B 02-(FCC/EMATER-2009)



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Transcrição:

Ola, pessoal! Seguem aqui mais questões comentadas de Macroeconomia, visando a preparação para o excelente concurso de fiscal de rendas de SP. Todas as questões são da FCC. Bom treinamento! Marlos marlos@pontodosconcursos.com.br Vale lembrar que o livro de minha autoria Macroeconomia e Economia Brasileira em questões comentadas Ed. Campus Marlos Vargas - possui um arcabouço de mais duzentas questões literalmente comentadas das bancas FCC, NCE-UFRJ, FGV, ESAF, dentre outras. Pode ser encontrado nas livrarias e sites especializados! 01-(FCC-TJ-PA-2010) Em uma economia fechada que apresente desemprego de mão de obra no curto prazo e onde os preços podem ser considerados rígidos, o efeito mais provável de uma política fiscal expansiva é (A) o crescimento do produto e a redução da taxa de juros. (B) o crescimento do produto e da taxa de juros. (C) o aumento da taxa de juros e o decréscimo do produto. (D) o decréscimo do produto e da taxa de juros. (E) deixar inalterados tanto o produto, quanto a taxa de juros. Trata-se de uma economia fechada (sem operações com o exterior) em que se tem a prática de uma política fiscal expansionista (aumento dos gastos públicos e/ou queda nos tributos), o que incentiva a economia através de maior produção, menor taxa de desemprego de mão-deobra, mais renda e faturamento das empresas. Contudo, essa maior demanda por gastos, investimentos, consumos, ceteris paribus, leva, invariavelmente a uma elevação da taxa de juros (do preço do capital). Gabarito: B 02-(FCC/EMATER-2009) Segundo o modelo Keynesiano simples, o impacto de exportações e importações se expressam, respectivamente, no numerador e denominador do multiplicador keynesiano da seguinte forma: Y = G + I + X / 1 c( 1- t) + m, onde se tem: Y = renda de equilíbrio; G = gastos do Governo; I = investimento privado; X=exportações; c= propensão marginal a consumir; t = propensão marginal a tributar; m = propensão marginal a importar. Em

uma economia aberta, a elevação das exportações e a redução do coeficiente médio de importações afetam o nível de produto: a) as exportações aumentam a demanda agregada, aumentando o nível do produto, independentemente dos outros componentes da demanda autônoma assim como as importações. b) as exportações reduzem a demanda agregada enquanto que as importações diminuem a demanda agregada, aumentando o multiplicador keynesiano. c) as exportações são vazamentos para o exterior, o que diminui o multiplicador keynesiano. d) as exportações aumentam a demanda agregada e o aumento do produto depende do valor do multiplicador e das outras variáveis autônomas ao passo que as importações representam maiores vazamentos de demanda para o exterior, reduzindo o multiplicador. e) as exportações não influenciam o aumento da demanda agregada, pois não existe multiplicador das exportações ao passo que as importações representam maiores vazamentos de demanda para o exterior, reduzindo o multiplicador. Segundo o modelo keynesiano simples, numa economia aberta, a elevação das exportações (X) e a redução do coeficiente médio de importações (propensão marginal a importar) (m) afetam o nível de produto. As exportações aumentam a demanda agregada, levando a uma elevação do nível do produto, dependendo do valor do multiplicador e dos outros componentes de demanda autônomos. Já as importações representam vazamentos da demanda agregada para o exterior. Assim, quanto maior a propensão a importar, que relaciona o impacto no total das importações com a variação do produto, menor o multiplicador Keynesiano, ou seja, maior o vazamento de demanda para o exterior. Por isso, é que o multiplicador para uma economia fechada no modelo keynesiano simples é maior que aquele observado para uma economia aberta, no mesmo modelo keynesiano simples. K = 1/ 1 c(1- t), para uma economia fechada e K = 1/1 c(1 t) + m, para uma economia aberta. Gabarito: D 03-(FCC-EMATER-2009) Considere duas economias, numa das quais as importações são uma função crescente do nível de renda real, enquanto na segunda as importações são autônomas em relação ao nível de renda. O valor do multiplicador: a) Da primeira será maior que o da segunda. b) Da segunda será maior que o da primeira.

c) Da primeira será igual ao da segunda. d) Da primeira não depende do valor da propensão marginal a consumir. e) Da segunda é função do nível de importação. Os valores dos multiplicadores são, respectivamente: i) importações guiadas por aumentos da renda real km1 = 1/(1 c + m) ii) importações autônomas (exógenas, independentes): km2 = 1/(1 c) Dessa forma, Km2 > Km1 Em se tratando de duas economias abertas, mas sabendo que importações representam vazamentos da renda (do produto) para o exterior, quanto maior a dependência da renda, maior o vazamento para o exterior, maior a propensão marginal a importar (m), de forma que o multiplicador fica cada vez menor. Gabarito: B 04-(FCC-INFRAERO-2009) Considere uma economia em que a taxa de juros é endógena. Se o objetivo do governo for estimular investimentos e tanto a demanda por moeda quanto a demanda por investimentos forem elásticas em relação à taxa de juros, um dos procedimentos de política econômica que poderá ser utilizado é (A) aumentar os impostos diretos. (B) diminuir os gastos do governo e os impostos no mesmo montante. (C) resgatar títulos públicos no mercado aberto. (D) conceder subsídios aos importadores. (E) recolher parte do papel moeda em circulação. A questão não versa sobre os casos extremos (caso clássico ou armadilha da liquidez), por não mencionar elasticidade ou inelasticidade infinitas. Logo, devemos ter em mente que nessa economia fechada, em se tratando de estimular investimentos, deve-se recomendar medidas de cunho expansionista, seja fiscal ou monetária. Sendo assim, é suficiente que vejamos as medidas que são expansionistas para gabaritar a questão, simples assim! A assertiva A está incorreta porque aumento de impostos é medida fiscal de cunho contracionista.

A assertiva B está incorreta porque consta uma medida de cunho contracionista (diminuição dos gastos públicos) e uma expansionista (redução dos impostos). A assertiva C está correta porque resgatar títulos públicos no mercado aberto é um dos instrumentos de política monetária. Trata-se da operação de compra e venda de títulos públicos. Quando o BACEN resgata (recompra) títulos públicos, ele retira os títulos do mercado, reduzindo a dívida pública federal, mas joga dinheiro (moeda) em circulação, aumentando a base monetária e estimulando o crescimento da economia. A assertiva D está incorreta porque conceder subsídios aos importadores é medida de política comercial (cambial), não se aplica à questão, e, além disso, o governo estaria facilitando a entrada de produtos estrangeiros, reduzindo as possibilidades de investimento e produção nacionais. A assertiva E está incorreta porque o recolhimento do papel moeda em circulação é medida de política monetária contracionista. Gabarito: C 05-(FCC-MPU/2007) Se a função LM for infinitamente elástica em relação à taxa de juros e a economia apresentar taxa de desemprego acima da taxa natural, uma medida de política econômica recomendada para aumentar a renda de equilíbrio é: a) aumento da oferta monetária. b) redução da taxa de juros da economia. c) valorização da taxa de câmbio. d) redução da tributação. e) diminuição dos gastos do governo. O contexto de uma curva LM horizontal (infinitamente elástica) é uma situação tipicamente keynesiana em que a única saída se dá via política fiscal que, por meio de um incremento nos gastos do governo ou redução nos impostos, deslocaria a curva IS para a direita (IS1 para IS2), o que representa aumento de demanda agregada, incentivando o setor produtivo da economia, provocando um crescimento da renda e um decréscimo na taxa de desemprego.

Gabarito:D 06-(FCC-INFRAERO-2009) Se, em uma economia fechada com nível de equilíbrio de renda abaixo do pleno emprego, a demanda de moeda for infinitamente elástica em relação à taxa de juros, a (A) expansão dos gastos do governo será eficaz em termos do aumento do produto. (B) compra de títulos públicos pelo Banco Central levará à expansão do produto. (C) elevação de impostos será eficiente na geração de empregos. (D) diminuição da taxa de reservas compulsórias dos bancos comerciais levará a uma redução da taxa nominal de juros. (E) redução do déficit público não afetará o nível de emprego. A questão cita que a demanda de moeda é infinitamente elástica em relação à taxa de juros, ou seja, a curva LM é perfeitamente elástica (LM horizontal). Trata-se da armadilha da liquidez ou caso keynesiano, em que a política monetária é impotente para afetar a taxa de juros ou o nível de renda. Tal situação é uma situação tipicamente keynesiana em que não se crê na política monetária como sendo eficaz para a economia. A única saída se dá via política fiscal que, por meio de um incremento nos gastos do governo, deslocaria a curva IS para a direita, conduzindo a um incremento no produto de equilíbrio, via multiplicador. Basta observar qual medida de política fiscal expansionista a banca examinadora carrega com ela: aumento de gastos públicos e/ou queda de impostos.

Gabarito: A 07 - (FCC Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Ceará Economista 2005) Em uma economia aberta com perfeita mobilidade de capitais do exterior, há ocorrência de desemprego voluntário no curto prazo. A política econômica adequada para reduzir a taxa de desemprego, se a economia adotar o regime de taxas de câmbio fixas, é uma política a) fiscal expansiva. b) fiscal restritiva. c) monetária expansiva. d) de valorização do câmbio real. e) monetária restritiva. Dados fundamentais da questão: economia aberta com perfeita mobilidade de capitais (modelo Mundell Fleming) e regime cambial fixo.

A questão requer a política apropriada para reduzir o desemprego observado na economia em tela. Com taxas de câmbio fixas, somente uma política fiscal expansionista (aumento dos gastos públicos e/ou redução dos impostos) é capaz de reduzir a taxa de desemprego. Embora acarrete elevação da taxa de juros (IS positivamente inclinada), provoca ingresso de capitais externos motivados por um diferencial de juros maior (juros internos maiores que externos). Fica caracterizado, portanto, o excesso de demanda por reais, trazendo a reboque, a valorização da moeda nacional. Todavia, o câmbio é fixo e o governo tem que resguardar a paridade cambial. Nesse sentido, toda moeda estrangeira que entra no território nacional tem que ser convertida em reais, o que gera nova injeção de moeda na economia. Com maior oferta de estoque monetário, os juros cairão refreando as entradas de capitais do resto do mundo. Simultaneamente, os níveis de investimento e de renda aumentarão e novas contratações ocorrerão, minimizando os efeitos sobre a taxa de desemprego. Com câmbio fixo, o BC perde autonomia em fazer política monetária, pois não controla endogenamente a oferta de moeda. Para manter fixa a taxa de câmbio, a oferta de moeda e curva LM devem voltar às suas posições iniciais. É ineficaz fazer política monetária com esse regime cambial. Gabarito: A 08- (FCC/Analista/BC 2006) No modelo de Mundell-Fleming para uma pequena economia aberta com perfeita mobilidade de capitais e taxas de câmbio flexíveis, onde se observa a existência de desemprego

no curto prazo, uma política de expansão da oferta de moeda praticada pelo Banco Central terá como uma de suas conseqüências: a) a permanência da taxa de desemprego nos mesmos níveis anteriores. b) a diminuição do produto real. c) a valorização da taxa de câmbio. d) o aumento da entrada líquida de capitais externos. e) o aumento das exportações líquidas. Questão muito bem elaborada. E, atenção, pois as questões elaboradas para o exame do BACEN são rigorosamente as mais difíceis. Aqui se faz necessário o entendimento das políticas macro sob os diversos regimes cambiais. O modelo Mundell-Fleming examina os efeitos da aplicação de políticas fiscal e monetária em regimes de taxas de câmbio fixas e flexíveis. A partir das hipóteses do modelo e seguindo os efeitos da aplicação de cada uma das políticas, conclui-se que a política fiscal é eficiente no regime de câmbio fixo e a política monetária é eficiente no câmbio flexível. Nesse último caso, que é o apresentado na questão, um aumento da oferta de moeda diminui a taxa de juros interna, que resulta em saída de capitais para o exterior. No regime de câmbio flexível, a taxa de câmbio cai, ou seja, a moeda nacional se desvaloriza, aumentando-se as exportações e diminuindo as importações, provocando certamente diminuição do desemprego via aumento da renda e incremento das exportações líquidas. Gabarito: E