1. INTRODUÇÃO. trabalho, quando da revisão de literatura, no capítulo 2.

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1. INTRODUÇÃO. trabalho, quando da revisão de literatura, no capítulo 2."

Transcrição

1 1. INTRODUÇÃO No processo de aquisição de uma língua como língua estrangeira (L2), percebem-se naturalmente diversas dificuldades na produção de certos fones/sons de seu inventário. Cunhou-se o termo interlíngua para designar a linguagem do aprendiz durante o processo de aquisição da língua alvo (L2), ou como coloca ELLIS (1994, p. 16): [interlíngua é 1 ] um sistema de transição que reflete o conhecimento de L2 presente do aprendiz. Especificamente no caso da fonologia, se aceita amplamente o fato de que a primeira língua do aprendiz influencia a aquisição da fonologia da segunda (ECKAN, 2004, p. 515). Segundo Flege (1995), em seu Speech Learning odel (SL), que baseia seu estudo em similaridades e equivalências entre duas línguas língua mãe (L1) e língua alvo (L2), justamente os sons equivalentes ou similares são os mais difíceis de serem reproduzidos, pois o aprendiz os percebe como sendo os mesmos sons de sua língua mãe, e não como um som novo, ou de uma nova categoria. A produção dos fonemas // e // em posição de coda pode enquadrar-se nestes casos onde ocorrem dificuldades, se tomarmos o português como primeira língua ou língua mãe, e o inglês como a língua alvo. A falta de observação da diferenciação entre o inglês e o português na produção dos segmentos/sons [] e [] nesta posição (eles não ocorrem em final de sílaba em português; o que ocorre é que o grafema m ocorre em final de palavra, porém apenas marca a nasalização da vogal antecedente 2 ) pode ser uma das causas dos problemas de pronúncia das seqüências vogal + consoante nasal. Segundo ELLIS, se constatados sistematicamente, constituiriam casos de erros por transferência de estruturas, ou simplesmente de transferência, que ocorrem quando o aluno utiliza alguma característica de L1 (fonológica, lexical, gramatical ou 1 A tradução dos textos cujos originais estão em inglês é de responsabilidade da autora deste trabalho. Os originais aparecerão em nota de rodapé, em itálico. a transitional system reflecting the learner s current L2 knowledge. 2 A nasalidade no português é um aspecto ainda bastante controverso. Será abordada posteriormente neste trabalho, quando da revisão de literatura, no capítulo 2.

2 2 pragmática) ao invés daquela característica desejada da língua alvo 3 (ELLIS, 1994, p. 59). Outro aspecto a ser considerado, quando abordamos o problema de pronúncia de alunos de inglês, é o próprio processo de ensino-aprendizagem. Os livros didáticos de ensino de língua inglesa normalmente apresentam seções que privilegiam a pronúncia padrão. São comuns exercícios que mostram claramente o contraste, por exemplo, entre os sons de vogais (sheep [ovelha] x ship [navio]), consoantes consideradas problema (thin [magro] x tin [lata, no inglês britânico)], questões relacionadas à tonicidade, ritmo, entonação e outros aspectos relevantes de pronúncia, que melhoram tanto a compreensão auditiva, quanto a clareza do discurso em inglês. Há também alguns livros de apoio, que privilegiam especificamente a pronúncia. No entanto, no caso de [] e [] em codas, talvez por não serem considerados sons problema, muito pouco é dito. Os professores de língua inglesa, por sua vez, talvez também por não terem uma percepção clara de como se processa a produção destes sons quanto ao ponto e modo de sua articulação, especialmente em posição de final de sílaba, falham ao dar aos alunos o feedback necessário, e o problema persiste. Decorre destas observações a hipótese de que os alunos brasileiros de inglês transferem para esta língua o conhecimento que têm do sistema fônico do português e suas convenções ortográficas, tendendo a produzir vogais nasalizadas, sem fazer distinção entre [] e [] em final de sílaba. Uma palavra como pin seria, então, provavelmente realizada como []. O presente trabalho busca, portanto, identificar através de análise acústica, o que é produzido por aprendizes de inglês de nível pré-intermediário, cuja língua materna é o português brasileiro, nas codas de palavras inglesas monossilábicas que possuem a seqüência: vogal + consoante nasal ([] e []), utilizando-se pares mínimos cujo contraste reside exatamente no som nasal, em dois ambientes distintos de vogal precedente à nasal: [] e [], e havendo silêncio após a nasal para se evitarem problemas de co-articulação, muito comuns entre estas. Optou-se pela análise acústica de palavras onde ocorrem [] e [] em codas, ao invés da análise de outiva simplesmente, pois a caracterização de outiva do contraste 3 [ Transfer of structure ] arises when the learner utilizes some L1 feature(phonological, lexical, grammatical, or pragmatic) rather than that of the target language.

3 3 entre tais segmentos parece ser difícil até mesmo para falantes nativos:...crianças cegas têm dificuldade em aprender contrastes fáceis de ver e difíceis de ouvir como os de [] e [] 4 SCHWARTZ et al. (2002, p. 264). De 451 línguas estudadas por estes pesquisadores (UPSID-451 Database), 94% têm um contraste entre [] e [], porém eles concluem que é a alta visibilidade do contraste o que desempenha um papel importante no fato de que é quase universal (Ibid, p.279). KLUGE (2004, p. 42) em seu estudo de percepção e produção de nasais em final de sílaba, ao realizar testes de percepção entre falantes nativos de inglês em relação ao contraste [] x [], obteve em média 78.33% de acertos, o que também reitera a dificuldade de outiva de tal contraste até mesmo entre falantes nativos. Portanto, através da análise espectrográfica da produção de tais segmentos, espera-se verificar, se não o que está sendo produzido, a tendência dos alunos no seu processo de aquisição, isto é, sua interlíngua, comparativamente ao que falantes nativos produzem em situação similar. A análise que será realizada neste trabalho será, então, eminentemente comparativa, e para isto foi feita uma análise acústica mais detalhada da produção dos dois nativos que compõem o grupo controle, para que se obtivessem parâmetros confiáveis na análise da produção dos aprendizes. Então, o objetivo geral desta dissertação é observar e descrever, através da análise acústica, o que falantes nativos do português brasileiro estudando a língua inglesa em nível intermediário produzem ao realizar os sons relativos aos fonemas nasais // e // em codas de palavras monossilábicas, comparativamente ao que é produzido por falantes nativos de inglês. Os objetivos específicos, por sua vez, consistem em: a) verificar a existência de diferenças acústicas entre nasais bilabiais e aveolares em codas de monossílabos produzidas por falantes nativos de inglês (grupo controle) para a definição de parâmetros comparativos; b) comparar a produção dos alunos de nível intermediário no estudo da língua inglesa com a do grupo controle com base no(s) parâmetro(s) comparativo(s) definido(s) previamente, verificando a similaridade de sua produção com a do grupo controle; c) tentar estabelecer se há ou não efeitos de ambientes (vogal antecedente à nasal) diversos na produção das nasais, favorecendo ou não tal produção. 4...blind children have difficulty in learning easy-to-see and hard-to-hear contrasts such as [] vs. [].

4 4 A estrutura desta dissertação está alicerçada em cinco capítulos. Além deste primeiro, introdutório, tem-se outros quatro. O capítulo 2 trata de uma revisão da literatura, com concentração na análise acústica, passando também por tópicos como a nasalização, tanto na língua inglesa, quanto na portuguesa, e estudos já realizados na interlíngua sobre nasais. O capítulo 3 desenvolve os aspectos metodológicos de como foi realizada a pesquisa. No capítulo 4 são apresentados os resultados da análise dos dados e discussão sobre os mesmos, e no capítulo 5 são apresentadas as conclusões do trabalho de pesquisa.

5 5 2. REVISÃO DE LITERATURA Uma das hipóteses deste trabalho de pesquisa é a de que os alunos brasileiros de inglês transferem para esta língua o conhecimento que têm do sistema fônico do português, isto é, este trabalho aborda a questão de transferência de características de L1 (língua mãe) para L2 (língua alvo). Segundo ELLIS (1994, p. 28), transferência de L1 usualmente se refere à incorporação de características da L1 nos sistemas de conhecimento da L2 que o aluno está tentando construir 5. Como o termo transferência estava relacionado a teorias behavioristas de aprendizagem de L2 6, há uma questão terminológica ainda em aberto, sendo que Sharwood Smith & Kellerman (SHARWOOD SITH & KELLERAN 7, apud ELLIS, 1994, p. 301) sugerem o termo influência interlingüística ( crosslinguistic influence ), como sendo neutro, independente de teorias de aquisição. Porém como o uso do termo transferência tem persistido, a definição de Odlin é bastante pertinente para este trabalho de pesquisa: transferência é a influência resultante da similaridades e diferenças entre a língua alvo e quaisquer outras línguas que tenham sido previamente (e talvez não corretamente) adquiridas. 8 ( ODLIN, 1989, p. 27) A questão de transferência de características de L1 nos sistemas de L2 é considerada de relevância: Apesar de contra-argumentos, entretanto, há um crescente e vasto campo de pesquisa que indica que a transferência é realmente um fator muito importante na aquisição de uma segunda língua (ODLIN, 1989, p.3-4) 9. Esta transferência é evidente em todos os aspectos da língua fonologia, sintaxe, semântica, pragmática. Reconhece-se, no entanto, que a transferência é mais pronunciada a nível fonético/fonológico - a existência de sotaques é inquestionável, e que é mais evidente nos primeiros estágios de aprendizado. Não se pode assumir, 5 L1 transfer usually refers to the incorporation of features of the L1 into the knowledge systems of the L2 which the learner is trying to build. 6 Teorias behavioristas de aprendizagem estão atualmente desacreditadas. aseavam-se na idéia de que a aprendizagem de uma segunda língua era uma questão de formação de hábitos (as bases do behaviorismo encontram-se em: SKINNER,. Verbal ehavior. New York: Appleton-Century-Crofts, Foram rechaçadas por Chomsky já em 1959). 7 SHARWOOD SITH,.; KELLERAN, E. Crosslinguistic influence in second language acquisition: an introduction. In: KELLERAN, E.; SHARWOOD SITH,. (Ed.), Transfer is the influence resulting from similarities and differences between the target language and any other language that has been previously (and perhaps imperfectly) acquired. 9 Despite the counterarguments, however, there is a large and growing body of research that indicates that transfer is indeed a very important factor in second language acquisition.

6 6 no entanto, que os erros decorrentes da interferência 10 de L1 que aparecem nos estágios iniciais de aprendizagem sejam subsequentemente eliminados, podendo se manifestar até em alunos com nível de aprendizado adiantado. (ELLIS, 1994, p. 331) A nasalização de sons, um potencial caso de transferência que ocorre nas duas línguas em estudo, será vista a seguir. 2.1 NASALIZAÇÃO A nasalização de alguns sons é característica tanto da língua portuguesa quanto da língua inglesa, porém ocorre em ambientes distintos e se manifesta de formas diferentes. Com relação ao português, constitui-se num dos aspectos mais desafiadores da língua (ATEUS & D ANDRADE, 2000, p.130) SONS CONSONANTAIS NASAIS Por definição, um som consonantal nasal ocorre quando o véu palatino ou velum encontra-se abaixado, forçando parte do ar que vem dos pulmões a dirigir-se à cavidade nasal. O restante do ar se encaminha à cavidade oral, onde dois articuladores produzem uma obstrução completa da passagem desta corrente de ar. Ladefoged (2001[b], p. 164), no entanto, pontua que o ar não precisa realmente sair pelo nariz para um som ser nasal. asta que o véu palatino esteja abaixado tal que as ressonâncias das cavidades nasais afetem o som No Português rasileiro 12 Três são os tipos de obstrução dos articuladores, resultando nas três consoantes nasais que ocorrem em português: [], [] e []. A figura 1, a seguir, representa a articulação mais usual de cada um destes sons no P. 10 O termo interferência, associado às teorias behavioristas de aprendizagem, era utilizado quando ocorria transferência negativa, isto é, quando a língua alvo diferia de L1. Logicamente, há casos de transferência positiva. 11 Air does not actually have to come out of the nose for a sound to be nasal. It is just that the soft palate has to be down so that the resonances of the nasal cavity affect the sound. 12 Há dois dialetos principais de português: o português brasileiro (P) e o português europeu (PE), tendo o ritmo como uma importante diferença entre eles. Concentraremos nossos estudos no primeiro.

7 7 FIGURA 1: SEÇÕES TRANVERSAIS OSTRANDO OS PRINCIPAIS ARTICULADORES NAS FASES EDIANAS DE PRODUÇÃO DAS NASAIS (PORTUGUÊS) 13 FONTE: LAVER, 1994, p. 210 Para a produção do [], oclusiva bilabial, o obstáculo é formado na cavidade bucal pelo fechamento dos lábios. No caso do [], oclusiva alveolar, a 13 A figura é meramente uma ilustração, pois é estática, e não capta pequenas variações articulatórias existentes nas fala como decorrência de sua natureza dinâmica.

8 8 obstrução ocorre através da junção da ponta da língua com os alvéolos - região imediatamente posterior aos dentes incisivos superiores, condição mais usual, ou, dependendo do idioleto, diretamente com a parte posterior destes dentes: oclusiva dental. Estes dois segmentos ([] e []) são uniformes em todos os dialetos do P (CRISTÓFARO SILVA, 2003, p.33). Para a terceira consoante nasal [], a obstrução ocorre através da junção da coroa da língua com o palato duro nasal palatal. A consoante nasal palatal [] ocorre na fala de poucos falantes do P. Geralmente um glide palatal nasalizado [y] ocorre no lugar da consoante nasal palatal para a maioria dos falantes do P.( Ibid, p. 39) Concentremos-nos, pois, na individualidade fonológica dos segmentos [] e [], que também estão presentes na língua inglesa. O segmento nasal bilabial [] ocorre em início de palavra ( mar ), e em meio de palavra, seja seguindo consoante em outra sílaba ( norma ), seja em posição intervocálica ( homeopatia ). Os ambientes de ocorrência do segmento [] são semelhantes aos do [], ou seja, em início de palavra ( novela ), seguindo consoante em sílaba distinta ( ornar ), e em posição intervocálica ( guinada ). Aqui é muito importante frisar que as letras m e n ocorrem ortograficamente em final de sílaba (tanto no interior de palavras - limpo e tanto, como no final delas tem ), não significando a articulação fonética dos segmentos [] e []. [...] Neste caso [fim de sílaba e final de palavra] a letra m marca a nasalidade da vogal anterior e não a articulação de uma consoante nasal. [...] Neste caso [final de sílaba] a letra n marca a nasalidade da vogal anterior e não a articulação de uma consoante nasal. (Ibid, p.60) Este poderia ser um dos exemplos que ilustrariam a afirmação de AVERY & EHRLICH (1992, p. 145) de que muitos dos problemas de pronúncia incorreta de falantes de português podem ser originados na influência do sistema de grafia do português, e não na falta de habilidade de produzir determinados sons any of the mispronunciations of Portuguese speakers can be traced to the influence of the Portuguese spelling system rather than to an inability to produce particular sounds.

9 No Inglês No caso da língua inglesa, as consoantes nasais também são três. As formas de obstrução que fazem com que o ar se propague pela cavidade nasal são similares às do português para o caso dos segmentos [] e [] (oclusivas bilabial e alveolar, respectivamente). Para o terceiro caso, ocorre a obstrução através da parte posterior da língua contra o palato mole ou também chamado véu palatino, e tem-se a nasal velar: [ ]. Nossos estudos se concentrarão nas duas primeiras nasais consonantais. FIGURA 2 - PONTOS DE ARTICULAÇÃO DAS CONSOANTES NASAIS DA LÍNGUA INLESA FONTE: UNDERHILL, 1994, p.141 Segundo ROACH (1983, p.58) as consoantes m e n são simples e diretas, com distribuição similar aos oclusivos correspondentes [para []: [] e []; para []: [] e []]. Há, de fato, pouco para descrever 15. A maior atenção é dirigida à nasal velar, um som que traz consideráveis problemas a alunos estrangeiros e que é tão 15 The consonants m and n are simple and straightforward with distributions like those of the plosives. There is in fact little to describe.

10 10 pouco usual no seu aspecto fonológico, que alguns discutem a sua existência enquanto fonema na língua inglesa. 16 (Ibid, p.58). Na língua inglesa, portanto, o segmento [] é produzido como bilabial em qualquer posição que ocupe dentro da sílaba, assim como o segmento [] é sempre alveolar, ambos podendo ocorrer tanto em início de palavra como em posição mediana ou final. Um fato particularmente interessante é que as consoantes nasais no inglês mostram timing diferenciado entre os gestos 17 que as compõem, quando estão no início ou em final de sílaba. Quando as nasais se encontram em início de sílaba (por exemplo, em see more [ver mais]), o final do abaixamento do véu aproximadamente coincide com o final do movimento de fechamento dos lábios, enquanto que as nasais em final de sílabas (como, por exemplo, em seem ore [parecem minério]) o final do abaixamento do véu coincide com o início do movimento de fechamento dos lábios (ROWAN & GOLDSTEIN, 1995, p. 22), de onde se poderia prever uma nasalização da vogal antecedente, já que o abaixamento do véu começa durante a vogal. O fato das nasais em inglês poderem ocupar qualquer posição dentro da sílaba pode vir a causar problemas a falantes de português. AVERY & EHRLICH (1992, p. 147) deixam esta possibilidade clara: Falantes de português frequentemente omitem nasais em final de palavras. As vogais precedentes frequentemente assumem a qualidade nasal da consoante nasal omitida, e então a distinção entre / /, //, e / / é perdida no final de palavras. Palavras tais como some [algum/a], sun [sol] e sung [cantado] podem ser todas pronunciadas da mesma forma, com uma vogal nasal, mas sem uma consoante nasal. 18 Este dado é bastante importante se levarmos em consideração a freqüência de uso das consoantes nasais em inglês: Considerando as três juntas, as consoantes nasais [no inglês] são responsáveis por aproximadamente 10% dos sons na fala 16 a sound that gives considerable problems to foreign learners, and one that is so unusual in its phonological aspect that some people argue that it is not one of the phonemes of English at all. 17 Assumindo-se, evidentemente, uma perspectiva que toma como unidades de análise fônica os gestos articuladores, como a Fonologia Articulatória de rowman & Goldstein (1986). Por esta perspectiva, as nasais bilabiais seriam constituídas de um gesto de abaixamento de véu, além de um gesto labial, que promove a oclusão dos lábios. Estes gestos sincronizam-se entre si de modo a resultarem na produção do segmento-alvo, sendo as diferenças nos padrões de sincronia responsáveis pelas variantes distintas que neste caso das nasais se verificam em função de diferenças na posição silábica que a nasal ocupa. 18 Portuguese speakers often omit word-final nasals. Preceding vowels often take on the nasal quality of the omitted nasal, and thus the distinction between //, // and / / is lost word-finally. Words such as some, sun, and sung may all be pronounced in the same way, with a nasal vowel but without a nasal consonant.

11 11 corrente dos adultos (INES; HANSEN; SHOUP 19, apud KENT & READ, 1992, p. 136) e ocorrem em uma taxa média de aproximadamente duas [nasais] por segundo. (KENT & READ, 1992, p. 136) FIGURA 3: SEÇÕES TRANVERSAIS OSTRANDO OS ARTICULADORES NAS FASES EDIANAS DE PRODUÇÃO DAS NASAIS (INGLÊS) 19 INES,.; HANSEN,.; SHOUP, J. Frequency of occurrence of phonemes in conversational English. Language and Speech, 21, , Taken together, the three nasal consonants account for about 10% of the sounds in adult running speech and occur at an average rate of about two per second.

12 12 FONTE: LAVER, 1994, p NASALIZAÇÃO DE VOGAIS A produção de vogais nasais ocorre quando há abaixamento do véu palatino, permitindo a entrada do ar na cavidade nasal, porém não há obstrução da passagem de ar através do trato oral através de nenhum dos articuladores No Português rasileiro Há intensa controvérsia quanto ao status fonológico das vogais nasais em português, basicamente resumida por CALLOU & LEITE (2000, p.87-88) em duas hipóteses: A interpretação fonológica das vogais nasais em português tem sido sempre objeto de discussão por parte dos lingüistas. [...] Na primeira hipótese, admitimos que as vogais nasais são entendidas como fonemas distintos das respectivas vogais não-nasais.[...] Na segunda hipótese, as vogais nasais são interpretadas como variantes não distintas de suas correspondentes orais, resolvendo-se a questão em vogal seguida de um arquifonema consonântico [N]. A hipótese de ampliar o quadro de sete para doze vogais (acrescentando as cinco vogais nasais) é uma solução dada pelos estruturalistas, de cunho

13 13 monofonêmico (vogais nasais como fonemas distintos das vogais orais, uma para cada vogal oral correspondente ). Dentro de uma abordagem estruturalista, existe ainda uma visão bifonêmica sustentando que a vogal nasal é o produto de dois fonemas uma vogal oral condicionada pelo fonema supra-segmental de nasalidade (~): as vogais nasais seriam alofones das vogais orais, mas num ambiente em que haveria uma das consoantes nasais do português após a vogal. A hipótese de que a vogal nasal é o conjunto de vogal seguida de consoante nasal na mesma sílaba tem em attoso Câmara o maior defensor: A nasalidade pura da vogal não existe, aliás, fonologicamente, porque por meio dela não se cria oposição em português entre vogal pura envolvida de nasalidade e vogal seguida de consoante nasal pós-vocálica [...] Em face de tudo isso, é preferível partir do arquifonema nasal /N/ como o fato estrutural básico, que acarreta, como traço acompanhante, a ressonância nasal da vogal. (ATTOSO CÂARA, 1975, p. 49) Esta seria uma visão arquifonêmica: o arquifonema [N] se realizaria como labial, dental, velar ou palatal, de acordo com a consoante que o seguisse, correspondendo então a um arquifonema dos fonemas nasais existentes em português, que deles só conservaria o traço comum da nasalidade. Não há ainda um estudo conclusivo a respeito do status fonológico das vogais nasais no português. No entanto, a hipótese de attoso Câmara parece a melhor fundamentada até o momento (Sousa, 1994, p. 23) No Inglês Na língua inglesa, tanto o segmento [], como o segmento [], vindos depois de uma vogal, poderão vir a marcar a nasalidade desta: vogais nasalizadas são comuns em todos os dialetos de inglês, particularmente quando há uma consoante nasal em cada lado da vogal, como, por exemplo, na palavra man 20 (LADEFOGED, 2001[b], p.164). Um dos problemas para descrever a nasalização em vogais na língua inglesa é que ela não afeta todas as vogais da mesma forma. No entanto, não faz 20 Nasalized vowels are common in all dialects of English, particularly when there is a nasal consonant on either side of the vowel, as for example in the word man.

14 14 diferença para o significado de uma palavra em inglês se a vogal é nasalizada ou não (Ibid, p. 165). 21 KENT & READ (1992, p.136) citam que, como em geral vogais precedentes ou seguindo consoantes nasais tendem a se nasalizar em graus distintos, há experimentos que têm demonstrado que os ouvintes são sensíveis à nasalização da vogal, e usam esta informação para fazer julgamentos perceptuais sobre as consoantes dos ambientes vizinhos. 22 Dignas de nota são também as observações de SHOCKEY, que destaca uma mera tendência do inglês de, numa seqüência vogal + consoante nasal, nasalizar a vogal e não proceder à oclusão da consoante nasal (...o processo é especialmente comum em inglês para grupos consonantais nt em finais de sílabas/palavras 23 (SHOCKEY, 2003, p. 40). Porém, como ela mesma cita mais adiante,... a nasalização de vogais antes de uma consoante nasal, e a perda do hábito de se proceder à oclusão para a nasal é considerada a razão de vogais fonemicamente nasais do francês (e.g. beau/bom) e do português (se/sim[si/s]) onde se diz que as vogais foram fonologizadas porque a distinção passou formalmente da consoante para a vogal. Claramente, não pode se dizer que o inglês foi tão longe assim fonologicamente. 24 (Ibid, p ) 2.2 ANÁLISE ACÚSTICA DAS NASAIS No estudo de nasais, os procedimentos acústicos para a coleta de dados são os que podem ser executados de forma mais prática: não são invasivos, não causam desconforto e são completamente seguros para os informantes (em oposição a métodos, por exemplo, que estudam os padrões de movimento dos articuladores, como as técnicas de imagem, como radiografia, ressonância magnética). Esta praticidade faz com que sejam os mais utilizados. No entanto, deve-se tomar cuidado, pois se sabe que algumas mudanças articulatórias não se refletem diretamente nas medidas acústicas: além de um certo grau de abertura velo-faríngea, mudanças na posição do véu palatino tem um 21 It does not make a difference to the meaning of an English word if a vowel is nasalized or not. 22 São as transições, importantes nos estudos acústicos das consoantes nasais....that listeners are sensitive to the vowel nasalization and use this information to make perceptual judgments about the neighboring consonants. 23 the process is specially common in English for final nt clusters vowel nasalization before a nasal consonant and loss of the habit of making the closure for the nasal is thought to be the source of phonemically nasal vowels of French (e.g. beau/bon) and Portuguese (se/sim [si/s])where it is said to be phonologized because the distinction has formally passed from the consonant to the vowel. Clearly, English can not be said to have gone that far phonologically.

15 15 efeito não-linear na quantidade de fluxo nasal de ar, e um efeito mínimo nas propriedades espectrais da fala produzida. 25 (KRAKOW & HUFFAN, 1993, p. 32) PROPRIEDADES ACÚSTICAS DA FALA Os principais componentes do aparelho fonador são os pulmões, responsáveis pelo fluxo de ar que se move para cima, passando pela traquéia, a laringe (onde se encontram as pregas vocais), a faringe (garganta) e cavidade oral - estas duas usualmente agrupadas em uma unidade chamada de trato oral, e a cavidade nasal ou trato nasal, que se inicia no véu palatino e termina nas narinas. Quando falamos, produzimos ondas sonoras, que são variações na pressão de ar ao nosso redor. Estas ondas são complexas, isto é, são formadas a partir da combinação de diversas outras ondas ( tons puros ). As ondas sonoras são iniciadas nas pregas vocais, e o papel da laringe, faringe e cavidades oral e nasal é de ressonadores.(souza, 2003, p.22-23) A produção do som da fala humana pode ser considerada conseqüência da geração de uma ou mais fontes de som, e da filtração destas fontes pelo trato vocal e/ou nasal (STEVENS, 1998, p.56). O espectro 26 de um som oral, por exemplo, compõe-se de formantes, que são o produto do espectro da fonte do som (as pregas vocais), e as propriedades de ressonância do trato vocal (o filtro), que pode atenuar ou ampliar certos componentes. Um formante ou pico de ressonância no espectro é uma faixa de frequências que são seletivamente amplificadas pelo trato vocal. O pico desta ressonância é mais pontiagudo (a largura da faixa é mais estreita) se a maior parte da energia acústica se irradia da boca e pouca é absorvida pelas paredes do trato vocal. 27 (OHALA & OHALA, 1993, p.233). KENT & READ (1992, p.11) esclarecem que o estudo da acústica da fala envolve a análise de um sinal (o sinal acústico vem a ser a contraparte física as ondas sonoras -dos eventos articulatórios que produzem a fala) cuja energia está distribuída por uma faixa de freqüência de aproximadamente 10 khz, tem uma faixa de energia 25 eyond a certain degree of velopharyngeal opening, changes in velum position have a nonlinear effect on the amount of nasal airflow and a minimal effect on the spectral properties of the speech produced. 26 O espectro é um gráfico que traz informação sobre a amplitude (eixo vertical) em relação à freqüência (eixo horizontal) das ondas sonoras. 27 A formant or resonance peak in the spectrum is a band of frequencies which are selectively amplified by the vocal tract. The sharpness of this resonance is greater (i.e., bandwidth is narrower) if most of the acoustic energy radiates from the mouth and little of it is absorbed by the walls of the vocal tract.

16 16 ( dynamic range ) de aproximadamente 60 d (decibéis) o que quer dizer que os sons mais fracos são mais ou menos 60 d menos intensos que os sons mais fortes, e tem variações significativas no tempo que ocorrem em 10 ms (milisegundos, ou milésimos de segundo) ou menos. O sinal acústico da fala é, no entanto, um contínuo, devido a fenômenos coarticulatórios presentes na sua produção (o movimento dos articuladores é contínuo, existindo articulações de transição), e extremamente variável no tempo. Conclui-se daí que os limites do que se convencionou chamar de fones ou segmentos fonéticos não são fáceis de detectar (SOUSA, 1994, p.2-3) AS CONSOANTES NASAIS NA TEORIA ACÚSTICA DA PRODUÇÃO DA FALA A principal característica articulatória de um som consonantal nasal é que o canal velo-faríngeo está aberto, e a energia sonora é irradiada somente pelo trato nasal; o ressonante nasal se abre para a atmosfera, enquanto o oral está fechado. Apesar de a cavidade oral estar fechada em algum ponto, ela contribui para as qualidades de ressonância das consoantes nasais. Se assim não fosse, seria impossível distinguir uma consoante nasal da outra em produções isoladas. Porém, as narinas são menos eficazes que a boca na irradiação do som para a atmosfera, e isso faz com que, em geral, a intensidade das consoantes nasais seja mais baixa do que a das vogais com que elas estão associadas, e isso pode ser visto por traços mais fracos nos espectrogramas 28 (FRY, 1979, p. 119). As consoantes nasais constituem, então, uma classe única e complexa, pois são produzidas utilizando duas cavidades de ressonância. Além disso, como as outras classes de consoantes, sofrem influência do contexto vocálico em que se encontram e da interação dos pontos e modos de articulação (KUROWSKI & LUSTEIN, 1993, p.198). Uma complicação adicional está no fato de que há grandes diferenças na forma do trato nasal, o que significa que resultados de análises espectrais para um falante podem não dar uma previsão acurada do que poderá ser observado para outros falantes. (KRAKOW & HUFFAN, 1993, p ) 28 the overall intensity level of nasal consonants is noticeably lower than that of vowels with which they are associated, as can be seen from the fainter traces in the spectrograms.

17 17 A principal razão da complexidade acústica das consoantes nasais está na sua estrutura espectral formada não apenas pelas ressonâncias das cavidades oral e nasal, mas também pelas anti-ressonâncias (anti-formantes) da cavidade oral, que são faixas de freqüência onde a energia acústica é seletivamente atenuada:...quando a cavidade oral está fechada, em algum ponto, para uma consoante nasal, as freqüências dos anti-formantes são as freqüências nas quais a cavidade da boca curto-circuita a transmissão através do nariz. A energia, nestas freqüências, não passa através da cavidade nasal. 29 (KENT & READS, 1992, p ) FUJIURA (1962, p.1871), foi um dos precursores de estudos acústicos de consoantes nasais. Tais estudos se basearam no murmúrio de consoantes nasais 30 que ocorriam em um grande grupo de palavras inventadas, com a forma /h CVC/, isto é, uma sílaba consoante-vogal-consoante, onde caía o acento da palavra, precedida por uma sílaba não-acentuada. No caso das sílabas com // e // as consoantes iniciais e finais eram idênticas 31. Três foram os informantes. Os resultados mostraram que o antiformante ( que espectralmente está associado a vales de energia) está localizado, para a nasal //, entre 750 e 1250 Hz, e para //, entre 1450 e 2200 Hz, sendo o ambiente vocálico em que se encontram as nasais o fator responsável pela ocorrência dos antiformantes em uma ou outra extremidade desta faixa de freqüência. Uma regra geral seria a de que quando o ponto de articulação se move para trás, a freqüência dos antiformantes aumenta. No entanto, o anti-formante muda sua posição apreciavelmente de palavra a palavra e mesmo dentro da mesma produção, dependendo da variação da configuração da cavidade oral 32 (Id). Fujimura conclui seu ensaio dizendo que apesar de ser possível separar as consoantes nasais por intermédio de seus anti-formantes, os formantes das transições das vogais adjacentes teriam um papel mais importante na individualização das nasais. Então, uma das pistas para se verificar a qualidade da consonante nasal seria a freqüência dos anti-formantes. Porém, além dos estudos de Fujimura, outros indicam a dificuldade de se tomarem os anti-formantes como parâmetros de diferenciação entre as 29...when the oral cavity is closed at some point for a nasal consonant, the frequencies of the antiformants are the frequencies at which the mouth cavity shortcircuits transmission through the nose. Energy at these frequencies does not pass through the nasal cavity. 30 Deve-se esclarecer que o murmúrio nasal é o segmento acústico associado à radiação exclusivamente nasal da energia sonora, sendo um dos pontos, além das transições das vogais adjacentes, em que se estabelece o estudo espectral das nasais. 31 Os seus estudos incluiram também a nasal velar //, em final de sílaba, da seguinte forma /h rv/. 32 the antiformant changes its position appreciably from word to word and also within the same utterance, depending on the change in the configuration of the oral cavity.

18 18 consoantes nasais: anti-formantes são extremamente difíceis de localizar e medir pelos métodos usuais de análise da fala. (HOUSE 33, apud KUROWSKI & LUSTEIN,1993, p.198). Uma outra característica importante das consoantes nasais, além das faixas de freqüência de seus anti-formantes, é a existência de um chamado formante nasal, que ocorre frequentemente na faixa de Hz. Este formante nasal está associado ao comprimento do tubo que se estende da laringe até as narinas, e que é relativamente longo aproximadamente 12,5 cm em homens adultos. KENT & READ (1992, p. 231) colocam que, neste caso (para a fala do homem), o formante nasal pode chegar a uma freqüência de até 500Hz. Uma ainda terceira característica para as consoantes nasais é que seus formantes tendem a ser altamente amortecidos, isto é, eles têm grandes larguras de banda, o que reflete uma rápida taxa de absorção da energia sonora. Exemplos de espectrogramas para as palavras inglesas a Pam e a tan, ambas monossílabas com nasais em coda, são mostrados a seguir. São exemplos similares aos que foram utilizados para os estudos realizados neste trabalho. FIGURA 4 - ESPECTROGRAA DAS PALAVRAS A PA E A TAN FONTE: LADEFOGED, 2001(a), p HOUSE, A. Analog studies of nasal consonants. Journal of Speech and Hearing Disorders, 22, p , Antiformants are extremely difficult to accurately pinpoint and measure by the usual methods of speech analysis

19 19 Ladefoged chama a atenção para uma marca clara das nasais, que é a mudança abrupta no espectrograma no momento de formação da obstrução articulatória, quando os lábios se juntam, no caso do [], ou quando a coroa da língua toca os alvéolos, no caso do [], mostrada pelas setas logo antes dos símbolos das nasais. A estrutura de formantes das nasais é similar à das vogais, com a diferença que suas bandas são mais fracas e suas freqüências dependerão das características de ressonância das cavidades nasais (particulares para cada indivíduo). Interessante de se observar que o autor relata que usualmente (e não sempre ) há um primeiro formante situado em torno de 250 Hz ( que é o formante nasal) 34, e que a localização dos outros formantes varia, havendo geralmente uma extensa região acima de F1 sem energia. O autor ainda relata que a diferença entre cada uma das nasais (um dos objetivos deste presente trabalho) é frequentemente determinável a partir dos diferentes formantes de transição que ocorrem ao final de cada vogal, havendo um decréscimo no F2 da vogal antes de [m]. Porém, ao final da colocação, ele deixa claro: as as pistas para o ponto de articulação às vezes não são muito claras 35 ( Ibid, p ). Um outro exemplo: FIGURA 5 - ESPECTROGRAA DAS PALAVRAS RA E RAN FONTE: LADEFOGED, 2001(b), p Quando da análise dos dados tanto do grupo controle quanto dos aprendizes, houve realmente considerável variação em torno do valor deste valor de freqüência para F1. 35 ut the places cues are sometimes not very clear.

20 20 Neste caso, ele fala de um primeiro formante, com freqüência muito baixa, em torno de 200 Hz, cita novamente o ponto de distinção entre as nasais, não sendo toda a porção da nasal no espectrograma, mas apenas o seu início, e enfatiza que quando os lábios se fecham para [], os formantes (especialmente o segundo) abaixam a freqüência. 36 ( LADEFOGED, 2001(b), p.54). Percebe-se que, tanto para a Figura 4, como para a Figura 5, que há pouca diferenciação entre os espectrogramas para [] e [] em codas. KUROWSKI & LUSTEIN (1987) em seus estudos de propriedades acústicas para determinação do ponto de articulação das nasais ( pistas acústicas 37 ), partiram de dois experimentos: no primeiro (experimento I), três informantes produziram, cada um, cinco palavras com [] seguido das vogais [ ], e cinco com [] seguido das mesmas vogais. A análise quantitativa de tais produções com os segmentos [] e [] + vogal indicou que acima de 89% das produções pode ser corretamente classificada com relação a ponto de articulação, comparando a proporção de mudança de energia na região espectral que vai do murmúrio até a soltura da nasal. No segundo experimento (experimento II), procedeu-se à análise de [] + [] ou [] + vogal, realizada por dois informantes na mesma região espectral, e 84% das produções foi corretamente classificada. Tendo demonstrado que os padrões espectrais para consoantes nasais são similares, ao menos em duas posições dentro da sílaba, as pesquisadoras partiram para o trabalho de nasais em posição de coda. A distinção entre as nasais, neste caso, mostrou-se mais difícil: O próprio fato da transição gradual de vogal para completo murmúrio nasal na posição V[vogal]C[consoante], que contribui para a dificuldade de localizar a oclusão articulatória, também parece ter sérias conseqüências para uma medição que depende de uma rápida mudança de energia em um relativamente curto espaço[...] na forma da onda. Presentemente, usando os mesmos parâmetros para as medidas como nos experimentos I e II, as medições 36 the formants ( particularly the second ) lower in frequency 37 A função de uma pista acústica (acoustic cue) é possibilitar ao ouvinte fazer a distinção entre sons que pertencem a diferentes classes fonêmicas.

21 21 puderam classificar corretamente 75% das nasais bilabiais para um dos falantes. Não mais que 56% para um segundo falante. Todas as alveolares foram problemáticas. 38 (Ibid, p. 1924) É interessante ressaltar o papel do murmúrio nasal. Acreditava-se, inicialmente, que ele não carregasse informações significativas sobre ponto de articulação (que define, na língua inglesa, uma nasal como bilabial, alveolar ou velar). Estudos de percepção de nasais indicaram, no entanto, que nem o murmúrio e nem e as transições isoladamente são indicações suficientes para ponto de articulação. Eles constituem pistas integradas utilizadas pelo aparelho auditivo para uma única representação, não sendo então os atributos acústicos para ponto de articulação segmentados pelo aparelho auditivo como componentes separados. (KUROWSKI & LUSTEIN 39, apud KUROWSKI & LUSTEIN, 1993, p.206). No entanto, as autoras citam outros estudos que esclarecem que, apesar de tanto o murmúrio quanto as transições terem tanta informação sobre o ponto de articulação em sílabas VN ( vogal nasal), como em sílabas NV (nasal-vogal), as sílabas VN não foram identificadas tão bem quanto as sílabas NV 40.(REPP & SVASTIKULA 41, apud KUROWSKI & LUSTEIN,1993, p.207). Em outro estudo de percepção da distinção entre as nasais [] e [], OHDE, HALEY & ARNES (2006) também apontam para a contribuição do murmúrio nasal e a transição dos formantes das vogais como pistas de identificação das nasais. Nos experimentos destes pesquisadores, três crianças, três homens e três mulheres produziram sílabas NV e VN, com [] ou [] nas posições de consoantes, com as vogais [ ] ora precedendo, ora seguindo as consoantes. Os participantes dos testes de percepção foram dez falantes nativos. Uma das conclusões dos pesquisadores 38 The sheer gradualness of the transitions from vowel to full murmur in VC position, which contributes to the difficulty of locating closure, also seems to have serious consequences for a metric that depends on rapid energy change over a relatively short (four glottal pulse) span in the waveform. At present, using all of the same parameters for the metric as in experiments I and II, the metric can correctly classify 75% of the labials for one speaker. It did no better than 56% for a second speaker. All alveolars were problematic. 39 KUROWSKI, K. ; LUSTEIN, S. E. Perceptual integration of the murmur and formant transitions for place of articulation in nasal consonants, Journal of the Acoustical Society of America, v. 76, p , Conclusão a que as autoras haviam chegado em seu estudo de 1987, citado acima. 41 REPP, ; SVASTIKULA,K. Perception of the []-[] distinction in VC syllables. Journal of the Acoustical Society of America, v. 83, p , 1988.

22 22 foi que, de forma geral, sílabas NV foram perceptualmente mais distinguíveis que as sílabas VN. 2.3 CONSOANTES NASAIS NA INTERLÍNGUA P - INGLÊS São poucos os estudos que relacionam as consoantes nasais na interlíngua de estudantes / falantes brasileiros de inglês. Um deles é um estudo feito por onahan, na Universidade da Flórida, dentro do programa de graduação em Lingüística (onaham, 2001), cujo objetivo era, adotando a abordagem da teoria da otimalidade, listar as restrições da estrutura silábica do P, e verificar se falantes nativos de P as transferiam para o inglês, sua L2. Os processos a serem estudados estavam relacionados à assimilação regressiva da nasalidade e omissão da consoante nasal em codas, epêntese e glide lateral em codas. Os dados foram coletados através de leitura de sentenças por cinco informantes falantes nativos de P, com idade variando de 21 a 28 anos, estudantes universitários que residiam nos Estados Unidos de quatro meses a três anos, e que lá estudavam inglês, tendo a maioria estudado inglês também aqui no rasil. As suas conclusões, após análise fonética e fonológica dos dados, no caso específico das nasais, apontam para a nasalização das vogais: Este processo [regressão da nasalidade e queda da consoante nasal em coda] é realmente evidente através de todos os dados, como se suspeitava, com poucas exceções. Através dos dados, forte nasalização de vogais estava presente, e na maioria dos casos não havia, ou havia pouca evidência de consoante nasal 42 (ONAHAN, 2001, p.23) As palavras apresentadas que serviram a estas conclusões foram (aparentemente) apenas quatro: plant, clan, owns, ounce. Tanto no caso de falantes nativos de inglês quanto para os brasileiros, o autor indica que ocorre nasalização da vogal anterior à consoante nasal, e se houver uma outra consoante em coda, ela também é articulada. A diferença que ele aponta está exclusivamente no apagamento da consoante nasal por parte dos falantes de P(Ibid, p.24). Não aparecem dados estatísticos na pesquisa. 42 This process is indeed evident throughout the data, as it was suspected to be, with a few non-notable exceptions. Throughout the data, heavy nasalization of vowels was present and in most cases there was no, or in other cases very little, evidence of the nasal consonant surfacing.

23 23 APTISTA & SILVA FILHO (2006) estudaram a produção de codas simples (com uma única consoante) em palavras em inglês por seis estudantes, com idades entre 19 e 29 anos, alunos de graduação de inglês de uma universidade brasileira, falantes nativos de P (o português permite somente /r/ e /s/ serem realizados foneticamente como consoantes em final de sílaba). Os autores citam o fato de que outros fonemas consonantais são modificados de alguma forma na sua realização fonética, como, por exemplo, as nasais /m/ e /n/ são omitidas depois que sua nasalidade é assimilada pela vogal precedente, como em viagem, produzida como [ ] 43 (Ibid, p. 78). O objetivo do estudo foi de examinar as codas produzidas pelos informantes primeiro em relação à sua marcação relativa ao segmento alvo, baseada na sonoridade, como também vozeamento, ponto e modo de articulação, e em segundo lugar com relação ao ambiente. O corpus foi composto por 432 sentenças, cada uma contendo uma palavra monossilábica, terminando numa de 16 consoantes alvo, grupo que incluía as nasais // e //. A nasal velar / / foi posteriormente excluída, pois a maioria dos informantes pronunciava um [] após a nasal, por questões de grafia. Cada uma das consoantes apareceu em 27 sentenças, em posição final, e seguida por palavras que iniciavam com outras 19 consoantes, glides e vogais. Os resultados, especificamente para o caso das nasais, mostraram que: As seqüências vogal-nasal foram frequentemente pronunciadas como vogais nasais, sem a consoante nasal final. Apesar deste resultado ter sido previsto, as consoantes nasais foram ainda incluídas no estudo por causa do conhecimento de que elas também algumas vezes causam paragoge [epêntese em final de palavra] ao invés de serem apagadas. Embora o conhecimento da fonologia do P teria sido suficiente para predizer a estratégia preferida de paragoge e o processo de assimilação nasal e apagamento, a fonologia de L1 por si só não poderia ter predito quais consoantes finais causariam maior dificuldade ou em que ambientes. Por estas duas razões, foi necessário considerar a marcação. 44 ( Ibid, p. 80) 43 /m/ and /n/ are omitted after their nasality is assimilated to the preceding vowel, as in viagem ( trip), realized as [ ]. 44 Vowel-nasal sequences were frequently pronounced as nasal vowels without the final nasal consonant. Although this result was also predicted, nasal consonants were still included in the study because of the knowledge that they also sometimes cause paragoge instead of omission. Although a knowledge of P phonology would have been sufficient to predict the preferred strategy of paragoge and the process of nasal assimilation and deletion, NL phonology alone could not have predicted which final consonants would cause greater difficulty or in which environments. For these two questions, it was necessary to consider the markedness. As nasais // e // juntas causaram paragoge em 3.7% das produções e assimilação / apagamento também em 3.7% das produções.

24 24 KLUGE (2004) conduziu experimentos de percepção e produção das nasais [] e [] em codas de palavras no inglês com 20 alunos de nível pré-intermediário cuja L1 era o P, 13 mulheres e 7 homens, com idade variando entre 16 e 44 anos. Foram realizados 3 testes para a avaliação do desempenho dos alunos em termos de produção e percepção, todos de outiva. O primeiro teste era o de produção e consistia na leitura de uma lista de 72 sentenças com um monossílabo e 72 sentenças com um dissílabo, cada grupo com uma das nasais em questão em posição de coda. No caso dos monossílabos, quatro ambientes vocálicos foram utilizados como anteriores às nasais, /,,, /, e a nasal era seguida por uma vogal, por uma consoante ou por silêncio. No caso dos dissílabos, as palavras alvo seguiram quatro padrões relativos ao acento: as nasais poderiam pertencer à coda da primeira sílaba, com ou sem acento nesta sílaba, ou poderiam pertencer à coda da segunda sílaba, também com ou sem acento nesta sílaba. Através de análise de outiva, os resultados mostraram que em 38.66% dos dados analisados, as consoantes nasais não foram corretamente produzidas, porém a nasal [] apresentou resultados apreciavelmente melhores. Das estratégias utilizadas pelos informantes brasileiros, 91.96% consistiu no apagamento da consoante com conseqüente nasalização da vogal antecedente, 8.75% no apagamento sem a nasalização da vogal, e 0.18% de epêntese. Das palavras monossilábicas, 59.30% foram corretamente pronunciadas, e das dissílabas, 63.38% tiveram a produção correta. O segundo teste foi de percepção, um teste de discriminação categorial, consistindo de 72 grupos de três palavras monossílabas. As palavras alvo eram cinco pares mínimos contrastando [] e [] em coda, com cinco vogais antecedentes (/,,,, /), gravadas por falantes nativos. enos da metade dos grupos das três palavras (44%) foi corretamente percebida pelos informantes brasileiros, porém os três falantes nativos utilizados como grupo controle também não tiveram o desempenho esperado: o percentual de respostas corretas foi de apenas 78.33%. O terceiro teste foi também de percepção, para checar se os informantes brasileiros podiam discriminar as nasais em coda de uma pronúncia nativa das nasais em coda de uma pronúncia não nativa. Foram utilizados monossílabos, com as cinco mesmas vogais anteriores utilizadas no segundo teste. As palavras foram gravadas por dois falantes: um americano proficiente em português brasileiro, e um brasileiro proficiente em inglês (ambos gravaram cada palavra com uma pronúncia nativa e com

25 25 uma pronúncia intencionalmente não-nativa nasalização da vogal antecedente à nasal e apagamento da nasal). Os alunos recebiam a forma escrita e tinham que identificar qual das duas pronúncias era a mais nativa, circulando 1 se fosse a primeira palavra pronunciada, 2 se fosse a segunda, ambas, se as duas pronúncias soavam nativas, ou nenhuma caso nenhuma soasse nativa. Os resultados mostraram que neste caso também menos da metade das respostas foram corretas (45.75%). A conclusão do trabalho de pesquisa apontou para o fato de que o desempenho dos alunos foi melhor no experimento de produção do que no de percepção, sendo a produção aparentemente influenciada pelo processo de nasalização do português brasileiro ( nasalização da vogal e apagamento da consoante nasal). Os resultados parecem indicar que há uma relação entre a identificação/discriminação das nasais em codas, que são o alvo da pesquisa, e sua correta produção. No entanto, a tendência do presente estudo é a produção ser mais precisa que a percepção. 45 ( Ibid, p. 68) Com relação ao contexto fonológico, os resultados relativos à percepção sugeriram que tanto os alunos quanto os falantes nativos que participaram dos dois experimentos apresentaram dificuldades similares em ambos os testes, sendo que foi o ditongo // o que mais desfavoreceu a percepção dos nativos para ambos os testes, e dos alunos no terceiro teste. A vogal // foi a que mostrou os piores resultados para o grupo de alunos no teste de discriminação categorial. Com relação ao contexto fonológico para as palavras monossilábicas, foi com a vogal antecedente // que os participantes tiveram mais dificuldades nos testes de produção. No ambiente que segue a nasal, a maior dificuldade foi para as nasais seguidas de silêncio. 45 Results seem to indicate that there is a relationship between the identification/discrimination of the target coda nasals and their accurate production. However, the tendency of the present study is for production to be more accurate than perception.

Exp 8. Acústica da Fala

Exp 8. Acústica da Fala Exp 8. Acústica da Fala 1. Objetivos Estudar o modelo fonte-filtro da produção da fala; Medir os formantes e relacionar com manobras articulatórias em vogais e ditongos; Utilizar espectrografia de banda

Leia mais

Sons Vocais do Inglês Americano

Sons Vocais do Inglês Americano Sons Vocais do Inglês Americano Existem mais de 40 sons vocais no inglês americano que podem ser classificados de acordo com a forma básica em que são produzidos. Classe quanto á forma Vogais Fricativas

Leia mais

Objetivo. Letras. Análise Linguística? Em que consiste? Estruturas fonológicas da língua portuguesa. Prof a : Dr a. Leda Cecília Szabo

Objetivo. Letras. Análise Linguística? Em que consiste? Estruturas fonológicas da língua portuguesa. Prof a : Dr a. Leda Cecília Szabo Letras Prof a : Dr a. Leda Cecília Szabo Estruturas fonológicas da língua portuguesa Objetivo Entrar em contato com as características da análise fonológica. Conhecer os fonemas consonantais e vocálicos

Leia mais

APRENDIZADO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: O CASO DA NASALIZAÇÃO DE VOGAIS

APRENDIZADO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: O CASO DA NASALIZAÇÃO DE VOGAIS UNIVERSIDADE: Universidade Federal de Minas Gerais NÚCLEO DISCIPLINAR/COMITÊ ACADÊMICO: Lingüística, Letras e Artes TÍTULO DO TRABALHO: APRENDIZADO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: O CASO DA NASALIZAÇÃO DE VOGAIS

Leia mais

ANÁLISE!ACÚSTICA!DA!VIBRANTE!MÚLTIPLA!/r/!NO!ESPANHOL!E!EM! DADOS!DE!UM!APRENDIZ!CURITIBANO!DE!ESPANHOL!COMO!LÍNGUA! ESTRANGEIRA!

ANÁLISE!ACÚSTICA!DA!VIBRANTE!MÚLTIPLA!/r/!NO!ESPANHOL!E!EM! DADOS!DE!UM!APRENDIZ!CURITIBANO!DE!ESPANHOL!COMO!LÍNGUA! ESTRANGEIRA! Curitiba,Vol.2,nº2,jan.2jun.2014ISSN:231821028REVISTA(VERSALETE ANÁLISEACÚSTICADAVIBRANTEMÚLTIPLA/r/NOESPANHOLEEM DADOSDEUMAPRENDIZCURITIBANODEESPANHOLCOMOLÍNGUA ESTRANGEIRA ACOUSTIC(ANALYSIS(OF(THE(MULTIPLE(VIBRANT(/r/(IN(SPANISH(AND(

Leia mais

ANÁLISE ACÚSTICA DAS CONSOANTES NASAIS BILABIAIS E ALVEOLARES DO INGLÊS. Acoustic Analysis of the English Bilabial and Alveolar Nasal Consonants

ANÁLISE ACÚSTICA DAS CONSOANTES NASAIS BILABIAIS E ALVEOLARES DO INGLÊS. Acoustic Analysis of the English Bilabial and Alveolar Nasal Consonants R E V I S T A X, V O L U M E 1, 2 0 1 4 P á g i n a 102 ANÁLISE ACÚSTICA DAS CONSOANTES NASAIS BILABIAIS E ALVEOLARES DO INGLÊS Acoustic Analysis of the English Bilabial and Alveolar Nasal Consonants Marcia

Leia mais

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC)

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) Diversidade Linguística na Escola Portuguesa Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) www.iltec.pt www.dgidc.min-edu.pt www.gulbenkian.pt Breve caracterização fonética de sons que

Leia mais

Estudo do pré-vozeamento, frequência do burst e locus de F2 das oclusivas orais do português europeu 1. Introdução 2.

Estudo do pré-vozeamento, frequência do burst e locus de F2 das oclusivas orais do português europeu 1. Introdução 2. Estudo do pré-vozeamento, frequência do burst e locus de F2 das oclusivas orais do português europeu Marisa Lousada ; Paula Martins ; Luis M. T. Jesus Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro

Leia mais

/z/ depois [+vozeado] Além disso As crianças generalizam automaticamente com base em traços elas não aprendem primeiro de uma base fonema por fonema

/z/ depois [+vozeado] Além disso As crianças generalizam automaticamente com base em traços elas não aprendem primeiro de uma base fonema por fonema Fonética e Fonologia 24.900: Introdução à Linguagem anotações das aulas: semana de 04 de Março de 2002 Conjunto de Problemas # 4: Para Segunda-feira, 11/03/02 Apostila sobre o principal para a identificação

Leia mais

A NASALIZAÇÃO VOCÁLICA NA AQUISIÇÃO DO ITALIANO COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA POR FALANTES DO PORTUGUÊS BRASILEIRO

A NASALIZAÇÃO VOCÁLICA NA AQUISIÇÃO DO ITALIANO COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA POR FALANTES DO PORTUGUÊS BRASILEIRO A NASALIZAÇÃO VOCÁLICA NA AQUISIÇÃO DO ITALIANO COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA POR FALANTES DO PORTUGUÊS BRASILEIRO GHISLANDI, Indianara; OENNING, Micheli email: michelioenning@yahoo.com.br Universidade Estadual

Leia mais

PONTO DE CONTATO: Transferência da Palatalização do Português para o Inglês 1

PONTO DE CONTATO: Transferência da Palatalização do Português para o Inglês 1 PONTO DE CONTATO: Transferência da Palatalização do Português para o Inglês 1 Mestranda Neliane Raquel Macedo Aquino (UFT) Resumo: A aprendizagem de uma língua estrangeira LE possibilita transferências

Leia mais

SÍLABA TÔNICA NÃO FINAL E EM ONSET DE SÍLABA PÓS- TÔNICA FINAL

SÍLABA TÔNICA NÃO FINAL E EM ONSET DE SÍLABA PÓS- TÔNICA FINAL MEDIDAS DO VOT DE CONSOANTES OCLUSIVAS SURDAS EM ONSET DE SÍLABA TÔNICA NÃO FINAL E EM ONSET DE SÍLABA PÓS- TÔNICA FINAL EM DADOS DO DIALETO CURITIBANO VOICE ONSET TIME MEASUREMENT FOR VOICELESS PLOSIVES

Leia mais

3. O projeto LINDSEI-BR: apresentação e composição

3. O projeto LINDSEI-BR: apresentação e composição DIFICULDADES INERENTES À COMPILAÇÃO DE UM CORPUS ORAL DE INFORMANTES BRASILEIROS APRENDIZES DE INGLÊS PARA O PROJETO LINDSEI-BR 1. Introdução Predomina, atualmente, a utilização de corpora de falantes

Leia mais

16 Pronúncia do Inglês

16 Pronúncia do Inglês Este livro tem por objetivo central apresentar os sons do inglês aos falantes do português brasileiro. Pretende-se, ainda, indicar algumas diferenças de pronúncia entre variedades do inglês falado em diferentes

Leia mais

UM ESTUDO SOBRE A LÍNGUA KAXARARI DA FAMÍLIA PANO: ANÁLISE DE ALGUNS ASPECTOS FONOLÓGICOS

UM ESTUDO SOBRE A LÍNGUA KAXARARI DA FAMÍLIA PANO: ANÁLISE DE ALGUNS ASPECTOS FONOLÓGICOS UM ESTUDO SOBRE A LÍNGUA KAXARARI DA FAMÍLIA PANO: ANÁLISE DE ALGUNS ASPECTOS FONOLÓGICOS Priscila Hanako Ishy 1 ; Gláucia Vieira Cândido 2 ; Lincoln Almir Amarante Ribeiro3 1 Bolsista PBIC /CNPq, graduanda

Leia mais

RESPOSTA FÍSICA TOTAL

RESPOSTA FÍSICA TOTAL RESPOSTA FÍSICA TOTAL Valdelice Prudêncio Lima UEMS João Fábio Sanches Silva UEMS O método apresentado é baseado na coordenação da fala e da ação, desenvolvido por James Asher, professor de psicologia

Leia mais

Desfazendo Mitos e Mentiras Sobre Línguas de Sinais

Desfazendo Mitos e Mentiras Sobre Línguas de Sinais Desfazendo Mitos e Mentiras Sobre Línguas de Sinais Renê Forster 1 Resumo: Este artigo apresenta uma das cartilhas desenvolvidas pelo Programa Surdez com informações sobre a LIBRAS e as línguas de sinais

Leia mais

mas respiratório, fonatório e articulatório e dos órgãos que constituem o aparelho fonador.

mas respiratório, fonatório e articulatório e dos órgãos que constituem o aparelho fonador. D.E.L.T.A., Vol. 16, N. 1, 2000 (183-188) RESENHA/REVIEW SILVA, THAÏS CRISTÓFARO. (1999) Fonética e fonologia do português: roteiro de estudos e guia de exercícios. São Paulo: Contexto. 254 p. Resenhado

Leia mais

HABILIDADES INFANTIS RELACIONADAS À PRÁTICA DE LEITURA E SUAS IMPLICAÇÕES ORTOGRÁFICAS NA ESCRITA

HABILIDADES INFANTIS RELACIONADAS À PRÁTICA DE LEITURA E SUAS IMPLICAÇÕES ORTOGRÁFICAS NA ESCRITA HABILIDADES INFANTIS RELACIONADAS À PRÁTICA DE LEITURA E SUAS IMPLICAÇÕES ORTOGRÁFICAS NA ESCRITA Humberto Pires Junior 1 Milene Peixer Loio 2 Introdução A presente pesquisa 3 busca relacionar habilidades

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos O ALÇAMENTO DAS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS E POSTÔNICAS MEDIAIS Fernando Antônio Pereira Lemos (CEFET-MG) RESUMO Este estudo retoma um tema bastante controverso na literatura: o alçamento das vogais médias

Leia mais

O AUXÍLIO DA FONÉTICA NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA

O AUXÍLIO DA FONÉTICA NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA O AUÍLIO DA FONÉTICA NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA Ana Beatriz Miranda Jorge UFCG/ beatrizjmiranda@gmail.com Bruna Melo do Nascimento UEPB/ bruna.melo.nascimento@gmail.com Isabelle Coutinho Ramos Benício

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ CENTRO DE HUMANIDADES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA APLICADA KATIENE ROZY SANTOS DO NASCIMENTO

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ CENTRO DE HUMANIDADES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA APLICADA KATIENE ROZY SANTOS DO NASCIMENTO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ CENTRO DE HUMANIDADES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA APLICADA KATIENE ROZY SANTOS DO NASCIMENTO ANÁLISE ACÚSTICO-ARTICULATÓRIA DE SONS VOCÁLICOS DE PALAVRAS FUNCIONAIS

Leia mais

Semiótica Funcionalista

Semiótica Funcionalista Semiótica Funcionalista Função objetivo, finalidade Funcionalismo oposto a formalismo entretanto, não há estruturas sem função e nem funções sem estrutura 2 Abordagens Básicas Signo função estrutural função

Leia mais

Boletim de Guia para os Pais das Escolas Públicas Elementar de Central Falls

Boletim de Guia para os Pais das Escolas Públicas Elementar de Central Falls Boletim de Guia para os Pais das Escolas Públicas Elementar de Central Falls O objetivo principal do cartão de relatório elementar é comunicar o progresso do aluno para os pais, alunos e outros funcionários

Leia mais

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Rafael Beling Unasp rafaelbeling@gamil.com Resumo: os termos música e musicalidade, por sua evidente proximidade, podem

Leia mais

01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS

01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS 01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS OBS1: Adaptação didática (TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS) realizada pelo Prof. Dr. Alexandre Rosa dos Santos. OBS2: Textos extraídos do site: http://www.englishclub.com

Leia mais

LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA SPADA, Nina. Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Estrangeira: uma entrevista com Nina Spada. Revista Virtual de Estudos da Linguagem - ReVEL. Vol. 2, n. 2, 2004. Tradução de Gabriel de Ávila Othero.

Leia mais

O ENSINO DE COMPREENSÃO ORAL EM LÍNGUA INGLESA: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DOCENTE

O ENSINO DE COMPREENSÃO ORAL EM LÍNGUA INGLESA: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DOCENTE O ENSINO DE COMPREENSÃO ORAL EM LÍNGUA INGLESA: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DOCENTE MEIRELES, Mirelly Karolinny de Melo/UNIDERC 1 mirellyk@yahoo.com.br NASCIMENTO, Kaline Brasil Pereira/UEPB 2 k.aline.brasil@hotmail.com

Leia mais

-~~ PROVA DE FÍSICA - 2º TRIMESTRE DE 2014 PROF. VIRGÍLIO

-~~ PROVA DE FÍSICA - 2º TRIMESTRE DE 2014 PROF. VIRGÍLIO COl.é. -~~ gio. da Vinci PROVA DE FÍSICA - 2º TRIMESTRE DE 2014 PROF. VIRGÍLIO NOME N 9 ANO --- Olá, caro(a) aluno(a). Segue abaixo uma serre de exercicres que têm, como base, o que foi trabalhado em sala

Leia mais

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O U N I V E R S I D A D E D E B R A S Í L I A Conceito Ciência que visa descrever ou explicar

Leia mais

PERCEPÇÃO DAS PLOSIVAS ALVEOLARES FINAIS NA INTERFONOLOGIA DE BRASILEIROS APRENDIZES DE INGLÊS

PERCEPÇÃO DAS PLOSIVAS ALVEOLARES FINAIS NA INTERFONOLOGIA DE BRASILEIROS APRENDIZES DE INGLÊS Anais do 6º Encontro Celsul - Círculo de Estudos Lingüísticos do Sul PERCEPÇÃO DAS PLOSIVAS ALVEOLARES FINAIS NA INTERFONOLOGIA DE BRASILEIROS APRENDIZES DE INGLÊS Melissa BETTONI-TECHIO (Universidade

Leia mais

Descrição e análise do sistema consonantal do português arcaico no Pergaminho Vindel

Descrição e análise do sistema consonantal do português arcaico no Pergaminho Vindel Descrição e análise do sistema consonantal do português arcaico no Pergaminho Vindel Daniel Soares da sta Av. Ferroviária nº 1420 Centro Ibitinga SP Brasil esumo. Este artigo descreve e analisa o sistema

Leia mais

A DITONGAÇÃO DAS SÍLABAS TÔNICAS FINAIS TRAVADAS NOS FALARES BLUMENAUENSE E PORTO-ALEGRENSE: UMA ANÁLISE PRELIMINAR

A DITONGAÇÃO DAS SÍLABAS TÔNICAS FINAIS TRAVADAS NOS FALARES BLUMENAUENSE E PORTO-ALEGRENSE: UMA ANÁLISE PRELIMINAR Página94 A DITONGAÇÃO DAS SÍLABAS TÔNICAS FINAIS TRAVADAS NOS FALARES BLUMENAUENSE E PORTO-ALEGRENSE: UMA ANÁLISE PRELIMINAR Cristiane Gonçalves Uliano 1 Maria Fernanda Silva de Carvalho 2 Marina da Costa

Leia mais

O PROCESSO DE ASSIMILAÇÃO DA NASALIDADE DAS VOGAIS ORAIS NA FALA ANAPOLINA

O PROCESSO DE ASSIMILAÇÃO DA NASALIDADE DAS VOGAIS ORAIS NA FALA ANAPOLINA O PROCESSO DE ASSIMILAÇÃO DA NASALIDADE DAS VOGAIS ORAIS NA FALA ANAPOLINA Vanilda Oliveira Coelho 1 ; Maria de Lurdes Nazário 1 ; Shirley Eliany Rocha Mattos 2 1 Pesquisadoras convidadas do Núcleo de

Leia mais

SOBRE A QUEBRA DE ENCONTROS CONSONANTAIS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO

SOBRE A QUEBRA DE ENCONTROS CONSONANTAIS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO SOBRE A QUEBRA DE ENCONTROS CONSONANTAIS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO Thaïs CRISTÓFARO-SILVA (UFMG) ABSTRACT: Branching onsets reduction in Brazilian Portuguese was analysed as a phonological process. The condition

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

Fonética Articulatória: Consoantes

Fonética Articulatória: Consoantes 1. Conceitos Básicos Fonética Articulatória: Consoantes Seung Hwa Lee Introdução aos Estudos linguísticos I 1) Estudos de sons Fonética vs. Fonologia Fonética articulatória Produção Fonética acústica Fonética

Leia mais

GUIA DE INTERPRETAÇÃO DO CELLA DA FLÓRIDA

GUIA DE INTERPRETAÇÃO DO CELLA DA FLÓRIDA GUIA DE INTERPRETAÇÃO DO CELLA DA FLÓRIDA INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O CELLA A Flórida utiliza o CELLA (Comprehensive English Language Learning Assessment, Avaliação Abrangente do Aprendizado de Língua Inglesa)

Leia mais

SONS ORAIS: P, B T, D, C, G, F, V, S, Z, CH/X, J, L, LH, R, RR e as vogais A, Ê, É, I, Ô, Ó, U

SONS ORAIS: P, B T, D, C, G, F, V, S, Z, CH/X, J, L, LH, R, RR e as vogais A, Ê, É, I, Ô, Ó, U 1 COMO PRODUZIMOS OS SONS DA FALA? Quando falamos, o ar que vem dos pulmões, passa pela laringe (garganta) onde a voz é produzida e sobe em direção à boca. Dependendo dos movimentos dos lábios, da língua,

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA. Miguél Eugenio Almeida UEMS Unidade Universitária de Jardim. 0. Considerações iniciais

RELAÇÃO ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA. Miguél Eugenio Almeida UEMS Unidade Universitária de Jardim. 0. Considerações iniciais RELAÇÃO ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA Miguél Eugenio Almeida UEMS Unidade Universitária de Jardim 0. Considerações iniciais A Relação entre fonética e fonologia compreende uma relação de interdependência,

Leia mais

4 Segmentação. 4.1. Algoritmo proposto

4 Segmentação. 4.1. Algoritmo proposto 4 Segmentação Este capítulo apresenta primeiramente o algoritmo proposto para a segmentação do áudio em detalhes. Em seguida, são analisadas as inovações apresentadas. É importante mencionar que as mudanças

Leia mais

A COMPREENSÃO DAS COORDENADAS ESPACIAIS POR CRIANÇAS DE 6 A 8 ANOS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO

A COMPREENSÃO DAS COORDENADAS ESPACIAIS POR CRIANÇAS DE 6 A 8 ANOS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO A COMPREENSÃO DAS COORDENADAS ESPACIAIS POR CRIANÇAS DE 6 A 8 ANOS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO Ana Coêlho Vieira Selva & Jorge Tarcísio da Rocha Falcão Universidade Federal de Pernambuco RESUMO - Esta pesquisa

Leia mais

A APRENDIZAGEM DO SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA UNIDADE 3 ANO 1. Fevereiro de 2013

A APRENDIZAGEM DO SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA UNIDADE 3 ANO 1. Fevereiro de 2013 A APRENDIZAGEM DO SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA UNIDADE 3 ANO 1 Fevereiro de 2013 SUMÁRIO / PAUTA DO ENCONTRO A APRENDIZAGEM DO SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA Iniciando a conversa (pág.5) Aprofundando o

Leia mais

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I:

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I: Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I Unidade I: 0 OS NÍVEIS DE ANÁLISE LINGUÍSTICA I Níveis de análise da língua Análise significa partição em segmentos menores para melhor compreensão do tema.

Leia mais

A mobilização de conhecimentos matemáticos no ensino de Física

A mobilização de conhecimentos matemáticos no ensino de Física Cintia Ap. Bento dos Santos Universidade Cruzeiro do Sul Brasil cintiabento@ig.com.br Edda Curi Universidade Cruzeiro do Sul Brasil edda.curi@cruzeirodosul.edu.br Resumo Este artigo apresenta um recorte

Leia mais

ANÁLISE ACÚSTICA DA PRODUÇÃO DE CONSOANTES OCLUSIVAS INICIAIS POR FALANTES NATIVOS DE PB

ANÁLISE ACÚSTICA DA PRODUÇÃO DE CONSOANTES OCLUSIVAS INICIAIS POR FALANTES NATIVOS DE PB ANÁLISE ACÚSTICA DA PRODUÇÃO DE CONSOANTES OCLUSIVAS INICIAIS POR FALANTES NATIVOS DE PB Susana Pinheiro da Cruz PRESTES 1 RESUMO: O presente estudo versa sobre a produção de consoantes oclusivas surdas

Leia mais

Produção de plosivas surdas em inglês e português por falantes brasileiros de inglês como língua estrangeira

Produção de plosivas surdas em inglês e português por falantes brasileiros de inglês como língua estrangeira Anais do CELSUL 2008 Produção de plosivas surdas em inglês e português por falantes brasileiros de inglês como língua estrangeira Mariane A. Alves 1, Izabel Seara 2 1 Universidade Federal de Santa Catarina

Leia mais

Prosódia de declarativas e interrogativas totais no falar marianense e belorizontino

Prosódia de declarativas e interrogativas totais no falar marianense e belorizontino Prosódia de declarativas e interrogativas totais no falar marianense e belorizontino César Reis (UFMG) Leandra Batista Antunes (UFOP) Leandro Augusto dos Santos (UFOP) Vanessa Pinha (UFMG) Apesar de os

Leia mais

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias 1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias Objetivamos, com esse trabalho, apresentar um estudo dos processos de importação lexical do português que ocorrem

Leia mais

TEXTO 7: DELINEAMENTOS PRÉ-EXPERIMENTAIS 1

TEXTO 7: DELINEAMENTOS PRÉ-EXPERIMENTAIS 1 1 Laboratório de Psicologia Experimental Departamento de Psicologia UFSJ Disciplina: Método de Pesquisa Quantitativa Professora: Marina Bandeira TEXTO 7: DELINEAMENTOS PRÉ-EXPERIMENTAIS 1 Autores: Selltiz

Leia mais

COMANDOS DE PRODUÇÃO TEXTUAL: ANÁLISE DOS DADOS DE UMA PESQUISA-AÇÃO

COMANDOS DE PRODUÇÃO TEXTUAL: ANÁLISE DOS DADOS DE UMA PESQUISA-AÇÃO 2686 COMANDOS DE PRODUÇÃO TEXTUAL: ANÁLISE DOS DADOS DE UMA PESQUISA-AÇÃO Contexto da Pesquisa Nagely Beatriz Hütner - ESAP O presente artigo versa sobre o relato de uma pesquisa de mestrado que teve como

Leia mais

A FONÉTICA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESPANHOLA

A FONÉTICA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESPANHOLA A FONÉTICA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESPANHOLA Ivete Carneiro Braz (Letras _ UEL) Geane Maria Marques Branco Sanches (Letras _ UEL) Dulce Meger Silveira Camargo (Letras _ UEL) Orientador:

Leia mais

1 Problemas de transmissão

1 Problemas de transmissão 1 Problemas de transmissão O sinal recebido pelo receptor pode diferir do sinal transmitido. No caso analógico há degradação da qualidade do sinal. No caso digital ocorrem erros de bit. Essas diferenças

Leia mais

Welcome to Lesson A of Story Time for Portuguese

Welcome to Lesson A of Story Time for Portuguese Portuguese Lesson A Welcome to Lesson A of Story Time for Portuguese Story Time is a program designed for students who have already taken high school or college courses or students who have completed other

Leia mais

O ENSINO DA GRAMÁTICA DE LÍNGUA INGLESA COM BASE NA

O ENSINO DA GRAMÁTICA DE LÍNGUA INGLESA COM BASE NA O ENSINO DA GRAMÁTICA DE LÍNGUA INGLESA COM BASE NA GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA EM SALA DE AULA Michael Gouveia de Sousa Júnior Universidade Estadual da Paraíba E-mail: mikesousajunior@gmail.com Dione

Leia mais

19/07 ENSINO E APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ESCRITA EM CLASSES MULTISSERIADAS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO NA ILHA DE MARAJÓ

19/07 ENSINO E APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ESCRITA EM CLASSES MULTISSERIADAS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO NA ILHA DE MARAJÓ 19/07 ENSINO E APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ESCRITA EM CLASSES MULTISSERIADAS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO NA ILHA DE MARAJÓ Waldemar dos Santos Cardoso Junior (Universidade Federal do Pará /Campus Universitário

Leia mais

Estratégias de Aprendizado da Língua Estrangeira 1. Introdução

Estratégias de Aprendizado da Língua Estrangeira 1. Introdução Estratégias de Aprendizado da Língua Estrangeira Gedeon Santos de Medeiros Gerley Machado de Oliveira 1. Introdução A escolha de determinadas experiências de aprendizagem em qualquer contexto educacional,

Leia mais

O PAPEL DAS FRONTEIRAS PROSÓDICAS NA RESTRIÇÃO DO PROCESSAMENTO SINTÁTICO

O PAPEL DAS FRONTEIRAS PROSÓDICAS NA RESTRIÇÃO DO PROCESSAMENTO SINTÁTICO 642 O PAPEL DAS FRONTEIRAS PROSÓDICAS NA RESTRIÇÃO DO PROCESSAMENTO SINTÁTICO Carolina Garcia de Carvalho Silva UFJF/CAPES Maria Cristina Lobo Name UFJF 0 Introdução Este trabalho propõe-se a investigar

Leia mais

MODELAGEM E SIMULAÇÃO

MODELAGEM E SIMULAÇÃO MODELAGEM E SIMULAÇÃO Professor: Dr. Edwin B. Mitacc Meza edwin@engenharia-puro.com.br www.engenharia-puro.com.br/edwin Como Funciona a Simulação Introdução Assim como qualquer programa de computador,

Leia mais

3. MÉTODO 3.1 PARTICIPANTES

3. MÉTODO 3.1 PARTICIPANTES EFEITOS DO TREINAMENTO PERCEPTUAL NO APRENDIZADO DE SONS DE UMA LÍNGUA ESTRANGEIRA: UMA NOVA PERSPECTIVA Denize NOBRE-OLIVEIRA (PG-UFSC) ISBN: 978-85-99680-05-6 REFERÊNCIA: NOBRE-OLIVEIRA, Denize. Efeitos

Leia mais

Filtros de sinais. Conhecendo os filtros de sinais.

Filtros de sinais. Conhecendo os filtros de sinais. Filtros de sinais Nas aulas anteriores estudamos alguns conceitos importantes sobre a produção e propagação das ondas eletromagnéticas, além de analisarmos a constituição de um sistema básico de comunicações.

Leia mais

5 Comportamento Dinâmico de um EDFA com Ganho Controlado sob Tráfego de Pacotes

5 Comportamento Dinâmico de um EDFA com Ganho Controlado sob Tráfego de Pacotes 86 5 Comportamento Dinâmico de um EDFA com Ganho Controlado sob Tráfego de Pacotes No capítulo anterior estudamos a resposta do EDFA sob variações lentas da potência em sua entrada e vimos que é possível

Leia mais

Pré-texto. Texto. Pós-texto. Estrutura do Trabalho Final de Curso. A estrutura do Trabalho Final de Curso compreende: pré-texto, texto e pós-texto.

Pré-texto. Texto. Pós-texto. Estrutura do Trabalho Final de Curso. A estrutura do Trabalho Final de Curso compreende: pré-texto, texto e pós-texto. Estrutura do Trabalho Final de Curso A estrutura do Trabalho Final de Curso compreende: pré-texto, texto e pós-texto. Pré-texto Capa Folha de Rosto Dedicatória Agradecimentos Epígrafe Resumo Sumário Texto

Leia mais

3 Metodologia 3.1. Tipo de pesquisa

3 Metodologia 3.1. Tipo de pesquisa 3 Metodologia 3.1. Tipo de pesquisa Escolher o tipo de pesquisa a ser utilizado é um passo fundamental para se chegar a conclusões claras e responder os objetivos do trabalho. Como existem vários tipos

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DA PROFICIÊNCIA EM LÍNGUA INGLESA DOS ACADÊMICOS DE LETRAS DA UNIFRA: UM PARALELO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A AUTONOMIA DOS MESMOS 1

DESENVOLVIMENTO DA PROFICIÊNCIA EM LÍNGUA INGLESA DOS ACADÊMICOS DE LETRAS DA UNIFRA: UM PARALELO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A AUTONOMIA DOS MESMOS 1 DESENVOLVIMENTO DA PROFICIÊNCIA EM LÍNGUA INGLESA DOS ACADÊMICOS DE LETRAS DA UNIFRA: UM PARALELO ENTRE A MOTIVAÇÃO E A AUTONOMIA DOS MESMOS 1 OLIVEIRA, Vinícius. O. 2 MACIEL, Adriana. M. N. RESUMO: O

Leia mais

Experimento 2 Gerador de funções e osciloscópio

Experimento 2 Gerador de funções e osciloscópio Experimento 2 Gerador de funções e osciloscópio 1. OBJETIVO O objetivo desta aula é introduzir e preparar o estudante para o uso de dois instrumentos muito importantes no curso: o gerador de funções e

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Unidade curricular INICIAÇÃO AOS ESTUDOS LINGUISTICOS. Carga Horária Prática -

PLANO DE ENSINO. Unidade curricular INICIAÇÃO AOS ESTUDOS LINGUISTICOS. Carga Horária Prática - PLANO DE ENSINO LETRAS (PORTUGUÊS-INGLÊS) Turno: Noturno Currículo: 2003 INFORMAÇÕES BÁSICAS Período 2013/1 Natureza: Unidade curricular INICIAÇÃO AOS ESTUDOS LINGUISTICOS Teórica 60 Carga Horária Prática

Leia mais

XIX CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA

XIX CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA XIX CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA IMPACTOS DO PIBID/INGLÊS SUSTENTABILIDADE NOS ALUNOS André Henrique Gonçalves (UESC) henriqueios@live.com Laura de Almeida (UESC) prismaxe@gmail.com RESUMO

Leia mais

Seleção de comprimento de onda com espectrômetro de rede

Seleção de comprimento de onda com espectrômetro de rede Seleção de comprimento de onda com espectrômetro de rede Fig. 1: Arranjo do experimento P2510502 O que você vai necessitar: Fotocélula sem caixa 06779.00 1 Rede de difração, 600 linhas/mm 08546.00 1 Filtro

Leia mais

Um estudo comparativo de medidas acústicas em crianças com e sem problemas na produção de /s/ e /š/

Um estudo comparativo de medidas acústicas em crianças com e sem problemas na produção de /s/ e /š/ Um estudo comparativo de medidas acústicas em crianças com e sem problemas na produção de /s/ e /š/ Larissa Cristina Berti* *Doutoranda em Lingüística IEL- UNICAMP Alameda Itú, 1437, ap.64 - São Paulo

Leia mais

EXTERNATO MATER DOMUS. RUA PASCAL, 1403 CAMPO BELO SP CEP 04616/004 - Fone: 5092-5825

EXTERNATO MATER DOMUS. RUA PASCAL, 1403 CAMPO BELO SP CEP 04616/004 - Fone: 5092-5825 EXTERNATO MATER DOMUS RUA PASCAL, 1403 CAMPO BELO SP CEP 04616/004 - Fone: 5092-5825 MATÉRIA: FÍSICA PROFESSORA: RENATA LEITE QUARTIERI ALUNO: Nº Série: 3º TURMA: Única DATA: / /2015 ASSINATURA DO PAI/RESP.

Leia mais

O ensino de línguas estrangeiras via redes sociais 1

O ensino de línguas estrangeiras via redes sociais 1 O ensino de línguas estrangeiras via redes sociais 1 Gabriel Belinazo 2 gbelinazo@inf.ufsm.br Abstract: In this review article, the main goal is to review and analyze information about social networks

Leia mais

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como Texto de apoio ao Curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Desenvolvimento motor do deficiente auditivo A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada

Leia mais

FÍSICA - 3 o ANO MÓDULO 32 ACÚSTICA

FÍSICA - 3 o ANO MÓDULO 32 ACÚSTICA FÍSICA - 3 o ANO MÓDULO 32 ACÚSTICA (FIOLHAIS, C. Física divertida. Brasília: UnB, 2001 [Adaptado].) Em qual das situações a seguir está representado o fenômeno descrito no texto? a) Ao se esconder

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA PRISCILA DE JESUS RIBEIRO

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA PRISCILA DE JESUS RIBEIRO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA PRISCILA DE JESUS RIBEIRO O PAPEL DA FREQUÊNCIA FUNDAMENTAL NA PERCEPÇÃO DO TIMBRE VOCÁLICO: UMA AVALIAÇÃO EXPERIMENTAL DAS VOGAIS MÉDIAS LINHA DE PESQUISA: DESCRIÇÃO

Leia mais

AVALIAÇÃO FONOLÓGICA EM DESTAQUE RESENHA DO LIVRO AVALIAÇÃO FONOLÓGICA DA CRIANÇA, DE YAVAS, HERNANDORENA & LAMPRECHT

AVALIAÇÃO FONOLÓGICA EM DESTAQUE RESENHA DO LIVRO AVALIAÇÃO FONOLÓGICA DA CRIANÇA, DE YAVAS, HERNANDORENA & LAMPRECHT FREITAS, Joselaine Moreira de; OTHERO, Gabriel de Ávila. Avaliação fonológica em destaque resenha do livro Avaliação fonológica da criança, de Yavas, Hernandorena & Lamprecht. ReVEL, v. 3, n. 5, 2005.

Leia mais

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral III Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral Marcelo Cavasotto, Prof.ª Dra. Ruth Portanova (orientadora) Mestrado em Educação

Leia mais

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental Rosangela Balmant; Universidade do Sagrado Coração de Jesus- Bauru-SP. rosangelabalmant@hotmail.com Gislaine Rossler

Leia mais

A inclusão do surdo na escola: um jogo de fazde-conta? Adail Sobral (UCPEL)

A inclusão do surdo na escola: um jogo de fazde-conta? Adail Sobral (UCPEL) A inclusão do surdo na escola: um jogo de fazde-conta? Adail Sobral (UCPEL) Por que um jogo de faz de conta? Pretendo defender que a existência de leis, decretos etc. voltados para promover a inclusão

Leia mais

CRENÇAS DE GRADUANDOS DE INGLÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA SOBRE A PRÓPRIA PRONÚNCIA

CRENÇAS DE GRADUANDOS DE INGLÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA SOBRE A PRÓPRIA PRONÚNCIA CRENÇAS DE GRADUANDOS DE INGLÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA SOBRE A PRÓPRIA PRONÚNCIA Neide Cesar CRUZ Universidade Federal de Campina Grande Resumo: Este estudo de pequeno porte focaliza as crenças que graduandos

Leia mais

CENTRO DE REFERÊNCIA EM DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM

CENTRO DE REFERÊNCIA EM DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM CENTRO DE REFERÊNCIA EM DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM Terapia Fonoaudiológica com Ênfase na Estimulação do Processamento Auditivo Fonoaudióloga. Mestra. Adriana de Souza Batista Ouvir é... Habilidade que

Leia mais

RECONHECIMENTO DE PADRÕES RECONHECIMENTO DE VOZ

RECONHECIMENTO DE PADRÕES RECONHECIMENTO DE VOZ RECONHECIMENTO DE PADRÕES RECONHECIMENTO DE VOZ O ESQUEMA DE CLASSIFICAÇÃO É GERALMENTE BASEADO NA DISPONIBILIDADE DE UM CONJUNTO DE PADRÕES QUE FORAM ANTERIORMENTE CLASSIFICADOS, O "CONJUNTO DE TREINAMENTO";

Leia mais

PADRÃO PLÁSTICO TOM.

PADRÃO PLÁSTICO TOM. PADRÃO PLÁSTICO TOM. Os princípios de dinâmica de um padrão tonal são muito parecidos com o que vimos em relação aos da linha. Ao colocarmos algumas pinceladas de preto sobre um campo, eles articulam uma

Leia mais

O Ouvido Humano e a Audição

O Ouvido Humano e a Audição 36 Capítulo 4 O Ouvido Humano e a Audição Neste capítulo faremos um estudo sobre o ouvido humano, a fisiologia da audição e a sensibilidade do nosso sistema auditivo. 1. Conceitos básicos sobre a anatomia

Leia mais

Medindo a Produtividade do Desenvolvimento de Aplicativos

Medindo a Produtividade do Desenvolvimento de Aplicativos Medindo a Produtividade do Desenvolvimento de Aplicativos Por Allan J. Albrecht Proc. Joint SHARE/GUIDE/IBM Application Development Symposium (October, 1979), 83-92 IBM Corporation, White Plains, New York

Leia mais

As Cartilhas e a Alfabetização

As Cartilhas e a Alfabetização As Cartilhas e a Alfabetização Métodos globais: aprender a ler a partir de histórias ou orações Conhecer e respeitar as necessidades e interesses da criança; partir da realidade do aluno e estabelecer

Leia mais

5 Conclusão e discussões

5 Conclusão e discussões 5 Conclusão e discussões O presente estudo procurou entender melhor o universo dos projetos de patrocínio de eventos, principalmente com o objetivo de responder a seguinte questão: quais são as principais

Leia mais

TRABALHO CAMPO/EIXO TEMÁTICO: 1. 3. ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

TRABALHO CAMPO/EIXO TEMÁTICO: 1. 3. ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA TRABALHO CAMPO/EIXO TEMÁTICO: 1. 3. ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESTRANGEIRA TÍTULO: A MÚSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL I PARA O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA AUTOR: Mara Cristy Lopes Mendes* OBJETIVO O objetivo

Leia mais

ESTUDOS DOS ERROS ORTOGRÁFICOS NOS TEXTOS DE ALUNOS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO

ESTUDOS DOS ERROS ORTOGRÁFICOS NOS TEXTOS DE ALUNOS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO 1 ESTUDOS DOS ERROS ORTOGRÁFICOS NOS TEXTOS DE ALUNOS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO Dóbia Pereira dos Santos NASCIMENTO Gisele da Paz NUNES Universidade Federal de Goiás (UFG) Campus Catalão dobia@wgo.com.br

Leia mais

Aquisição lexical no desenvolvimento normal e alterado de linguagem um estudo experimental

Aquisição lexical no desenvolvimento normal e alterado de linguagem um estudo experimental Aquisição lexical no desenvolvimento normal e alterado de linguagem um estudo experimental Descritores: Transtornos do desenvolvimento da linguagem; Terapia da linguagem; Vocabulário Introdução A aquisição

Leia mais

Estudo entoacional focalizando o sotaque estrangeiro: o caso do francês canadense

Estudo entoacional focalizando o sotaque estrangeiro: o caso do francês canadense Estudo entoacional focalizando o sotaque estrangeiro: o caso do francês canadense Sara Farias da Silva 1 1 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC- DLLE) sarafolie@hotmail.com Resumo. Este estudo

Leia mais

O APAGAMENTO DO RÓTICO EM CODA SILÁBICA NA ESCRITA DE ESTUDANTES CATUENSES

O APAGAMENTO DO RÓTICO EM CODA SILÁBICA NA ESCRITA DE ESTUDANTES CATUENSES O APAGAMENTO DO RÓTICO EM CODA SILÁBICA NA ESCRITA DE ESTUDANTES CATUENSES Geisa Borges da Costa RESUMO: O presente trabalho, pautando-se nos pressupostos teóricos da sociolingüística quantitativa variacionista,

Leia mais

O COMPORTAMENTO INFORMACIONAL E A APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR

O COMPORTAMENTO INFORMACIONAL E A APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR III SBA Simpósio Baiano de Arquivologia 26 a 28 de outubro de 2011 Salvador Bahia Políticas arquivísticas na Bahia e no Brasil O COMPORTAMENTO INFORMACIONAL E A APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR Poline Fernandes

Leia mais

Métodos Matemáticos para Gestão da Informação

Métodos Matemáticos para Gestão da Informação Métodos Matemáticos para Gestão da Informação Aula 05 Taxas de variação e função lineares III Dalton Martins dmartins@gmail.com Bacharelado em Gestão da Informação Faculdade de Informação e Comunicação

Leia mais

Material Auxiliar da Oficina Aprimorando a Apresentação Oral

Material Auxiliar da Oficina Aprimorando a Apresentação Oral Publicase Comunicação Científica (www.publicase.com.br) CNPJ: 10.300.134/0001-81 Estrada União Indústria 9153/Tangará Sl 104, Itaipava Petrópolis, Rio de Janeiro CEP: 25730-736 Material Auxiliar da Oficina

Leia mais

FERNANDO TARALLO EM TRÊS MOMENTOS

FERNANDO TARALLO EM TRÊS MOMENTOS FERNANDO TARALLO EM TRÊS MOMENTOS Antonio Carlos Santana de Souza (UEMS / PPGLETRAS UFGRS) acssuems@gmail.com Reúno aqui a resenha de três textos que foram muito importantes para a minha formação sociolinguística.

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE. Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 27 Slide 1

QUALIDADE DE SOFTWARE. Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 27 Slide 1 QUALIDADE DE SOFTWARE Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 27 Slide 1 Objetivos Apresentar o processo de gerenciamento de qualidade e as atividades centrais da garantia de

Leia mais

Ruído. 1) Introdução. 2) Principais grandezas e parâmetros definidores do som

Ruído. 1) Introdução. 2) Principais grandezas e parâmetros definidores do som 1) Introdução A movimentação mecânica de cargas pode ser definida como o conjunto de ações, de materiais e de meios que permitem, de um modo planeado e seguro, movimentar cargas de um determinado local

Leia mais

Título: NOMES E COISAS: o pensamento de crianças pré-escolares

Título: NOMES E COISAS: o pensamento de crianças pré-escolares Título: NOMES E COISAS: o pensamento de crianças pré-escolares Autores: Maria José dos Santos Maria Regina Maluf Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Não obstante a criança ser um

Leia mais

Autovaliação em Práticas de Linguagem: uma reflexão sobre o planejamento de textos

Autovaliação em Práticas de Linguagem: uma reflexão sobre o planejamento de textos Autovaliação em Práticas de Linguagem: uma reflexão sobre o planejamento de textos Luna Abrano Bocchi Laís Oliveira O estudante autônomo é aquele que sabe em que direção deve avançar, que tem ou está em

Leia mais