Escola Secundária de Paços de Ferreira

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1 Cândida Raquel Brandão Carneiro Nº4 12ºS

2 Importação e Exportação Importação é o processo comercial e fiscal que consiste em trazer um bem, que pode ser um produto ou um serviço, do exterior para o país de referência. O procedimento deve ser efectuado via nacionalização do produto ou serviço, que ocorre a partir de procedimentos burocráticos ligados à Receita do país de destino, bem como da alfândega, durante o descarregamento e entrega, que pode se dar por via transporte aéreo(a), transporte marítimo(a), transporte rodoviário(a) ou transporte ferroviário(a). Quando mais de um tipo de transporte é utilizado para entrega, chamamos de transporte multimodal. A exportação é a saída de bens, produtos e serviços além das fronteiras do país de origem. Esta operação pode envolver pagamento (cobertura cambial), como venda de produtos, ou não, como nas doações. Diferença entre importação/exportação e comércio intracomunitário Importação e Exportação é a entrada e a saída de bens, produtos e serviços para fora e para dentro dos Países da União Europeia. Enquanto que comércio intracomunitário é a expedição e/ou chegada de mercadorias transaccionadas entre Portugal e os restantes Estados-membros da União Europeia. Funcionamento e Documentação das trocas internacionais Os termos de comércio internacional (Incoterms Incoterms) Incoterms ou international commercial terms são termos de vendas internacionais, publicados pela Câmara Internacional de Comércio. São utilizados para dividir os custos e a responsabilidade no transporte entre a figura do comprador e do vendedor. São similares a Convenção das Nações Unidas sobre Contratos Internacionais e Convenção das Nações Unidas para a Venda Internacional de Mercadorias. A primeira versão foi introduzida em 1936 e a última actualização em São no total 13 termos divididos em 4 grupos que se distinguem por aumentar gradativamente a responsabilidade de uma das partes em detrimento da outra. 2

3 GRUPO E Entrega no estabelecimento do vendedor/exportador É integrado por apenas um único termo representado pela sigla EXW ( ex. Works [ named place ]). A mercadoria será colocada a disposição no local designado, por exemplo se este for uma fábrica ( ex. factory ), se for uma mina ( ex. mine ) e assim por diante. Pode ser utilizada em qualquer modalidade de transporte uma vez que logicamente será irrelevante para este Termo. Nesta modalidade o comprador arca com todos os gastos de transporte por sua própria conta e risco. Até mesmo o desembaraço e demais formalidades alfandegárias ocorrem por conta e risco do comprador/ importador. GRUPO F Transporte principal não pago pelo exportador Os Termos deste Grupo se caracterizam pela responsabilidade do exportador até o momento da entrega da mercadoria ao transportador internacional previamente indicado no contrato. Há neste a existência de 3 (três) Termos representados pelas siglas FCA, FAS e FOB. FCA ( Free Carrier Point ) pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte internacional. O Critical Point é a entrega da mercadoria ao transportador. Esta poderá ocorrer directamente no terminal portuário ou, se for previamente acordado, entregue em determinado local onde a mercadoria aguardará para futuro carregamento marítimo. A partir deste ponto, como já dito, a responsabilidade será inteiramente do importador, quem irá suportar eventual perda ou dano à mercadoria. FAS ( Free Along Ship [named port of shipment]) de uso exclusivo do Transporte Marítimo, nessa o exportador mantêm-se responsável pela mercadoria até a entrega da mercadoria já desembaraçada ao lado do costado do navio. Houve aqui uma inovação entre a edição anterior de 1990, naquela o exportador não tinha a obrigação de entregar a mercadoria já desembaraçada. Inovação essa em favor do importador e que visa uma maior proficuidade uma vez que o exportador por ser nacional daquela alfândega terá maior facilidade em cumprir o que for exigido por aquela. FOB ( Free On Board [ named place of shipment ]) trata-se aqui também de modalidade exclusiva para o transporte Marítimo. Aqui a responsabilidade do exportador vai um pouco além do Termo FAS, isso porque, sua responsabilidade só será cessada quando a mercadoria estiver já por completa embarcada no navio que fará o 3

4 transporte. Cláusula FOB. Remessa de mercadoria pelo vendedor. Riscos do Comprador. Conhecimento. Título Hábil para habilitação de crédito na falência do comprador. Recurso provido. Na venda com remessa da mercadoria pelo alienante através de via marítima, efectivada sob cláusula FOB, opera-se a tradição com a entrega da coisa à responsabilidade do comandante do navio. Feita entrega que tal e regularmente comprovada através de emissão do competente conhecimento de embarque, ao comprador passam os riscos. GRUPO C Transporte principal pago pelo exportador Aqui passamos a ter a responsabilidade do Exportador em contratar o transportador, porém não é ele quem assume os riscos de perda e dano. Havendo aqui a possibilidade de 4 (quatro) possíveis Termos representados pela siglas: CFR, CIF, CPT e CIP. CFR ou C&R ( Cost and Freight [named port of destination]) tem como característica que fim da responsabilidade do exportador ocorre com o simples transmissor da mercadoria pela murada do navio ( ship s rail ). Este Termo é de uso exclusivo para o modal marítimo. Importante ressaltar que nesse caso, apesar do exportador ter de se responsabilizar pelo custo do transporte, a questão do seguro ficará, caso queira, ao custo do próprio importador. CIF ( Cost, Insurance and Freight [ named port of destination ]), neste o como no Termo CFR o exportador ficara responsável pelo custo de transporte, porém, este a cláusula de seguro também ficará ao cargo do exportador. A responsabilidade do exportador termia exactamente com a transposição da mercadoria da murada do navio ao descarregar no porto de destino. O seguro a que este é obrigado a pagar é o seguro mínimo; cabendo, portanto, ao importador avaliar se lhe é vantajoso pagar por um seguro complementar. Esse contrato de seguro de cobertura mínima deverá ser com companhia de boa reputação e obrigatoriamente estar de acordo com aquela cobertura estipulada pelo Institute of Cargo Clauses, o qual é um Instituto de Seguradoras Britânicas, de acordo com o item 9.3 da Introdução ao ICOTERMS, brochura de Esta Resolução de deu em pleno Regime Militar com o objectivo de proteger o ainda pequeno mercado de seguros brasileiros. Porém, a Resolução n. 165 deste mesmo Conselho, em seu art. 6º permite a contratação de Seguradas Internacionais por "pessoas 4

5 naturais residentes no País ou por pessoas jurídicas domiciliadas no território nacional, revogando tacitamente a antiga resolução n. º 3, mais tarde esta última veio a ser expressamente revogada pela Resolução n. º 180. Esta recente modificação de deu graças aos artigos 19 e 20 da Lei Complementar 126 de CPT ( Carriage Paid of [named place of destination ]) é o equivalente ao termo CFR, porém com a diferença de que o critical point não é mais a murada do navio, mas a simples entrega da mercadoria ao transportador, de qualquer modalidade. Sendo assim esta modalidade é uma simples adaptação de um termo que é exclusivamente marítimo a qualquer outra modalidade. CIP ( Carriage and Insurance Paid to [ named place of destination ]) equivale ao CIF, porém aqui também o critical point é alterado para o momento em que a mercadoria é entregue ao transportador. Assim esta é utilizável a qualquer modal de transporte. GRUPO D Entrega no local de destino Neste grupo a responsabilidade do exportador perdura até a entrega da mercadoria no local de destino, estipulado pelo importador. Há neste 5 possíveis Termos: DAF, DES, DEQ, DDU e DDP. Observa-se que os termos contidos neste grupo vêm ganhando cada vez mais espaço no cenário internacional, sendo estes predominantemente utilizados. Estes Grupo contem os Termos mais vantajosos ao importador. DAF ( Delivered at Frontier [ named place ]) preconiza a entrega da mercadoria desembaraçada para a exportação em ponto combinado, antes da fronteira do país limítrofe. Este Termo é de uso exclusivo de modais terrestres. DES ( Delivered ex. Ship [ named place of destination ]) termo de uso exclusivo de modais aquietaram. Aqui a mercadoria deve ser entregue sobre o navio no porto de destino (ou seja, a mercadoria ainda estará a bordo do navio) e não desembaraçada para a importação. DEQ ( Delivered ex. quay [ named place of destination ]) neste termo a mercadoria há de ser entregue, não desembaraçada, no cais do porto designado. Esta modalidade, por findar no cais, não deverá ocorrer em hipóteses que seja admitido pelas partes que a 5

6 carga seja movida para armazéns, terminais ou similares. Aqui o critical point é a descarga completa da mercadoria no cais de destino. DDU ( Delivered Duty Unpaid [ named place ]) aqui o exportador se responsabiliza até o momento em que entrega a mercadoria no local determinado pelo importador, ou seja, deve ser posta à disposição deste. Porém, esta não deve estar desembaraçada, nem descarregada do navio (ou qualquer veículo transportador, uma vez que este termo pode ser utilizado por qualquer modal). DDP ( Delivered Duty Paid [named place of destination]) esta é a regra que importa o maior nível de responsabilidade ao exportador e, portanto, mais atraente ao importador. A mercadoria deve ser entregue já desembaraçada no local designado pelo importador. Pode ser utilizada por qualquer modalidade. Uma vez que há a obrigação da entrega da mercadoria já desembaraçada, deverá o exportador estar apto a receber, directa ou indirectamente, os documentos necessários para que possa realizar o desembaraço. 6

7 Transportes Transporte terrestre O transporte terrestre é o movimento de pessoas e mercadorias por terra. Inclui o transporte rodoviário, ou seja, por estrada, e o transporte ferroviário, por via-férrea. Transporte marítimo O transporte marítimo é o transporte aquático que utiliza como vias de passagem os mares abertos, para o transporte de mercadorias e de passageiros. O transporte fluvial usa os lagos e rios. Como o transporte marítimo representa a grande maioria do transporte aquático, muitas vezes é usada esta denominação como sinónimo. Com o desenvolvimento da industria automóvel e da aviação a importância do transporte marítimo decresceu, mas ainda assim é eficaz para curtas viagens ou passeios de lazer, Os navios já há muito que são utilizados para efeitos militares, tanto para formação, invasões, bombardeamentos, transporte de armamento e recursos como por exemplo os Porta-aviões. 7

8 O transporte marítimo pode englobar todo o tipo de cargas desde químicos, combustíveis, alimentos, areias, cereais, minérios a automóveis e por ai adiante. A carga chamada carga geral é transportada em caixas, paletes, barris, contentores etc. Um dos meios de empacotamento de carga mais utilizados e que mais contribuiu para o desenvolvimento do transporte marítimo desde a década de 1960 é o uso de contentores. Existentes em tamanhos padronizados permitem o transporte de carga de uma forma eficiente e segura, facilitando o transporte e arrumação da carga dentro dos navios. Existem softwares especializados para o carregamento de contentores, divulgando informação sobre como e de que forma dispor a carga dentro dos contentores, optimizando espaço e cumprindo regras de transporte, por exemplo cargas leves em cima de cargas pesadas. Transporte aéreo O Transporte aéreo é o movimento de pessoas e mercadorias pelo ar com a utilização de aviões ou helicópteros. O transporte aéreo é usado preferencialmente para movimentar passageiros ou mercadorias urgentes ou de alto valor. O transporte aéreo foi o que mais contribuiu para a redução da distância-tempo, ao percorrer rapidamente distâncias longas. Rápido, cómodo e seguro o avião suplantou outros meios de transporte de passageiros a médias a longas distâncias. Este meio de transporte implica construção de estruturas muito especiais. Os aeroportos requerem enormes espaços e complicadas instalações de saída e entrada dos voos. Por outro lado, os custos e a manutenção de cada avião são bastante elevados. Tudo isto contribui para encarecer este meio de transporte. Documentação Factura Uma factura é um documento comercial que representa a venda para clientes domiciliados em território nacional. Em geral, a factura só é emitida para pagamentos ainda não efectuados (vendas a prazo ou contra-apresentação). Neles são discriminados todos os itens comprados na operação, 8

9 e por isso, a factura também é usada como controle. Nesse caso assemelha-se a um romanceio, que é um documento comercial. Factura pró-forma A Factura Pró-forma, é um documento que acompanha o objecto, para indicar o valor da mercadoria sem valor comercial. É um documento que acompanha uma amostra ou produto para teste, sem existir transacção comercial. A Factura Pró-forma é idêntica a uma Factura Comercial. 9

10 Apólice Uma apólice é um documento emitido por uma seguradora, que formaliza a aceitação do risco objecto do contrato de seguro. Nela estão discriminadas uma série de condições, como o bem ou a pessoa segurado/a, as coberturas e garantias contratadas, o valor do prémio, assim como o prazo do contrato, entre outras. A emissão da apólice não condiciona o início da cobertura do bem. O bem estará coberto assim que o risco tiver sido aceito pelo Corretor de Seguros, caso tenha poderes para o fazer, ou mais vulgarmente pela própria seguradora. Esta operação pudera resultar na emissão de um bilhete de seguro ou certificado de cobertura. A apólice será enviada posteriormente. Os elementos que fazem parte das apólices de seguros são: Condições Gerais, Particulares e Especiais, se as houver. 10

11 Romaneio de Embarque Documento emitido pelo exportador para o embarque de mercadorias que se encontram acondicionadas em mais de um volume ou em um único volume que contenha variados tipos de produtos. É necessário para o desembaraço da mercadoria e para a orientação do importador quando da chegada dos produtos no país de destino. O Romaneio nada mais é do que uma simples lista relacionando uma descrição detalhada dos produtos a serem embarcados (volumes e conteúdos). Conhecimento de Embarque Documento emitido pela companhia transportadora que atesta o recebimento da carga, as condições de transporte e a obrigação de entrega das mercadorias ao destinatário legal, no ponto de destino pré-estabelecido, conferindo a posse das mercadorias. É, ao 11

12 mesmo tempo, um recibo de mercadorias, um contrato de entrega e um documento de propriedade, constituindo assim um título de crédito. Este documento recebe denominações de acordo com o meio de transporte utilizado: Conhecimento de Embarque Marítimo 12

13 Conhecimento de Embarque Aéreo Conhecimento de Transporte Rodoviário 13

14 Conhecimento de Transporte Ferroviário Certificado de origem O Certificado de Origem permite aos exportadores nacionais atestar a origem dos seus produtos. É um documento fornecido pelo exportador e utilizado pelo importador, para comprovação da origem da mercadoria. Como fazer 14 Preencher o formulário do Pedido de Emissão do Certificado de Origem. Submeter o formulário e respectivos anexos de acordo com as instruções de preenchimento contidas no próprio formulário. Para efectuar o levantamento do Certificado de Origem terá que entregar os seguintes elementos: o Pedido de Emissão devidamente carimbado e assinado.

15 o Cópia legível da factura com carimbo e assinatura em original. Nota: O carimbo e a assinatura podem ser do requerente ou do expedidor. Condições O certificado de origem tem um custo variável em função do valor da factura. Os associados da AEP beneficiam de um desconto (20% de desconto sobre a taxa de serviço - não inclui emolumentos); O prazo de emissão do Certificado de Origem é, em condições normais, de 24 horas. 15

16 Bibliografia ,1,O que são Incoterms? erior.asp 16

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