3. DIFERENÇAS METODOLÓGICAS
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- Kléber Caminha Cruz
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1 ALONGAMENTO X FLEXIONAMENTO 3. DIFERENÇAS METODOLÓGICAS Características Utilização no aquecimento antes de treinamento ou ensaio Utilização no aquecimento antes da competição ou apresentação Execução após musculação Flexionamento Não Alongamento (RML ou F. Expl.) Execução apos treino de Força Máxima Quando fazer em função de Tr. Físico Não Antes Antes Quando fazer em função de Tr. Técnico Depois ou depois Antes ou depois Necessita aquecimento prévio Mobilidade articular ou Elasticidade Muscular Aumenta Não Manutenção Quando deve ser feito Parte específica de aula ou treino Aquecimento, soltura e volta à calma Utilização em idosos Somente nos treinados Sem restrição Apresenta risco de lesão Não Aplicação de sobrecarga Possível Impossível
2 ALONGAMENTO X FLEXIONAMENTO Limite - Ponto a partir do qual pode-se provocar lesões Área de Flexionamento Limiar de Flexionamento - iniciam-se as adaptações crônicas (ação dos proprioceptores) Limiar de Alongamento - iniciam-se as deformações dos componentes plásticos Área de Alongamento Região de produção de lesões Região da Dor Região na qual não há produção de efeitos Conforme o grau de amplitude do movimento utilizado, observar-se-á sucessivamente: o Alongamento, o Flexionamento ou a lesão.
3 ALONGAMENTO ESTIRAMENTO É um amplo espreguiçamento que busca alcançar os maiores arcos de movimento normalmente executados. Precauções para não atingir o Limiar de Flexionamento: Utilização de anteparos corporais. Trabalhos sem insistência ou forçamento. Pode utilizar: Posturas passivas è Até 04 seg. Para não correr o risco de se tornar Insistência Estática. Exercícios dinâmicos è Máximo de 04 repetições, movimentos sem velocidade e utilizando apenas os últimos 30% do arco normal. Evitar Insistência Balística ou Dinâmica. Ideal para ser usado no AQUECIMENTO SUSPENSÃO não há movimento nas articulações. ligamentos e músculos tracionados pela gravidade. comprimento do osso é fator limitante ao flexionamento. utilizado na volta à calma devido à sua ação desintoxicadora. SOLTURA ação mecânica de balanceamento dos membros. provoca relaxação dos músculos. desconexão da actina-miosina. desativação do fuso muscular. utilizada ao longo da atividade para realizar o relaxamento da musculatura.
4 MÉTODO ATIVO OU FLEXIONAMENTO DINÂMICO Exercícios ativos de insistência dinâmica (balística) apreveitando-se da inércia para obter a sobrecarga de treinamento. OBJETIVO: forçar amplitudes crescentes, através do aumento da Elasticidade Muscular. 3 a 4 séries de 10 a 20 repetições cada (em cada movimento). Ativa o fuso muscular, provocando reflexo miotático e tornado o trabalho difícil e doloroso. Utilização constante afrouxa os CES comprometendo a sustentação e a força explosiva. Na década passada, alguns estudiosos russos estiveram testando um novo processo de realização deste método (ISSURIN, LIEBERMANN & TENENBAUM, 1994), que consistia na estimulação vibratória do músculo (44 Mz, com amplitude de 03 mm)
5 MÉTODO PASSIVO OU FLEXIONAMENTO ESTÁTICO Inspirado na yoga. Adoção das posturas de forma lenta gradual e relaxada, provocando o estiramento passivo ou induzido. Estímulo aferente do O. T. Golgi provocando relaxação da musculatura è Arcos articulares maiores. Reduz possibilidade de dano tecidual. Apresenta um gasto energético menor. É capaz de reduzir e/ou prevenir a dor residual. Manter o corpo relaxado, respirar corretamente e enfocar a atenção no músculo trabalhado. O aumento da mobilidade articular através da diminuição da estabilidade aumenta o risco de lesão.
6 MÉTODO PASSIVO (continuação) Deve-se, lentamente, chegar ao limite normal do arco articular, forçar suavemente além deste limite, aguardar cerca de 6 segundos e realizar novo forçamento suave, procurando alcançar o maior arco de movimento possível. Neste ponto, o arco articular obtido deve ser mantido por 10 a 15 segundos. A rotina deve ser repetida por três a seis vezes, com intervalo de descontração entre elas. Diversos profissionais insistem em recomendar tempos de permanência maiores dos que os indicados, baseados em vagas experiências pessoais, sem o indispensável respaldo da ciência. BORMS, VAN ROY SANTES & HAENTJENS (1987) constataram vantagens de 10 seg de insistência sobre 5 seg, mas não encontraram diferenças com tempos de 20, 30 ou 45 seg. MADDING, WONG, HALLUM & MEDEIROS ( 1987) não encontraram ganhos diferenciados com insistências de 15, 45 ou 120 seg. BANDY, IRION & BRIGGILEIR (1997) compararam insistências de 30 e 60 seg, com 1 ou 3 repetições e não encontraram diferenças. O único estudo encontrado, de BANDY & IRION (1994), que se opõe ao que foi exposto até aqui, aponta melhoras de flexibilidade, depois de seis semanas de treinamento, dos grupos que realizaram insistências de 30 e de 60 segundos, sobre o grupo que realizou insistências de 15 segundos. No entanto, os autores consideraram o tempo total de atividade e não a insistência depois de se alcançar o arco máximo de movimento, detalhe que exige que estes resultados não sejam levados em consideração.
7 MÉTODOS DE FACILITAÇÃO NEURO-MUSCULAR PROPRIOCEPTIVA (FNP) a) Método 3S Scientific Stretching for Sport Atualização: 6 seg è 8 seg Legenda Mobilização passiva Contração isométrica b) Método de Sustentação-Relaxação Hold-Relax Inervação recíproca Pode ser utilizado no caso de lesão muscular Melhora a sustentação (Flexibilidade Controlada) e a Flexibilidade estática
8 c) Métodos de Contração-Relaxação do Antagonista Contract-Relax Indução sucessiva Legenda Insistência ativa Estimula a elasticidade muscular, desenvolvendo a flexibilidade dinâmica. d) Método da Reversão Lenta Slow Reversal - Hold / Relax Indução sucessiva e inervação recíproca Melhora a sustentação e a amplitude (flexibilidade controlada)
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