Procedimento para Licenciamento de Fontes Radioactivas Seladas

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1 MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR Procedimento para Licenciamento de Fontes Radioactivas Seladas 1. Legislação e Regulamentos Aplicáveis Decreto-Lei n.º 38/2007, de 19 de Fevereiro, do Ministério do Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2003/122/EURATOM, do Conselho, de 22 de Dezembro, relativa ao controlo de fontes radioactivas seladas, incluindo as fontes de actividade elevada e de fontes órfãs, e estabelece o regime de protecção das pessoas e do ambiente contra os riscos associados à perda de controlo, extravio, acidente ou eliminação resultantes de um inadequado controlo regulamentar das fontes radioactivas. Decreto-Lei nº 140/2005, 17 de Agosto, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Estabelece os valores de dispensa de declaração e de autorização e transpõe as correspondentes disposições da Directiva nº 96/29/Euratom, do Conselho, de 13 de Maio. Decreto-Lei n.º 165/2002, de 17 de Julho, do Ministério da Saúde - Estabelece as competências dos organismos intervenientes na área da protecção contra radiações ionizantes, bem como os princípios gerais de protecção, e transpõe para a ordem jurídica interna as disposições correspondentes da Directiva nº 96/29/EURATOM, do Conselho, de 13 de Maio, que fixa as normas de base de segurança relativas à protecção sanitária da população e dos trabalhadores contra os perigos resultantes das radiações ionizantes. Regulamento do Conselho n.º 1493/93/Euratom, de 8 de Junho, da União Europeia - O presente Regulamento dispõe acerca das transferências de substâncias radioactivas entre Estadosmembros. É aplicável às transferências entre Estados-membros, de fontes seladas e outras fontes relevantes, e de resíduos radioactivos, nos termos previstos no Regulamento em análise, prevendo ainda uma disposição específica em sede de materiais nucleares. Decreto Lei nº 41 - A/2010, 29 de Abril, Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações - Regula o transporte terrestre, rodoviário e ferroviário, de mercadorias

2 - 2 - perigosas, transpondo para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/90/CE, da Comissão, de 3 de Novembro, e a Directiva nº 2008/68/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de Setembro. Regulations for the Safe Transport of Radioactive Material 2009 Edition, Safety Requirements TS-R-1, IAEA Decreto-Lei nº 174/2002, 25 de Julho, do Ministério da Saúde - Estabelece as regras aplicáveis à intervenção em caso de emergência radiológica, transpondo para a ordem jurídica interna as disposições do título IX, Intervenção, da Directiva n.º 96/29/Euratom, do Conselho, de 13 de Maio, que fixa as normas de base de segurança relativas à protecção sanitária da população e dos trabalhadores contra os perigos resultantes das radiações ionizantes 2. Descrição Dependendo da solicitação serão emitidas as seguintes licenças: Licença de Detenção Certifica que o utilizador cumpriu todos os requisitos para possuir em condições de segurança radiológica as fontes radioactivas seladas, ou equipamentos que as incorporem. Licença de Introdução no Território Nacional Autoriza o utilizador licenciado a introduzir a fonte ou fontes radioactivas seladas, ou equipamentos que as incorporem, em território nacional, por meios próprios ou recorrendo a outrem. Autoriza ainda o seu transporte desde o local de introdução no território nacional até ao local de utilização. Licença de Transferência Autoriza a venda, locação, cessão ou qualquer outro tipo de transferência de fontes radioactivas seladas, ou equipamentos que as incorporem, incluindo a sua eliminação como resíduo radioactivo. Licença de Transporte Autoriza o transporte de fontes radioactivas seladas, ou equipamentos que as incorporem, por qualquer um dos modos (rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo).

3 Procedimentos para obtenção da Licença de Detenção e Introdução em Território Nacional 3.1. O requerimento para autorização deverá ser acompanhado de: Declaração preenchida nos termos do Anexo II do Decreto-Lei n.º 38/2007; Plano de emergência, quando a actividade da fonte exceda 1 TBq; Peças desenhadas, sempre que a complexidade do equipamento utilizador da fonte o justifique, para a boa compreensão da segurança de utilização e manutenção Cópia da Licença de Funcionamento (ou documento equivalente) emitida pela Autoridade Competente, de acordo com Decreto-Lei n.º 165/2002. O pedido de licenciamento da instalação e/ou do equipamento deverá ser dirigido à Direcção-Geral da Saúde (Divisão Ambiental, Tel ) Documento comprovativo do custo da fonte ou, se este não puder ser desagregado do custo do equipamento em que ela se incorpora, do custo desse equipamento; Comprovativo de prestação caução, através de garantia bancária ou depósito (à ordem do ITN, conta bancária n.º da CGD Sacavém, NIB: ), no valor de 10% do custo da fonte (sem IVA) ou, se este não puder ser desagregado do custo do equipamento em que ela se incorpora, de 5% do custo desse equipamento (sem IVA). Para libertação da caução ver o ponto 7; Se o futuro detentor da fonte for uma entidade privada e se a actividade nominal cumulada no estabelecimento exceder 1GBq deverá ainda enviar comprovativo da existência de seguro de responsabilidade civil nos seguintes montantes: , se a actividade nominal cumulada for inferior a 10GBq; , se a actividade nominal cumulada for igual ou superior a 10GBq e inferior a 1TBq; , se a actividade nominal cumulada for igual ou superior a 1TBq; Se a actividade nominal cumulada no estabelecimento não exceder 1GBq deverá enviar Declaração a constatar esse facto.

4 Em transferências entre Estados Membros da União Europeia, deve ser preenchido o documento normalizado a utilizar ao abrigo do Regulamento (Euratom) nº1493/93 do Conselho O requerente preenche do n.º 1 ao n.º 5 em original (a assinatura deve ser validada, com carimbo ou selo branco da entidade requerente) O nº 6 deste documento é preenchido pelo ITN e assinado pelo Presidente do CD/ITN Ficha de registo normalizada, constante no Anexo IV do Decreto-Lei n.º 38/2007, de acordo com os prazos previstos no ponto Procedimentos para obtenção da Licença de Transporte 4.1. O requerimento para autorização deverá ser acompanhado de: Declaração preenchida nos termos do Anexo II do Decreto-Lei n.º 38/2007; Cópia da Licença de Detenção; Ficha de registo normalizada, constante no Anexo IV do Decreto-Lei n.º 38/2007; Cópia do certificado do pacote (contentor), sempre que possível e aplicável. 5. Procedimentos para obtenção da Licença de Transferência O detentor da fonte deverá assegurar, antes da transferência, que o destinatário está devidamente licenciado e na posse da devida autorização 5.1. O requerimento para autorização deverá ser acompanhado de: Declaração preenchida nos termos do Anexo III do Decreto-Lei n.º 38/2007; Original da Licença de Detenção; Ficha de registo normalizada, constante no Anexo IV do Decreto-Lei n.º 38/2007; Cópia do certificado do pacote (contentor), sempre que possível.

5 Em caso de transferência para um outro utilizador em território nacional serão emitidas novas Licenças de Detenção e Transporte (se aplicável), devendo cumprir-se os procedimentos constantes nos pontos 3 e 4 (se aplicável) Em caso de eliminação da fonte como resíduo radioactivo: Cumprimento do disposto no ponto 5.1.; Preenchimento do formulário Pedido de Recolha de Resíduos Radioactivos; 6. Registo de Fontes 6.1. A folha de registo da fonte, de acordo com a folha de registo normalizada constante no Anexo IV do Decreto-Lei n.º 38/2007, deverá ser enviada para o ITN nos prazos seguintes: Nos 30 dias subsequentes ao pedido de registo, o qual deve ocorrer nos 15 dias posteriores à aquisição da fonte; Uma vez por ano, devendo o registo ser remetido nos primeiros seis meses (acompanhado de documento comprovativo de que se encontra coberta a responsabilidade civil do detentor da fonte); No prazo de 30 dias a contar da ocorrência de alguma alteração da situação indicada na folha informativa; No prazo de 30 dias a contar do encerramento dos registos referentes a uma determinada fonte, quando a mesma já não estiver na posse do detentor, com menção expressa do nome do novo detentor ou da instalação reconhecida para que foi transferida a fonte; No prazo de 30 dias a contar do encerramento dos registos, quando o detentor já não tiver quaisquer fontes na sua posse; No prazo de 30 dias a contar de qualquer solicitação escrita do ITN Em caso de incumprimento não serão concedidas novas autorizações sem que seja regularizada a situação.

6 Libertação da caução A libertação da caução referida em só poderá ocorrer após a transferência da fonte para outro utilizador, devolução ao fabricante ou eliminação como resíduo radioactivo O requerimento para libertação da caução deverá ser feito por ofício dirigido ao ITN; 7.2. Documentação necessária: Cópia da Licença de Transferência; Comprovativo da transferência da fonte. 8. Custos O custo associado aos serviços prestados pela UPSR/ITN está regulado pelo Despacho n.º 14641/2005 (2.ª série), do presidente do ITN: 8.1. No caso da emissão de licenças para fontes radioactivas seladas o custo é de 31 + IVA por licença; 8.2. Os custos da eliminação de resíduos radioactivos dependerão do tipo de fonte, da sua actividade e dos custos de deslocação. 9. Anexos 9.1. Anexo II do Decreto-Lei n.º 38/ Documento normalizado a utilizar ao abrigo do Regulamento (Euratom) nº1493/93 do Conselho 9.3. Anexo IV do Decreto-Lei n.º 38/ Anexo III do Decreto-Lei n.º 38/ Pedido de Recolha de Resíduos Radioactivos ITN/UPSR, 2 de Julho de 2010

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