PLANO DE ESTUDOS 2º CEB. Introdução

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1 Introdução Entre os 10 e 12 anos, as crianças necessitam que lhes seja despertado e estimulado o seu desejo de aprender. No Colégio Pedro Arrupe pretendemos estimular e promover esse desejo, desenvolvendo um plano de estudos integral, em que o professor tem como tarefa ajudar o aluno a aprender por si mesmo e a assumir gradualmente a responsabilidade da sua própria educação. Esta será uma ferramenta essencial para o futuro pessoal e académico do aluno, na medida em que lhe permitirá tornar-se um adulto responsável, independente e autónomo, e ajudá-lo a reconhecer e a superar os obstáculos ao seu crescimento. Sendo uma idade em que as crianças desenvolvem a sua capacidade crítica, o nosso projecto educativo propõe uma metodologia personalizada de construção do saber que consolida a sua capacidade de avaliar e fomenta a prática de uma liberdade discernida. Esta é também a idade em que as crianças começam a ter consciência do mundo que as rodeia e a tentar compreender a sociedade. No Colégio Pedro Arrupe proporcionamos oportunidades de contacto com diversas realidades socioeconómicas e culturais. Pretendemos desta forma promover a Educação para a Justiça e para o Serviço, de modo a que os nossos alunos possam assumir no futuro uma posição responsável perante a sociedade. Nas palavras do próprio Pedro Arrupe, formar homens e mulheres para os outros. Nesta fase, as crianças estão mais abertas e disponíveis para descobrirem e desenvolverem a sua relação com Deus. É o despertar de grande curiosidade para as questões religiosas, a idade em que a formação espiritual das crianças se cruza com a descoberta da sua própria identidade. Neste sentido, daremos aos alunos oportunidade de desenvolverem a sua dimensão espiritual, tendo como modelo de referência Jesus Cristo, em harmonia com as dimensões pessoal, social e intelectual, de modo a tornarem-se adultos que consigam assumir a sua fé de modo responsável e traduzida em serviço aos outros. 1

2 Princípios orientadores O CPA adotou como inspiração, caminho e metodologia a Pedagogia Inaciana. Esta pedagogia tem como ideal educativo a formação para a liberdade, no sentido em que o aluno é educado, conduzido e orientado de modo a poder alcançar uma liberdade interior madura e Responsável. O centro de gravidade da Pedagogia Inaciana é o aluno. A atenção pessoal cura personalis implica que no processo de ensino-aprendizagem o aluno tenha uma participação ativa, empenhada e rigorosa. Esta opção pedagógica pressupõe a criação de oportunidades de descoberta criativa e do desenvolvimento de uma atitude de reflexão sobre as experiências vividas e os conhecimentos adquiridos. Pretende-se com esta metodologia que o aluno estude pelo prazer de aprender e de crescer, de modo a conhecer melhor o mundo que o rodeia para melhor nele intervir, desenvolvendo todas as áreas da pessoa humana: entendimento, imaginação, vontade e liberdade. Pautamo-nos ainda pela excelência dos processos e dos resultados, que não se cingem aos resultados académicos, mas abrangem todo o processo educativo e todas as dimensões da pessoa do aluno (pessoal, social e espiritual). Características da estrutura curricular do 2º CEB A existência de par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica, o desdobramento das disciplinas de Ciências da Natureza e a Educação Musical e o reforço dos tempos letivos a Língua Portuguesa e Matemática no plano curricular neste ciclo de ensino, constituem alguns dos aspetos organizacionais facilitadores da concretização dos princípios orientadores anteriormente enunciados. Pastoral Assume uma função de acompanhamento espiritual de toda a comunidade educativa, proporcionando oportunidades de descoberta pessoal do caminho próprio e da uma relação personalizada com Deus. Promove-se, deste modo, o desenvolvimento da dimensão espiritual 2

3 dos alunos de modo a tornarem-se, no futuro, adultos comprometidos, com coragem para assumirem a sua fé de modo responsável e em serviço aos outros. Neste sentido, a Pastoral proporcionará experiências de encontro com Deus e com os outros, bem como de experiências de voluntariado, de contacto e apoio a realidades socio-culturais desfavorecidas. Formação Humana O CPA dispõe de um Plano de Formação Humana que pressupõe uma estreita articulação com o Plano de Atividades da Pastoral e o Plano Curricular de cada Ciclo. Tem como fio condutor o princípio da "atenção pessoal" (Cura Personalis inaciana) e a formação integral e individualizada do ser humano, nas suas dimensões afetiva, moral, espiritual, social e intelectual, e é orientada pelo professor responsável de turma. Educação Física O Colégio Pedro Arrupe elege o mar como uma referência simbólica de todo o seu projeto, dando-lhe ênfase a nível curricular nas diversas áreas académicas, e de modo específico através da inclusão das Atividades Náuticas no currículo desta disciplina, para as quais a Natação constitui um requisito prévio. Religião O CPA define-se como um colégio cristão de inspiração inaciana, onde a formação religiosa na fé católica é inerente ao seu Projeto Educativo. Como tal, a disciplina de Religião surge com carácter obrigatório e terá como pano de fundo a espiritualidade inaciana, comunicando aos alunos a visão de Santo Inácio de Loyola e desenvolvendo atitudes de discernimento e de compromisso. Tutoria Pretende reforçar o desenvolvimento de competências de caráter disciplinar ou transversal ao currículo, nos moldes que o Conselho de Turma considere mais adequados e necessários à valorização e otimização das aprendizagens dos alunos. 3

4 Matriz Curricular Ano letivo 2012/2013 Nº de aulas 60 5ºano Nº de aulas 60 6ºano Total ciclo Português Inglês Hist. Geo. Portugal Matemática Ciências Naturais Educação Visual Educação Tecnológica Educação Musical Educação Física Religião Formação Humana Tutoria minutos tempos semanais Turma desdobrada em 60 de laboratório 2 Disciplina com dois professores 3 Turma desdobrada em 60 4 FH e Tutoria a cargo do PRT (Professor Responsável de Turma) 4

5 Avaliação A avaliação sumativa é necessária para avaliar o progresso dos alunos no processo académico, para aferir o grau de domínio de conhecimentos e as competências adquiridas. Mas a Pedagogia Inaciana tende a ir mais além, por isso o CPA privilegia uma avaliação contínua e formativa, pois encara a avaliação como um meio e não como um fim, no sentido de melhorar e regular progressivamente os processos e os produtos do ensino e da aprendizagem, através da sua regulação individualizada. Os critérios de avaliação são desde o início bem explicitados, de modo a permitirem a regulação e reorientação da aprendizagem. Os professores reunirão todas as informações qualitativas e quantitativas relativas às competências atitudinais adquiridas pelos alunos, servindo-se de instrumentos de avaliação diversificados, nomeadamente: cadernos diários ou portfolio, trabalhos individuais dentro e fora da aula, trabalhos de grupo, relatórios de projeto, fichas de autoavaliação, para além dos testes orais e escritos de avaliação sumativa, de modo a avaliar de forma correta as aprendizagens e as atitudes dos alunos. A avaliação constitui assim um momento privilegiado para o professor felicitar e encorajar os alunos, para estimular reflexões à luz de lacunas detetadas, propondo perspetivas adicionais e proporcionando os necessários meios de informação. Deste modo, a avaliação torna-se um estímulo para o aluno permanecer aberto ao crescimento e à aprendizagem. O CPA pretende, para além disso, reconhecer e validar as aprendizagens, o empenho, o mérito e as atitudes dos seus alunos que expressem de forma visível a importância que é dada à sua formação integral. Algumas opções concretas do colégio, no sentido de desafiar a uma maior autonomia e liberdade, na transição do 1º para o 2º ciclo do ensino básico, passam por os alunos deixarem de usar uniforme, pela gestão que têm de passar a fazer dos horários e de todos os espaços para as aulas, o acesso a um local de recreio maior, partilhado com os alunos do 3º ciclo do ensino básico e ensino secundário. Os alunos são estimulados nesta fase a descobrir como aproveitar o tempo livre e os locais de recreio com criatividade, evitando investir naquilo que podem fazer sozinhos fora do colégio. De forma a promover a autonomia e desenvolver o uso 5

6 de uma liberdade responsável, a utilização do tempo depois do horário letivo (no espaço de Prolongamento) é gerida pelo aluno, em função das suas necessidades, podendo optar livremente pela frequência da sala de estudo, do recreio, da biblioteca ou do laboratório de informática, ou pela frequência de alguma atividade de complemento curricular. 6

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