O IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA E SUA VIABILIDADE CONSTITUCIONAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA E SUA VIABILIDADE CONSTITUCIONAL"

Transcrição

1 O IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA E SUA VIABILIDADE CONSTITUCIONAL Emmanuella Magro Denora 1 Fernando Henrique Tozzatto de Almeida 2 RESUMO O Imposto de Renda Pessoa Física, como um dos mais importantes em se tratando tanto da incidência na vida de cada brasileiro bem como aos cofres da União, possui princípios constitucionais orientadores de sua instituição. Tendo em consideração o fato de sermos uma sociedade plural, com cidadãos diversos e que auferem rendas e/ou proventos também de modo diverso, em busca da realização do princípio da capacidade contributiva e de uma justiça fiscal eficaz, são trazidos neste texto os pontos de incidência na regra-matriz daquilo que individualiza tal tributo e o modo com que a progressividade é atualmente aplicada. PALAVRAS-CHAVE: Imposto de Renda Pessoa Física. Progressividade. Capacidade Contributiva. ABSTRACT The Individual Income Tax, as one of the most important when it comes of both impact on the life of each and every Brazilian as well as to the coffers of the Union has constitutional guiding principles of their institution. Considering the fact that we are a plural society, with many citizens which has its incomes and / or proceeds also in a different way, tsearching the achievement of the contribution capacity and an effective justice tax, bringing in this paper the points and on rule-array that individualizes the Individual Income tax and the way that progressivity is currently applied. KEY-WORDS: Individual Income Tax. Progressivity. Contribution Capacity. 1 INTRODUÇÃO O Imposto de Renda de Pessoa Física é provavelmente o tributo mais conhecido nacionalmente, não somente pela sua constante exposição por intermédio dos meios de comunicação em massa, mas principalmente por ser tão 1 Advogada inscrita na OAB/PR n ; bacharel em Direito pela UEL Universidade Estadual de Londrina; pós-graduada em Direito do Estado ênfase em Direito Tributário, pela UEL Universidade Estadual de Londrina. 2 Economista inscrito no CORECON/PR n. 7627; bacharel em Ciências Econômicas pela UEL Universidade Estadual de Londrina; Acadêmico de Direito na UNOPAR Universidade Norte do Paraná.

2 incisivo de modo direto na vida dos cidadãos brasileiros (a classe média que o diga!). Objetivamos nestas breves linhas um apanhado sucinto e esclarecedor na medida de nossas limitações acadêmicas sobre o tema, discorrendo focadas em especial nos princípios que regem o IRPF. À guisa de curiosidade, o Imposto de Renda da forma que o conhecemos, incidindo sobre a renda total do contribuinte, nasceu em 1922, através da Lei de Orçamento de 31 de dezembro, sofrendo mutações com a Lei Orçamentária de 31 de dezembro de 1923, devido à dificuldade de arrecadação do mesmo. A progressividade então foi instaurada por meio de alíquotas diferenciadoras incidentes no quantum de renda anual percebido pelo contribuinte e hoje observamos que é um imposto importantíssimo para a União. É forçoso que desde já salientemos que se trata de um imposto também muito importante na vida de cada contribuinte e, por esta razão, deve satisfazer tanto a necessidade pública como a do particular, desde que respeitados os princípios constitucionais que norteiam sua aplicação, pelo quê, nos é permitido afirmar que aos que mais possuem, maior deve ser o encargo de incidência do IRPF, e aos mais humildes, até mesmo a isenção é cabível. 2 DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA O chamado IR é o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, conforme o inc. III do art. 153 da Constituição Federal, e é ela que nos norteia sobre os critérios para a imposição do tributo aqui estudado, a qual no 2º do mesmo artigo diz claramente que o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, conforme legislação. De pronto já nos é mostrado que o constituinte, na busca da tão sonhada justiça social e contaminado pelo espírito democrático que inflava todos os pulmões em 1988, e também reconhecendo a possibilidade de abusos por parte do legislador infraconstitucional, quis limitar a liberdade do mesmo, visando garantias mínimas.

3 Expliquemo-nos elucidando os princípios. Quando a generalidade é trazida à tona, devemos compreender que o imposto alcança todas as pessoas que se enquadrem no critério pessoal da regramatriz, quedando proibido qualquer espécie de privilégio e/ou discriminação que já não façam parte das isenções admitidas tendo em vista princípios gerais e intocáveis como os da igualdade e o da capacidade contributiva, norteadores de nossa sociedade e que buscam, por meio de sua aplicação efetiva e crítica, o reconhecimento das desigualdades e também evitar que o mínimo vital para uma sobrevivência digna seja tomado do mais humilde. A universalidade no Imposto de Renda da Pessoa Física nos comunica que o mesmo deve alçar sua influência a todos os ganhos e lucros que o contribuinte, tanto em terra brasilis como no exterior (respeitando a não bitributação), obtiver. Lembrando mais uma vez que estes princípios são subsidiários do interesse público e da capacidade contributiva, admitindo isenções e regras imunizatórias desde que se enquadrem nas disposições constitucionais que obedecem a valores e interesses de nossa nação. Não se pode diferenciar os rendimentos, eles devem ser considerados em seu todo (do contrário então estaria disposto como imposto sobre rendimentos ), no período determinado em lei, sob um mesmo tratamento fiscal. É dizer: não cabe diferenciação de alíquotas ou bases de cálculo se no mesmo sujeito passivo ao declarar seu IR. Logo, a tributação ocorre em cima da renda global, tudo o que acresceu em seu patrimônio no espaço de tempo fixado deve ser declarado e considerado. Nas palavras de Carrazza 3, noutros dizeres, o IR não pode ser seletivo em função da natureza do rendimento auferido. Neste sentido, o critério da universalidade contrapõe-se ao da seletividade 4. Falemos então sobre a progressividade. De pronto salientamos que este princípio não equivale à proporcionalidade. A proporcionalidade é obtida quando apenas uma alíquota é aplicada na base de cálculo, então, se o Imposto de Renda fosse proporcional, todos os pagantes suportariam um mesmo quantum, o que desequilibraria as finanças dos de renda mínima. A progressividade, por sua vez, possui alíquotas variantes de modo gradual, sendo elevadas conforme se eleva a base de cálculo. Seu mote é a justiça fiscal, tributando os mais abastados de modo 3 CARRAZZA, R. A. Imposto sobre a renda Perfil Constitucional e Temas Específicos. 2.d. São Paulo: Malheiros, 2006, p Basicamente, o princípio da seletividade faz com que alíquotas de determinados tributos variem conforme sua essencialidade. É deveras útil quando falamos de IPI, mas não cabe no IR.

4 a não confiscar a renda dos mais necessitados, nem tornar ínfimo o imposto àqueles de rendas fartas. Deste modo, os de parco rendimento podem ser com garantia constitucional até mesmo isentados do pagamento aos cofres da União, uma vez que seu ganho garante apenas um mínimo vital (aos assalariados mínimos esse mínimo é realmente mínimo, talvez até miserável). 2.1 DA PROGRESSIVIDADE Exposta a principiologia orientadora deste texto, voltemos nossa atenção ao tema da progressividade. Como supracitado, é ela a garantidora da não confiscatoriedade 5 e da igualdade em nosso Estado. O art. 153, 2º, inc. I da Constituição Federal é de norma cogente, ou seja, é obrigatório. À lei infraconstitucional cabe a regulamentação do modo como se aplicará a progressividade. A imprensa desavisada (talvez um desaviso proposital) se apraz noticiando a barbaridade que é nossa carga tributária (não que não seja) e por muitas vezes cair na demagogia simplista em se falando de algo tão sério como é o Imposto de Renda, se olvida de alguns detalhes necessários para o entendimento razoável do tema. Comentemos então. No que tange ao IR Pessoa Física no Brasil, existem duas categorias de contribuintes: a) a categoria dos submetidos à alíquota de 15%; e b) os regidos pela alíquota de 27,5%, variando conforme o total de rendimentos líquidos auferidos. À primeira vista nos parece que a progressividade, mediante apenas duas faixas de alíquotas (exclusão óbvia dos isentos) não é observada. Todavia, o que ocorre não é a mera aplicação destas alíquotas nominais à base de cálculo. No momento da declaração do Imposto há um outro fator e esse sim é determinante neste caso chamado parcela a deduzir. Quando se conjuga a base de cálculo, a alíquota e a parcela a deduzir, defrontamo-nos com alíquotas nominais efetivas. 5 Como veremos adiante, é também um princípio constitucional tributário a não confiscatoriedade do particular pelo Estado.

5 A atual tabela é a seguinte, considerando o salário percebido no mês: Faixas Salário (R$) Alíquota Imposto Redutor Até R$ 1.313,69 DeR$ 1.313,70 à R$ 2.625,12 De R$ 2.625,13 em diante Imposto efetivo Alíquota efetiva R$ 380,00 0,00% R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 0,00% R$ 600,00 0,00% R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 0,00% R$ 900,00 0,00% R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 0,00% R$ 1.200,00 0,00% R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 0,00% R$ 1.300,00 0,00% R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 0,00% R$ 1.500,00 15,0% R$ 225,00 R$ 197,05 R$ 27,95 1,86% R$ 1.800,00 15,0% R$ 270,00 R$ 197,05 R$ 72,95 4,05% R$ 2.100,00 15,0% R$ 315,00 R$ 197,05 R$ 117,95 5,62% R$ 2.400,00 15,0% R$ 360,00 R$ 197,05 R$ 162,95 6,79% R$ 2.700,00 27,5% R$ 742,50 R$ 525,19 R$ 217,31 8,05% R$ 3.000,00 27,5% R$ 825,00 R$ 525,19 R$ 299,81 9,99% R$ 3.500,00 27,5% R$ 962,50 R$ 525,19 R$ 437,31 12,49% R$ 4.000,00 27,5% R$ 1.100,00 R$ 525,19 R$ 574,81 14,37% R$ 5.000,00 27,5% R$ 1.375,00 R$ 525,19 R$ 849,81 17,00% R$ 7.000,00 27,5% R$ 1.925,00 R$ 525,19 R$ 1.399,81 20,00% R$ ,00 27,5% R$ 2.750,00 R$ 525,19 R$ 2.224,81 22,25% R$ ,00 27,5% R$ 4.125,00 R$ 525,19 R$ 3.599,81 24,00% R$ ,00 27,5% R$ 5.500,00 R$ 525,19 R$ 4.974,81 24,87% R$ ,00 27,5% R$ 8.250,00 R$ 525,19 R$ 7.724,81 25,75% R$ ,00 27,5% R$ ,00 R$ 525,19 R$ ,81 26,45% R$ ,00 27,5% R$ ,00 R$ 525,19 R$ ,81 26,97% Na qual, exemplificamos: Caio recebe remuneração anual de R$ ,00. Com este montante, ele é submetido a uma alíquota nominal de 27,5%. Deduzirá, ou seja, subtrairá desse valor, R$ 5.584, 20, e em não havendo deduções pessoais 6 a fazer, o valor do imposto a pagar será de R$ 2.091,60, assim a alíquota efetiva é de 7,49%. O caso de Tício é diverso, pois ele recebeu R$ ,00 no ano, e ainda que esteja submetido à mesma alíquota nominal de 27,5% e também deduzirá sem inclusão de deduções pessoais R$ 5.584,20, pagará imposto de R$ ,80, ou seja, a alíquota efetiva é de 20,51%. Uma diferença de 13,02% da primeira hipótese, o que é bastante substancial 7. 6 Tais deduções pessoais são permitidas legalmente dentro de alguns limites, e importam em gastos feitos pelo contribuinte com si mesmo e seus dependentes naquilo que o Estado diz garantir, qual seja: saúde, educação [...]. 7 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário.23.ed. São Paulo: Malheiros, 2007, p (Exemplo adaptado do constante em nota de rodapé n. 75.)

6 É pertinente citar que aos que recebem acima de R$ ,00 anualmente, as alíquotas efetivas passam a ser quase as mesmas. Daí então o fato de que quem realmente é tributado e suporta o ônus da manutenção da res publica é a classe média. A crítica doutrinária é cabível, haja vista que se o número de alíquotas crescesse, o sistema se tornaria menos injusto. Atualmente nossa classe média é submetida a 27,5% de tributação, o que é um valor deveras expressivo e bastante trabalhoso para se arcar. O direito comparado revela-nos que, ainda que em alguns países as alíquotas atinjam os 55%, é apenas uma parcela de pessoas extremamente abastadas que contribuem nestes valores. Algumas deduções com gastos de mantenança da subsistência digna do contribuinte e de seus dependentes são permitidas legalmente, mas conforme bem coloca Carrazza é certo que a legislação autoriza deduções com educação, tratamento de saúde, etc. Sobre bases, porém absolutamente irrealistas. Assim, por exemplo, os valores dedutíveis com educação são extremamente baixos, muito distantes dos gastos usuais numa escola particular de bom nível. No caso das despesas médicohospitalares, não são aceitas deduções com medicamentos, quando é por meio deles que usualmente se alcança a recuperação da saúde, um dos valores prestigiados pelo art. 6º da CF 8. Se a lei não permitir abatimentos das despesas necessárias do contribuinte este imposto tornar-se-ia um simples imposto sobre despesas brutas, e guiados pelo preâmbulo constitucional estamos aptos a dizer que - principalmente o Estado - não se pode impedir que os valores supremos ali apregoados aconteçam. A existência digna de um cidadão deve sempre ser imperativa quando tratamos de tributá-lo. 3 REGRA MATRIZ A regra-matriz de incidência possui um esquematismo formal e que é capaz de absorver o fenômeno do impacto jurídico de todo e qualquer tributo. Seu 8 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário.23.ed. São Paulo: Malheiros, 2007, p.120.

7 esquema lógico, aqui trazido conforme o douto magistério de Paulo de Barros Carvalho 9, é o seguinte: Norma Jurídico Tributária (Njt): é ela a regra-matriz de incidência e esmiuçada implica na Hipótese Tributária (Ht) e que gera o consequente, qual seja, a Consequência Tributária (Cst), também chamada por nós de Relação Jurídica Tributária (Rjt). A Hipótese Tributária equivale ao Critério Material (Cm), ao Critério Espacial (Ce) e ao Critério Temporal (Ct), deste modo: Ht = Cm (v.c). Ce. Ct Em ocorrendo a hipótese trazida na lei, o consequente tributário (Cst) nos dirá quem são os sujeitos da relação jurídica e também o critério quantitativo da obrigação tributária, assim: Cst = Cp (Sa. Sp). Cq (bc. al) Em que: Cp é o critério pessoal, trazendo-nos os sujeitos ativo (Sa) e passivo (Sp); Cq é o critério quantitativo, que nos traz a base de cálculo (bc) e a alíquota (al) do tributo. Neste raciocínio, obtemos a seguinte fórmula: Njt = [ Hjt {Cm.Ce.Ct} Cst {Cp (Sa. Sp). Cq (bc. al) ] Aplicando-a ao caso em questão, extraímos do contido no artigo 153, inciso III, da Carta Magna, e também do artigo 43, incisos I e II, do Código Tributário Nacional, que o critério material (Cm) da norma jurídica do imposto de renda é auferir renda e/ou proventos de qualquer natureza. 9 CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 18.ed. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 358.

8 Como já comentamos supra, o critério espacial é todo o território nacional, obedecido o CTN quando fala dos rendimentos ou renda oriundos do exterior (CTN, art. 43, 2º). O critério temporal é o momento que se considera ocorrido o critério material. Nas hipóteses em que o contribuinte possui seu imposto retido na fonte, o critério temporal é mensal, marcado da data do recebimento da renda ou provento, nos demais casos, o momento é verificado no instante em que a pessoa física auferiu renda, sendo então declarado todos os momentos do decorrer do anocalendário. Para obtermos o critério pessoal, tanto ativo como passivo, recorremos à Constituição, e assim, no artigo 150, inc. III, ela nos esclarece que o sujeito ativo, aquele que receberá o imposto, é a União (é a Secretaria da Receita Federal o órgão arrecadador e fiscalizador deste tributo). O sujeito passivo, neste caso, é a pessoa física que aufere renda e/ou proventos de qualquer natureza. Lembremo-nos de que no Código Tributário Nacional consta o art. 45, o qual fala da figura do responsável, porém é situação de substituto, pois o pagador retém na fonte um valor que por sua vez, ainda que seja a título de imposto, o faz subtraindo da remuneração do empregado. No que tange ao critério quantitativo, assim o define Paulo de Barros 10 : é o grupo de notícias informativas que o intérprete obtém da leitura atenta aos textos legais, e que lhe faz possível precisar, com segurança, a exata quantia devida a título de tributo. Ele é sempre explícito casando-se a base de cálculo e a alíquota, chamado pelo autor de binômio diferenciador dos tributos 11. A alíquota é um componente aritmético, disposta por intermédio de lei, a qual, multiplicada à base de cálculo nos dará o quantum debeatur do sujeito passivo ao sujeito ativo. No caso do Imposto de Renda da Pessoa Física, a base de cálculo será, conforme a Lei n /1995, disposta em seu artigo 8º, a diferença entre a soma dos rendimentos tributáveis recebidos durante o ano-calendário, exceto os isentos, não tributáveis, tributáveis exclusivamente na fonte ou sujeitos à tributação definitiva, e as deduções permitidas pela legislação. 10 CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 18.ed. São Paulo: Saraiva, 2007, p Ibidem., p. 339.

9 As despesas permitidas para se deduzir no Imposto aqui comentado (aquelas referentes à saúde e educação, dentre outras) inserem-se na base de cálculo. As isenções dão-se no plano de legislação ordinária, como mostrado na tabela supra, sua hipótese de incidência. Conclui-se do até agora exposto que o princípio da progressividade, como corolário do princípio da igualdade e da capacidade contributiva é efetivado por meio da alíquota e da base de cálculo, é neste ponto da regra-matriz que podemos diferenciar os contribuintes, e é de importância notar que decorre do princípio federativo do qual faz uso a República instaurada em PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA Reza-nos a primeira parte do artigo 145 da Magna Carta, 1º que sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte [...]. Diante deste dispositivo constitucional, salta às vistas que os impostos e a capacidade contributiva devem caminhar sempre de mãos dadas. Em suma, aos sujeitos passivos dos impostos é necessário que consigam suportar a carga econômica estabelecida pelo Estado. A ideia de justiça fiscal está implícita na manutenção da coisa pública, e tal princípio encontra suporte no princípio da igualdade, uma vez que devemos tratar os iguais como tais e diferenciar os diferentes para que estes se encontrem num patamar de igualdade. É dizer que em matéria de Imposto de Renda de Pessoa Física (e demais impostos, evidente, mas aqui o foco é o IRPF) o legislador deve ter em mente que os que mais têm devem pagar mais. Não seria justo e nem jurídico desconsiderar isso. Conforme Carrazza nos ensina os impostos, quando ajustados à capacidade contributiva, permitem que os cidadãos cumpram, perante a comunidade, seus deveres de solidariedade política, econômica e social. Os que pagam este tipo de exação devem contribuir para as despesas públicas não em razão daquilo que recebem do Estado, mas de suas potencialidades econômicas. Com isso, ajudam a remover os obstáculos de ordem

10 econômica e social que limitam, de fato, a liberdade dos menos afortunados 12. As alíquotas devem variar para mais conforme forem aumentando suas bases de cálculo, para que ocorra um desenvolvimento gradual e a progressividade tão falada no início deste trabalho ocorra de fato. Este é o melhor modo de alcançar a igualdade tributária, e de algum modo permite que o Estado disfarce as desigualdades sociais tão absurdas entre os habitantes de nosso país. Se as alíquotas são fixas, as diferenças sociais são agravadas, já que tratam de modo igual contribuintes diferentes, contributivamente falando. Aqui é um caso de discriminação permitida em vias constitucionais, pronto que o faz na medida de suas desigualdades. Evidentemente o princípio da capacidade contributiva não é uma mera recomendação, é uma ordem superior que deve a todo custo (se sempre que possível, ou seja, sempre) ser obedecida. 4.1 PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E PRINCÍPIO DA NÃO-CONFISCATORIEDADE O princípio da não-confiscatoriedade lembra ao legislador que ele deve ter equilíbrio na quantificação dos tributos, porque veda a ele obrigar o particular a colaborar com os gastos públicos além de sua capacidade econômica. Quando há confisco, as pessoas políticas expropriam bens privados, incidindo, pois, nas fontes produtoras de riqueza do contribuinte, deste modo, ao proibir tal atitude pública, reforça a Constituição Federal que os cidadãos brasileiros possuem o direito de propriedade. Daqui decorrem as deduções que a lei permite, que são elaboradas no critério quantitativo, mais exatamente na base de cálculo do imposto incidente sobre a renda e/ou proventos de qualquer natureza da pessoa física, satisfatórias do mínimo vital, correspondente às necessidades básicas do contribuinte e seus dependentes. 12 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário.23.ed. São Paulo: Malheiros, 2007, p. 87.

11 Determinar de modo genérico o que seria confisco é impossibilitado, dado que cada caso é um caso e isso faz com que a pessoalidade ocorra. O caso concreto, quando levado em conta os princípios da igualdade da capacidade contributiva, da função social da propriedade e da dignidade da pessoa humana, é que nos esclarecerá se o fato possui ou não caráter confiscatório. Deste modo, acreditamos que tal princípio é corolário do princípio da capacidade contributiva, devido a que, ao se criar as alíquotas para o imposto de renda, não pode a lei determinar algo que vá além de suas possibilidades econômicas, impelindo o cidadão a se desfazer de propriedades para entregar em nome da República. 5 CONCLUSÃO Expusemos aqui que o Imposto de Renda Pessoa Física é importantíssimo para a manutenção das finanças da União, e que só é legítimo quando respeitados os princípios da capacidade contributiva, da generalidade, da universalidade e da progressividade. Focamo-nos neste último devido o fato de que em nossa atual legislação tributária referente ao tema possuímos apenas duas alíquotas de diferenciação e que, se vista grosso modo, conjugando a ela apenas a base de cálculo, realmente não estaremos cumprindo o disposto constitucionalmente. Para que se efetue uma real progressividade, preocupada com os ditames de uma sociedade mais justa em matéria fiscal, devemos ter como auxiliadoras as deduções. Desde as parcelas a deduzir estabelecidas em lei às deduções permitidas por ela, quando são abatidos gastos com as necessidades básicas de manutenção da dignidade da pessoa humana. O contribuinte deduz gastos referentes ao bem-estar mínimo seu e de seus dependentes, e considera-se de flagrante inconstitucionalidade limitações impostas hodiernamente a estes dispêndios. Cabe a nós, operadores do Direito, a luta pela observância da Constituição Federal, conquistada por intermédio de muito esforço pela instauração democrática. Ainda devemos observar que o Estado que desenhamos constitucionalmente é um Estado grande e forte, provedor de muito, logo, um Estado

12 Social. E um Estado Social exige gordas arrecadações para que seus fins sejam cumpridos. É dever de todo cidadão brasileiro cuidar destes investimentos, fiscalizando e manifestando sua opinião, e para tanto, necessita-se informação. REFERÊNCIAS CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. 23.ed. São Paulo: Malheiros, Imposto sobre a Renda perfil constitucional e temas específicos. 2.ed. São Paulo: Malheiros, CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 18.ed. São Paulo: Saraiva, COSTA, Regina Helena. Imposto de Renda e Capacidade Contributiva. R.CEJ, Brasília, n.22, p.25-30, jul./set Disponível em < >. Acesso em: 07 nov FREITAS, Juliane Almudi de. O Princípio da Capacidade Contributiva Sob a Ótica do Imposto de Renda da Pessoa Física. Revista de Direito Público, Londrina, v.2, n.2. p , maio/ago Disponível em < 5D%5B2%5D.pdf>. Acesso em: 07 nov

Tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) tem de ser reajustada em 46,84%

Tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) tem de ser reajustada em 46,84% Tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) tem de ser reajustada em 46,84% A correção de 8% na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), válida a partir de 1º de fevereiro de 2006, não

Leia mais

IRPF Imposto de Renda da. Nathália Ceia Março 2011

IRPF Imposto de Renda da. Nathália Ceia Março 2011 IRPF Imposto de Renda da Pessoa Física Nathália Ceia Março 2011 Programa Aula 1 1. Princípios Gerais 2. Fato Gerador 3. Características 4. Contribuinte e Responsável Programa Aula 2 5. Alíquotas e Formas

Leia mais

Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira

Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Nota Técnica n.º 8, de 2015. Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Subsídios acerca da adequação orçamentária e financeira da Medida Provisória nº 670, de 10 de março de 2015. Núcleo da Receita

Leia mais

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o art.195, CF, comentando os seus principais parágrafos, para fins de concurso público! Alberto Alves www.editoraferreira.com.br 1º As

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 TRIBUTO Definido no artigo 3º do CTN como sendo toda prestação pecuniária compulsória (obrigatória), em moeda ou cujo valor

Leia mais

Guia de Declaração de IRPF 2011. Ano-calendário 2010. Previdência. IR 2010 Prev e Cp_v2

Guia de Declaração de IRPF 2011. Ano-calendário 2010. Previdência. IR 2010 Prev e Cp_v2 Guia de Declaração de IRPF 2011 Ano-calendário 2010 Previdência IR 2010 Prev e Cp_v2 Quem é obrigado a declarar? Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda referente

Leia mais

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas)

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) 1) O que é tributo? Considerando a classificação doutrinária que, ao seguir estritamente as disposições do Código Tributário Nacional, divide os tributos em "impostos",

Leia mais

Institui a chamada isonomia horizontal para que as pessoas que estejam na mesma situação, sejam tratadas de forma similar.

Institui a chamada isonomia horizontal para que as pessoas que estejam na mesma situação, sejam tratadas de forma similar. Princípio da Isonomia Tributária Primeiramente, cabe demarcar toda a difícil compreensão do princípio isonomia no Direito, vez que a mera sintetização tratamento pela igualdade, demanda a estipulação de

Leia mais

IMPOSTO SOBRE A RENDA

IMPOSTO SOBRE A RENDA IMPOSTO SOBRE A RENDA CAIO AUGUSTO TAKANO MESTRANDO EM DIREITO ECONÔMICO, FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO USP ESPECIALISTA EM DIREITO TRIBUTÁRIO IBET PROFESSOR-ASSISTENTE DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DO IBDT TRIBUTAÇÃO

Leia mais

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Direito nas organizações Promover uma visão jurídica global do Sistema Tributário Nacional, contribuindo para a formação do

Leia mais

A APLICAÇÃO DO REGIME DE CAIXA NA APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE AS VERBAS PAGAS A DESTEMPO, ACUMULADAMENTE, POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL

A APLICAÇÃO DO REGIME DE CAIXA NA APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE AS VERBAS PAGAS A DESTEMPO, ACUMULADAMENTE, POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL A APLICAÇÃO DO REGIME DE CAIXA NA APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE AS VERBAS PAGAS A DESTEMPO, ACUMULADAMENTE, POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL Nelson Yoshiaki Kato 1 RESUMO: O presente artigo aborda a

Leia mais

Previdência Complementar

Previdência Complementar Cartilha Previdência Complementar Guia Fácil de Tributação TRATAMENTO TRIBUTÁRIO BÁSICO A primeira informação que deve ser observada na escolha de um plano de previdência que tenha como propósito a acumulação

Leia mais

IMPOSTOS FEDERAIS: II, IE E IPI

IMPOSTOS FEDERAIS: II, IE E IPI IMPOSTOS FEDERAIS: II, IE E IPI CAIO AUGUSTO TAKANO MESTRANDO EM DIREITO ECONÔMICO, FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO USP ESPECIALISTA EM DIREITO TRIBUTÁRIO IBET PROFESSOR-ASSISTENTE DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DO

Leia mais

LEI 11.438, DE 29 DE DEZEMBRO DE

LEI 11.438, DE 29 DE DEZEMBRO DE LEI 11.438, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2006 Dispõe sobre incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo e dá outras providências. * V. Dec. 6.180/2007 (Regulamenta a Lei 11.438/2006).

Leia mais

Em complemento às normas

Em complemento às normas A Nova Sistemática de Tributação dos Planos de Previdência Privada Luca Priolli Salvoni e Mário Shingaki Consultores Tributários do Levy & Salomão Advogados Em complemento às normas editadas no final do

Leia mais

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ALVARO DIAS I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ALVARO DIAS I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2013 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 22, de 2011, do Senador Lindbergh Farias, que autoriza a União a conceder isenção fiscal,

Leia mais

LEI Nº 7.560, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1986

LEI Nº 7.560, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1986 LEI Nº 7.560, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1986 Cria o Fundo de Prevenção, Recuperação e de Combate às Drogas de Abuso, dispõe sobre os Bens Apreendidos e Adquiridos com Produtos de Tráfico Ilícito de Drogas ou

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.438, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2006. Texto compilado Dispõe sobre incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter

Leia mais

Imposto sobre a Renda. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Imposto sobre a Renda. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Imposto sobre a Renda Objetivos O presente curso tem por objetivo apresentar um estudo sobre o Imposto sobre a Renda, características, conceito, competência, fato gerador, sujeito ativo e passivo, base

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 4 - Data 6 de janeiro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF PESSOA FÍSICA. RESIDENTE

Leia mais

UNIOESTE CCET Colegiado de Matemática XXV Semana Acadêmica da Matemática 15 a 19 de Agosto de 2011

UNIOESTE CCET Colegiado de Matemática XXV Semana Acadêmica da Matemática 15 a 19 de Agosto de 2011 UNIOESTE CCET Colegiado de Matemática XXV Semana Acadêmica da Matemática 15 a 19 de Agosto de 2011 Entendendo as mordidas do leão como funciona o cálculo do imposto de renda Profa. Raquel Lehrer Todos

Leia mais

Imposto. Como esse assunto foi cobrado em concurso? A ESAF/AFTE/PA considerou correto: Tem por fato gerador uma situação

Imposto. Como esse assunto foi cobrado em concurso? A ESAF/AFTE/PA considerou correto: Tem por fato gerador uma situação Imposto 1. IMPOSTO O imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16, do CTN). Como esse assunto

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.438, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2006. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 89 - Data 24 de março de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ ADMINISTRADOR EMPREGADO.

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2012

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2012 PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2012 (Do Sr. Vaz de Lima) Altera os Anexos da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, para permitir o abatimento de parcela dedutível do valor devido mensalmente

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.438, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2006. Dispõe sobre incentivos e benefícios para fomentar as atividades de caráter desportivo e

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 297, DE 2006

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 297, DE 2006 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 297, DE 2006 Inclui as doações aos Fundos controlados pelos Conselhos de Assistência Social na permissão para dedução do imposto de renda devido pelas pessoas físicas e jurídicas.

Leia mais

http://www.receita.fazenda.gov.br/prepararimpressao/imprimepagina.asp

http://www.receita.fazenda.gov.br/prepararimpressao/imprimepagina.asp Page 1 of 7 Instrução Normativa SRF nº 213, de 7 de outubro de 2002 DOU de 8.10.2002 Dispõe sobre a tributação de lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior pelas pessoas jurídicas domiciliadas

Leia mais

IRPF 2012 Cartilha IR 2012

IRPF 2012 Cartilha IR 2012 IRPF 2012 Cartilha IR 2012 A MAPFRE Previdência desenvolveu para os participantes de plano de previdência complementar PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), FGB Tradicional (Fundo Gerador de Benefício)

Leia mais

PERGUNTAS FREQUENTES NOVO REGIME DE TRIBUTAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA:

PERGUNTAS FREQUENTES NOVO REGIME DE TRIBUTAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA: PERGUNTAS FREQUENTES NOVO REGIME DE TRIBUTAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA: Vejam quais são as principais questões que envolvem o Novo Regime de Tributação e esclareçam suas dúvidas. 1) Como era o tratamento tributário

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Dedução de dependentes da base de cálculo do IRRF - Federal

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Dedução de dependentes da base de cálculo do IRRF - Federal Dedução de dependentes da base de cálculo do IRRF - Federal 03/02/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Legislação... 4 4. Conclusão...

Leia mais

DA (I)LEGALIDADE DO LIMITE DAS DESPESAS COM INSTRUÇÃO

DA (I)LEGALIDADE DO LIMITE DAS DESPESAS COM INSTRUÇÃO DA (I)LEGALIDADE DO LIMITE DAS DESPESAS COM INSTRUÇÃO O presente artigo tem por escopo discorrer sobre os limites legais impostos para a dedução de despesas com instrução. Até que ponto tais limites não

Leia mais

Aula 04 IMPOSTOS FEDERAIS

Aula 04 IMPOSTOS FEDERAIS IMPOSTOS FEDERAIS 1- IMPOSTO SOBRE IMPORTAÇÃO (II) É um tributo extrafiscal, pois sua finalidade principal não é arrecadar, mas sim controlar o comércio internacional (intervenção no domínio econômico)

Leia mais

Perguntas Frequentes - Tributação

Perguntas Frequentes - Tributação 1. Tributação do Ganho de Capital Perguntas Frequentes - Tributação 1.1 - Como é feita a tributação dos ganhos obtidos com a alienação de ações? A tributação é feita em bases mensais, ou seja: o ganho

Leia mais

IRPF 2014 CARTILHA IR 2014

IRPF 2014 CARTILHA IR 2014 IRPF 2014 CARTILHA IR 2014 A MAPFRE Previdência desenvolveu para os participantes de plano de previdência complementar PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), FGB Tradicional (Fundo Gerador de Benefício)

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 52 - Data 27 de fevereiro de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ementa: As pessoas

Leia mais

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Art. 175 ao Art. 182 CTN Centro de Ensino Superior do Amapá Direito Financeiro e Tributário II Professora: Ilza Facundes Macapá-AP, 2013.1

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LRF) Atualizado até 13/10/2015 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem como base alguns princípios,

Leia mais

ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO

ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO DO PIS/PASEP MEDIANTE ALÍQUOTA DE 1% (UM POR CENTO) INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIO

Leia mais

Objetivo. Conteúdo. Imposto de Renda Pessoa Física. Rendimentos recebidos acumuladamente Palestra TRT 6ª Região

Objetivo. Conteúdo. Imposto de Renda Pessoa Física. Rendimentos recebidos acumuladamente Palestra TRT 6ª Região Imposto de Renda Pessoa Física Rendimentos recebidos acumuladamente Palestra TRT 6ª Região Alexandre de Moraes Rego AFRFB DRF Recife Objetivo Divulgação da nova sistemática de tributação do Imposto de

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL QUESTÃO Nº 13 Gabarito divulgado: D Mantemos o gabarito apresentado na alternativa D. A candidata indicou a alternativa correta, ou seja a alternativa D. Recurso improcedente.

Leia mais

RETENÇÃO DE TRIBUTOS NOS PAGAMENTOS EFETUADOS A FORNECEDORES DE BENS E PRESTADORES DE SERVIÇOS

RETENÇÃO DE TRIBUTOS NOS PAGAMENTOS EFETUADOS A FORNECEDORES DE BENS E PRESTADORES DE SERVIÇOS RETENÇÃO DE TRIBUTOS NOS PAGAMENTOS EFETUADOS A FORNECEDORES DE BENS E PRESTADORES DE SERVIÇOS Autoria: Adriane Terebinto Di Bacco Advogada COFINS, CSLL e PIS/PASEP A retenção das contribuições federais

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 497 SRF, DE 24/01/2005 (DO-U, DE 09/02/2005)

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 497 SRF, DE 24/01/2005 (DO-U, DE 09/02/2005) INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 497 SRF, DE 24/01/2005 (DO-U, DE 09/02/2005) Dispõe sobre plano de benefício de caráter previdenciário, Fapi e seguro de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência e dá outras

Leia mais

Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo e Região

Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo e Região 1 Entidades proponentes: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté Sindicato dos Químicos e Plásticos

Leia mais

Tabela Progressiva para o cálculo mensal do Imposto de Renda de Pessoa Física, anocalendário

Tabela Progressiva para o cálculo mensal do Imposto de Renda de Pessoa Física, anocalendário 1) Como é o Regime de Tributação Progressiva? Sobre os benefícios previdenciais pagos pelos fundos de pensão, o cálculo do imposto de renda devido obedece ao regulamento aplicável, por exemplo, aos rendimentos

Leia mais

APFN - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE FAMÍLIAS NUMEROSAS

APFN - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE FAMÍLIAS NUMEROSAS Excelentíssimo Senhor Provedor de Justiça A Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, com sede Rua 3A à Urbanização da Ameixoeira, Área 3, Lote 1, Loja A, Lisboa, vem, nos termos do artigo 23º, n.º

Leia mais

Guia de Declaração de IR 2014- Investimentos

Guia de Declaração de IR 2014- Investimentos Guia de Declaração de IR 2014- Investimentos BRASIL Guia de Declaração IR 2014- Investimentos O dia 30/04/2014 é último dia para entrega da declaração anual do Imposto de Renda 2014 e com o objetivo de

Leia mais

CÓPIA. Coordenação-Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta nº 229 - Cosit Data 25 de agosto de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF

CÓPIA. Coordenação-Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta nº 229 - Cosit Data 25 de agosto de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF Fl. 30 Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 229 - Data 25 de agosto de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF PARTICIPAÇÃO DOS

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 18 17 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 137 - Data 2 de junho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS BASE DE CÁLCULO. FÉRIAS. INCIDÊNCIA.

Leia mais

Legislação tributária brasileira privilegia ricos e gera desigualdade social

Legislação tributária brasileira privilegia ricos e gera desigualdade social Legislação tributária brasileira privilegia ricos e gera desigualdade social Por: Conjur Data: 03.02.2016 Carga tributária e corrupção Preambularmente, no que diz respeito à carga tributária, necessário

Leia mais

Inferior ou igual a 2 anos 35% Superior a 2 anos e inferior ou igual a 4 anos 30% Superior a 4 anos e inferior ou igual a 6 anos 25%

Inferior ou igual a 2 anos 35% Superior a 2 anos e inferior ou igual a 4 anos 30% Superior a 4 anos e inferior ou igual a 6 anos 25% Perguntas e respostas 1- Como funciona a Tabela Regressiva dos Planos de Previdência Complementar? R A Tabela Regressiva foi prevista a partir da Lei nº 11.053, de 29 /12 /2004. Em vigor desde 01/01/2005,

Leia mais

Guia de Declaração IR 2014. Investimentos. Março de 2014. Brasil

Guia de Declaração IR 2014. Investimentos. Março de 2014. Brasil Guia de Declaração IR 2014 Investimentos Março de 2014 Brasil Guia de Declaração IR 2014 - Investimentos O prazo de entrega da declaração anual do Imposto de Renda 2014 tem início no dia 6 de março e o

Leia mais

Olá, pessoal! Neste ponto, trago uma pequena noção sobre alguns conceitos 1.4.5. CONCEITOS IMPORTANTES

Olá, pessoal! Neste ponto, trago uma pequena noção sobre alguns conceitos 1.4.5. CONCEITOS IMPORTANTES Olá, pessoal! Neste ponto, trago uma pequena noção sobre alguns conceitos importantes para um melhor entendimento de temas futuros, ok! 1.4.5. CONCEITOS IMPORTANTES 1. FATO GERADOR/ HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 3ª RF

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 3ª RF MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 3ª RF Solução de Consulta Interna nº: 7 SRRF03/Disit Data: 06 de outubro de 2011

Leia mais

Índice 1. Obrigatoriedades... 3. 2. Forma de elaborar a declaração de IRPF 2013... 4. 2.1 Formas de entrega... 4. 2.2 Prazo de entrega...

Índice 1. Obrigatoriedades... 3. 2. Forma de elaborar a declaração de IRPF 2013... 4. 2.1 Formas de entrega... 4. 2.2 Prazo de entrega... Índice 1. Obrigatoriedades... 3 2. Forma de elaborar a declaração de IRPF 2013... 4 2.1 Formas de entrega... 4 2.2 Prazo de entrega... 4 2.3 Multa pelo atraso na entrega da declaração... 4 3. Modelos de

Leia mais

Tabela Progressiva do IR Pessoa Física - ano-calendário de 2014. Base de cálculo

Tabela Progressiva do IR Pessoa Física - ano-calendário de 2014. Base de cálculo REGIMES TRIBUTÁRIOS 1 A Lei nº 11.053/2004 trouxe mudanças importantes na tributação dos benefícios pagos por entidades de previdência complementar. A principal mudança foi a instituição de um regime de

Leia mais

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professores: Cássio Furlan cassiofurlan@yahoo.com.br Período/ Fase: 6ª Semestre: 2º Ano: 2012

Leia mais

Título: Tributação nos Planos de Participação nos Lucros e Resultados, Stock Option, Hiring Bônus, Retainer Fee OSWALDO OTHON DE PONTES SARAIVA FILHO

Título: Tributação nos Planos de Participação nos Lucros e Resultados, Stock Option, Hiring Bônus, Retainer Fee OSWALDO OTHON DE PONTES SARAIVA FILHO Título: Tributação nos Planos de Participação nos Lucros e Resultados, Stock Option, Hiring Bônus, Retainer Fee OSWALDO OTHON DE PONTES SARAIVA FILHO A Regra é a incidência do IR e das contribuições para

Leia mais

Declaração de Imposto de Renda 2012

Declaração de Imposto de Renda 2012 Declaração de Imposto de Renda 2012 Cartilha Índice 1. Forma de elaborar a declaração de IRPF 2012... 3 1.1 Formas de entrega... 3 1.2 Prazo de entrega... 3 1.3 Multa pelo atraso na entrega da declaração...

Leia mais

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS Prof. Dr. Silvio Aparecido Crepaldi 1 1. Introdução Princípio é a regra básica implícita ou explícita que, por sua grande generalidade, ocupa posição de destaque

Leia mais

CONCEITO DE RENDA DO PONTO DE VISTA JURÍDICO-TRIBUTÁRIO, PRESSUPÕE SER RENDA;

CONCEITO DE RENDA DO PONTO DE VISTA JURÍDICO-TRIBUTÁRIO, PRESSUPÕE SER RENDA; DOS IMPOSTOS (CONTINUAÇÃO) IMPOSTO SOBRE RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA ENCONTRA-SE PREVISTO NO ARTIGO 153, INCISO III, DA C.F.. CONCEITO DE RENDA DO PONTO DE VISTA JURÍDICO-TRIBUTÁRIO, PRESSUPÕE

Leia mais

IMPOSTO DE RENDA IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA

IMPOSTO DE RENDA IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA IMPOSTO DE RENDA IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA IMPOSTO l ELEMENTOS DO IMPOSTO: INCIDÊNCIA FATO GERADOR PERÍODO DE APURAÇÃO BASE DE CÁLCULO ALÍQUOTA INCIDÊNCIA l IRPF - É o imposto que incide sobre o produto

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Breves considerações tributárias quanto a atividade de empresário (antiga firma individual) na atividade de representação comercial Juliano César Borges de Vito* Um dos fatores preponderantes

Leia mais

O novo regramento dos lucros no exterior: controladas e coligadas. Daniele Souto Rodrigues Mestre PUC/SP e doutoranda USP

O novo regramento dos lucros no exterior: controladas e coligadas. Daniele Souto Rodrigues Mestre PUC/SP e doutoranda USP O novo regramento dos lucros no exterior: controladas e coligadas Daniele Souto Rodrigues Mestre PUC/SP e doutoranda USP Contexto anterior à MP 627/2013 Aspecto espacial Territorialidade (Lei n. 4506/64)

Leia mais

DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS

DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998. Altera a Legislação Tributária Federal. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Esta Lei aplica-se

Leia mais

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo?

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? a) União b) Estado c) Território Federal d) Distrito Federal 02) Qual diploma normativo é apto para estabelecer normas gerais em matéria de legislação

Leia mais

Organização Hilário Corrêa Assessoria Empresarial e Contabilidade

Organização Hilário Corrêa Assessoria Empresarial e Contabilidade Desde o dia 02/03/2015 iniciamos o período de entrega da declaração de imposto de renda pessoa física de 2015 com base nos fatos ocorridos no ano de 2014, a declaração poderá ser transmitida até o dia

Leia mais

BOLETIM Novembro/2013 Extraordinário nº 56

BOLETIM Novembro/2013 Extraordinário nº 56 BOLETIM Novembro/2013 Extraordinário nº 56 Medida Provisória nº 627/13 Imposto de Renda da Pessoa Jurídica - Tributação em Bases Universais Com o advento da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, teve

Leia mais

Direito Tributário Nacional: Princípios Constitucionais Tributários. Fontes do Direito

Direito Tributário Nacional: Princípios Constitucionais Tributários. Fontes do Direito PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professor: Leandro Chiarello de Souza E-MAIL: leandrosouza@conection.com.br Período/ Fase: 5ª

Leia mais

O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA TRIBUTOS CARGA TRIBUTÁRIA FLS. Nº 1 O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA 1. - INTRODUÇÃO A fixação do preço de venda das mercadorias ou produtos é uma tarefa complexa, onde diversos fatores

Leia mais

PARECER Nº, DE 2007. RELATOR: Senador MARCELO CRIVELLA I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2007. RELATOR: Senador MARCELO CRIVELLA I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2007 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, em caráter terminativo, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 520, de 2007, que institui Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Retenções na fonte IRRF e CSRF geradas na DIRF

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Retenções na fonte IRRF e CSRF geradas na DIRF Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Retenções na fonte IRRF e CSRF geradas na DIRF 27/11/2014 Título do documento Sumário 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da

Leia mais

Instrução Normativa SRF nº 588, de 21 de dezembro de 2005

Instrução Normativa SRF nº 588, de 21 de dezembro de 2005 Instrução Normativa SRF nº 588, de 21 de dezembro de 2005 DOU de 26.12.2005 Dispõe sobre a tributação dos planos de benefício de caráter previdenciário, Fapi e seguros de vida com cláusula de cobertura

Leia mais

Tributos em orçamentos

Tributos em orçamentos Tributos em orçamentos Autores: Camila de Carvalho Roldão Natália Garcia Figueiredo Resumo O orçamento é um dos serviços mais importantes a serem realizados antes de se iniciar um projeto. É através dele

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº, de 2014.

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº, de 2014. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº, de 2014. (do Sr. Guilherme Campos e outros) Altera a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 para reorganizar e simplificar a metodologia de apuração do imposto

Leia mais

ESPELHO DE EMENDAS DE RENÚNCIA DE RECEITA

ESPELHO DE EMENDAS DE RENÚNCIA DE RECEITA S AO PLN 0028 / 2011 - - LOA Página: 1 de 1 1 de 5 ESPELHO DE S DE RENÚNCIA DE RECEITA 9041 - João Dado 90410001 PL 1711/11 - ISENTA DO IPI VEÍCULOS DE TRANSPORTE DE CARGA UTILIZADOS POR FEIRANTES MODALIDADE

Leia mais

na modalidade Contribuição Definida

na modalidade Contribuição Definida 1 DIRETORIA * Estruturados DE PREVIDÊNCIA na modalidade Contribuição Definida legislação Conforme a Legislação Tributária vigente*, aplicável aos Planos de Previdência Complementar modelados em Contribuição

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO LEI N. 1.021, DE 21 DE JANEIRO DE 1992 "Define microempresa para efeito fiscal previsto na Lei Complementar n. 48/84 e dá outras providências." O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que

Leia mais

INVESTIMENTO I - IMPOSTO DE RENDA NA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR II - SIMULE E FAÇA CONTRIBUIÇÕES ADICIONAL

INVESTIMENTO I - IMPOSTO DE RENDA NA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR II - SIMULE E FAÇA CONTRIBUIÇÕES ADICIONAL INVESTIMENTO I - IMPOSTO DE RENDA NA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR II - SIMULE E FAÇA CONTRIBUIÇÕES ADICIONAL I - IMPOSTO DE RENDA NA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR A Lei n.º 11.053, de 29 de dezembro de 2004, trouxe

Leia mais

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social 1.4.7.3. Contribuições do art.195 CF Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), espécies de contribuições sociais, como

Leia mais

CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2012

CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2012 CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2012 Orientações Básicas INFORMAÇÕES GERAIS PESSOA JURÍDICA 1) DCTF : (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) ATENÇÃO! Apresentação MENSAL obrigatória pelas Pessoas

Leia mais

a d en e R d sto o p e Im 20 d eclaração Cartilha D 1

a d en e R d sto o p e Im 20 d eclaração Cartilha D 1 ÍNDICE 1. Obrigatoriedades... 3 2. Forma de elaborar a declaração de IRPF 2014... 4 2.1 Formas de entrega... 4 2.2 Prazo de entrega... 4 2.3 Multa pelo atraso na entrega da declaração... 4 3. Modelos de

Leia mais

Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF

Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF Fls. 1 Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF Solução de Consulta Interna nº 1 Data 15 de junho de 2012 Origem DIFIS/SRRF01 (e processo nº 10166.725012/2012 53) Assunto: Contribuições

Leia mais

Cartilha Imposto de Renda 2014 ÍNDICE 1. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO...3

Cartilha Imposto de Renda 2014 ÍNDICE 1. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO...3 CARTILHA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA 2014 ÍNDICE 1. OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO...3 2. FORMA DE ELABORAR A DECLARAÇÃO DE IRPF 2014...4 2.1 FORMAS DE ENTREGA...4 2.2 PRAZO DE ENTREGA...4 2.3 MULTA

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 136/XII/1.ª

PROJETO DE LEI N.º 136/XII/1.ª PROJETO DE LEI N.º 136/XII/1.ª Promove a equidade fiscal através da alteração ao regime de tributação sobre os lucros distribuídos por sociedades submetidas a regimes fiscais claramente mais favoráveis

Leia mais

Tributação. Mercado à Vista e Day Trade, Compensação de Perdas e Declaração no Informe do Imposto Renda

Tributação. Mercado à Vista e Day Trade, Compensação de Perdas e Declaração no Informe do Imposto Renda Tributação Mercado à Vista e Day Trade, Compensação de Perdas e Declaração no Informe do Imposto Renda Índice Quem recolhe o Imposto? 3 Prazo para Recolhimento 3 Como calcular o Imposto 3 Imposto de Renda

Leia mais

b) receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40.

b) receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40. Vitória/ES, 23 de fevereiro de 2013. ORIENTAÇÕES PARA DECLARAÇÃO DO IRPF 2013 A partir do dia 1º março a Receita Federal começa a receber a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física.

Leia mais

cartilha de regime de tributação

cartilha de regime de tributação cartilha de regime de tributação Apresentação O INFRAPREV elaborou esta cartilha com o objetivo de orientar o participante na escolha do regime de tributação quando do ingresso no seu plano de previdência.

Leia mais

10.4 SALDO FINANCEIRO DE CAIXA

10.4 SALDO FINANCEIRO DE CAIXA renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem, bem como de parcelas dos

Leia mais

O AVANÇO DA INJUSTIÇA TRIBUTÁRIA: CARRO NOVO NO DISTRITO FEDERAL É PARCIALMENTE ISENTO DE IPVA

O AVANÇO DA INJUSTIÇA TRIBUTÁRIA: CARRO NOVO NO DISTRITO FEDERAL É PARCIALMENTE ISENTO DE IPVA O AVANÇO DA INJUSTIÇA TRIBUTÁRIA: CARRO NOVO NO DISTRITO FEDERAL É PARCIALMENTE ISENTO DE IPVA Aldemario Araujo Castro Mestre em Direito Procurador da Fazenda Nacional Professor da Universidade Católica

Leia mais

ABONO DE PERMANÊNCIA E APOSENTADORIA DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL, DO ENSINO FUNDAMENTAL E DO ENSINO MÉDIO

ABONO DE PERMANÊNCIA E APOSENTADORIA DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL, DO ENSINO FUNDAMENTAL E DO ENSINO MÉDIO ABONO DE PERMANÊNCIA E APOSENTADORIA DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL, DO ENSINO FUNDAMENTAL E DO ENSINO MÉDIO VANIA MARIA DE SOUZA ALVARIM (Advogada, Estudante de pós-graduação em Direito Público, Mestre

Leia mais

Essa avaliação quanto ao melhor regime tributário aplicável deve ser realizada caso a caso, levando-se em consideração:

Essa avaliação quanto ao melhor regime tributário aplicável deve ser realizada caso a caso, levando-se em consideração: Conforme o disposto pela legislação tributária, os participantes e assistidos que optarem pelo Plano Sabesprev Mais poderão optar pelo Regime de Tributação Regressivo, ao invés de receberem seus benefícios

Leia mais

A Análise do Aspecto Temporal do Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas à Luz das Limitações Constitucionais do Poder de Tributar

A Análise do Aspecto Temporal do Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas à Luz das Limitações Constitucionais do Poder de Tributar A Análise do Aspecto Temporal do Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas à Luz das Limitações Constitucionais do Poder de Tributar *Eduardo Morais da Rocha Por razões de ordem prática e teórica,

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 10, DE 2015

CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 10, DE 2015 PROJETO DE LEI Nº 10, DE 2015 Altera o art. 2º do Decreto-Lei nº 2.296, de 21 de novembro de 1986, a alínea p do 9º do art. 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 e o art. 63 da Medida Provisória nº

Leia mais

PROGRAMA DE PREVIDÊNCIA UVERGS PREVI

PROGRAMA DE PREVIDÊNCIA UVERGS PREVI PROGRAMA DE PREVIDÊNCIA UVERGS PREVI UVERGS PREVI A União dos Vereadores do Estado do Rio Grande do Sul visa sempre cuidar do futuro de seus associados Por conta disso, está lançando um Programa de Benefícios

Leia mais

Debate Sobre a Desoneração da Folha de Pagamento

Debate Sobre a Desoneração da Folha de Pagamento Debate Sobre a Desoneração da Folha de Pagamento Julho de 2011 1 Debate sobre desoneração da folha de pagamento deve ser feito com cautela e tendo como ponto de partida a compensação vinculada (principal

Leia mais

Enquadramento Fiscal dos Advogados em. sede de IRS, IVA e segurança social

Enquadramento Fiscal dos Advogados em. sede de IRS, IVA e segurança social Enquadramento Fiscal dos Advogados em sede de IRS, IVA e segurança social Fiscalidade IVA / IRS / Segurança social Março 2015 1 IAE -Instituto dos Advogados de Empresa da Ordem dos Advogados 1 Formas de

Leia mais

Entenda como é realizado o cálculo do Imposto de Renda Retido na Fonte:

Entenda como é realizado o cálculo do Imposto de Renda Retido na Fonte: Entenda como é realizado o cálculo do Imposto de Renda Retido na Fonte: Observação: Como exemplo, será utilizado o Demonstrativo de Pagamento fictício apresentado abaixo, cuja competência é de junho de

Leia mais

CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2011

CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2011 CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2011 Orientações Básicas INFORMAÇÕES GERAIS PESSOA JURÍDICA 1) DCTF : (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) ATENÇÃO! Apresentação MENSAL obrigatória pelas Pessoas

Leia mais

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta Interna nº 29 Cosit Data 4 de novembro de 2013 Origem

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta Interna nº 29 Cosit Data 4 de novembro de 2013 Origem Fl. 36 Fls. 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 29 Data 4 de novembro de 2013 Origem Delegacia da Receita Federal do Brasil em Palmas (DRF/Palmas) Assunto: Imposto sobre a

Leia mais