FederaçãodasIndústriasdoEstadodaBahia DiretoriaExecutiva/SDI-SuperintendênciadeDesenvolvimentoIndustrial

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1 FederaçãodasIndústriasdoEstadodaBahia DiretoriaExecutiva/SDI-SuperintendênciadeDesenvolvimentoIndustrial

2 Relatório de Infraestrutura é uma publicação mensal da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), produzida pela Superintendência de Desenvolvimento Industrial (SDI). Presidente: José de F. Mascarenhas Diretor Executivo: Leone Peter Correia da Silva Andrade Equipe Técnica: Marcus Emerson Verhine (Mestre em Economia e Finanças pela Universidade da Califórnia) Ricardo Menezes Kawabe (Mestre em Administração Pública pela UFBA) Carlos Danilo Peres Almeida (Mestre em Economia pela UFBA) Everaldo Guedes (Bacharel em Ciências Estatísticas ESEB) Layout e Diagramação: SCI - Superintendência de Comunicação Institucional Data de Fechamento: 27 de fevereiro de 2014 Críticas e sugestões serão bem recebidas. Endereço Internet: Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

3 SUMÁRIO Pág. DESTAQUES DO MÊS 3 1. ENERGIA ELÉTRICA 5 2. PETRÓLEO E GÁS 8 3. LOGÍSTICA ACOMPANHAMENTO DAS CONCESSÕES RODOVIÁRIAS NA BAHIA ANEXOS 26

4 DESTAQUES DO MÊS Primeiras etapas das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste serão entregues no final do ano As obras da construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) estão avançando em trechos importantes do traçado em território baiano. As primeiras etapas (lotes 2, 3 e 4) serão entregues no final de Com a retomada do lote 1 e início das obras nos lotes 5 e 5A ainda neste mês, a previsão é que os trabalhos sejam acelerados para a conclusão no prazo, que vai até Segundo a assessoria do governo da Bahia, a ferrovia contará com quilômetros de extensão e vai ligar Figueirópolis, no estado do Tocantins, ao Porto Sul, no município baiano de Ilhéus. A intervenção deve funcionar em 2016, contando com apoio do Governo do Estado e investimentos do governo federal estimados em R$ 6 bilhões. No início do mês, o Ministério dos Transportes e os consórcios construtores assinaram um contrato autorizando a retomada nas obras na região de Ilhéus, onde a FIOL se integrará ao Porto Sul. O lote 1 possui 125 quilômetros de extensão e passa ainda pelos municípios de Uruçuca, Aurelino Leal, Gongogi, Ubaitaba e Itagibá. O contrato no valor de R$ 608 milhões tem prazo de conclusão de 22 meses. Também foi liberado o início das obras nos lotes 5 (Guanambi/Bom Jesus da Lapa) e 5A, que corresponde à construção da ponte sobre o Rio São Francisco com três quilômetros de extensão. No total, o lote tem 162 quilômetros, cortando as cidades de Caetité, Guanambi, Palmas de Monte Alto, Riacho de Santana e Bom Jesus da Lapa. O valor do contrato é de R$ 850 milhões, com vigência de 24 meses. (Correio, 17/02/2014) Ministro dos Transportes diz que a ViaBahia está descumprindo acordo Após percorrer, na sexta-feira (14/2), os 550 quilômetros das rodovias BR-324 e BR-116 (BA) sob concessão da ViaBahia, o ministro dos Transportes, César Borges, constatou que a concessionária continua descumprindo o contrato firmado com o Governo Federal. Segundo ele, as obras estão muito atrasadas e, caso não cumpra o prazo estipulado no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a empresa será, mais uma vez, penalizada. As obras da ViaBahia estão bastante atrasadas, eles não estão cumprindo o acordo que foi firmado com o Governo Federal e serão punidos ainda com mais rigor, ressaltou. Durante a vistoria, César Borges visitou as obras do Contorno de Feira de Santana, entre a BR-116/BA e a BR- 324/BA, e constatou que novamente a concessionária não cumpriu com o cronograma. Outra obra que está bastante atrasada é a duplicação de mais de 70 quilômetros do trecho da BR-116 entre Feira de Santana e a Ponte do Rio Paraguaçu. Cabe lembrar que a conclusão desta obra estava prevista, inicialmente, para outubro de 2013, e já tinha sido acordado um novo prazo que seria até fevereiro de 2014, porém, constatamos que a obra não está concluída, afirma César Borges. O ministro visitou também, todo o trecho de Salvador a Vitória de Conquista, incluindo o trecho entre o entroncamento de Jaguaquara e o km 4 em Jequié, que deve ser duplicado de imediato, pois já foi autorizado FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

5 pela ANTT, e cobrou da ViaBahia agilidade na execução das obras de duplicação da estrada. Também percorreu o trecho entre BA-052 e Santo Estevão e trecho entre Santo Estevão e BR-242/BA. (...) Desde que demandada pela ANTT, no final de maio de 2013, em processo específico de Verificação de irregularidades na execução contratual, a ViaBahia apresentou várias versões do Plano de Ação, com o objetivo de sanar as irregularidades apontadas. Os documentos foram analisados pela área técnica da ANTT, no entanto, foi feito um novo acordo, em agosto de 2013, e a concessionária propôs a postergação da obra do Contorno de Feira de Santana (entre a BR- 116/BA e BR-324/BA), do trecho entre Feira de Santana e BA -052, trecho entre BA-052 e Santo Estevão e trecho entre Santo Estevão e BR-242/BA, em seis meses do inicialmente proposto, ou seja, a conclusão da referida duplicação passaria de fevereiro/2014 para agosto/2014. (Tribuna da Bahia, 15/02/2014) FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

6 1. ENERGIA ELÉTRICA 1.1 Nível dos Reservatórios do Nordeste: Sobradinho 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 Volume Útil de Sobradinho ( ) (em % do volume máximo) 0, Fonte: ONS; elaboração FIEB/SDI. O reservatório de Sobradinho alcançou o volume de 50,4% de sua capacidade máxima em janeiro de Tal valor é superior ao registrado em igual mês do ano anterior, quando alcançou 26% do volume máximo. O regime hidrológico da Região Nordeste em 2013 esteve abaixo do padrão, registrando atraso na afluência de água ao reservatório. Já no início de 2014, registra-se recuperação no nível de água armazenada. 1.2 Energia Armazenada e Curva de Aversão ao Risco (2014) Nordeste 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 Energia Armazenada e Curva de Aversão ao Risco - Região Nordeste ( ) (em % do volume máximo) 0, Risco 2014 Fonte: ONS; elaboração FIEB/SDI. Na comparação da curva de energia armazenada, que engloba todos os reservatórios da região Nordeste, vê-se que o nível acumulado em janeiro de 2014 alcançou 42,6% do volume máximo, contra 32,9% em igual FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

7 período do ano anterior. O atual nível de energia armazenada situa-se apenas 3,6% acima da curva de risco calculada pelo ONS, em nível/reserva muito preocupante. 1.3 Consumo de Energia Elétrica Brasil ( ) Consumo de Energia Elétrica - Brasil ( ) (em GWh) Fonte: EPE; elaboração FIEB/SDI. O consumo nacional de energia elétrica apresentou alta de 4,9% em dezembro de 2013, na comparação com igual mês do ano anterior. Em 2013, registrou-se incremento de 3,5% em relação ao ano anterior. O aumento do consumo de energia elétrica no acumulado do ano foi puxado pelo consumo das residências (6,1%) e pelo comércio (5,7%), enquanto a classe industrial apresentou crescimento de apenas 0,6%. 1.4 Consumo Industrial de Energia Elétrica Brasil ( ) Consumo Industrial de Energia Elétrica - Brasil ( ) (em GWh) Fonte: EPE; elaboração FIEB/SDI. Em dezembro de 2013, o consumo industrial de energia elétrica apresentou alta de 3,1% em relação a igual período do ano anterior. Em 2013, registrou-se leve alta (0,6%) em relação a O comportamento do consumo de energia elétrica refletiu o desempenho da atividade industrial no país. FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

8 1.5 Consumo de Energia Elétrica Nordeste ( ) Consumo de Energia Elétrica - Nordeste ( ) (em GWh) Fonte: EPE; elaboração FIEB/SDI. O consumo de energia elétrica na região Nordeste apresentou alta de 4% em dezembro de 2013, na comparação com igual mês de Em 2013, registrou-se crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior. O aumento do consumo total da região no ano foi puxado pelo consumo residencial, que apresentou alta de 11,5%, e pelo aumento de 8,7% do consumo comercial, enquanto a classe industrial registrou queda de 0,6% no período analisado. 1.6 Consumo Industrial de Energia Elétrica Nordeste ( ) Consumo Industrial de Energia Elétrica - Nordeste ( ) (em GWh) Fonte: EPE; elaboração FIEB/SDI. Em dezembro de 2013, o consumo industrial de energia elétrica na região Nordeste apresentou queda de 3% em comparação com igual mês de Em 2013, registrou-se queda de 0,6% em relação ao ano anterior. FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

9 fev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 jul/11 ago/11 set/11 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 dez/12 jan/13 fev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 US$/barril US$/barril 2. PETRÓLEO E GÁS 2.1 Preço médio dos petróleos Cesta OPEP ( ) Preço Médio do Petróleo - Cesta OPEP ( ) Fonte: OPEP; elaboração FIEB/SDI. Média de 2014 calculada com dados até 26/02/2014. Os preços dos petróleos da cesta OPEP apresentaram forte aceleração entre 2004 e 2008, resultado da elevação na demanda dos países em desenvolvimento, notadamente China e Índia. Esse movimento foi interrompido após meados de 2008, quando a crise econômica global provocou recuo dos preços. A partir de 2009, no entanto, iniciou-se um processo de recuperação. Com dados atualizados até 26/02/2014, a média dos preços em 2014 alcançou US$ 104,94/barril. 2.2 Preço médio mensal do petróleo Cesta OPEP Preço Médio Mensal do Petróleo - Cesta OPEP Fonte: OPEP; elaboração FIEB/SDI. Média de fevereiro de 2014 calculada com dados até 26/02/2014. FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

10 fev-08 abr-08 jun-08 ago-08 out-08 dez-08 fev-09 abr-09 jun-09 ago-09 out-09 dez-09 fev-10 abr-10 jun-10 ago-10 out-10 dez-10 fev-11 abr-11 jun-11 ago-11 out-11 dez-11 fev-12 abr-12 jun-12 ago-12 out-12 dez-12 fev-13 abr-13 jun-13 ago-13 out-13 dez-13 fev-14 US$/barril 2.3 Preço médio do Petróleo WTI ( ) Preço Spot do Petróleo WTI ( ) Fonte: EIA - Energy Information Administration. Elaboração FIEB/SDI. Calculada com dados até 26/02/2014. Analogamente, o preço do petróleo WTI (West Texas Intermediate) no mercado spot apresentou trajetória de contínuo crescimento no período , decorrente da forte demanda dos países em desenvolvimento. Tal como no caso dos petróleos da cesta OPEP, os preços do WTI despencaram de US$ 147,27 em julho de 2008 para cerca de US$ 33/barril em dezembro do mesmo ano. Ao longo de 2010, a commodity registrou uma trajetória de crescimento progressivo, alcançando cotação máxima de US$ 113,4/barril, em 29/04/2011. Por conta do agravamento da crise europeia, o preço do petróleo WTI recuou gradativamente até o início de outubro de 2011 (US$ 75,40/barril), a partir de então, observou-se recuperação dos preços, alcançando, em 31/12/2012, a cotação de US$ 91,8/barril sob a influência das tensões geopolíticas no Oriente Médio. De meados de 2003 até o início deste ano, os preços têm oscilado em torno de US$ 100/barril. Um fator que tem influenciado e contido as cotações de petróleo é o crescimento da produção de petróleo e shale gas nos Estados Unidos. 2.4 Produção Nacional de Petróleo ( ) Produção Nacional de Petróleo ( ) (em mil barris de petróleo) Fonte: ANP; elaboração FIEB/SDI. Em dezembro de 2013, a produção nacional de petróleo apresentou alta de 0,2% em comparação com igual mês do ano anterior. Registrou-se um volume de 65,4 milhões de barris, equivalentes a 2,1 milhões de barris/dia. A produção de petróleo da Bahia representou apenas 2,1% da produção nacional, contribuindo com 44,6 mil barris/dia. FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

11 2.5 Importação Nacional de Petróleo ( ) Importação Nacional de Petróleo ( ) (em mil barris de petróleo) Fonte: ANP; elaboração FIEB/SDI. Em dezembro de 2013, a importação de petróleo apresentou alta de 9,1% em comparação com dezembro de Em 2013, registrou-se alta de 29,7% em relação ao ano anterior. No entanto, a tendência de médiolongo prazo é de queda nas importações por conta do esperado aumento da produção nos campos do présal. 2.6 Exportação Nacional de Petróleo ( ) Exportação Nacional de Petróleo ( ) (em mil barris de petróleo) Fonte: ANP; elaboração FIEB/SDI. O Brasil exportou 19,3 milhões de barris em dezembro de 2013, registrando queda de 16,4% em comparação com dezembro do ano anterior. Em 2013, registrou-se forte queda de 30,7% em relação ao ano anterior. No médio-longo prazo, a tendência é de aumento das exportações, por conta do esperado incremento na produção nacional. O petróleo exportado foi do tipo pesado (extraído de campos marítimos), pouco FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

12 aproveitado nas refinarias nacionais, que foram projetadas para processar óleo leve (de grau API maior que 31,1). Em 2014, o percentual exportado pode diminuir com o processamento de óleo pesado da Bacia de Campos pela refinaria Abreu e Lima (Pernambuco). 2.7 Dependência Externa de Petróleo Brasil ( ) Dependência Externa de Petróleo e Derivados (milhões bep) dez/12 Jan-dez/12 dez/13 Jan-dez/13 Produção de Petróleo (a) 67,5 780,9 67,7 764,7 Imp. Líq. de Petróleo (b) -13,7-98,0-8,8 0,4 Imp. Líq. de Derivados (c) 1,8 58,1 5,9 83,0 Consumo Aparente (d) = (a+b+c) 55,6 741,0 64,8 848,1 Dependência Externa (e) = (d-a) -12,0-39,9-2,9 83,4 Dependência Externa (%) (e)/(d) -21,5-5,4-4,5 9,8 Fonte: ANP, elaboração FIEB/SDI Em dezembro de 2013, o Brasil exportou mais que importou, resultando numa importação líquida (importações menos exportações) negativa de 8,8 milhões de barris de petróleo, equivalentes a 13% da produção nacional. No mesmo mês, a dependência externa foi negativa de 2,9 milhões de barris, equivalentes a -4,5% do consumo nacional de petróleo. Em 2013, registrou-se uma dependência externa de petróleo e derivados acentuada de 9,8%, por conta do aumento do consumo de derivados e a estagnação da produção. 2.8 Produção Nacional de Gás Natural ( ) Produção Nacional de Gás Natural ( ) (em milhões m³) Fonte: ANP; elaboração FIEB/SDI. FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

13 Balanço do Gás Natural no Brasil (mil m³/dia) Produção Nacional¹ Reinjeção Queimas e Perdas Consumo Próprio = Produção Nac. Líquida Importação = Oferta ¹ Não inclui Gás Natural Liquefeito Fonte: ANP, elaboração FIEB/SDI Média em dez/2012 Média do período jan-dez/2012 Média em dez/2013 Média do período jan-dez/2013 A produção brasileira de gás natural cresceu progressivamente durante 2012 e 2013 (vide o gráfico 2.8). Tendo em conta o balanço do gás natural no país, verifica-se que a sua oferta no Brasil alcançou a média de 84,7 milhões m 3 /dia em dezembro de 2013, contabilizando queda 7,1% em relação ao registrado em igual mês do ano anterior. Em 2013, a oferta média diária de gás natural cresceu 18,3% em relação ao verificado no ano anterior. 2.9 Produção Baiana de Gás Natural ( ) 310,0 Produção Baiana de Gás Natural ( ) (em milhões m³) 280,0 250,0 220,0 190,0 160,0 130,0 Fonte: ANP; elaboração FIEB/SDI. O volume de gás produzido na Bahia em dezembro de 2013 alcançou 271,3 milhões de m 3 (ou 8,8 milhões de m 3 /dia), registrando leve queda de 4,2% em comparação com dezembro de A produção baiana respondeu por 11,3% da produção brasileira de gás natural em FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

14 3. LOGÍSTICA 3.1 Movimentação de Passageiros no Aeroporto Internacional de Salvador-BA ( ) Bahia: Movimentação de Passageiros no Aeroporto Internacional de Salvador ( ) (em mil) Fonte: Infraero; elaboração FIEB/SDI. Em janeiro de 2014, a movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de Salvador caiu 1,8% em comparação com o registrado em igual mês de No período, a movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de Salvador alcançou 835,7 mil passageiros, equivalentes a 6,5% do movimento nos aeroportos do país. 3.2 Movimentação de Cargas no Porto de Salvador-BA ( ) Bahia: Movimentação de Cargas no Porto de Salvador ( ) (em mil toneladas) Fonte: CODEBA; elaboração FIEB/SDI. Em dezembro de 2013, a movimentação de cargas no porto de Salvador apresentou alta de 22,2% em comparação com igual período do ano anterior. Em 2013, verificou-se um acréscimo de 8,7% em comparação com 2012, alcançando o montante de 4 milhões de toneladas, sendo: 5% de carga geral, 12,4% de granel sólido, 81,8% de carga conteinerizada e 0,9% de produtos líquidos. FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

15 3.3 Movimentação de Contêineres no Porto de Salvador-BA ( ) Bahia: Movimentação de Contêiner no Porto de Salvador ( ) (em mil TEUs) 0 Fonte: CODEBA; elaboração FIEB/SDI. A movimentação de contêineres no porto de Salvador, em dezembro de 2013, registrou alta de 21,1%, em comparação com igual período do ano anterior. Em 2013, acumulou o montante de 266,3 mil TEUs, contra 255,4 mil TEUs movimentados no mesmo período do ano anterior, registrando crescimento de 4,3%. 3.4 Movimentação de Carga Sólida no Porto de Aratu-BA ( ) 250 Bahia: Movimentação de Granel Sólido no Porto de Aratu ( ) (em mil toneladas) Fonte: CODEBA; elaboração FIEB/SDI. Em dezembro de 2013, registrou alta de 53,8%, em comparação com o mesmo mês de Entretanto, em 2013, a movimentação de granel sólido no porto de Aratu alcançou o volume de 1,6 milhão de toneladas, registrando queda de 5,4% em comparação com FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

16 3.5 Movimentação de Carga Líquida no Porto de Aratu-BA ( ) 500 Bahia: Movimentação de Carga Líquida no Porto de Aratu - Bahia ( ) (em mil toneladas) Fonte: CODEBA; elaboração FIEB/SDI. A movimentação de carga líquida no porto de Aratu, em dezembro de 2013, registrou queda de 14,5%, em comparação com igual mês do ano anterior. Em 2013, alcançou 3,7 milhões de toneladas, registrando incremento de 4,1% em relação a Movimentação de Carga Gasosa no Porto de Aratu-BA ( ) 60 Bahia: Movimentação de Carga Gasosa no Porto de Aratu - Bahia ( ) (em mil toneladas) Fonte: CODEBA; elaboração FIEB/SDI. Em dezembro de 2013, a movimentação de carga gasosa no porto de Aratu alcançou 55,6 mil toneladas contra 53,7 mil registradas em igual período do ano anterior. Em 2013, acumulou o montante de 477,9 mil toneladas, contra 519,4 mil toneladas registradas no mesmo período de 2012 (-8%). FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

17 3.7 Movimentação de Carga nos Terminais de Uso Privativo da Bahia ( ) 3,0 Bahia: Movimentação de Cargas nos Terminais de Uso Privativo( ) (em milhões toneladas) 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Fonte: CODEBA; elaboração FIEB/SDI. Em referência à movimentação de carga nos terminais de uso privativo (TUPs), em dezembro de 2013, registrou-se queda de 10,7% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No ano, acumulou a movimentação de 25,4 milhões toneladas, registrando alta de 12,5% em comparação com FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

18 4. ACOMPANHAMENTO DAS CONCESSÕES RODOVIÁRIAS NA BAHIA BR 116/BR km investimento previsto da ordem de R$ 2,2 bilhões, num prazo de concessão de 25 anos. A cobrança nas 5 praças de pedágio da BR-116 foi iniciada em 07/12/2010 e em 28/12/2010 na praça de Amélia Rodrigues (BR 324). A última praça de pedágio, Simões Filho (BR 324), teve as operações autorizadas pela Resolução Nº 3.697/11, da ANTT, de 20 de julho de De acordo com o consórcio ViaBahia, os investimentos realizados até fevereiro de 2014 somam o montante de aproximadamente R$ 700 milhões, cumprindo a etapa contratual dos Trabalhos Iniciais, cujas obras focaram na restauração do pavimento, proteção e segurança, obras-de-arte especiais, drenagem/obras-de-arte correntes, terraplenos e estruturas de contenção, canteiro central e faixa de domínio, sistemas elétricos e de iluminação. A etapa de Recuperação está em curso, com obras e serviços que têm o objetivo de restabelecer as características originais existentes nos diversos elementos do sistema rodoviário. Os trabalhos desta fase deverão estender-se até o 5º ano do prazo da concessão (2014). Destaca-se a execução das obras de duplicação da BR-116 e do Contorno Sul do Anel Viário de Feira de Santana, num investimento da ordem de R$ 280 milhões. Essas rodovias são em pista simples e passarão a oferecer pistas duplas de duas faixas por sentido, acostamento e faixas de segurança. Os dois segmentos da duplicação, BR-116 e o Contorno Sul de Feira de Santana, totalizam cerca de 80 quilômetros de extensão, cruzando os municípios de Feira de Santana, Antônio Cardoso, Santo Estevão e Rafael Jambeiro. Uma questão estrutural a ser considerada é que, embora a ANTT e o Consórcio ViaBahia considerem que a capacidade de tráfego do trecho Salvador-Feira da BR 324 esteja adequada ao atual fluxo de veículos, verificam-se grandes congestionamentos na via, especialmente em feriados prolongados. Alega-se que os problemas de congestionamentos se devem, em grande medida, aos acessos/cruzamentos urbanos com a rodovia, especialmente entre Salvador e Simões Filho. O fato é que, pelo contrato de concessão, o trecho entre Salvador e Feira da BR 324 (108 km) terá faixas adicionais quando alcançar um VMD (volume médio diário) de 70 mil veículos. Segundo informe da ANTT, o atual VMD seria da ordem de 45 mil veículos. No entanto, a agência reguladora ressalta que é possível haver alteração no contrato com inclusão de novas obras/ampliações, desde que se promova um reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, o que encareceria o pedágio cobrado. Resumo da concessão BR324/116 para o período de outubro de 2009 a fevereiro de 2014, segundo informações da ViaBahia: Aplicação de mais de 370 mil toneladas de asfalto; Recuperação de cerca de 380 quilômetros de rodovias; Aplicação de 2,3 milhões de metros quadrados de microrrevestimento asfáltico; Retirada de mais de 64 mil metros cúbicos de asfalto (fresagem); Recuperação de iluminação; Implantação de mais de 68 mil metros de drenos de pavimento; Recuperação e desobstrução de dispositivos de drenagem; Obras de contenção de taludes, para garantir a estabilidade do terreno; Construção de 15 Bases de Atendimento ao Usuário (Bases SAU); Construção de 01 Centro de Controle Operacional (CCO); Construção de 01 Prédio Administrativo / Posto de fiscalização da ANTT; FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

19 Instalação de mais de 70 mil metros lineares de defensas metálicas em trechos críticos das rodovias; metros quadrados de sinalização vertical implantada; metros quadrados de sinalização vertical recuperada; Um milhão de metros de sinalização horizontal implantada (pintura de faixas); 184 quilômetros de acostamentos pavimentados (mais de 61 quilômetros na BR-324); Reciclagem de outros 150 quilômetros de acostamentos; Construção da passarela do Makro (quilômetro 617 da BR-324) Construção da passarela de Menino Jesus; Construção da passarela de Simões Filho; 16 viaturas de inspeção de tráfego; 11 guinchos leves; 04 guinchos pesados; 02 unidades de suporte avançado (ambulâncias UTI); 13 unidades de resgate; 04 caminhões-pipa para combate a incêndio; 03 caminhões de apreensão de animal; 05 veículos de segurança viária; Entrega de uma frota de 26 viaturas, para a Polícia Rodoviária Federal (PRF); Reforma de dois postos da PRF e construção de uma nova base na BR-116 sul; R$ 53 milhões ISS pago aos municípios até 2013; Instalação do Sistema Inteligente de Transporte (ITS, sigla em inglês), que conta com equipamentos de monitoração e sensoriamento do tráfego, como os sistemas de controle de velocidade (15 radares fixos), 07 contadores eletrônicos de tráfego, 01 estação meteorológica e um circuito fechado de TV (CFTV) com 32 câmeras. Concessão das BRs Prazo: 25 anos Data de assunção das rodovias pela ViaBahia: 20/10/2009 Etapas Descrição - objetivos Prazo Status 1 Trabalhos Iniciais 2 Recuperação 3 Manutenção 4 Conservação Precisa eliminar problemas emergenciais que impliquem riscos pessoais e materiais iminentes, equipando o Sistema Rodoviário com requisitos mínimos de segurança e conforto aos usuários. Tem por objetivo o restabelecimento das características originalmente existentes nos diversos elementos do Sistema Rodoviário. Intervenções com o objetivo de recompor e aprimorar as características técnicas e operacionais da rodovia, ou prevenir que sejam alcançados níveis indesejados, podendo envolver ações de reabilitação ou restauração de partes da rodovia. Operações rotineiras e de emergência realizadas com o objetivo de preservar as características técnicas e físico-operacionais da rodovia e das instalações da concessionária. Até o 6º (sexto) mês do Prazo da Concessão, mas depende de vistoria e aceitação pela ANTT. Após a conclusão dos Trabalhos Iniciais até o final do 5º (quinto) ano do Prazo da Concessão. Após a fase de Recuperação até o final do Prazo da Concessão Após a conclusão dos Trabalhos Iniciais até o final do Prazo da Concessão. Trabalhos considerados concluídos pela ANTT Em curso Em curso Em curso 5 Monitoração Atuará em nível gerencial, especialmente sobre as atividades de Manutenção de seus elementos físicos e as ações de gerenciamento operacional e administrativo, permitindo a definição de programação das intervenções necessárias, de modo a manter as condições do Sistema Rodoviário dentro dos padrões estabelecidos. Após a conclusão dos Trabalhos Iniciais até o final do Prazo da Concessão. Em curso Fonte: ANTT Observação: a inclusão de obra nova ou melhorias não previstas inicialmente no PER ensejarão reequilíbrio do contrato. FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

20 Obras previstas no PER (Programa de Exploração Rodoviária) - Edital de Concessão nº 001/2008 Passarelas BR-324 e BR-116: 41 passarelas Melhorias BR 324 e BR 116: - Implantação de Vias Laterais: 10,0 km. - Implantação Acesso: 34 unidades. - Interseção Tipo Trevo: 32 unidades. - Duplicação: 83,7 km (BR-116 Feira de Santana Rio Paraguaçu). - Interseção com Linha Ferroviária no Município de Itatim. - Recuperação da Ponte Cândido Sales. - Iluminação: 10 km na BR-324 e 65 km na BR-116. Duplicações Condicionadas: BR VDM = : implantação de 3ª. Faixa no segmento correspondente. BR VDM = : implantação de 4ª. Faixa no segmento correspondente. - VDM = 6.500: duplicação do segmento correspondente. 7 praças de pedágio 2 BR (tarifa básica = R$ 1,70) 5 BR (tarifa básica = R$ 3,10) FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

21 FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

22 Sistema BA km investimento previsto de R$ 1,7 bilhão, num prazo de concessão de 25 anos. Será realizada a cobrança em cinco praças de pedágio, sendo duas na BA -093 (Mata de São João e Simões Filho), uma na BA-524 (Canal de Tráfego) em Candeias, outra na BA-535 (Via Parafuso) em Camaçari, e a última em Salvador, na BA-526 (CIA-Aeroporto). A Concessionária Bahia Norte (Consórcio Invepar-Odebrecht) declara ter realizado investimentos superiores a R$ 540 milhões, em obras de restauração e ampliação, e na operação das rodovias, em três anos de concessão. A concessionária realiza as obras de restauração definitiva das rodovias, que contempla a duplicação de 53 km de estradas e a restauração definitiva do pavimento. A duplicação da CIA/Aeroporto está concluída e a rodovia já tem novo pavimento asfáltico em todos os seus 14 quilômetros de extensão. A Bahia Norte também já instalou 4 passarelas definitivas nessa rodovia, na altura de Bairro Novo, em Cassange, Capelão e Nova Esperança. As rodovias BA-524 (Canal de Tráfego, que liga o Polo de Camaçari ao Porto de Aratu) e BA-512 (ligação entre a BA-093 e o município de Camaçari) também estão completamente restauradas e com nova sinalização. As obras de duplicação da Via Parafuso (BA-535) estão bastante avançadas, com cerca de 80% de vias duplicadas e asfalto novo. Foi construído um complexo viário entre a BA-526 e BA-535 para facilitar o fluxo de veículos que utilizam a CIA/Aeroporto e a Via Parafuso em direção aos polos industriais, Ceasa, Porto de Aratu e municípios da Região Metropolitana de Salvador. Outro sistema viário foi construído sobre a antiga rotatória de Simões Filho, também na rodovia BA-526 (CIA Aeroporto), e é composto por quatro grandes alças que permitem ao motorista fazer retornos em pistas de mão única e seguir em diversas direções, como o Complexo Industrial de Aratu (CIA), Ceasa, BR-324 e Salvador. FIEB SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL FEVEREIRO

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