PCP - Planejamento e Controle de Produção

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Transcrição:

PCP - Planejamento e Controle de Produção Profº Marcos Paulo Rosa Introdução Vivemos numa sociedade de organizações. O mundo moderno é constituído de organizações. Isso significa que nascemos em organizações, crescemos em organizações, aprendemos em organizações, fazemos esportes e lazer em organizações, trabalhamos em organizações e até para morrermos dependemos delas. Quase tudo se não tudo é projetado, criado, produzido e distribuído por organizações. Elas são tão numerosas e diversificadas que quase não percebemos sua presença: indústrias, comércio, escolas e universidades, empresas financeiras, clubes, repartições públicas, empresas estatais, exército, igreja, hospitais etc. Na prática, as organizações existem para produzirem alguma coisa e disponibilizá-la para a sociedade. A produção é o objetivo fundamental de toda e qualquer organizações. A Empresa As empresas também são organizações. São organizações sociais por que são compostas de pessoas que trabalham em conjunto. Numa melhor definição diria que as empresas são organizações sociais que utilizam recursos e competências específicos para atingir determinados objetivos. Os objetivos podem ser lucros ou determinadas necessidades da sociedade (empresas sem fins lucrativos). Classificação Quanto à Propriedade Empresas estatais: são de propriedade dos Estados. Constituem o chamado setor público e seu objetivo é o bem-estar social; Empresas privadas: são de propriedade de particulares. Fazem da iniciativa privada e constituem o chamado setor privado. Seu principal objetivo é o lucro; Empresas mistas: são as sociedades por ações de participação pública e privada, simultaneamente. Geralmente, a União, o Estado ou o município são os sócios majoritários, detendo a maioria das ações e, portanto, o controle acionário e administrativo.

Classificação Quanto ao Tamanho Empresas grandes: são aquelas de grande porte e de enorme volume de recursos (instalação, capital e empregados). Possuem mais de 500 colaboradores; Empresas médias: são aquelas de porte intermediário e de volume razoável de recursos. Possuem entre 50 e 500 colaboradores; Empresas pequenas: são empresas com baixo volume de recursos. Possuem poucos colaboradores, até 50. Nesta categoria é comum o proprietário ser o gestor do negócio e absorvendo diversas funções. Nele se concentra todas as decisões da empresa, chamada de gestão centralizada. As empresas pequenas ainda podem ser menores, tendo até 10 colaboradores e sendo chamadas de microempresas ou ainda empresas individuais, quando possui apenas um membro. Classificação Quanto ao Tipo de Produção Empresas primárias ou extrativas: são aquelas que desenvolvem atividades extrativistas, como agrícolas, pastoris, de pesca, de mineração, de prospecção e extração de petróleo, as salinas etc. São chamados de matérias primas os resultados de sua produção; Empresas secundárias ou de transformação: são aquelas que processam as matérias primas e as transformam em produtos acabados. Produzem bens, produtos tangíveis ou manufaturados. Empresas terciárias ou prestadoras de serviços: são aquelas que executam ou prestam serviços especializados. Incluem-se os serviços realizados por profissionais liberais (advogados, contabilistas, engenheiros, médicos, dentistas, consultores e etc). Mercadorias e Serviços Bem ou mercadoria é um produto físico e tangível. Algo que se pode ver, manipular e usar. Os bens podem ser destinados para consumo ou para a produção de outros bens. Os bens de consumo são destinados ao mercado consumidor, são comercializados pelo comércio, pelas lojas, pelos supermercados etc. Podem ser classificados como duráveis ou perecíveis. a) Duráveis: são produtos que tem uma existência relativamente longa, como: automóveis, eletrodomésticos, roupas commodities etc.;

b) Perecíveis: produtos com durabilidade relativamente curta, como: hortifrutigranjeiros, laticínios com prazo curto de utilização, a maioria dos alimentos, coleções de produtos de moda com temáticas específicas e etc.; Quando os produtos são destinados para a produção de outros bens ou serviços, são chamados de bens de produção. Quando os bens de produção integram o patrimônio da empresa, chama-se bens de capital. Sistemas de Produção As empresas são compreendidas como sistemas. Um sistema pode ser definido como um conjunto de partes inter-relacionadas que existem para atingir um determinado objetivo. Cada parte do sistema pode ser um órgão, um departamento ou um subsistema. Um sistema é constituído por vários subsistemas. Os sistemas podem ser classificados como: a) Sistema fechado: chamado também de sistema mecânico funciona dentro de relações predeterminadas de causa e efeito (modo determinístico) e mantêm um intercâmbio também predeterminados com o ambiente. Todo sistema possui entradas e saídas. No determinado sistema, as entradas produzem determinadas saídas conforme a alimentação. São conhecidas e de pequena quantidade, como os mecanismos tecnológicos; b) Sistema aberto: chamado também de sistema orgânico funciona dentro das relações de causa e efeito desconhecidas e indeterminadas (de modo probabilístico) e mantêm um intercambio intenso, complexo e indeterminado com o ambiente. Nos sistemas abertos, existe uma infinidade de entradas e saídas não muito bem conhecidas e indeterminadas, o que provoca a complexidade e a dificuldade de mapear o sistema. Entradas Empresas Saídas Retroação Figura 1 A empresa como um sistema aberto. Na realidade as empresas são sistemas aberto com constante intercambio com os ambientes. As empresas importam recursos do ambiente através de suas entradas, processam e transformam esses recursos e exportam o resultado desse processamento e transformação de volta ao ambiente por meio de suas saídas.

Cada sistema é constituído de várias partes, isto é, de vários subsistemas. Uma indústria (empresa secundária) que se dedica à produção de tecidos. Seu sistema de produção poderia ser entendido como um sistema constituído dos seguintes subsistemas (ou seções): Almoxarifado Depósito Preparação Fiação Tecelagem Tinturaria Acabamento Expedição Figura 2 Os subsistemas do sistema de produção de uma empresa de manufatura têxtil. Cada subsistema tem as suas entradas e saídas, de tal modo que as saídas de um subsistema constituem as entradas do subsistema seguinte, e assim por diante. Existe uma interdependência entre os diversos subsistemas, fazendo com que cada um dependa do outro para poder funcionar. Da mesma forma, há também uma interdependência entre os diversos sistemas. A empresa depende de vários fornecedores para garantir as suas entradas e depende dos clientes e consumidores para garantir as suas saídas. Entradas Fornecedores Empresa Saídas Clientes ou Consumidores Figura 3 A empresa e suas interdependências. Na realidade, o sistema empresarial pode ser mais em detalhado se incluirmos nele o almoxarifado de materiais e matérias-primas, o subsistema de produção e o depósito de produtos acabados, da seguinte maneira: Empresa Entradas Fornecedores Almoxarifado de Materiais Subsistema de Produção Depósito de Produtos Acabados Saídas Clientes ou Consumidores Figura 4 O almoxarifado, o subsistema de produção e o depósito.

Passaremos a focar em produção. Existem três tipos de sistemas de produção: sob encomenda, em lotes e contínua. Vejamos cada um destes sistemas: Produção Sob Encomenda A produção sob encomenda é o sistema utilizado pela empresa que produz somente após ter recebido um pedido ou encomenda de seus produtos. Após o contrato ou a encomenda de um determinado produto é que a empresa vai produzi-lo. Em primeiro lugar, o produto ou serviço é oferecido para a cotação do cliente como o orçamento preliminar ou a cotação para a concorrência pública ou particular é então utilizado para se fazer uma análise mais detalhada do trabalho a ser realizado. Essa análise do trabalho envolve: Uma lista ou relação de todos os materiais necessários para fazer o trabalho encomendado; Uma relação completa do trabalho a ser realizado, dividida em números de horas para cada tipo de trabalho especializado; Um plano detalhado de sequencia cronológica, indicando quando cada tipo de mão de obra deverá trabalhar e quando cada tipo de material deverá estar disponível para ser utilizado. O caso mais simples de produção sob encomenda é o da oficina ou da produção unitária. É o sistema no qual a produção é feita por unidades ou por pequenas quantidades, cada produto a seu tempo, sendo modificado à medida que o trabalho é realizado. O processo produtivo é pouco padronizado e automatizado. A produção unitária requer habilidades manuais dos trabalhadores, envolvendo o que se chama de operação de mão de obra intensiva, isto é, muita mão de obra e muita atividade artesanal. Ex.: navios, aviões, construção civil, confecções sob medida, vestidos de noiva e etc. Produção em Lotes A produção em lotes é o sistema de produção utilizado por empresas que produzem uma quantidade limitada de um produto de cada vez. Essa quantidade limitada é denominada lote de produção. Cada lote de produção é dimensionado para entender a um determinado volume de vendas previsto para um determinado período de tempo. Terminado um lote de produção, a empresa inicia imediatamente a produção de outro lote, e assim por diante. Cada lote recebe um código de identificação. Esse tipo de produção é utilizado por uma infinidade de indústrias, como têxteis, de cerâmica, de motores elétricos etc.

Produção Contínua A produção contínua é o sistema de produção utilizado por empresas que produzem um determinado produto, sem mudanças, por um longo período de tempo. O ritmo de produção é acelerado e as operações são executadas sem interrupção. Como o produto é sempre o mesmo ao longo do tempo, o processo de produção não sofre mudanças e pode ser aperfeiçoado continuamente. É o caso das indústrias fabricantes de automóveis, papel e celulose, cimento, eletrodomésticos e etc. Observa-se ainda na indústria têxtil a linha commodities e na produção têxtil. Os Três Sistemas de Produção Entradas e Saídas Almoxarifado de Substistema de Depósito de Produtos Sistemas de Produção Matérias Primas Produção Acabados Não há necessidade de Nenhum estoque Produção planejada estoque, pois o Produção Sob prévio. O estoque é somente após receber produto é entregue Encomenda planejado após o pedido ou a imediatamente após receber o pedido. encomenda. ter sido produzido. Produção em Lotes Produção Contínua Estoque planejado em função de cada lote de produção. Estoque planejado em função de cada lote de produção. Figura 5 Sistemas de Entradas e Saídas da produção. Produção planejada em função de cada lote de produção. Estoque planejado e programado com antecipação. Estoque planejado em função de cada lote de produção. Estoque planejado e programado com antecipação. Os Três Sistemas de Produção e suas Características Sistemas de Produção Tecnologia Utilizada Resultado da Produção Habilidade manual ou operação de Produção Sob Produção em unidades. Pouca ferramentas. Artesanato. Pouca Encomenda previsibilidade dos resultados e padronização e automatização. (produção unitária ou incerteza quanto a sequencia das Mão de obra intensiva e oficina) operações. especializada. Produção em Lotes Produção Contínua Figura 6 Características dos Sistemas de Produção. Máquinas agrupadas em baterias do mesmo tipo (seções ou departamentos). Mão de obra intensiva e barata, utilizada com regularidade. Processamento contínuo através de máquinas especializadas e padronizadas, dispostas linearmente. Padronização e automação. Tecnologia intensiva, pessoal especializado. Produção em lotes e em quantidade conforme cada lote. Razoável previsibilidade dos resultados. Certeza quanto à sequencia das operações. Produção contínua e em grande quantidade. Forte previsibilidade dos resultados. Certeza absoluta quanto à sequencia das operações. Fatores de Produção e Recursos Materiais Todo processo produtivo depende de três fatores de produção: natureza, capital e

trabalho, que são integrados por um quarto fator denominado empresa. A natureza fornece os insumos necessários, as matérias primas, a energia etc. O capital fornece o dinheiro necessário para comprar os insumos e pagar os empregados. O trabalho é realizado pela mão de obra que transforma, por meio de operações manuais ou de máquinas e equipamentos, os insumos em produtos acabados ou serviços prestados. E a empresa, como fator integrador, garante que a integração dos três fatores de produção seja a mais lucrativa possível. Natureza Capital Empresa Trabalho Figura 7 Os 4 fatores de produção. Em vês de fatores de produção, preferimos, contudo, tratar dos recursos empresariais que lhes correspondem. Um recurso é um meio pelo qual a empresa produz algo. As empresas são dotadas de recursos para poderem funcionar adequadamente. Os recursos empresariais são os seguintes: Recursos materiais ou físicos: correspondem, grosso modo, ao fator de produção que os economistas denominam natureza. Os recursos materiais ou físicos são os prédios e edifícios, as máquinas e os equipamentos, as instalações, as ferramentas, as matérias primas, enfim, todos os insumos físicos que ingressam no processo produtivo. Nas indústrias, constituem as fábricas e tudo o que nelas estiver contido. Nas empresas de serviços, constituem os prédios, as instalações, as máquinas, os equipamentos etc; Recursos financeiros: correspondem, grosso modo, ao fator de produção denominado capital. Os recursos financeiros correspondem ao capital e abrangem as receitas, as contas a receber, o faturamento, o dinheiro em bancos e em caixa, os investimentos, enfim, qualquer forma de dinheiro ou crédito que a empresa possua; Recursos humanos: correspondem, grosso modo, ao fator de produção denominado trabalho, com a diferença de que englobam todas as pessoas que trabalham na empresa em todos os níveis hierárquicos, desde o proprietário até o operário (chão de fábrica); Recursos mercadológicos: não tem correspondência com nenhum fator de produção apontado pelos economistas. Os recursos mercadológicos geralmente estão fora da empresa são os clientes, os consumidores, os usuários dos produtos ou serviços da empresa. Para abordá-los, a empresa utiliza propaganda, promoção, canais de distribuição, equipes de vendas e uma parafernália de meios. Recursos administrativos: correspondem, grosso modo, ao fator de produção integrador, denominado empresa.

Capital Financeiro e Capital Econômico Ambos fazem parte do patrimônio da empresa. Boa parte dos recursos financeiros é disponibilizada por meio do capital de giro necessário para garantir as operações da empresa, quase sempre os recursos materiais fazem parte do ativo imobilizado. Assim, os recursos financeiros formam o capital financeiro da empresa, enquanto os recursos materiais como prédios, edifícios, barracões, máquinas, equipamentos, veículos e etc. formam os capital econômico da empresa. Ambos são avaliados pela moeda corrente do país. Abordagem Clássica da Administração A abordagem clássica se divide em: Teoria da Administração Científica com o americano Frederick Winslow Taylor; Teoria Clássica com o europeu Henry Fayol. Partiram de pontos distintos com a preocupação de aumentar a eficiência na empresa. Seus postulados dominaram aproximadamente as quatro primeiras décadas do século XX no panorama administrativo das organizações. A origem da Abordagem Clássica da Administração está nas conseqüências geradas pela revolução industrial, basicamente no crescimento acelerado e desorganizado das empresas, exigindo uma substituição do empirismo e da improvisação, e a necessidade de aumentar a eficiência e competência das organizações no sentido de obter melhor rendimento possível dos seus recursos e fazer face à concorrência e competição que se avolumavam entre as empresas. Administração Científica Principais vultos: F. W. Taylor (1856-1915), Carl Barth (1860-1939), Henry L. Gantt (1861-1919), Harrington Emerson (1853-1931), Frank Gilbreth (1868-1924) e Lilian Gilbreth (1878-1961). O engenheiro Frederick Winslow Taylor (1856-1915), é o fundador da Administração Científica nasceu em Filadélfia, nos Estados Unidos. Ênfase: Chão de Fábrica Tarefas; Enfoque: Produção; Seu trabalho se deu no chão de fábrica junto ao operariado, voltado para a sua tarefa. Preocupou-se exclusivamente com as técnicas de racionalização do trabalho do operário

através do estudo dos tempos e movimentos (Motion-time Study). Taylor começou por baixo, efetuando um paciente trabalho de análise das tarefas de cada operário, decompondo seus movimentos e processos de trabalho, aperfeiçoando-os e racionalizando-os gradativamente. Taylor verificou que um operário médio produzia menos do que era potencialmente capaz com o equipamento disponível. Conclui-se que o operário não produzia mais, pois seu colega também não produzia. Daí surgiu à necessidade de criar condições de pagar mais ao operário que produz mais. Taylor escreve um livro: Shop Management, cuja essência é: O objetivo de uma boa administração é pagar salários altos e ter baixos custos unitários de produção; Para realizar esse objetivo, a Administração deve aplicar métodos científicos de pesquisas e experimentação, a fim de formular princípios e estabelecer processos padronizados que permitam o controle de operações fabris; Os empregados devem ser cientificamente colocados em serviços ou postos em que os materiais e as condições de trabalho sejam cientificamente selecionados, para que as normas possam ser cumpridas; Os empregados devem ser cientificamente adestrados para aperfeiçoar suas aptidões e, portanto executar um serviço ou tarefa de modo que a produção normal seja cumprida; Uma atmosfera de cooperação deve ser cultivada entre a Administração e os trabalhadores, para garantir a continuidade desse ambiente psicológico que possibilite a aplicação dos princípios mencionados. Numa Segunda fase do trabalho de Taylor ele concluiu que a racionalização do trabalho do operário deveria ser acompanhado de uma estruturação geral da empresa. Esta empresa padecia de três tipos de problemas: 1) Vadiagem sistemática por parte dos operários, que vem da época imemorial e quase universalmente disseminado entre os trabalhadores. O sistema defeituoso de administração. Os métodos empíricos ineficientes utilizados nas empresas; 2) Desconhecimento, pela gerência, das rotinas de trabalho e do tempo necessário para sua realização; 3) Falta de uniformidade das técnicas ou métodos de trabalho; Para sanar esses três problemas, idealizou o seu famoso sistema de Administração que denominou Scientific Management (Gerência Científica, Organização Cientifica no Trabalho e Organização Racional do Trabalho). Este trabalho é composto por 75% de análise e 25% de bom senso.

Taylor via a necessidade premente de aplicar métodos científicos à administração, para garantir a consecução de seus objetivos de máxima produção a mínimo custo. Essa tentativa de substituir métodos empíricos e rudimentares pelos métodos científicos em todos os ofícios recebeu o nome de Organização Racional do Trabalho. (ORT). Os principais aspectos da ORT são: a) Seleção Cientifica do Trabalhador O trabalhador deve desempenhar a tarefa mais compatível com suas aptidões. A maestria da tarefa, resultado de muito treino, é importante para o funcionário (que é valorizado) e para a empresa (que aumenta sua produtividade); b) Tempo padrão O trabalhador deve atingir no mínimo a produção estabelecida pela gerência. É muito importante contar com parâmetros de controle da produtividade, porque o ser humano é naturalmente preguiçoso. Se o seu salário estiver garantido, ele certamente produzirá o menos possível; c) Plano de incentivo Salarial A remuneração dos funcionários deve ser proporcional ao número de unidades produzidas. Essa determinação se baseia no conceito do Homoeconomicus, que considera as recompensas e sanções financeiras as mais significativas para o trabalhador; d) Trabalho em Conjunto Os interesses dos funcionários (altos salários) e da administração (baixo custo de produção) podem ser conciliados, através da busca do maior grau de eficiência e produtividade. Quando o trabalhador produz muito, sua remuneração aumenta e a produtividade da empresa também; e) Gerentes planejam, Operários executam O planejamento deve ser de responsabilidade exclusiva da gerência, enquanto a execução cabe aos operários e seus supervisores; f) Desenhos de cargos e tarefas Com a Administração Cientifica, a preocupação básica era a racionalidade do trabalho do operário e, consequentemente, o desenho dos cargos mais simples e elementares. A ênfase sobre as tarefas a serem executadas levou os engenheiros americanos a simplificarem os cargos no sentido de obter o máximo de especialização de cada trabalhador; g) Divisão do Trabalho especialização do operário Uma tarefa deve ser dividida ao maior número possível de subtarefas. Quanto menor e mais simples a tarefa, maior será a habilidade do operário em desempenhá-la. Ao realizar um movimento simples repetidas vezes, o funcionário ganha velocidade na sua atividade, aumentando o número de unidades produzidas e elevando seu salário de forma proporcional ao seu esforço; h) Supervisão Deve ser funcional, ou seja, especializada por áreas. A função básica do supervisor, como o próprio nome indica, é controlar o trabalho dos funcionários, verificando o número de unidades produzidas e o cumprimento da

produção padrão mínima. Aqui um operário tem vários supervisores de acordo com a especialidade; i) Ênfase na Eficiência Existe uma única maneira certa de executar uma tarefa (the best way). Para descobri-la, a administração deve empreender um estudo de tempos e métodos, decompondo os movimentos das tarefas executadas pelos trabalhadores; j) Homoeconomicus Toda pessoa é profundamente influenciada por recompensas salariais, econômicas e materiais. Em outros termos, o homem procura trabalho não porque goste dele, mas como um meio de ganhar a vida através do salário que o trabalho proporciona. O homem é motivado a trabalhar pelo medo da fome e pela necessidade de dinheiro para viver; k) Condições de Trabalho Taylor verificou que as condições do trabalho interferiam nos resultados do trabalho. Adequação de instrumentos e ferramentas de trabalho para minimizar esforço e perda de tempo na execução do trabalho; l) Arranjo físico das máquinas e equipamentos para racionalizar o fluxo da produção; m) Melhoria do ambiente físico de trabalho, diminuição do ruído, melhor ventilação e iluminação; n) Padronização Aplicação de métodos científicos para obter a uniformidade e reduzir custos Taylor através dos seus estudos preocupou-se com a padronização dos métodos e processos de trabalho, máquinas e equipamentos, ferramentas e instrumentos de trabalho, matérias primas e componentes, para eliminar o desperdício e aumentar a eficiência; o) Princípio da exceção Por este principio, Taylor se preocupava somente com os resultados que saiam dos padrões esperados, para corrigi-los. Assim, este princípio é um sistema de informação que apresenta seus dados somente quando os resultados efetivamente verificados na prática divergem ou se distanciam dos resultados previstos em algum programa. Os Seguidores das Idéias de Taylor Harrington Emerson (1853-1931) Um dos principais auxiliares de Taylor, Engenheiro, popularizou a Administração Científica, desenvolveu os primeiros trabalhos sobre seleção e treinamento de empregados. Idealizou 12 princípios para eficiência: 1) Traçar um plano objetivo e bem definido, de acordo com os ideais; 2) Estabelecer o predomínio do bom senso. Manter orientação e supervisão competentes;

3) Manter disciplina; 4) Manter honestidade nos acordos; 5) Manter registros precisos imediatos e adequados; 6) Fixar remuneração proporcional ao trabalho; 7) Fixar normas padronizadas para as condições do trabalho; 8) Fixar normas padronizadas para o trabalho; 9) Fixar normas padronizadas para as operações; 10) Estabelecer instruções precisas; 11) Fixar incentivos eficientes ao maior rendimento e à eficiência. Henry Ford (1863-1947), Engenheiro, Fundou a Ford Motor Co. Revolucionou a estratégia comercial da sua época. Fabricou o primeiro carro popular, Criou um plano de vendas. Criou a assistência técnica de grande alcance. Repartiu, em 1914, parte do controle acionário da empresa com os funcionários. Estabeleceu salário mínimo de US$ 5,00 por dia de trabalho com jornada diária de 8 horas. Em 1926 empregava 150.000 pessoas e fabricava 2.000.000 de carros por ano. Produzia desde a matéria prima inicial ao produto final acabado. Criou a distribuição através de agências próprias. Idealizou a linha de montagem, com produção em série, padronizada e de custo mais baixo. Ford Adotou três princípios básicos: 1) Princípio da intensificação: Consiste em diminuir o tempo de produção com o emprego imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado; 2) Principio da economicidade: Consiste em reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-prima em transformação. Assim Ford conseguiu fabricar um trator ou um automóvel, vende-lo e recebê-lo antes do vencimento da matéria prima empregada na fabricação e do pagamento dos salários. Segundo Ford a velocidade de fabricação deve ser rápida. O minério sai da mina sábado e entregue sob forma de carro na terça-feira à tarde; 3) Principio de produtividade: Consiste em aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período através da especialização da linha de montagem. Críticas Taylor encontrou um ambiente totalmente desorganizado, desestruturado e tentou por certa ordem na casa. Foi à primeira tentativa da Teoria da Administração. Foi um

progresso. Entretanto, inúmeras críticas podem ser feitas à Administração Cientifica: o mecanismo de sua abordagem, que lhe garante o nome de teoria da máquina, a superespecialização que robotiza o operário, a visão microscópica do homem tomado isoladamente e como apêndice da maquina industrial, a ausência de qualquer comprovação cientifica de suas afirmações e princípios, a abordagem incompleta envolvendo apenas a organização formal, a limitação do campo de aplicação à fábrica, omitindo o restante da vida de uma empresa, a abordagem eminentemente prescritiva e normativa e tipicamente de sistema fechado. Contudo, estas limitações e restrições não apagam o fato de que a Administração Científica foi o primeiro passo na busca de uma teoria administrativa. É um passo pioneiro e irreversível. Lembre-se: Nesta teoria a motivação se dá na busca pelo dinheiro e pelas recompensas salariais e materiais do trabalho. Toda abordagem Clássica da Administração alicerçava-se nessa teoria da motivação. É uma abordagem puramente tecnicista e mecanicista. Planejamento e Controle da Produção (PCP) Para as organizações atingirem seus objetivos e aplicar adequadamente os recursos, as empresas não funcionam ao acaso, nem funcionam de improviso. É necessário planejar antecipadamente e controlar de forma adequada sua produção. Para isso o PCP existe, visando aumentar a eficiência e a eficácia da empresa. A eficiência ocorre quando utilizamos adequadamente os recursos empresariais, enquanto a eficácia significa o alcance dos objetivos propostos pela empresa. Em suma, a eficiência está ligada aos meios métodos, normas, procedimentos e programas - e a eficácia se relaciona aos fins objetivos a serem alcançados. Sistema Comparativo Eficiência e Eficácia Eficiência Eficácia Ênfase nos meios. Ênfase nos fins. Preocupação com métodos e procedimentos. Preocupação com resultados. Melhor aplicação dos recursos. Melhor alcance dos objetivos. Executar corretamente uma tarefa. Executar a tarefa que é importante. Resolver problemas. Atingir objetivos. Jogar bem futebol. Marcar gols. Estudar muito e não faltar. Passar de ano. Figura 8 Comparativos de definições entre Eficiência e Eficácia.

A eficiência da máquina (machine efficiency) é amplamente discutida na engenharia da produção. No PCP ela pode ser definida pela equação: E = Eficiência da máquina; x = Uso real da máquina; c = Capacidade da máquina. A eficiência, entretanto, é apenas uma parte do sucesso das empresas. Deverá ter sempre em mente que eficiência e a eficácia são os aspectos que devem conjuntamente balizar o trabalho do PCP. Exemplo: Uma pequena indústria de jeans adquiriu uma máquina de cós semi automática capaz de exercer sua atividade nas 24h do dia sem intervalo. A empresa trabalha de segunda a segunda com apenas um turno de 8h. Qual o percentual de eficiência da máquina de cós? Resposta: A máquina de cós tem a eficiência de 33,3% de sua capacidade produtiva. Conceito de PCP O planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente quais os objetivos a serem atingidos e o que deve ser feito para atingi-los da melhor maneira possível. O planejamento foca o futuro, sua importância reside nisto: sem o planejamento a empresa fica perdida no caos. Planejamento O que se deve fazer Quando fazer Quem deve fazer Como fazer Objetivos a alcançar Figura 9 O planejamento e seus desdobramentos. Por sua vez, o controle é a função administrativa que consiste em medir e corrigir o desempenho para assegurar que os planos sejam executados da melhor maneira possível. A tarefa do controle é verificar se tudo está sendo feito de acordo com o que foi planejado e organizado, conforme as ordens dadas, para identificar os erros ou desvios, a fim de corrigi-los e evitar sua repetição.

Controle Medir desempenho: comparar com o planejado Corrigir o desempenho: identificar erros e desvios Figura 10 O controle e seus desdobramentos. O planejamento constitui a primeira etapa do processo administrativo, e o controle, a última. Planejamento Organização Direção Controle Figura 11 As quatro etapas do processo administrativo. Ambas as definições apresentadas de planejamento e de controle são genéricas, mas ilustram bem o seu significado. No caso específico da produção, o planejamento e controle da produção (PCP) planeja e controla as atividades produtivas da empresa. Se a empresa é produtora de bens ou mercadorias, o PCP planeja e controla a produção desses bens ou mercadorias, cuidando das matérias primas necessárias, da quantidade de mão de obra, das máquinas e dos equipamentos e do estoque de produtos acabados disponíveis no tempo e no espaço, para a área de vendas efetuar as entregas aos clientes. Se a empresa é produtora de serviços, o PCP planeja e controla a produção desses serviços, cuidando da quantidade de mão de obra necessária, das máquinas e dos equipamentos, dos demais recursos necessários, para a oferta dos serviços no tempo e no espaço, a fim de atender à demanda dos clientes e usuários. Finalidade e Funções do PCP Para compreender a dupla finalidade, o PCP tem de planejar a produção e controlar seu desempenho. De um lado, o PCP estabelece antecipadamente o que a empresa deverá produzir e consequentemente o que deverá dispor de matérias primas e materiais, de pessoas, de máquina e equipamentos, nem como de estoques de produtos acabados para suprir as vendas. De outro, o PCP monitora e controla o desempenho da produção em relação ao que foi planejado, corrigindo eventuais desvios ou erros que possam surgir. O PCP atua antes, durante e depois do processo produtivo. Antes, planejando o processo produtivo, programando materiais, máquinas, pessoas e estoque. Durante e depois, controlando o funcionamento do processo produtivo para mantê-lo de acordo com o que foi planejado. Assim, o PCP assegura a obtenção da máxima eficiência e eficácia do processo de produção da empresa.

Ao desenvolver as suas funções, o PCP mantém uma rede de relações com as demais áreas da empresa. Assim, as principais inter-relações do PCP com as demais áreas da empresa são as seguintes: Com a párea de engenharia industrial: o PCP programa o funcionamento de máquinas e equipamentos e baseia-se em boletins de operações (BO) fornecidos pela engenharia industrial. Por sua vez, a engenharia industrial programa a paralisação de máquinas e equipamentos para manutenção e reparos; Com a área de suprimentos e compras: o PCP programa materiais e matérias primam que devem ser obtidos no mercado fornecedor pelo órgão de compras e estocados pelo órgão de suprimentos. Assim, a área de suprimentos e compras funciona com base naquilo que é planejado pelo PCP; Com a área de recursos humanos: o PCP programa a atividade da mão de obra, estabelecendo a quantidade de pessoas que devem trabalhar no processo de produção. O recrutamento, a seleção e o treinamento do pessoal são atividades estabelecidas em função do PCP; Com a área financeira: o PCP se baseia nos cálculos financeiros fornecidos pela área financeira para estabelecer os níveis de estoques de matérias primas e de produtos acabados, alem dos lotes econômicos de produção; Com área de vendas: o PCP se baseia na previsão de vendas fornecida pela área de vendas, para elaborar o plano de produção da empresa e planejar a quantidade de produtos acabados necessária para suprir as entregas aos clientes. À medida que a previsão de vendas sofre alterações em função do comportamento do mercado, o PCP altera também o plano de produção e os seus desdobramentos; Com a área de produção: o PCP planeja e controla a atividade da área de produção, o que significa que essa área funciona de acordo com o que é planejado e programado pelo PCP.