REDE ECONÔMICA HOLANDESA NO BRASIL

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1 REDE ECONÔMICA HOLANDESA NO BRASIL O Papel da ANTAQ no desenvolvimento da navegação interior brasileira FERNANDO FIALHO Diretor Geral Brasília Embaixada da Holanda, 30 de agosto de 2007

2 A ANTAQ É - Autarquia especial vinculada ao Ministério dos Transportes e à Secretaria Especial de Portos, que desempenha, como autoridade administrativa independente, a função de entidade reguladora e fiscalizadora das atividades portuárias e de transporte aquaviário. COM A MISSÃO DE Regulamentar, promover, fiscalizar e informar a atividade econômica de exploração dos serviços e da infra-estrutura de transporte aquaviário, estabelecidos constitucionalmente como de titularidade da União, mantendo o foco na competição, na eficiência e na defesa do usuário.

3 A ANTAQ, pensando em um cenário futuro de avanços e investimentos governamentais e privados, vê como imprescindível uma maior e melhor utilização do sistema hidroviário nacional, isto como ferramenta macro-econômica de desenvolvimento. A ANTAQ não formula políticas públicas de transportes, mas trabalha realizando estudos e debates que contribuem para uma eficaz implementação destas.

4 COM UMA VISÃO ESTRATÉGICA A ANTAQ CRIOU UMA SUPERINTENDÊNCIA DE NAVEGAÇÃO INTERIOR SNI PARA IMPLEMENTAR AÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO DO MODAL HIDROVIÁRIO NA MATRIZ DE TRANSPORTE BRASILEIRA Gerência de Desenvolvimento e Regulação Gerência de Outorga e Afretamento Gerência de Fiscalização Propor normas e padrões para disciplinar a exploração de serviços de navegação e de exploração da infraestrutura aquaviária; Atuar na defesa e proteção dos direitos dos usuários; Celebrar atos de outorga para serviços de navegação e exploração de hidrovias; Autorizar o afretamento de embarcações estrangeiras; Fiscalizar empresas de navegação interior.

5 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA: CARGA / POTÊNCIA (t / HP) EMISSÃO DE POLUENTES

6 CUSTO DA INFRAESTRUTURA MODAIS HIDRO CUSTO MÉDIO DE CONSTRUÇÃO DA VIA (US$ / km) CUSTO DE MANUTENÇÃO DA VIA FERRO RODO BAIXO ALTO ALTO HIDRO FERRO RODO ALTA ALTA BAIXA 1 0,6 0, VIDA ÚTIL MODAIS VIDA ÚTIL DA VIA VIDA ÚTIL DOS EQUIPAMENTOS E VEÍCULOS (ANOS)

7 AS HIDROVIAS BRASILEIRAS

8 HIDROVIA DO MADEIRA MT Evolução da Movimentação de Cargas ANO QUANTIDADE (T)

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10 HIDROVIA DO MADEIRA Extensão: km (Porto Velho/RO Porto de Itacoatiara/AM) Movimentação Anual de grãos (2006): t Principais Cargas: soja, fertilizantes, milho, cimento, combustíveis, alimentos perecíveis e não perecíveis, contêineres, automóveis, cargas gerais, milho, cimento, entre outros. A importância da hidrovia poderá ser aumentada, caso sejam construídas as eclusas das UHE de Santo Antônio e Jirau, viabilizando aí uma navegação em pelo menos mais 1000 km. A hidrovia Guaporé-Mamoré-Madeira, terá extensão de km entre a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT e o Porto de Itacoatiara/AM.

11 PORTO DE PORTO VELHO COMBOIO COM 20 BARCAÇAS (40 MIL T)

12 HIDROVIA PARAGUAI - PARANÁ Evolução da Movimentação de Cargas ANO QUANTIDADE (T)

13 HIDROVIA PARAGUAI - PARANÁ Extensão: km (Cáceres/MT Buenos Aires/AR). A parte brasileira da hidrovia conta com km. Movimentação Anual (2006): Mais de 15 milhões de toneladas. Nos terminais brasileiros: t. Principais Cargas Embarcadas no Trecho Brasileiro: granéis agrícolas, minérios de ferro e manganês. A navegabilidade é viável em toda a sua extensão. Não há corredeiras e, em poucos locais, são necessários cuidados nas sondagens, pela baixa profundidade e ângulos fechados. O complexo rodo-hidro-ferroviário de Corumbá é um importante polo concentrador/distribuidor da região Centro-Oeste. Estão previstos investimentos do PAC.

14 PORTO DE CÁCERES COMBOIO-TIPO

15 TINS OCAN RIO T MA Hidrovia Tocantins Araguaia BR 153 TO MT RIO TOCANT INS AR AG UA IA RIO BR 158 PA 15 0 PA GO

16 COMBOIO DA NAVBEL (RIO ARAGUAIA) ECLUSA I DE TUCURUÍ (MONTANTE)

17 Porto de Vila do Conde -PA

18 Porto de Vila do Conde -PA

19 Porto Franco Fonte: VALEC

20 HIDROVIAS TOCANTINS E ARAGUAIA Extensão dos trechos navegáveis: Rio Araguaia (Cocalinho/MT Couto Magalhães/TO) km; Rio Tocantins (Marabá/PA Belem/PA)-547 Km; (Pedro Afonso /TO Estreito/MA) km. Movimentação Anual (potencial): t Principais Cargas: produtos agrícolas, produtos siderúrgicos, fertilizantes, derivados de petróleo e álcool. Há navegação comercial em 2 trechos : no rio Tocantins de Marabá/PA Belém/PA ( 514 km); no Araguaia de Luís Alves/GO - Santa Terezinha/MT ( 395 km). UHE de Tucuruí: projeto de transposição prevê 2 eclusas interligadas por um canal intermediário. Há previsão de investimentos para as obras destas eclusas, no Plano de Aceleração do Crescimento PAC. UHE de Lajeado: sistema de transposição com uma eclusa e um canal de navegação.

21 HIDROVIA DO SÃO FRANCISCO Evolução da Movimentação de Cargas ANO QUANTIDADE (T)

22 HIDROVIA DO SÃO FRANCISCO Extensão: km (Pirapora/MG Juazeiro/BA/Petrolina/PE) Movimentação Anual (2006): t Carga Principal: soja. UHE de Sobradinho: sistema de transposição com uma eclusa e um canal de navegação. Esta hidrovia tem potencial para alavancar as economias e diminuir custos de transporte das empresas instaladas nas regiões por onde passa. A vocação natural do rio é para o escoamento de grãos, mas há potencial para o transporte de combustíveis, minérios, em especial calcário, e de veículos. Estão previstos investimentos do PAC.

23 COMBOIO-TIPO ECLUSA DE SOBRADINHO

24 HIDROVIAS DO SUL Evolução da Movimentação de Cargas ANO QUANTIDADE (T)

25 HIDROVIAS DO SUL Extensão: 900 km (trecho formado pelos rios Jacuí, Taquarí, Lagoa dos Patos, Lagoa Mirim e o canal de São Gonçalo que as interliga). Os rios Uruguai e Ibicuí têm potencial para km de vias navegáveis. Movimentação Anual: t Principais Cargas: granéis agrícolas, derivados de soja, fertilizantes, carvão mineral e areia.

26 EMBARCAÇÃO AUTOPROPULSADA PORTO DE ESTRELA BARRAGEM E ECLUSA DE BOM RETIRO

27 HIDROVIA DO PARNAÍBA

28 HIDROVIA DO PARNAÍBA Extensão: KM Movimentação Potencial: t/ano de grãos Cargas Potenciais: soja, cana, arroz, biocombustível e milho (MA e PI). Dispõe de potencial para o escoamento dos grãos produzidos no sudoeste do Piauí, no sudeste do Maranhão, no nordeste do Tocantins e no noroeste da Bahia. O sistema de transposição da UHE de Boa Esperança será composto por duas eclusas com lago intermediário e com apenas 60 milhões de reais se viabiliza a hidrovia.

29 HIDROVIA TELES PIRES - TAPAJÓS MT

30 HIDROVIA TELES PIRES TAPAJÓS Extensão: km (Cachoeira Rasteira/PA - Santarém/PA) Movimentação Anual (potencial-2010): t Principais Cargas: grãos do norte do Mato Grosso O Tapajós é, hoje, navegável no trecho de 345 km, entre São Luís do Tapajós/PA e Santarém/PA. Esta hidrovia é considerada a melhor rota de exportação para viabilizar os grãos do norte do Mato Grosso. Estudos de viabilidade realizado dentro do Plano Nacional de Logística de Transportes apresentaram taxas de retorno de 24%. A análise dos custos de transporte, entre o corredor a ser criado pela hidrovia e outras alternativas de saída para os grãos produzidas nesta área, mostrou economias de até R$ 37,00/t.

31 HIDROVIA TIETÊ - PARANÁ MS Evolução da Movimentação de Cargas ANO QUANTIDADE (T)

32 ECLUSAS ECLUSA DE PORTO PRIMAVERA Rio Paraná - Comprimento: 210,00 m - Largura: 17,00 m - Desnível: 20,00 m ECLUSA DE JUPIÁ Rio Paraná - Comprimento: 210,00 m - Largura: 17,00 m - Desnível: 20,00 m ECLUSAS DE TRES IRMÃOS Rio Tietê - Comprimento: 142,00 m - Largura: 12,10 m - Desnível: 45,6 m (2 eclusas)

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34 SEMINÁRIOS REALIZADOS PELA ANTAQ Hidrovias do Sul ( ) Hidrovias da Amazônia, Centro-Oeste e Nordeste ( ) Hidrovias Araguaia e Tocantins ( ) Hidrovia Teles Pires Tapajós ( ) 1º Internacional sobre Hidrovias Brasil Flandres/Bélgica (28 e ) Hidrovia do São Francisco ( ) Hidrovia do Parnaíba ( ) Hidrovia do Paraguai Paraná ( ) Hidrovia do Tietê Paraná ( ) 2º Internacional sobre Hidrovias Brasil Estados Unidos (28 e )

35 >> AS HIDROVIAS, SUAS ECLUSAS E SUA IMPORTÂNCIA NO TRANSPORTE DE CARGAS. > Obra de grande importância mercadológica e social para Europa, exemplo de dinamismo e capacidade de trabalho. Já viu um rio correr sobre o outro? Ou melhor: já viu navegar simultâneamente em dois rios de pisos diferentes que se cruzam? Pois isso é algo real em Magdeburg, Alemanha, onde se construiu o WASSERSTRASSENKREUZ ou Cruz de Galles de Água.

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40 Adaptação para navegação

41 SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE HIDROVIAS BRASIL - FLANDRES/BÉLGICA Pergunta: Na implantação das hidrovias, quais as suas recomendações em relação ao Meio Ambiente? Resposta: Hidrovia é investimento em Meio Ambiente Freddy Wens, Civ. Eng. Managing Director Flanders Hydraulics Secretary CoCom PIANC / COPEDEC IOC

42 2º SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE HIDROVIAS BRASIL ESTADOS UNIDOS "No passado, havia conflito entre os interesses de industriais e ambientalistas no que diz respeito à navegação interior. Hoje, há um grande consenso em torno da vantagem ambiental das hidrovias sobre os outros modais" Scott Noble Vice-Presidente da Ingram Barge Company,

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44 Fernando Fialho Diretor Geral da ANTAQ Tel.: (61)

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