CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO DO PRÉ- ESCOLAR

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1 CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO DO PRÉ- ESCOLAR ANO LETIVO 2013/2014 Departamento do Pré- Escolar 2013/2014 Page 1

2 CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO Introdução A avaliação em educação é um elemento integrante e regulador da prática educativa. A avaliação na Educação Pré-Escolar assume uma dimensão marcadamente formativa, desenvolvendo-se num processo contínuo e interpretativo que procura tornar a criança protagonista da sua aprendizagem, de modo a que vá tomando consciência do que já conseguiu, das dificuldades que vai tendo e como as vai ultrapassando. As principais orientações normativas relativas à avaliação na Educação Pré-Escolar estão consagradas no Despacho nº 5220/97 de 4 de agosto (Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar), da DGIDC, articulam-se com o Decreto-Lei nº 241/2001 de 30 de agosto (Perfil Específico de Desempenho Profissional do Educador de Infância), devendo também ter em consideração as Metas de Aprendizagem definidas para o final da educação pré-escolar. Finalidades A avaliação tem como finalidade: contribuir para a adequação das práticas, tendo por base uma recolha sistemática de informação que permita ao educador regular a atividade educativa, tomar decisões, planear a ação; refletir sobre os efeitos da ação educativa, a partir da observação de cada criança e do grupo de modo a estabelecer a progressão das aprendizagens; recolher dados para monitorizar a eficácia das medidas educativas definidas no Programa Educativo Individual (PEI); Departamento do Pré- Escolar 2013/2014 Page 2

3 promover e acompanhar processos de aprendizagem, tendo em conta a realidade do grupo e de cada criança, favorecendo o desenvolvimento das suas competências e desempenhos, de modo a contribuir para o desenvolvimento de todas e da cada uma; envolver a criança num processo de análise e de construção conjunta, que lhe permita, enquanto protagonista da sua aprendizagem, tomar consciência dos progressos e das dificuldades que vai tendo e como as vai ultrapassando; conhecer a criança e o seu contexto, numa perspetiva holística, o que implica desenvolver processos de reflexão, partilha de informação e aferição entre os vários intervenientes pais, equipa e outros profissionais tendo em vista a adequação do processo educativo. Princípios A avaliação assenta nos seguintes princípios: caráter holístico e contextualizado do processo de desenvolvimento e aprendizagem da criança; coerência entre os processos de avaliação e os princípios subjacentes à organização e gestão do currículo definidos nas Orientações Curriculares; utilização de técnicas e instrumentos de observação e registo diversificados; caráter formativo; valorização dos progressos da criança; promoção da igualdade de oportunidades e equidade; Departamento do Pré- Escolar 2013/2014 Page 3

4 Intervenientes A avaliação é da responsabilidade do educador titular do grupo, no quadro de autonomia e gestão das escolas preconizada pelo Decreto - Lei n.º 75/2008, de 22 de abril e o Decreto-Lei 132/2012. Compete-lhe, na gestão curricular, definir uma metodologia de avaliação de acordo com as suas conceções e opções pedagógicas, capaz de integrar de forma articulada os conteúdos do currículo e os procedimentos e estratégias de avaliação a adotar. No processo de avaliação, para além do educador, intervêm: a) a(s) criança(s) a avaliação realizada com as crianças é uma atividade educativa, que as implica na sua própria aprendizagem, fazendo-as refletir sobre as suas dificuldades e como as superar; b) a equipa a partilha com todos os elementos da equipa (outros docentes, auxiliares, outros técnicos ou agentes educativos) com responsabilidades na educação da criança permite ao educador um maior conhecimento sobre ela; c) os encarregados de educação a troca de opiniões com a família permite não só um melhor conhecimento da criança e de outros contextos que influenciam a sua educação, como também, promove uma atuação concertada entre o jardim de infância e a família; d) o Departamento de Educação Pré-Escolar (EPE) a partilha de informação entre os educadores do estabelecimento é promotor da qualidade da resposta educativa. Modalidades de avaliação Avaliação diagnóstica; Avaliação formativa. Departamento do Pré- Escolar 2013/2014 Page 4

5 Procedimentos/ Instrumentos de Avaliação De acordo com as suas conceções e opções pedagógicas, cada educador pode utilizar técnicas e instrumentos de observação e registo diversificados, tais como: a) Observação; b) Entrevistas; c) Registos de autoavaliação; d) Fotografias; e) Questionários a crianças, pais ou outros parceiros educativos; f) Outros. Calendarização da avaliação A avaliação diagnóstica no início do ano letivo, realizada pelo educador, tem em vista a caracterização do grupo e de cada criança. De acordo com a legislação em vigor, os tempos dedicados à avaliação (até 3 dias) são obrigatoriamente coincidentes com os períodos de avaliação estipulados para os outros níveis de ensino, por forma a permitir a articulação entre os educadores de infância e os docentes do 1.º ciclo do ensino básico, e tendo como objetivo a passagem de informação integrada sobre as aprendizagens e os progressos realizados por cada criança. No final de cada período realiza-se a avaliação formativa. A avaliação formativa constitui-se, como instrumento de apoio e de suporte na organização do ambiente educativo que compreende a organização do grupo, do espaço, do tempo, a relação com os pais e outros parceiros educativos e na intervenção educativa, ao nível do planeamento e da tomada de decisões do educador. A informação descritiva, aos encarregados de educação, sobre as aprendizagens e os progressos de cada criança centrando-se numa apreciação positiva, sem omitir as dificuldades Departamento do Pré- Escolar 2013/2014 Page 5

6 que possam existir. Os Encarregados de Educação são informados da avaliação trimestral dos respectivos educandos, em reunião convocada para o efeito, após a realização de todos os trabalhos de avaliação. As Orientações Curriculares e a Metas de Aprendizagem definem de uma forma global, as condições favoráveis para que as crianças possam iniciar o 1.º Ciclo do Ensino Básico, com possibilidades de sucesso. METAS DE APRENDIZAGEM EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR ÁREAS Domínios Sub-domínios Identidade/Autoestima Formação Pessoal e Social Expressões Independência/Autonomia Cooperação Convivência Democrática/Cidadania Solidariedade/Respeito pela Diferença Expressão Plástica: 1.Desenvolvimento da capacidade de expressão e comunicação; 2. Compreensão das artes no contexto; 3. Apropriação das linguagens elementar das artes; 4. Desenvolvimento da criatividade. Expressão Dramática/Teatro: 1. Desenvolvimento da capacidade de expressão e comunicação; 2.Desenvolvimento da criatividade; 3. Compreensão das artes no contexto; 4. Apropriação da linguagem elementar da Expressão Dramática. Expressão Musical: 1. Desenvolvimento da capacidade 1.1. Produção e Criação Fruição e Contemplação 3.1. Fruição e Contemplação/ Produção e Criação 4.1. Reflexão e Interpretação Experimentação e Criação/ Fruição e Análise 1.1. Interpretação e Comunicação Departamento do Pré- Escolar 2013/2014 Page 6

7 Linguagem Oral e Abordagem à Escrita Matemática Conhecimento do Mundo Tecnologias de Informação e Comunicação de expressão e comunicação; 2.Desenvolvimento da criatividade; 3. Apropriação da linguagem elementar da Música; 4. Compreensão das artes no contexto. Dança: 1. Desenvolvimento da capacidade de expressão e comunicação; 2.Desenvolvimento da criatividade; 3. Apropriação da linguagem elementar da Dança; 4. Compreensão das artes no contexto. Expressão Motora Consciência Fonológica Reconhecimento e Escrita de Palavras Conhecimento das Convenções Gráficas Compreensão de Discursos Orais e Interação Verbal Números e Operações Geometria e Medida Organização e tratamentos de Dados Localização no espaço e no tempo Conhecimento do ambiente natural e social Dinamismo das inter-relações natural-social Informação Comunicação Produção Segurança 2.1. Criação e Experimentação 3.1. Perceção Sonora e Musical 4.1. Culturas Musicais nos Contextos 1.1. Comunicação e Interpretação 2.1. Produção e Criação 3.1. Conhecimento e Vivência da Dança 4.1. Fruição e Contemplação -Deslocamentos e Equilíbrios -Perícia e Manipulações -Jogos Departamento do Pré- Escolar 2013/2014 Page 7

8 Conclusão Este documento pretende clarificar os procedimentos e práticas organizativas e pedagógicas relativamente à avaliação na EPE, neste Agrupamento. A definição de competências procura ser uma referência e uma orientação para os educadores, sem pôr em causa o respeito pelos valores de uma pedagogia diferenciada. Neste contexto, a avaliação deve centrar-se sempre na criança e na sua evolução e a referência comparativa deve ser sempre a própria criança, em diferentes momentos de aprendizagem. Tendo como principal função a melhoria da qualidade das aprendizagens, a avaliação implica, no quadro da relação entre Jardim de Infância, a família e a escola, uma construção partilhada que passa pelo diálogo, pela comunicação de processos e resultados, tendo em vista a criação de contextos facilitadores de um percurso educativo e formativo de sucesso. Aprovado em Conselho Pedagógico de 12 de setembro de 2013 A Presidente do Conselho Pedagógico (Mónica Sanfins) LEGISLAÇÃO EM VIGOR SOBRE A AVALIAÇÃO Circular n.º 4/DGIDC/DSCD/2011 (Avaliação na Educação Pré-Escolar) Circular n.º 17/DSDC/DEPEB/2007 (Gestão do Currículo da Educação Pré- Escolar) Lei n.º 241/2001 de 30 de agosto (Perfil Específico de Desempenho dos Educadores de Infância) Departamento do Pré- Escolar 2013/2014 Page 8

9 Despacho N.º 5220/1997, de 4 de agosto (Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar) Lei N.º 5/1997, de 10 de fevereiro (Lei Quadro da Educação Pré-escolar) Departamento do Pré- Escolar 2013/2014 Page 9

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