Iniciada colheita Intempéries climáticas e problemas de infraestrutura e logística podem prejudicar safra de grãos em Goiás

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1 ISSN Ano XIII 211 Janeiro 2013 Arrendamento Fuja dos riscos e perigos na hora de arrendar uma área Desenvolvimento Faeg pretende auxiliar prefeituras goianas Iniciada colheita Intempéries climáticas e problemas de infraestrutura e logística podem prejudicar safra de grãos em Goiás

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3 PALAVRA DO PRESIDENTE CAMPO A revista Campo é uma publicação da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR Goiás), produzida pela Gerência de Comunicação Integrada do Sistema FAEG/SENAR, com distribuição gratuita aos seus associados. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores. Conselho editorial Bartolomeu Braz Pereira; Claudinei Rigonatto; Eurípedes Bassamurfo da Costa; Marcelo Martins Editores: Francila Calica (01996/GO) e Rhudy Crysthian (02080/GO) Reportagem: Rhudy Crysthian (02080/GO) e Leydiane Alves Fotografia: Jana Tomazelli Techio, Gutiérisson Azidon Revisão: Cleiber Di Ribeiro (2227/GO) Diagramação: Rowan Marketing Impressão: Gráfica Talento Tiragem: Comercial: (62) DIRETORIA FAEG Presidente: José Mário Schreiner Vice-presidentes: Mozart Carvalho de Assis; José Manoel Caixeta Haun. Vice-Presidentes Institucionais: Bartolomeu Braz Pereira, Estrogildo Ferreira dos Anjos. Vice-Presidentes Administrativos: Eurípedes Bassamurfo da Costa, Nelcy Palhares Ribeiro. Suplentes: Wanderley Rodrigues de Siqueira, Flávio Faedo, Daniel Klüppel Carrara, Justino Felício Perius, Antônio Anselmo de Freitas, Arthur Barros Filhos, Osvaldo Moreira Guimarães. Conselho Fiscal: Rômulo Pereira da Costa, Vilmar Rodrigues da Rocha, Antônio Roque da Silva Prates Filho, César Savini Neto, Leonardo Ribeiro. Suplentes: Arno Bruno Weis, Pedro da Conceição Gontijo Santos, Margareth Alves Irineu Luciano, Wagner Marchesi, Jânio Erasmo Vicente. Delegados representantes: Alécio Maróstica, Dirceu Cortez. Suplentes: Lauro Sampaio Xavier de Oliveira, Walter Vieira de Rezende. Produtores sofrem com o clima Nesta safra o fator clima pode ser um dos maiores causadores de prejuízos. Calculamos quedas de até 20% ao somarem uma série de fatores, como as chuvas, que ora deixaram de cair e agora precipitaram de forma excessiva. A questão que pode amenizar as perdas é que nossa safra já foi praticamente negociada. Os preços negociados da soja devem contribuir para amenizar as perdas. Houve também um aumento de 5% da área plantada em relação à safra passada, isso deve representar uma produção muito próxima a do ano passado. Além da queda da produtividade por causa do clima, as presenças das lagartas nas lavouras resultaram em aumento do custo de produção. Em média, os produtores tiveram que realizar mais duas aplicações de inseticidas para tentar controlar as infestações. O início da colheita dessa safra nos remete a outras questões. Não basta colhermos uma safra recorde, é preciso termos condições de escoamento dessa produção. Precisamos de uma política agrícola mais eficaz que não seja embasada apenas no crédito rural para o produtor. Isso sem contar os problemas de logística, causados pela falta dela, para transportarmos nossa produção, assunto que exploraremos em mais detalhes na próxima edição. CONSELHO ADMINISTRATIVO SENAR Presidente: José Mário Schreiner Titulares: Daniel Klüppel Carrara, Elias D Ângelo Borges, Osvaldo Moreira Guimarães, Tiago Freitas de Mendonça. Suplentes: Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva, Alair Luiz dos Santos, Elias Mourão Junior, Joaquim Saêta Filho. Conselho Fiscal: Maria das Graças Borges Silva, Edmar Duarte Vilela, Sandra Pereira Faria do Carmo. Suplentes: Henrique Marques de Almeida, Wanessa Parreira Carvalho Serafim, Antônio Borges Moreira. Conselho Consultivo: Bairon Pereira Araújo, Maria José Del Peloso, Heberson Alcântara, José Manoel Caixeta Haun, Sônia Maria Domingos Fernandes. Suplentes: Theldo Emrich, Carlos Magri Ferreira, Valdivino Vieira da Silva, Antônio Sêneca do Nascimento, Glauce Mônica Vilela Souza. Superintendente: Marcelo Martins FAEG - SENAR Rua 87 nº 662, Setor Sul CEP: Goiânia - Goiás Fone: (62) Fax: (62) Site: José Mário Schreiner Presidente do Sistema FAEG/SENAR Alexandre Cerqueira Fone: (62) Fax: (62) Site: Para receber a Campo envie o endereço de entrega para o Para falar com a redação ligue: (62) (62) (62) Janeiro / 2013 CAMPO 3

4 PAINEL CENTRAL Gutiérisson Azidon Gutiérisson Azidon Tratamento com cavalos 24 A pequena Maria Eduarda foi umas das primeiras praticantes de equoterapia em Mineiros. Centro de tratamento, aberto recentemente, começa a atender pacientes da APAE. Prosa Rural 8 O especialista em mercado de commodities, Leonardo Sologurem, afirma que os mercados financeiros ainda passam por um momento frágil e esta fragilidade pode influenciar a precificação das commodities agrícolas. Ele fala sobre o assunto com exclusividade para a Revista Campo, na Prosa Rural deste mês. Obstáculos na produção 20 Produtores reclamam que a falta de chuva no início do plantio e o excesso de água na colheita foram prejudiciais para o setor. João Luiz Giraldi, de Rio Verde, tem esperanças de alcançar resultados semelhantes aos do ano passado. Gutiérisson Azidon 4 CAMPO Janeiro / 2013

5 Jana Tomazelli Gutiérisson Azidon Cuidados ao arrendar 27 Especialistas alertam para cuidados na hora de arrendar uma área. A produtora de Caiapônia, Dorane Pereira, lembra que acordos que não são documentados não têm validade e podem trazer dor de cabeça para o proprietário das terras. Educação para a vida Presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário, fala às crianças e professores do Programa Agrinho 2012, homenageia premiados e entrega carro à professora autora do melhor projeto pedagógico. 14 Auxílio para desenvolver municípios goianos 30 Programa Prefeito Aliado do Progresso pretende fortalecer ações do Sistema Faeg no interior. Agenda Rural 06 Fique Sabendo 07 Delícias do Campo 32 O produtor rural Ivan Roberto Brucelli reclama dos problemas climáticos. Foto produzida por Gutiérisson Azidon. Campo Aberto Treinamentos e cursos do Senar Janeiro / 2013 CAMPO 5

6 AGENDA RURAL FEVEREIRO 19 de Fevereiro Curso Agricultura de Baixo Carbono - ABC Hora: A partir das 08h Local: Sede do Senar Goiás Informações: (62) /02 18/02 Reunião com instrutores do Pronatec Hora: A partir das 08h Local: Augustu s Hotel Informações: (62) Fórum das entidades empresariais Hora: A partir das 10h Local: Sede da Acieg Informações: (62) a 22 /02 25/02 Treinamento Cadastro Ambiental Rural Hora: A partir das 08h Local: Sede do Senar Goiás Informações: (62) Reunião do grupo de trabalho do Código Florestal com o Ministério Público Hora: A partir das 08h Local: Sede da OAB Informações: (62) CAMPO Janeiro / 2013

7 Armazém Divulgação REGISTRO Desenvolvimento municipal FIQUE SABENDO Gutiérisso Azidon Agronegócios Qualidade na Gestão A obra engloba noções de aspectos da administração de empresas, leis trabalhistas, recursos humanos, psicologia para lidar com pessoas, acompanhamento do mercado de commodities, obrigações de recolhimento de impostos federais, estaduais e municipais, enfim, todos os aspectos que auxiliam e complementam a capacidade administrativa da empresa. O objetivo é enfatizar a necessidade de uma empresa rural deter um sistema de gestão que seja de alta qualidade. Assim exposto, por uma linguagem acessível e simples, a fim de aprimorar os padrões até então utilizados, levando-o a um novo patamar de importância, gerando mudanças na qualidade na gestão do agronegócio. A obra está disponível pela internet e custa em média R$ 90. O planejamento e a gestão de políticas públicas para migrar produtores rurais das Classes D/E para a Classe C e das Classes C para A/B é uma alternativa para o desenvolvimento dos municípios e do estado. A alternativa foi apresentada no dia 13 de dezembro pelo presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, em sua palestra proferida no I Congresso Goiano dos Municípios. A agricultura e a pecuária são os grandes geradores dos municípios goianos. Temos que proteger esse patrimônio. Estimular o setor rural é retorno garantido para melhorar a renda e a vida da população rural e dos municípios de Goiás, ressaltou. José Mário ministrou a palestra Gestão Eficiente com Foco nos Resultados, sobre o tema Agricultura Familiar nos Municípios, no terceiro dia do Congresso realizado pela Associação Goiana de Municípios e pela Federação Goiana de Municípios, no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. A Faeg lançou também um programa Prefeito Aliado do Progresso (leia mais na página 17). pesquisa Reprodução de abelhas Um estudo sobre o comportamento das abelhas Jataí (Tetragonisca angustula), realizado na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, propiciou a reprodução in vitro da espécie a fim de multiplicar suas colônias. Grande parte dos alimentos, como hortaliças, que o homem consome vem de plantas polinizadas por abelhas. Assim, a manipulação das colônias pode ter grande influência para a produção de alimentos. A pesquisa, segundo informações da Agência USP, foi dividida em três etapas: o monitoramento do que acontece dentro da colônia (para entender a reprodução natural das abelhas rainhas e com que frequência elas e os machos são produzidos); a produção in vitro das rainhas (possível por causa dessa observação prévia) e a multiplicação da colônia. A espécie utilizada, conhecida como Jataí, é nativa do Brasil e não possui ferrão. O estudo também pode servir para a maioria das outras abelhas do tipo. Shutter Janeiro / 2013 CAMPO 7

8 Gutiérisson Azidon PROSA RURAL Leonardo Sologurem é engenheiro agrônomo consultor associado da GV Consult Safra recorde Rhudy Crysthian Leonardo Sologurem é engenheiro agrônomo e mestre em economia pelo departamento de economia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Também é membro do conselho de informações sobre biotecnologia (CIB), consultor associado da GV Consult da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV/EASP). Foi sócio diretor da consultoria Céleres e possui experiência na administração de derivativos agrícolas em Mercado Futuro (BM&F). Este ano foi o palestrante dos Seminários de Comercialização e Mercado Agrícola. 8 CAMPO Janeiro / 2013

9 Revista Campo: Como você analisa o mercado de grãos neste momento da comercialização da safra 2012/13? Leonardo Sologurem: O Brasil aumentou sua área plantada com soja em 2,5 milhões de hectares. Ao todo, serão cultivados 27,5 milhões de hectares com a oleaginosa com uma expectativa de colheita de cerca de 83 milhões de toneladas. No caso do milho, a expectativa é de um crescimento entre 800 mil hectares a 1 milhão de hectares para a 2ª safra. Adicionada a 1ª safra, a expectativa é de uma produção de milho entre 72 e 74 milhões de toneladas. Obviamente que o mercado está reagindo a isto. Os preços da soja já recuaram em relação ao final do ano passado, apesar de ainda se encontrarem em patamares muito satisfatórios aos produtores rurais. Os baixos estoques de passagem de soja nos Estados Unidos estão ajudando a manter os preços da oleaginosa em níveis elevados. No caso do milho, a maior preocupação é em relação ao 2º semestre. Há uma tendência de crescimento na área a ser cultivada com o cereal nos Estados Unidos para a campanha 2013/14 que será semeada em maio/junho. Revista Campo: Você acredita que fatores macroeconômicos da economia mundial podem trazer perdas no mercado de grãos? Leonardo Sologurem: Sem dúvida. Os mercados financeiros ainda passam por um momento muito frágil e esta fragilidade pode influenciar a precificação das commodities agrícolas. O peso dos fundos de investimentos sobre os mercados futuros de commodities é cada vez maior. Se os mercados entenderem que o crescimento econômico poderá ser comprometido, por qualquer razão que seja, eles podem interpretar que os preços das commodities deveriam ser corrigidos negativamente em função de uma menor demanda esperada. Revista Campo: Você acredita que a situação cambial pode trazer alguma dificuldade para o mercado de grãos em 2013? Leonardo Sologurem: Em tese, o mercado trabalha com uma expectativa de taxa de câmbio ao redor de R$ 2 ao longo de 2013, o que confere certa competitividade para as exportações. Por outro lado, há uma preocupação governamental em relação ao controle inflacionário. Se a inflação fugir muito do centro da meta estabelecida pelo governo, pode ser que ocorra uma maior influência do governo sobre o mercado de câmbio Os baixos estoques de passagem de soja nos Estados Unidos estão ajudando a manter os preços da oleaginosa em níveis elevados Revista Campo: Como você observa a situação de oferta e demanda no mercado da soja e como esta situação pode impactar no preço da oleaginosa? Leonardo Sologurem: Nos Estados Unidos, especificamente, os estoques de passagem permanecem muito apertados, o que tem ajudado a manter os preços da oleaginosa em patamares elevados. Os altos preços verificados, principalmente no final do ano passado, incentivaram um forte aumento na área plantada na América do Sul para a campanha agrícola 2012/13, o que deverá ajudar a recompor parte da oferta global. No curto prazo, os preços devem permanecer em níveis considerados altos em função dos estoques apertados na América do Norte. Ao que tudo indica, a disputa por área entre soja e milho nos Estados Unidos deverá ser acirrada na campanha agrícola 2013/14. Revista Campo: Mesmo com a desaceleração da economia chinesa podemos observar uma demanda firme para o mercado de grãos para o fim da safra 2012/13 e início da safra 2013/14? Leonardo Sologurem: O que se pode concluir é que, o nível da desaceleração econômica na China não foi suficiente para retrair sua demanda por grãos. As expectativas apontam para um crescimento da China em torno de 8% em 2013, o que deve garantir um novo crescimento no consumo chinês de soja. Revista Campo: Em relação à produção de soja, com o Brasil produzindo mais de 82 milhões de toneladas e a Argentina produzindo mais de 54 milhões de toneladas, você acredita num excesso de oferta de soja em 2013? Leonardo Sologurem: Haverá uma recuperação parcial. A oferta de soja na América do Sul ajudará a recompor os estoques globais. No entanto, o desempenho da safra norte- -americana de soja será fundamental Janeiro / 2013 CAMPO 9

10 para ajudar a recompor esta oferta. Caso haja frustração na produção dos Estados Unidos, os estoques norte- -americanos de soja permanecerão apertados, o que pressionaria positivamente os preços da oleaginosa. Revista Campo: Você já tem alguma expectativa para a safra americana 2013/14? Leonardo Sologurem: Tudo indica que a área de milho crescerá sobre a de soja. Em termos de produção, os Estados Unidos deverão colher algo entre 380 e 400 milhões de toneladas, enquanto para a soja, espera-se uma produção entre 80 e 84 milhões de toneladas. Revista Campo: Em relação ao milho, como você analisa o mercado deste cereal para o ano de 2013? Leonardo Sologurem: A forte quebra da safra norte-americana de milho deverá estimular o crescimento da área plantada com o cereal na América do Norte. Neste sentido, em condições normais de clima, é esperada uma recomposição da oferta no segundo semestre deste ano, a qual deverá coincidir com uma colheita recorde de milho na 2ª safra no Brasil. Por esta razão, há uma preocupação em relação ao comportamento dos preços de julho para frente. Os Estados Unidos possuem uma competitividade nas exportações de milho muito superior ao do Brasil. Em uma condição de safra recorde no nosso país, seria fundamental que as exportações brasileiras obtivessem um bom desempenho neste ano. No entanto, este desempenho poderá ser comprometido em função da grande oferta esperada para os Estados Unidos. As expectativas apontam para um crescimento da China em torno de 8% em 2013, o que deve garantir um aumento do consumo chinês de soja Revista Campo: Mesmo com o atraso das chuvas, a produção brasileira do milho safrinha deverá ser recorde, você acredita em um mercado com tendências baixas para a comercialização deste milho? Leonardo Sologurem: A grande preocupação diz respeito ao tamanho da safra de milho que os Estados Unidos irão colher no segundo semestre deste ano. Em virtude da nossa baixa competitividade nas exportações do cereal, podemos perder mercado para os norte-americanos. Uma safrinha recorde de milho na região Centro-Oeste pode representar um grande problema se não houver canal de escoamento, uma vez que o consumo local é significativamente menor do que sua produção. Na realidade, o ritmo da comercialização antecipada já é preocupante. Neste mesmo período do ano passado, o Mato Grosso, por exemplo, já havia comercializado 35,3% da sua 2ª safra. Neste ano, até o momento, o percentual comercializado representa apenas 15,6% da safra estimada a ser colhida segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Sem dúvida, isto pode representar uma perspectiva de preços mais baixos no segundo semestre. Revista Campo: É esperado que o Brasil continue mantendo os elevados volumes de exportação de milho em 2013? Leonardo Sologurem: Historicamente o volume de exportação de milho no 1º semestre é pequeno, em virtude de a infraestrutura logística estar voltada para a soja. Portanto, nosso esforço comercial para o mercado externo está concentrado no 2º semestre. Como boa parte do milho produzido na 2ª safra é oriunda da região Centro-Oeste, o custo logístico para exportação é muito elevado em função da ineficiência do Brasil no quesito de infraestrutura. Uma colheita recorde de milho nos Estados Unidos tenderia a reduzir os preços do cereal no mercado internacional, o que minaria ainda mais a nossa competitividade nas exportações. Revista Campo: Qual conselho você pode passar para os produtores de grãos em Goiás? Leonardo Sologurem: Estamos iniciando o ano de 2013 com uma memória de preços para os grãos muito satisfatórios. No curto prazo, tanto os preços da soja quanto do milho se apresentam em patamares elevados. Portanto, acho que os produtores tem uma janela no curto prazo favorável a comercialização dos grãos. Acho que a principal dica é já buscar o travamento dos custos, no caso do milho 2ª safra e já aproveitar algumas oportunidades de comercialização que existem para a soja já visando à safra 2013/ CAMPO Janeiro / 2013

11 MERCADO E PRODUTO Produção dos EUA influencia na formação do preço mundial da soja Leonardo Machado A cada dia que avançamos neste ano, a safra 2012/13 começa a mostrar sua cara no país e também em Goiás. Tanto no cenário goiano como nacional a soja se colocará mais uma vez como o principal produto agrícola brasileiro. De acordo com a Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) a safra brasileira de soja 2012/13 deve ultrapassar a casa das 82 milhões de toneladas. Confirmados estes números, o Brasil será o principal produtor mundial de soja. Mais do que isso, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, sigla em inglês) o Brasil será o maior exportador de soja do globo, exportando mais de 38 milhões de toneladas de soja. Em Goiás, apesar de a estiagem ter provocado uma redução na produtividade, deverão ser colhidas cerca de nove milhões de toneladas. Do total produzido pelo Estado, três milhões de toneladas são exportadas, deste montante, mais de 90% têm como destino a China. No mesmo sentido de números tão expressivos, o mercado tem se mostrado cada vez propício para que os produtores obtenham boas rentabilidades. Apesar do recuo de mais de 15% nas cotações internacionais, o bushel da soja se mantem em patamares elevados. Apesar de a quebra da soja nos EUA não ser tão drásticas como o imaginado, a demanda, que possue uma intensidade maior que a oferta, está altamente presente no mercado. Com a produção dos três maiores produtores de soja estacionada na casa dos 230 milhões de toneladas e com a demanda mundial crescente, os estoques vão sendo consumidos, pressionando cada vez o preço da oleaginosa. O caso da produção dos EUA é o que mais tem influência na formação do preço mundial da soja e o que melhor ilustra a situação atual dos fundamentos no mercado da soja. Da safra 2009/10 à safra 2012/13, a produção americana de soja reduziu 7,9%. Neste mesmo período, as exportações americanas recuaram apenas 2% e o esmagamento praticamente se manteve. O resultado é um estoque de apenas 3,7 milhões de toneladas, uma relação estoque/uso de apenas 4,4%, a menor que os últimos anos. A China continua mantendo seu forte apetite pela soja. De acordo com o USDA, a China importa mais de 82% de soja que consome, na safra 2012/13, deve importar mais de 63 milhões de toneladas, crescimento de 6,4% em relação à safra passada. Diante deste quadro, os preços da soja do mercado dificilmente conseguirão romper as mínimas do mercado. No entanto, há ainda fatores que ameaçam a competitividade da safra de soja brasileira e a rentabilidade do produtor. Em relação à safra 2011/12, o preço médio do fertilizante avançou mais de 15% em relação à safra atual. Com este aumento, somado ao aumento do custo de defensivos e sementes, o custo de produção das lavouras de soja deve colocar pressão na rentabilidade do produtor. Outro fator de pressão na safra 2012/13 deve ser a logística. Com safra e exportação recordes, os portos e as estradas brasileiras serão testados, colocando em prova a competitividade nacional. É desta forma que a safra 2012/13 se desenha, com velhos e novos problemas que ameaçam a competitividade e a rentabilidade da produção de soja no Brasil. No entanto, a receita continua a mesma, atenção aos custos de produção e as noticias do mercado, além de ações de mitigação de risco. Se observada esta condições, com certeza a safra 2012/13 deve proporcionar crescimento para o país e boas rentabilidades para o produtor brasileiro. Leonardo Machado é assessor técnico da Faeg para a área de cereais, fibras e oleaginosas. Marcus Vinicius Janeiro / 2013 CAMPO 11

12 AÇÃO SINDICAL Antelmo Teixeira ORIZONA Seminário sobre Políticas Públicas Antelmo Teixeira PROMOÇÃO SOCIAL Instrutores atualizados O Sistema Faeg/Senar, em parceria com o Sindicato Rural de Orizona, realizou no dia 27 de novembro, um Workshop sobre Políticas Públicas direcionadas aos Empreendedores Familiares Rurais. O evento fez parte das ações desenvolvidas pela Comissão de Empreendedores Familiares Rurais, cujo presidente é o Geovando Pereira, diretor do Sindicato Rural de Orizona. Foram apresentadas informações sobre o Crédito Rural e diversos outros programas de interesse do produtor rural. Apoiaram o evento representantes de 20 sindicatos, Banco do Brasil, DFDA, Instituto CNA, CECANE-UFG e AGEHAB. CABECEIRAS Patrulha rural Os instrutores dos cursos de Promoção Social do Senar Goiás agora têm reuniões semanais com a coordenação do Programa. No último dia 4 de janeiro foi realizado um encontro geral para orientar os instrutores a buscarem atualizações nas suas respectivas áreas. Outra novidade é que este ano cinco treinamentos na área de Promoção Social estarão disponíveis para alunos do Pronatec. São eles: Preparação de doces e conservas, Produção de derivados do leite, Artesanato em biobijouteria, Artesanato em pintura de tecido e Artesanato em bordado à mão. Serão 36 turmas. O Senar ofereceu, em 2012, 930 treinamentos para a área de Promoção Social, ao todo, são 20 treinamentos nas mais diversas áreas de atuação. Sindicato Rural de Cabeceiras O Sindicato Rural de Cabeceiras participou, no último dia 29 de janeiro, da cerimônia de entrega de uma caminhonete para prestar serviços à patrulha rural da cidade. A cerimônia contou com a presença do presidente do Sindicato Rural de Cabeceiras, Arno Weis e toda sua diretoria. O major Isaías Inácio da Silva, comandante do 16º BPM, o Sargento Pedersoli, comandante da Equipe da Patrulha Rural de Cabeceiras e o diretor administrativo da prefeitura, Hozana Paiva, também acompanharam a entrega do veículo. ROUBO DE GADO Polícia identifica criminosos Policiais do Grupo de Repressão a Crimes Rurais e de Divisas identificaram, no último dia 16 de janeiro, os responsáveis pelo furto de vinte reses nelore em 17 de dezembro do ano passado, na região de Mairipotaba. Os animais estavam escondidos em uma fazenda em Aragoiânia. A polícia destacou a semelhança entre os crimes ocorridos em Mairipotaba com as ocorrências de furtos em Luziânia, Catalão e Itumbiara, segundo os policiais, as ocorrências tinham praticamente as mesmas características. (Com informações do portal Goiás Agora) 12 CAMPO Janeiro / 2013

13 Sindicato Rural de Inhumas INHUMAS O Sistema Faeg/Senar realizou, no último dia 09 de janeiro, no Sindicato Rural de Inhumas, uma apresentação institucional sobre o Programa Balde Cheio a diversos produtores que integram a Cooperativa Mista Agroindustrial de Inhumas e Região (Coopervida). Na ocasião, a cooperativa formalizou, via ofício, a solicitação de parceria para execução de três novos grupos na região. Participaram do evento, o presidente do Sindicato Rural, José Rui, o Presidente da Coopervida, Lázaro Eurípedes Xavier, o coordenador do Programa Balde Cheio no Senar Goiás, Rogério Viana e o supervisor regional do Senar Goiás, Rafael Alberna. (Colaborou: Rafael Albernaz) Jana Tomazelli Programa Balde Cheio CACHOEIRA ALTA Frigorífico reaberto MINEIROS Novos líderes A diretoria eleita do Sindicato Rural de Mineiros tomou posse em dezembro, em solenidade realizada no tatersal de elite do parque agropecuário do município. Alberto de Oliveira Carvalho repassou a presidência da entidade a Fernando Mendonça, presidente eleito para o triênio 2012/2015. Com o novo presidente, também estarão à frente da entidade o vice-presidente, Antônio Paulo Carvalho; o tesoureiro, Vonaldo Moraes Vilela e o secretário, Milton Luiz Souza. O presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner é suplente da nova diretoria da entidade. CRISTALINA Sindicato tem nova diretoria Tomou posse no último dia 12 de dezembro a nova diretoria do Sindicato Rural de Cristalina. Alécio Maróstica segue como presidente, Renato Zoboli, é o atual vice. O cargo de primeiro secretário ficou com Daniel Sabino Vaz e o novo tesoureiro é Vítor Alberto Simão. Após cinco anos fora de operação, as instalações do antigo FrigoAlta, no município de Cachoeira Alta, voltarão a operar sob nova direção. O grupo paulista Rodopa Alimentos anunciou, no último dia 15 de janeiro, que em 60 dias a planta industrial voltará a abater bovinos. Os diretores do grupo foram recebidos no município pelo prefeito, Kelson Vilarinho, pelo presidente da Faeg, José Mário Schreiner, pelo presidente do Sindicato Rural, Adeíres Marques e outras autoridades. Durante a visita, as autoridades puderam constatar que a indústria já deu início à contratação de novos funcionários e começará a operar com uma capacidade de abate diária de 600 cabeças. CERES Diretoria renovada No último dia 12 de janeiro foi a vez do Sindicato Rural de Ceres trocar sua diretoria. A nova Mesa está composta pelo presidente, Marcus José Passos, o vice-presidente, Fernando Alvarenga Ferreira, o tesoureiro, Marcelo Alves Siqueira e o secretário, Alex Alencar Oliveira. A cerimônia de posse foi no Ceres Clube Recreativo. Janeiro / 2013 CAMPO 13

14 AGRINHO 2012 Gutiérisson Azidon Professoras de Minaçu que participaram do Agrinho 2012 comemoram a vitória do município no Concurso. Educação premiada Sistema Faeg/Senar premiou no mês de dezembro os melhores projetos do Programa Agrinho de 2012 Leydiane Alves 14 CAMPO Janeiro / 2013

15 A professora destaca que o projeto pretende trabalhar a coleta seletiva e a reutilização do lixo, visando diminuir a poluição e gerar lucro. O município de Minaçu ainda não conta com o trabalho de coleta seletiva. Com o nosso trabalho, pudemos nortear a sociedade e conscientizar a população da importância da reciclagem do lixo. E ela garante que o projeto já tem dado certo. Com o lixo recolhido, conseguimos confeccionar ecobags para supermercados, onde foi diminuído o uso de sacolas plásticas, conta. O Sistema Faeg/Senar realizou, no dia 6 de dezembro de 2012, a solenidade de premiação do Programa Agrinho. No evento, professores, estudantes e convidados conheceram os autores dos melhores trabalhos de A grande vencedora do Programa foi a professora Rosângela Peres Teixeira dos Santos, da Escola Municipal Dona Izaura Maria da Silva Oliveira, do município de Minaçu. Ela levou para casa um carro zero quilômetro com o projeto pedagógico Do lixo se faz o lucro. A entrega do carro foi no dia 19 de janeiro em uma grande carreata festiva pelas ruas de Minaçu. De acordo com Rosângela, a conquista do primeiro lugar é a realização de um sonho. No ano passado desenvolvemos um projeto muito interessante, mas ficamos em quinto lugar. Em 2012, nos dedicamos novamente e agora tivemos o reconhecimento desse lindo trabalho. Mudanças Este ano, o Concurso apresentou algumas mudanças na premiação. Em vez de premiados os cinco primeiros colocados de cada categoria, receberam prêmios os autores dos melhores projetos das oito macrorregiões do Estado. Os oito vencedores nas categorias Escola Agrinho e Experiência Pedagógica ainda concorrem entre si na disputa dos grandes prêmios finais. Mais de R$ 160 mil foram distribuídos em prêmios. Centenas de crianças, adolescentes, pais e professores vieram de várias regiões do Estado para participar da cerimônia. A entrega dos prêmios foi o ponto alto de um trabalho que começou no início do ano, com a capacitação dos professores das escolas da rede pública que aderiram ao Programa. Após a capacitação, os professores retornaram aos municípios e começaram a trabalhar nos projetos relativos ao tema Empreendedorismo e Meio Ambiente. Inseridos nesse contexto, os alunos foram convidados a desenvolverem os trabalhos que concorreram ao Programa Agrinh O presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, disse que está muito satisfeito com os resultados alcançados com o Programa Agrinho, que hoje é o maior programa de responsabilidade social do Sistema na área da Educação. Essa iniciativa nos permite uma interação entre os agentes envolvidos para alcançar um bem Janeiro / 2013 CAMPO 15

16 maior na defesa do meio ambiente e promoção do empreendedorismo, comenta. Ele conta que todos os esforços e trabalhos dos professores e alunos impressionam pela qualidade dos projetos inscritos. Para o presidente do Sindicato Rural de Minaçu, Tiago Castro Faria, é muito gratificante valorizar essas crianças e seus professores. Eles são o presente e o futuro do nosso Estado. Temos uma sensação de dever cumprido, comemora. Ele anunciou ainda que pretende ampliar para 246 municípios participantes do Programa no próximo ano. Esse ano, o Programa envolveu 400 mil alunos em 200 municípios. Foram capacitados 15 mil professores de 2 mil escolas. Os números superaram os dados do ano passado. Estudantes levam prêmios A professora Rosângela Peres foi a grande vencedora do Agrinho 2012 e levou para casa um carro zero quilômetro Gutiérisson Azidon Com um sorriso estampado e uma felicidade no olhar, Juliana Barcelos Pereira, de 12 anos, exibia aos colegas o videogame que tinha acabado de ganhar com a melhor redação. É uma grande alegria estar participando dessa festa. O melhor é poder levar para casa esse prêmio. Sem dúvidas eu gostei muito do presente, destaca ela com seu novo mimo nos braços. Estudante do Centro Educacional Vereador Osvaldo Alves de Souza, do município de Montes Claros de Goiás, ela conta que relatou em seu texto os principais pontos do empreendedorismo e meio ambiente. Eu busquei mostrar quais os caminhos para abrir o próprio negócio e a importância de preservar o meio ambiente, lembra. Juliana destaca que o tema do Programa Agrinho só fez aumentar a vontade de se tornar uma bióloga. Me preocupo muito com o meio ambiente. Sonho em poder estudar e trabalhar nessa área, dessa forma estarei cooperando para a preservação da natureza, acrescenta. O pequeno Yan Lucas Nunes, de 10 Jana Tomazelli anos, também foi um dos vencedores na categoria redação. Aluno da Escola Evangélica Ebenezer, de Palmeiras de Goiás, Yan levou para casa um novo celular. Foi legal participar da festa e, principalmente, poder ganhar um Juliana Barcelos levou o prêmio pela melhor redação celular. Estou muito feliz com o meu prêmio. Em sua redação ele procurou mostrar a importância de cuidar da natureza. Sem o meio ambiente nós não podemos viver. Todos devem pensar nisso e fazer sua parte. O pequeno Yan feliz da vida com o celular novo que ganhou no Agrinho 2012

17 Balde cheio Jana Tomazelli O produtor Eber Brandão, de São João da Paraúna, comemora os resultados do programa Balde Cheio em sua propriedade Conhecimento técnico Produtores participam de Dia de Campo Goiás Mais Leite em propriedade demonstrativa do programa Balde Cheio Francila Calica Uma das 30 unidades demonstrativas do programa Balde Cheio, em Goiás, a propriedade Estância Boas Novas, em São João da Paraúna, recebeu o primeiro Dia de Campo Goiás Mais Leite, promovido pelo Sistema Faeg/Senar e pelo Sindicato Rural do município. Mais de 600 produtores de leite, técnicos e estudantes da área passaram pelas três estações do evento. Os presentes conheceram os resultados do trabalho que está sendo realizado no local com o programa Balde Cheio. O proprietário da Estância Boas Novas, Eber Gomes Brandão, está há um ano e quatro meses participando do programa. Chegou a produzir diariamente 50 litros de leite e hoje produz 400 litros por dia. Em todo o processo de desenvolvimento do programa na propriedade, Eber, orientado pelos técnicos do Senar Goiás, adotou uma série de procedimentos de manejo, acompanhamento climático, econômico e zootécnico. Eber revelou que o Balde Cheio mudou sua vida como produtor e como empresário rural. José Mário, presidente do Sistema Faeg/Senar ressaltou que o contentamento sentido pelo produtor Eber é sentimento comum entre os mais de 400 produtores que estão participando do programa Balde Cheio em Goiás. Damos o apoio necessário para que nossos produtores se tornem empresários rurais, melhorem a produção, a renda e o bem-estar. Possam manter-se na propriedade e manter seus filhos na atividade, explicou. O prefeito eleito de São João da Paraúna, João Batista Figueiredo Neto (PSD), conhecido como João Cré-Cré, reforçou compromisso de auxiliar o Sindicato Rural do município - presidido por Marcos Antônio do Nascimento Guerra - a ampliar a atuação do Balde Cheio na região e reiterou a parceria da prefeitura com o Sindicato Rural durante seu mandato. Programação O Dia de Campo foi dividido em três estações com os temas: Gestão, Manejo rotacionado e irrigado de pastagens e Qualidade do leite. De acordo com o superintendente do Senar Goiás, Marcelo Martins, este evento foi um projeto piloto e preparatório para cerca de 10 edições do Dia de Campo Goiás Mais Leite que serão realizados em O evento recebeu caravanas de produtores do Balde Cheio de 11 municípios e de estudantes do Pronatec na área de pecuária leiteira de seis municípios. O Sebrae Goiás foi representado pelo seu diretor-técnico, Wanderson Portugal. Janeiro / 2013 CAMPO 17

18 EVOLUÇÃO NO CAMPO Jana Tomazelli Tecnologia no campo Município de Rio Verde bate recorde em participantes no Programa Agricultura de Precisão Leydiane Alves Mais de 600 pessoas, entre elas produtores rurais, técnicos e estudantes participaram do Programa Agricultura de Precisão (AP), realizado no dia 13 de novembro, no município de Rio Verde. Dos nove eventos realizados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Central, sobre o tema em todo o Brasil, Rio Verde bateu o recorde de participantes. Em Goiás, a ação teve o apoio do Senar Goiás e Sindicato Rural de Rio Verde. Os participantes contaram com a apresentação de duas palestras, Agricultura de Precisão Base Conceitual e Manejo de Lavouras para Alto Rendimento. O presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, parabenizou o Sindicato Rural de Rio Verde por conseguir mobilizar tantos participantes. Sempre que realizamos ações no município as pessoas participam em massa. Todo evento aqui é sucesso. José Mário destacou a importância da Agricultura de Precisão no crescimento da produção. Queremos levar a tecnologia ao encontro de todos. Ele aproveitou o momento e anunciou aos participantes o objetivo do Sistema Faeg/Senar para Não vamos parar nessa palestra. Deseja- 18 CAMPO Janeiro / 2013

19 Produtores participam do Programa Agricultura de Precisão, em Rio Verde Base Conceitual Jana Tomazelli Para o especialista Ricardo Inamasu, Agricultura de Precisão deve ser uma postura gerencial do produtor mos ir adiante. Vamos construir um Centro de Excelência de Agricultura de Precisão em Rio Verde. Vamos capacitar aqui técnicos de todo o Brasil, pois, nosso país começa a assumir a posição de protagonista na produção mundial. Segundo Vitor Ferreira, engenheiro agrônomo do Senar Central, o Programa de Agricultura de Precisão influencia diretamente na gestão da propriedade. Concluímos que não é só comprar máquinas, é preciso ter planejamento prévio. Ele acrescenta que é papel do Senar levar aos produtores rurais informações de tecnologias. É nosso dever capacitar trabalhadores e produtores rurais inseridos em diferentes cadeias produtivas no âmbito da Agricultura de Precisão, disse. De acordo com o professor Ricardo Inamasu, a Agricultura de Precisão é um processo de gestão da propriedade. É uma postura gerencial que leva em conta a variabilidade espacial para aumentar o retorno econômico e minimizar o efeito negativo ao meio ambiente. Ele explica que o primeiro passo é observar se existe essa variabilidade. Caso exista, o produtor deve investir em Agricultura de Precisão. O professor falou também dos sensores existentes. Existem os sensores para solo e os para as plantas. Por meio das cores é possível observar a clorofila das plantas. Pela cor é possível saber a qualidade da planta. Inamasu fala que o trabalho pode ser aplicado desde os pequenos até os maiores produtores. O pré-requisito para usar a tecnologia é a vontade de fazer a agricultura melhorar e reconhecer que o campo Tecnologia A Agricultura de Precisão (AP) é um sistema de gerenciamento agrícola que cresce no País na medida da disseminação dos conceitos, técnicas e vantagens para o produtor rural. As tecnologias de AP detectam, monitoram e orientam homens e mulheres do campo na gestão da propriedade, para melhorar a produtividade, tem variabilidade. O especialista, Telmo Amado, debateu sobre o manejo de lavoura para o alto rendimento. De acordo com ele, isso significa que é preciso cuidar de todas as etapas. Cada etapa tem um papel na produtividade e isso deve ser respeitado. Procuramos cuidar dessas fases para se atingir melhor qualidade e produtividade. Ele afirma que, aumentar essa produtividade ainda é um grande desafio. São muitos fatores que precisam ser equacionados para que a produtividade realmente seja alcançada. Mas em alguns municípios, essa conscientização já é observada. Exemplo disso é Rio Verde onde se tem umas das maiores produtividades do Brasil. Isso significa que os produtores estão fazendo um ótimo trabalho, onde a agricultura de precisão aparece como apenas um complemento. a preservação do meio ambiente e a renda. A AP começou com as tecnologias das máquinas dotadas de receptores GPS e geração de mapas de produtividade. Com medidas de gestão adaptadas à realidade de cada produtor, oferece ferramentas para a otimização do uso de insumos e inovação permanente no campo. Janeiro / 2013 CAMPO 19

20 Andamento da safra Gutiérisson Azidon Abertura oficial da colheita nacional da soja. Em Rio Verde, máqinas colhem sob chuva Chuvas atrapalham produtores e safra tem queda de produtividade As chuvas mal distribuídas trouxeram aumento de custo de produção, queda de produtividade e atraso na colheita. O que resguarda muitos produtores são os bons preços travados no ano passado. Karina Ribeiro Especial para Revista Campo 20 CAMPO Janeiro / 2013

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