Os aeroportos evoluíram, estão mais pró ativos e

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Os aeroportos evoluíram, estão mais pró ativos e"

Transcrição

1 Aeroportos turísticos. Que condicionantes? Que desafios? Planejamento e Gestão do Turismo Cláudia Ribeiro de Almeida, Doutora em Turismo Universidade do Algarve, Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo Campus da Penha, Faro, Portugal RESUMO Os aeroportos evoluíram, estão mais pró ativos e atentos às alterações do mercado. Os aeroportos de índole turística são afetados diariamente por questões como a sazonalidade da procura ao longo do ano com impactes diretos nas operações. O Aeroporto de Faro é um bom exemplo. Iniciou a sua operação em 1965 e desde aí conheceu grandes mudanças e alterações profundas. Neste artigo apresentamos dados que permitem uma reflexão e análise sobre os constrangimentos e desafios destes aeroportos. PALAVRAS-CHAVE: Aeroportos turísticos; Transporte aéreo; Destinos turísticos ABSTRACT Airports have evolved, are more proactive and responsive to market changes. Airports in nature tourism are affected daily by issues such as the seasonality of demand throughout the year with direct impacts on operations. Faro Airport is a good example. Began operating in 1965 and since then has known great changes and profound changes. This article presents data that allow for reflection and analysis on the constraints and challenges of these airports. KEYWORDS: Tourist airports; Air Transport; Tourism destinations 1. INTRODUÇÃO Os aeroportos apresentam atualmente um conjunto de características que os distinguem e que os tornam num elemento fundamental para o desenvolvimento do destino onde se inserem. Um aeroporto não tem procura derivada, ou seja é um meio para atingir um determinado destino. Um aeroporto encerra em si próprio um conjunto de atividades que determinam e podem modificar os fluxos turísticos para a região onde atua, sendo por isso fulcral que a sua atividade se baseie em informação recente sobre as tendências do mercado turístico, para deste modo atuar e delinear convenientemente as suas estratégias. As tipologias dos aeroportos são variadas, mas embora não se consiga encontrar um modelo de tipologias único, é consensual que existem infraestruturas aeroportuárias de diferentes dimensões, abrangências e acima de tudo posicionamentos. No presente artigo iremos dar um enfoque especial aos aeroportos turísticos, que apresentam características muito próprias que derivam do tipo de passageiro processado e do tipo de companhias aéreas que para eles operam, originando condicionantes na sua operação e em simultâneo colocando desafios para as empresas gestoras. Como estudo de caso apresentamos o Aeroporto Internacional de Faro, localizado no Algarve, região mais a sul de Portugal, o principal destino turístico do país. Caracterizado pela sua elevada sazonalidade aliada a uma procura essencialmente de passageiros provenientes de 34

2 mercados emissores de turismo do norte e centro da Europa, o Aeroporto de Faro apresenta uma evolução de posicionamento que nas duas últimas décadas originou grandes alterações na tipologia de passageiros processados e das companhias aéreas que para ele operam. 2. AS INFRA-ESTRUTURAS AEROPORTUÁRIAS Um aeroporto pode ser definido como um sistema que serve um conjunto variado de necessidades relacionadas com o movimento de passageiros e mercadorias, representando uma componente essencial do sistema do transporte aéreo (Graham, 2003). Betancor e Rendeiro (1999) e Graham (2003) salientam que um aeroporto é composto por infraestruturas de apoio ao processamento de aviões, de passageiros e de carga, como por exemplo uma ou mais pistas, uma área de placa de estacionamento de aeronaves, caminhos de circulação, terminal de passageiros e terminal de carga, uma torre de controlo, entre outras. Cada uma destas componentes serve diferentes fins, que quando combinadas permitem o intercâmbio entre os meios de transporte terrestres e aéreos (Betancor e Rendeiro, 1999; Parlamento Europeu, 2007). O conceito de aeroporto evoluiu ao longo das últimas décadas. Deixou de ser visto apenas como uma infraestrutura física onde se dá a transferência modal (de passageiros e carga) entre o modo aéreo e o terrestre (Ashford, 1985). Atualmente é um centro de transporte intermodal orientado para o desenvolvimento, uma plataforma para diversas atividades comerciais e um parceiro para o desenvolvimento económico (ACI, 2006). As atividades que podem existir num aeroporto (Figura 2) são classificadas por Betancor e Rendeiro (1999) e Graham (2003) como: (i) Serviços operacionais; (ii) Serviços de handling; (iii) Atividades comerciais Figura 1 Classificação dos serviços aviação e não aviação 35

3 Relativamente à procura, um aeroporto não apresenta uma procura direta, mas sim derivada pelo facto de estar relacionada com as atividades socioeconómicas da população, e indireta, por ser gerada pelas companhias aéreas, situação que condiciona todo o negócio aeroportuário. O conceito de aeroporto evoluiu ao longo das últimas décadas. Deixou de ser visto apenas como uma infraestrutura física onde se dá a transferência modal (de passageiros e carga) entre o modo aéreo e o terrestre. Atualmente é um centro de transporte intermodal orientado para o desenvolvimento, uma plataforma para diversas atividades comerciais e um parceiro para o desenvolvimento económico. Nas duas últimas décadas o sector aeroportuário foi afetado por questões de índole social, política, legal, económica, tecnológica e ambiental que originaram alterações no seu posicionamento e no seu modelo de negócio (Figura 2). Figura 2 A evolução do papel dos aeroportos Fonte: ALMEIDA (2010) 36

4 A desregulamentação do transporte aéreo, as questões relacionadas com a segurança e com o ambiente, a concorrência entre destinos, entre aeroportos e entre modos de transporte, a pressão regional, as alianças das companhias aéreas, o novo perfil da procura e ainda a globalização originaram alterações profundas e mudanças nas estruturas e modelos de negócio dos aeroportos, que quando conjugados com conceitos de estratégia, inovação e qualidade, originaram um novo posicionamento estratégico com implicações diretas no desenvolvimento das regiões da sua influência (ARC, 2003). A evolução e amadurecimento do sector elevaram a necessidade de adotar práticas de gestão comercial e financeira dando prioridade à comercialização dos aeroportos. Este tipo de modelo aeroportuário comercial distingue-se segundo Pita (2008) de diferentes formas: (i) Maior distanciamento do Estado, o que lhe permite uma maior liberdade comercial e operacional, potenciando o desenvolvimento de novos negócios, parcerias e investimento privado; (ii) Criação de empresas aeroportuárias com um modelo de gestão mais profissional com enfoque nas componentes comercial e financeira; (iii) Importância das receitas aeroportuárias, nomeadamente as das atividades não aviação que permitem o desenvolvimento do negócio; (iv) Desenvolvimento do marketing aeroportuário, que veio potenciar uma atitude próativa no desenvolvimento do tráfego aéreo, uma melhoria de interfaces externos com os clientes, parceiros e outros interessados e ainda a adequação da qualidade de serviço. 37 Um aeroporto deixou de ser apenas uma infraestrutura de apoio ao transporte aéreo, sendo hoje visto como um polo de desenvolvimento regional e nacional, que participa nas estratégias de desenvolvimento da região conjuntamente com outros intervenientes, quer do sector turístico (regionais e internacionais), quer de outros sectores de atividade, permitindo que o destino se torne mais atrativo e logo mais procurado por investidores nacionais e estrangeiros. O seu posicionamento permite-lhe a delineação de políticas de otimização e rentabilização de recursos com vista a uma maximização de resultados e um retorno do investimento rápido e sustentado (Graham, 2003). De acordo com Suau Sanchéz e Barberá (2007), a planificação aeroportuária não é uma tarefa simples pelo facto do seu negócio ser influenciado por diferentes variáveis, de carácter global e incontrolável, assim como outras conjunturais que exercem pressão no momento de decidir e definir estratégias de atuação. O desenvolvimento de atividades comerciais não-aviação, suportadas pela componente comercial, rapidamente se tornou numa fonte de receita. Os aeroportos apresentam hoje espaços comerciais inovadores e diversificados quer nas marcas comerciais quer nas atividades e serviços oferecidos, permitindo-lhes ir ao encontro nas novas tendências da procura e acompanhar o mercado cada vez mais competitivo e global. Para fazer face a estas novas tendências vários aeroportos evoluem para modelos de gestão privada, que surge devido a restrições orçamentais inerentes ao sector público, necessidade de expansão de infraestruturas para acompanhar o aumento da procura assim como para introduzir processos mais inovadores e adequados às novas tendências de mercado (Freathy e O Connell, 1998). A postura próativa que os aeroportos apresentam atualmente, permite-lhes conhecer a procura e estabelecer um relacionamento mais estreito e dinâmico com as companhias aéreas no desenvolvimento de rotas e delineação de estratégias de promoção conjuntas. O enfoque no cliente é uma das premissas da atividade dos aeroportos, suportada por mecanismos de medição da sua performance através da implementação de sistemas de gestão da qualidade do serviço, que permitem uma monitorização constante das várias áreas operacionais e de uma atualização e melhoria de processos (Humphreys e Ison, 2002). Nas políticas internas de atuação encontramos a questão da qualidade, das políticas ambientais e de segurança, pilares importantes para o desenvolvimento sustentado destas infraestruturas e de toda a região envolvente (Graham, 2003). Um aeroporto concorre com outros aeroportos, inseridos em destinos concorrentes e que se apresentam no mercado de forma atrativa e por vezes com produtos similares aos do destino. As alterações associadas a este tipo de concorrência originam uma necessidade crescente de informação relativamente ao mercado onde atua, tanto do ponto de vista da oferta (infraestruturas da região, serviços, oferta complementar, entre outras),

5 como da procura turística da região (análise sobre os comportamentos, necessidades, perfil, entre outras). Deste modo pode adequar as suas estratégias às tendências do mercado e atuar com os demais intervenientes públicos e privados da sua área de intervenção, seja na captação de novos fluxos de procura para a região, novos contactos com companhias aéreas, desenvolvimento de novas rotas, aumento de frequências, captação de novos investimentos e o consequente desenvolvimento sustentado e integrado do destino. O papel de um aeroporto é por isso cada vez mais dinâmico e assente numa gestão integrada do conhecimento, partilhada e sustentada com vista à conquista de mais e melhores negócios para a toda a área de atuação, motivos que potenciam uma cada vez maior aproximação destas infraestruturas a entidades públicas e privadas, nomeadamente centros de investigação e universidades, com vista ao desenvolvimento de novas plataformas de conhecimento, partilha e difusão do mesmo. 3. AEROPORTOS TURÍSTICOS 38 Os aeroportos podem apresentar diferentes tipologias que se baseiam em distintos fatores, tais como o número anual de movimentos (chegadas e partidas), passageiros processados e volume de carga processada (Parlamento Europeu, 2007), destino dos voos (domésticos ou internacionais) e o propósito da viagem dos passageiros (lazer ou negócios) (Jarach, 2001 e 2004). Dos vários autores analisados não foram encontradas referências a uma classificação concordante das tipologias de aeroporto, mas sim a distintas orientações que não nos permitiram sustentar uma determinada escolha. Neste sentido, e tendo em conta que o aeroporto que será alvo de um estudo mais detalhado no sétimo capítulo apresenta uma procura essencialmente associada ao turismo de lazer, foi nossa opção centrar a nossa análise nos fatores que caracterizam um aeroporto turístico e as principais condicionantes que estão associadas ao seu modelo de negócio. De acordo com Fonseca (2007) um aeroporto turístico distingue-se por processar maioritariamente passageiros cujo motivo principal da viagem é o turismo de lazer. Podemos encontrar aeroportos turísticos de outbound, que funcionam fundamentalmente como emissores de tráfego de passageiros residentes na sua área de influência, e os aeroportos turísticos de inbound, que atuam como recetores de tráfego de passageiros em visita à sua área de influência, por estarem situados em áreas de elevado interesse turístico. A gestão de um aeroporto com estas características apresenta constrangimentos que advêm do facto da operação ser afetada pela sazonalidade associada à procura do destino turístico em que está inserido, com picos de procura em determinados meses, com reflexos na operacionalização das tarefas associadas ao processamento do movimento de aviões e de passageiros. De um modo genérico a gestão de um aeroporto turístico assenta num quadro metodológico idêntico ao aplicável em qualquer aeroporto, ponderadas eventuais diferenças na sua dimensão e volume de negócio. No entanto, existem aspetos específicos que condicionam a gestão deste tipo de infraestruturas, como por exemplo o facto de estarem localizados em áreas de elevada atratividade turística, as características dos fluxos de procura, a tipologia das companhias aéreas em operação, o perfil dos passageiros e a competição a que estão sujeitos, que vêm determinar a necessidade de optar por posicionamentos estratégicos e modelos de gestão diferenciados (Fonseca, 2007). Os aeroportos turísticos de inbound apresentam uma elevada procura associada a mercados internacionais, que se deslocam ao destino principalmente para fins de lazer, como é o caso do Aeroporto de Faro, em que o inbound representa cerca de 95% dos passageiros processados, dos quais cerca de 76% viajam em lazer (Fonseca, 2007). Neste sentido, surge a necessidade destes aeroportos adotarem uma atitude pró-ativa, procurando captar novo tráfego por via da delineação de estratégias adequadas que permitam desenvolver novos segmentos de mercado e atrair novos mercados para o destino, originando um aumento dos fluxos de procura ao longo de todo o ano. Estas estratégias devem ser delineadas com base em dados atualizados, informações adicionais sobre a sua área de influência e sempre que possível de forma coordenada com outros stakeholders do destino. Deste modo podemos afirmar que os aeroportos turísticos constituem um polo de desenvolvimento da região onde se inserem, pelo seu posicionamento relativamente às companhias aéreas e demais stakeholders do destino, potenciando deste modo o desenvolvimento do seu negócio. A sua posição privilegiada com as companhias aéreas

6 e os stakeholders da região, permite-lhe interagir com os seus clientes (companhias aéreas) e ao mesmo tempo com os vários intervenientes da região (stakeholders), com vantagens associadas, tais como o conhecimento antecipado de vontades e desejos relativamente à oferta de novas rotas, assim como necessidades e investimentos futuros dos stakeholders da região. Um aeroporto pode constituir uma peça chave na consolidação de estratégias quer para a companhia aérea, quer para a região e principalmente para a sua infraestrutura. Esta atitude demonstra o papel cada vez mais ativo que um aeroporto tem no mercado, ao contrário da atitude passiva que apresentava anteriormente face aos outros intervenientes, sendo associados a infraestruturas de apoio ao transporte aéreo controladas diretamente pelos Estados numa ótica de serviço público. Neste sentido, parece-nos importante que as sinergias geradas entre estes três elementos (aeroportos, companhias aéreas e stakeholders da região) se concretizem por via de estratégias concertadas de desenvolvimento do destino, com benefícios para todas as partes envolvidas. 4. ESTUDO DE CASO: AEROPORTO DE FARO 4.1 O AEROPORTO DE FARO NO CONTEXTO DO SISTEMA AEROPORTUÁRIO NACIONAL O Sistema Aeroportuário português é composto por diferentes infraestruturas, nomeadamente aeroportos, aeródromos, heliportos e bases militares (MOPTC, 2006). Os vários aeroportos existentes no Continente localizam-se em Lisboa, no Porto, Beja e em Faro, assim como nas Ilhas da Madeira (Funchal e Porto Santo) e dos Açores (Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Flores). A empresa ANA, Aeroportos de Portugal, SA gere os aeroportos do Continente e dos Açores, enquanto a ANAM gere os da Ilha da Madeira (Mapa 1). Mapa 1 Localização dos aeroportos nacionais Fonte: Adaptado de ANA, (2011a) 39

7 O nosso estudo incide sobre o Aeroporto de Faro, que apresenta como principal vocação o tráfego internacional de turismo. De acordo com Fonseca (2007) este aeroporto apresenta uma área de influência de cerca de pessoas até 60 minutos, sendo que se lhe adicionarmos a área de Huelva (Espanha) o mesmo ascende às pessoas. Numa distância até 180 minutos este valor pode atingir pessoas. A região de Huelva é importante para o Aeroporto de Faro pelo facto de ser um prolongamento natural da sua área de influência, gerando tráfego emissor e recetor de e para esta região, situação que pode ser justificada pelo facto do aeroporto espanhol mais próximo (Sevilha), ser mais distante das localidades espanholas para onde os turistas se deslocam, que o Aeroporto de Faro (Fonseca, 2007). 4.2 CARACTERÍSTICAS DO AEROPORTO DE FARO O Aeroporto de Faro tem apresentado ao longo das quatro décadas de operação, uma evolução no número de passageiros processados, acompanhada de alterações na sua infraestrutura no início dos anos setenta, no final dos anos oitenta e em dois mil e um. Estas últimas modificações permitiram o aumento da capacidade deste aeroporto para seis milhões de passageiros por ano. Todas as alterações que se têm verificado no terminal e nas demais infraestruturas têm permitido ao aeroporto garantir um melhor nível de serviço às companhias aéreas, aos passageiros e a outros clientes, potenciando o desenvolvimento do fluxo de tráfego e por consequência do turismo na região algarvia. Desde a sua abertura este foi um aeroporto vocacionado para o turismo, para onde sempre existiu uma operação maioritariamente charter e de índole sazonal, com proveniência dos países do Norte e Centro da Europa. A partir de meados dos anos noventa, e após concluído o processo de desregulamentação do transporte aéreo na Europa, a estrutura de tráfego sofreu alterações devido ao início da operação das companhias aéreas de baixo custo, que representavam no final de 2011 cerca de 77% do número de passageiros processados (Gráfico 1). Gráfico 1 Evolução do nº de passageiros no Aeroporto de Faro por tipo de companhia aérea ( ) FONTE: Adaptado de ANA (2008, 2009, 2010, 2011b) 40

8 O aumento da quota de mercado das companhias aéreas de baixo custo neste aeroporto veio diminuir significativamente o peso da operação charter, que chegou a atingir no início dos anos noventa valores superiores a 80% de passageiros processados. Esta mudança da estrutura de tráfego decorre, em boa medida, do posicionamento do Aeroporto de Faro como uma infraestrutura atrativa ao segmento das companhias aéreas de baixo custo, quer pelo mercado que serve (predominantemente turístico em mercados como o Reino Unido) como pela localização geográfica no espaço europeu (aeroporto regional a uma distância média de três horas dos principais mercados emissores). A operação das companhias aéreas de baixo custo no Aeroporto de Faro originou a oferta de novas rotas e um maior número de frequências para novas regiões da Europa ao longo de todo o ano, permitindo uma melhoria significativa nas acessibilidades e o desenvolvimento de novos segmentos de mercado turístico. Acrescentamos ainda o facto da Ryanair se ter baseado desde 2010 no Aeroporto de Faro, permitindo alavancar toda a oferta de e para o destino. A rede de tráfego comercial com origem/destino no Aeroporto de Faro localiza-se na sua grande maioria no espaço da União Europeia, com especial incidência no mercado britânico, cuja dependência se tem vindo a acentuar nos últimos anos. Em 2011 este mesmo mercado registou um movimento de passageirosque foi superior a 3 milhões (56,4% do total), reforçando a sua posição dominante (Gráfico 2). Igualmente importantes são o mercado alemão, holandês e irlandês. Estes quatro mercados representam cerca de 82% do total dos passageiros processados. Gráfico 2 Principais mercados com operação para o Aeroporto de Faro em 2011 Fonte: ANA (2011b) 41

9 As alterações que se verificam no Aeroporto de Faro têm, em certa medida, acompanhado as tendências do mercado e a evolução do Algarve enquanto destino turístico. Verifica-se uma alteração na tipologia de passageiros e acima de tudo no tempo de estada dos mesmos no destino, uma vez que a oferta de voos de companhias aéreas de baixo custo propicia a procura de viagens de curta duração ao longo do ano, com impactes diretos nas várias empresas turísticas de alojamento, restauração, animação e aluguer de automóveis. 4.3 SERVIÇOS DO AEROPORTO DE FARO Com características distintas dos demais aeroportos geridos pela ANA, Aeroportos de Portugal, o Aeroporto de Faro ao apresentar características distintas, que derivam dos principais segmentos da procura que atrai e das companhias aéreas que nele operam, tem conhecido algumas condicionantes no seu desenvolvimento, que ao contrário do que se possa pensar, têm constituído novos desafios para a equipa de gestão e de marketing deste aeroporto. Nos últimos anos foram desenvolvidos novos serviços dirigidos aos principais segmentos de procura turísticas que recepciona anualmente, como é o caso das famílias (Family airport), executivos (Greenway), grupos (Groups Airport), passageiros com mobilidade reduzida (My Way), assim como serviços de estacionamento a baixo custo (Estacionamento Low cost) muito utilizados pelos passageiros que pretendem voar e deixar o seu carro estacionado perto do aeroporto, como é o caso dos passageiros que possuem uma segunda habitação na região algarvia e se deslocam ao longo do ano várias vezes ao destino e deste à sua terra natal. Para cada um destes segmentos de procura turística o Aeroporto Internacional de Faro oferece distintos serviços, permitindo-lhe deste modo ir ao encontro das necessidades destes passageiros e aumentar assim o grau de satisfação relativamente aos serviços providenciados. Como exemplo destes serviços temos aquele que vai ao encontro do segmento de procura das famílias, que se denomina de Family Airport. Este serviço consiste numa área de apoio às famílias com crianças pequenas, onde é possível encontrar serviço de carrinhos de bebé, fraldários, aquecedor de biberons, micro-ondas, máquina de vending com comida para bebés e produtos de higiene, zona de pinturas e jogos, com jogos da playsation e um simulador (Figura 3). No caso dos passageiros com deficiências e com mobilidade reduzida a ANA desenvolveu um serviço personalizado que denominou de My Way. Este serviço permite ao passageiro o embarque e desembarque das aeronaves por via da utilização de meios mecânicos facilitadores de mobilidade, escadas e tapetes rolantes, elevadores, sinalização e orientação adequada. Todos os serviços são providenciados por profissionais capacitados para o efeito (Figura 4). Paralelamente a todos estes serviços o Aeroporto Internacional de Faro organiza, conjuntamente com outras entidades públicas e privadas da região e do país, acções dedicadas que visam enaltecer eventos que vão acontecer na região, como é o caso do Algarve Chefs Week e o Algarve Spa Week. Para ambos os eventos o Aeroporto de Faro fez uma acção dedicada na aerogare do Aeroporto de Faro surpreendendo os passageiros que iam partir ou que estavam a chegar à região, para além dos próprios colaboradores da ANA, Aeroportos de Portugal e das demais empresas que nele operam. 42

10 Figura 3 Serviços do Aeroporto Internacional de Faro para as famílias Fonte: Elaboração própria a partir de fotografias recolhidas na internet Figura 4 Serviços My Way para passageiros com deficiências e com mobilidade reduzida Fonte: Elaboração própria a partir de fotografias recolhidas na internet 43

11 Para o evento do Algarve Chefs Week foi desenvolvido no dia 19 de maio, na área de partidas do Aeroporto, uma acção que visava promover a 2ª edição da Algarve Chefs Week que decorreu entre 25 de maio e 2 de junho de Neste evento os chefes participantes no Algarve Chefs Week interagiram com os passageiros, fazendo demonstrações e dando a degustar diversas iguarias (Figura 5). Para promover o Algarve Spa Week o Aeroporto de Faro desenvolveu uma acção, na área das chegadas, no dia 27 de setembro, dia em que se comemorava o dia Mundial do Turismo. Esta acção visava promover a 5ª edição da Algarve Spa Week que se realizou entre os dias 29 de setembro a 6 de outubro, e onde todos os spas participantes oferecem descontos de Spa até 50% (Figura 6). Figura 5 Acção dedicada do Aeroporto de Faro para o evento Algarve Chefs Week Fonte: Elaboração própria a partir de fotografias recolhidas na internet 44

12 Figura 6 Acção dedicada do Aeroporto de Faro para o evento Algarve Spa Week Fonte: Elaboração própria a partir de fotografias recolhidas na internet Qualquer uma destas iniciativas visa não só o trabalho conjunto entre o Aeroporto e os vários parceiros, como também informar e promover junto dos passageiros as várias iniciativas que decorrem na região ao longo do ano. 45

13 CONCLUSÃO No presente artigo foi evidenciada a importância dos aeroportos e salientadas as principais alterações que estas infraestruturas têm tido nas últimas décadas. Das várias tipologias de aeroportos existentes verifica-se que não existe uma classificação uniforme, pelo que neste artigo foi destacada a realidade de um aeroporto turístico, cujas caraterísticas estão em muito associadas ao tipo de passageiro que processa e acima de tudo ao destino onde estão inseridos. Como estudo de caso foi apresentado o Aeroporto Internacional de Faro, que nos últimos anos sofreu grandes alterações na sua estrutura de tráfego, que conduziram a alterações também ao nível dos passageiros processados, duração da estada no destino e serviços procurados. Como aeroporto turístico de inbound, o Aeroporto Internacional de Faro tem vindo a apostar nos últimos anos na oferta de serviços direcionados para os segmentos de procura principais, assim como no trabalho conjunto e no desenvolvimento e acções dedicadas que visam a promoção de eventos de grande impacte na região, como foi o Algarve Chefs Week ou o Algarve Spa Week. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACI (2006), Understanding Airport Business, Airport Council International. ALMEIDA, C. (2010), Aeroportos e Turismo Residencial. Do conhecimento às estratégias, Editorial Novembro, Coleccão Nexus. ANA, SA (2008), Faro Airport Presentation, ANA, Aeroportos de Portugal Aeroporto de Faro, Fevereiro de ANA, SA (2009), Annual Traffic Report 2009 Faro Airport. ANA, SA (2010), Boletim Mensal de Tráfego Dezembro de 2010 Aeroporto de Faro. ANA, SA (2011a), Relatório de Sustentabilidade 2011, ANA, Aeroportos de Portugal ANA, SA (2011b), Boletim Mensal de Tráfego Dezembro de 2011 Aeroporto de Faro. ARC (2003), Airport Dynamics Towards Airport Systems, Airport Regions Conference, Maio de 2003, Estudo da autoria de Jordi Garriga. ASHFORD, N., STANTON, H. e MOORE, C. (1985), Airport Operations; McGraw-Hill. BETANCOR, O. e RENDEIRO, R. (1999), Policy Research Working Paper 2180: Regulating privatized infrastructures and airport services. World Bank Institute Governance, Regulation and Finance, Setembro de FONSECA, J. H. (2007), Gestão de Aeroportos especializados no mercado turístico. Desenvolvimento de áreas de influência transfronteiriças, Conferência Think nomics 07, realizada no dia 18 de Junho de 2007, Lisboa. FREATHY, P. e O CONNELL, F. (1998), Supply chain relationships within airport retailing, International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, Vol. 28, nº 6, GRAHAM, A. (2003), Managing airports An international perspective, [2ª edição], Elsevier Butterworth Heinemann. HUMPHREYS, I. e ISON, S. (2002), Ground access strategies: Lessons from UK airports?, 82nd Annual Meeting of the TRB 2003, Committee on Airport Terminals and Ground Access A1J04. JARACH, D. (2001), The evolution of airport management practices: towards a multi-point, multi-service, marketing-driven, Journal of Air Transport Management, vol. 7, JARACH, D. (2004), Future scenarios for the European Airline industry: a marketing-based perspective, Journal of Air Transportation, vol. 9, nº 2, MOPTC (2006), Orientações estratégicas para o sistema aeroportuário. Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. PARLAMENTO EUROPEU (2007), The consequences of the growing European low-cost airline sector, Estudo realizado por uma equipa multidisciplinar da CESUR, Instituto Superior Técnico de Lisboa (Rosário Macário; Vasco Reis, José Viegas e Feliciana Monteiro) e do Department of Transport and Regional Economics (TPR), University of Antwerp, Belgium (Hilde Meersman, Eddy van de Voorde, Thierry Vanelslander, Peter Mackenzie-Williams e Henning Schmidt). PITA, F. (2008), Marketing Aeroportuário, ANA, Aeroportos de Portugal Aeroporto de Faro, Maio de SUAU SÁNCHEZ, P. e BARBERÁ, M. (2007), Planificación aeroportuária y estratégias ambientales en Cataluña, Boletín de la A.G.E., nº45,

Política aeroportuária: as dúvidas e as questões

Política aeroportuária: as dúvidas e as questões Política aeroportuária: as dúvidas e as questões J. Paulino Pereira (Instituto Superior Técnico Universidade de Lisboa) Professor Universitário e Consultor 1 Sistema Aeroportuário Nacional 2 Questões levantadas

Leia mais

LIS - 20 Milhões de Passageiros

LIS - 20 Milhões de Passageiros LIS - 20 Milhões de Passageiros O balanço de 2 anos de integração na VINCI AIRPORTS 07 de janeiro de 2016 > PLANO DE VOO < Integração VINCI Airports Integração VINCI Airports A VINCI AIRPORTS gere aeroportos

Leia mais

Desafios do Turismo em Portugal 2014

Desafios do Turismo em Portugal 2014 Desafios do Turismo em Portugal 2014 Crescimento Rentabilidade Inovação 46% O Turismo em Portugal contribui com cerca de 46% das exportações de serviços e mais de 14% das exportações totais. www.pwc.pt

Leia mais

DEBATE DO PG SRETC 21/05/2015

DEBATE DO PG SRETC 21/05/2015 DEBATE DO PG SRETC 21/05/2015 Senhor Presidente da Assembleia Legislativa Regional, Excelência Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira, Excelência Senhoras e Senhores Secretários Regionais Senhoras

Leia mais

ANA AEROPORTOS DE PORTUGAL, SA

ANA AEROPORTOS DE PORTUGAL, SA ANA AEROPORTOS DE PORTUGAL, SA 8º CICLO DE SEMINÁRIOS TRANSPORTES & NEGÓCIOS O PAPEL DO SISTEMA AEROPORTUÁRIO NAS SOLUÇÕES LOGÍSTICAS Outubro 2006 Preâmbulo Atendendo ao modelo económico de desenvolvimento

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR +

APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR + APRESENTAÇÃO DA NOVA POLÍTICA DE INCENTIVOS 2014-2020 SISTEMA DE INCENTIVOS PARA A COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL COMPETIR + Ponta Delgada, 28 de Abril de 2014 Intervenção do Presidente do Governo Regional

Leia mais

O gasto médio diário dos não residentes entrevistados que visitaram Portugal foi 100,22

O gasto médio diário dos não residentes entrevistados que visitaram Portugal foi 100,22 31 de julho de 2014 Gastos Turísticos Internacionais 2013 O gasto médio diário dos não residentes entrevistados que visitaram Portugal foi 100,22 O gasto médio diário per capita (GMD pc ) dos visitantes

Leia mais

Desafios do turismo em Portugal - 2014

Desafios do turismo em Portugal - 2014 www.pwc.pt Desafios do turismo em Portugal - 2014 Com a colaboração do Ricardo Sousa Valles Agenda 2 1 Turismo: presente e futuro 3 Lições do passado 4 5 Turismo: importância para a economia 2014 Desafios

Leia mais

HQN 27-06-2015 PLANOS REGIONAIS DE DINAMIZAÇÃO DA ECONOMIA SOCIAL. Ponte de Lima, 27 Junho 2015. www.hqnstrategyconsulting.com

HQN 27-06-2015 PLANOS REGIONAIS DE DINAMIZAÇÃO DA ECONOMIA SOCIAL. Ponte de Lima, 27 Junho 2015. www.hqnstrategyconsulting.com PLANOS REGIONAIS DE DINAMIZAÇÃO DA ECONOMIA SOCIAL Ponte de Lima, 27 Junho 2015 www.hqnstrategyconsulting.com 1 PLANO REGIONAL DE DINAMIZAÇÃO DA ECONOMIA SOCIAL O desenvolvimento de um Plano Regional para

Leia mais

A Competitividade dos Portos Portugueses O Turismo e o Sector dos Cruzeiros

A Competitividade dos Portos Portugueses O Turismo e o Sector dos Cruzeiros O Turismo e o Sector dos Cruzeiros Agenda 1. Portugal e o Mar 2. Os Cruzeiros no PENT 3. O Turismo na Economia Portuguesa 4. O Segmento de Cruzeiros Turísticos 5. Cruzeiros Turísticos em Portugal Terminais

Leia mais

ANA obtém certificação em quatro áreas críticas com apoio da VP Consulting

ANA obtém certificação em quatro áreas críticas com apoio da VP Consulting ANA obtém certificação em quatro áreas críticas com apoio da VP Consulting Contactos: Isabel Fonseca Marketing VP Consulting Telefone: +351 22 605 37 10 Fax: +351 22 600 07 13 Email: info@vpconsulting.pt

Leia mais

Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo. Anadia, 25 de Fevereiro de 2008 Miguel Mendes

Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo. Anadia, 25 de Fevereiro de 2008 Miguel Mendes Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo Anadia, 25 de Fevereiro de 2008 Miguel Mendes 2 Apoios Financeiros ao Investimento no Turismo Índice 1 Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) 2 Crédito

Leia mais

NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS

NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS Sessão de Esclarecimento Associação Comercial de Braga 8 de abril de 2015 / GlobFive e Creative Zone PT2020 OBJETIVOS DO PORTUGAL 2020 Promover a Inovação empresarial (transversal);

Leia mais

Identificação da empresa

Identificação da empresa Identificação da empresa ANA Aeroportos de Portugal, S.A. Missão, Visão e Valores Missão da ANA A ANA - Aeroportos de Portugal, SA tem como missão gerir de forma eficiente as infraestruturas aeroportuárias

Leia mais

CRISIS TASS SMART- ER

CRISIS TASS SMART- ER PROJETOS DE I&D EM CURSO CRISIS G-AOC Projetos de I&D TASS SECAIR SMART- ER Projeto CRISIS O CRISIS - Critical Incident Management System Using an Interactive Environment, um projeto do 7º Programa Quadro,

Leia mais

Aspectos Sócio-Profissionais da Informática

Aspectos Sócio-Profissionais da Informática Escola Superior de Tecnologia Instituto Politécnico de Castelo Branco Licenciatura em Engenharia Informática Aspectos Sócio-Profissionais da Informática Portugal Golfe e a Internet Alunos Número André

Leia mais

Contextualização Turismo Acessível para Todos oferta transversal a todos sem barreiras

Contextualização Turismo Acessível para Todos oferta transversal a todos sem barreiras Access Azores. Associação privada s/ fins lucrativos;. Constituída em 2014;. Idealizada no seio académico das Universidades de Coimbra e de Aveiro;. Professores, alunos e ex-alunos ligados ao setor do

Leia mais

APEX- APOIO À PROMOÇÃO DA EXPORTAÇÃO DAS PME 2012

APEX- APOIO À PROMOÇÃO DA EXPORTAÇÃO DAS PME 2012 APEX- APOIO À PROMOÇÃO DA EXPORTAÇÃO DAS PME 2012 A aposta no apoio à internacionalização tem sido um dos propósitos da AIDA que, ao longo dos anos, tem vindo a realizar diversas acções direccionadas para

Leia mais

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada.

As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. Anexo A Estrutura de intervenção As ações de formação ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada. 1. Plano de ação para o período 2016

Leia mais

boletim trimestral - edição especial - n.º 0 - abril 2013 algarve conjuntura turística 2. Capacidade de alojamento na hotelaria global

boletim trimestral - edição especial - n.º 0 - abril 2013 algarve conjuntura turística 2. Capacidade de alojamento na hotelaria global boletim trimestral - edição especial - n.º 0 - abril 2013 algarve conjuntura turística indicadores 1. Movimento de passageiros no Aeroporto de Faro 1.1. Movimento total de passageiros 1.2. Movimento mensal

Leia mais

entre o Senhor Secretário Regional da Economia, Vasco Cordeiro, e o Senhor Ministro da Economia e Trabalho, Álvaro dos Santos Pereira, tendo

entre o Senhor Secretário Regional da Economia, Vasco Cordeiro, e o Senhor Ministro da Economia e Trabalho, Álvaro dos Santos Pereira, tendo Exma. Senhora Presidente da Assembleia Ex. mas Senhoras e Senhores Deputados. Ex. mo Senhor Presidente do Governo, Senhoras e Senhores membros do Governo, Foi no dia 18 Agosto de 2011, em Lisboa, que ocorreu

Leia mais

Sector de Turismo HOTEL 2.0

Sector de Turismo HOTEL 2.0 Sector de Turismo HOTEL 2.0 18 de Junho de 2013 José Alberto Cardoso 1 Competitividade Política de Transporte Aéreo (diminuição de rotas e frequências). Gestão Aeroportuária ( novo modelo de exploração

Leia mais

Apreciação Parlamentar n.º 130/XII

Apreciação Parlamentar n.º 130/XII Apreciação Parlamentar n.º 130/XII Decreto-Lei n.º 181-A/2014, de 24 de dezembro, que «aprova o processo de reprivatização indireta do capital social da TAP, Transportes Aéreos Portugueses, S. A.» Foi

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO. Desenvolvimento de uma política comunitária de aviação civil em relação à Austrália

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO. Desenvolvimento de uma política comunitária de aviação civil em relação à Austrália COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 05.09.2005 COM(2005) 408 final COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO Desenvolvimento de uma política comunitária de aviação civil em relação à Austrália 1. INTRODUÇÃO 1.1

Leia mais

O turismo e o seu contributo para o desenvolvimento da Madeira

O turismo e o seu contributo para o desenvolvimento da Madeira O turismo e o seu contributo para o desenvolvimento da Madeira Lisboa, 5 de Julho 2012 Bruno Freitas Diretor Regional de Turismo da Madeira O Destino Madeira A Região Autónoma da Madeira (RAM) ocupa, desde

Leia mais

MERCADO DE HOTÉIS AS LOW COST E A HOTELARIA DO PORTO AEROPORTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

MERCADO DE HOTÉIS AS LOW COST E A HOTELARIA DO PORTO AEROPORTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO 7 MERCADO DE HOTÉIS AS LOW COST E A HOTELARIA DO PORTO Abril 29 Sumário Executivo Aeroporto Francisco Sá Carneiro Hotelaria da Cidade do Porto 4 As Low Cost e a Hotelaria do Porto 5 Conclusões 6 Contactos

Leia mais

FORMAÇÃO EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NOS SECTORES HOTELEIRO E TURÍSTICO (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Março/Abril 2004)

FORMAÇÃO EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NOS SECTORES HOTELEIRO E TURÍSTICO (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Março/Abril 2004) FORMAÇÃO EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NOS SECTORES HOTELEIRO E TURÍSTICO (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Março/Abril 2004) por António Jorge Costa, Presidente do Instituto de Planeamento

Leia mais

III Conferência Anual do Turismo

III Conferência Anual do Turismo III Conferência Anual do Turismo Perspectivas do Transporte Aéreo A Carlos Paneiro Funchal, 8 de Maio de 2009 1 Principais mensagens As companhias aéreas têm vindo a sofrer duramente com o actual contexto

Leia mais

Belux. Campanha de Promoção Conjunta Turismo de Portugal & Brussels Airlines

Belux. Campanha de Promoção Conjunta Turismo de Portugal & Brussels Airlines Belux Campanha de Promoção Conjunta Turismo de Portugal & Brussels Airlines 1. O Mercado Emissor da Bélgica Em 2008, no quadro global da procura turistica para Portugal, a Bélgica foi o décimo mercado

Leia mais

Barómetro Regional da Qualidade Avaliação da Satisfação dos Turistas

Barómetro Regional da Qualidade Avaliação da Satisfação dos Turistas Avaliação da Satisfação dos Turistas Entidade Promotora Concepção e Realização Enquadramento Avaliação da Satisfação dos Turistas Índice RESUMO EXECUTIVO... 03 1. INTRODUÇÃO... 06 2. METODOLOGIA... 07

Leia mais

ROTAS AÉREAS PARA A MADEIRA. Verão 2010. Junho

ROTAS AÉREAS PARA A MADEIRA. Verão 2010. Junho ROTAS AÉREAS PARA A MADEIRA Verão 2010 Junho Sumário Oportunidades Reino Unido Londres e Manchester Alemanha Centro-Oeste e Sul Áustria Viena França Paris e Oeste Aspectos Gerais Alguns Indicadores Económicos

Leia mais

Enquadramento Turismo Rural

Enquadramento Turismo Rural Enquadramento Turismo Rural Portugal é um País onde os meios rurais apresentam elevada atratividade quer pelas paisagens agrícolas, quer pela biodiversidade quer pelo património histórico construído o

Leia mais

THE INTERNATIONAL TOURISM MARKET: A STRATEGIC VISION FOR MADEIRA

THE INTERNATIONAL TOURISM MARKET: A STRATEGIC VISION FOR MADEIRA THE INTERNATIONAL TOURISM MARKET: A STRATEGIC VISION FOR MADEIRA Josep-Francesc Valls, PhD Visiting professor, UMa Full professor Department of Marketing Management, ESADE Business School Funchal, 15 de

Leia mais

Barómetro de Conjuntura. Estabelecimentos Hoteleiros, Aldeamentos e Apartamentos Turísticos. verão 2014

Barómetro de Conjuntura. Estabelecimentos Hoteleiros, Aldeamentos e Apartamentos Turísticos. verão 2014 verão 2014 Índice Sumário Executivo Perspetivas de evolução da procura para o verão 2014 NUTS II NUTS II por Mercados Perspetivas de evolução da procura para o inverno 2014/15 NUTS II 2 Sumário Executivo

Leia mais

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS?

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? HOTEL TIVOLI LISBOA, 18 de Maio de 2005 1 Exmos Senhores ( ) Antes de mais nada gostaria

Leia mais

GUIA DE TAXAS REGULADAS 2014 REDE ANA

GUIA DE TAXAS REGULADAS 2014 REDE ANA GUIA DE TAXAS REGULADAS 2014 REDE ANA PÁG: 1 GUIA DE TAXAS REGULADAS 2014 IMPORTANTE: O presente documento tem apenas valor informativo, pretendendo facilitar o acesso à informação relativa às taxas aplicadas

Leia mais

FORMAÇÃO EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NOS SECTORES HOTELEIRO E TURÍSTICO

FORMAÇÃO EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NOS SECTORES HOTELEIRO E TURÍSTICO FORMAÇÃO EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NOS SECTORES HOTELEIRO E TURÍSTICO (Publicado na Revista Hotéis de Portugal Março/Abril 2004) por António Jorge Costa, Presidente do Instituto de Planeamento

Leia mais

A intermodalidade e o transporte marítimo

A intermodalidade e o transporte marítimo Ana Paula Vitorino Secretária de Estado dos Transportes A intermodalidade e o transporte marítimo 27 A dinâmica da política de transportes, global e europeia, e a posição geoestratégica de Portugal justificam

Leia mais

Portugal: Destino Competitivo?

Portugal: Destino Competitivo? Turismo O Valor Acrescentado da Distribuição Portugal: Destino Competitivo? Luís Patrão Turismo de Portugal, ip Em 2006 Podemos atingir 7.000 milhões de euros de receitas turísticas Teremos perto de 37,5

Leia mais

PERFIL DO PASSAGEIRO LOW-COST DE LISBOA

PERFIL DO PASSAGEIRO LOW-COST DE LISBOA PERFIL DO PASSAGEIRO LOW-COST DE LISBOA Inverno 2014-2015 PERFIL DO PASSAGEIRO LOW-COST DE LISBOA INTRODUÇÃO Desde 2005, o Observatório do Turismo de Lisboa, em colaboração com a ANA Aeroportos de Portugal,

Leia mais

ILIMITADOS THE MARKETING COMPANY

ILIMITADOS THE MARKETING COMPANY ILIMITADOS THE MARKETING COMPANY _ CURRICULUM Composta por uma equipa multidisciplinar, dinâmica e sólida, Sobre Nós A ilimitados - the marketing company é uma empresa de serviços na área do Marketing,

Leia mais

TURISMO DE NATUREZA. AEP / Gabinete de Estudos

TURISMO DE NATUREZA. AEP / Gabinete de Estudos TURISMO DE NATUREZA AEP / Gabinete de Estudos Junho de 2008 1 1. Situação a nível europeu De acordo com o Estudo realizado por THR (Asesores en Turismo Hotelería y Recreación, S.A.) para o Turismo de Portugal,

Leia mais

Minhas senhoras e meus senhores.

Minhas senhoras e meus senhores. Minhas senhoras e meus senhores. Em primeiro lugar, gostaria de transmitir a todos, em nome do Senhor Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, a satisfação pelo convite que

Leia mais

PROXIMIDADE AEROPORTUÁRIA: CONTRIBUTOS PARA UMA LEITURA SÓCIO-ECOLÓGICA

PROXIMIDADE AEROPORTUÁRIA: CONTRIBUTOS PARA UMA LEITURA SÓCIO-ECOLÓGICA PROXIMIDADE AEROPORTUÁRIA: CONTRIBUTOS PARA UMA LEITURA SÓCIO-ECOLÓGICA João Craveiro, Margarida Rebelo, Marluci Menezes, Paulo Machado Laboratório Nacional de Engenharia Civil Departamento de Edifícios

Leia mais

resumo: abstract: Keywords: Low cost airlines; Residential Tourism Palavras-chave: Companhias aéreas de baixo custo; Turismo residencial

resumo: abstract: Keywords: Low cost airlines; Residential Tourism Palavras-chave: Companhias aéreas de baixo custo; Turismo residencial a importância da operação das companhias aéreas de baixo custo no desenvolvimento de segmentos de mercado turístico. o caso do turismo residencial no algarve Cláudia Ribeiro de Almeida - Campus da Penha

Leia mais

PLANO DE FEIRAS E MISSÕES EMPRESARIAIS 2015

PLANO DE FEIRAS E MISSÕES EMPRESARIAIS 2015 2015 1. INTRODUÇÃO O acesso a novos mercados e o aumento da base económica de exportação são determinantes para o reforço da competitividade do tecido empresarial dos Açores. Atividades de apoio às empresas

Leia mais

NECESSIDADES DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DOS ACTIVOS DAS EMPRESAS DE HOTELARIA E RESTAURAÇÃO 2011/2012

NECESSIDADES DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DOS ACTIVOS DAS EMPRESAS DE HOTELARIA E RESTAURAÇÃO 2011/2012 REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES SECRETARIA REGIONAL DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE SOCIAL DIRECÇÃO REGIONAL DO TRABALHO, QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL E DEFESA DO CONSUMIDOR OBSERVATÓRIO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Leia mais

Fernando Nunes da Silva Professor de Urbanismo e Transportes no IST. Câmara Municipal de Sines Maio 2008. 2008 - Prof. Fernando Nunes da Silva

Fernando Nunes da Silva Professor de Urbanismo e Transportes no IST. Câmara Municipal de Sines Maio 2008. 2008 - Prof. Fernando Nunes da Silva Fernando Nunes da Silva Professor de Urbanismo e Transportes no IST Câmara Municipal de Sines Maio 2008 PDM de Sines Sistema de Transportes e Acessibilidades DESENVOLVIMENTO REGIONAL / NACIONAL População

Leia mais

Marketing de Feiras e Eventos: Promoção para Visitantes, Expositores e Patrocinadores

Marketing de Feiras e Eventos: Promoção para Visitantes, Expositores e Patrocinadores Gestão e Organização de Conferências e Reuniões Organização de conferências e reuniões, nos mais variados formatos, tais como reuniões educativas, encontros de negócios, convenções, recepções, eventos

Leia mais

Agenda. O Diagnóstico Os Desafios A Estratégia Os Produtos a Promover Os Mercados A Promoção A Oferta

Agenda. O Diagnóstico Os Desafios A Estratégia Os Produtos a Promover Os Mercados A Promoção A Oferta Agenda O Diagnóstico Os Desafios A Estratégia Os Produtos a Promover Os Mercados A Promoção A Oferta O Diagnóstico Turismo marítimo e costeiro Náutica de Recreio 60 Turismo Maritimo e Costeiro 123 Nautica

Leia mais

Novo Aeroporto de Lisboa e privatização da ANA

Novo Aeroporto de Lisboa e privatização da ANA Novo Aeroporto de Lisboa e privatização da ANA O turismo de Portugal não precisa de uma cidade aeroportuária nem de um mega aeroporto; O desenvolvimento do turismo de Portugal, num quadro de coesão territorial

Leia mais

Porque é que o Turismo. é essencial para a Economia Portuguesa?

Porque é que o Turismo. é essencial para a Economia Portuguesa? Porque é que o Turismo é essencial para a Economia Portuguesa? 14 milhões de hóspedes Vindos do Reino Unido, Alemanha, Espanha, França, Brasil, EUA Num leque de países que alarga ano após ano. 9,2 % do

Leia mais

TURISMO NÁUTICO GERADOR DE RIQUEZA MARTINHO FORTUNATO

TURISMO NÁUTICO GERADOR DE RIQUEZA MARTINHO FORTUNATO TURISMO NÁUTICO GERADOR DE RIQUEZA MARTINHO FORTUNATO Setembro de 2009 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 2. PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo) 3. TURISMO NÁUTICO NA EUROPA E NO MUNDO 4. O SECTOR EM PORTUGAL

Leia mais

PERFIL DO PASSAGEIRO LOW-COST DE LISBOA

PERFIL DO PASSAGEIRO LOW-COST DE LISBOA PERFIL DO PASSAGEIRO LOW-COST DE LISBOA Verão 2014 PERFIL DO PASSAGEIRO LOW-COST DE LISBOA INTRODUÇÃO Desde 2005, o Observatório do Turismo de Lisboa, em colaboração com a ANA Aeroportos de Portugal, tem

Leia mais

SUPLEMENTO I SÉRIE ÍNDICE. Ministérios das Finanças, da Administração Interna e da Economia. Ministério da Economia

SUPLEMENTO I SÉRIE ÍNDICE. Ministérios das Finanças, da Administração Interna e da Economia. Ministério da Economia I SÉRIE Terça-feira, 1 de abril de 2014 Número 64 ÍNDICE SUPLEMENTO Ministérios das Finanças, da Administração Interna e da Economia Portaria n.º 77-B/2014: Fixa o valor das taxas de segurança a cobrar

Leia mais

Compromisso para o Crescimento Verde e o Turismo

Compromisso para o Crescimento Verde e o Turismo www.pwc.pt Compromisso para o Crescimento Verde e o Turismo 16 Cláudia Coelho Diretora Sustainable Business Solutions da Turismo é um setor estratégico para a economia e sociedade nacional o que se reflete

Leia mais

Evolução recente do tráfego de passageiros do Aeroporto de Faro. António Correia Mendes / Francisco Pita, 11 Outubro 2010

Evolução recente do tráfego de passageiros do Aeroporto de Faro. António Correia Mendes / Francisco Pita, 11 Outubro 2010 recente do tráfego de passageiros do Aeroporto de Faro António Correia Mendes / Francisco Pita, 11 Outubro 2010 O Verão de 2010 ficará marcado por um aumento de acessibilidade aérea sem precedentes na

Leia mais

AEROPORTO DE LISBOA 12 de Novembro 2009

AEROPORTO DE LISBOA 12 de Novembro 2009 AEROPORTO DE LISBOA 12 de Novembro 2009 AGENDA ENQUADRAMENTO OBJECTIVOS OBRAS QUALIDADE DE SERVIÇO DESAFIOS FUTUROS AGENDA ENQUADRAMENTO OBJECTIVOS OBRAS QUALIDADE DE SERVIÇO DESAFIOS FUTUROS LIMITAÇÕES

Leia mais

ROTAS AÉREAS PARA O PORTO. Verão 2011. Principais oportunidades para hoteleiros e prestadores de serviços de turismo. Março

ROTAS AÉREAS PARA O PORTO. Verão 2011. Principais oportunidades para hoteleiros e prestadores de serviços de turismo. Março ROTAS AÉREAS PARA O PORTO Verão 2011 Principais oportunidades para hoteleiros e prestadores de serviços de turismo Março Sumário Oportunidades Reino Unido Londres Alemanha Centro-Oeste e Sul Espanha Madrid

Leia mais

INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO, DR.BERNARDO TRINDADE, NA SESSÃO DE ABERTURA DO XXXIII CONGRESSO DA APAVT

INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO, DR.BERNARDO TRINDADE, NA SESSÃO DE ABERTURA DO XXXIII CONGRESSO DA APAVT INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO, DR.BERNARDO TRINDADE, NA SESSÃO DE ABERTURA DO XXXIII CONGRESSO DA APAVT TURISMO: TENDÊNCIAS E SOLUÇÕES Exmos. Senhores Conferencistas, Antes de

Leia mais

De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões:

De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões: 7.1 Conclusões De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões: 1 - Descrever os instrumentos/modelos de gestão e marketing estratégicos

Leia mais

Banco Popular, Espanha

Banco Popular, Espanha Banco Popular, Espanha Tecnologia avançada de automação do posto de caixa para melhorar a eficiência e beneficiar a saúde e segurança dos funcionários O recirculador de notas Vertera contribuiu para impulsionar

Leia mais

boletim trimestral - n.º 1 - junho 2013 algarve conjuntura turística

boletim trimestral - n.º 1 - junho 2013 algarve conjuntura turística boletim trimestral - n.º 1 - junho 2013 algarve conjuntura turística indicadores 1. Movimento de passageiros no aeroporto de Faro 1.1. Movimento total de passageiros 1.2. Passageiros desembarcados por

Leia mais

Promoção Digital VINHOS DO ALENTEJO

Promoção Digital VINHOS DO ALENTEJO Promoção Digital VINHOS DO ALENTEJO Maio 2014 VINHOS DO ALENTEJO Promoção Digital O conteúdo desta proposta é privilegiado e confidencial e destina-se exclusivamente ao respectivo destinatário. Todos os

Leia mais

Projeto Healthy n Portugal. O Turismo de Saúde e Bem-Estar associa-se, assim, a novos tipos de valências, com crescente demanda nos nossos dias.

Projeto Healthy n Portugal. O Turismo de Saúde e Bem-Estar associa-se, assim, a novos tipos de valências, com crescente demanda nos nossos dias. INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA AEP - ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL, JOSÉ ANTÓNIO FERREIRA DE BARROS, NA SESSÃO DE LANÇAMENTO DO PROJETO HEALTHY N PORTUGAL, SOB O TEMA «EXPANSÃO DO MERCADO DOS CUIDADOS

Leia mais

Conheça os Seus Direitos de Passageiro

Conheça os Seus Direitos de Passageiro Conheça os Seus Direitos de Passageiro Índice Via Aérea... 2 Pessoas com deficiências e pessoas com mobilidade reduzida... 2 Embarque recusado... 2 Cancelamento... 2 Atrasos consideráveis... 2 Bagagem...

Leia mais

Golfe e Turismo: indústrias em crescimento

Golfe e Turismo: indústrias em crescimento CAPÍTULO I CAPÍTULO I Golfe e Turismo: indústrias em crescimento O universo do golfe, bem visível hoje em muitos territórios, tem desde logo ao nível de contribuição uma relação de causa consequência com

Leia mais

Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP

Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP AIMINHO Braga, 24 de Outubro, 2014 1 P a g e Distintas Entidades aqui presentes, Senhores Empresários, Minhas

Leia mais

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos

Os Desafios da Fileira da Construção. As Oportunidades nos Mercados Externos Os Desafios da Fileira da Construção As Oportunidades nos Mercados Externos Agradeço o convite que me foi dirigido para participar neste Seminário e felicito a AIP pela iniciativa e pelo tema escolhido.

Leia mais

RELATÓRIO DE CONJUNTURA AEP / GABINETE DE ESTUDOS

RELATÓRIO DE CONJUNTURA AEP / GABINETE DE ESTUDOS HOTELARIA RELATÓRIO DE CONJUNTURA AEP / GABINETE DE ESTUDOS Julho de 2005 A actividade da hotelaria insere-se na CAE 55 Alojamento e Restauração, que, por sua vez, integra o sector do turismo, um dos sectores

Leia mais

Barómetro Anual Travelstore American Express 2013 Um estudo cujas respostas das empresas que participaram gerou uma doação à

Barómetro Anual Travelstore American Express 2013 Um estudo cujas respostas das empresas que participaram gerou uma doação à Barómetro Anual Travelstore American Express 2013 Um estudo cujas respostas das empresas que participaram gerou uma doação à Índice Amostra: Empresas organizadas por número de empregados 1. Amostra 2.

Leia mais

Residentes no estrangeiro sustentam ligeiro aumento nas dormidas

Residentes no estrangeiro sustentam ligeiro aumento nas dormidas Atividade Turística Dezembro de 2012 14 de fevereiro de 2013 Residentes no estrangeiro sustentam ligeiro aumento nas dormidas As dormidas na hotelaria atingiram 1,7 milhões em dezembro 2012, mais 1,9%

Leia mais

ANA AEROPORTOS REDES DE CONHECIMENTO

ANA AEROPORTOS REDES DE CONHECIMENTO PARTILHAR PARTILHAR ANA AEROPORTOS REDES DE CONHECIMENTO A ORGANIZAÇÃO O sector da aviação civil, dada a sua natureza, está sujeito a regulamentação internacional, europeia e nacional, que regula e uniformiza

Leia mais

Módulo VIII Fomento à Aviação Regional

Módulo VIII Fomento à Aviação Regional Módulo VIII Fomento à Aviação Regional Anderson Ribeiro Correia João Luiz de Castro Fortes Parte 3 Impactos Sociais e Econômicos de um Aeroporto Roteiro Aeroporto como Gerador de Atividade Econômica Medição

Leia mais

Portugal Brasil Moçambique Polónia

Portugal Brasil Moçambique Polónia www.promover.pt www.greatteam.pt Portugal Brasil Moçambique Polónia QUEM SOMOS - Prestamos serviços técnicos de consultoria de gestão e formação nos diversos setores da economia. - Presentes em Lisboa,

Leia mais

CARTA EUROPEIA DO ENOTURISMO PRINCIPIOS GERAIS

CARTA EUROPEIA DO ENOTURISMO PRINCIPIOS GERAIS PRINCIPIOS GERAIS I. OS FUNDAMENTOS DO ENOTOURISMO 1. Por enotourismo queremos dizer que são todas as actividades e recursos turísticos, de lazer e de tempos livres, relacionados com as culturas, materiais

Leia mais

Empresas nacionais de transporte aéreo movimentaram mais 6,3% de passageiros

Empresas nacionais de transporte aéreo movimentaram mais 6,3% de passageiros Transportes aéreos e atividade turística 2013 10 de setembro de 2014 Movimento de passageiros nos aeroportos nacionais aumentou 4,9% O tráfego comercial nas infraestruturas aeroportuárias nacionais em

Leia mais

TURISMO RESIDENCIAL na estratégia de Turismo para Portugal

TURISMO RESIDENCIAL na estratégia de Turismo para Portugal TURISMO RESIDENCIAL na estratégia de Turismo para Portugal Agenda 1. O Turismo Residencial - efeito multiplicador na economia 2. Motivações para o produto 3. Fatores competitivos de Portugal como destino

Leia mais

Declaração da Cimeira Mundial dos Destinos para Todos Montreal, 2014

Declaração da Cimeira Mundial dos Destinos para Todos Montreal, 2014 Um Mundo para Todos Declaração da Cimeira Mundial dos Destinos para Todos Montreal, 2014 Tendo- nos reunido em Montreal, Canadá na Cimeira Mundial dos Destinos para Todos, de 19-22 Outubro de 2014, nós,

Leia mais

As condições de acessibilidade e mobilidade nas cidades receptoras. Diretoria de Engenharia - DE

As condições de acessibilidade e mobilidade nas cidades receptoras. Diretoria de Engenharia - DE As condições de acessibilidade e mobilidade nas cidades receptoras Diretoria de Engenharia - DE Cidades candidatas e seus aeroportos Aeroportos da INFRAERO primeira e última imagem que o turista estrangeiro

Leia mais

1º FÓRUM UNIÃO DE EXPORTADORES CPLP 26 E 27 DE JUNHO DE 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA. JUNTOS IREMOS LONGE www.uecplp.org

1º FÓRUM UNIÃO DE EXPORTADORES CPLP 26 E 27 DE JUNHO DE 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA. JUNTOS IREMOS LONGE www.uecplp.org 1º FÓRUM UNIÃO DE EXPORTADORES CPLP 26 E 27 DE JUNHO DE 2015 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA JUNTOS IREMOS LONGE www.uecplp.org CONCEITO Realização do 1º Fórum União de Exportadores CPLP (UE-CPLP) que integra:

Leia mais

- Cenários e possibilidades

- Cenários e possibilidades ACTUALIDADE NACIONAL A TAP após a privatização - Cenários e possibilidades Gavin Eccles _Gavin Eccles é especialista e consultor em transporte aéreo. É colaborador na área do turismo em Lisboa. na Neoturis,

Leia mais

Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO

Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONDIÇÕES DE ENQUADRAMENTO Aviso para apresentação de candidaturas Nº 07/SI/2010 1 Índice Condições de Elegibilidade do Promotor... 3 Condições

Leia mais

PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL DO TURISMO. Para o Desenvolvimento do Turismo em Portugal. Síntese

PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL DO TURISMO. Para o Desenvolvimento do Turismo em Portugal. Síntese PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL DO TURISMO Para o Desenvolvimento do Turismo em Portugal Síntese 1 O PENT - Plano Estratégico Nacional do Turismo é uma iniciativa governamental, da responsabilidade do Ministério

Leia mais

Direção Regional de Estatística da Madeira

Direção Regional de Estatística da Madeira 29 de dezembro de 2014 GASTOS TURÍSTICOS INTERNACIONAIS NA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA ANO DE 2013 Nota introdutória O Inquérito aos Gastos Turísticos Internacionais (IGTI) foi uma operação estatística

Leia mais

2006-2015. Bolsa de Turismo de Lisboa 18 de Janeiro 2006

2006-2015. Bolsa de Turismo de Lisboa 18 de Janeiro 2006 2006-2015 Bolsa de Turismo de Lisboa 18 de Janeiro 2006 Portugal 2015 Portugal 2015 - Metas 2005 2015 Douro Douro Oeste Oeste Serra da Estrela Serra da Estrela Alqueva Litoral Alentejano Litoral Alentejano

Leia mais

IMPACTO DA LIBERALIZAÇÃO DO TRANSPORTE AÉREO NO TURISMO E NA ECONOMIA EM MOÇAMBIQUE. Maputo, Moçambique 20 Março 2014

IMPACTO DA LIBERALIZAÇÃO DO TRANSPORTE AÉREO NO TURISMO E NA ECONOMIA EM MOÇAMBIQUE. Maputo, Moçambique 20 Março 2014 IMPACTO DA LIBERALIZAÇÃO DO TRANSPORTE AÉREO NO TURISMO E NA ECONOMIA EM MOÇAMBIQUE Maputo, Moçambique 20 Março 2014 Conteúdo 1. Introdução e contexto 2. Separação de funções políticas, regulador, operações

Leia mais

Formação e Capacitação de Pessoas na Infraero

Formação e Capacitação de Pessoas na Infraero Formação e Capacitação de Pessoas na Infraero Desafios, Necessidades e Perspectivas da Formação e Capacitação de Recursos Humanos na Área Aeronáutica (Senado Federal Comissão de Serviços de Infraestrutura)

Leia mais

Conselho Nacional de Supervisores Financeiros. Better regulation do sector financeiro

Conselho Nacional de Supervisores Financeiros. Better regulation do sector financeiro Conselho Nacional de Supervisores Financeiros Better regulation do sector financeiro Relatório da Consulta Pública do CNSF n.º 1/2007 1 CONSELHO NACIONAL DE SUPERVISORES FINANCEIROS RELATÓRIO DA CONSULTA

Leia mais

Room to grow VII conferência anual do Turismo Cidades

Room to grow VII conferência anual do Turismo Cidades www.pwc.pt Room to grow VII conferência anual do Turismo Cidades A dinâmica das cidades europeias César Gonçalves Funchal 4 abril 2014 Quaisquer que tenham sido as razões que nos colocaram neste lugar

Leia mais

Intervenção do Sr. Deputado. Osório Silva. Intitulada: O Sector do Turismo na Ilha Terceira. Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores

Intervenção do Sr. Deputado. Osório Silva. Intitulada: O Sector do Turismo na Ilha Terceira. Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores Intervenção do Sr. Deputado Osório Silva Intitulada: O Sector do Turismo na Ilha Terceira Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores Sala das Sessões, Ilha do Faial O Partido Socialista/Açores,

Leia mais

ADEQUAÇÃO DOS PRODUTOS TURÍSTICOS

ADEQUAÇÃO DOS PRODUTOS TURÍSTICOS ADEQUAÇÃO DOS PRODUTOS TURÍSTICOS ADEQUAÇÃO DOS PRODUTOS TURÍSTICOS Objectivos fundamentais Produtos a desenvolver ADEQUAÇÃO DOS PRODUTOS TURÍSTICOS Objectivos fundamentais Determinam o elenco e o standard

Leia mais

MULTIMODALIDADE ÁREA METROPOLITANA DO PORTO UMA OFERTA INTEGRADA DE QUALIDADE

MULTIMODALIDADE ÁREA METROPOLITANA DO PORTO UMA OFERTA INTEGRADA DE QUALIDADE MULTIMODALIDADE ÁREA METROPOLITANA DO PORTO UMA OFERTA INTEGRADA DE QUALIDADE Enquadramento Comunitário e Nacional Livro Branco Roteiro do espaço único europeu dos transportes, rumo a um sistema de transportes

Leia mais

1. ENQUADRAMENTO DO SECTOR DO TURISMO

1. ENQUADRAMENTO DO SECTOR DO TURISMO 1 1. ENQUADRAMENTO DO SECTOR DO TURISMO As perspetivas de futuro do turismo a nível mundial, incluindo a sua contribuição para o desenvolvimento económico e social, são cada vez mais importantes. Existe

Leia mais

Internet vs Agências Tradicionais Vantagens e Desvantagens

Internet vs Agências Tradicionais Vantagens e Desvantagens IV Encontro BCD Travel / Diário Económico Internet vs Agências Tradicionais Vantagens e Desvantagens PERSPECTIVA DE UM CLIENTE Direcção de Serviços de Recursos Humanos 27.05.2009 Este documento é propriedade

Leia mais

Sessão de apresentação. 08 de julho de 2015

Sessão de apresentação. 08 de julho de 2015 REDE INTERMUNICIPAL DE PARCERIAS DE APOIO AO EMPREENDEDORISMO E ÀS EMPRESAS, COM IMPACTO NO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL DA REGIÃO DO ALGARVE Sessão de apresentação. 08 de julho de 2015 1 1 CONTEÚDOS

Leia mais

Turismo de Natureza - Birdwatching

Turismo de Natureza - Birdwatching Turismo de Natureza - Birdwatching Organização e promoção da Oferta / Balanço da atividade Departamento de Desenvolvimento e Inovação 2013 Birdwatching O Birdwatching é uma atividade de lazer baseada na

Leia mais

Dossier de Imprensa. rumbo

Dossier de Imprensa. rumbo Dossier de Imprensa rumbo Novembro 2012 Rumbo, líder em viagens online A Rumbo é a agência de viagens online nº 1 em vendas em Espanha, segundo a IATA International Air Transport Association-. Empresa

Leia mais

Estudo de Satisfação de Turistas. Your Business Innovation Partner

Estudo de Satisfação de Turistas. Your Business Innovation Partner Estudo de Satisfação de Turistas Your Business Innovation Partner Índice Enquadramento 3 1.1 Objectivos 4 1.2 Metodologia 6 Síntese 9 Análise 16 3.1 Caracterização da Amostra 18 3.2 Caracterização das

Leia mais

Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas. Horizonte 2014-2020

Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas. Horizonte 2014-2020 Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas Horizonte 2014-2020 Consensualização de Prioridades O Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado apresentou o seu relatório

Leia mais