram escolhidos nove itens entre os mais procurados por idosos. O mais caro, utilizado contra herpes, custa no mercado quase R$ 600,00, enquanto numa farmácia de manipulação pode ser adquirido por R$ 43,70. 'Queremos que a Anvisa, em vez de criar regulamentação, tenha mecanismos de fiscalização para garantir a qualidade dos manipulados', enfatizou a presidente do movimento, Edy Maria Mussói. No caso de um medicamento para pacientes com problemas psíquicos, como depressão, a pesquisa constatou que com o valor cobrado pela indústria poderiam ser adquiridas 13 caixas do manipulado. A diferença no preço de um remédio para colesterol chegou a 128%. O gasto com remédios pode comprometer mais de 50% do orçamento das famílias, segundo a entidade. 'Além dos remédios é preciso pagar plano de saúde, que aumenta após os 60 anos', disse Edy. A Anvisa busca mais segurança aos consumidores. Segundo a determinação, as farmácias de manipulação não poderão comercializar produtos com apresentação e concentração equivalentes às fornecidas pela indústria. Serão proibidas publicidade ou promoção de manipulações. Para receber sugestões, foi aberta consulta pública, que acontece até junho, pelo site

7 Correio do Povo (RS) Geral Comida japonesa é motivo de atividade Uma parceria entre empresas, a Vigilância Sanitária e o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Porto Alegre possibilitou, durante a semana passada, a capacitação de funcionários dos mais de 20 restaurantes de comida japonesa em atividade no Estado. Motivada por surto de difilobotriase (tipo de verminose) ocorrido em São Paulo no mês passado, a atividade teve como objetivo divulgar processos necessários à adequação dos restaurantes. As normas estão previstas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

8 A Notícia (SC) Geral Brasil pode economizar com hemoderivados Rio - A conta de cerca de US$ 100 milhões paga pelo Brasil todo ano pela importação de hemoderivados, como os fatores de coagulação 8 e 9, proteínas usadas respectivamente no tratamento das hemofilias A e B, pode ser reduzida se o País investir na engenharia genética para produzi-los. Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que com pouco mais de 20% dos US$ 60 milhões gastos todo ano para importar só o fator 8 é possível erguer uma fábrica de proteína recombinante, um produto mais moderno e seguro, capaz de dar a auto-suficiência ao País. Embora muitos países já privilegiem o uso dos fatores recombinantes, obtidos por meio de células geneticamente manipuladas para produzir a proteína, o governo criou no fim de março a Hemobrás, que vai fabricar apenas parte das unidades consumidas no Brasil a partir do sangue de doadores brasileiros, na tentativa de reduzir os custos e a dependência externa. O País importa 90% dos hemoderivados que consome. Entre eles, todas as unidades de fatores de coagulação distribuídas pelos hemocentros. Nas compras, o Brasil também prefere o produto derivado do plasma, que é mais barato. Cada unidade custa US$ 0,40, enquanto os recombinantes são comercializados por US$ 1,06 no mercado internacional. Ao decidir pela instalação da Hemobrás em Pernambuco, que vai consumir R$ 65 milhões, o Ministério da Saúde quer baixar o custo da unidade de fator 8 obtido com o fracionamento de plasma para US$ 0,10. A nova estatal só conseguirá, porém, atender a 45% da demanda nacional de fator 8, dada a limitação da oferta na ordem de 500 mil litros anuais de excedente de plasma no País.

9 Folha de Londrina (PR) Geral Farmácias de manipulação fazem protesto contra Anvisa As farmácias de manipulação de Londrina estão em luto por causa de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe tais estabelecimentos de preparar medicamentos nas doses que já são fabricados pela indústria farmacêutica. Para demonstrar a insatisfação dos profissionais da área, a partir de hoje, todas as 33 farmácias de manipulação da cidade exibirão uma faixa preta. Segundo a predidente do Núcleo Setorial de Farmácias de Manipulação, Lourdes Marina de Andrade, a mobilização pretende conscientizar a sociedade das implicações desta resolução e cobrar uma explicação por parte da Anvisa do porquê desta atitude. ''Além dos custos dos remédios manipulados serem mais baixos, essas farmácias possuem em média três farmacêuticos para preparar e distribuir os remédios da maneira correta ao paciente'', justifica. De acordo com dados da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), cerca de 10% da venda de medicamentos no Brasil são realizadas nessas farmácias. ''Nas regiões Sul e Sudeste, este percentual é maior'', diz a farmacêutica Patrícia Brill. Ela lembra que há cinco anos o setor não era responsável nem por 5% das vendas. ''Temos uma resolução que regulamenta todo o nosso serviço e um controle de qualidade rígido. Por que mudar agora?'', questiona. Além dos certificados de qualidade expedidos por empresas especializadas a Vigilância Sanitária do município é responsável pela fiscalização das condições de produção dos medicamentos e das dosagens manipuladas. ''O problema é que temos pouco pessoal para fazer uma fiscalização constante'', afirma o diretor da Vigilância em Londrina, Maurício Barros. Mas, ele garante que quando há alguma denúncia sobre ineficácia do remédio a equipe de técnicos interrompe a rotina para verificar o fato. SERVIÇO: Informações sobre o protesto: (43) (43) Em caso de ineficácia do remédio, o consumidor pode acionar a Vigilância Sanitária pelo telefone Se o consumidor quiser opinar sobre a resolução pode consultar o site da ww.anvisa.gov.br Camilla Rigi Reportagem Local

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