As Hidrovias como fator de desenvolvimento brasileiro

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1 As Hidrovias como fator de desenvolvimento brasileiro Guilherme Almeida Diretor da Área de Revitalização das Bacias Hidrográficas 2 Forum sobre Hidrovias Congresso Nacional - 24 de agosto de 2011

2 CODEVASF Órgão de Vinculação Ministério da Integração Nacional Natureza Jurídica Empresa pública de direito privado (Empregados regidos pela CLT) Ano de Fundação 1974 Área de Atuação - Bacias Hidrográficas São Francisco (MG, BA, PE, SE, AL, GO, DF) Parnaíba (CE, MA, PI) Itapecuru (MA) Mearim (MA)

3 ÁREA DE ATUAÇÃO km² (13% do território nacional) 10 estados e Distrito Federal 894 municípios e população de 23,3 milhões de habitantes 48% no semi-árido (395 municípios e população de 7,4 milhões de habitantes)

4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Competência das Áreas Área de Revitalização das Bacias Hidrográficas Responsável pela definição de diretrizes para a gestão dos projetos e ações de revitalização das Bacias, ações de apoio a arranjos e atividades produtivas e meio ambiente. Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação Responsável pela definição de diretrizes para a gestão integrada e transferência dos perímetros de irrigação, dos modelos de ocupação e gestão fundiária. Área de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura Responsável pela definição das diretrizes para o desenvolvimento de novas oportunidades de atuação e negócios, mercados e financiamentos; elaboração de projetos de infraestrutura.

5 DIVISÃO ADMINISTRATIVA DA ÁREA DE ATUAÇÃO Bacia Hidrográfica SR s Estados Minas Gerais 9.252,9 Distrito Federal 1 1,4 - Goiás 3 3,1 139,6 2ª SR Bahia , ,2 3ª SR Pernambuco 69 69, ,6 4ª SR Sergipe 27 7,3 352,9 5ª SR Alagoas 49 14, ,9 6ª SR Bahia 26 85, , , ,2 Ceará 20 23,1 373,6 Maranhão 36 88,4 958, , , , , , , , , , ,7 TOTAL 85 98, ,7 TOTAL CODEVASF , ,9 TOTAL 7ª SR Piauí Itapecuru TOTAL (*) Mearim População (habit. mil) 234,8 Parnaíba Área (km² mil) 240 1ª SR São Francisco N de Municípios Maranhão TOTAL (*) Maranhão

6 ORÇAMENTO 2011 Em milhões EMENDA 487 PAC Lei + Créditos

7 Hidrovias e Vias Navegáveis do Brasil Extensão Total ~ km Navegáveis HOJE (valores aproximados) Amazonas Madeira Tocantins Paraná Tietê Paraguai Tapajós Rio Grande do Sul ~ km ~ km ~ 500 km ~ km ~ km ~ 400 km ~ 500 km Total ~ km (navegáveis comercialmente) Total transportado ~22 milhões toneladas ou 3% do total movimentado por todos os modais Há condições de serem transportados por hidrovia mais de 15% da carga nacional para consumo externo e exportação desde que as vias fluviais sejam convertidas em hidrovias.

8 Rios Brasileiros: Os porquês dos baixos carregamentos hidroviários 1. A maioria apresenta dificuldades de navegação na estiagem necessitam de melhorias para atingir a condição empresarialmente viável. 2. Paraná Tietê foi diferente desde que a hidrovia encontra-se numa sequência de reservatórios. 3. O planejamento do transporte de longas distâncias no Brasil está voltado à exportação de commodities não privilegia a construção de industrias e polos comercias e logísticos nas margens dos rios. 4. O planejamento de usos das águas não é INTEGRADO e sim disperso. 5. A mentalidade é UNIMODAL. 6. Somente agora começam a aparecer no Brasil novas tecnologias para a viabilização de hidrovias em estado natural.

9 Hidrovias e Desenvolvimento Abertura de novas áreas agriculturáveis pelas vantagens do transporte barato. Fixação Industrial e Comercial nos entroncamentos modais. Intervenções: Transformação de áreas carentes em regiões produtoras. Sustentabilidade. geração hidroelétrica; barramentos exclusivos; contenção das erosões; estabilização do leito, Geração de emprego e renda. Elevação do PIB regional = verbas municipais para educação saúde, etc.. Combate à miséria através da produção (caso Rio São Francisco). Descentralização da produção, consumo e exportação.

10 Metas da Codevasf para o desenvolvimento das Hidrovias do São Francisco e do Parnaíba TRANSFORMAR O RIO SÃO FRANCISCO E O RIO PARNAÍBA EM AGENTES DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DO NORDESTE SETENTRIONAL E ORIENTAL PROVER UM PLANO DE FOMENTO PARA GERAÇÃO DE RENDA PELAS POPULAÇÕES UTILIZANDO ÁGUA + TRANSPORTE PROVER A SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E AMBIENTAL DOS MUNICÍPIOS DA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO E DO PARNAÍBA PELA RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS, CONTENÇÃO DAS EROSÕES DE MARGENS, FORNECIMENTO DE ÁGUA PARA CONSUMO E SANEAMENTO BÁSICO PROVER CENTROS LOGÍSTICOS MULTIMODAIS INTEGRADOS À HIDROVIA DO SÃO FRANCISCO PROVAR A NAVEGAÇÃO DO SÃO FRANCISCO COMO VETOR DE INTEGRAÇÃO SUDESTE NORDESTE

11 Rio Parnaíba O Desafio das Eclusas Sistemas de Eclusas da Barragem Boa Esperança Fonte: DNIT/CODOMAR

12 Rio São Francisco Produção Agrícola e Industrial OESTE DO SEMI ÁRIDO LITORAL DO NORDESTE MAPITOBA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) Esterita faixa costeira ~80 km Cerrados Elevadas rendas Elevada produtividade (t/ha) Turismo Principais produtos: o soja o milho o café o algodão o frutas o cana de açúcar Quatro portos principais: o Pecem o Suape o Aratú/Salvador o Ilhéus Área agriculturável 12 Mha Aves e Suinos. Área ocupada : 35% Siderurgia, Tecidos e Minérios. Elevada renda Petróleo e Biodiesel Pólos Industriais nos Portos. SEMI ARIDO 1,1 Mkm² 22 M HABITANTES CERRADO RENDA <<< PRODUÇÃO VERBAS FEDERAIS + ESTADUAIS + MUNICIPAIS R$ 20 BILHÕES/ANO LITORAL

13 800 km Hidrovia do São Francisco e Transposição (PISF) Hub Econômico de Petrolina e Juazeiro Centro Econômico do semiárido; Em raio de 600 km atinge os mais distantes centros de consumo e produtores da interlândia do semiárido; A transposição levará a condição fundamental para o desenvolvimento da região ÁGUA TRANSPOSIÇÃO = FORMAÇÃO DE CENTROS PRODUTORES NO INTERIOR

14 Corredor Intermodal Francisco META DO PROJETO 1.Petrolina e Juazeiro: Hub Econômico do Semiárido 2.Beneficiar Mercado Interno do Nordeste 3.Incrementar Exportações Pecém, Suape, Ilhéus e Salvador/Aratú 4.Gerar renda e empregos no interior do NE do São

15 Hidrovia do São Francisco e Modais Ferroviários E -T tap -C ra a I an ns I ai no s rd e s Ad et u t ina or as Etapa I -Reforma FCA -Construção FIOL Etapa I -Reforma FCA -Construção FIOL

16 Revitalização de Hidrovias: A Experiência Rio São Francisco Soluções para Problemas de Erosões e Assoreamento das Hidrovias Vias Fluviais em Estado Natural muito raramente mostram-se navegáveis em escala comercial Durante as cheias ocorrem erosões das margens cujo material mais pesado areia se deposita logo a jusante formando os bancos de areia. Na estiagens esses trechos mostram-se com navegação precária não garantindo a viabilidade comercial da navegação A época de estiagem coincide com o período de safra quando ocorrem as maiores restrições Casos dos rios Madeira e São Francisco

17 Revitalização de Hidrovias: A Experiência do Campo de Provas do rio São Francisco Campo de Provas da CODEVASF - tecnologia utilizada na Europa e EUA Março 2007

18 Revitalização de Hidrovias: A Experiência do Campo de Provas do rio São Francisco Trabalhos no Campo de Provas - material e trabalhadores da região

19 Revitalização de Hidrovias: A Experiência do Campo de Provas do rio São Francisco PARA PROSSEGUIMENTO DOS TRABALHOS NO RIO SÃO FRANCISCO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA FOI REALIZADO UM ACORDO COM O USACE United States Army Corps of Engineers -

20 Revitalização de Hidrovias: Codevasf e ações em curso no rio São Francisco Atividade Objeto Valor 1. Termo de Cooperação com o Exército Brasileiro Ações de revitalização e recuperação de margens R$ 12 mi 2. Convênio com a CERB Ações para a proteção de Barrancas R$ 32 mi Ações de monitoramento do Campo de Prova (município de 3. Contrato de Barra/BA); ensaio de novas tecnologias de bioengenharia; Cooperação Técnica com revisão dos projetos básicos dos trechos de margens a a US Army Corps of serem recuperados e vitalizadas; capacitação do quadro Engineers técnico da Codevasf e do Exército Brasileiro para a elaboração dos próprios projetos básicos e executivos de recuperação de margem Desenvolvimento de um modelo de gestão colaborativa da hidrovia, entre as diversas esferas federativas envolvidas e 4. Contrato com o Banco contemplando a integração no sistema multimodal (rodovias Mundial e ferrovias) existente a montante e jusante da hidrovia, inspirado em outros modelos em operação no mundo (ex. Hidrovias do Volga, do Danúbio, do Mississippi, do Reno) US$ 1,2 mi/ano R$ 3 mi

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