ESTRATÉGIA PARA AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL SEGUNDO A

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ESTRATÉGIA PARA AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL SEGUNDO A"

Transcrição

1 ESTRATÉGIA PARA AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL SEGUNDO A AIHA (AMERICAN INDUSTRIAL HYGIENE ASSOCIATION) O problema básico na avaliação da exposição ocupacional é reconhecer todas as exposições, avaliar cada uma como aceitável ou não aceitável, e controlar as exposições não aceitáveis. A formação dos Grupos Homogêneos de Exposição ao Risco (GHER) - uma tarefa um tanto complexa - ajuda a atingir cada um destes objetivos. Através do processo de reconhecer, avaliar e controlar exposições, o uso do julgamento profissional para planejar o monitoramento, interpretar dados e recomendar mudanças é essencial. Reconhecimento da exposição Devem ser consideradas todas as fontes de exposição. Os trabalhadores podem estar expostos a agentes de risco durante a realização de tarefas diretamente envolvidas com estes agentes, por contato acidental em contaminação do ambiente ou através de tarefas realizadas por outros trabalhadores. Avaliação do significado da exposição Para avaliar o significado da exposição, tanto o tempo de cada exposição como os limites de tolerância para o agente em questão devem ser estudados. Os ambientes de trabalho são complexos, onde as concentrações podem variar ao longo do tempo e do espaço. Os limites de exposição ocupacional devem ser expressos em termos que sejam consistentes com os dados gerados pelo monitoramento do ambiente de trabalho. Todos os resultados de monitoramento sao médias observadas durante o tempo de amostragem. Estes limites sao definidos como padrões para boas práticas de trabalho, não são linhas rígidas que separam um ambiente saudável de um não saudável. Portanto, eles representam uma exposição à qual a maior parte dos trabalhadores pode estar exposta regularmente, dia após dia, sem sofrer efeitos adversos à saúde. Alguns agentes podem ter mais de um Limite de Tolerância, como é o caso daqueles que possuem limites para exposições de curta duração (STEL - Short Term Exposure Limit). A super exposição é observada quando o monitoramento resulta em uma concentração média maior do que o limite estabelecido e a amostragem foi realizada de acordo com a

2 metodologia e com o tipo de limite. Nao se pode comparar médias de jornadas de trabalho com limites para curta exposição ou vice-versa, ou seja, utilizar medições instantâneas para concluir sobre exposições médias diárias. Controle de exposições inaceitáveis Para controlar estas exposições, é necessário um conhecimento detalhado do ambiente de trabalho. Todo o processo de exposição deve ser estudado, incluindo a fonte, a trajetória e o trabalhador, que é o receptor. Medidas de controle podem ser aplicadas em qualquer destas etapas. Alterações no processo podem reduzir as emissões, sistemas de ventilação podem ser implementados para impedir que as emissões cheguem ao trabalhador e, finalmente, os Equipamentos de Proteção Individual, usados adequadamente, são um fator adicional de proteção, mas não devem ser priorizados em relação aos demais controles. Grupos Homogêneos de Exposição ao Risco (GHER) O Grupo Homogêneo de Exposição ao Risco (GHER) é a base para a avaliação detalhada da exposição do trabalhador. Na sua forma conceitual, um GHER é um grupo de trabalhadores com idênticas probabilidades de exposição a um determinado agente. O grupo é homogêneo no sentido de que a distribuição de probabilidade de exposição é a mesma para todos os membros do grupo(todos os membros do grupo não precisam ter exposições idênticas num único dia). Devido à homogeneidade estatística, um pequeno número de amostras selecionadas aleatoriamente pode ser usado para definir o perfil de exposições dentro do grupo. Portanto, o GHER forma a base da Higiene Industrial quantitativa. Os GHER são formados durante a etapa de caracterização básica, são consolidados durante as avaliações e recebem a atenção necessária durante a etapa de controle dos riscos. Julgamento profissional Não há uma definição precisa para o que se chama de julgamento profissional, mas ele é indispensável para uma avaliação correta e bem-sucedida da exposição ocupacional. É essencial no planejamento das campanhas de monitoramento (reconhecimento dos riscos), na interpretação dos dados resultantes do monitoramento (avaliação dos riscos) e na recomendação das alterações de processo necessárias (controle dos riscos). O julgamento profissional também é essencial na identificação dos Grupos Homogêneos e na avaliação da distribuição das exposições. A flexibilidade da estratégia de avaliação da exposição não somente permite, mas força decisões subjetivas baseadas no julgamento profissional.

3 Os passos descritos a seguir são as etapas normalmente seguidas por um higienista industrial experiente. Como resultado da aplicação dos mesmos, as seguintes questões podem ser respondidas. Quais são as exposições potenciais? Quem está exposto e a que nível? Quais são as exposições efetivas considerando os fatores de proteção dos EPI`s, quando usados? Qual a toxicidade dos agentes de risco? Quais os grupos que devem ser priorizados numa campanha de monitoramento? Os resultados do monitoramento indicam que o risco é aceitável? Se não, controles devem ser implementados. Após a divulgação dos resultados, quando deve haver novo monitoramento? Este documento resume o que muitos higienistas industriais fazem na prática do dia-a-dia.

4 CARACTERIZAÇÃO BÁSICA Objetivo: O primeiro passo na avaliação da exposição é caracterizar o ambiente de trabalho. A caracterização básica deve identificar as exposições potenciais para cada empregado ou grupo de empregados alocados em determinado local de trabalho, identificar os limites de tolerância apropriados e definir os Grupos Homogêneos de Exposição ao Risco(GHER). Ferramentas: A identificação das exposições envolve um trabalho de detetive para descrever completamente a força de trabalho, os processos, operações e tarefas, e um inventário completo dos agentes químicos, físicos e biológicos, com seus limites apropriados. O ambiente de trabalho e a descrição das atividades são usados como base para a composição inicial dos GHER. A aplicação dos GHER é útil na medida em que, se os trabalhadores estão classificados adequadamente nos GHER, qualquer resultado de monitoramento para um trabalhador dentro de um grupo fornecerá informações representativas da exposição dos outros trabalhadores do grupo. O higienista industrial deve ter um entendimento suficiente do ambiente de trabalho para realizar uma avaliação do potencial de riscos a saúde. No mínimo, as seguintes questões devem ser respondidas: 1. Quais são os agentes químicos, físicos e biológicos no ambiente de trabalho? 2. Quais são os efeitos à saúde associados com exposição aos agentes de risco? 3. Quais são os Limites de Tolerância para cada agente? 4. Como os trabalhadores, ou grupos de trabalhadores, estão envolvidos com cada um dos agentes? 5. Quais são as operações-chave e atividades que representam o maior potencial de exposição aos agentes? Sendo assim, a caracterização básica possui quatro componentes principais: Caracterização do ambiente de trabalho Caracterização das atividades realizadas por cargo/função/sub-função Caracterização do agente Formação preliminar dos GHER

5 Caracterização do ambiente de trabalho A maioria dos ambientes de trabalho pode ser adequadamente descrita através de um diagrama esquemático e/ou uma descrição escrita do processo ou operações envolvidas.o objetivo é identificar todas as fontes de exposição, localização dos produtos químicos e tarefas, ventilação e outros métodos de controle. Através do fluxograma de processo o higienista industrial deve ser capaz de identificar mesmo equipamentos ou pontos de amostragem que, apesar de pequenos, possam representar risco de exposição. A descrição do processo deve conter dados detalhados sobre as reações envolvidas, subprodutos e catalizadores e outros dados importantes que não são obtidos através do fluxograma de processo. Caracterização das tarefas e atividades Para compreender a interface entre os trabalhadores e o processo produtivo com seus agentes, o higienista industrial deve adquirir um conhecimento detalhado dos procedimentos e práticas de trabalho existentes na planta. Todo esforço deve ser feito para utilizar as informações já existentes na empresa sobre os trabalhadores e atividades desenvolvidas pelos mesmos. Muitas empresas possuem um registro no setor pessoal contendo um sumário de cada cargo/função/sub-função por área/departamento/setor da empresa, e estes dados devem ser utilizados, mesmo que venham a ser enriquecidos ou mais detalhados. Geralmente os estudos epidemiológicos são baseados nestes dados e, caso o higienista industrial não se utilize dos mesmos dados, poderá ser impossível estabelecer correlações de nexo-causal. As atividades desenvolvidas deverão ser observadas, atentando-se para aspectos como: frequência de execução de cada atividade, duração, forma de interação com o agente de risco, etc. Caracterização dos agentes de risco Os dados relacionados ao ambiente de trabalho e às atividades realizadas pelos empregados são tantos que é necessário se utilizar do julgamento profissional para decidir qual o grupo que possui o maior potencial de exposição. Este julgamento se baseia, principalmente, nos efeitos à saúde observados em razão da exposição elevada a determinado agente e na probabilidade de que o grupo esteja exposto a este agente. São utilizados dados como: propriedades físico-químicas dos compostos presentes, quantidade manuseada, dados toxicológicos (efeitos à saúde irreversíveis ou não, limites de odor, limites de tolerância apropriados, etc.).

6 Formação Preliminar dos Grupos Homogêneos de Exposição Os GHER são estabelecidos de diversas formas, mas o principal é que ocorra a colocação de um cargo/função em um grupo com exposição similar. Para tanto, deverá ser feita uma listagem com a descrição das tarefas, incluindo as características pertinentes às mesmas, como agentes de risco presentes, intensidade, localização, frequência, medidas adotadas para controle da exposição, etc. Estas informações são obtidas tanto da documentação já existente na empresa (setor pessoal) quanto das inspeções detalhadas nos ambientes de trabalho. O enfoque para a formação dos grupos pode ser tanto por tipo de tarefa (ou seja, grupos relativos a diferentes tipos de atividades), ou por tipo de agente ao qual o funcionário está exposto. Este último enfoque é muito útil quando se deseja obter dados para comparação com parâmetros legais ( por exemplo, no caso de relatório de insalubridade), mas deve-se observar, quando do acompanhamento efetivo dos grupos já consolidados, se não há outros agentes de risco em intensidades diferentes dentro de um grupo, cujos efeitos se somariam àqueles oriundos do agente principal. Com os GHER preliminares estabelecidos, deve-se partir para a próxima etapa do trabalho.

7 AVALIAÇÃO QUALITATIVA DO RISCO E PRIORIZAÇÃO Objetivo: Realizar uma classificação da exposição e dos efeitos à saúde para cada agente de risco, estabelecendo uma graduação de prioridade para monitoramento dos GHER. Ferramentas: Classificação da Exposição Um grau de exposição deverá ser dado a cada GHER. Este grau pode ser baseado em resultados de monitoramentos anteriores, em julgamento profissional ou em modelos matemáticos. A classificação deve se adequar ao agente e ao objetivo do monitoramento. Pode ser algo do tipo mostrado na tabela 1 abaixo. Tabela 1 - Exemplo de classificação qualitativa da exposição Categoria Não exposto Pouco exposto Moderadamente exposto Muito exposto Altamente exposto Descrição Sem contato com o agente Contato raro com o agente a baixas concentrações Contato frequente com o agente a baixas concentrações ou contato raro a altas concentrações Contato frequente com o agente a altas concentrações Contato frequente com o agente a concentrações muito altas

8 Outras classificações podem ser usadas, como abaixo do Limite de Tolerância, até o Limite de Tolerância ou acima dele. Classificação dos efeitos à saúde Cada agente deve ser avaliado pela severidade dos efeitos causados pela exposição excessiva ao mesmo, e assim a priorização para o monitoramento também deve levar em conta estes dados. Um exemplo de classificação pode ser o da tabela 2 a seguir. Tabela 2 - Exemplo de classificação qualitativa de riscos à saúde Categoria Efeitos à saúde 0 Efeitos reversíveis pouco preocupantes ou sem efeitos adversos conhecidos 1 Efeitos reversíveis preocupantes 2 Efeitos reversíveis severos 3 Efeitos irreversíveis 4 Risco de vida ou doença incapacitante Outras classificações podem ser usadas, como a classificação com enfoque na carcinogenicidade do agente. Utilizando-se das informações acima e de julgamento profissional, deve-se então estabelecer a prioridade para monitoramento. Alguns fatores adicionais para esta priorização incluem: número de trabalhadores nos GHER, grupos com exposições próximas ao Limite de Tolerância, frequência de exposição, agentes cuja exposição é controlada apenas com EPI`s, etc.

9 AVALIAÇÃO QUANTITATIVA (MONITORAMENTO) Objetivo: Monitoramento refere-se à medição de exposições ou concentrações de contaminantes durante um período de tempo determinado. Os resultados do monitoramento podem ser usados para uma avaliação quantitativa da exposição para indivíduos ou grupos de trabalhadores ou para identificação de fontes potenciais de problemas de exposição. O tipo de monitoramento que será realizado está diretamente ligado ao tipo de questionamento que o higienista precisa responder. Ferramentas: As ferramentas para a estratégia e campanha de monitoramento incluem: Conhecimento do caminho de exposição Deve-se conhecer como se dá a exposição, se por inalação, por absorção da pele ou por ingestão. Na maioria dos casos a exposição dá-se por via inalatória, mas não deve-se desprezar a possibilidade de absorção através da pele ou ingestão. Objetivos do monitoramento Estes objetivos podem ser agrupados em três categorias amplas: conhecimento de base, diagnóstico e cumprimento legal. O monitoramento para conhecimento de base é realizado para avaliar o range e distribuição de exposição entre GHER específicos. Os resultados obtidos são os dados básicos para se determinar a aceitabilidade ou não da exposição, a necessidade de avaliações mais detalhadas e de controles adicionais. O monitoramento para diagnóstico é realizado em casos específicos com o objetivo principal de identificar fontes e tarefas responsáveis pela exposição. Os resultados são utilizados como base para definição dos controles a serem implementados. O monitoramento para cumprimento legal é realizado para comparar os resultados com os Limites de Tolerância legais e tomar as providências necessárias.

10 Métodos de monitoramento Pessoal: este método enfoca a exposição do trabalhador e deve utilizar equipamentos de amostragem tais que não impeçam a realização normal do trabalho durante a jornada. A amostragem pode ser de longa ou curta duração, mas o ideal é a combinação de ambas, onde se tem uma média (TWA) e também a exposição para atividades específicas( por exemplo, STEL). Área: é normalmente realizado para conhecer os níveis de contaminação do ambiente e os resultados podem ser usados para avaliar alterações de processo, alterações na eficiência de controles de ventilação, etc. Este tipo de monitoramento não deve substituir o monitoramento individual. Duração e número de amostras: Duração: acima de escolher a duração da amostragem apenas pela existência de limites (de oito horas,twa, ou STEL, 15 min, por exemplo), o higienista deve observar os efeitos da exposição e tentar adequar seu tempo de amostragem. Às vezes é necessário realizar amostragens de tempos de duração diferentes devido aos efeitos à saúde para um agente específico. Número de amostras: este tem sido um ponto de muita discussão por vários anos. Antes que os métodos estatísticos se tornassem comuns, a resposta era simples: o número deve ser tal que o profissional se sinta confiante, ou seja, para uns este número era 10, para outros 5, e assim por diante. Mesmo hoje, o julgamento profissional ainda baseia muitas decisões quanto a este aspecto. No entanto, do ponto de vista estatístico, deve haver um número mínimo de amostras estatisticamente suficiente para validar a análise dos resultados. Este número está entre 6 e 10. Abaixo de seis a incerteza é grande e acima de dez o ganho em confiabilidade é pequeno. É importante ressaltar que o GHER deve estar bem caracterizado e que a amostragem deve ser feita de forma aleatória. Caso a escolha dos trabalhadores para amostragem não seja aleatória, os dados não deverão ser analisados com estatística, e sim com julgamento profissional.

11 INTERPRETAÇÃO E TOMADA DE DECISÕES Objetivo: Interpretar os dados de exposição de cada GHER e decidir se as exposições correspondem a um ambiente de trabalho aceitável. Há somente três decisões possíveis ao se analisar a aceitabilidade de dados de exposição ocupacional: As exposições são aceitavelmente baixas As exposições são muito altas e é necessário se tomarem medidas corretivas Os dados não são suficientes para uma tomada de decisões. Ferramentas: As decisões citadas acima podem estar baseadas em testes estatísticos, em julgamento profissional ou na combinação de ambos. A estratégia de avaliação aqui adotada requer que o higienista monitore e controle as exposições até que se demonstre que elas são aceitáveis. Julgamento profissional O julgamento profissional, neste contexto, refere-se à integração de todo o conhecimento do processo com os resultados de monitoramento, culminando na avaliação da aceitabilidade da exposição. Todos os resultados abaixo do Limite. Se todas as exposições estão abaixo do limite ou linha de ação e as exposições são representativas da população amostrada, o higienista pode decidir que as exposições são aceitáveis. Se o higienista está inseguro quanto à representatividade das amostras, mais avaliações deverão ser realizadas antes de se concluir sobre a exposição. Um ou mais resultados acima do Limite. Se algum resultado está acima do Limite, é necessário que se faça uma investigação. Além disso, uma amostragem para diagnóstico pode ser necessária para identificar a fonte de super exposição. Se os dias ou tarefas com exposições elevadas podem ser previstos, então os controles devem enfocar estes dias ou tarefas. Se, no entanto, estas exposições elevadas não podem ser previstas, deve ser considerada a incidência de exposição elevada sugerida pelos dados. Geralmente é necessário a realização de mais amostragens antes que o higienista possa fazer um julgamento profissional.

12 Se a investigação indica que as exposições elevadas são representativas, o higienista deve promover melhorias para controle. Uma vez que os controles tenham sido implementados, novos dados deverão ser coletados. Entretanto, se uma exposição elevada não é representativa (um vazamento causou aquele valor, por exemplo) um higienista pode subjetivamente determinar que os níveis são aceitáveis. Se exposições elevadas estão ocorrendo, pode ser indicada uma frequência maior de monitoramento. Uso de estatística paramétrica. São usados gráficos (por ex., log-normal) para concluir se a distribuição dos dados está correta. Análise estatística As ferramentas estatísticas são poderosas somente se o usuário entende suas bases teóricas e limitações. O higienista industrial deve conhecer bem fundamentos de estatística, como intervalos de confiança, distribuição de probabilidade, etc. Há dois tipos principais de estatística usadas em Higiene Industrial: paramétrica e nãoparamétrica. A estatística paramétrica é a mais praticada, mas também requer que se assumam muitas variáveis. A principal é que a forma verdadeira da distribuição de exposições é conhecida. Isto normalmente é incerto, e usualmente os dados são insuficientes para verificar a forma de distribuição estatística. A segunda categoria, estatística não-paramétrica, é justamente o oposto. Não é assumida uma forma de distribuição dos dados e são enfocadas outras medidas, como mediana e percentis. Estes métodos requerem mais amostras para a tomada de decisões. Se uma decisão deve ser tomada com poucas amostras, o nível de confiança é grande para a estimativa de média, baixo para a de variância e mais baixo ainda para a estimativa de grandes percentis. Fatores críticos. Antes de iniciar qualquer análise estatística, duas questões devem ser respondidas pelo higienista: A amostragem foi realizada de forma aleatória? Dentro de um grupo homogêneo, houve uma escolha sistemática de trabalhadores, dias e tempo de monitoramento (ou seja, nãoaleatoriedade)? Se isto ocorreu, a análise estatística não é apropriada, pode ser usada, mas a decisão deve ser tomada com base no julgamento profissional. É importante ressaltar que, qualquer que seja o critério, uma exposição elevada deve ser investigada e analisada. O perfil da população avaliada está sendo alterado quanto à exposição durante a amostragem (alteração no processo, nas práticas de trabalho, etc.)? Se isto estiver ocorrendo, a tomada de decisão também deve ser realizada com base no julgamento profissional.

13 Um terceiro critério não deve ser esquecido. Os dados analisados devem ser de avaliações similares, ou seja, não se pode misturar dados de amostragens STEL (curta duração) com dados de TWA (média da jornada de trabalho). A Du Pont desenvolveu um software para realizar esta análise estatística, de acordo com a metodologia AIHA. Este software chama-se LOGAN e pode ser adquirido através dos catálogos da AIHA.

14 RECOMENDAÇÕES E RELATÓRIO Objetivo: Manter um registro dos dados de exposição, de modo a permitir o acompanhamento futuro da exposição e estudos epidemiológicos. Ferramentas: Relatório: Cada trabalho de avaliação da exposição deve ser documentado, contendo todas as informações relevantes. Este relatório é o primeiro veículo de comunicação dos resultados para os empregados e para a gerência. Os registros de exposição são extremamente importantes para a continuação do Programa de Higiene e servem como ponto de partida para cada nova avaliação e para detectar tendências de aumento ou diminuição da exposição. São também fundamentais para a realização de estudos epidemiológicos. Os seguintes ítens podem compor um relatório de Higiene Industrial: Sumário executivo resumindo todo o trabalho, geralmente dirigido à gerência. Objetivo Descrição sumária do processo Descrição de tarefas por cargo/função Critérios de avaliação da exposição Efeitos à saúde provocados pelo agente em estudo Metodologia utilizada para amostragem e análise Discussão dos resultados Conclusões Recomendações Referências bibliográficas Tabela de resultados Anexos Sugere-se também a elaboração de banco de dados contendo todas as informações do processo, das tarefas realizadas no local, dos grupos homogêneos, dos resultados de monitoramento, dos critérios adotados para o mesmo, das características dos agentes de risco, das medidas de controle implementadas, etc, de modo a permitir o fácil acompanhamento das exposições e a emissão de relatórios específicos.

15 REAVALIAÇÃO Objetivo: Estabelecer intervalos apropriados para novas avaliações Ferramentas: Um relatório de Higiene Industrial deve indicar a frequência recomendada para reavaliação. O normal é que ela seja feita todo ano. Alguns locais não necessitam desta frequência (por ex., áreas administrativas em locais não-industriais). Outros necessitam de atenção frequente, como é o caso de trabalho com produtos cancerígenos. Reavaliação periódica Estas reavaliações, independentemente da frequência, devem ser completas, ou seja, começar com a levantamento preliminar e chegar até as decisões e relatórios. Mesmo que não seja feito um monitoramento detalhado, devem ser documentadas todas as circunstâncias sob as quais este monitoramento foi realizado. Revisões adicionais Queixas dos empregados. Se os empregados acham que estão sofrendo efeitos adversos à saúde em função de algum agente presente no ambiente de trabalho, deverá ser realizada avaliação desta exposição. Se o higienista conclui que medidas de controle devem ser aplicadas, assim deverá ser feito. Se não, devem ser promovidas discussões com os empregados sobre a exposição e as queixas dos mesmos. Alterações no processo. Se ocorre alteração no processo produtivo, é necessário realizar novas avaliações. Os engenheiros de produção e de projetos devem discutir com o higienista as alterações previstas, antes que as mesmas sejam implementadas. Doença Ocupacional. Qualquer suspeita ou comprovação de doença ocupacional deverá desencadear reavaliações no ambiente de trabalho.

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP 6. Procedimento de gerenciamento de risco O fabricante ou prestador de serviço deve estabelecer e manter um processo para identificar

Leia mais

FMEA. FMEA - Failure Mode and Effects Analysis (Análise dos Modos e Efeitos de Falha)

FMEA. FMEA - Failure Mode and Effects Analysis (Análise dos Modos e Efeitos de Falha) FMEA FMEA - Failure Mode and Effects Analysis (Análise dos Modos e Efeitos de Falha) Técnica auxiliar no projeto de sistemas, produtos, processos ou serviços. Flávio Fogliatto Confiabilidade 1 FMEA - Definição

Leia mais

Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos

Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos 11. Gerenciamento de riscos do projeto PMBOK 2000 PMBOK 2004 11.1 Planejamento de gerenciamento de riscos 11.1 Planejamento de gerenciamento de riscos

Leia mais

Módulo 5 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 7, 7.1, 7.2, 7.3, 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3, 7.3.4, 7.4, 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3, 7.4.4, 7.

Módulo 5 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 7, 7.1, 7.2, 7.3, 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3, 7.3.4, 7.4, 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3, 7.4.4, 7. Módulo 5 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 7, 7.1, 7.2, 7.3, 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3, 7.3.4, 7.4, 7.4.1, 7.4.2, 7.4.3, 7.4.4, 7.5, 7.5.1, 7.5.2, 7.6, 7.6.1, 7.6.2 Exercícios 7 Competência

Leia mais

7.1 Introdução. Monitoramento e Avaliação 427

7.1 Introdução. Monitoramento e Avaliação 427 7.1 Introdução O processo de monitoramento e avaliação constitui um instrumento para assegurar a interação entre o planejamento e a execução, possibilitando a correção de desvios e a retroalimentação permanente

Leia mais

Palestra Informativa Sistema da Qualidade NBR ISO 9001:2000

Palestra Informativa Sistema da Qualidade NBR ISO 9001:2000 Palestra Informativa Sistema da Qualidade NBR ISO 9001:2000 ISO 9001:2000 Esta norma considera de forma inovadora: problemas de compatibilidade com outras normas dificuldades de pequenas organizações tendências

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO ANALISTA DE SISTEMA ÊNFASE GOVERNANÇA DE TI ANALISTA DE GESTÃO RESPOSTAS ESPERADAS PRELIMINARES

CONCURSO PÚBLICO ANALISTA DE SISTEMA ÊNFASE GOVERNANÇA DE TI ANALISTA DE GESTÃO RESPOSTAS ESPERADAS PRELIMINARES CELG DISTRIBUIÇÃO S.A EDITAL N. 1/2014 CONCURSO PÚBLICO ANALISTA DE GESTÃO ANALISTA DE SISTEMA ÊNFASE GOVERNANÇA DE TI RESPOSTAS ESPERADAS PRELIMINARES O Centro de Seleção da Universidade Federal de Goiás

Leia mais

Estratégias de Pesquisa

Estratégias de Pesquisa Estratégias de Pesquisa Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Survey Design e Criação Estudo de Caso Pesquisa Ação Experimento

Leia mais

Este trabalho tem como objetivo propor um modelo multicritério para a priorização dos modos de falha indicados a partir de uma aplicação do processo

Este trabalho tem como objetivo propor um modelo multicritério para a priorização dos modos de falha indicados a partir de uma aplicação do processo 1 Introdução A atual regulamentação do setor elétrico brasileiro, decorrente de sua reestruturação na última década, exige das empresas o cumprimento de requisitos de disponibilidade e confiabilidade operativa

Leia mais

NBR - ISO 14010 - DIRETRIZES PARA AUDITORIA AMBIENTAL - PRINCÍPIOS GERAIS

NBR - ISO 14010 - DIRETRIZES PARA AUDITORIA AMBIENTAL - PRINCÍPIOS GERAIS NBR - ISO 14010 - DIRETRIZES PARA AUDITORIA AMBIENTAL - PRINCÍPIOS GERAIS Sumário 1. Objetivo e campo de aplicação...2 2. Definições...2 2.1. conclusão de auditoria...2 2.2. critérios de auditoria...2

Leia mais

3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos

3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos 3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos Este capítulo tem como objetivo a apresentação das principais ferramentas e metodologias de gerenciamento de riscos em projetos, as etapas do projeto onde o processo

Leia mais

Módulo 2. Identificação dos requisitos dos sistemas de medição, critérios de aceitação e o elemento 7.6 da ISO/TS.

Módulo 2. Identificação dos requisitos dos sistemas de medição, critérios de aceitação e o elemento 7.6 da ISO/TS. Módulo 2 Identificação dos requisitos dos sistemas de medição, critérios de aceitação e o elemento 7.6 da ISO/TS. Conteúdos deste módulo Discriminação Decomposição da variação do sistema de medição Variação

Leia mais

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO CONSULTA PÚBLICA do ANEXO 8 da NR-15 PROPOSTA DE TEXTO NORMATIVO NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES

Leia mais

Gerenciamento de Projetos

Gerenciamento de Projetos MBA em EXCELÊNCIA EM GESTÃO DE PROJETOS E PROCESSOS ORGANIZACIONAIS Planejamento e Gestão de Projetos Prof. Msc Maria C. Lage Prof. Gerenciamento de Projetos Gerenciamento de Riscos 1 Introdução Gerenciamento

Leia mais

ANÁLISE DOS REQUISITOS NORMATIVOS PARA A GESTÃO DE MEDIÇÃO EM ORGANIZAÇÕES

ANÁLISE DOS REQUISITOS NORMATIVOS PARA A GESTÃO DE MEDIÇÃO EM ORGANIZAÇÕES V CONGRESSO BRASILEIRO DE METROLOGIA Metrologia para a competitividade em áreas estratégicas 9 a 13 de novembro de 2009. Salvador, Bahia Brasil. ANÁLISE DOS REQUISITOS NORMATIVOS PARA A GESTÃO DE MEDIÇÃO

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software Engenharia de Software Introdução à Melhoria de Processos de Software baseado no MPS.BR Prof. Maxwell Anderson www.maxwellanderson.com.br Agenda Introdução MPS.BR MR-MPS Detalhando o MPS.BR nível G Introdução

Leia mais

UNIDADE DE PESQUISA CLÍNICA Centro de Medicina Reprodutiva Dr Carlos Isaia Filho Ltda.

UNIDADE DE PESQUISA CLÍNICA Centro de Medicina Reprodutiva Dr Carlos Isaia Filho Ltda. UNIDADE DE PESQUISA CLÍNICA Centro de Medicina Reprodutiva Dr Carlos Isaia Filho Ltda. Avaliação do risco de viés de ensaios clínicos randomizados pela ferramentada colaboração Cochrane Alan P. V. de Carvalho,

Leia mais

Processos de gerenciamento de riscos. Planejamento Identificação Análise Resposta Monitoramento

Processos de gerenciamento de riscos. Planejamento Identificação Análise Resposta Monitoramento Gerência de Riscos Processos de gerenciamento de riscos Planejamento Identificação Análise Resposta Monitoramento Gerência de Riscos O Plano de Gerência de Riscos descreve como a identificação, a análise

Leia mais

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCO AMBIENTAL - PPRA NR 09

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCO AMBIENTAL - PPRA NR 09 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCO AMBIENTAL - PPRA NR 09 Prof. Me. Vítor Hugo Magalhães Vono Engenheiro de Segurança do Trabalho Lei 6514 de 12/77 Capítulo V da CLT da Segurança e Medicina do Trabalho (art.

Leia mais

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 CENTRO DA QUALIDADE, SEGURANÇA E PRODUTIVIDADE PARA O BRASIL E AMÉRICA LATINA PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental

Leia mais

Guia de Manutenção de Edificações

Guia de Manutenção de Edificações PROJETO DE PESQUISA TERMO DE REFERÊNCIA PROJETO DE PESQUISA TÍTULO ENTIDADE Abraman Associação Brasileira de Manutenção COMITÊ DE ESTUDOS Comitê de Manutenção Centrada na Confiabilidade COORDENAÇÃO Eng.

Leia mais

Engenharia de Software

Engenharia de Software Engenharia de Requisitos Cap. 06 e 07 Sommerville 8 ed. REQUISITOS DE SOFTWARE» Requisitos são descrições de serviços fornecidos pelo sistema e suas restrições operacionais. REQUISITOS DE USUÁRIOS: São

Leia mais

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Planejamento do Gerenciamento das Comunicações (10) e das Partes Interessadas (13) PLANEJAMENTO 2 PLANEJAMENTO Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 5 ABRIL

Leia mais

Aprendendo a Interpretar Dados Financeiros de uma Empresa Usando Estatística de Forma Simples e Prática

Aprendendo a Interpretar Dados Financeiros de uma Empresa Usando Estatística de Forma Simples e Prática Aprendendo a Interpretar Dados Financeiros de uma Empresa Usando Estatística de Forma Simples e Prática Ederson Luis Posselt (edersonlp@yahoo.com.br) Eduardo Urnau (dudaurnau@gmail.com) Eloy Metz (eloy@softersul.com.br)

Leia mais

Prezados(as); A portaria está disponível na seguinte página: http://portal.mte.gov.br/legislacao/2014-1.htm. Atenciosamente CNI

Prezados(as); A portaria está disponível na seguinte página: http://portal.mte.gov.br/legislacao/2014-1.htm. Atenciosamente CNI Prezados(as); Informamos que foi publicada no DOU de hoje, seção 1, páginas 110 e 111 a Portaria MTE n.º 1.297, de 13 de agosto de 2014, que aprova o Anexo 1 - Vibração - da Norma Regulamentadora n.º 9

Leia mais

Gerenciamento de Projeto

Gerenciamento de Projeto UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS, LETRAS E CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE COMPUTAÇÃO E ESTATÍSTICA Gerenciamento de Projeto Engenharia de Software 2o. Semestre/ 2005

Leia mais

Controle ou Acompanhamento Estratégico

Controle ou Acompanhamento Estratégico 1 Universidade Paulista UNIP ICSC Instituto de Ciências Sociais e Comunicação Cursos de Administração Apostila 9 Controle ou Acompanhamento Estratégico A implementação bem sucedida da estratégia requer

Leia mais

Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia

Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia L E I T u R A C R í T I C A D E A R T I G O S C I E N T í F I CO S 105 Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia 7.1 Introdução Relembrando o que foi dito no capítulo 1 os estudos randomizados,

Leia mais

Pesquisa Aplicada à Estatística

Pesquisa Aplicada à Estatística Pesquisa Aplicada à Estatística Tatiene Correia de Souza / UFPB tatiene@de.ufpb.br September 14, 2014 Souza () Pesquisa Aplicada à Estatística September 14, 2014 1 / 23 Estatística: ideias gerais O que

Leia mais

SIMULADO: Simulado 3 - ITIL Foundation v3-40 Perguntas em Português

SIMULADO: Simulado 3 - ITIL Foundation v3-40 Perguntas em Português 1 de 7 28/10/2012 16:47 SIMULADO: Simulado 3 - ITIL Foundation v3-40 Perguntas em Português RESULTADO DO SIMULADO Total de questões: 40 Pontos: 0 Score: 0 % Tempo restante: 55:07 min Resultado: Você precisa

Leia mais

Ser sincero em sua crença de que todos devem ir para casa todos os dias com segurança e saúde - demonstre que você se importa.

Ser sincero em sua crença de que todos devem ir para casa todos os dias com segurança e saúde - demonstre que você se importa. A Liderança Faz a Diferença Guia de Gerenciamento de Riscos Fatais Introdução 2 A prevenção de doenças e acidentes ocupacionais ocorre em duas esferas de controle distintas, mas concomitantes: uma que

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO. PORTARIA Nº CJF-POR-2014/00093 de 20 de fevereiro de 2014

PODER JUDICIÁRIO. PORTARIA Nº CJF-POR-2014/00093 de 20 de fevereiro de 2014 PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL CONSELHO DA JUSTIÇA FEDERAL PORTARIA Nº CJF-POR-2014/00093 de 20 de fevereiro de 2014 Dispõe sobre a aprovação do Documento Acessório Comum Política de Gestão de Riscos,

Leia mais

GARANTIA DA QUALIDADE DE SOFTWARE

GARANTIA DA QUALIDADE DE SOFTWARE GARANTIA DA QUALIDADE DE SOFTWARE Fonte: http://www.testexpert.com.br/?q=node/669 1 GARANTIA DA QUALIDADE DE SOFTWARE Segundo a NBR ISO 9000:2005, qualidade é o grau no qual um conjunto de características

Leia mais

Revisão de Estatística Básica:

Revisão de Estatística Básica: Revisão de Estatística Básica: Estatística: Um número é denominado uma estatística (singular). Ex.: As vendas de uma empresa no mês constituem uma estatística. Estatísticas: Uma coleção de números ou fatos

Leia mais

PROPOSTA DESSENVOLVIMENTO PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (PPRA)

PROPOSTA DESSENVOLVIMENTO PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (PPRA) Ministério da Saúde - MS Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ Diretoria de Recursos Humanos - DIREH COORDENAÇÃO DE SAÚDE DO TRABALHADOR - CST PROPOSTA DESSENVOLVIMENTO PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

Leia mais

POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO

POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO 1. INTRODUÇÃO A política de Risco de Mercado do Scotiabank Brasil ( Scotiabank ) é baseada na política do grupo de Risk Management Global do Scotiabank

Leia mais

INSPEÇÃO BASEADA EM RISCO SEGUNDO API 581 APLICAÇÃO DO API-RBI SOFTWARE

INSPEÇÃO BASEADA EM RISCO SEGUNDO API 581 APLICAÇÃO DO API-RBI SOFTWARE INSPEÇÃO BASEADA EM RISCO SEGUNDO API 581 APLICAÇÃO DO API-RBI SOFTWARE Carlos Bruno Eckstein PETROBRAS/CENPES/PDEAB/Engenharia Básica de Equipamentos Edneu Jatkoski PETROBRAS/REPLAN/MI/Inspeção de Equipamentos

Leia mais

Decidir como medir cada característica. Definir as características de qualidade. Estabelecer padrões de qualidade

Decidir como medir cada característica. Definir as características de qualidade. Estabelecer padrões de qualidade Escola de Engenharia de Lorena - EEL Controle Estatístico de Processos CEP Prof. MSc. Fabrício Maciel Gomes Objetivo de um Processo Produzir um produto que satisfaça totalmente ao cliente. Conceito de

Leia mais

ANEXO VII: NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (109.000-3)

ANEXO VII: NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (109.000-3) ANEXO VII: NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (109.000-3) NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (109.000-3) 9.1. Do objeto e campo de aplicação. 9.1.1. Esta Norma Regulamentadora

Leia mais

GESTÃO DE RISCOS DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÕES

GESTÃO DE RISCOS DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÕES Número da Norma Complementar Revisão Emissão Folha ICMBio Instituto Chico Mendes De Conservação da Biodiversidade Diretoria de Planejamento, Administração e Logística ORIGEM COTEC - Coordenação de Tecnologia

Leia mais

A SECRETARIA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, no uso de suas atribuições legais, e

A SECRETARIA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, no uso de suas atribuições legais, e PORTARIA SSST Nº 11, de 13/10/1994 "Publica a minuta do Projeto de Reformulação da Norma Regulamentadora nº 9 - Riscos Ambientais com o seguinte título: Programa de Proteção a Riscos Ambientais". A SECRETARIA

Leia mais

Auditoria e Segurança de Sistemas Aula 02 Auditoria. Felipe S. L. G. Duarte Felipelageduarte+fatece@gmail.com

Auditoria e Segurança de Sistemas Aula 02 Auditoria. Felipe S. L. G. Duarte Felipelageduarte+fatece@gmail.com Auditoria e Segurança de Sistemas Aula 02 Auditoria Felipe S. L. G. Duarte Felipelageduarte+fatece@gmail.com Evolução / Necessidade Empresas com Capital Fechado Aumento da concorrência Investimento em

Leia mais

Políticas de Segurança da Informação. Aécio Costa

Políticas de Segurança da Informação. Aécio Costa Aécio Costa A segurança da informação é obtida a partir da implementação de um conjunto de controles adequados, incluindo políticas, processos, procedimentos, estruturas organizacionais e funções de software

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção Curso de Engenharia de Produção Manutenção dos Sistemas de Produção Introdução: Existe uma grande variedade de denominações das formas de atuação da manutenção, isto provoca certa confusão em relação aos

Leia mais

P 2: Quais os limites entre aspectos relativos ao meio ambiente e à segurança?

P 2: Quais os limites entre aspectos relativos ao meio ambiente e à segurança? INTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (1996), JULHO 2001 CB-38/SC-01/GRUPO DE INTERPRETAÇÃO INTRODUÇÃO O CB-38, Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, da ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas, decidiu criar

Leia mais

PESQUISA-AÇÃO DICIONÁRIO

PESQUISA-AÇÃO DICIONÁRIO PESQUISA-AÇÃO Forma de pesquisa interativa que visa compreender as causas de uma situação e produzir mudanças. O foco está em resolver algum problema encontrado por indivíduos ou por grupos, sejam eles

Leia mais

PLANEJAMENTO E CONTROLE DA MANUTENÇÃO (PCM) Parte 2

PLANEJAMENTO E CONTROLE DA MANUTENÇÃO (PCM) Parte 2 PLANEJAMENTO E CONTROLE DA MANUTENÇÃO (PCM) Parte 2 4 - ATRIBUIÇÕES DO PCM Luiz Carlos Dorigo As quatro funções fundamentais do PCM, quais sejam, Planejamento, Programação, Coordenação e Controle devem

Leia mais

Introdução Visão Geral Processos de gerenciamento de qualidade. Entradas Ferramentas e Técnicas Saídas

Introdução Visão Geral Processos de gerenciamento de qualidade. Entradas Ferramentas e Técnicas Saídas Introdução Visão Geral Processos de gerenciamento de qualidade Entradas Ferramentas e Técnicas Saídas O que é qualidade? Qualidade é a adequação ao uso. É a conformidade às exigências. (ISO International

Leia mais

12 - GERENCIAMENTO DE RISCOS

12 - GERENCIAMENTO DE RISCOS Módulo II STH - SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO 12 - GERENCIAMENTO DE RISCOS BASES TÉCNICAS PARA O CONTROLE DOS FATORES DE RISCO E A MELHORIA DOS AMBIENTES E CONDIÇÕES DE TRABALHO A eliminação ou a redução

Leia mais

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO 1. INTRODUÇÃO O Scotiabank Brasil (SBB), em atendimento à Resolução CMN 3.464 e alinhado a política global do grupo, implementou estrutura de Gerenciamento

Leia mais

Capítulo 8 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

Capítulo 8 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO Capítulo 8 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO 8 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO 8.1 Introdução O processo de monitoramento e avaliação constitui um instrumento para assegurar a interação entre o planejamento e a execução,

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE. Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 27 Slide 1

QUALIDADE DE SOFTWARE. Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 27 Slide 1 QUALIDADE DE SOFTWARE Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 27 Slide 1 Objetivos Apresentar o processo de gerenciamento de qualidade e as atividades centrais da garantia de

Leia mais

Resenha sobre o capítulo II Concepção e Organização da pesquisa do livro Metodologia da Pesquisa-ação

Resenha sobre o capítulo II Concepção e Organização da pesquisa do livro Metodologia da Pesquisa-ação Resenha sobre o capítulo II Concepção e Organização da pesquisa do livro Metodologia da Pesquisa-ação Felipe Schadt 1 O presente capítulo 2 é parte integrante do livro Metodologia da Pesquisa-ação, do

Leia mais

VIGILÂNCIA AMBIENTAL

VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL Introdução Considera-se a vigilância ambiental como o processo contínuo de coleta de dados e análise de informação sobre saúde e ambiente, com o intuito de orientar

Leia mais

Fundamentos de Teste de Software

Fundamentos de Teste de Software Núcleo de Excelência em Testes de Sistemas Fundamentos de Teste de Software Módulo 3 Planejamento e Aula 8 do Projeto Aula 08 do Projeto SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 3 ACOMPANHAMENTO DO PROJETO... 3 1. do Progresso...

Leia mais

Teoria e Prática. Totalmente de acordo com a 4 a Edição/2009. Rosaldo de Jesus Nocêra, PMP, PMI-SP, MCTS. do PMBOK do PMI. Acompanha o livro:

Teoria e Prática. Totalmente de acordo com a 4 a Edição/2009. Rosaldo de Jesus Nocêra, PMP, PMI-SP, MCTS. do PMBOK do PMI. Acompanha o livro: Gerenciamento de Projetos Teoria e Prática Totalmente de acordo com a 4 a Edição/2009 do PMBOK do PMI Acompanha o livro: l CD com mais de 70 formulários exemplos indicados pelo PMI e outros desenvolvidos

Leia mais

Módulo 3. Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 6.2, 6.2.1, 6.2.2, 6.2.3, 6.2.4, 6.2.5, 6.3, 6.4, 6.4.1, 6.4.2, 6.4.

Módulo 3. Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 6.2, 6.2.1, 6.2.2, 6.2.3, 6.2.4, 6.2.5, 6.3, 6.4, 6.4.1, 6.4.2, 6.4. Módulo 3 Interpretação da norma NBR ISO 19011:2002 requisitos: 6.2, 6.2.1, 6.2.2, 6.2.3, 6.2.4, 6.2.5, 6.3, 6.4, 6.4.1, 6.4.2, 6.4.3 Exercícios 6.2 Iniciando a auditoria/ 6.2.1 Designando o líder da equipe

Leia mais

ENQUALAB 2013 QUALIDADE & CONFIABILIDADE NA METROLOGIA AUTOMOTIVA. Elaboração em planos de Calibração Interna na Indústria Automotiva

ENQUALAB 2013 QUALIDADE & CONFIABILIDADE NA METROLOGIA AUTOMOTIVA. Elaboração em planos de Calibração Interna na Indústria Automotiva ENQUALAB 2013 QUALIDADE & CONFIABILIDADE NA METROLOGIA AUTOMOTIVA Elaboração em planos de Calibração Interna na Indústria Automotiva Joel Alves da Silva, Diretor Técnico JAS-METRO Soluções e Treinamentos

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, A Resolução CFC n.º 1.329/11 alterou a sigla e a numeração da NBC T 1 citada nesta Norma para NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.213/09 Aprova a NBC TA 320 Materialidade no Planejamento e

Leia mais

Por que sua organização deve implementar a ABR - Auditoria Baseada em Riscos

Por que sua organização deve implementar a ABR - Auditoria Baseada em Riscos Março de 2010 UM NOVO PARADIGMA PARA AS AUDITORIAS INTERNAS Por que sua organização deve implementar a ABR - Auditoria Baseada em Riscos por Francesco De Cicco 1 O foco do trabalho dos auditores internos

Leia mais

Noções de Pesquisa e Amostragem. André C. R. Martins

Noções de Pesquisa e Amostragem. André C. R. Martins Noções de Pesquisa e Amostragem André C. R. Martins 1 Bibliografia Silva, N. N., Amostragem probabilística, EDUSP. Freedman, D., Pisani, R. e Purves, R., Statistics, Norton. Tamhane, A. C., Dunlop, D.

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE NA LINGUAGEM R PARA CÁLCULO DE TAMANHOS DE AMOSTRAS NA ÁREA DE SAÚDE

DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE NA LINGUAGEM R PARA CÁLCULO DE TAMANHOS DE AMOSTRAS NA ÁREA DE SAÚDE DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE NA LINGUAGEM R PARA CÁLCULO DE TAMANHOS DE AMOSTRAS NA ÁREA DE SAÚDE Mariane Alves Gomes da Silva Eliana Zandonade 1. INTRODUÇÃO Um aspecto fundamental de um levantamento

Leia mais

AUDITORIA DE PROCESSOS BASEADA EM RISCOS. Diorgens Miguel Meira

AUDITORIA DE PROCESSOS BASEADA EM RISCOS. Diorgens Miguel Meira AUDITORIA DE PROCESSOS BASEADA EM RISCOS Diorgens Miguel Meira AGENDA 1 2 3 4 5 O BANCO DO NORDESTE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NO BNB AUDITORIA NO BANCO DO NORDESTE SELEÇÃO DE PROCESSOS CRÍTICOS AUDITORIA

Leia mais

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO)

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) Objeto, princípios e campo de aplicação 35.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece princípios e requisitos para gestão da segurança

Leia mais

FATTO CONSULTORIA E SISTEMAS

FATTO CONSULTORIA E SISTEMAS Gestão de Riscos Como lidar com as incertezas do Projeto? Thomaz Ottoni da Fonseca 04/11/2015 FATTO CONSULTORIA E SISTEMAS 2015 FATTO Consultoria e Sistemas www.fattocs.com 1 ORIENTAÇÕES INICIAIS Dê preferência

Leia mais

OBJETIVO 2 APLICAÇÃO 3 ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES 4 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 5 TERMINOLOGIA 6 DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE GESTÃO DE MUDANÇAS

OBJETIVO 2 APLICAÇÃO 3 ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES 4 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 5 TERMINOLOGIA 6 DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE GESTÃO DE MUDANÇAS Impresso em 26/08/2015 10:31:18 (Sem título Aprovado ' Elaborado por Daniel Trindade/BRA/VERITAS em 01/11/2013 Verificado por Cintia Kikuchi em 04/11/2013 Aprovado por Americo Venturini/BRA/VERITAS em

Leia mais

CONSULTA PÚBLICA Nº 008/2010. Revisão da Metodologia de Estabelecimento dos Limites dos Indicadores Coletivos de Continuidade

CONSULTA PÚBLICA Nº 008/2010. Revisão da Metodologia de Estabelecimento dos Limites dos Indicadores Coletivos de Continuidade CONSULTA PÚBLICA Nº 008/2010 Revisão da Metodologia de Estabelecimento dos Limites dos Indicadores Coletivos de Continuidade Rio de Janeiro, 23 de Agosto de 2010 Apresentamos a seguir as nossas respostas

Leia mais

GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO NAs REDES MUNICIPAIS DE ENSINO SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS

Leia mais

NR-15 (Texto para Consulta Pública)

NR-15 (Texto para Consulta Pública) MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Trata-se de proposta de texto para alteração da Norma Regulamentadora n.º 15 (Atividades

Leia mais

NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES ANEXO N.º 3 - CALOR PROPOSTA DE TEXTO NORMATIVO

NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES ANEXO N.º 3 - CALOR PROPOSTA DE TEXTO NORMATIVO NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES ANEXO N.º 3 - CALOR PROPOSTA DE TEXTO NORMATIVO 1. Objetivos 1.1 Definir critérios para a caracterização e controle dos riscos à saúde dos trabalhadores decorrentes

Leia mais

APLICACAÇÃO DE METRICAS E INDICADORES NO MODELO DE REFERENCIA CMMI-Dev NIVEL 2

APLICACAÇÃO DE METRICAS E INDICADORES NO MODELO DE REFERENCIA CMMI-Dev NIVEL 2 APLICACAÇÃO DE METRICAS E INDICADORES NO MODELO DE REFERENCIA CMMI-Dev NIVEL 2 Renan J. Borges 1, Késsia R. C. Marchi 1 1 Universidade Paranaense (UNIPAR) Paranavaí, PR Brasil renanjborges@gmail.com, kessia@unipar.br

Leia mais

Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana

Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana IV CONGRESSO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO LEITE Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana Perigo (hazard): agente biológico, químico ou físico, ou propriedade do alimento

Leia mais

Risco de projeto é um evento ou condição incerta que, se ocorrer, tem um efeito positivo ou um negativo no objetivo de um projeto.

Risco de projeto é um evento ou condição incerta que, se ocorrer, tem um efeito positivo ou um negativo no objetivo de um projeto. Risco de projeto é um evento ou condição incerta que, se ocorrer, tem um efeito positivo ou um negativo no objetivo de um projeto. Um risco tem uma causa e, se ocorre, uma conseqüência. Se um ou outro

Leia mais

DESAFIOS NA GESTÃO DE ATIVOS EM PROJETOS DE MINERAÇÃO DE PEQUENO PORTE: EXEMPLO PRÁTICO

DESAFIOS NA GESTÃO DE ATIVOS EM PROJETOS DE MINERAÇÃO DE PEQUENO PORTE: EXEMPLO PRÁTICO DESAFIOS NA GESTÃO DE ATIVOS EM PROJETOS DE MINERAÇÃO DE PEQUENO PORTE: EXEMPLO PRÁTICO Rodrigo O. Sabino, Richardson V. Agra, Giorgio De Tomi Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo Escola Politécnica

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001. Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Curso: Ciências Biológicas - UFAM

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001. Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Curso: Ciências Biológicas - UFAM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001 Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Conceitos Gerais A gestão ambiental abrange uma vasta gama de questões, inclusive aquelas com implicações estratégicas

Leia mais

SÉRIE ISO 14000 SÉRIE ISO 14000

SÉRIE ISO 14000 SÉRIE ISO 14000 1993 - CRIAÇÃO DO COMITÊ TÉCNICO 207 (TC 207) DA ISO. NORMAS DA : ISO 14001 - SISTEMAS DE - ESPECIFICAÇÃO COM ORIENTAÇÃO PARA USO. ISO 14004 - SISTEMAS DE - DIRETRIZES GERAIS SOBRE PRINCÍPIOS, SISTEMAS

Leia mais

CURSO DE FORMAÇÃO INICIAL DE TÉCNICO DE SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO

CURSO DE FORMAÇÃO INICIAL DE TÉCNICO DE SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO CURSO DE FORMAÇÃO INICIAL DE TÉCNICO DE SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO 1/19 Programa do curso Módulo Designação Duração (h) Componente Sócio-Cultural 1 Legislação, regulamentos e normas de segurança,

Leia mais

PMBOK e Cobit - Uma Experiência na Reformulação de Sistemas em Angola Marcelo Etcheverry Torres,PMP,Cobit)

PMBOK e Cobit - Uma Experiência na Reformulação de Sistemas em Angola Marcelo Etcheverry Torres,PMP,Cobit) PMBOK e Cobit - Uma Experiência na Reformulação de Sistemas em Angola Marcelo Etcheverry Torres,PMP,Cobit) Agenda A palestra Angola Cliente O projeto Usando o PMBOK Usando o Cobit Lições Aprendidas Conclusão

Leia mais

As pesquisas podem ser agrupadas de acordo com diferentes critérios e nomenclaturas. Por exemplo, elas podem ser classificadas de acordo com:

As pesquisas podem ser agrupadas de acordo com diferentes critérios e nomenclaturas. Por exemplo, elas podem ser classificadas de acordo com: 1 Metodologia da Pesquisa Científica Aula 4: Tipos de pesquisa Podemos classificar os vários tipos de pesquisa em função das diferentes maneiras pelo qual interpretamos os resultados alcançados. Essa diversidade

Leia mais

Gerenciamento de Projeto: Planejando os Riscos. Prof. Msc Ricardo Britto DIE-UFPI rbritto@ufpi.edu.br

Gerenciamento de Projeto: Planejando os Riscos. Prof. Msc Ricardo Britto DIE-UFPI rbritto@ufpi.edu.br Gerenciamento de Projeto: Planejando os Riscos Prof. Msc Ricardo Britto DIE-UFPI rbritto@ufpi.edu.br Sumário Introdução Planejar o Gerenciamento dos Riscos. Identificar os Riscos Realizar a Análise Qualitativa

Leia mais

ESTUDO COMPARATIVO NBR ISO 13485:2004 RDC 59:2000 PORTARIA 686:1998 ITENS DE VERIFICAÇÃO PARA AUDITORIA

ESTUDO COMPARATIVO NBR ISO 13485:2004 RDC 59:2000 PORTARIA 686:1998 ITENS DE VERIFICAÇÃO PARA AUDITORIA ESTUDOCOMPARATIVO NBRISO13485:2004 RDC59:2000 PORTARIA686:1998 ITENSDEVERIFICAÇÃOPARAAUDITORIA 1. OBJETIVO 1.2. 1. Há algum requisito da Clausula 7 da NBR ISO 13485:2004 que foi excluída do escopo de aplicação

Leia mais

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Avaliação de: Sr. Antônio Modelo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Especialistas The Inner

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISCIPLINAR: 500 Matemática Aplicada às Ciências Sociais

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISCIPLINAR: 500 Matemática Aplicada às Ciências Sociais ANO: 11º ANO LECTIVO : 008/009 p.1/7 CONTEÚDOS MODELOS MATEMÁTICOS COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER - Compreender a importância dos modelos matemáticos na resolução de problemas de problemas concretos. Nº. AULAS

Leia mais

Tradução livre do PMBOK 2000, V 1.0, disponibilizada através da Internet pelo PMI MG em abril de 2001

Tradução livre do PMBOK 2000, V 1.0, disponibilizada através da Internet pelo PMI MG em abril de 2001 Capítulo 8 Gerenciamento da Qualidade do Projeto O Gerenciamento da Qualidade do Projeto inclui os processos necessários para garantir que o projeto irá satisfazer as necessidades para as quais ele foi

Leia mais

ABNT NBR ISO/IEC 27002:2005

ABNT NBR ISO/IEC 27002:2005 ABNT NBR ISO/IEC 27002:2005 Código de prática para a gestão da segurança da informação A partir de 2007, a nova edição da ISO/IEC 17799 será incorporada ao novo esquema de numeração como ISO/IEC 27002.

Leia mais

Plano de Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais Perfuro Cortantes. HOSPITAL...

Plano de Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais Perfuro Cortantes. HOSPITAL... Plano de Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais Perfuro Cortantes. Baseado na NR 32 Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde Portaria N 1.748 de 30 de Agosto de 2011. HOSPITAL... Validade

Leia mais

ACIDENTE E INCIDENTE INVESTIGAÇÃO

ACIDENTE E INCIDENTE INVESTIGAÇÃO ACIDENTE E INCIDENTE INVESTIGAÇÃO OBJETIVOS Para definir as razões para a investigação de acidentes e incidentes. Para explicar o processo de forma eficaz a investigação de acidentes e incidentes. Para

Leia mais

FMEA - Análise do Tipo e Efeito de Falha. José Carlos de Toledo Daniel Capaldo Amaral GEPEQ Grupo de Estudos e Pesquisa em Qualidade DEP - UFSCar

FMEA - Análise do Tipo e Efeito de Falha. José Carlos de Toledo Daniel Capaldo Amaral GEPEQ Grupo de Estudos e Pesquisa em Qualidade DEP - UFSCar FMEA - Análise do Tipo e Efeito de Falha José Carlos de Toledo Daniel Capaldo Amaral GEPEQ Grupo de Estudos e Pesquisa em Qualidade DEP - UFSCar FMEA - Análise do Tipo e Efeito de Falha 1 1 Introdução

Leia mais

MÓDULO 6 INTRODUÇÃO À PROBABILIDADE

MÓDULO 6 INTRODUÇÃO À PROBABILIDADE MÓDULO 6 INTRODUÇÃO À PROBBILIDDE Quando estudamos algum fenômeno através do método estatístico, na maior parte das vezes é preciso estabelecer uma distinção entre o modelo matemático que construímos para

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

METAS E INDICADORES COMO DEFINIR OS INDICADORES?

METAS E INDICADORES COMO DEFINIR OS INDICADORES? METAS E INDICADORES COMO DEFINIR OS INDICADORES? Os indicadores permitem avaliação do desempenho da instituição, segundo três aspectos relevantes: controle, comunicação e melhoria. (MARTINS & MARINI, 2010,

Leia mais

ROTEIRO PARA OFICINA DE DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS

ROTEIRO PARA OFICINA DE DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS 2011 ROTEIRO PARA OFICINA DE DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS sadeam2011 Oficina de Apropriação dos Resultados 4 ROTEIRO DE OFICINA Multiplicador Este roteiro deverá ser utilizado por você como subsídio para

Leia mais

Inferência Estatística. Amostragem Estatística. Características das Amostragens Estatísticas. Tipos de Amostragens Estatísticas

Inferência Estatística. Amostragem Estatística. Características das Amostragens Estatísticas. Tipos de Amostragens Estatísticas Fenômenos Estatísticos Classificam-se em: Fenômenos Coletivos ou de Massa - Não podem ser definidos por uma simples observação (natalidade, mortalidade, preço médio de veículos usados em Curitiba, etc.).

Leia mais

Análise de Riscos de Segurança da Informação. Prof. Paulo Silva UCEFF

Análise de Riscos de Segurança da Informação. Prof. Paulo Silva UCEFF Análise de Riscos de Segurança da Informação Prof. Paulo Silva UCEFF Roteiro 1. Conceitos Fundamentas de Seg. Informação 2. Identificação e Avaliação de Ativos 3. Identificação e Avaliação de Ameaças 4.

Leia mais

MELHORIA DA QUALIDADE e MASP (Prof. José Carlos de Toledo GEPEQ/DEP-UFSCar) 1. Introdução

MELHORIA DA QUALIDADE e MASP (Prof. José Carlos de Toledo GEPEQ/DEP-UFSCar) 1. Introdução MELHORIA DA QUALIDADE e MASP (Prof. José Carlos de Toledo GEPEQ/DEP-UFSCar) 1. Introdução A Melhoria da Qualidade é uma atividade que deve estar presente nas rotinas de toda a empresa. Isto significa que

Leia mais

Auditoria Interna do Futuro: Você está Preparado? Oswaldo Basile, CIA, CCSA. Presidente IIA Brasil

Auditoria Interna do Futuro: Você está Preparado? Oswaldo Basile, CIA, CCSA. Presidente IIA Brasil Auditoria Interna do Futuro: Você está Preparado? Oswaldo Basile, CIA, CCSA. Presidente IIA Brasil O futuro é (deveria ser) o sucesso Como estar preparado? O que você NÃO verá nesta apresentação Voltar

Leia mais

Fundamentos de Teste de Software

Fundamentos de Teste de Software Núcleo de Excelência em Testes de Sistemas Fundamentos de Teste de Software Módulo 2- Teste Estático e Teste Dinâmico Aula 3 Teste Estático SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 3 1. Definição... 3 2. Custo Versus Benefício...

Leia mais

AULA 11 Desenhos, recursos e obstáculos

AULA 11 Desenhos, recursos e obstáculos 1 AULA 11 Desenhos, recursos e obstáculos Ernesto F. L. Amaral 15 de abril de 2010 Metodologia (DCP 033) Fonte: Flick, Uwe. 2009. Desenho da pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed. pp.57-73 & 75-85.

Leia mais

Como estabelecer Valores e Grau de relevância de Riscos de acordo com as Vulnerabilidades do Negócio

Como estabelecer Valores e Grau de relevância de Riscos de acordo com as Vulnerabilidades do Negócio Como estabelecer Valores e Grau de relevância de Riscos de acordo com as Vulnerabilidades do Negócio Paulo Ayres CIA Gerente de Riscos e Auditoria Interna Grupo RBS Como estabelecer Valores e Grau de relevância

Leia mais

LÓGICA DA GESTÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS

LÓGICA DA GESTÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS LÓGICA DA GESTÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS III Seminário Estadual de Acidentes com Produtos Perigosos Belo Horizonte, 27 a 29 de maio de 2008. Gilmar da Cunha Trivelato FUNDACENTRO - CRMG Objetivo

Leia mais