Gripe A Plano de contingência

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1 Escola Secundária de Camões Praça José Fontana Lisboa Gripe A Plano de contingência O presente pretende identificar as medidas a concretizar pela escola de modo a minorar as consequências da pandemia da Gripe A (absentismo de pessoal docente, discente e não docente) na rotina da instituição e da comunidade escolar bem como prevenir, tanto quanto possível, a sua disseminação. 1. Coordenação A equipa de coordenação é constituída pelos seguintes elementos: João Jaime Pires (Director) Teresa Palma e Adelina Precatado (elementos da direcção) Georgina Santos e Ricardo Frias (professores) Olinda Mendes, Mª José Pereira e Rosinda Fernandes (assistentes operacionais) Estes elementos estão presentes na escola todos os dias, cobrindo o funcionamento da escola desde a sua abertura às oito da manhã até ao fecho, à meia noite; trabalham em estreita comunicação e, deste modo, a cadeia de comando não está hierarquizada em sentido descendente de uma forma rígida, acentuando-se antes o trabalho em equipa. 2. Serviços mínimos essenciais Partindo do pressuposto que o encerramento da escola será a última das medidas a tomar e que, por curtos períodos de tempo será possível manter-se aberta com um número reduzido de docentes e não docentes, definiram-se os serviços mínimos essenciais: Comunicações e controlo de entradas 1 assistente operacional; Manutenção das condições de trabalho (sossego, limpeza das instalações e serviço de refeições) 10 assistentes operacionais. Estes assegurarão os seguintes postos de trabalho: salas da ala norte e sul, 1º andar e rés do chão (4 assistentes operacionais); pavilhão gimnodesportivo (1 assistente operacional); blocos dos laboratórios e laboratório de biologia (2 assistentes operacionais); Becre e/ou papelaria (1 assistente operacional); refeitório e/ou bar (2 assistentes operacionais); Direcção 1 elemento. 1

2 Deste modo, e porque a escola secundária de Camões funciona em turno duplo, será necessário que em cada dia (e, recorde-se, por curtos períodos de tempo), se apresentem ao serviço, pelo menos: 22 assistentes operacionais e 2 elementos da direcção. A escola está situada numa zona central de acesso muito diversificado pelo que a questão dos transportes escolares e dos abastecimentos prevê-se de simples resolução. 3. Comunicação, informação e formação 3.1. Comunicação com encarregados de educação A lista actualizada de alunos, respectivos encarregados de educação e / ou familiares a avisar em caso de emergência com os respectivos contactos telefónicos e endereços electrónicos está colocada na portaria. Os alunos em situação de risco (diabetes, asma, epilepsia, ) estão sinalizados pela equipa de coordenação e, de acordo com cada caso, um conjunto de procedimentos a observar. A página da escola é actualizada com toda a informação relevante, pela respectiva equipa responsável: professores Alexandre Barão e Pedro Patrocínio. Do mesmo modo, os contactos do Centro de Saúde, Hospital de D. Estefânia e Junta de Freguesia de Arroios em todos os postos Informação O plano de contingência foi divulgado aos alunos do 10º ano pela direcção numa reunião no início do ano; a informação foi depois reforçada pelos directores de turma. Os restantes alunos foram informados nas reuniões iniciais com os directores de turma, bem como os respectivos encarregados de educação. O plano de contingência pode ser consultado na página da escola e está disponível nos lugares habituais sala de Directores de Turma, BeCre, Sala do Pessoal Não Docente, Secretaria, Sala de Professores, Direcção Formação Foram realizadas acções de formação para os assistentes operacionais e professores em contacto mais directo com alunos de risco; outras irão ser concretizadas ao longo do ano lectivo. 4. Instalações Intervenções físicas Foram realizadas algumas intervenções no sentido de aumentar (recuperando) o número de instalações sanitárias disponíveis para os alunos. Foram colocados dispositivos fixos para desinfecção das mãos em locais distantes de lavatórios com água corrente. Foi devidamente preparada uma sala de isolamento localizada junto da saída para a Rua Almirante Barroso, com uma saída independente e com uma casa de banho próxima. 2

3 Manutenção O plano de limpeza que está a ser executado compreende uma limpeza bi-diária em todos os locais. A sala de isolamento está equipada com o material recomendado pela ARS batas, toucas, termómetro, luvas, desinfectante, toalhetes, rolo de papel. 5. Concretização dos procedimentos Um aluno surge com sintomas gripais. O que fazer? O professor pede para um assistente operacional se deslocar à sala e acompanhar o aluno. Este, deverá na primeira oportunidade, lavar/desinfectar as mãos. Dependendo da gravidade dos sintomas, a assistente opta por o acompanhar directamente à sala de isolamento (recorde-se, num local distante e isolado da escola) ou levá-lo até à sala do pbx (onde, na realidade, não funciona nenhum pbx, é simplesmente uma sala pequena e reservada junto da entrada da escola). Aqui, munida de luvas, mede-lhe a temperatura (no final desinfecta todos os materiais em contacto com o aluno) e toma a decisão (ou não) de o conduzir à sala de isolamento. A direcção será informada neste momento, independentemente do desfecho. Os sintomas aconselham o isolamento. O que fazer? O aluno a quem será oferecida uma máscara que colocará desde que não tenha dificuldades respiratórias evidentes - é acompanhado pela assistente à sala de isolamento e aguarda aí pela chegada dos pais ou encarregados de educação, entretanto alertados. Os pais serão informados que o local de recolha do seu educando será na Rua Almirante Barroso e a assistente levará logo consigo a chave do portão. Se o aluno não puder pôr a máscara, então a assistente deverá fazê-lo bem como vestir uma bata ou avental de protecção e colocar uma touca. Esta sala, como já foi referido, está despida de tudo o que não é essencial e munida de todo o equipamento recomendado para esta contingência. De acordo com a leitura da situação feita pela assistente operacional, o aluno ficará acompanhado ou só, enquanto aguarda. Se se perceber que os encarregados de educação demorarão algum tempo a chegar, far-se-á o telefonema para a Saúde 24 ( ), cumprindo-se as instruções por estes veiculadas. Os pais, contactados, dizem que não têm qualquer possibilidade de ir recolher o filho. O que fazer? Se o aluno tiver mais de 16 anos (possibilidade apreciável, visto sermos uma escola apenas secundária), estiver bem disposto e em condições de ir para casa, poderá fazê-lo sem acompanhamento. Caso os sintomas sejam preocupantes e/ou a maturidade do aluno o recomendem, aguardará na sala de isolamento até que o encarregado de educação compareça. 3

4 Desencadeou-se outro processo enquanto o primeiro aluno aguarda ainda na sala de isolamento. O que fazer? Proceder-se-á exactamente como da primeira vez. A sala de isolamento é ampla e arejada, havendo lugar a quatro alunos com sintomas, todos com as respectivas máscaras colocadas e conservando a distância de precaução o raio de um metro. O aluno foi recolhido pelos E.E. O que fazer? A assistente deverá limpar e desinfectar toda a sala cadeira, mesa, colocando no lixo todos os materiais potencialmente infectados. Este lixo não tem tampa, e o saco será imediatamente fechado e depositado no contentor geral. As janelas serão abertas e assim deixadas por um par de horas. Um aluno foi diagnosticado com Gripe A. O seu irmão gémeo comparece na escola no dia seguinte. O que fazer? Nada. Não há de acordo com DGS qualquer limitação para os familiares de doentes com Gripe A desde que assintomáticos. O aluno evacuado na segunda-feira, comparece na escola na terça-feira imediata. O que fazer? A equipa de coordenação deverá assegurar-se que todos os procedimentos recomendados pela Saúde 24 (qualquer evacuação pressupõe o contacto com este sistema), foram cumpridos, verificando-se não haver perigo de contágio. Fluxo da informação Solicitar-se-á aos pais, quando estes recolherem os seus educandos, para informarem a escola / direcção assim que souberem um diagnóstico mais preciso. Recomendar-se-á aos pais que cumpram com todas as directivas da Saúde 24. A turma, o director de turma e todos aqueles que tiverem estado num contacto mais chegado com o aluno evacuado, serão informados. Recomendar-se-lhes-á que permaneçam em casa caso observem, em si próprios, os sintomas suspeitos. O Director ou a Vice-directora informarão a DRELVT, pelo número secreto, assim que se desencadeie o processo. Do mesmo modo, a DRELVT, e pelo mesmo número de telefone secreto, será informada do evoluir da situação (confirmação ou negação da suspeita de Gripe A). A Saúde 24 e ou o Centro de Saúde avisarão a escola de cada caso confirmado. 4

5 6. Absentismo dos docentes, não docentes e discentes Absentismo dos docentes Os docentes da escola procuram sempre minorar os inconvenientes das suas faltas. As substituições e trocas entre professores estão previstas e são a primeira opção; a marcação de trabalho individual através da internet é cada vez mais frequente, sendo natural uma maior incidência em caso de absentismo no prazo obrigatório de uma semana. Os procedimentos para justificação de faltas serão flexibilizados de modo a não se sobrecarregarem os serviços de saúde. Assim, os docentes com suspeita de Gripe A deverão seguir as recomendações da DGS e abster-se de frequentar locais públicos. Deverão comunicar telefonicamente a sua ausência, trazendo a respectiva justificação escrita passada de acordo com as normas, assim que estiverem aptos a regressar ao serviço. Estes procedimentos serão também observados com os Não Docentes. Absentismo dos não docentes O absentismo dos não docentes é em geral mais difícil de suprir através do trabalho à distância via internet. Será encorajado e facilitado nos casos das assistentes técnicas, nomeadamente em áreas sensíveis como o SASE. Na área das assistentes operacionais, a troca e a substituição é uma prática constante pelo que a maioria das funcionárias estão bastante familiarizadas com as tarefas de outrem. A escola dispõe de refeitório e bar, necessitando diariamente de 4 funcionárias em cada serviço. Na eventualidade deste número se reduzir para metade, o refeitório será encerrado, passando o bar a servir sopa e uma refeição volante ligeira. As senhas de refeição serão válidas no bar (caso a decisão seja tomada no próprio dia), sem prejuízo do reembolso. Aos alunos com Sase será sempre garantida a refeição. Absentismo dos discentes Os alunos poderão ver as suas faltas justificadas pelos encarregados de educação até ao limite do tempo de quarentena, isto é 7 dias. Os encarregados de educação deverão informar telefonicamente a escola (direcção / director de turma) ou via . Deverão ainda procurar tarefas alternativas para os seus educandos. 7. Avaliação A equipa de coordenação reunirá com a frequência desejada para fazer um ponto da situação e os ajustes necessários. Lisboa, 2 Novembro de 2009 Pela equipa de coordenação Teresa Palma e Adelina Precatado 5

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