Professor Severino Domingos Júnior Disciplina: Gestão de Compras e Estoques no Varejo

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1 Professor Severino Domingos Júnior Disciplina: Gestão de Compras e Estoques no Varejo

2 1) Definições de Previsão de Demanda 2) Mercados 3) Modelo de Previsão 4) Gestão da Demanda 5) Previsão como Processo 6) Referências Bibliográficas

3 A previsão da demanda é o alicerce para o planejamento estratégico da produção, vendas e finanças de qualquer empresa. Possibilita aos administradores prever o futuro com planejamento adequado para suas ações. As previsões são usadas pelo Planejamento e Controle da Produção (PCP) em dois momentos distintos: para planejar o sistema produtivo e para planejar o uso deste sistema produtivo. 3

4 A responsabilidade pela preparação da previsão da demanda normalmente é do setor de Marketing ou Vendas. Porém, existem dois bons motivos para que o pessoal do PCP entenda como esta atividade é realizada. A previsão da demanda é a principal informação empregada pelo PCP na elaboração de suas atividades; Em empresas de pequeno e médio porte, não existe ainda uma especialização muito grande das atividades, cabendo ao pessoal do PCP (geralmente o mesmo de Vendas) elaborar estas previsões. Atualmente as empresas estão buscando um relacionamento mais eficiente dentro de sua cadeia produtiva. 4

5 Para tomar decisão referente a previsão da demanda, as empresas devem possuir informações abrangentes e atualizadas sobre as tendências macroambientais e os efeitos microambientais específicos que estão relacionados ao seu negócio.

6 A figura abaixo mostra cinco mercados básicos e os fluxos que os conectam: 6

7 Objetivo do modelo Coleta e análise dos dados Seleção da técnica de previsão Obtenção das previsões Monitoração do modelo 7

8 Definir o motivo da previsão Que produto será previsto Grau e detalhe a previsão trabalhará Recursos disponíveis para esta previsão. A sofisticação e o detalhamento do modelo depende da importância relativa do produto, a ser previsto e do horizonte ao qual a previsão se destina. Itens pouco significativos podem ser previstos com maior margem de erro, empregando-se técnicas simples. 8

9 Visa identificar e desenvolver a técnica de previsão que melhor se adapte. Alguns cuidados básicos: Duas vantagens para executar sua tarefa: métodos consistentes para coletar informações e o tempo dedicado à interação com clientes e à observação da concorrência e outros grupos externos. Quanto mais dados históricos forem coletados e analisados, mais confiável a técnica de previsão será; 9

10 A empresa deve representar o cruzamento entre o que os gerentes pensam que precisam, o que eles realmente necessitam e o que é economicamente viável. A tabela abaixo apresenta algumas perguntas úteis. 10

11 Os dados devem buscar a caracterização da demanda pelos produtos da empresa, que não é necessariamente igual as vendas passadas; Variações extraordinárias da demanda devem ser analisadas e substituídas por valores médios, compatíveis com o comportamento normal da demanda; O tamanho do período de consolidação dos dados tem influência direta na escolha da técnica de previsão mais adequada, assim como na análise das variações extraordinárias. 11

12 Existem técnicas qualitativas e quantitativas. Cada uma tendo o seu campo de ação e sua aplicabilidade. Alguns fatores merecem destaque na escolha da técnica de previsão: Decidir em cima da curva de troca custo-acuracidade ; A disponibilidade de dados históricos; Aplicação de recursos computacionais; A experiência passada com a aplicação de determinada técnica; A disponibilidade de tempo para coletar, analisar e preparar os dados e a previsão; O período de planejamento para o qual necessitamos da previsão. 12

13 Existem uma série de técnicas disponíveis. Porém, cabe descrever as características gerais que normalmente estão presentes em todas as técnicas de previsão, que são: Supõem-se que as causas que influenciaram a demanda passada continuarão a agir no futuro; As previsões não são perfeitas, pois não somos capazes de prever todas as variações aleatórias que ocorrerão; A acuracidade das previsões diminui com o aumento do período de tempo; A previsão para grupos de produtos é mais precisa do que para os produtos individualmente, visto que no grupo os erros individuais de previsão se anulam. 13

14 As técnicas de previsão podem ser subdivididas em dois grandes grupos: As técnicas qualitativas privilegiam principalmente dados subjetivos. Estão baseadas na opinião e no julgamento de pessoas, especialistas ou nos mercados onde atuam estes produtos; As técnicas quantitativas envolvem a análise numérica dos dados passados, isentando-se de opiniões pessoais ou palpites. Empregam-se modelos matemáticos para projetar a demanda futura. Podem ser subdivididas em dois grandes grupos: as técnicas baseadas em séries temporais, e as técnicas baseadas em correlações. 14

15 Partem do princípio de que a demanda futura será uma projeção dos seus valores passados, não sofrendo influência de outras variáveis. É o método mais simples e usual de previsão, e quando bem elaborado oferece bons resultados. Para se montar o modelo de previsão, é necessário reunir os dados passados e identificar os fatores que estão por trás das características da curva obtida. Uma curva temporal de previsão pode conter tendência, sazonalidade, variações irregulares e variações randônicas. 15

16 Com a definição da técnica de previsão e a aplicação dos dados passados para obtenção dos parâmetros necessários, podemos obter as projeções futuras da demanda. Quanto maior for o horizonte pretendido, menor a confiabilidade na demanda prevista. A medida em que as previsões forem sendo alcançadas pela demanda real, deve-se monitorar a extensão do erro entre a demanda real e a prevista, para verificar se a técnica e os parâmetros empregados ainda são válidos. Em situações normais, um ajuste nos parâmetros do modelo, para que reflita as tendências mais recentes, é suficiente. 16

17 Uma vez decidida a técnica de previsão e implantado o modelo, há necessidade de acompanhar o desempenho das previsões e confirmar a sua validade perante a dinâmica atual dos dados. Esta monitorização é realizada através do cálculo e acompanhamento do erro da previsão, que é a diferença que ocorre entre o valor real da demanda e o valor previsto pelo modelo para um dado período. A manutenção e monitorização de um modelo de previsão confiável busca: Verificar os valores previstos; Identificar, isolar e corrigir variações anormais; Permitir a escolha de técnicas, ou parâmetros, mais eficientes. 17

18 Uma série de fatores pode afetar o desempenho de um modelo de previsão, sendo que os mais comuns são: A técnica de previsão pode ser mal interpretada ou usada incorretamente; A técnica de previsão perdeu a validade devido à mudança em uma variável importante, ou devido ao aparecimento de uma nova variável; Variações irregulares na demanda podem ter acontecido em função de greves, formação de estoques temporários, catástrofes naturais, etc. Ações estratégicas da concorrência, afetando a demanda; Variações aleatórias inerentes aos dados da demanda. 18

19 Influência sobre o Mercado Comunicação com o Mercado Previsão de Demanda Gestão de Demanda Promessa de Prazos Priorização e Alocação FERRAMENTAS PARA ANTECIPAR A DEMANDA FUTURA COM ALGUMA PRECISÃO GARANTIR O DESEMPENHO EM CONFIABILIDADE DE ENTREGA PARCELAMENTO DE ENTREGA INCENTIVO A MIX DE PRODUTOS PROMOÇÃO E PROPAGANDA HABILIDADE DE DECIDIR QUAIS CLIENTES SERÃO ATENDIDOS TOTAL OU PARCIALMENTE PESSOAL DE VENDAS E REPRESENTANTES TRAZER INFORMAÇÕES DOS CLIENTES E DOS MERCADOS

20 PROJETO E MELHORAMENTO CONTÍNUO DO PROCESSO DE GERAR PREVISÕES INFORMAÇÕES DA CONJUNTURA ECONÔMICA DECISÕES DA ÁREA COMERCIAL OUTRAS INFORMAÇÕES DO MERCADO INFORMAÇÕES DE CLIENTES INFORMAÇÕES DE CONCORRENTES TRATAMENTO QUALITATIVO DAS INFORMAÇÕES TRATAMENTO QUANTITATIVO DOS DADOS DE VENDAS E OUTRAS VARIÁVEIS REUNIÃO DE PREVISÃO COMPROMENTIMENTO DAS ÁREAS ENVOLVIDAS TRATAMENTO DAS INFORMAÇÕES DISPONÍVEIS INFORMAÇÕES QUE EXPLIQUEM COMPORTAMENTO ATÍPICO DADOS HISTÓRICOS DE VENDAS DADOS DE VARIÁVEIS QUE EXPLIQUEM AS VENDAS PREVISÃO DE VENDAS AVALIAÇÃO CRÍTICA DO PROCESSO DE GERAR PREVISÕES

21 DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais: Uma abordagem logística. 5 edição. São Paulo: Editora Atlas S. A TUBINO, Dalvio F. Planejamento e Controle da Produção: teoria e prática. São Paulo: Editora Atlas S.A KOTLER, P; KELLER, K. L.. Administração de Marketing. 14. ed. São Paulo: Pearson Prentice- Hall,

22 Professor Severino Domingos Júnior Disciplina: Gestão de Compras e Estoques no Varejo

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