Fator Natal. O papel do administrador na preparação das empresas para o período de maior consumo do ano

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1 NA PRÁTICA O campo em boas mãos Saiba por que o administrador rural proporciona mais eficácia para o agronegócio ESTILO De olhos bem abertos Quais os limites do monitoramento digital nas empresas? Novembro/2012 Ano 35 - nº 317 Fator Natal O papel do administrador na preparação das empresas para o período de maior consumo do ano _logo principal _logo negati

2 Editorial Guardião do que se constrói As expectativas para o Natal de 2012 parecem otimistas. Pelo menos é isso o que diferentes indicadores têm apontado, com perspectivas que superam os números do Natal do ano passado. Menos mal. Temos um crescimento que não garante um excelente 2013, como todos gostariam, mas o final do ano aponta que estamos no caminho certo. É o que sugere a realidade. E com ela temos pela frente o colossal desafio de melhorar os índices de crescimento e o nível de competitividade de nossas empresas. Nesse contexto, a administração é como um mapa que revela a geografia e organiza a gestão para aqueles que desejam caminhar no rumo certo. É fácil constatar que as empresas brasileiras podem ir muito além, mas somente se bem administradas. Para os administradores, é mais uma etapa na corrida para demonstrar às empresas públicas e privadas, e organizações do terceiro setor, que somente instituições bem geridas constituirão base sólida para o seu próprio desenvolvimento e do país como um todo. Na prática, isso sempre exige do administrador múltiplas negociações. Nada, porém, que sua formação multidisciplinar não possa dar conta. Acima de tudo, o administrador deve estar habilitado para produzir as mudanças indispensáveis nas organizações. Em outras palavras, o administrador conhece os impasses e as vantagens das técnicas, ferramentas e recursos administrativos, assim como possui o conhecimento que o torna capaz de identificar e solucionar problemas independentemente do tamanho da empresa. Ele sabe adequar as estruturas organizacionais dentro da política econômica do país e com crescentes responsabilidades junto à sociedade, e vem a missão de ajudar as empresas a se tornarem mais competitivas. Não é tarefa para qualquer um reunir e administrar os fatores para gerar riqueza, renda e emprego. Essa época é um excelente momento para preparar a organização para que entre no novo ano com objetivos e metas bem traçados, plano de ações e planejamento aprovados a fim de que 2013 seja o resultado de uma direção estratégica definida e do cumprimento das etapas de uma excelente administração. É chegada a hora de as empresas compreenderem o significado do trabalho do administrador para a consolidação de seus negócios. Empresas sérias contam com bons administradores. De qualquer ângulo que se avalie, na prática, e também na essência, ele é o guardião do que se constrói. Somente instituições bem geridas constituirão base sólida para seu próprio desenvolvimento Adm. Walter Sigollo Presidente do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA-SP 3

3 facebook.com/ oficial.crasp twitter.com/ cra_sp Presidente Administrador Walter Sigollo Diretoria Adm. José Alfredo Machado de Assis Vice-presidente Administrativo Adm. Milton Luiz Milioni Vice-Presidente de Relações Externas Adm. Alberto Emmanuel de Carvalho Whitaker Vice-presidente de Planejamento Adm. Hamilton Luiz Corrêa Vice-presidente para Assuntos Acadêmicos Adm. Teresinha Covas Lisboa 1ª Secretária Adm. Roberta de Carvalho Cardoso 2ª Secretária Adm. Antonio Geraldo Wolff 1º Tesoureiro Adm. Homero Luis Santos 2º Tesoureiro Conselheiros Alexandre Uriel Ortega Duarte, Álvaro Augusto Araújo Mello, Arlindo Vicente Junior, Carlos Antonio Monteiro, Edgar Kanemoto, Luiz Carlos Vendramini, Marcio Gonçalves Moreira, Nelson Reinaldo Pratti e Idalberto Chiavenato (representante do CRA-SP no CFA) Conselho Editorial para RAP 2011/2012 Coordenador: José Alfredo Machado de Assis. Integrantes: Alberto Emmanuel de Carvalho Whitaker, Hamilton Luiz Corrêa, Luiz Carlos Vendramini, Marcio Gonçalves Moreira, Milton Luiz Milioni, Roberta de Carvalho Cardoso, Teresinha Covas Lisboa e Maria Cecilia Stroka Redação Editora-chefe Maria Cecilia Stroka (Mtb ) Editora Loraine Calza Repórteres Marcos Yamamoto Katia Carmo Publicidade Publicidade Nominal Representações Diagramação e arte Propagare Comercial Ltda. Impressão Plural Editora e Gráfica Ltda. Tiragem exemplares A RAP é uma publicação mensal do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), órgão regulamentador da profissão de administrador, sob a responsabilidade do seu Conselho Editorial. As reportagens não refletem necessariamente a opinião do CRA-SP. Rua Estados Unidos, 889 Jd. América SP Tel.: (11) Seccionais CRA-SP Para apoiar os profissionais no interior e servir como extensão da própria entidade, o CRA-SP está presente, por meio das Seccionais, em oito regiões do estado: Seccional de Bauru Delegado: Adm. William Lisboa Simas Coordenador Regional: Adm. Carlos Eduardo Sperança Av. Nações Unidas, quadra 17-17, sala 109, Vila Santo Antônio Bauru - SP Tel.: (14) Fax: (14) Atendimento: das 8h30 às 17h30 (telefônico) e das 9h às 17h (pessoal) Seccional de Campinas Coord. Regional: Adm. Elcio Eidi Itida Rua Maria Monteiro, 830, cj. 53, Cambuí Campinas SP Tel.: (19) Atendimento: das 8h30 às 17h30 (telefônico) e das 9h às 17h (pessoal) Seccional de Presidente Prudente Analista responsável: Adm. Thays de Paula David Ferreira Av. Cel. José Soares Marcondes, 871, sala 132,Bosque Presidente Prudente - SP Tel.: (18) Fax: (18) Atendimento: das 8h30 às 17h30 (telefônico) e das 9h às 17h (pessoal) Seccional de Ribeirão Preto Delegado: Adm. Marcos Silveira Aguiar Coordenador Regional: Adm. Marcelo Torres Av. Braz Oláia Acosta, 727, cj Jardim Califórnia Ribeirão Preto - SP Tel.: (16) Fax: (16) Atendimento: das 8h30 às 17h30 (telefônico) e das 9h às 17h (pessoal) Seccional de Santos (Baixada Santista e Vale do Ribeira) Coordenadora Regional: Adm. Renata Farias Pizarro Busch Av. Ana Costa, 296, sala 14, Campo Grande Santos - SP Tel.: (13) Fax: (13) Atendimento: das 8h30 às 17h30 (telefônico) e das 9h às 17h (pessoal) Seccional de São José do Rio Preto Analista responsável: Adm. Eduardo Gomes de Azevedo Junior Rua Imperial, 59, salas 1 e 2, Vila Imperial São José do Rio Preto - SP Tel.: (17) Fax: (17) Atendimento: das 8h30 às 17h30 (telefônico) e das 9h às 17h (pessoal) Seccional de São José dos Campos (Vale do Paraíba e Litoral Norte) Coordenador Regional: Adm. Dejair Dutra de Souza Rua Euclides Miragaia, 700, sala 25, Centro São José dos Campos - SP Tel.: (12) Fax: (12) Atendimento: das 8h30 às 17h30 (telefônico) e das 9h às 17h (pessoal) Seccional de Sorocaba Delegado: Adm.Edson Conceição Júnior Coordenadora Regional: Adm. Aida Rodrigues Avenida Antônio Carlos Comitre, 510, sala 86, Parque Campolim Sorocaba - SP Tel.: (15) Fax: (15) Atendimento: das 8h30 às 17h30 (telefônico) e das 9h às 17h (pessoal) Por que o administrador rural pode fazer a diferença na cadeia produtiva do agronegócio em Na Prática GETTY IMAGES GETTY IMAGES Motivos e limites do monitoramento digital nas empresas em Estilo Saiba como os administradores podem preparar suas empresas para o Natal em Capa GETTY IMAGES Sumário 3. Editorial 6. Na Prática Administração rural Mais eficácia para a gestão de produtos do campo 10. MIT Sloan O que é preciso para ser um inovador em série Livro discute as características de pessoas que desenvolveram inovações significativas 14. Perfil Administrador Destaque A trajetória de Alexandre Caldini Neto, presidente do Valor Econômico 18. Capa Fator Natal A participação do administrador na preparação da empresa para o período de maior consumo do ano é fundamental 24. Estilo Vigilância digital Por que as empresas monitoram os computadores e s de seus funcionários e quais os limites desse procedimento 28. Notícias Informações para o dia a dia do administrador 34. Opinião Adm. Paulo César Rufino

4 Na Prática por Marcos Yamamoto O campo em boas mãos A administração rural engloba todas as fases da cadeia produtiva do agronegócio e traz mais eficácia para a gestão dos produtos do campo GETTY IMAGES a nova fazenda do mundo. Essa foi a manchete do jornal Brasil, francês Le Monde, em junho do ano passado, para destacar a força da agropecuária brasileira na economia global. Terceiro maior exportador agrícola do mundo, atrás dos Estados Unidos e da União Europeia, o Brasil é líder na produção de soja, café, laranja, carne bovina e açúcar, segundo levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Desde a crise de 2008, o mundo passa por um momento delicado para equilibrar a produção e o consumo de alimentos, o que se reflete na alta dos preços. Nesse ponto, o Brasil tem aproveitado bem a situação, aumentando a participação de mercado em grande parte dos produtos que exporta, informa João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e coordenador do Comitê de Mudanças Climáticas da entidade. Já segundo o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Hélder Muteia, o país é um player importante no mercado de commodities, ao mesmo tempo em que aumenta sua responsabilidade de país sensível às questões sociais. O exemplo do Brasil é fundamental para a contribuição da redução das desigualdades no mundo. Em outras palavras, a pujança do agronegócio Made in Brazil permite ao país um poder decisório como fornecedor mundial de alimentos. O sucesso dos empreendimentos rurais está ligado à profissionalização da gestão rural e de seus responsáveis. As ações do administrador rural impactam toda a cadeia produtiva. A sua contribuição é central para a sustentabilidade econômica da atividade e, com o conhecimento das ferramentas legais e regulatórias, permite potencializar os resultados ambientais e sociais, pilares da competitividade do agronegócio, atesta Ometto, que também atua como presidente do Conselho de Administração do Grupo São Martinho, um dos maiores do Brasil no segmento sucroalcooleiro (ligado ao açúcar e álcool). Os números mostram a força do campo: de janeiro a setembro deste ano, cerca de 74 bilhões dos 164,7 bilhões de dólares das exportações registradas no país vieram do setor, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destaca as exportações de alimentos e fibras para mais de 180 nações, tendo como principais compradores a China, União Europeia, Estados Unidos e o Mercosul. No Estado de São Paulo, o IEA mostrou que, no período, a agropecuária somou 15,7 bilhões de dólares em exportações. Nos últimos 20 anos, o agronegócio tem sido o carro-chefe da balança comercial brasileira, já que proporcionou a ampliação das nossas divisas e a aproximação com países-chave, como a China, ressalta Júnia Rodrigues de Alencar, pesquisadora A da Embrapa Produtos e Mercados. Infelizmente, porém, o que ainda se percebe é a falta de uma mentalidade voltada para a prosperidade do negócio. Em São Paulo, deixamos de explorar todo o potencial presente no empreendedorismo dos produtores, bem como nossa liderança na agricultura tropical conquistada pela pesquisa e a aptidão natural para a produção de commodities agropecuárias, comenta Antônio Julio Junqueira de Queiroz, membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e que foi secretário interino da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado. Para ele, a agricultura paulista é a maior e mais diversificada do país, mas duas questões se sobressaem quanto ao seu futuro: ampliar PRINCIPAIS PRODUTOS DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO (Total exportado em US$ bilhões) Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/AGE, números consolidados de

5 _logo principal _logo negativo _logo vermelho O que é _logo vermelho e branco _logo preto e branco _logo branco preciso _logo retícula para ser um inovador em série Em um livro novo e intrigante, os pesquisadores Abbie Griffin, Raymond L. Price e Bruce A. Vojak discutem as características de pessoas que conseguiram desenvolver inovações significativas em empresas estabelecidas no mercado Por Martha E. Mangelsdorf 1 Não é fácil desenvolver uma inovação em uma empresa estabelecida e colocá-la no mercado com sucesso é ainda mais difícil de fazê-lo mais de uma vez. O livro Serial Innovators: How individuals create and deliver breakthrough innovations in mature firms (Stanford, Califórnia: Stanford University Press, maio de 2012), de autoria de Abbie Griffin, Raymond L. Price e Bruce A. Vojak, descreve vários anos de pesquisa realizadas sobre um tipo de empregado que pode fazer exatamente isso. De modo geral, os inovadores em série podem estar em desacordo com os processos convencionais em suas organizações Griffin faz parte da Escola David Eccles de Negócios da Universidade de Utah e é um ex-editor do Jornal de Gestão da Inovação de Produto. Price atua na área de comportamento humano na Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign (universidade pública dos Estados Unidos localizada nas cidades gêmeas de Urbana e Champaign, no estado de Illinois), e Vojak é reitor adjunto de Administração, bem como professor adjunto na Faculdade de Engenharia da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign. Inovadores em série, a quem os autores definem como pessoas que desenvolvem e levam ao mercado pelo menos dois produtos inovadores de sucesso em uma empresa estabelecida, são bastante raros. Griffin, Price e Vojak estimam que eles representam algo em torno de 1 em cada 50 membros de uma equipe de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) e engenharia em uma organização de menor porte; 1 em 200 em uma organização maior e talvez apenas 1 em 500 na maioria das 200 maiores empresas da revista Fortune (publicação de negócios norte- -americana). A partir de descrições dos autores das características típicas de inovadores em série, fica claro por que os profissionais com esses atributos são tão poucos: eles possuem uma combinação incomum de habilidades. Têm um histórico de excelência técnica (que ajuda a ganhar liberdade para inovar dentro de suas organizações) e um forte foco na resolução de problemas importantes para os clientes (o que os ajuda a escolher problemas comercialmente pertinentes para trabalhar). Eles também têm uma vontade e capacidade de "atravessar a ponte", como os autores colocam, ou seja, mais do que apenas inventar uma boa solução, navegar a política organizacional existente em todas as empresas e convencer os outros na organização do valor da sua inovação. Características adicionais de inovadores em série incluem curiosidade e pensamento sistêmico. Como explicam os autores, "o pensamento sistêmico permite aos inovadores em série integrar dados e informações díspares. Já a curiosidade os leva a procurar os pontos para um quebra-cabeça, enquanto o pensamento sistêmico procura por padrões que ajudam criativamente a ligar os pontos de maneiras lógicas e poderosas". Além do foco na resolução de problemas importantes para os clientes, características adicionais de inovadores em série incluem curiosidade e pensamento sistêmico O capítulo intitulado Os processos pelos quais inovadores em série inovam" é uma das seções mais interessantes do livro. Considerando que 10 11

6 _logo principal _logo negativo _logo vermelho os processos de desenvolvimento de produtos formais em empresas de grande porte tendem a ter fases lineares, "inovadores em série abordam o desenvolvimento de produtos de forma _logo vermelho e branco _logo preto e branco _logo branco não linear", dizem os autores, e sua abordagem envolve muito mais sobreposição, interação e feedback entre os estágios do que é típico nos processos formais de desenvolvimento de novos produtos. _logo retícula Chuck House desenvolveu uma série de novos produtos para a Hewlett- Packard e foi premiado com uma "Medalha de Contestador" pelo então presidente da HP os processos convencionais em suas organizações. Suas próprias inovações competem com os produtos existentes da empresa por recursos e, em vez de trabalhar com equipes específicas, os inovadores de série muitas vezes preferem recrutar colegas como voluntários. Inovadores em série também fazem a sua própria pesquisa de mercado. Em particular, eles querem passar tempo com os clientes e fazer uma boa quantidade de perguntas do tipo "por que" para entender as necessidades dos clientes. Griffin, Price e Vojak reconhecem que a vida em organizações estabelecidas nem sempre é fácil para os inovadores em série ou para as pessoas que os gerenciam. O livro contém alguns relatos fascinantes sobre inovadores em série. Uma delas é a história de Chuck House, que desenvolveu uma série de novos produtos para a Hewlett-Packard e foi premiado com uma "Medalha de Contestador" pelo então presidente da HP "como um lembrete para todos da empresa de que quebrar as regras pode ser associado com uma grande recompensa". Os autores também contam a história de Adam Inovadores em série muitas vezes preferem recrutar colegas como voluntários diferente dos produtos de sucesso da empresa, existentes da época. A abordagem de Osborn finalmente chegou ao mercado e gerou lucros substanciais para a P&G. Os autores incluem recomendações práticas para os inovadores em série e aspirantes a inovadores em série, para os gestores que trabalham com eles, e para os Anúncio_CRA_1.pdf 1 10/29/12 12:34 PM profissionais de Recursos Humanos que podem achar os inovadores em série difíceis de lidar. Ironicamente, os autores relatam que vários dos inovadores em série que entrevistaram pensavam que, se eles estivessem em um processo seletivo hoje, suas empresas não iriam contratá- -los. Isso é um sinal preocupante para as organizações, mas se você gostaria de tornar a sua companhia mais adequada para os inovadores em série, ou se você ou alguém que você conhece aspira a ser uma empresa inovadora em série, a leitura deste livro vale bem a pena. Copyright Massachusetts Institute of Technology, Todos os direitos reservados 1 Martha E. Mangelsdorf é diretora editorial da MIT Sloan Management Review Por exemplo, um inovador em série pode ir e voltar entre os aspectos do desenvolvimento do produto e a criação de aceitação de mercado para ele, ou entre a compreensão do problema e inventar e validar soluções para este. Inovadores em série também investem muito tempo no front-end (termo generalizado que se refere à etapa inicial de um processo) da inovação a identificação de um problema importante e seu entendimento a partir de múltiplas perspectivas. Isso pode ser um problema em culturas organizacionais impacientes, extremante orientadas a resultados, porque, enquanto inovadores em série estão nessa fase, os autores observam que podem levar "muitos meses antes que eles tenham um conceito desenvolvido o suficiente para entrar em processos de DNP (Desenvolvimento de Novos Produtos) formais da empresa. Durante esse tempo, eles podem parecer altamente improdutivos, com pouco benefício objetivo sendo gerado. De modo geral, os inovadores em série podem estar em desacordo com A vida em organizações estabelecidas nem sempre é fácil para os inovadores em série ou para as pessoas que os gerenciam Gudat na Caterpillar, que começou a criar sistemas de navegação GPS para equipamentos agrícolas. Combinando isso com tecnologias como o mapeamento por satélite e sensores, Gudat gerou a "Agricultura de Precisão", conjunto de técnicas que permitem a adaptação dos agricultores às condições de campo a campo. Outro inovador em série descrito no livro é Tom Osborn, que estava a ponto de perder seu emprego na Procter & Gamble, quando ele defendeu um novo modelo de absorvente feminino ADMINISTRAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES Teoria e Lições Práticas Murilo Carneiro 152 PÁGINAS 1ª EDIÇÃO (2012) DE: R$ 45,00 Por: R$ 36,00 CONTABILIDADE DO TERCEIRO SETOR UMA ABORDAGEM OPERACIONAL Aplicável às Associações, Fundações, Partidos Políticos e Organizações Religiosas Valmor Slomski, Amaury José Rezende, Cássia Vanessa Olak Alves Cruz e Paulo Arnaldo Olak 216 PÁGINAS 1ª EDIÇÃO (2012) DE: R$ 49,00 Por: R$ 39,20 CUIDADO E CUIDADORAS As Várias Faces do Trabalho do Care Helena Hirata e Nadya Araujo Guimarães 248 PÁGINAS 1ª EDIÇÃO (2012) DE: R$ 57,00 Por: R$ 45,60 NBR ISO 9001:2008 Guia Brasileiro para Interpretação e Aplicação Tadeu Figuera e Jorge Ramalho 208 PÁGINAS 1ª EDIÇÃO (2012) DE: R$ 40,00 Por: R$ 32,00 COMPRE ESSAS OBRAS COM 20% DE DESCONTO, PELO , EM NOSSAS FILIAIS, OU PELO ATLAS.COM.BR. 12 * Preços sujeitos a alteração sem prévio aviso. *Oferta válida até 13 15/12/2012.

7 Na Prática Para Júnia, há oportunidades nas empresas e linhas de pesquisas a oferta de alimentos e manter preços estáveis para atender ao aumento da renda familiar dos brasileiros; e condições adequadas para que o setor sucroenergético cumpra o seu papel. Da semente ao prato Devido a essa necessidade premente, há uma grande demanda de administradores rurais dentro do mercado de trabalho em diferentes culturas no país, tanto para bacharéis quanto para tecnólogos da área. Há uma migração de profissionais de serviços e manufatura para o agronegócio, porque o setor cresce muito mais que a oferta de pessoal qualificado, diz Fábio Mizumoto, coordenador dos MBAs em Agronegócios da FGV-Management. Temos uma visão completa de toda a cadeia produtiva do agronegócio, desde o início da lavoura ou o nascimento do rebanho até o produto finalizado. Podemos identificar falhas e adotar mecanismos de controle e ajustes, diz o administrador Wolney de Medeiros Arruda Filho, diretor geral da Plantae, empresa de Presidente Prudente (SP) ligada à gestão de agronegócios. Para Júnia, as oportunidades estão diretamente nas empresas e também em linhas de pesquisas. Os administradores veem a propriedade como um todo, detectam pontos de estrangulamento na produção, além de dominarem a negociação, o marketing e o trabalho em rede. O agribusiness é responsável por mais de um terço (37%) da mão de obra empregada no país, conforme mostra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor está bem aquecido. Mas você sente falta de profissionais especializados. No caso de São Paulo, existe uma demanda nas culturas de cana, reflorestamento e grãos. São necessárias pessoas capazes de lidar com a gestão de plantio e máquinas, que façam o controle da produção, consolidem as informações e gerenciem a compra de insumos. Enfim, cuidar da fazenda como um todo, explica José Carlos O Farrill Vannini Hausknecht, diretor da Agropecuária Pessina SA, fazenda situada em Lençóis Paulistas (SP). O departamento de Pesquisa e Desenvolvimento também deve receber a atenção do administrador. O gestor deve atentar para o desenvolvimento empresarial, o avanço dos processos relacionados, a mecanização dos insumos e a atualização do maquinário, explica Hausknecht, que também é sócio da consultoria MB Agro. Há necessidade de uma melhor qualidade de gerenciamento nos sistemas mais simples. A falta de pessoas qualificadas tem sido um entrave ao desenvolvimento da produção, aponta Ciro Antonio Rosolem, membro do Conselho Científico para a Agricultura Sus- tentável (CCAS). Quando bem trabalhada, a visão inovadora oferece resultados positivos para o desenvolvimento da área. Ocorreu, nos últimos dez anos, uma maior produção agropecuária e a área destinada não precisou crescer no mesmo ritmo. Isso só foi possível graças aos investimentos em tecnologia na produção de alimentos realizados no período, relata o diretor comercial de Proteção de Cultivos da Basf Brasil, Francisco Fienga. O planeta agradece. A maior produtividade garante alimentos mais baratos e maior qualidade e diversidade nas mesas das famílias, conclui Júnia. AS AÇÕES DO ADMINISTRADOR RURAL IMPACTAM TODA A CADEIA PRODUTIVA ELE VÊ A PROPRIEDADE COMO UM TODO FAZ O CONTROLE DA PRODUÇÃO DETECTA PONTOS DE ESTRANGULAMENTO NA PRODUÇÃO GERENCIA A COMPRA DE INSUMOS ATENTA PARA O AVANÇO DOS PROCESSOS RELACIONADOS, A MECANIZAÇÃO DOS INSUMOS E A ATUALIZAÇÃO DO MAQUINÁRIO CUIDA DA NEGOCIAÇÃO, DO MARKETING E DO TRABALHO EM REDE GETTY IMAGES Hausknecht: o administrador deve cuidar da fazenda como um todo Para ser um profissional de administração requisitado, o segredo é combinar conhecimentos técnicos ligados à cultura de atuação agricultura, pecuária e a adesão de práticas de gestão apreendidas desde a época de faculdade. Antes, eram quatro anos de estudo e 40 de trabalho. Hoje, são 40 anos de estudo e trabalho juntos. É importante o administrador do agronegócio ter uma visão ampla do que é feito pelo agrônomo, o veterinário, o zootecnista e ter a sinergia deles a fim de otimizar a produção e o manejo dos produtos, enumera o administrador Paulo Roberto Marcatto, coordenador do MBA em Gestão de Agronegócios da Unicastelo. O cenário mundial e o futuro do gestor do campo apontam para o aumento na demanda por alimentos gerada pela urbanização das cidades e o ganho no poder aquisitivo das classes emergentes, propiciando a mudança nos hábitos de consumo. Segundo a FAO, o desafio é atender, de maneira sustentável, uma população global que pode chegar a 9,3 bilhões de pessoas até Não será fácil. Para responder a essa demanda, a produção de alimentos deve crescer cerca de 70%, estima Muteia. De acordo com o escritório brasileiro do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em um mundo globalizado e com mercados cada vez mais integrados, a agricultura dos países deve ser competitiva para aproveitar as oportunidades, contribuir para a segurança alimentar e gerar empregos e acessibilidade àqueles que vivem nos territórios rurais. Uma tarefa a ser abraçada pelo administrador rural. 8 9

8 Perfil por Maria Cecilia Stroka Homenageado pelo CRA-SP com a distinção Administrador Destaque, o presidente do Valor Econômico Alexandre Caldini Neto fala, nesta entrevista, da sua carreira e do foco que é preciso ter para conduzir a empresa pelas mudanças pelas quais tem passado a indústria da comunicação Foco nos negócios No final de outubro, o CRA-SP concedeu a distinção Administrador Destaque ao presidente do Valor Econômico Alexandre Caldini Neto. Estou muito feliz e orgulhoso com a homenagem, que só aumenta a minha responsabilidade de atuar como administrador para auxiliar os administradores futuros e o progresso da sociedade e do Brasil, disse Caldini na ocasião, quando falou sobre sua trajetória de destaque em algumas das maiores empresas de comunicação do país. Formado em Administração de Empresas pela PUC- -SP, o executivo começou a carreira com estagiário na DuPont, tendo depois atuado no Marketing das empresas Diaggeo, Novartis e Colgate. Na Editora Abril, onde permaneceu por catorze anos, fez a transição do Marketing para a área de Negócios até chegar ao cargo de superintendente das revistas Info, Exame e Você SA. Há menos de um ano na presidência do Valor Econômico, Caldini destacou o bom momento do jornal, que teve um crescimento de 17% em publicidade, e do país: É um momento espetacular de viver no Brasil. Temos inúmeros fatores a nosso favor, como grande mercado interno, população jovem, matriz energética renovável, pré-sal e uma infraestrutura toda por fazer. Quando você olha essas oportunidades, percebe que este é um momento como nunca houve. Na entrevista a seguir, ele fala mais de sua carreira e como tem conduzido o Valor Econômico pelas mudanças espetaculares pelas quais tem passado a indústria da comunicação. RAP: Como a formação em Administração contribuiu para a sua carreira? Adm. Caldini: A grande característica do administrador é a amplitude de sua formação. E foi justamente essa formação abrangente e o treinamento em observar o mundo que fizeram diferença em minha carreira. Essas várias ferramentas e visões muito me auxiliaram na obtenção de resultados. E os resultados, creio, foram importantes na construção da carreira. A Sociologia, por exemplo, me ajudou a compreender o ambiente corporativo. A Psicologia me auxiliou a buscar entender minhas reações e a de meus pares, chefes e subordinados. Ter estudado Economia e mesmo MARCELO MARQUES Marketing me auxiliou a compreender os métodos para obter os necessários resultados. Finanças e Contabilidade, a controlar o resultado. RH, a reconhecer as necessidades dos que comigo trabalham. Produção, a saber como produzir mais, melhor e com menor custo. Planejamento estratégico, como monitorar o negócio, antecipar oportunidades e riscos e ser melhor que a concorrência. E Comunicação e Publicidade, a me comunicar mais adequadamente com os stakeholders do negócio. Isso tudo, junto, ajuda a carreira de qualquer pessoa de negócios. RAP: Como o sr. vê a presença de não administradores na gestão de negócios? Adm. Caldini: Por princípio sou contra reserva de mercado para profissionais de determinada área. Até porque ter feito uma faculdade não garante competência. Entretanto, quando penso em tudo o que o administrador estuda e vivencia durante a construção de sua carreira, concluo que é praticamente impossível para um profissional não formado em Administração ter a mesma performance nos negócios que um administrador profissional. Conheci, em minha carreira, vários profissionais que, atraídos pelo ganho financeiro, acabaram deixando de lado suas carreiras, suas aptidões e, por vezes, sua felicidade, para se travestirem de administradores. É uma pena. Sinto por eles, pelos negócios e pelos administradores profissionais. RAP: Que atributos são essenciais para que um jovem administrador construa uma carreira bem- -sucedida? Adm. Caldini: Penso que os atributos mudam com o tempo, de acordo com a economia e o momento do país. Também com a indústria em que se atua e com a qualidade de sua administração. Mas há alguns itens básicos, que deveriam vir como originais de fábrica. Um jovem administrador, no mínimo, deve: - Ser honesto. Não desviar, não subornar ou ser subornado. - Ser bom caráter. Não jogar contra os colegas para subir. - Estar alinhado. Ou você está alinhado com a empresa ou muda-se dali. - Ser inteligente. E inteligência continuadamente se desenvolve. - Ser interessante. Cultura, também, continuadamente se desenvolve. - Ser curioso. Estar vivo, atento, interessado... em tudo! - Ser despachado. Cuide de si... e de tudo... inclusive de sua carreira. - Ser vendedor. Todos vendemos algo, nem que seja um conceito. - Ser positivo. Nada é fácil, mas tudo pode ser fascinante. - Ser comunicativo. Na era da informação, não há como não ser. - Ser político. Bobagem dizer meu defeito é que não sei ser político. - Ser relacionado. Não é quem você conhece, mas quem conhece você. - Ter resultado. Sem resultados, no mundo dos negócios, você não dura. - Ser sustentável. Não vale mais o resultado sem ética, cuidado e estima. - Ser desejado. Cuidando do acima exposto, você será disputado! RAP: Como o sr. se preparou e tem se preparado para atuar na área de comunicação, que, como outras, passa por mudanças significativas? Adm. Caldini: Estando alerta e tentando me manter equilibrado. Nossa indústria passa por mudanças espetaculares. E mudanças espetaculares podem ser assustadoras se não se lê a situação adequadamente e com serenidade. Mas também são fascinantes para quem tem curiosidade e coragem. Há pelo menos O administrador Alexandre Caldini Neto foi homenageado na reunião plenária nº 4.001, de 22 de outubro de 2012 MARCELO MARQUES 14 15

9 Perfil quinze anos ouço a decretação do fim da imprensa ou, ao menos, o fim da imprensa em papel. Tenho fortes motivos (resultados) para crer que, ao menos no caso do Valor Econômico, ainda temos muitos anos pela frente. Anos promissores e com boa lucratividade. Tento manter um olho (e apenas um olho) por algum tempo (e apenas por algum pouco tempo) no que ocorre na nossa indústria no mundo e mesmo aqui no Brasil. O resto do tempo (muito tempo) e o resto dos meus olhos (de todos os que trabalham comigo) mantenho no nosso negócio. Fortemente focado em encontrar, criar e expressar nossos diferenciais competitivos. Fortemente focado em conhecer, ouvir e responder adequadamente aos anseios de nossos consumidores (homens e mulheres de negócios) e de nossos clientes (anunciantes). Penso que em vários negócios gasta-se tempo em demasia na análise e no monitoramento da concorrência. Mais eficiente é tratar de fortalecer o nosso negócio, independentemente dos demais. Agindo assim, neste duro ano de 2012, por exemplo, estamos crescendo no Valor mais de 17% em publicidade no noticiário. Dá ou não dá para acreditar que temos um bom e longo futuro pela frente? RAP: A despeito de os resultados financeiros obtidos até agora nas plataformas digitais serem insuficientes para compensar as perdas de publicidade, o que o Valor tem feito e pretende fazer nos meios digitais? Existe a preocupação em criar novas formas para ampliar a experiência do usuário? Adm. Caldini: Que o futuro é digital não se duvida. A grande questão é como manter o negócio saudável com as receitas da publicidade no mundo digital que são (aqui e no mundo) infinitamente menores que as receitas de publicidade no papel. Parte da resposta está em cobrar pelo conteúdo que oferecemos no mundo digital. E para isso temos que ter ali um conteúdo de genuíno valor. E temos. O Valor foi o primeiro jornal brasileiro a fechar o conteúdo de seu site, liberando-o apenas para o assinante. Temos um conteúdo muito específico negócios, economia, finanças e legislação e de alto valor para empresários e executivos. Nosso slogan é Valor Econômico: notícias, que geram negócios. Nosso público pode e está disposto a pagar por informação de qualidade. Essa é uma das iniciativas para repor as eventuais perdas em publicidade no off-line. Digo eventuais perdas porque essa perda não ocorre no Valor. Repito que em 2012 o Valor cresce sua publicidade de noticiário em 17%. Outra parte da resposta é o investimento em mobilidade para notebooks, smartphones e tablets. O site do Valor, que foi totalmente reformulado no ano de Foi e será novamente repensado, sempre. Esse é o nome do jogo no mundo digital: estar sempre atento e em eterna evolução. Só assim conseguiremos continuar relevantes para nossos qualificados e exigentes leitores. RAP: Que futuro o sr. imagina para as empresas de comunicação que editam jornais e revistas? Adm. Caldini: Com a internet se tem uma profusão de dados na rede. Só que dados em excesso, desorganizados, sem qualidade e, sobretudo, sem credibilidade, de nada servem. Ao contrário, atrapalham e confundem. Nos negócios é fundamental ter informações de fontes confiáveis e análises de quem de fato conhece do assunto e conhece o mercado. Homens de negócios precisam de um bom editor, que selecione apenas as informações relevantes e confiáveis. Isso tem valor, muito valor, e vale dinheiro. Assim, penso que as boas empresas de comunicação continuarão a cumprir seu papel de levar informação organizada, selecionada, relevante, bem editada e, sobretudo, com credibilidade para milhões de pessoas. E esse serviço continuará a ter valor. Portanto essas empresas continuarão a ser um bom negócio para seus acionistas. O que eventualmente vai mudar é a plataforma onde essas informações bem apuradas e críveis serão disponibilizadas. Se não for no papel, mas numa tela, ou se não for numa tela, mas diretamente na mente do cliente, o que importa? O que de fato importa é que sempre haverá gente necessitando de informação de qualidade, com credibilidade. E isso oferecemos e ofereceremos. RAP: O sr. é um estudioso do tema espiritualidade nas organizações. Como a espiritualidade pode ser aplicada nas corporações? Adm. Caldini: Espiritualidade nada tem a ver com uma religião específica. Espiritualidade nas organizações são os valores e procedimentos justos, morais e corretos, também na prática do negócio. Ou seja, é aplicar aqueles conceitos que ouvimos de nossos pais, da filosofia e de todas as religiões, também no dia a dia no trabalho. É o respeito ao próximo (nesse caso chefes, pares, subordinados, fornecedores, clientes, concorrentes, governo...), a compreensão, o perdão, o apoio, a fraternidade, a solidariedade, o trabalho em equipe; enfim viver bem e em harmonia também no trabalho. A cada dia se percebe mais a espiritualização das organizações. Por quê? Porque o modelo de ordem e controle, o modelo de vantagem e resultado a qualquer preço, já não se sustenta mais. E não se sustenta porque as pessoas estão cansadas desse modelo que, junto com o resultado (apenas de curto prazo), traz o desequilíbrio, o conflito, a angústia, a desconfiança, o desânimo, a doença e até mesmo o crime. Além disso, as novas gerações e a ascensão das mulheres aos cargos de comando estão mudando esse quadro. Elas e a chamada geração Y não aceitam mais a política de terra arrasada. Já não há mais espaço para a faca nos dentes e sangue nos olhos. Não há espaço e tampouco há necessidade. Estudo esse assunto há bons anos e, lendo os balanços, vejo que nas empresas onde reina uma relação harmônica, o resultado financeiro é muito melhor. Ou seja, além das mulheres e da nova geração, o lucro vai empurrar a gestão para algo mais humano. Isso é revolucionário, isso é novo e isso é ótimo! RAP: Além do prêmio Administrador Destaque, o sr. recebeu alguns anos atrás o Prêmio Caboré, MARCELO MARQUES um dos mais importantes na área de publicidade e propaganda. Qual a importância dessas premiações para a sua carreira? Adm. Caldini: Evidentemente, é bacana ser reconhecido. É uma alegria. Mas me forço a pensar o porquê desse reconhecimento. Faço o contraponto para segurar a vaidade. E daí, sinceramente, vejo o muitíssimo que falta para eu de fato me achar merecedor de alguma distinção. De qualquer modo, encaro esses reconhecimentos como sinalizadores do caminho. Mostram que o caminho que decidi seguir deve estar mais ou menos adequado. E os prêmios também servem de forte incentivo à responsabilidade comigo mesmo. Responsabilidade de honrá-los, melhorando meu modo de agir, meu compromisso com a sociedade e com o negócio que toco. Nesse sentido, sou grato às premiações e, sobretudo, a todos com quem trabalho e trabalhei. Esses, seguramente, têm enorme responsabilidade e contribuição na conquista desses prêmios. RAP: Qual a sua expectativa em relação à economia em 2013? Adm. Caldini: Recentemente, almocei com um grande banqueiro e fiz a ele esta mesma pergunta. Ele me disse que seus economistas preveem um crescimento para o PIB brasileiro da ordem de 4,5% em Ele é mais cético, estima algo entre 3,5% e 4%. Eu penso mais como os economistas dele. Mas, independentemente de fatores externos, me concentro mais no que será do Valor em E lhe digo que nós estamos planejados, trabalhando alegremente e arduamente para crescer muito mais que esse percentual. Esse é meu compromisso com meus colegas e acionistas do Valor e com todos os nossos stakeholders. Modestamente, afirmo que 2013 será um ano excepcionalmente interessante e recompensador para o Valor Econômico! Vamos brilhar!

10 Capa por Loraine Calza GETTY IMAGEs O fator Natal A participação do administrador na preparação da empresa para o período de maior consumo do ano é fundamental, esteja ele trabalhando nas áreas de Marketing, Logística, Produção ou Financeira. Uma das funções básicas da Administração, o planejamento é essencial para formar estoques, treinar os funcionários e atender à demanda do final do ano O ano pode não ter sido lá o que todo mundo esperava em termos de desempenho da economia, mas as expectativas para o período de festas são, no fim das contas, otimistas. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima um Natal melhor que o do ano passado, com um crescimento entre 7% e 8% do faturamento real das empresas em relação a 2011, quando o crescimento no período foi de 3,2% sobre Já a Abrasce, associação que representa os shopping centers brasileiros, acredita que o setor deva ter um incremento de 15% no período de Natal em relação ao ano anterior. Vários fatores justificam o otimismo. O principal: a injeção na economia brasileira de cerca de R$ 131 bilhões em decorrência do pagamento do 13º salário, montante que representa aproximadamente 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e beneficiará 80 milhões de brasileiros, segundo estimativa do Dieese Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Além disso, temos de considerar nesse cenário as condições favoráveis da demanda, a queda na taxa de juros, que estimula o crédito, o emprego em alta e as medidas de incentivo adotadas pelo governo federal, como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de alguns setores, avalia Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP. Representante de um dos principais segmentos beneficiados pela redução do 18 19

11 Capa De acordo com Portela, do Shopping Ibirapuera, R$ 800 mil foram investidos só na decoração de Natal A força do Natal é tão grande, que algumas empresas chegam a ter um movimento de 20% a 30% maior IPI, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), por exemplo, prevê vendas de 639 mil a 679 mil veículos nos dois últimos meses do ano (somando automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), com uma possível corrida às lojas em dezembro, último mês com IPI reduzido. Por conta disso, algumas empresas, incluindo as de autopeças, anunciaram o adiamento das tradicionais férias coletivas de dezembro para janeiro. Nem mesmo a persistente crise dos países da Zona do Euro parece ter forças para estragar o período, que é, tradicionalmente, o de maior consumo no país. Esse é um assunto que preocupa economistas e jornalistas; para a população brasileira, o que interessa é emprego e renda. Por isso, a crise europeia não chega a influenciar o consumidor, analisa Dietze. Como ele explica, a crise atual tem um impacto diferente daquela desencadeada em 2008, que foi mais percebida pela população, porque chegou a provocar demissões em alguns setores da produção. A força do fator Natal é tão grande, que algumas empresas chegam a ter um movimento de 20% a 30% maior. Entre os segmentos mais afetados encontram- -se as indústrias de bens de consumo (alimentos, bebidas, brinquedos, eletrônicos, vestuário e papel), o comércio em geral (de rua, shopping centers e supermercados) e prestadores de serviços, como hotéis, restaurantes, bares, gráficas, cabeleireiros e lazer. Nessas empresas, o Natal começa a ser planejado bem antes em algumas delas, desde o início do segundo semestre do ano. Ou até mais. Segundo o graduado em Administração de Empresas Ricardo Portela, gerente de Marketing do Shopping Ibirapuera, um dos mais antigos da capital paulista, a preocupação com a decoração de Natal tem início em fevereiro, quando são visitados os show rooms dos fornecedores de produtos para a data. A partir daí, o tema é escolhido, Dietze: A crise europeia não chega a influenciar o consumidor brasileiro sempre levando em consideração nosso público-alvo. De acordo com Portela, o Ibirapuera investiu R$ 800 mil só na decoração de Natal deste ano, além de R$ 3,5 milhões na campanha promocional da data, que inclui o sorteio de doze automóveis zero quilômetro e 3 mil inserções na mídia (comerciais de TV, anúncios em revistas e jornais, entre outros). Participação fundamental Nesse contexto de impacto positivo, a participação do administrador na preparação da empresa para o período do Natal é fundamental, esteja ele trabalhando nas áreas de Marketing, Logística, Produção ou Financeira. O planejamento, que é uma das funções básicas da Administração, é essencial para formar estoques e atender à demanda do período, lembra o administrador Flávio Queiroz, sócio-diretor da RQ consultoria, especializada em controladoria e avaliação de empresas. Um planejamento bem-feito leva em consideração os aspectos internos e externos da organização. Internamente, é preciso ter uma estrutura organizada, com missão e organogramas bem definidos, com características de segmentação e preocupação com a satisfação do cliente, para garantir a produtividade e a competitividade quem irão permitir o atendimento a esse período de forte consumo. Outro aspecto interno importante é o treinamento de pessoal para garantir a efetividade das operações, ressalta Queiroz. E não apenas dos funcionários que já trabalham na empresa, mas, principalmente, dos temporários, contratados para suprir à demanda sazonal. De acordo com pesquisa da associação e do sindicato que reúnem as empresas de serviços terceirizáveis e trabalho temporário (Assertem/Sindeprestem), haverá a abertura de 155 mil vagas de trabalho temporário em todo o país no período do final do ano, número 5,5% maior do que o verificado em 2011, quando foram contratados 147 mil. O comércio deve ser responsável por 75% das contratações, que serão assimiladas pelo comércio de rua, shoppings e supermercados. Já a indústria deve absorver 25%, nas áreas de alimentos, bebidas, brinquedos, eletrônicos, vestuário e papel. Prestadora de serviços de telefonia, banda larga e TV por assinatura, em todo o Brasil, a Oi, por exemplo, anunciou em novembro a abertura de 170 vagas de vendedores extras em onze estados, incluindo São Paulo. Para concorrer a uma das vagas, era preciso ter ensino médio completo ou frequentar curso superior em qualquer área, além de conhecimento avançado em informática (principalmente internet), domínio de técnicas de negociação e de vendas. No setor supermercadista, que tem uma expectativa de crescimento nominal de 7% sobre o ano passado neste final de ano, as contratações para vagas temporárias deverão aumentar 3% em relação a 2011, na avaliação da Associação Paulista de Supermercados (Apas). O setor, entretanto, encontra problemas "O planejamento é essencial para formar estoques" lembra o administrador Flávio Queiroz 20 21

12 Capa 6 5 MANCHETES DO NATAL 2012 NO PERÍODO DE FESTAS DE FI- NAL DE ANO, OS SEGMENTOS DE COSMÉTICOS E TELEFONIA DEVEM LIDERAR AS VENDAS, ASSIM COMO BRINQUEDOS, VESTUÁRIO E CAL- ÇADOS TERÃO DESTAQUE. AS VENDAS DOS SHOPPING CEN- TERS BRASILEIROS DEVEM CRES- CER 15% NO PERÍODO DE NATAL EM RELAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO PASSADO CERCA DE R$ 131 BILHÕES DEVEM SER INJETADOS NA ECONOMIA A TÍTULO DO 13º SALÁRIO. ESSE MONTANTE SERÁ PAGO A TRABALHADORES DO MERCADO FORMAL, INCLUSIVE EMPREGADOS DOMÉSTICOS, AOS BENEFICIÁRIOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL E AOS APOSENTADOS E BENEFICIÁRIOS DE PENSÃO DA UNIÃO E DOS ESTADOS. ENTRE 639 MIL E 679 MIL VEÍCU- LOS DEVEM SER VENDIDOS NOS DOIS ÚLTIMOS MESES DO ANO. A MÉDIA DE 340 MIL POR MÊS É PRÓ- XIMA À DE OUTUBRO, QUANDO FORAM VENDIDAS 341,6 MIL UNI- DADES. JÁ AS PRINCIPAIS VAGAS DA INDÚSTRIA SÃO ABER- TAS PARA AUXILIAR ADMI- NISTRATIVO, AUXILIAR DE DEPARTAMENTO FINANCEIRO, AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS, OPERADOR DE MÁQUINAS, TÉCNI- CO EM MANUTENÇÃO INDUSTRIAL E TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO. MÉDIA DE R$ DE REMUNERAÇÃO, O QUE SIG- NIFICA UM AUMENTO DE 5% SOBRE 2011, EM UMA FAIXA QUE OSCILA ENTRE R$ 920 E R$ DOS 155 MIL CONTRATOS DE TRABALHO TEMPORÁRIO PRE- VISTOS EM TODO O PAÍS, 15% TÊM CHANCE DE EFETIVAÇÃO. POR- TANTO, 23 MIL BRASILEIROS (4,5% A MAIS DO QUE EM 2011) PODERÃO CONSEGUIR EMPREGO NOVO E EFETIVO DEPOIS DAS FESTAS DE FINAL DE ANO. AS PRINCIPAIS FUNÇÕES CONTRATADAS PELO CO- MÉRCIO SÃO: ANALISTA DE CRÉDITO, ATENDIMENTO, CRE- DIÁRIO, EMBALADOR, ESTOQUIS- TA, ETIQUETADOR E VENDEDOR. A REMUNERAÇÃO MÉDIA PREVISTA É DE R$ 872, AUMENTO DE 3,5% SOBRE 2011, EM UMA FAIXA QUE OSCILA ENTRE R$ 690 A R$ na contratação de novos colaboradores com perfis adequados a diversas funções. A dificuldade é maior quando a oferta é de vagas especializadas, como padeiro e açougueiro, informa o diretor do Departamento de Economia e Pesquisa da Apas Martinho Paiva Moreira. A saída para a falta de mão de obra especializada tem sido a contratação antecipada de funcionários para treiná- -los a tempo de atender à demanda. No caso do comércio, o ideal é contratar no final de outubro para que os funcionários estejam preparados para o período das festas, afirma o administrador Renato Lapa Claro, sócio-diretor da consultoria especializada em franquias que leva seu nome. Quem sai na frente, vende antes. Outro aspecto importante relacionado aos recursos humanos é a extensão dos horários de trabalho, que deve ser feita em acertos com os sindicatos que representam as diferentes categorias e com base no que o mercado está propondo naquele ano. Além disso, temos de planejar novamente tudo o que envolve as operações de limpeza, segurança e logística para funcionar com horários estendidos nos dias que antecedem o Natal, destaca Portela, do Shopping Ibirapuera. Segundo ele, as 435 lojas que integram o shopping devem contratar cerca de funcionários a mais, o que elevará para o número de pessoas que trabalham no local no período. Aspectos externos Como tudo precisa ser feito com antecedência, um dos fatores mais complexos do planejamento é estimar a produção para atender às expectativas de vendas previstas pela área de Marketing, no caso da indústria, ou inferir como vai ser o período para garantir os estoques, no caso do comércio. Um planejamento bem-feito nesse sentido deve levar em consideração fatores como a previsão de consumo e os aspectos da concorrência, cita Queiroz. AINDA MAIS DOCE As indústrias de chocolate estimam um crescimento que pode chegar até 20% nas vendas no Natal deste ano, já que a data é a segunda mais importante para o setor. Segundo levantamento da Abicab - Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados, no último trimestre de 2011 a produção de chocolate cresceu 6% em relação a 2010, registrando mil toneladas. Uma das empresas que preveem o aumento de 20% nas vendas no Natal é a Arcor do Brasil. Em 2011, o crescimento foi de 10%. Já as marcas Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau, do Grupo CRM, estimam um crescimento de 15% nas vendas do período. Serão quase 220 toneladas de produtos sazonais para as duas marcas, cerca de 48% a mais que no ano anterior, e outras 370 toneladas só de panetones. Essa etapa é tão importante, explica Claro, que as empresas mais sofisticadas costumam utilizar modelos matemáticos e estatísticos que levam em consideração o perfil do consumidor, as questões de sazonalidade e sistemas baseados em séries históricas para chegar à previsão. Mesmo assim, tais modelos são capazes apenas de controlar o tamanho do erro, pondera o consultor, que cita como exemplo o segmento de confecção. Não basta levar em conta todos esses aspectos, o lojista precisa acertar no gosto do consumidor para liquidar seus estoques. Se isso não acontecer, ele corre o risco de ter de diminuir os preços e até liquidar as peças antes da hora para se livrar dos produtos antes da chegada da nova coleção. Feito tudo isso, também é preciso planejar a parte promocional, que inclui a criação da campanha de Natal e as peças promocionais, como banners e anúncios de revista e jornal. Isso movimenta a economia como um todo, porque entram nesse processo as agências de publicidade e marketing promocional, as gráficas, os veículos de comunicação. Enfim, o fator Natal que, em geral, tem o poder de tornar um ano mais ou menos em um bom ano para a maioria das empresas

13 Estilo por Marcos Yamamoto De olhos bem abertos Embora o grau de vigilância seja diferente entre elas, o monitoramento de computadores e s corporativos é uma prática comum nas companhias. Entenda o que as motiva a ficar atentas ao que é feito pelos colaboradores e repassado para o público externo GETTY IMAGEs Há alguns meses, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, com sede em Salvador (BA), deu uma sentença favorável a um trabalhador acostumado a fazer uso pessoal de um notebook da empresa. Durante uma viagem, a companhia abriu o armário do funcionário sem autorização dele para retirar o computador e se apropriou de informações de correio eletrônico e dados pesso- ais guardados no equipamento. Constrangido, o empregado ajuizou ação de danos morais na Justiça do Trabalho. O TRT impôs uma indenização de R$ 1,2 milhão a favor do funcionário, atribuindo danos morais. Inconformada, a empresa interpôs recurso no Tribunal Superior do Trabalho e obteve a redução do valor imposto para R$ 60 mil. Apesar de polêmico, o monitoramento de computadores e e- -mails corporativos é uma prática comum nas companhias, embora o grau de vigilância seja diferente entre elas. O limite desse monitoramento é determinado pelo DNA cultural da empresa. Algumas permitem uma navegação mais livre, avaliando e apontando possíveis abusos. Já outras bloqueiam totalmente qualquer acesso fora do padrão estabelecido, avalia o administrador Cezar Antonio Tegon, presidente do portal de recrutamento e seleção Elancers. Para ele, tais medidas têm como objetivo proteger os sistemas e equipamento de ataques externos, como vírus anexados em sites e s, e impedir o vazamento de informações estratégicas. Segundo uma pesquisa do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), 56% das empresas entrevistadas bloqueiam sites de relacionamento e 49% não permitem o download de arquivos de quaisquer espécies. Para o advogado José Eduardo Gibello Pastore, assessor jurídico da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, as normas de utilização da internet precisam estar claras para todos os cola- boradores desde o momento da contratação. As empresas devem apresentar com transparência essas regras, por meio de normas e regimento interno, além de justificar, com motivos plausíveis, os objetivos dessas ações de fiscalização e por que o uso da internet deve estar de acordo com o objeto da companhia, esclarece. Ninguém questiona o quanto a internet é fundamental para a execução de praticamente todas as atividades corporativas atuais. Além disso, gradualmente, as empresas estão mais presentes nas redes sociais, principalmente, na comunicação com clientes e colaboradores. É inegável que essas atividades agregam valor aos produtos, à marca e à imagem da empresa, relativiza Magnus Ribas Apostólico, superintendente de Relações do Trabalho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), graduado em Administração de Empresas Tegon: limite determinado pelo DNA cultural da empresa GETTY IMAGES MADELEINE GONÇALVES

14 Estilo Apostólico alerta para a divulgação de conteúdos impróprios com especialização em Recursos Humanos. Apesar dos benefícios citados, navegar pelos diversos sites ainda é encarado com restrições e desconfiança pelas lideranças. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) destaca, na Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação no Brasil, a grande quantidade de empresas de todos os portes conectadas na web cerca de 80%. Poucas delas, no entanto, usam a rede mundial para atividades que agreguem valor ao seu produto a maioria utiliza apenas para se conectar a bancos, conforme cita o relatório. A amplitude da utilização do computador pelo empregado, de modo a incluir o acesso a redes sociais ou outros conteúdos sem relação com o trabalho exercido, é uma decisão que compete à empresa, a ser tomada na medida da sua conveniência, analisa Roberto Baungartner, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional e diretor de Relações Institucionais da Ticket Serviços Edenred Brasil. A vigilância entra em choque com a sentença feita pelo Poder Judiciário. O argumento do Tribunal Superior do Trabalho para o caso do notebook invadido aborda as limitações quando a fiscalização colide com o direito à intimidade do empregado e outros direitos fundamentais, como o da inviolabilidade do sigilo de correspondência, comunicações telegráficas, de dados e telefonemas. Por outro lado, as leis brasileiras também garantem aos empregadores a garantia de civilidade e conduta inatacável, sob pena de uma demissão por justa causa. É o que diz o artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho, alíneas b, g e h, que listam a incontinência de conduta ou mau procedimento, violação de segredo da empresa e ato de indisciplina ou de insubordinação, respectivamente. Já foram descobertos conteúdos de pedofilia e pornografia no uso das redes empresariais por colaboradores. Também conteúdos que atentam contra a imagem, a honra ou moral de terceiros ou da própria empresa têm sido descobertos nas auditorias ou por denúncias internas ou externas, enumera Apostólico. Big Brother Abusos e excessos à parte, não é o caso de ter medo de digitar qualquer palavra fora do contexto em um site de busca. Se o funcionário faz o trabalho produtivo, dentro dos padrões estabelecidos e cumpre as metas, não vejo nenhum problema em navegar pela internet e consultar redes sociais. Agir diferente disso, nos dias atuais, é se enganar, pois a maioria possui smartphones e tem acesso a essas informações, argumenta Tegon. Via de regra, as medidas de monitoramento possuem um caráter preventivo a fim de evitar o vazamento de materiais confidenciais. O instituto norte- -americano Ponemon fez um estudo sobre o gerenciamento de informações e destacou que 59% dos ex-funcionários consultados admitiram que mantiveram conteúdos importantes da empresa ao perderem os vínculos empregatícios, seja para usar em um futuro emprego ou por vingança. De acordo com Baungartner, a empresa pode e deve monitorar as mensagens expedidas e recebidas, inclusive porque sobre ela recai a responsabilidade pelo eventual mau uso do equipamento. A empresa deve Para Baungartner, a empresa deve vigiar o uso de seus equipamentos Faça certo Dicas para trabalhar com o computador monitorado: 1 ESTEJA A PAR DAS NORMAS DE UTILIZAÇÃO DOS COMPUTADORES. É MAIS FÁCIL SABER OS LIMITES COM AS REGRAS EM MÃOS NÃO CRITIQUE DIRETAMENTE A EMPRESA OU CLIENTES/ FORNECEDORES PELA REDE. O EFEITO BOLA DE NEVE É INEVITÁVEL FAÇA BOM USO DOS BATE-PAPOS. OS CHATS TÊM O MESMO PESO DE UM . AMBOS FICAM REGISTRADOS E MUITO BEM DOCUMENTADOS NÃO ABRA LINKS SUSPEITOS. EM CASO DE DÚVIDA, CONSULTE O RESPONSÁVEL DE TI selecionar a quem confia seus equipamentos, como também vigiar o uso que deles se faz. Recentemente veio a público uma ampla operação de violação de milhares de s de funcionários da FDA (Food and Drug Administration), agência de vigilância sanitária norte-americana, iniciada para investigar um possível vazamento de informações confidenciais por cinco cientistas que questionavam procedimentos considerados errados por eles. Quando descobriram que seus s foram interceptados pela FDA e após a demissão de quatro colegas, os cientistas entraram com uma ação contra a agência. Segundo reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo, o caso gerou tanta pre- ocupação que o Departamento de Gestão e Orçamento da Casa Branca enfatizou que o monitoramento interno das comunicações dos funcionários, embora permitido, não pode ser usado no âmbito da lei para intimidar denunciantes. Mas qual é o ponto de equilíbrio dentro desse debate entre vigiar e punir ou ceder e confiar? Na minha opinião, deve existir liberdade de acesso às informações. Mas também os funcionários precisam ser cobrados pelo desempenho, diz Tegon. Opinião compartilhada por Pastore. Vale o bom senso. O funcionário deve se conscientizar de que as informações são, na verdade, da empresa. Ele pode ser punido até ser demitido por justa causa, dependendo de como usa o computador. Por outro lado, a empresa não pode usar o conteúdo dos s para denegri-lo ou constrangê-lo junto aos colegas. Já Baungartner ressalta a necessidade de clareza nas informações de direitos e deveres de ambas as partes. Por exemplo, um código de ética da empresa ao qual o empregado adere por escrito. A boa gestão implica motivação pelo incentivo positivo, de modo a evitar a necessidade de punições

15 Notícias À procura da felicidade A infelicidade no ambiente de trabalho é tema de recorrentes debates no mundo corporativo e muitas são as soluções que se mostram possíveis para enfrentar esse desafio. Má remuneração, ausência de reconhecimento, falta de tempo, conflitos de relacionamento entre colegas e liderança, metas exageradas e distantes da realidade são alguns dos fatores que podem desencadear a tão falada infelicidade. Segundo Martin E.P. Seligman, fundador da psicologia positiva, metade da nossa capacidade de GETTY IMAGES sentir-se feliz é hereditária. Em segundo lugar, com 40%, vêm as atividades voluntárias resultantes das nossas escolhas e apenas 10% referem-se às condições de vida de cada um. Para diminuir a falta de motivação e felicidade dentro das empresas, muitas organizações geram, como recompensa, a fórmula meta mais bônus, na qual os colaboradores se sentem engajados pelo trabalho na busca pelo dinheiro. Essa foi uma das teorias apresentadas pelo jornalista Alexandre Teixeira, autor do livro Felicidade S/A, em palestra na sede do CRA-SP, promovida em parceria com a escola de negócios BSP, em outubro. Teixeira chamou a atenção para alguns pontos importantes dentro da rotina de compensação: É quase impossível gerenciar uma empresa sem estruturação de metas, porém, quando você exagera começa a ter efeitos colaterais. Os profissionais se sentem desmotivados a alcançar uma meta estabelecida de forma pouco democrática, afirmou. Ele ainda lembrou que determinadas ações empresariais podem criar o presenteísmo, ou seja, o colaborador está apenas fisicamente na empresa, mas durante o dia não agrega valor algum as suas atividades. Tal desmotivação acontece, também, porque nem sempre o dinheiro é a principal chave da felicidade. A afirmação pode ser comprovada pela lista das empresas mais cobiçadas do mundo para se trabalhar. Segundo recente pesquisa realizada pelo LinkedIn, através da interação com mais de 175 milhões de perfis da rede, Google, Apple e Microsoft lideram o ranking das mais almejadas pelos profissionais. Todas são conhecidas por seu estilo menos burocrático de trabalhar, com maior flexibilidade e interação dos funcionários. Ainda em sua palestra, Teixeira ressaltou que o Brasil é o país (dentre os emergentes) que detém os profissionais com maior dificuldade em conciliar a vida pessoal e profissional, o que afeta, diretamente, o grau da sua felicidade no ambiente de trabalho. Administrador Agora você pode conquistar toda a tranquilidade que você merece: faça um plano Bradesco Saúde. Qualicorp Adm. de Benefícios: 1 Conforme condições contratuais. A disponibilidade e as características desses benefícios especiais podem variar conforme o plano contratado. 2 Preço do Plano Perfil 1E CA, acomodação coletiva, para a faixa etária de 0 a 18 anos (tabela de junho/2012 SP). 28 Planos de saúde coletivos por adesão, conforme as regras da ANS. Informações resumidas. A comercialização dos planos respeita 29 a área de abrangência da operadora. Preços sujeitos a alterações, por parte da operadora, respeitadas as disposições contratuais e legais (Lei no 9.656/98). Condições contratuais disponíveis para análise. Julho/2012. Bradesco: Indicações de leitura Indicações de leitura Indicações de leitura Comprove o quanto vale a pena. Ligue: MANUAL DO EMPREENDEDOR DE MICRO A PEQUENAS EMPRESAS João Pinheiro de Barros Neto e Gerson de Souza (organizadores) 1ª Edição Editora: Qualitymark Páginas: 576 Preço: R$ 98,91 CONFRONTOS DECISIVOS Kerry Patterson, Joseph Grenny, Ron Mcmillan e Al Switzler 1ª Edição Editora: LeYa Páginas: 278 Preço: R$ 29,90 Excelência em atendimento. Os melhores hospitais e laboratórios. Reembolso de despesas. 1 Remissão do seguro por morte TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO - TGA A ANTROPOLOGIA EMPRESARIAL E A PROBLEMÁTICA AMBIENTAL José Abrantes 1ª Edição Editora: Interciência Páginas: 424 Preço: R$ 90,00 EM 20 ANOS O MUNDO NÃO PRECISARÁ DE IMPOSTOS Fábio Frota 1ª Edição Editora: Independente Páginas: 130 Preço: R$ 33,77 A partir de R$ 112 Parceiro comercial Qualicorp:,81 2

16 Notícias GETTY IMAGES Em média, gastos com logística tomam 13% das receitas empresariais De acordo com o estudo Custos Logísticos no Brasil, realizado pela Fundação Dom Cabral, as empresas comprometem, em média, 13,1% de sua receita bruta com custos logísticos. A pesquisa foi realizada com 126 empresas de vários setores, que juntas representam 20% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Os setores que mais sofrem são as indústrias de Bens de Capital (22,69%), Construção (20,88%) e Mineração (14,63%). Segundo o estudo, o transporte de longa distância é o que mais pesa, participando, em média, com 38% do total do gasto logístico, seguido da armazenagem (18%), da distribuição urbana (16%) e dos custos portuários/aeroportuários (13%). A pesquisa, divulgada no final de outubro, revela ainda que para 65% das empresas consultadas, a terceirização da frota e dos serviços logísticos para outros operadores é a ação mais importante e efetiva, no contexto atual, para reduzir tais custos. Menor desigualdade de gênero O Brasil ganhou 20 posições no ranking global sobre desigualdade de gêneros em decorrência dos avanços obtidos na educação para mulheres e no aumento da participação feminina em cargos políticos. Segundo o ranking anual elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil saiu da 82ª para a 62ª posição entre 135 países pesquisados. O estudo destaca que o avanço do Brasil no ranking geral decorre de melhorias em educação primária e na porcentagem de mulheres em posições ministeriais. O fato de ter uma mulher na Presidência da República, Dilma Rousseff, também conta positivamente para a posição do país. Pelo quarto ano consecutivo, a lista é liderada pela Islândia, seguida pela Finlândia, Noruega, Suécia e Irlanda. No lado oposto do ranking, o Iêmen é considerado o país com a pior desigualdade de gênero do mundo. Social Projeto Quixote Desde 1996, o Projeto Quixote tem como missão transformar a história de crianças, jovens e famílias que estão em complexas situações de risco por meio de atendimento clínico, pedagógico e social integrados, além de gerar e disseminar conhecimento. Para isso, atua em duas frentes de trabalho: o Atendimento Pessoal, que realiza o contato direto com o público-alvo, e a Formação e Pesquisa, que promove cursos para educadores e gestores da rede social, além da publicação de livros de apoio. As empresas ou pessoas físicas interessadas em ajudar podem fazer doações mensais ou únicas em dinheiro, além de contribuir com incentivos fiscais e voluntariado. Saiba mais em: - Telefone: (11) Enbra é base para proposta à ONU Em novembro, o Conselho Federal de Administração realizou, no Rio de Janeiro, o XXII Encontro Brasileiro de Administração (Enbra) e o VIII Congresso Mundial de Administração (CMA). A partir do tema principal Pacto Global: Contribuição da administração para uma sociedade mais justa e sustentável, as atividades serviram como base para a elaboração da Carta do Rio, uma síntese das propostas dos administradores para a maior adesão do Pacto Global da Organização das Nações Unidas pela sociedade. O Enbra ainda teve a palestra do sociólogo italiano Domenico De Masi (foto), autor de O Ócio Criativo, que falou no primeiro dia do evento. Para o presidente do CFA, administrador Sebastião Mello, o Enbra reforçou a participação de profissionais de Administração em questões relativas à cidadania e ao trabalho decente. Uma instituição torna-se realmente forte e consolidada quando tem compromissos de inclusão social, respeito ao meio SÃO PAULO: OUTRAS LOCALIDADES: DESENVOLVIMENTO DE COORDENADORES E SUPERVISORES ambiente e a prática da ética, colocando-se como um construtor de práticas capazes de criar uma cultura e disseminar tais ações para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Faça como mais de 9 mil profissionais: cresça em liderança de pessoas e processos. Para a sua empresa crescer em resultados. Saiba como desenvolver competências essenciais para coordenar e supervisionar equipes a partir do modelo de liderança CRESCER: Comunicação, Relacionamento Interpessoal, Equilíbrio Emocional, Solução de Conflitos, Comprometimento, Equipe e Resultados. SÃO PAULO 13 e 14/12 Auditório Integração R. Manuel Guedes, São Paulo/SP: R. Manuel Guedes, 504 Itaim Bibi CEP Fotografe o QR code 31 Filiais: Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte e assista ao vídeo do curso CURSO ABERTO LOCAL E DATA INFORMAÇÕES GERAIS HORÁRIO das 8h30 às 17h30 INSTRUTORA Beth Martins Professora, consultora de RH e coach empresarial INVESTIMENTO R$ 1.470,00 INSCRIÇÕES ou

17 Notícias Reflexos da juventude O Ipea Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas divulgou no início de novembro os dados preliminares referentes ao Brasil do Estudo comparado sobre a juventude brasileira e chinesa, promovido pelo instituto com o intuito de anali- sar as diferenças entre os dois países. No Brasil, a pesquisa foi realizada em duas universidades públicas no Distrito Federal e no estado de São Paulo, e em quatro instituições de ensino superior privadas, localizadas nas duas regiões. Vivências empresariais acontecem no Espaço Manacá. bcscomunicação 27,1% 13,3% 64,6% 6,3% NA AMOSTRA DA PESQUISA DETECTOU-SE QUE 52% DOS ESTUDANTES TRABALHAM E ESTUDAM, ENQUANTO 6,3% EXERCEM ALGUM TIPO DE TRABALHO NÃO REMUNERADO, 27,1% NÃO TRABALHAM E 13,3% ESTÃO DESEMPREGADOS. 24,1% 52,0% 12,3% 15,4% DOIS TERÇOS DO TOTAL DE JOVENS (64,6%) CONSULTA- DOS TÊM PELO MENOS UM DOS PAIS QUE CHEGARAM AO ENSINO SUPERIOR 12,3% DOS PAIS DE UNIVERSITÁRIOS TÊM PÓS-GRADUAÇÃO E, ENTRE AS MÃES, O PERCENTUAL É DE 15,4%. A MAIOR PARTE DOS ESTUDANTES (71,5%) DECLARA DE- DICAR ATÉ 10 HORAS POR SEMANA A ESTUDOS FORA DA SALA DE AULA E, NESTE GRUPO, 37,1% INFORMARAM QUE UTILIZAM MENOS DE 5 HORAS SEMANAIS PARA TAL FINA- LIDADE. Workshops, treinamentos, seminários, eventos especiais. Ligue e reserve seu espaço: No Espaço Manacá, você encontra toda a infraestrutura com a mais avançada tecnologia, localização privilegiada e capacidade para receber até 400 pessoas. Faça seu evento corporativo, acesse 16,7% 82,8% ENTRE OS ESTUDANTES QUE INFORMARAM EXERCER AL- GUM TRABALHO REMUNERADO, A MAIOR PARTE UM TO- TAL DE 44,7% DECLAROU DESTINAR MENOS DE 5 HORAS SEMANAIS PARA ESTUDOS COMPLEMENTARES, COMO É ESPERADO DE QUEM TRABALHA E ESTUDA. QUANTO À ESCOLHA DO CURSO, 82,8% DOS ESTUDANTES AFIRMAM QUE NÃO TROCARIAM DE CURSO SE PUDESSEM, MAS 16,7% FARIAM A TROCA, ENQUANTO 24,1% APRESEN- TAM TRAJETÓRIA NÃO LINEAR ENTRE A SAÍDA DO ENSINO FUNDAMENTAL E O INGRESSO NA UNIVERSIDADE, DEVIDO À DIFICULDADE NA SELEÇÃO DE VESTIBULARES MUITO CONCORRIDOS OU À DESISTÊNCIA DE OUTROS CURSOS SUPERIORES. TODAVIA, OS PERCENTUAIS SÃO SIGNIFICATIVOS TAMBÉM NOS OUTROS GRUPOS, JÁ QUE 34,9% DOS QUE ESTÃO PRO- CURANDO EMPREGO UTILIZAM ESTA MESMA QUANTIDADE DE HORAS COMO ESTUDO COMPLEMENTAR. Av. 9 de Julho, Jardins

18 Opinião A profissionalização da gestão pública Em pesquisa sobre o tema Motivação no Setor Público, tanto em consulta a produções acadêmicas, como pela observação em fóruns informais de discussão, verifica-se, em grande parte, que a maioria dos fatores que desmotivam as pessoas no ambiente laboral ocorre pela falta de planejamento, de metodologia clara de trabalho, de comunicação, de plano de carreira, de liderança e de foco em resultado. Portanto, por falta de profissionalização na gestão pública. Na análise foi possível observar que, num primeiro momento, o servidor recém-concursado chega com grandes anseios ao órgão para o qual foi aprovado, procurando colocar em prática tudo o que teve de aprender na teoria, com o propósito de servir à sociedade e se desenvolver profissionalmente. Porém, em grande parte desses órgãos, a realidade logo se apresenta, visto que, desde o primeiro momento, é possível perceber algum fator de insatisfação. Uma situação não rara é aquela em que o servidor toma posse e sua distribuição pela organização é precária, não se sabendo onde ele será lotado. Após uma discussão entre as chefias, sem método ou análise curricular, como visto em inúmeros relatos, o servidor é localizado em determinada área aleatoriamente. Assim, já é possível perceber um grande desagrado, que inevitavelmente vai gerar desmotivação. Além do exemplo citado acima, nota-se que a desmotivação se desencadeia também pela falta de procedimentos e pela falta de visão clara do que é a missão da organização e do espaço que esse servidor ocupará para alcançar tal missão. Se isso não é posto inicialmente a todos os colaboradores, fatalmente eles sentirão que trabalham por trabalhar, não vendo seu esforço chegar a lugar algum. Aí, reside a importância da área administrativa em priorizar a organização e a metodologia de trabalho e, tendo papel fundamental, a área de Recursos Humanos que deve aproximar os setores, isto é, a área meio e área fim do órgão. Seja através de curso de formação planejado pela alta direção ou eventos de integração planejados pela gestão de nível intermediário, o elo entre a vontade de servir ao público e o bom ambiente para que isso aconteça passa necessariamente pela integração das áreas. Ressalte-se que a importância do trabalho do órgão muitas vezes é conhecida superficialmente pelos colaboradores internos da área meio, que, por isso, podem se perceber apenas como carimbadores ou conferidores de notas fiscais. Assim como alguns servidores da área fim, que podem ter a impressão de trabalharem isolados, fazendo com que se sintam meros fiscalizadores ou multadores. Contudo, quando existe integração entre as áreas há uma enorme contribuição para a motivação. Dessa maneira, todos trabalham de forma mais integrada, pois sabem exatamente a importância do seu papel na organização. Portanto, quando houver a previsão de concurso público para determinado órgão é absolutamente necessário que todo o planejamento deva ser minuciosamente discutido pelos gestores, tanto pela alta direção, quanto pelos níveis intermediários como também nos níveis operacionais. Planejamento este que deve priorizar a forma pela qual esses novos servidores se integrarão com mais facilidade à organização, fazendo com que sintam confiança na instituição e nos colegas, melhorando a qualidade de seu trabalho e, por conseguinte, a prestação dos serviços públicos a toda sociedade. Adm. Paulo César Rufino CRA-SP nº Chefe de RH na Superintendência Regional/SP do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Colaborações para esta seção podem ser enviadas para o Os textos devem conter no máximo caracteres (com espaços), nome completo do autor, foto em alta resolução e o registro no CRA-SP. Este artigo reflete, exclusivamente, a opinião de seu autor. O CRA-SP não se responsabiliza pelas ideias nele contidas. 34

19 Meu plano de saúde não cobre o médico e o hospital que eu prefiro me tratar. E agora? Administrador: não se preocupe. Com a parceria do SAESP com a Qualicorp, os planos de saúde que oferecem os melhores médicos, hospitais e laboratórios do Brasil já estão ao seu alcance.¹ 50 % Planos até mais baratos. 2 Ligue e conf ira: ou acesse ¹A comercialização dos planos respeita a área de abrangência das respectivas operadoras. ²Em comparação a produtos similares no mercado de planos de saúde individuais (tabela de outubro/ Omint). Planos de saúde coletivos por adesão, conforme as regras da ANS. Informações resumidas. A cobertura de hospitais e laboratórios, bem como de honorários profissionais, se dá conforme a disponibilidade da rede médica e as condições contratuais de cada operadora e categoria de plano. Condições contratuais disponíveis para análise. Novembro/2012. Amil: Bradesco: Golden Cross: Intermédica: Life: Omint: SulAmérica: Qualicorp Adm. de Benefícios:

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