ENGENHARIA SIMULTÂNEA
ENGENHARIA SIMULTÂNEA Como o cliente explicou... Como o líder do projeto entendeu... Como o analista projetou... Como o programador construiu... Como o consultor de negócios descreveu... omo o projeto foi documentado... Quais funcionalidades foram instaladas... Como o cliente foi cobrado... Como foi mantido... O que realmente o cliente queria...
Custo para a empresa: Impacto para a empresa: C Pequeno Pequeno atraso Retrabalho, Rescalonar Grande retrabalho, Atraso na entrega Inspeção adicional Custo de garantia, Custo administrativo Reputação Perda de mercado
1. DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS
Histórico de Gestão de Projetos 1980 1990 2000 Desenvolvimento Sequencial de Produtos
Características P&D e de Desenvolvimento de Produto encaradas como áreas isoladas; Sem integração à estratégia de negócio; Barreiras organizacionais e de comunicação; Alta administração participa pouco das definições e das metas; Predomina a hierarquia e linearidade no fluxo de informações; Fornecedores envolvidos só nas fases finais do desenvolvimento; Não existe mensuração e controle dos resultados; Profissionais especializados, valorizando-se o aprofundamento e isolamento do conhecimento; Gerenciamento funcional.
PROJETO FABRICAÇÃO
ANÁLISE DO MERCADO PROJETO DO PRODUTO MANUFATURA PROJETO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO VENDAS E DISTRIBUIÇÃO
ENGENHARIA SEQUENCIAL Este modelo de gestão de desenvolvimento de produtos, também conhecido por engenharia por cima do muro, promove a desintegração das responsabilidades, e gera um ambiente onde cada setor vê o produto e a sua relação com o consumidor à sua própria maneira. Cliente Marketing Projetos Manufatura Distribuição Empresa
... engenharia sequencial no desenvolvimento de produtos
Projeto de Produtos Exaltação Confusão Desencantamento Procura pelo culpado Castigo de um inocente Glória dos não envolvidos
Boeing 747 O imenso 747, capaz de levar até 568 passageiros, é um conjunto de mais de 6 milhões de peças e componentes. A Boeing permite ao comprador complicar ainda mais a montagem escolhendo, por exemplo, entre 38 modelos diferentes de cabine para o piloto e nada menos do que 109 tons de branco para a fuselagem... (Turbulência no ar, Boeing perde dinheiro e se atrapalha com excesso de encomendas de novos aviões, Revista Veja, 22 de julho de 1998)
Evoluindo... Surgimento das Metodologias de Projeto Conceito - Etapas - Atividades - Tarefas Gerenciamento Funcional X
Modelo de Projeto Simultâneo ou Concorrente
Times de Projeto
Histórico de Gestão de Projetos 1980 1990 2000 Desenvolvimento Sequencial de Produtos Produtos mais complexos; Dinamismo dos ambientes econômicos, tecnológicos e sociais; Aumento da diversidade de produtos; Valorização do atendimento a prazos; Maiorpressão de custos; Maiorregulamentação social ambiental; Clientes mais exigentes; Aceleração da taxa de inovação tecnológica;
Tempo de lançamento do produto no mercado Projeto Serial Projeto conceitua l Detalhamento do Projeto Protótipo e alterações no projeto Projeto Simultâneo Lead time t
Definições de Engenharia Simultânea PRASAD, B. et al. (1998): A engenharia simultânea é uma abordagem sistemática que considera todos os aspectos do gerenciamento do ciclo de vida do produto incluindo a integração do planejamento, projeto, produção e fases relacionadas. SMITH, R. P. (1997): A engenharia simultânea é um termo aplicado para uma filosofia de cooperação multifuncional no projeto de engenharia, a fim de criar produtos que sejam melhores, mais baratos e introduzidos no mercado mais rapidamente.
... assim, disse Ford... Construirei um carro para as grandes massas, feito com os melhores homens que puderem ser contratados e seguindo os projetos mais simples que a moderna engenharia pode conceber... de preço tão baixo que qualquer homem que ganhe um bom salário seja capaz de possuir e desfrutar com sua família a benção das horas de prazer nos grandes arbustos da natureza. (1903-1906)... aplicando a ES...
... um carro em 24 horas... A nova fábrica da Ford despejará no pátio um carro a cada oitenta segundos. Um veículo leva 24 horas para ser montado por uma pessoa. Fonte: Veja edição 1749 Ano 35, no 17, 10 Maio 2002
Princípios e Variáveis da ES Princípios - Filosofia e prática da Engenharia Simultânea; Variáveis - elementos que podem assumir diferentes aspectos segundo as características das empresas;
Princípios da ES Tratamento simultâneo de restrições de projeto e da manufatura; Compartilhamento de conhecimentos associados ao desenvolvimento do produto; Consideração do ciclo de vida do produto; Ênfase às preferências dos consumidores no desenvolvimento do produto; e Desenvolvimento do produto considerando qualidade, custo e tempo para o mercado.
Variáveis da ES Configuração de equipes de projeto; Paralelismo das atividades de projeto; Integração dos clientes do projeto; Utilização de ferramentas de apoio;
Barreiras para Implantação Barreiras Organizacionais - Gerenciamento do PDP; - Política e cultura da empresa; - Comportamento humano; - Protecionismo; - Resistência a mudanças. Barreiras Técnicas - Falta de infra-estrutura básica (TI) - Falta de conhecimento e experiência para a implantação da ES.
Principais Ferramentas da ES 1. Sistemática de Desenvolvimento de Produto 2. QFD - Quality Function Deployment 3. DFMA - Design for Manufacturing and Assembly 4. FMEA - Failure Modes Effects and Analysis 5. Arranjos Ortogonais 6. CAD/CAE/CAM - Computer Aided Design, Engineering, Manufacturing (Projeto, Engenharia e Manufatura Auxiliados por Computador) 7. Prototipa
Histórico de Gestão de Projetos 1980 1990 2000 Desenvolvimento Sequencial de Produtos Desenvolvimento Integrado de Produtos Novas Abordagens de Desenvolvimento de Produtos
Novas Abordagens de Desenvolvimento de Produtos Simplificar a formalização do PDP; Foco na aprendizagem e inovação; Aumentodo tempo de atividades de avaliação e proposição de novas soluções; Uso intensivo da estatística, Instrumentação e modelos computacionais; Foco na gestão do conhecimento; Introdução do conceito de gerenciamento do Ciclo de Vida (CV);
Lean Manufacturing Filosofia de gestão focada na redução dos sete tipos de desperdícios ( Qualidade Tempo Custo de Produção); Sistema Toyota de Produção - analisa o processo de produção a partir da perspectiva do cliente, buscando analisar o que o cliente interno e externo deseja dos processos Por exemplo: - Montagem manual de uma linha de chassis de caminhões, o operador executa algumas atividades, entre elas, caminhar para pegar a ferramenta. - Este é o tipo de atividade que não agrega valor ao produto final, mas é necessário. O objetivo é minimizar o tempo gasto em operações que não agregam valor, posicionando as ferramentas e o material o mais próximo possível da linha de montagem.
Lean Manufacturing Redução de 7 Tipos de Defeitos 1. Superprodução; 2. Espera (tempo sem trabalho); 3. Transporte ou movimentação desnecessários; 4. Superprocessamento ou processamento incorreto; 5. Excesso de estoque; 6. Movimento desnecessário; 7. Defeitos
DESPERDÍCIO DE SUPERPRODUÇÃO É o desperdício de se produzir antecipadamente à demanda, para o caso de os produtos serem requisitados no futuro.
DESPERDÍCIO DE ESPERA É o material que está esperando para ser processado, formando filas que visem garantir altas taxas de utilização dos equipamentos.
DESPERDÍCIO DE TRANSPORTE O transporte e a movimentação de materiais são atividades que não agregam valor ao produto e são necessários devido às restrições do processo e das instalações, que impõem grandes distâncias a serem percorridas pelo material ao longo do processamento.
DESPERDÍCIO DE PROCESSAMENTO Sistema JIT (Just in Time): questiona e investiga qualquer elemento que adicione custo e não valor ao produto. Por que determinado componente deve ser fabricado? Qual a sua função no produto? Por que esta etapa do processo é necessária?
DESPERDÍCIO DE MOVIMENTO Desperdícios presentes nas mais variadas operações do processo produtivo.
DESPERDÍCIO DE PRODUZIR ITENS DEFEITUOSOS Desperdícios gerados pelos problemas de qualidade. Produtos defeituosos desperdício de materiais, mão-de-obra, uso de equipamentos, além da movimentação e armazenagem de materiais defeituosos.
DESPERDÍCIO DE ESTOQUES Sistema de produção tradicional: os estoques tem sido utilizados para evitar descontinuidades do processo produtivo frente aos problemas de produção.
DESPERDÍCIO DE ESTOQUES Problemas de Qualidade: estoque gera independência entre os estágios do processo produtivo. Problemas de Quebra de Máquina: estoque permite fluxo contínuo de produção, mesmo com quebra de máquina Problemas de Preparação de Máquina ( setup ): lotes grandes compensam custos de preparação das máquinas.
Lean Design Máxima simplificação e diminuição da formalização do processo de projeto (pois são atividades que não agregam valor) - Formalizar o necessário; Valorização dos trabalhos em times; Foco em atividades de prototipagem e testes; Valorização ao máximo da experimentação e a aprendizagem; Retardar as decisões sobre aspectos específicos do projeto; Investir o tempo em geração de alternativas e entendimento do problema; Gerente do projeto é um orienta o processo de aprendizagem dos engenheiros;
Seis Sigma É uma estratégia gerencial disciplinada e altamente quantitativa, que tem como objetivo aumentar expressivamente a performance e a lucratividade das empresas, por meio da melhoria da qualidade de produtos e processos e do aumento da satisfação de clientes e consumidores;
Seis Sigma Foco na integração das necessidades dos clientes, requisitos, especificações e tolerâncias por meio do uso de: - Ferramentas de otimização das variáveis que influenciam o produto e o processo; - Ferramentas estatísticas; - Instrumentação digital de ensaios; - Simulação computacional de produtos (CAE - Computer Aided Design).
SEIS SIGMA CARACTERÍSTICAS SISTEMA LEAN Redução a variação do processo; Valorização a coleta de dados; Aplicação da estrutura e métodos estatísticos; Pesquisa de soluções otimizantes; Eliminação dos desperdícios do sistema de produção; Valorização a observação prática dos problemas; Resolução prática dos problemas; Busca de regras empíricas como soluções;
INTEGRANDO NO PDP SEIS SIGMA SISTEMA LEAN LEAN Identifica problema no fluxo SEIS SIGMA Melhora a capacidade das etapas que agregam valor ETAPA 1 ETAPA 2 ETAPA 4 ETAPA 5 LEAN Identifica etapas que não agregam valor e fornece ferramentas para sua eliminação A melhoria da capacidade permite a eliminação de etapas adicionais e a redução de tempo.
Finalizando
Desenvolvimento Seqüencial Metodologia de projeto Engenharia e análise de valores Prototipagem rápida Engenharia virtual e simulação Lean Design Fluxo de valor Engenheiro chefe Padronização Engenharia Simultânea Paralelismo Equipe DFMA, QFD Cliente-fornecedor Stage-gates Fases formais Revisão de fases Desenvolvimento Integrado P&D + PDP na estratégia Portfólio (funil de projetos) Gestão de projetos Maior comunicação Modelosde Controle de recursos maturidade Profissionais generalistas Visão ampla - processo Confiabilidade Estatística Experimentos Parâmetros críticos Design for six sigma
Referências para Consulta 1. Rozenfeld, H.; Forcellini, F.A.; Amaral, D.C.; Toledo, J.C. de; Silva, S.L.; Alliprandini, D.H.; Scalice, R.K. Gestão do Desenvolvimento de Produtos. Uma referência para a melhoria do processo. Editora Saraiva. 2006; 2. Pahl, G.; Beitz, W.; Feldhusen, J.; Grote, K-H. Projeto na Engenharia. Editora Edgard Blücher. Tradução da 6ª Edição. 2005; 3. Artigos técnicos disponíveis em www.ifm.org.br 4. Clark, K.B.; Whwwlright, S.C. Managing new product and process development: text and cases. New York: The Free Press. 1993. 5. Cooper, R.G.; Edgett, S.J.; Kleinschimidt, E.J. Portfolio Management for New Products. New York: Persus Books. 1998.