FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS: A EXPERIÊNCIA DAS ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS NA GESTÃO DAS ÁGUAS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO GUARAPIRANGA.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS: A EXPERIÊNCIA DAS ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS NA GESTÃO DAS ÁGUAS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO GUARAPIRANGA."

Transcrição

1 EPEA de 15 FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS: A EXPERIÊNCIA DAS ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS NA GESTÃO DAS ÁGUAS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO GUARAPIRANGA. REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO. Virgínia Baglini Chiaravalloti PUC Campus de São Paulo palavras-chave: Redes sociais; ONGs; Bacia hidrográfica do Guapiran Resumo: Este artigo apresenta os principais resultados de uma pesquisa sobre a atuação de uma rede de ONGs na região da bacia hidrográfica do Guarapiranga, no período entre , quando foram constituídas parcerias com o Programa de Saneamento Ambiental e, posteriormente, com a cooperação italiana para o desenvolvimento de ações em educação ambiental com a comunidade local. Para compreender o processo de interlocução entre os diferentes atores envolvidos, recuperamos os antecedentes das práticas associativistas e aspectos recorrentes desde a sua emergência, e que, ainda hoje, estão na pauta de discussão das ONGs, como a formação de parcerias, financiamento, a capacidade de inserção nas esferas de decisão e a constituição de um projeto político no interior do movimento. CREATION OF SOCIAL NETWORKS: THE EXPERIENCE OF NON- GOVERNMENTAL ORGANISATIONS IN THE MANAGEMENT OF WATER IN THE GUARAPIRANGA DRAINAGE BASIN, IN THE CITY OF SÃO PAULO. keywords: social networks; NGOs; Guarapiranga drainage basin Abstract: This article presents the main results of a survey on the performance of a network of non-governmental organisations (NGOs) in the region of the Guarapiranga drainage basin. The survey was conducted in the period from 1994 to 1998, when partnerships with the Environmental Sanitation Program, and subsequently with the Italian Co-operation, were constituted with the purpose of developing environmental education in the local community. To properly understand the dialogue between the parties involved, the authors researched background pertaining to the related associative practices, as well as the recurrent aspects of this dialogue, which to this day are part of the NGOs agendas. The consummation of partnerships, financing, the ability of insertion into the spheres of decision, and the implementation of a political project inside the movement are all examples of the aforementioned aspects. Referencial Teórico Ao discutirmos as práticas associativas, permanece como eixo central a participação da sociedade civil nas esferas de decisão na implementação de políticas sociais. Trata-se do desafio de constituir formas autônomas de participação que ampliem as possibilidades da democracia representativa e de alcance da cidadania, especialmente por parte dos setores

2 EPEA de 15 populares da sociedade (Jacobi, 1996). Assim, enfocamos nessa análise as discussões sobre cidadania no que diz respeito ao papel do Estado como prestador de serviços e na implementação de políticas sociais voltadas à reprodução a força de trabalho(1). Mas ao que se sabe, no Brasil os investimentos públicos sempre foram orientados de forma majoritária e sem controle social à implementação de infra-estrutura industrial em detrimento das políticas sociais. Diante da crescente desresponsabilização social do Estado, o desafio por parte dos setores populares está na busca de soluções para os seus interesses por meio da mobilização e participação social, e nesse campo se pode afirmar que as Ong s vêm assumindo um importante papel. Entretanto, mantêm-se no âmbito das práticas participativas aspectos há muito discutidos desde a emergência dos movimentos sociais, dentre os quais, a ausência de um projeto político germinado no interior do próprio movimento social, além do acesso ao fundo público como a via de realização de seus projetos(2). Buscamos, então, delinear os antecedentes do movimento associativista para compreender tanto os aspectos recorrentes e diferenciais na atuação das Ong s. A esse respeito, Avritzer ( : ) identifica a partir da década de 1970 aspectos específicos em relação ao padrão de ação coletiva e aponta quatro importantes fatores nesse cenário. Primeiro, específico ao caso brasileiro, ocorre uma "( ) renovação significativa das práticas do movimento sindical [mas, com] influência reduzida nas questões ligadas à cidadania". Segundo, a constituição de solidariedades locais. Explica o autor que o fato de os regimes autoritários latino-americanos terem se desresponsabilizado de suas funções sociais, ao diminuírem os direitos e os serviços básicos à população, fomentou a organização de 'práticas de auto-ajuda' próprias dos movimentos sociais e de associações civis, pautadas na idéia de comunidade autônoma e solidária. Terceiro aspecto, a participação da classe média em movimentos de ação coletiva, especialmente os de cultura, corporativos e de associações comunitárias locais. Por fim, o surgimento de associações temáticas, que mais recentemente iriam se conjugar às ações desenvolvidas pelas Ong s. Tratando da trajetória dos movimentos sociais, Cardoso (1994:82) discute a existência de duas fases: a primeira diz respeito ao caráter espontaneísta e autônomo, próprio do movimento na década de 1970 e início da década de 1980; a segunda fase caracteriza-se pela ausência de um projeto político e institui a polêmica sobre a institucionalização aliada ao tema da cooptação e da representação. Sobre a primeira fase, os movimentos sociais

3 EPEA de 15 despontam como portadores do sentido de cidadania, da idéia de sociedade nova, como criadores de uma nova mentalidade e de uma nova cultura política de base. Os movimentos representavam a possibilidade de "quebrar com as relações clientelísticas, com o modo de atuação do sistema político tradicional"(3). De fato, o período entre 1970/80 foi marcado por algumas conquistas, tais como a crescente consciência sobre os direitos do cidadão e da cidadania, além da imposição "( ) ao Estado, ou a alguns de seus segmentos e agentes, [da] necessidade do diálogo e até mesmo o reconhecimento de sua legitimidade e da necessidade do atendimento de suas reivindicações"(4). Importa dizer também que o contexto político e social em que emergem os movimentos sociais foi marcado pela ditadura, com a ausência de espaços institucionais de participação, e daí surge a idéia de sociedade nova e um auto-reconhecimento dos movimentos sociais como sujeitos novos da vida social. Entretanto, o caráter reivindicativo da ação dos movimentos sociais frente o Estado sugere um grau de dependência na mesma medida do atendimento das suas demandas. Vigevani (1989:100) chama a atenção para o fato de que os "(...) movimentos sociais urbanos caracterizam-se em sua emergência particularmente em razão de reivindicações frente a alguém: este alguém foi sobretudo o Estado, em seus diferentes segmentos e agências. Conclui-se então, que há, em certa medida, mesmo quando o antagonismo com o Estado é agudo, algum grau de dependência. Claro que se entende esta dependência ( ) no sentido de que um grande número de movimentos sociais tem um horizonte não plenamente desvinculado da perspectiva de atendimento de seus objetivos pelo Estado, ainda que este atendimento seja compreendido como direito ou dever e não outorga, concessão". Instaura-se o impasse entre a autonomia dos movimentos sociais frente o poder público no sentido da construção de propostas generalizadas e não apenas circunscritas à conquista, ou não, das suas reivindicações. O caráter espontaneísta e alternativo que constituiu a identidade dos movimentos sociais ainda na 'primeira fase', portanto, não redundou na formulação de um projeto social e político que permitisse uma ação continuada dos movimentos. Sobre isso Vigevani (1989:101) questiona: (...) deve-se concluir (...) que não há nesses movimentos proposta de democracia ao menos como identidade restrita, ou não constróem base para uma vida mais democrática e mais socializada?. Esse impasse irá acompanhar a segunda fase dos movimentos sociais, e o contexto social e político da década de 1980, marcado pela abertura de canais institucionais

4 EPEA de 15 de participação, irá contribuiu para a formação de um novo contorno dos movimentos sociais. Cardoso (1994:83) chama a atenção para a criação de (...) uma nova maneira de abrir espaços e um novo modo de gerenciar as políticas públicas. Um modo mais moderno, mais adequado e que começou a ser implementado aqui pela pressão dos movimentos e também pela necessidade de mudança dessa forma de gerenciamento. Ao mesmo tempo em que são criados conselhos de participação e o Estado passa a responder algumas demandas não se verifica na prática uma política nesse sentido. O obstáculo residia em conjugar o caráter espontaneísta dos movimentos com a abertura de canais institucionais de participação a via de diálogo com o poder público. Nesse processo pode ser introduzida a questão da representação, pois dado o caráter fragmentário do movimento e sua postura refratária à institucionalização, instaurou-se o debate sobre quem deveria representar quem junto às formas institucionalizadas de participação, próprias do poder público. O financiamento surge como um condicionante nesse sentido, pois no Brasil o fundo público financia a reprodução do capital e a infra-estrutura industrial sem existir a mesma contrapartida de financiamento para a reprodução da força de trabalho, na forma de equipamentos de consumo coletivo. E sendo a via primordial para o atendimento das demandas colocava-se o seguinte imperativo: quem se organiza mais e faz mais pressão é quem leva as fatias do fundo público (Doimo, 1995: 60). O dilema entre fundo público versus institucionalidade contribuiu para a formação de uma natureza competitiva no interior dos movimentos sociais, na busca de fontes de financiamento aspecto recorrente entre as organizações não-governamentais e que foi verificado nessa pesquisa. Outro aspecto próprio desse período foi a transferência de funções e papéis entre as esferas pública e privada, o que implicou no chamamento do cidadão para atuar como (...) coresponsável pelas decisões políticas correspondentes; o Estado induz o indivíduo tanto a reivindicar aquilo que a ele foi posto como um direito, quanto a torná-lo um ator social diretamente relacionado às coisas da política (5). A lógica de distribuição do fundo público instaurou ainda o fenômeno da 'socialização da política' ou 'politização do social' que consiste em transportar para a esfera pública problemas do 'mundo doméstico' com o propósito de serem regulamentadas, além de introduzir no cotidiano do cidadão questões relativas às 'políticas estratégicas' ou econômicas. Ao tratar da relação Estado/sociedade e a capacidade de influência de setores interessados na definição de políticas sociais,

5 EPEA de 15 especialmente os mais excluídos, Jacobi (1996,18) observa que esse processo ocorre, de qualquer forma, dentro dos marcos institucionais. Para o autor, (...) essa perspectiva abre a possibilidade de pensar a articulação entre a implantação de práticas descentralizadoras e uma engenharia institucional que concilia participação com heterogeneidade, formas mais ativas de representatividade que reforçam a reciprocidade face à dimensão de organização molecular da sociedade. Trata-se da constituição de uma arena de discussão com a participação de vários atores cada qual com interesses políticos distintos, aptos a decidirem sobre modelos e formas de intervenção. Essa mesma engenharia pode ser pensada para o caso das Ong s, quando da sua organização no formato de redes sociais ao atuarem no controle ou em conjunto com o poder público na implementação de políticas setoriais. Entretanto, essas organizações não escapam de uma série de condicionantes há muito conhecidos dos movimentos populares. Estar apto a decidir sobre modelos e formas de intervenção exige das entidades o desenvolvimento de uma organização interna, de sua capacidade de proposição e de inserção na arena de definição de políticas sociais e, especialmente, as coloca diretamente na concorrência com práticas tradicionais de gestão da coisa pública. Podemos afirmar que esse impasse permeou toda década de 1990, e foi um aspecto que se destacou em nossa pesquisa. Objetivos Diante desse cenário, há que se reconhecer o potencial participativo das Ong s como uma experiência recente na formação de redes sociais. Assim, o objetivo da pesquisa foi identificar a presença de novas perspectivas de atuação em que se conjugam ações do Estado e da sociedade civil pela via da participação social. Procedimentos Adotados Optamos por uma abordagem qualitativa que, por meio de entrevistas, nos permitiu apreender as diferentes perspectivas dos atores envolvidos. O período entre foi definido pelo interesse em investigar a atuação das Ong s na região do Guarapiranga em dois momentos distintos. O primeiro trata-se da Rede de Ong s constituída em meados de 1993/1994 cujo objetivo era atuar no âmbito do Programa de Saneamento em razão de sua diretriz participativa, formalizada no sub-programa de Gestão Ambiental para o desenvolvimento de ações em Educação Ambiental (6). O segundo momento recupera a

6 EPEA de 15 formação, em meados de 1997/1988, do Núcleo Pró-Guarapiranga que atuou no âmbito do Projeto Ecoscambio com financiamento da Cooperação Italiana (7). Resultados Alcançados e Análise No contexto da Região Metropolitana de São Paulo RMSP, a bacia do Guarapiranga destaca-se por sua riqueza hídrica e por encerrar disparidades ocasionadas pelo processo desordenado de ocupação do solo, de fragmentação social e de empobrecimento da população que ali vive em condições precárias, além das conseqüências de uma política de águas que tem aprofundado a deterioração dos seus recursos hídricos. Esses problemas trouxeram à tona o debate sobre a necessária e emergente recuperação desse território de águas, sem a qual a RMSP ficaria comprometida já que atualmente é responsável por 20% do abastecimento de água, envolvendo cerca de 3,4 milhões de pessoas. Nesse cenário, a atuação das Ong s, especialmente no desenvolvimento de ações em Educação Ambiental, tem contribuído na construção de concepções mais inovadoras na gestão dos recursos hídricos, como também na ampliação das formas de participação social. A proposta de documentar a experiência de formação de parcerias visava apreender as alterações no processo de interlocução interno às próprias Ong s e destas face ao poder público e outros agentes. A questão principal que marcou esse processo foi a revisão de um modelo largamente utilizado em áreas de importância ambiental pautado na intervenção sem qualquer contrapartida das comunidades afetadas. Por se tratar de um aspecto que compõe uma das bandeiras de luta das Ong s e, uma vez, discutido no interior da administração pública acreditava-se que esse debate poderia constituir-se num projeto mais abrangente, no âmbito de uma metrópole. O Programa de Saneamento Ambiental do Guarapiranga pode ter sido um exemplo nesse sentido, mas a pesquisa demonstrou que os princípios e diretrizes voltados à participação não foram alcançados, e este foi o principal foco de dissensão. Contribuiu para o distanciamento entre ideário e prática do Programa a inexistência de uma prática interinstitucional que compreendesse uma articulação entre organizações não burocratizadas e pouco institucionalizadas como é o caso da maioria das Ong s, e estruturas administrativas mais fechadas, como a própria administração pública. Outro aspecto foi a ocorrência de uma diretriz participativa importada e condicionada pela lógica do financiador, já que o Banco Mundial estabelecia a participação das Ong s e

7 EPEA de 15 mesmo da comunidade, especialmente no desenvolvimento de ações em Educação Ambiental. O fato desta diretriz não ser construída pelos agentes locais (poder público e sociedade civil) justifica o mal êxito na condução da proposta. Esse aspecto leva a questionar em que medida as Ong s da região foram reconhecidas enquanto atores relevantes no âmbito do Programa. Assim, persistiram instrumentos no sentido de inviabilizar a participação da comunidade. Se o caráter participativo do Programa pode ser qualificado como inédito, a ausência de instrumentos que pudessem fortalecer esse aspecto denuncia a fragilidade de sua concepção. Para as entidades locais a experiência da Rede de Ong's do Guarapiranga no âmbito do Programa fomentou, de fato, um processo de aglutinação entre as entidades. Entretanto, logo a seguir foi caracterizada como uma experiência frustada que desmotivou o movimento. Esse quadro é um reflexo da relação pouco permeável entre poder público e sociedade civil, ratificada pela pouca confiança demonstrada por algumas entidades diante das estratégias de intervenção apresentadas pela administração, ou mesmo quanto à alocação dos recursos financeiros. Em síntese, pode-se apontar alguns condicionantes nesse processo. Primeiro, o próprio Programa face à presença do Banco Mundial como principal agente financiador e, portanto, com destacado poder de intervenção. Ao estabelecer diretrizes participativas como pressuposto de intervenção em áreas de importância ambiental, o Banco Mundial promoveu uma relação de dependência entre os agentes e setores envolvidos em razão do financiamento. Segundo, a ausência no Programa de um suporte para implementar a proposta prejudicou a interlocução entre o setor público e as entidades locais, e, por fim, o fato da proposta ser importada e não germinada no interior do próprio movimento de Ong's. Não obstante, o tripé estabelecido entre Banco Mundial, poder público e Ong's apresentou um aspecto positivo. O mérito define-se pela aproximação entre setores que só mais recentemente passaram a estabelecer um diálogo. Mas, os aspectos negativos se destacam. A forma centralizada pela qual o Banco Mundial estabelece historicamente suas diretrizes acaba por impedir a adaptação dos projetos aos contextos de intervenção, ou mesmo às prioridades dos agentes locais, o que restringe assim a interlocução entre eles. Nessa experiência, acredita-se que a ausência de uma demanda organizada ou de elaboração de um projeto no interior do próprio movimento de Ong s contribuiu para a não consecução da proposta. Diante dos fatores identificados, foi inevitável a desmobilização

8 EPEA de 15 do movimento após a fase de implantação do Programa, agravada pela persistência de práticas tradicionais na administração pública face à participação social. Já a constituição do Núcleo Pró-Guarapiranga segundo momento na formação de parcerias na região deve ser analisada noutra perspectiva, qual seja: a formação de redes sociais fundada numa base cooperativa, como um mecanismo de fortalecimento que privilegia a capacitação técnica para os seus componentes, a busca por fontes seguras de financiamento e que sinalizam para um processo de institucionalização do movimento. Também nessa experiência o financiamento surgiu como um ponto de inflexão. Constatouse que o Núcleo atuou de forma autônoma em relação ao Programa, mas teve na figura do Projeto Ecoscambio o seu principal suporte financeiro e orientador na sua constituição, além da presença de Ong s italianas, que já vinham atuando nos distritos de saúde na região sul de São Paulo com a administração municipal (gestão ). Vale dizer que esse arranjo contribuiu para estreitar um canal de comunicação com as entidades que também atuavam na região do Guarapiranga. Apesar do trabalho desenvolvido pelas Ong s na bacia do Guarapiranga apresentar consonância com os princípios orientadores do Projeto Ecoscambio, a presença de um agente externo suscitou uma série de embates e representou para algumas entidades a ausência de autonomia do movimento. Essa dissensão foi confirmada quando da formação do Núcleo Pró-Gguarapiranga, visto que algumas das entidades que haviam se disponibilizado a participar num primeiro momento, afastaram-se posteriormente ou construíram críticas a respeito do tipo de intervenção proposto pelo projeto. Por outro lado, o Projeto Ecoscambio surgiu com um conteúdo propositivo idealizado pelas entidades italianas, o que lhe valeu um papel aglutinador diante das Ong s, dada a ausência de um projeto que pudesse congregar essas entidades em torno de objetivos e estratégias de ação comuns. O desenvolvimento do Projeto se valeu da atuação de um quadro de militância como também de especialistas atuantes na região da bacia. Dessa forma, o Projeto Ecoscambio conseguiu capitalizar recursos humanos para o desenvolvimento de sua proposta de trabalho, ao mesmo tempo em que ampliou a visibilidade das entidades que até então atuavam de forma dispersa. Alguns aspectos nesse Projeto merecem destaque, tais como a preocupação com a capacitação técnica; a fundamentação científica das ações; a necessidade da circulação das

9 EPEA de 15 informações e da criação de núcleos que envolvam os atores locais. A informação, neste caso, constitui a via para uma atuação integrada do grupo, de articulação com seus pares e interlocutores, especialmente as agências de financiamento e de cooperação, além da administração pública. Trata-se de um pressuposto para a formação de parcerias, dado que a entidade alcança maior visibilidade pelo reconhecimento técnico junto aos seus parceiros mais imediatos. Pode-se afirmar que, em relação ao poder público, será maior o reconhecimento e visibilidade quanto mais o movimento puder fazer frente às políticas municiado pelo apoio técnico e científico, o que permite às entidades interferirem nas definições das ações para a bacia. O trabalho realizado por essa parceria, e que culminou na elaboração do Diagnóstico Socioambiental, revelou essa preocupação ao se tratar de um instrumento técnico com validade científica e com poder de contestação face as informações dos órgãos governamentais. Conclusão A definição de novas diretrizes no âmbito da participação social, apontados anteriormente, vem reafirmar o processo de institucionalização do movimento de Ong s, mas que concorre ainda com a principal marca do movimento associativista, especialmente, sua forma compartimentada e espontaneísta de organização. Diante da população que vive e sofre as conseqüências da política de águas para o Guarapiranga, a repercussão que resulta desse processo é a existência de um conhecimento difuso sobre a problemática da água. Mesmo incipiente, esse aspecto deve ser considerado uma vitória do próprio movimento ao revelar que as pessoas não sabem qual o significado de um manancial, mas já existe a consciência sobre o fato de se morar nessa área e o aspecto diferencial que isso representa. Também, a questão dos recursos hídricos passou a fazer parte da pauta de discussão do movimento por moradia, além de ser visto como de igual grandeza diante dos problemas sociais. Se o Programa não apresentou êxito em sua proposta participativa, guarda o mérito de colocar em pauta conceitos que hoje estão em construção no âmbito das políticas de água, como gerenciamento integrado dos recursos hídricos. Assim, tanto o Programa como a formação de redes sociais surgiram da necessidade de discutir o modelo de intervenção, a escolha da modalidade tecnológica além do sistema de eleição de prioridades. A atual perspectiva sobre meio ambiente rompe cada vez mais

10 EPEA de 15 com a visão dicotômica na relação desenvolvimento e recursos naturais, em que o ambientalismo era visto como uma coisa menor. A questão do desenvolvimento é requalificada a partir de uma abordagem integrada em que os recursos naturais ganham a perspectiva de finitude, o que define por si só uma visão determinada da sociedade. De qualquer forma, o caráter ainda compartimentado das agências financiadoras na área de desenvolvimento e meio ambiente, reclamado por vários entrevistados, surge como uma das dificuldades ao colocar esse enfoque em prática. Entretanto, no cenário brasileiro, tratase, de uma experiência inovadora. O fato de a perspectiva dos atores locais estar em pauta, seja em uma intervenção por parte do governo ou como critério para captação de recursos, sinaliza a constituição de um arranjo institucional no âmbito da participação movimentalista que, nas palavras de DOIMO (1995: 60), [coloca] o desafio de se construírem novas formas de participação política, de sorte a compatibilizar as lógicas consensual-solidarística e racional-competitiva. Trata-se, pois, de alterar o sistema de representação de interesses, de modo a garantir a participação das diferenças através de alguma medida de eqüalização desses interesses junto à esfera decisional. No caso da gestão das águas do Guarapiranga o próprio estudo comprovou a ausência de homogeneidade entre as entidades acerca dos princípios, abordagens e práticas de intervenção. O fato é que o tema dos recursos hídricos coloca o imperativo de ser pensado cada vez mais por toda a sociedade, dado os problemas de abastecimento e escassez (e para a RMSP o problema alcança contornos alarmantes). Portanto, se só mais recentemente uma perspectiva inovadora nesse campo passou a fazer parte da agenda política do governo, e a exemplo do Programa com relativo sucesso, cumpre às organizações ambientalistas, mas não apenas, inscrevê-lo como prioritário na agenda das políticas para as cidades. Também, o processo recente de constituição dos comitês de bacias e a criação dos conselhos e secretarias ligados ao meio ambiente enquanto instrumentos de gestão indica sua proximidade com a agenda política de governo. O que não implica em dizer que sejam efetivos. Ao contrário, ainda se trata de instrumentos incipientes de participação social. Por fim, acredita-se que o movimento de Ong s ao capitalizar o tema dos recursos hídricos para o interior de sua agenda, dada a visibilidade que a problemática alcança, poderá reverter no fortalecimento do próprio movimento.

11 EPEA de 15 Notas (1) Para uma reflexão mais aprofundada sobre cidadania ver os seguintes trabalhos: Benevides, o livro Cidadania Ativa de 1991 e o artigo publicado no nº. 33 da Revista Lua Nova: Cidadania e Democracia, de Nestes trabalhos a autora discute a noção de cidadania ativa, ao identificar a democracia com soberania popular, e esta a via para ampliar e fortalecer os marcos institucionais da democracia participativa. (2) AVRITZER, Leonardo (1993,1995,1997); CARDOSO, Ruth (1983); DAGNINO, Evelina (1994); DOIMO, Ana Maria (1995); DURHAM, Eunice Ribeiro (1984); FERNANDES, Rubem César (1994); GOHN, Maria da Glória (1995); JACOBI, Pedro (1989a, 1989b,1995,1996); VIGEVANI, Tullo (1989). (3) Ver também: CARDOSO, Ruth (1983); DAGNINO, Evelina (1994); DOIMO, Ana Maria; JACOBI (1989a; 1996); VIGEVANI, Tullo (1989). (4) SCHERER-WARREN, Ilse. "O caráter dos novos movimentos sociais". in: SCHERER- WARREN, Ilse e KRISCHKE, Paulo. (org.). Uma Revolução no Cotidiano. Editora Brasiliense. São Paulo (Cf. VIGEVANI.1989:95). (5) CARDOSO, Ruth (1983). Movimentos sociais: balanço crítico. In: SORJ, Bernardo, ALMEIDA, Maria Hermínia T. (orgs.) Sociedade e política no Brasil pós-64. São Paulo: Brasiliense. (Cf. DOIMO. 1995: 55). (6) O Programa de Saneamento Ambiental começou a ser esboçado em Foi apresentado em 1991 ao Banco Mundial, principal financiador, quando obteve sua aprovação, e no ano seguinte obteve a aprovação do RIMA pelo Consema. Entretanto, até meados de 1993 as medidas propostas não estavam discriminadas em detalhes suficientes para implantação, encontrando-se ainda em estágio de reconhecimento da região. Sua implementação inicia-se no final daquele ano, sob a coordenação da Secretaria Estadual de Energia e Saneamento. Previsto para ser concluído em 1997, foi prorrogado primeiro até final de 1998 e mais recentemente até Dezembro de (7) O Projeto Ecoscambio foi financiado pela Cooperação Italiana, representada por uma Ong Legambiente que destinou recursos para a elaboração do Diagnóstico Socioambiental Participativo Preliminar da Bacia do Guarapiranga (1998), e fomentou a constituição do Núcleo Pró Guarapiranga. Bibliografia AVRITZER, L. Cohen, Arato e Habermas: além da dicotomia Estado/mercado. Revista Novos Estudos Cebrap. São Paulo, vol. 36, p.: Cultura política, atores sociais e democratização uma crítica às teorias da transição para a democracia. Revista Brasileira de Ciências Sociais. São Paulo, ano 10, nº.28, p.: , jun., Um desenho institucional para o novo associativismo. Revista Lua Nova. São Paulo, Editora Marco Zero Cedec, nº.39, pp.: BENEVIDES, M. V. Cidadania Ativa. São Paulo: Editora Ática, p. Cidadania e democracia. Revista Lua Nova. São Paulo, Cedec, vol.: 33, p

12 EPEA de 15 BÓGUS, L. M. M.; VÉRAS, M. P. B. A reorganização metropolitana de São Paulo: espaços sociais no contexto da globalização. Caxambu Minas Gerais. ANPOCS Associação Nacional de Pós Graduação em Ciências Sociais, p. BRODHEAD, T. Cooperação e divergência sobre a colaboração entre ONG s, doadores de ajuda e governos do Terceiro Mundo. In: Desenvolvimento, cooperação internacional e as ONG'S. Livro do Encontro. PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Rio de Janeiro: IBASE Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, P CAMPOS, F. C. M. Cidades Brasileiras: seu controle ou o caos o que os cidadãos devem fazer para a humanização das cidades no Brasil. São Paulo: Nobel, CHIARAVALLOTI, V. B. A experiência das organizações não governamentais na gestão das águas metropolitanas. Estudo da participação das Ong s na gestão da bacia Hidrográfica do Guarapiranga, Região Metropolitana de São Paulo ( ) Dissertação (Mestrado) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. CUNHA, J. M. P. Os movimentos intrarregionais no contexto do processo de expansão da área metropolitana de São Paulo: notas para discurso. São Paulo. VIII Encontro Nacional de Estudos Populacionais: meio ambiente, migração e emprego. vol. 3. p , DAGNINO, E. Os movimentos sociais e a emergência de uma nova noção de cidadania. (pp.: ). In: DAGNINO, E. (org.). Anos 90 Política e Sociedade no Brasil. São Paulo: Editora Brasiliense, DIAGNÓSTICO Socioambiental Participativo Preliminar da Bacia Hidrográfica do Guarapiranga. Núcleo Pró-Guarapiranga. Projeto Ecoscambio. São Paulo: Instituto Socioambiental, mar. p. 85. DOIMO, A. M. A Vez e a Voz do Popular. Rio de Janeiro: ANPOCS/ Relume-Dumará, DURHAM, E. R. Movimentos Sociais a construção da cidadania. Novos Estudos São Paulo, nº. 10, p.: 24-30, out EVERS, T. A face oculta dos novos movimentos sociais. Novos Estudos Cebrap. São Paulo, vol. 2, nº. 4, abr., FERNANDES, R. C. Elos de uma Cidadania Planetária. Revista Brasileira de Ciências Sociais. São Paulo. ANPCS, ano 10, nº. 28, jun. p.: 15-34, 1995 Privado, Porém Público: o terceiro setor na América Latina. São Paulo: Relume- Dumará, p.

13 EPEA de 15 O que é o Terceiro Setor?. In: IOSCHPE, E. B. (org.) 3º. Setor: desenvolvimento social sustentado. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, GIFE, p GOHN, M. G. Cidade, ONG.s e ações coletivas: novas parcerias, atores e práticas civis. Revista São Paulo em Perspectiva. São Paulo: Fundação SEADE, vol. 9, nº. 2, p , GUIMARÃES, R. P. "Ecologia e política na formação social brasileira". Dados: Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, 31, nº.2, p.: JACOBI, P. Movimentos Sociais e Políticas Públicas: São Paulo: São Paulo: Cortez, 1989(a). 174p. Atores Sociais e Estado. Movimentos reivindicatórios urbanos e Estado dimensões da ação coletiva e efeitos político-institucionais no Brasil. Espaço e Debates Revista de Estudos Regionais e Urbanos. São Paulo, Ano IX, nº. 26, pp.: (b). Moradores e meio ambiente na cidade de São Paulo. Cadernos Cedec. São Paulo, nº. 43, jun. 25p.,1995. Ampliação da Cidadania e Participação desafios na democratizaçãoda relação poder público/sociedade civil no Brasil (Tese de Livre Docência.) - USP, São Paulo, LANDIM, L. Notas para um perfil ds ONGs Introdução. In: LANDIM, L. ; COTRIM, L. L. ONGs: um perfil. Cadastro das filiadas à Associação Brasileira de ONGs (ABONG). São Paulo: ABONG. ISER,1996. LIBÂNIO, M. L. L. "A cidade de São Paulo planejamento urbano e o ambiente". São Paulo em Perspectivas. São Paulo, Seade, vol.5, n. 2, MARTIN, K. P. K. O Estado da cooperação na atual situação mundial: uma crítica. In: Desenvolvimento, cooperação internacional e as ONG'S. Livro do Encontro. PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Rio de Janeiro: IBASE Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas p MINAYO, M. C. O Desafio do Conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo Rio de Janeiro: Hucitec-Abrasco, NERFIN, M. As relações entre ONG s as agências da ONU - governos: desafios, possibilidades e perspectivas. In: Desenvolvimento, cooperação internacional e as ONG'S Livro do Encontro. PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Rio de Janeiro: IBASE Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, P

14 EPEA de 15 OLIVEIRA, E. M. Processos decisórios e conflitos de interesse na constituição das políticas de água na Grande São Paulo: um estudo da formação das políticas públicas sobre as águas da metrópole de São Paulo no período Dissertação (Mestrado apresentado ao Centro de Ciências Ambientais) - Universidade de São Paulo. PRADO Jr., C. A cidade de São Paulo Geografia e História. 13º. ed. São Paulo: Brasiliense. n.78, (Coleção Tudo é História). SÃO PAULO (Estado). Cenários da Urbanização Paulista: A Região Metropolitana da Grande São Paulo. Série São Paulo no limiar do século XXI. São Paulo. SEADE, vol. 6, mar p. SÃO PAULO (Estado). Departamento de Águas e Energia Elétrica Coordenadoria de Planejamento, Avaliação e Controle. Caracterização dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo. São Paulo. DAEE, SÃO PAULO (estado). Programa Saneamento Ambiental em Áreas Metropolitanas - Bacia do Guarapiranga. São Paulo. Cobrape. maio SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Lei Estadual nº.9.866/1997 Uma Nova Política de Mananciais. Diretrizes e normas para a proteção e recuperação das bacias hidrográficas dos mananciais de interesse regional do Estado de São Paulo p. SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Relatório de Andamento Programa Guarapiranga p. KOWARICK, L.; ROLNIK, R.; SOMEKH, N (org.) São Paulo: crise e mudança. São Paulo: Editora Brasiliense, p. SEMINÁRIO Interncaional Descentralização e Privatização dos Serviços de Saneamenmto Ambiental. Anais do I Seminário Interncaional Descentralização e Privatização dos Serviços de Saneamenmto Ambiental. Brasília: PNUD MBES, p. SCHERER-WARREN, I. Organizações não - governamentais na América Latina: seu papel na construção civil. São Paulo em Perspectiva. São Paulo, vol.8, p SOUZA, H. As ONG's na década de 90. In: Desenvolvimento, cooperação internacional e as ONG'S. Livro do Encontro. PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Rio de Janeiro: IBASE Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas p TELLES, V. S. Sociedade civil e a construção de espaços públicos. In: DAGNINO, E. (org.). Anos 90: política e sociedade no Brasil. São Paulo: Editora Brasiliense, p. VIGEVANI, T. Movimentos sociais na transição brasileira: dificuldade de elaboração do projeto. Lua Nova Revista de Cultura Política. São Paulo, nº. 17, p , jun., 1989.

15 EPEA de 15 WEFFORT, F. Democracia política e desenvolvimento econômico. In: Desenvolvimento, cooperação internacional. Livro do Encontro. PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Rio de Janeiro: IBASE Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas,1992. p WOLFE, A. Três caminhos para o desenvolvimento: mercado, Estado e sociedade civil. In: Desenvolvimento, cooperação internacional. Livro do Encontro. PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Rio de Janeiro: IBASE Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, 1992.pp.: YASSUDA, E. Riomey. O gerenciamento de bacias hidrográficas. Cadernos Fundap. São Paulo, Ano 9, nº.167, jun., YASSUDA, E. Riomey. Gestão de recursos hídricos: fundamentos e aspectos institucionais. Revista de Administração Pública. São Paulo, vol. 27. p.: 5 18, abr./jun.,1993. Endereço: Rua Pinheiro Guimarães, nº. 830 Vila Prudente, São Paulo-SP. Cep Telefone: 0xx

(anexo 1) SEMINÁRIO: EDUCAÇÃO POPULAR HOJE

(anexo 1) SEMINÁRIO: EDUCAÇÃO POPULAR HOJE (anexo 1) SEMINÁRIO: EDUCAÇÃO POPULAR HOJE Dia 22 de maio de 2014 Local: Auditório da Biblioteca Mário de Andrade São Paulo Marcos de Referência O seminário é parte de um projeto de pesquisa coordenado

Leia mais

Agenda Regional de Desenvolvimento Sustentável Eixo 4: Gestão Regional Integrada

Agenda Regional de Desenvolvimento Sustentável Eixo 4: Gestão Regional Integrada Agenda Regional de Desenvolvimento Sustentável Eixo 4: Gestão Regional Integrada 1 O Projeto Litoral Sustentável 1ª Fase (2011/2012): Diagnósticos municipais (13 municípios) Diagnóstico regional (Já integralmente

Leia mais

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009)

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009) MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS RESOLUÇÃO N o 98, DE 26 DE MARÇO DE 2009 (Publicada no D.O.U em 30/07/2009) Estabelece princípios, fundamentos e diretrizes para a educação,

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim - ES PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Introdução O Programa Municipal de Educação Ambiental estabelece diretrizes, objetivos, potenciais participantes, linhas

Leia mais

Palavras-chave: Recursos hídricos; participação comunitária.

Palavras-chave: Recursos hídricos; participação comunitária. Título: Recursos Hídricos: a participação social como requisito para o financiamento de projetos Tema: Recursos Hídricos Autora: Luciana Cibelle Araujo dos Santos Co-autoras: Marize Castro e Isabela dos

Leia mais

Por que Projetos Sociais?

Por que Projetos Sociais? PROJETOS SOCIAIS Por que Projetos Sociais? Projetos são resultado de uma nova relação entre Estado e Sociedade Civil; Mudanças no que se relaciona à implantação de políticas sociais; Projetos se constroem

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

Documento referencial: uma contribuição para o debate

Documento referencial: uma contribuição para o debate Documento referencial: uma contribuição para o debate desenvolvimento integração sustentável participação fronteiriça cidadã 1. Propósito do documento O presente documento busca estabelecer as bases para

Leia mais

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 1.374, DE 08 DE ABRIL DE 2003. Publicado no Diário Oficial nº 1.425. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental e adota outras providências. O Governador do Estado do Tocantins Faço

Leia mais

"Movimentos Sociais e Políticas Públicas na Interface com o Campo de Conhecimento. Maria da Glória Gohn UNICAMP/CNPq

Movimentos Sociais e Políticas Públicas na Interface com o Campo de Conhecimento. Maria da Glória Gohn UNICAMP/CNPq "Movimentos Sociais e Políticas Públicas na Interface com o Campo de Conhecimento UNICAMP/CNPq AGENDA Redes- Conceitos e Tipos Pressupostos Formas de Organização da Ação Coletiva na Sociedade Brasileira

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL Eixos Temáticos, Diretrizes e Ações Documento final do II Encontro Nacional de Educação Patrimonial (Ouro Preto - MG, 17 a 21 de julho

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE FACULDADE ATENAS MARANHESE DIRETORIA ACADÊMICA NÚCLEO DE ASSESSORAMENTO E DE DESENVOLVIMENTO PEDAGÓGICO - NADEP PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL SÃO

Leia mais

Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária

Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE TRIBUTAÇÃO IMOBILIÁRIA Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária Salvador, 21 e 22 de novembro de 2007 SESSÃO III Inovação,

Leia mais

PLANO DE TRABALHO CAMPUS DE FRANCISCO BELTRÃO QUATRIÊNIO 2016-2019

PLANO DE TRABALHO CAMPUS DE FRANCISCO BELTRÃO QUATRIÊNIO 2016-2019 PLANO DE TRABALHO CAMPUS DE FRANCISCO BELTRÃO QUATRIÊNIO 2016-2019 Candidato Gilmar Ribeiro de Mello SLOGAN: AÇÃO COLETIVA Página 1 INTRODUÇÃO Considerando as discussões realizadas com a comunidade interna

Leia mais

Gestão Participativa e os Comitês de Bacias

Gestão Participativa e os Comitês de Bacias Novembro de 2009. Gestão Participativa e os Comitês de Bacias Suraya Modaelli DAEE 1,2 bilhão de pessoas sem acesso a água potável no mundo 2 bilhões sem infra-estrutura de saneamento milhões de crianças

Leia mais

ANEXO III. Cronograma detalhado do PROAVI

ANEXO III. Cronograma detalhado do PROAVI ANEXO III Cronograma detalhado do PROAVI 65 PROGRAMA DE AUTO-AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DA PUC-CAMPINAS CRONOGRAMA COMPLEMENTAR DETALHANDO AS ATIVIDADES E AS AÇÕES DE DIVULGAÇÃO COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO

Leia mais

Síntese do plano de atuação da CPA- ciclo avaliativo 2008/2010

Síntese do plano de atuação da CPA- ciclo avaliativo 2008/2010 Síntese do plano de atuação da CPA- ciclo avaliativo 2008/2010 O trabalho da CPA/PUCSP de avaliação institucional está regulamentado pela Lei federal nº 10.861/04 (que institui o SINAES), artigo 11 e pelo

Leia mais

CIDADANIA: o que é isso?

CIDADANIA: o que é isso? CIDADANIA: o que é isso? Autora: RAFAELA DA COSTA GOMES Introdução A questão da cidadania no Brasil é um tema em permanente discussão, embora muitos autores discutam a respeito, entre eles: Ferreira (1993);

Leia mais

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br Apresentação preparada para: I Congresso de Captação de Recursos e Sustentabilidade. Promovido

Leia mais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais Especialização em Gestão Estratégica de Apresentação CAMPUS COMÉRCIO Inscrições Abertas Turma 02 --> Início Confirmado: 07/06/2013 últimas vagas até o dia: 05/07/2013 O curso de Especialização em Gestão

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 DOU de 05/10/09 seção 01 nº 190 pág. 51 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 Estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico e

Leia mais

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08 1 www.romulopassos.com.br / www.questoesnasaude.com.br GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS Professor Rômulo Passos Aula 08 Legislação do SUS Completo e Gratuito Página 1 2 www.romulopassos.com.br

Leia mais

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR Programa de Capacitação PAPEL D GESTR CM MULTIPLICADR Brasília 12 de maio de 2011 Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Qual o conceito de multiplicador? Quais são as idéias associadas a esse conceito?

Leia mais

POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PROTAGONISMO DO PLANEJAMENTO NA GESTÃO MUNICIPAL Roberta Freire Bastos PPGE/UFES/CAPES

POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PROTAGONISMO DO PLANEJAMENTO NA GESTÃO MUNICIPAL Roberta Freire Bastos PPGE/UFES/CAPES POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PROTAGONISMO DO PLANEJAMENTO NA GESTÃO MUNICIPAL Roberta Freire Bastos PPGE/UFES/CAPES Resumo Este texto tem por objetivo discutir as novas formas de gestão da educação no sentido

Leia mais

Governo do Estado do Rio Grande do Sul Secretaria da Educação Secretaria do Meio Ambiente Órgão Gestor da Política Estadual de Educação Ambiental

Governo do Estado do Rio Grande do Sul Secretaria da Educação Secretaria do Meio Ambiente Órgão Gestor da Política Estadual de Educação Ambiental Governo do Estado do Rio Grande do Sul Secretaria da Educação Secretaria do Meio Ambiente Órgão Gestor da Política Estadual de Educação Ambiental PROJETO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Leia mais

Em busca da sustentabilidade na gestão do saneamento: instrumentos de planejamento

Em busca da sustentabilidade na gestão do saneamento: instrumentos de planejamento Em busca da sustentabilidade na gestão do saneamento: instrumentos de planejamento Marcelo de Paula Neves Lelis Gerente de Projetos Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental Ministério das Cidades Planejamento

Leia mais

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Art. 1 - A Política Estadual

Leia mais

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Lei 17505-11 de Janeiro de 2013 Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Súmula: Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais 1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais PROJETO DE PESQUISA PALAFITAS SERÃO APARTAMENTOS: Concepções, mecanismos e limites da participação

Leia mais

Mobilização e Participação Social no

Mobilização e Participação Social no SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Mobilização e Participação Social no Plano Brasil Sem Miséria 2012 SUMÁRIO Introdução... 3 Participação

Leia mais

Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES

Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES Introdução 10.1. A terra costuma ser definida como uma entidade física, em termos de sua topografia e sua natureza

Leia mais

PARCERIA BRASILEIRA PELA ÁGUA

PARCERIA BRASILEIRA PELA ÁGUA PARCERIA BRASILEIRA PELA ÁGUA Considerando a importância de efetivar a gestão integrada de recursos hídricos conforme as diretrizes gerais de ação estabelecidas na Lei 9.433, de 8.01.1997, a qual institui

Leia mais

LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA - e adota outras providências.

LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA - e adota outras providências. LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005 Procedência: Governamental Natureza: PL. 332/05 DO. 17.762 de 17/11/05 Fonte: ALESC/Div. Documentação Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA

Leia mais

PRÓ-DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU - PROPESP POLÍTICA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU

PRÓ-DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU - PROPESP POLÍTICA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU PRÓ-DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU - PROPESP POLÍTICA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU A Pesquisa e a Pós-Graduação Stricto Sensu são atividades coordenadas por uma mesma

Leia mais

A FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS

A FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO/EDUCAÇÃO INTEGRAL Retirado e adaptado de: LEITE, L. H. A., MIRANDA, S. A. e CARVALHO, L. D. Educação Integral e Integrada: Módulo

Leia mais

Nas revistas nas quais as publicações são distribuídas em sessões (informes, entrevistas, etc.) foi pesquisada somente a sessão artigos.

Nas revistas nas quais as publicações são distribuídas em sessões (informes, entrevistas, etc.) foi pesquisada somente a sessão artigos. PESQUISA SOBRE ARTIGOS ACERCA DA TEMÁTICA MOVIMENTOS SOCIAIS, MOBILIZAÇÃO SOCIAL E/OU PARTICIPAÇÃO POLÍTICA PUBLICADOS NA REVISTA SERVIÇO SOCIAL E SOCIEDADE ENTRE 1994 E 2011 (EDIÇÕES 45 A 108) Autor:

Leia mais

A participação social em programas e projetos governamentais de regularização urbana e ambiental 1

A participação social em programas e projetos governamentais de regularização urbana e ambiental 1 A participação social em programas e projetos governamentais de regularização urbana e ambiental 1 Juliano Varela de Oliveira 2 Cada cidade possui suas peculiaridades referentes às condições de sobrevivência

Leia mais

Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social

Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS Programa de Práticas Sócio-Jurídicas PRASJUR Curso de Serviço Social PAPER DA CARTILHA DO FÓRUM INTERSETORIAL DE CONSELHOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO

Leia mais

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento)

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Nos dois últimos anos, vimos construindo as bases de um crescimento sustentável e socialmente benéfico para a grande maioria dos brasileiros.

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR 1 Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR A Definição e organização do sistema: 1 O Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1

Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade 1 Ulisses F. Araújo 2 A construção de um ambiente ético que ultrapasse

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Lei n o 9.795, de 27 de Abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso

Leia mais

FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS. Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília

FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS. Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília Nome do Evento: Fórum Mundial de Direitos Humanos Tema central: Diálogo e Respeito às Diferenças Objetivo: Promover um

Leia mais

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais PRINCÍPIOs 1. A inclusão digital deve proporcionar o exercício da cidadania, abrindo possibilidades de promoção cultural,

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

Secretaria de Saúde e Segurança no Trabalho

Secretaria de Saúde e Segurança no Trabalho PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA NACIONAL DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR DA FORÇA SINDICAL Projeto FORTALECIMENTO DA POLÍTICA DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR DA FORÇA SINDICAL PROTOCOLO DE

Leia mais

TERCEIRO SETOR E EDUCAÇÃO NA PRODUÇÃO ACADÊMICA DA REGIÃO SUDESTE, ENTRE 1995 E 2004

TERCEIRO SETOR E EDUCAÇÃO NA PRODUÇÃO ACADÊMICA DA REGIÃO SUDESTE, ENTRE 1995 E 2004 TERCEIRO SETOR E EDUCAÇÃO NA PRODUÇÃO ACADÊMICA DA REGIÃO SUDESTE, ENTRE 1995 E 2004 Ana de Godoy Weisz 1 O trabalho se propôs a pesquisar a tendência da produção acadêmica quanto à inserção do Terceiro

Leia mais

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento S. M. R. Alberto 38 Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento Solange Maria Rodrigues Alberto Pedagoga Responsável pelo

Leia mais

GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO SEDURB DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO SEDURB DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS GOVERNO DE SERGIPE SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO SEDURB DIRETORIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Seminário Internacional Planejamento Urbano em Região Metropolitana - O caso de Aracaju Aracaju,

Leia mais

Page 1 of 6. Capítulo III Educação e Sustentabilidade MEIO AMBIENTE, EDUCAÇÃO E CIDADANIA: DESAFIOS DA MUDANÇA. Pedro Jacobi\USP 1

Page 1 of 6. Capítulo III Educação e Sustentabilidade MEIO AMBIENTE, EDUCAÇÃO E CIDADANIA: DESAFIOS DA MUDANÇA. Pedro Jacobi\USP 1 Page 1 of 6 Capítulo III Educação e Sustentabilidade Para ler o PDF instale o programa leitor, clique aqui. Versão para Impressão em PDF, clique aqui. MEIO AMBIENTE, EDUCAÇÃO E CIDADANIA: DESAFIOS DA MUDANÇA

Leia mais

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP OUTUBRO, 2002 ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP - APU INTRODUÇÃO A Associação

Leia mais

X Encontro Nacional de Escolas de Governo

X Encontro Nacional de Escolas de Governo X Encontro Nacional de Escolas de Governo Painel Cursos de pós-graduação nas escolas de governo A experiência da Enap na oferta de cursos de pós-graduação lato sensu Carmen Izabel Gatto e Maria Stela Reis

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local 1 Por: Evandro Prestes Guerreiro 1 A questão da Responsabilidade Social se tornou o ponto de partida para o estabelecimento

Leia mais

DIAGNÓSTICO GERAL DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ESTADUAIS PESQUISA PNAGE

DIAGNÓSTICO GERAL DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ESTADUAIS PESQUISA PNAGE DIAGNÓSTICO GERAL DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ESTADUAIS PESQUISA PNAGE Fernando Luiz Abrucio DIMENSÃO DO ESTADO Principais Problemas Precariedade das informações Falta de Bancos de Dados compartilhados

Leia mais

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO

TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO TÍTULO: A DIMENSÃO TÉCNICO-OPERATIVO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL: RELEITURA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADOS NA PROFISSÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: SERVIÇO

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE RESENDE AGÊNCIA DO MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE RESENDE

PREFEITURA MUNICIPAL DE RESENDE AGÊNCIA DO MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE RESENDE PREFEITURA MUNICIPAL DE RESENDE AGÊNCIA DO MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE RESENDE CONVÊNIO PUC - NIMA/ PETROBRAS / PMR PROJETO EDUCAÇÃO AMBIENTAL Formação de Valores Ético-Ambientais para o exercício da

Leia mais

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP

PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL PRS-FACIIP Aprovado na Reunião do CONASU em 21/01/2015. O Programa de Responsabilidade Social das Faculdades Integradas Ipitanga (PRS- FACIIP) é construído a partir

Leia mais

Información sobre Herramientas Metodológicas de Diagnóstico Participativo

Información sobre Herramientas Metodológicas de Diagnóstico Participativo Datos generales: Información sobre Herramientas Metodológicas de Diagnóstico Participativo 1. Nombre de la herramienta: Conselhos de Desenvolvimento Comunitário (Programa Comunidade Ativa) 2. Organización

Leia mais

Taxonomias para orientar e coordenar a formulação, execução, acompanhamento e avaliação das políticas de APLS

Taxonomias para orientar e coordenar a formulação, execução, acompanhamento e avaliação das políticas de APLS Taxonomias para orientar e coordenar a formulação, execução, acompanhamento e avaliação das políticas de APLS José E Cassiolato Coordenador da RedeSist, IE-UFRJ Marcelo G P de Matos Pesquisador da RedeSist,

Leia mais

COMPREENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO ACADÊMICA 1

COMPREENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO ACADÊMICA 1 COMPREENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER: UMA REFLEXÃO ACADÊMICA 1 BISOGNIN, Patrícia 2 ; SIQUEIRA, Alessandro 2 ; BÖELTER, Débora Cardoso 2 ; FONSECA, Mariana 2 ; PRUNZEL

Leia mais

Plano de Atividades 2015

Plano de Atividades 2015 Plano de Atividades 2015 ÍNDICE Introdução 1. Princípios orientadores do Plano Plurianual. Desempenho e qualidade da Educação. Aprendizagens, equidade e coesão social. Conhecimento, inovação e cultura

Leia mais

AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA AMBIENTAL NOS MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO

AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA AMBIENTAL NOS MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA AMBIENTAL NOS MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO Aristides Pereira Lima Green 1 Frederico Cavadas Barcellos 2 Deborah Moreira Pinto 3 I. Introdução As regiões semi-áridas se

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA *

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA * EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA * Ana Rosa Salvalagio 1 Clarice Ana Ruedieger Marise Waslawosky Christmann Neida Maria Chassot INTRODUÇÃO: A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação,

Leia mais

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e DECRETO Nº, DE DE DE. Aprova a Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID). A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e Considerando

Leia mais

PROPOSTA DE PROGRAMAS E AÇÕES PARA O PNRH

PROPOSTA DE PROGRAMAS E AÇÕES PARA O PNRH PROPOSTA DE PROGRAMAS E AÇÕES PARA O PNRH Objetivo Geral PROPOR PROGRAMAS, AÇÕES E ESTRATÉGIAS, INTERSETORIAIS E INTERINSTITUCIONAIS, VISANDO ASSEGURAR O DESENVOLVIMENTO INTEGRADO E SUSTENTÁVEL DOS USOS

Leia mais

Que o poder público apóie as iniciativas locais de intervenção na insegurança alimentar e nutricional fortalecendo o desenvolvimento local

Que o poder público apóie as iniciativas locais de intervenção na insegurança alimentar e nutricional fortalecendo o desenvolvimento local CARTA DE JOINVILLE No período de 26 a 29 de maio de 2010 a cidade de Joinville em Santa Catarina sediou o CONBRAN 2010 - XXI Congresso Brasileiro de Nutrição, I Congresso Iberoamericano de Nutrição e o

Leia mais

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Salvador, 21 de setembro de 2015 Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2015 realizou-se no Hotel Vila Velha, em

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental

Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental I. Contexto Criada em 1996, a reúne atualmente oito Estados Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique,

Leia mais

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS Projeto de Lei nº 8.035, de 2010 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional O PNE é formado por: 10 diretrizes; 20 metas com estratégias

Leia mais

LEI Nº 9.265 CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS E OBJETIVOS DA POLÍTICA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

LEI Nº 9.265 CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS E OBJETIVOS DA POLÍTICA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL LEI Nº 9.265 Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. Lei: O GOVERNADOR DO ESPÍRITO SANTO Faço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Art.

Leia mais

Participação Social enquanto Instrumento da Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos

Participação Social enquanto Instrumento da Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos Participação Social enquanto Instrumento da Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos ISWA 2005 Lúcio Gagliardi Diniz Paiva Wanda Maria Risso Günther Buenos Aires, Argentina - Novembro, 2005 - R u m o a u m s

Leia mais

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 BR/2001/PI/H/3 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 2001 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO),

Leia mais

Formação de Recursos Humanos na área de fármacos e medicamentos

Formação de Recursos Humanos na área de fármacos e medicamentos Formação de Recursos Humanos na área de fármacos e medicamentos A formação em Farmácia Seminário do BNDES 7 de maio de 2003 Por que RH para Fármacos e Medicamentos? Fármacos e Medicamentos como campo estratégico

Leia mais

Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas

Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas Elaborada pela Diretoria de Extensão e pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação 1 1 Esta minuta será apreciada pelo Colegiado de Ensino, Pesquisa

Leia mais

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do sumário Introdução 9 Educação e sustentabilidade 12 Afinal, o que é sustentabilidade? 13 Práticas educativas 28 Conexões culturais e saberes populares 36 Almanaque 39 Diálogos com o território 42 Conhecimentos

Leia mais

LEI Nº 9.265. Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências.

LEI Nº 9.265. Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. LEI Nº 9.265 Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESPÍRITO SANTO Faço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei: Art.

Leia mais

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011.

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. 1 LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. Institui a Política Municipal de Educação Ambiental, e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE ANANINDEUA estatui e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I

Leia mais

Não fique para trás! Submeta seu projeto. Fonte de recursos para projetos julho 2012

Não fique para trás! Submeta seu projeto. Fonte de recursos para projetos julho 2012 Não fique para trás! Submeta seu projeto. Fonte de recursos para projetos julho 2012 1. Patrocínios 1.1 Patrocínio a Eventos e Publicações Data limite: 60 dias de antecedência da data de início do evento

Leia mais

A experiência do Escritório de Direitos Humanos Advocacia Universitária (EDH)

A experiência do Escritório de Direitos Humanos Advocacia Universitária (EDH) A experiência do Escritório de Direitos Humanos Advocacia Universitária (EDH) Joana Zylbersztajn 1 Introdução O Centro de Direitos Humanos surgiu em 1998, por iniciativa de professores e estudantes da

Leia mais

ONGs republicanas e democráticas em um novo cenário político

ONGs republicanas e democráticas em um novo cenário político ONGs republicanas e democráticas em um novo cenário político Silvio Caccia Bava Silvio Caccia Bava é sociólogo, coordenador executivo do Instituto Pólis e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar

Leia mais

ANÁLISE DOS ASPECTOS TEÓRICO METODOLÓGICOS DO CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO

ANÁLISE DOS ASPECTOS TEÓRICO METODOLÓGICOS DO CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO ANÁLISE DOS ASPECTOS TEÓRICO METODOLÓGICOS DO CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO Andrelisa Goulart de Mello Universidade Federal de Santa Maria andrelaizes@gmail.com Ticiane

Leia mais

VIVENCIANDO ATIVIDADE DE EXTENSÃO NUMA COMUNIDADE CARENTE ATRAVÉS DA CONSULTA DE ENFERMAGEM À MULHERES 1

VIVENCIANDO ATIVIDADE DE EXTENSÃO NUMA COMUNIDADE CARENTE ATRAVÉS DA CONSULTA DE ENFERMAGEM À MULHERES 1 1 VIVENCIANDO ATIVIDADE DE EXTENSÃO NUMA COMUNIDADE CARENTE ATRAVÉS DA CONSULTA DE ENFERMAGEM À MULHERES 1 Anna Maria de Oliveira Salimena 2 Maria Carmen Simões Cardoso de Melo 3 Ívis Emília de Oliveira

Leia mais

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão 1 V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Painel: Desenvolvimento Institucional Mudanças na Cultura de Gestão Roteiro: 1. Perfil das organizações do PAD. 2. Desenvolvimento Institucional:

Leia mais

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal I- Introdução Mestrados Profissionais em Segurança Pública Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal Este documento relata as apresentações, debates e conclusões

Leia mais

Simone Cristina de Oliveira (1) Engenheira Agrônoma (UFV), Mestre em Sociologia (UNESP), Gerente de Gestão Ambiental do DAAE

Simone Cristina de Oliveira (1) Engenheira Agrônoma (UFV), Mestre em Sociologia (UNESP), Gerente de Gestão Ambiental do DAAE EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO FERRAMENTA PARA O PLANEJAMENTO DA GESTÃO DO SANEAMENTO TEMA VII.c: EDUCAÇÂO AMBIENTAL Simone Cristina de Oliveira (1) Engenheira Agrônoma (UFV), Mestre em Sociologia (UNESP), Gerente

Leia mais

O papel dos conselhos na afirmação do Pacto pela Saúde

O papel dos conselhos na afirmação do Pacto pela Saúde Informativo interativo eletrônico do CNS aos conselhos de Saúde Brasília, junho de 2006 Editorial O papel dos conselhos na afirmação do Pacto pela Saúde A aprovação unânime do Pacto pela Saúde na reunião

Leia mais

DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS

DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS 1 DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E OBJETIVO DO MOVIMENTO 2 Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM MATO GROSSO DO SUL: A RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA NACIONAL E O SISTEMA ESTADUAL

AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM MATO GROSSO DO SUL: A RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA NACIONAL E O SISTEMA ESTADUAL AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM MATO GROSSO DO SUL: A RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA NACIONAL E O SISTEMA ESTADUAL Resumo Marianne Pereira Souza - UFGD marianne-souza@hotmail.com Giselle Cristina Martins Real

Leia mais

POLÍTICA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

POLÍTICA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA POLÍTICA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA Brasília, 25 de novembro de 2009 1 POLÍTICA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO,

Leia mais

PROFISSIONALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE ARTICULAÇÃO DO SENAI-PA CARNEIRO, Verônica Lima UFPA GT-09: Trabalho e Educação

PROFISSIONALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE ARTICULAÇÃO DO SENAI-PA CARNEIRO, Verônica Lima UFPA GT-09: Trabalho e Educação PROFISSIONALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE ARTICULAÇÃO DO SENAI-PA CARNEIRO, Verônica Lima UFPA GT-09: Trabalho e Educação Introdução A investigação e análise contidas neste trabalho tomam por

Leia mais

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA Os Governadores e Governadoras, Intendentas e Intendentes, Prefeitas e Prefeitos do MERCOSUL reunidos no dia 16 de julho de 2015, na cidade de Brasília DF, por meio do Foro Consultivo

Leia mais

AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DE MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL

AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DE MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DE MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL 2.º CURSO SOBRE GESTÃO E MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS DANIELE GIDSICKI FLONA DE IPANEMA, 16 DE AGOSTO DE 2012 Fotos: Daniele Gidsicki

Leia mais

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Justificativa: As transformações ocorridas nos últimos anos têm obrigado as organizações a se modificarem constantemente e de forma

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações CIDADES DIGITAIS CONSTRUINDO UM ECOSSISTEMA DE COOPERAÇÃO E INOVAÇÃO Cidades Digitais Princípios

Leia mais

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública 1 A construção histórica do Curso de Pedagogia 2 Contexto atual do Curso de Pedagogia 3 O trabalho do Pedagogo prática

Leia mais