Manual de Avaliação dos alunos do pré-escolar ao 9º ano de escolaridade

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1 Manual de Avaliação dos alunos do pré-escolar ao 9º ano de escolaridade Índice Nota Introdutória Legislação Conceitos/Glossário de termos Princípios Orientadores e finalidades Documentos

2 Nota Introdutória: Este manual de Avaliação de alunos do Agrupamento de Escolas de São Bernardo surge como resultado de uma profunda reflexão iniciada em sede do Conselho Pedagógico deste Agrupamento com vista, numa primeira análise à criação, implementação e utilização de uma grelha comum de avaliação, disponível para todos os professores, com o objectivo de clarificar e tornar transparente em larga escala o processo de avaliação de discentes. Este processo de reflexão nasceu e cresceu no seio da formação interna dinamizada naquele órgão pelo subdirector do nosso Agrupamento no decorrer do trabalho que tem desenvolvido no âmbito da utilização do portal do agrupamento. Este processo de maturação obrigou a um período grande de trabalho interno, com reuniões sucessivas de Conselho Pedagógico mais ou menos alargadas, consubstanciando-se e dando eco às palavras constantes do Projecto de Intervenção da Directora na ocasião da sua candidatura ao cargo em 2009: Nesta perspectiva iremos conduzir a apresentação do nosso Projecto de Intervenção para o Agrupamento de Escolas de São Bernardo, mantendo uma perspectiva simultaneamente dinâmica, interventiva, de inovação, mas não perdendo de vista que nos propomos traçar o rumo, esboçar as linhas condutoras que irão pautar as nossas actuações no quadriénio já referido; esboçar as forças motrizes que irão fazer a diferença e introduzir as mudanças que julgamos necessárias. Em síntese, responder a questões simples Fazer o quê? Como fazer? Quando Fazer? Que meios utilizar? Porque cremos que o papel primordial do Director se configura como o Director Pedagógico, com cariz interventivo, presente, de monitorização, de ajuda, de esclarecimento, mas sempre em primeiro lugar de trabalho pedagógico, iremos dar especial relevância neste Projecto, às questões pedagógicas, contemplando as suas diferentes vertentes, como aliás se encontra traduzido no lema Consolidando trilhos da Acção Pedagógica, na senda da Excelência Porque continuamos a acreditar que é dentro da sala de aula que se encontra a essência do trabalho dos professores em geral, e que é lá que verdadeiramente temos que fazer a diferença; porque cremos tornar o processo avaliativo dos alunos um processo mais justo, transparente, de equidade, de igualdade de oportunidades; porque estamos convictos que podemos caminhar para um sucesso educativo baseado na aprendizagem rigorosa e exigente, nos princípios da avaliação contínua e no cumprimento escrupuloso dos Critérios Comuns de Avaliação entendemos aprovar e implementar este Manual de orientação para os docentes do nosso Agrupamento.

3 LEGISLAÇÃO DE SUPORTE: 1. Educação Pré-escolar Circular n.º 4/DGIDC/DSDC/2011 Circular n.º 17/DSDC/DEPEB/2007 Documento Procedimentos e Práticas Organizativas e Pedagógicas na Avaliação da Educação Pré-Escolar 2. Ensino Básico Despacho Normativo nº 6/2010, de 19 de Fevereiro Lei nº 39/2010, de 2 de Setembro Despacho nº 2351/2007, de 14 de Fevereiro Despacho normativo nº 7/2010, de 16 de Março Despacho normativo nº 50/2005, de 9 de Novembro Despacho normativo nº1/2006 de 6 de Janeiro Portaria nº 691/2009, de 25 de Junho Despacho conjunto nº 453/2004, de 27 de Julho Decreto-lei nº 3/2008, de 7 de Janeiro Despacho normativo nº7/2006 de 6 de Fevereiro Ofício circular nº 55/DSEE/2006 Ofício circular nº23/dsee7des07 Ofício circular 2008/19DSDC Lei nº 5/2007 Decreto-Lei nº 272/2009, de 1 de Outubro Regulamento de Exames Despacho normativo nº 19/2008, de 19 de Março, com as actualizações anuais em vigor

4 Conceitos/Glossário de termos: Atitudes e valores - Neste Agrupamento constituem um segundo domínio da avaliação dos alunos numa percentagem de 30% da sua avaliação final em todas a disciplinas. Têm uma matriz comum que se apresenta em anexo. O nosso Agrupamento entende como fundamental que os alunos desenvolvam competências nesta área, de forma a um crescimento e desenvolvimento pessoal, social, e de cidadania de cada aluno que o frequenta. Avaliação A avaliação dos alunos do Agrupamento de Escolas de São Bernardo assume a forma de uma recolha sistemática e contínua de informações que permite uma tomada de decisão esclarecida e esclarecedora perseguindo a melhoria da qualidade de aprendizagens dos seus alunos. Avaliação Contínua de acordo com a definição aprovada no Conselho Pedagógico do dia 27 de Abril e para o Agrupamento de Escolas de São Bernardo consiste na opinião qualitativa fundamentada que engloba o cúmulo da informação que tem como ponto de partida a avaliação diagnóstica, que se fundamenta na avaliação do domínio dos Conhecimentos e Capacidades, das Atitudes e Valoresa. Esta Avaliação traduz-se na opinião qualitativa expressa nas avaliações intercalares e na opinião quantitativa/qualitativa nos finais de período. Avaliação Diagnóstica conduz à adopção de estratégias de diferenciação pedagógica e contribui para elaborar, adequar e reformular o projecto curricular de turma, facilitando a integração escolar do aluno, apoiando a orientação escolar e vocacional. Pode ocorrer em qualquer momento do ano lectivo quando articulada com a avaliação formativa. No Agrupamento de Escolas de São Bernardo a avaliação diagnóstica é realizada, geralmente no início de cada ano lectivo, em cada disciplina, podendo ser, ainda efectuada no início de cada tema e sempre que o docente a considere pertinente para o desenrolar das suas tarefas lectivas. A avaliação diagnóstica pode revestir carácter oral, escrito ou de observação directa estando, em qualquer dos caso suportada em instrumentos de recolha e de diagnose. A avaliação diagnóstica reveste-se de carácter informativo para o docente, mas deve ser devolvida ao aluno e trabalhada em sala de aula. Avaliação Intercalar é apresentada como um juízo globalizante sobre as aprendizagens dos alunos bem como sobre as suas atitudes e valores considerado numa perspectiva evolutiva dentro de um determinado ano lectivo. Avaliação Formativa é a principal modalidade de avaliação do ensino básico, assume carácter contínuo e sistemático e visa a regulação do ensino e da aprendizagem, recorrendo a uma variedade de instrumentos de recolha de informação, de acordo com a natureza das aprendizagens e dos contextos em que ocorrem. A avaliação formativa fornece ao professor, ao aluno, ao encarregado de educação e aos restantes intervenientes informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens e competências, de modo a permitir rever e melhorar os processos de trabalho. A avaliação formativa é da responsabilidade de cada professor, em diálogo com os alunos e em colaboração com os outros professores, designadamente no âmbito dos órgãos colectivos que concebem e gerem o respectivo projecto curricular e, ainda, sempre que necessário, com os serviços especializados de apoio educativo e os encarregados de educação, devendo recorrer, quando tal se justifique, a registos estruturados. Critérios Comuns de Avaliação - Os critérios de avaliação constituem referenciais comuns no agrupamento, sendo operacionalizados pelo professor titular da turma, no 1.º ciclo, e pelo

5 conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos, no âmbito do respectivo projecto curricular de turma. No caso do Agrupamento de Escolas de São Bernardo foram aprovados em reunião alargada do Conselho Pedagógico os seguintes Critérios Comuns de Avaliação Domínio dos Conhecimentos e das Capacidades, com um peso de 70%; Domínio das Atitudes e Valores, com um peso de 30%, a saber: - Sociabilidade (10%) 5% Respeito pelo outro+ 5% Cumprimento de Regras - Responsabilidade (10%) 5% - Organização de Materiais+ 5% Realização das Tarefas Propostas - Empenho (10%) 5% Interesse/ TPC+5% Persistência Grelha de Avaliação Instrumento comum para avaliação sumativa dos alunos do Agrupamento de Escolas de São Bernardo a ser obrigatoriamente usado pelos docentes deste Agrupamento e ser presente nas reuniões de Conselho de Turma. Esta grelha é do conhecimento do próprio professor e do Director de Turma. Instrumento de Avaliação - Meios de que cada docente dispõe para tornar transparente, equitativa, justa a avaliação de cada aluno. Adquire diversas formas podendo ser entre outras fichas formativas, testes de avaliação, chamadas orais, trabalhos práticos, relatórios, ( ). Os instrumentos de avaliação são definidos em Departamento Disciplinar, são aprovados em Departamento Curricular, têm matriz comum devidamente aprovada em Departamento e em Conselho Pedagógico. Momentos de Avaliação neste Agrupamento de Escolas distinguem-se diferentes momentos de avaliação sumativa os quais coincidem com os finais de cada período lectivo em todas as disciplinas entre o 1ºano e o 9º ano de escolaridade. Para além do juízo globalizante sobre a aprendizagem dos alunos formulado no final de cada período, serão também realizados outros dois momentos de avaliação intercalar. Os momentos de avaliação intercalar serão realizados no decurso do ano lectivo, de acordo com o formulado no despacho do Calendário Lectivo. Os juízos globalizantes formulados sobre as disciplinas de opção de 7º e 8º anos são estabelecidos de acordo com os normativos legais, os quais coincidem, normalmente com o final do 1º semestre e com o final do 3º período lectivos. Constituem ainda momentos de avaliação contínua e de recolha de elementos de avaliação os que são levados a cabo, diariamente em sala de aula, suportados em documentos escritos ou de observação oral e que se consubstanciam em trabalho pedagógico e ainda na modalidade de avaliação formativa.

6 Princípios Orientadores e Finalidades 1. Pré-escolar Coerência entre os processos de avaliação e os princípios de gestão do currículo definidos nas Orientações Curriculares para a Educação préescolar ; Utilização de instrumentos e de técnicas de observação e registos persificados; Carácter marcadamente formativo da avaliação; Valorização dos progressos das crianças. A finalidade da avaliação é apoiar o processo educativo, ajustando-o às aprendizagens e ao desenvolvimento das crianças, tendo em vista: Apoiar o processo educativo, adequando metodologias e recursos, de forma a melhorar as estratégias de ensino e aprendizagem; Reflectir sobre os efeitos da acção educativa, analisando a pertinência e o sentido das oportunidades educativas proporcionadas, de modo a estabelecer a progressão das aprendizagens; Envolver a criança no processo educativo, ajudando-a a tomar consciência dos progressos, das dificuldades e da forma de as ultrapassar; Contribuir para a adequação das práticas, com base numa recolha sistemática de informação, de modo a regular a actividade educativa, tomar decisões e planear a acção; Conhecer a criança e o seu contexto, partilhando a informação com os vários intervenientes (pais, equipa e outros profissionais). 2. Ensino Básico A avaliação faz parte da prática educativa, permitindo uma recolha sistemática de informações, essencial para a tomada de decisões adequadas à melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos. Os objectivos da Educação são: Apoiar o processo educativo, de modo a promover o sucesso dos alunos, através da selecção de metodologias e de recursos adequados às suas necessidades educativas;

7 Certificar as diversas aprendizagens e competências adquiridas pelo aluno, no final de cada ciclo e à saída do ensino básico, através da avaliação sumativa, interna e externa; Contribuir para melhorar a qualidade do sistema educativo, possibilitando a tomada de decisões para o seu aperfeiçoamento. Princípios: A avaliação das aprendizagens e competências assenta nos seguintes princípios: a) Consistência entre os processos de avaliação e as aprendizagens e competências pretendidas, de acordo com os contextos em que ocorrem; b) Utilização de técnicas e instrumentos de avaliação diversificados; c) Primazia da avaliação formativa com valorização dos processos de auto -avaliação regulada e sua articulação com os momentos de avaliação sumativa; d) Valorização da evolução do aluno; e) Transparência e rigor do processo de avaliação, nomeadamente através da clarificação e da explicitação dos critérios adoptados; f) Diversificação dos intervenientes no processo de avaliação. Pré-escolar acrescentar o que a Ana Luísa trará em Setembro

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