Administração das Operações Produtivas
|
|
|
- João Lucas de Barros Mendes
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Administração das Operações Produtivas MÓDULO 14: A VISÃO DA QUALIDADE, DOS SISTEMAS E DOS MELHORAMENTOS Mesmo tendo sido acabado todo o projeto do produto e do processo, resta a atividade contínua do melhoramento. Toda operação é passível de falhas, e, considerando a necessidade da competitividade e da produtividade, não há como as organizações sobreviverem sem que qualquer falha seja eliminada. A filosofia KAIZEN (nenhum dia pode passar na organização sem que algo tenha melhorado) passa a ser a meta. Melhorar a produção, prevenir falhas e chegar ao gerenciamento da qualidade total são, portanto, as metas a atingir Melhoramentos da produção Ao se imaginar uma atividade de melhoramento, é preciso fazer uma pergunta inicial: melhorar quanto? Nenhuma operação é tão ruim que precisa ser desprezada, pois sempre existe algo bom. Na realidade, o que irá definir a ação de melhoria será a urgência, direção e prioridades, determinadas parcialmente, conforme for julgado o atual desempenho: bom, ruim ou indiferente. Todas as organizações precisam, assim, de medidas de desempenho, que são o pré-requisito para os melhoramentos. Medidas de desempenho Medida de desempenho é o processo de quantificar uma ação, segundo a qual medida significa o processo de quantificação, e, A Visão da Qualidade, dos Sistemas e dos Melhoramentos o desempenho da produção, a derivação de ações tomadas por sua administração. Desempenho: grau em que a produção preenche os cinco objetivos de desempenho em qualquer momento, de modo a satisfazer a seus consumidores. Através dos diagramas polares, cada diagonal representa um dos objetivos de desempenho; estes podem ser vistos como as dimensões globais de desempenho que satisfazem aos consumidores (vide figura 4.1)
2 Fig 4.1 Mudança das necessidades ao longo do tempo Na figura 4.1, a produção (central) está originalmente quase atingindo o requisito de mercado (externo) referente à flexibilidade, porém tem um subdesempenho nos demais objetivos. Com o passar do tempo, a operação consegue melhorar sua performance nos demais objetivos de desempenho, mas deixa de ter total flexibilidade como originalmente oferecia, uma vez que os requisitos do mercado também mudaram. Os cinco objetivos de desempenho (qualidade, flexibilidade, rapidez, confiabilidade, custos) são efetivamente compostos de muitas medidas menores. Cada um, individualmente, oferece uma visão parcial do desempenho do objetivo, mas ao mesmo tempo oferece a oportunidade de identificar áreas de melhoramento, ou mesmo de monitorar a extensão dos melhoramentos implementados. A figura 4.2 mostra algumas medidas parciais utilizáveis:
3 Fig. 4.2 Algumas medidas parciais de desempenho típicas Uma vez medido o desempenho, através de medidas parciais, chega a hora do julgamento para saber se o mesmo é bom, ruim ou indiferente. Quatro tipos de padrão são normalmente utilizados: Padrões históricos: para comparar o desempenho atual com anteriores. São efetivos quando a operação está melhorando ou piorando com o tempo.
4 Metas: são estabelecidos arbitrariamente para definir um nível de desempenho visto como adequado ou razoável. Definido, por exemplo, que o aceitável é a execução de uma atividade em 4 horas; se esta acontecer em 4 horas, será considerada satisfatória. Padrões de desempenho da concorrência: é a comparação direta do desempenho de um processo produtivo com o dos concorrentes. Apresenta como vantagem uma comparação para avaliar o comportamento dos concorrentes no mercado. Padrões de desempenho absolutos: quando são definidos limites teóricos, como zero defeito ou zero estoque, que na prática quase não são atingíveis, mas permitem uma calibração do sistema existente. Benchmarking é uma abordagem utilizada para comparar as próprias operações com as de outras empresas. Hoje em dia:
5 Não é mais restrito às operações de manufatura; Não está mais confinado somente às operações de manufatura; Não é mais aplicado somente por especialistas e consultores, mas por todos na organização; Hoje, benchmarking significa ganhar vantagem competitiva. As prioridades de melhoramentos são influenciadas na maneira pela qual produção decide qual objetivo de desempenho requer atenção particular: Necessidades e preferências dos consumidores, que definem a importância dentro da operação; Desempenho e atividades dos concorrentes, que auxiliam na determinação do nível de desempenho a ser atingido. Importância e desempenho devem ser considerados justos para julgar a priorização de objetivos. A matriz importância desempenho posiciona cada fator competitivo de acordo com seu placar ou classificação nos critérios. As figuras 4.3, 4.4 e 4.5 mostram claramente o uso da importância e do desempenho. Fig. 4.3 Escala de nove pontos para a avaliação da importância
6 Fig. 4.4 Escala de nove pontos para avaliação do desempenho Fig. 4.5 Zonas de prioridade na matriz importância desempenho Na figura 4.5 temos a matriz importância desempenho, onde: Zona adequada: os fatores competitivos estão acima da fronteira inferior de aceitabilidade, sendo considerados satisfatórios. Zona de melhoramento: abaixo da fronteira inferior de aceitabilidade, os fatores passam a ser candidatos a melhoramentos. Zona de ação urgente: fatores importantes para os consumidores, mas com desempenho inferior ao dos concorrentes, passando a ser considerados candidatos imediatos a melhoramentos. Zona de excesso: onde os fatores apresentam alto desempenho, mas não são importantes para os consumidores, exigindo que se analise se não é melhor aplicar os recursos gastos nessa área em outra mais importante. Abordagens de melhoramento Determinada a prioridade de melhoramento, passa-se a considerar a abordagem ou estratégia que se deseja utilizar para executar o processo de melhoramento. Duas abordagens ou estratégias mostram filosofias distintas e, algumas vezes, opostas:
7 Melhoramento revolucionário: é aquele que assume que um melhoramento só pode ser realizado através de uma mudança grande e dramática na forma como a produção trabalha. O impacto de tais melhoramentos é relativamente repentino e abrupto, representando um degrau de mudança, na prática. Exigem em geral grandes investimentos de capital e muitas vezes interrompem ou perturbam os trabalhos na operação atual, além de mudanças nos produtos / serviços ou na tecnologia do processo. Por exemplo: A introdução de uma máquina nova, mais eficiente, na fábrica; Total re-projeto de um sistema computadorizado de reservas em um hotel; Introdução de um programa novo e revolucionário de graduação em uma Universidade. Fig. 4.6 Padrão pretendido vs real de desempenho com melhoria contínua Melhoramento contínuo: é o que adota a abordagem de melhoramento de desempenho através de mais, e menores, passos incrementais, ao invés de grande mudança. Por outro lado, não promove os pequenos melhoramentos: eles são vistos como vantagem ao serem implantados e seguidos sem grandes paradas na produção, sem grandes investimentos, enquanto outros pequenos melhoramentos acontecem. Recebe o nome de KAIZEN, que significa exatamente melhoramento contínuo, e envolve a todos administradores e trabalhadores igualmente. Não importa a taxa de melhoramento conseguida. O que importa é que a cada mês algo tenha sido melhorado. O círculo de Deming, mais conhecido como PDCA (Planejar Fazer Controlar
8 Agir) é a ferramenta mais importante no auxílio do KAIZEN Melhoramento Contínuo. Fig. 4.7 Padrão de melhoria de desempenho em pequenos incrementos com melhoria contínua Não se pode esquecer de que, ao se melhorar o desempenho para atingir determinado objetivo, pode-se sacrificar de algum modo algum outro desempenho deve-se considerar a troca de um desempenho por outro denominado paradigma de compromisso ou de troca. Numa situação extrema, pode-se imaginar que a melhora de determinado desempenho só pode ser obtido pela diminuição de outro, ou seja, nada vem de graça. Trade-off ou tradeoff é uma expressão que define uma situação em que há confl ito de escolha. Ele se caracteriza em uma ação econômica que visa à resolução de problema, mas acarreta outro, obrigando uma escolha. Ocorre quando se abre mão de algum bem ou serviço para se obter outro bem ou serviço.
Unidade III GESTÃO DAS OPERAÇÕES. Prof. Me. Livaldo dos Santos
Unidade III GESTÃO DAS OPERAÇÕES PRODUTIVAS Prof. Me. Livaldo dos Santos Planejamento e controle da produção - Objetivos Objetivos da unidade: Apresentar as definições e conceitos, importantes para o entendimento
Unidade IV ADMINISTRAÇÃO DE OPERAÇÕES PRODUTIVAS. Objetivos
ADMINISTRAÇÃO DE OPERAÇÕES PRODUTIVAS Unidade IV 4 A VISÃO DA QUALIDADE, DOS SISTEMAS E DOS MELHORAMENTOS Objetivos Mesmo tendo acabado todo o projeto do produto e do processo, ainda resta a atividade
Fundamentos de Excelência em Operações. EAD 0762 Leonardo Gomes
Fundamentos de Excelência em Operações EAD 0762 Leonardo Gomes Nas aulas anteriores... Trilogia dos Processos O que é um processo? Mapeamento de processos Tipos de processos produtivos Porque os produtos
Prof. Linduarte Vieira da Silva Filho
Unidade II SISTEMA DE QUALIDADE Prof. Linduarte Vieira da Silva Filho Sistemas e Ferramentas de Gestão da Qualidade Estudaremos neste módulo técnicas e metodologias trabalhadas na área da administração
Indicadores de Desempenho
Indicadores de Desempenho 1 Conceito Características mensuráveis de processos, produtos ou serviços, utilizadas pela organização para acompanhar, avaliar e melhorar o seu desempenho. OS INDICADORES NECESSITAM
Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais I
Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais I Recursos e PRP (Processo de Realização do Produto) Prof. Marcos César Bottaro Os Recursos RECURSOS: é tudo que gera ou tem a capacidade de gerar riqueza
Tipos de Indicadores. Conceito. O que medir... 25/08/2016
Tipos de Indicadores 1 Conceito Características mensuráveis de processos, produtos ou serviços, utilizadas pela organização para acompanhar, avaliar e melhorar o seu desempenho ; OS INDICADORES NECESSITAM
Disciplina: Gestão da Qualidade
Disciplina: Gestão da Qualidade Controle do Processo pelo PDCA 1ª Parte Prof. Fernando Porto Introdução É comum encontrar gerentes e diretores que acham que, quando ocorrem maus resultados, saem com a
JUST IN TIME. O JIT visa atender a demanda instantantaneamente, com qualidade perfeita e sem desperdícios. SLACK. AJPaglia 1 GS&L
O JIT visa atender a demanda instantantaneamente, com qualidade perfeita e sem desperdícios. 1 O just in time é uma abordagem disciplinada, que visa aprimorar a produtividade global e eliminar os desperdícios.
Como podemos medir a produtividade de uma empresa? E de seus processos?
Como podemos medir a produtividade de uma empresa? E de seus processos? Por que produtividade é importante? Como podemos medir produtividade nas empresas? Produção x Estratégia Competitiva Flexibilidade
Prof. Marcelo Mello. Unidade IV GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS
Prof. Marcelo Mello Unidade IV GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS Gerenciamento de serviços Nas aulas anteriores estudamos: 1) Importância dos serviços; 2) Diferença entre produtos x serviços; 3) Composto de Marketing
ISO 9001: Abordagem de processo
ISO 9001:2008 0.2. Abordagem de processo Apesar dos requisitos da ISO 9001 propriamente ditos só começarem no item 4 da norma, o item 0.2 Abordagem de processo, é uma exigência básica para a aplicação
AULA 5 Dia 10 de abril. PODC, Ciclo PDCA e Análise SWOT
1 AULA 5 Dia 10 de abril PODC, Ciclo PDCA e Análise SWOT 2 3 PODC - Funções Administrativas As quatro letras da sigla PODC representam as chamadas funções administrativas. PODC - Funções Administrativas
Gestão de Escritórios AULA 7. Temas: Ferramentas de Gestão da Qualidade
Gestão de Escritórios AULA 7 Temas: Ferramentas de Gestão da Qualidade Gestão da Qualidade no Escritório Com a Revolução Industrial, a produção passou a ser em massa. Surge a mecanização, as linhas de
Sem fronteiras para o conhecimento. Pacote Formação Especialista em Lean Manufacturing
1 Sem fronteiras para o conhecimento Pacote Formação Especialista em Lean Manufacturing 2 Seja um Especialista Lean Manufacturing O pacote de Formação de Especialista em Lean Manufacturing une a filosofia
VII Semana Acadêmica da UEPA Marabá
ANÁLISE DA MATRIZ IMPORTÂNCIA DESEMPENHO DE ACORDO COM A PERCEPÇÃO DOS CLIENTES DE UMA REDE DE SUPERMERCADO Estela Vitoria da Silva e Silva Luiz Alberto Aguiar da Silva Sarah Nascimento Ribeiro RESUMO
ADMINISTRAÇÃO GERAL. Novas Abordagens da Administração Soluções Emergentes - Parte 4. Prof. Fábio Arruda
ADMINISTRAÇÃO GERAL Soluções Emergentes - Parte 4 Prof. Fábio Arruda ***Just In Time é um sistema de administração da produçãoque determina que tudo deve ser produzido, transportado ou comprado na hora
Interpretação da norma NBR ISO/IEC 27001:2006
Curso e Learning Sistema de Gestão de Segurança da Informação Interpretação da norma NBR ISO/IEC 27001:2006 Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste
Definição / Abordagem de Processos
Definição / Abordagem de Processos Ao longo da história dos processos produtivos e administrativos, as organizações têm crescido em tamanho, complexidade e requisitos. Para assegurar a qualidade, a eficácia
Gestão da Qualidade. Ciclo PDCA
Gestão da Qualidade Ciclo PDCA Grupo 2 TM16N-1 Fabricio Silva Erivelton Souza Ivan Souza Renato Rezende Marcos Eduardo Introdução O Que é Ciclo PDCA? O ciclo PDCA se trata de uma ferramenta muito conhecida
Processo Organizacional
Processo Organizacional Controle Controlar significa garantir que aquilo que foi planejado seja bem executado e que os objetivos estabelecidos sejam alcançados adequadamente. Monitoramento está presente
Método de Análise e Solução de Problemas PROGRAMA DE QUALIDADE USP. Tópicos principais: MÉTODO PDCA. 1 Método PDCA para gerenciamento de melhorias.
Método de Análise e Solução de Problemas PROGRAMA DE QUALIDADE USP Ano 2006 Prof. Jésus L. Gomes Tópicos principais: 1 Método PDCA para gerenciamento de melhorias. 2 Abordagem para identificação de problemas
FERRAMENTAS DE MELHORIA CONTÍNUA TQC; PDCA
FERRAMENTAS DE MELHORIA CONTÍNUA TQC; PDCA TQC Definições e Conceitos TQC - Total Quality Control Qualidade Total) (Controle de O TQC não é a qualidade, mas um sistema de gerenciamento que permite chegar
Gestão da Qualidade 1
Gestão da Qualidade 1 Gestão da Qualidade Total (TQM) 2 QUALIDADE TOTAL GARANTIA DA QUALIDADE CONTROLE DA QUALIDADE INSPEÇÃO PROCESSO PREVENÇÃO PESSOAS 3 Oito princípios de Gestão da Qualidade Foco no
ADMINISTRAÇÃO GERAL. Gestão da Qualidade. Ciclo PDCA. Prof. Fábio Arruda
ADMINISTRAÇÃO GERAL Gestão da Qualidade Prof. Fábio Arruda O O teve origem na década de 1920, com Shewhart, nos Estados Unidos, mas tornou-se conhecido como ciclo de Deming a partir de 1950, no Japão.
Sem fronteiras para o conhecimento. Programa Formação Especialista Lean Manufacturing
1 Sem fronteiras para o conhecimento Programa Formação Especialista Lean Manufacturing Seja um Especialista Lean O Lean Manufacturing é uma filosofia de gestão que busca reduzir desperdícios enquanto aumenta
GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS NÍVEL DE SERVIÇO E ESTRATÉGIA LOGÍSTICA. Prof. Dr. Daniel Caetano
GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS NÍVEL DE SERVIÇO E ESTRATÉGIA LOGÍSTICA Prof. Dr. Daniel Caetano 2016-1 Objetivos Avaliar diferentes perspectivas de medição de nível de serviço Entender a importância do
Gerenciamento da Qualidade do Projeto (PMBoK 5ª ed.)
Gerenciamento da Qualidade do Projeto (PMBoK 5ª ed.) Os projetos buscam sempre ter qualidade para atender à demanda do cliente. O gerenciamento da qualidade do projeto inclui os processos e as atividades
Unidade I. Administração das Operações Produtivas Seus objetivos e estratégia. Prof. Fabio Uchôas
Unidade I Administração das Operações Produtivas Seus objetivos e estratégia Prof. Fabio Uchôas Administração das Operações Produtivas Administrar a produção significa a forma como as organizações produzem
CURSO: BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO. Professor ADERSON Castro, Me. MATERIAL DIDÁTICO 1º.sem/2013.
BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Disciplina: QUALIDADE EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO CURSO: BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Professor ADERSON Castro, Me. MATERIAL DIDÁTICO 1º.sem/2013. Fonte:
CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL (TQC)
CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL (TQC) Professor: Leandro Zvirtes UDESC/CCT 1 Objetivos de uma empresa Objetivo principal Pessoas Meios Satisfação das necessidades das pessoas CONSUMIDORES EMPREGADOS ACIONISTAS
Introdução ao CEP- Controle Estatístico de Processo
Introdução ao CEP- Controle Estatístico de Processo Prof. José Carlos de Toledo GEPEQ Grupo de Estudo e Pesquisa em Qualidade DEP- UFSCar 1. A METODOLOGIA DO CONTROLE DA QUALIDADE E O CEP O controle da
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO VISÃO SISTÊMICA DO SETOR PRODUTIVO ATRAVÉS DE INDICADORES DE DESEMPENHO. Área de concentração:
ADMINISTRAÇÃO GERAL. Gestão da Qualidade Principais Teóricos da Qualidade. Prof. Fábio Arruda
ADMINISTRAÇÃO GERAL Prof. Fábio Arruda Walter Andrew Shewhart 1891 1967 Físico, engenheiro e estatístico estaduninense, conhecido como o "Pai do controle estatístico da qualidade". Foi consultor de várias
Ementas. Certificate in Business Administration CBA
Ementas Certificate in Business Administration CBA Agosto 2012 Módulo Fundamental Administração Financeira EMENTA: Disciplina desenvolve a capacidade de contribuição para as decisões gerenciais aplicando
Engenharia de Software II
Engenharia de Software II [Qualidade] Adriano J. Holanda 7/8/2017 Qualidade Definição: Do latim qualitas, qualidade é um atributo ou propriedade. Em negócios, engenharia e manufatura, qualidade tem o significado
Processamento. Atividades Agregar Valor Troughput*
Processos Processo é qualquer atividade ou conjunto de atividades que toma um input, adiciona valor a ele e fornece um output a um cliente específico. Inputs podem ser materiais, informações, conhecimento,
04 Parte III - Planejamento e Controle
04 Parte III - Planejamento e Controle Recursos a serem Transformados Materiais Informações Consumidores Ambiente Estratégia da produção Objetivos estratégicos da produção Papel e posição competitiva da
Aumentando a Produtividade e Reduzindo os Custos da Fábrica. Antonio Cabral
Aumentando a Produtividade e Reduzindo os Custos da Fábrica Antonio Cabral [email protected] Roteiro Desafio; Sistemas; O custo e o valor do controle de processo; Mapeamento; Principais indicadores usados
Eficiência e Eficácia
Eficiência e Eficácia Desempenho das Organizações A eficiência é determinante da eficácia: caso haja recursos disponíveis, e estes forem utilizados corretamente, a probabilidade de atingir os objetivos
Técnica do PDCA e 5W2H
Ciclo de Deming ou Ciclo PDCA Todo gerenciamento do processo consta em estabelecer a manutenção nas melhorias dos padrões montados na organização, que servem como referências para o seu gerenciamento.
Unidade III. ADMINISTRAÇÃO DAS OPERAÇÕES PRODUTIVAS O planejamento e controle da produção. Prof. Fabio Uchôas
Unidade III ADMINISTRAÇÃO DAS OPERAÇÕES PRODUTIVAS O planejamento e controle da produção Prof. Fabio Uchôas Planejamento e controle da produção Planejamento e controle Objetiva garantir que os processos
INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO
INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO Capítulo 3 (Mankiw) Interdependência e Comércio Economistas estudam como a sociedade produz e distribui os bens, numa tentativa de satisfazer as vontades e as necessidades
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO - 2
Hierarquia do sistema de produção A maioria das áreas de produção é formada por várias unidades ou departamentos que funcionam como partes da operação global da organização. Todas as macro-operações são
Matriz de Especificação de Prova da Habilitação Técnica de Nível Médio. Habilitação Técnica de Nível Médio: Técnico em Logística
: Técnico em Logística Descrição do Perfil Profissional: Planejar, programar e controlar o fluxo de materiais e informações correlatas desde a origem dos insumos até o cliente final, abrangendo as atividades
INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO ISO 9001 ISO /03/2015 QUALIDADE! GERENCIAMENTO DE PROJETOS GESTÃO DE QUALIDADE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL INTRODUÇÃO 2 GERENCIAMENTO DE PROJETOS Prof.: Heloisa Campos COMPETITIVIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL SATISFAÇÃO DOS CLIENTES! INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO
TPM Modelo de Gestão para a Excelência Produtiva 31 de Outubro de 2018
TPM Modelo de Gestão para a Excelência Produtiva 31 de Outubro de 2018 Marcio Ferreira A Competição Global Antigamente Custo Operacional Preço da Venda Lucro Hoje Custo Operacional Preço de Mercado Lucro
Sistema da Gestão da Qualidade. Agradecimentos ao Prof. Robson Gama pela criação da apresentação original
Sistema da Gestão da Qualidade Agradecimentos ao Prof. Robson Gama pela criação da apresentação original 1 CONCEITO QUALIDADE O que é Qualidade? 2 Qualidade Conjunto de características de um objeto ou
Professor: Leandro Zvirtes UDESC/CCT
Professor: Leandro Zvirtes UDESC/CCT Idéias Básicas Aplicação de metodologias estatísticas Entendimento sobre as fontes de variação do processo Perpetuação do ciclo de melhoria contínua Os quatorze pontos:
16 ANOS Avaliação das Práticas da Manutenção Avaliação das Práticas da Manutenção. Base para o Projeto de Melhoria Contínua
Avaliação das Práticas da Manutenção Base para o Projeto de Melhoria Contínua Avaliação das Práticas da Manutenção (APM) Base para o Projeto de Melhoria Contínua JWB Engenharia: Empresa nacional de consultoria
ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO. Unidade VI Planejamento Estratégico de TI. Luiz Leão
Luiz Leão [email protected] http://www.luizleao.com Conteúdo Programático 6.1 Governança de tecnologia da Informação 6.2 Planejamento e Controle da TI 6.3 O Papel Estratégico da TI para os Negócios 6.4
PRINCÍPIOS DA GESTÃO PARA A EDUCAÇÃO
PRINCÍPIOS DA GESTÃO PARA A EDUCAÇÃO Prof. Dr. Bernardo Meyer Departamento de Ciências da Administração - CAD Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO - A educação vive um processo
Planejamento e Controle da Produção I
Planejamento e Controle da Produção I Prof. M.Sc. Gustavo Meireles 2012 Gustavo S. C. Meireles 1 Introdução Planejamento Agregado: Maximizar os resultados das operações e minimizar os riscos de tomadas
AO aula 12 GESTÃO E BENCHMARKING. Prof. Wilson LAPO
AO aula 12 GESTÃO E BENCHMARKING Prof. Wilson LAPO 1 Excelência é uma habilidade que se conquista com treinamento e prática. Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um ato,
QUALIDADE TOTAL NAS EMPRESAS
QUALIDADE TOTAL NAS EMPRESAS PREFÁCIO O Programa 5S surgiu, no início da década de 1960, quando a equipe do Prof. Kaoru Ishikawa lançou um método de combate aos desperdícios visando otimizar os parcos
Administração. Ciclo PDCA. Professor Rafael Ravazolo.
Administração Professor Rafael Ravazolo www.acasadoconcurseiro.com.br Administração Aula XX CICLO PDCA O é composto por um conjunto de ações em sequência, dada pela ordem estabelecida pelas letras que
Gestão de sistemas em energia:
MESTRADO EM ENERGIA Gestão de sistemas em energia: - Planejamento da Operação - Projeto de sistemas de energia Prof. Manuel Jarufe [email protected] Disciplina: Gestão de sistemas em energia
Instalações Máquinas Equipamentos Pessoal de produção
Fascículo 7 Arranjo físico e fluxo O arranjo físico (em inglês layout) de uma operação produtiva preocupase com o posicionamento dos recursos de transformação. Isto é, definir onde colocar: Instalações
POR QUE UTILIZAR UM SISTEMA ERP? Sua empresa está preparada para o Bloco K?
POR QUE UTILIZAR UM SISTEMA ERP? Sua empresa está preparada para o Bloco K? Introdução Com a alta concorrência de mercado e a contínua expansão tecnológica, a implantação dos Sistemas ERP estão sendo realizadas
Gestão Estratégica da Qualidade
UNIVERSIDADE DE SOROCABA Curso Gestão da Qualidade Gestão Estratégica da Qualidade Professora: Esp. Débora Ferreira de Oliveira Aula 2 16/08 Objetivo: relembrar o que foi dado, tirar possíveis dúvidas
ADMINISTRAÇÃO GERAL. Processo Decisório Conceitos e Métodos do Processo Decisório - Parte 2. Prof.ª Karen Estefan Dutra
ADMINISTRAÇÃO GERAL Processo Decisório Conceitos e Métodos do Processo Decisório - Parte 2 Prof.ª Karen Estefan Dutra Etapas do processo decisorial Percepção da situação Avaliação e comparação dessas alternativas
Natureza do Planejamento e. Controle
Natureza do Planejamento e Os consumidores percebem maior risco na compra de serviços Controle do que na compra de produtos Os consumidores usam o preço e evidências físicas como as maiores pistas da qualidade
Controle Estatístico de Processos - CEP
Faculdade de Tecnologia Senac Go Gestão da Tecnologia da Informação Aluna: Lusana Souza de Oliveira Professor: Itair Pereira Gestão de Processos lll modulo - Matutino Controle Estatístico de Processos
PROGRAMAS DE GESTÃO EMPRESARIAL JIT JUST-IN-TIME PROCESSOS OPERACIONAIS.
PROCESSOS OPERACIONAIS JIT JUST-IN-TIME O sistema Just in time, denominado JIT, foi desenvolvido no início da década de 50 na Toyota Motors Company, no Japão, como método para aumentar a produtividade,
QUALIDADE TOTAL NAS EMPRESAS
QUALIDADE TOTAL NAS EMPRESAS PREFÁCIO O Programa 5S surgiu, no início da década de 1960, quando a equipe do Prof. Kaoru Ishikawa lançou um método de combate aos desperdícios visando otimizar os parcos
Agenda da aula. 1 Indicadores de desempenho. 2 Desenvolvendo indicadores de desempenho para toda a empresa
Agenda da aula 1 Indicadores de desempenho 2 Desenvolvendo indicadores de desempenho para toda a empresa Quais seriam os indicadores de Desempenho para o Departamento de Administração? Número de alunos
Qualidade Conceitos Fundamentais
Qualidade Conceitos Fundamentais Qualidade significa satisfação dos usuários: produtos ou serviços que satisfazem as necessidades e expectativas dos usuários J. R. Tony Arnold Qualidade e política de
MEDE, NÃO SE GERENCIA."
"O QUE NÃO SE MEDE, NÃO SE GERENCIA." (Adaptado de William Edwards Deming) O encontro das competências gerenciais da Mereo e ISAT Consulting aliadas à plataforma MEREO proporcionam condições de gerenciamento
NEM TODA SOLUÇÃO DE UM PROBLEMA DE MÁQUINA É MELHORIA
Faculdade Ietec Pós-graduação Engenharia de Processos - Turma 26 16 de outubro de 2016 NEM TODA SOLUÇÃO DE UM PROBLEMA DE MÁQUINA É MELHORIA Fernando Henrique de Oliveira [email protected] RESUMO
QUALIDADE Grau até o qual um conjunto de características satisfaz as necessidades! Cumprimento dos requisitos pré determinados no Escopo do projeto;
SETOR DE TECNOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL Prof.ª: MSc.: Heloisa Fuganti Campos 2 COMPETITIVIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL INTRODUÇÃO SATISFAÇÃO DOS CLIENTES! INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO
INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO
INTERDEPENDÊNCIA E GANHOS DE COMÉRCIO Capítulo 3 (Mankiw) Interdependência e Comércio Economistas estudam como a sociedade produz e distribui os bens, numa tentativa de satisfazer as vontades e as necessidades
CADEIA DE VALOR E LOGÍSTICA A LOGISTICA PARA AS EMPRESAS CADEIA DE VALOR 09/02/2016 ESTRATÉGIA COMPETITIVA. (Alves Filho, 99)
CADEIA DE VALOR E LOGÍSTICA Danillo Tourinho Sancho da Silva, MSc A LOGISTICA PARA AS EMPRESAS CADEIA DE VALOR ESTRATÉGIA COMPETITIVA é o conjunto de planos, políticas, programas e ações desenvolvidos
Manutenção Industrial
Manutenção Industrial Índice 1. Introdução... 2 2. O que é a Manutenção... 3 3. Tipos de Manutenção... 4 4.Vantagens e Importância da Manutenção... 8 5. Manutenção e Qualidade... 10 6. Plano de Manutenção...
Gestão da Produção EEL - USP. Bruno H. S. Julio Paula Gagliardo Rafael A. de Oliveira Raquel Mesquita Renata Rezende
Gestão da Produção EEL - USP Bruno H. S. Julio Paula Gagliardo Rafael A. de Oliveira Raquel Mesquita Renata Rezende KAI ZEN Mudar Bom Mudar para melhor Aperfeiçoamento constante MELHORIA CONTÍNUA MUDANÇAS
Modelo dos Critérios de Desempenho. 1. Qualidade 2. Velocidade 3. Confiabilidade 4. Flexibilidade 5. Custos
Modelo dos Critérios de Desempenho 1. Qualidade 2. Velocidade 3. Confiabilidade 4. Flexibilidade 5. Custos Ganhadores de Pedidos: são aqueles que direta ou indiretamente contribuem para o ganho do negócio.
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS CURITIBA CURSO DE ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA ELETROTÉCNICA ANSELMO JOSÉ LANGNER
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS CURITIBA CURSO DE ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA ELETROTÉCNICA ANSELMO JOSÉ LANGNER METODOLOGIA PARA AUDITORIA DA TERCEIRA FASE DA PIRÂMIDE ESTRUTURAL
Níveis de Estoque e Reposição
Níveis de Estoque e Reposição Gráfico Dente de Serra - relação entre o consumo do estoque e sua reposição (saída e entrada). Consumo, prazo e lotes constantes. 1 Níveis de Estoque e Reposição Gráfico Dente
O que é planejamento estratégico?
O que é planejamento estratégico? Um dos fatores de sucesso das empresas é possuir um bom planejamento. Mas o que é planejamento? Nós planejamos diariamente, planejamos nossas atividades, nossas finanças,
Disciplina: Processos Organizacionais Líder da Disciplina: Rosely Gaeta NOTA DE AULA 05 FERRAMENTAS E MÉTODOS PARA A RACIONALIZAÇÃO DOS PROCESSOS
Disciplina: Processos Organizacionais Líder da Disciplina: Rosely Gaeta NOTA DE AULA 05 FERRAMENTAS E MÉTODOS PARA A RACIONALIZAÇÃO DOS PROCESSOS 4 Técnicas de Apoio à Melhoria de processo: As Sete Ferramentas
Tecnologia de Processos. Todas operações usam algum tipo de tecnologia de processo, na esperança de obter alguma vantagem competitiva
11 Tecnologia de Processos Todas operações usam algum tipo de tecnologia de processo, na esperança de obter alguma vantagem competitiva O que é tecnologia de processo? São as máquinas, equipamentos e dispositivos
CNC 16. Trabalho de grupo para a UFCD [5793] Critério de Excelência Aeronáutica - Lean. Trabalho efetuado por:
Trabalho de grupo para a UFCD [5793] Critério de Excelência Aeronáutica - Lean Trabalho efetuado por: - Gonçalo Baptista - Rodrigo Chora - Tiago Silva - Luís Falcão CNC 16 1 ÍNDICE Introdução 3 Planeamento
NADis/UFRN. Planejamento e Gestão do Tempo
NADis/UFRN Planejamento e Gestão do Tempo Perguntas? wendellaraujo.com Objetivos O que é Planejamento? Para que serve o Planejamento? Quando fazer o Planejamento? Como fazer o Planejamento? Teste, técnicas
Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais
Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais Empresa Deve: Ser organizada: padronização administrativa (planejamento e controle) Ter qualidade: atender a necessidade dos consumidores (prazo, preço,
Unidade II PROCESSOS DECISÓRIOS. Prof. Me. Livaldo dos Santos
Unidade II PROCESSOS DECISÓRIOS Prof. Me. Livaldo dos Santos Objetivos MASP conceito geral Etapas do MASP Detalhamento das Fases do MASP PDCA Fases do PDCA MASP - Método de análise e solução de problemas
IMPLEMENTAÇÃO DO QUADRO KANBAN NA LINHA DE PRODUÇÃO
IMPLEMENTAÇÃO DO QUADRO KANBAN NA LINHA DE PRODUÇÃO Bianca A. M. Tchaick¹, Larissa C. Galhardo², Vicente M. Cornago Junior 3, Emerson José da Silva Toffoli 4, José Benedito Leandro 5, Ricardo Rall 6 1
