IRPF Imposto de Renda da. Nathália Ceia Março 2011

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1 IRPF Imposto de Renda da Pessoa Física Nathália Ceia Março 2011

2 Programa Aula 1 1. Princípios Gerais 2. Fato Gerador 3. Características 4. Contribuinte e Responsável

3 Programa Aula 2 5. Alíquotas e Formas de Recolhimento 6. Ganho de Capital 7. Rendimentos 8.Declaração de Ajuste Anual

4 1. Princípios Gerais Princípios Gerais do Direito Tributário Princípio da anterioridade Princípio da anterioridade nonagesimal Princípio da reserva legal Princípio da igualdade Princípio da competência Princípio da capacidade contributiva Princípio da vedação ao confisco

5 1. Princípios Gerais Princípio da Anterioridade Constituição Federal Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) III- cobrar tributos: (...) b)nomesmoexercíciofinanceiroemquehajasidopublicadaaleique os instituiu ou aumentou; Lei federal publicada em 19 de julho de 1996 majorou a alíquota do imposto sobre a renda de 25% para 30%. A partir de quando sua aplicação seria válida?

6 1. Princípios Gerais Princípio da Anterioridade Nonagesimal Constituição Federal Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) III- cobrar tributos: (...) c)antesdedecorridosnoventadiasdadataemquehajasidopublicadaalei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (...) 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148,I,153,I,II,IVeV;e154,II;eavedaçãodoincisoIII,c,nãoseaplicaaos tributosprevistosnosarts.148,i,153,i,ii,iiiev;e154,ii,nemàfixaçãoda basedecálculodosimpostosprevistosnosarts.155,iii,e156,i.

7 1. Princípios Gerais Princípio da Anterioridade Nonagesimal Lei federal publicada em 28 de dezembro de 2008 majorou a alíquota do imposto sobre a renda de 27,5% para 30%. A partir de quando sua aplicação seria válida?

8 1. Princípios Gerais Princípio da Reserva Legal Constituição Federal Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I -exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil majora a alíquota do imposto de renda sobre aplicação financeira. É valida essa norma?

9 1. Princípios Gerais Princípio da Igualdade Constituição Federal Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) II- instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

10 1. Princípios Gerais Princípio da Competência Constituição Federal Art Compete à União instituir impostos sobre: (...) III- renda e proventos de qualquer natureza; Lei estadual instituiu alíquota de 12% adicional de imposto de renda para aqueles auferem rendimento bruto mensal superior a 40 salários-mínimos. É válida essa norma?

11 1. Princípios Gerais Princípio da Capacidade Contributiva Constituição Federal Art A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (...) 1º-Semprequepossível,osimpostosterãocaráterpessoaleserão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.

12 1. Princípios Gerais Princípio da Vedação ao Confisco Constituição Federal Art Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) IV- utilizar tributo com efeito de confisco; O que é considerado como confisco? Há definição legal?

13 1. Princípios Gerais Princípios do Direito Tributário IRPF Princípio da generalidade Princípio da universalidade Princípio da progressividade

14 1. Princípios Gerais Princípio da Generalidade Constituição Federal Art Compete à União instituir impostos sobre: (...) 2º-OimpostoprevistonoincisoIII: I- será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na forma da lei; Uma pessoa física aufere rendimentos tanto de trabalho assalariado, bem como de aluguel de um apartamento. Essa pessoa física é tributada pelo IRPF com base nesses rendimentos de natureza distintas?

15 1. Princípios Gerais Princípio da Universalidade Constituição Federal Art Compete à União instituir impostos sobre: (...) 2º-OimpostoprevistonoincisoIII: I- será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na forma da lei; Uma pessoa física, residente fiscal no Brasil, além dos rendimentos aqui recebidos, também aufere remuneração no Japão e na Argentina. Essa pessoa física é sujeita ao IRPF pela totalidade dos rendimentos? Mesmo aqueles recebidos no Japão e Argentina?

16 1. Princípios Gerais Princípio da Progressividade Constituição Federal Art Compete à União instituir impostos sobre: (...) 2º-OimpostoprevistonoincisoIII: I- será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na forma da lei; Uma pessoa física recebe em determinado mês salário, enquanto outra recebe no mesmo mês um prêmio milionário da loteria. Ambas as pessoas serão tributadas pelo IRPF? Ou apenas aquela pessoa que auferir mais rendanomêsemquestão?

17 2. Fato Gerador Código Tributário Nacional Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. 1 o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade dafonte,daorigemedaformadepercepção.

18 2. Fato Gerador Fato gerador - representa um fato ou conjunto de fatos a que o legislador vincula o nascimento da obrigação jurídica de pagar um tributo determinado. É fato gerador do IRPF... andar de bicicleta? comer pipoca? receber salário? receber juros de empréstimo? receber juros de caderneta de poupança?

19 2. Fato Gerador Fato Gerador do IRPF Isento e nãotributável Fatos andar de bicicleta receber salário receber juros de poupança receber juros de empréstimo Fato Gerador IRPF comer pipoca

20 2. Fato Gerador A renda auferida no jogo do bicho é sujeita ao IRPF? Um adolescente de 14 anos, considerado menor (incapaz pelo Código Civil Brasileiro) ganha o prêmio da loteria. Essa renda é sujeita ao IRPF?

21 3. Características Tributo federal O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza é de competência da União. Constituição Federal Art Compete à União instituir impostos sobre: (...) III- renda e proventos de qualquer natureza; Lei estadual que dispõe acerca da cobrança de adicional de imposto de renda para as pessoas físicas que recebam valores superiores a R$ ,00 por mês, é constitucional?

22 3. Características Regime de Caixa O IRPF, diferente do IRPJ, incide com base no regime de caixa e não com base no regime de competência. Decreto nº 3.000/99(RIR) Art. 2º As pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza, inclusive rendimentos e ganhos de capital, são contribuintes do imposto de renda, sem distinção da nacionalidade, sexo, idade, estado civil ou profissão. (...) 2º O imposto será devido à medida em que os rendimentos e ganhos de capital forem percebidos, sem prejuízo do ajuste estabelecido no art. 85.

23 3. Características Regime de Caixa Uma pessoa física vende uma casa em 3 parcelas iguais com prestações a vencer nos meses de março, abril e maio, com apuração de ganho de capital tributável pelo IRPF na alienação da casa. Considerando que a pessoa física vendedora recebeu o valor da parcela de abril em setembro do mesmo ano-calendário, quando deve essa pessoa físicapagaroirpfsobreoganhodecapitalreferenteàparceladeabril? Em abril quando a parcela venceu? Ou em setembro quando efetivamente a pessoa física auferiu a renda?

24 3. Características Antecipação Mensal As antecipações do imposto sobre a renda são feitas em bases mensais. Decreto nº 3.000/99(RIR) Art. 38. A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. Parágrafo único. Os rendimentos serão tributados no mês em que forem recebidos, considerado como tal o da entrega de recursos pela fonte pagadora, mesmo mediante depósito em instituição financeira em favor do beneficiário.

25 3. Características Antecipação Mensal RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS- Os rendimentos sujeitos ao recolhimento mensal obrigatório(carnê-leão), não informados na declaração de rendimentos devem ser computados apenas na base de cálculo anual do tributo, cobrando-se o imposto resultante com o acréscimo de multa e juros de mora, calculados sobre a totalidade ou diferença do imposto devido. (Ac em 05/12/2001). Uma pessoa física recebe mensalmente o valor de honorários em razão de serviços prestados. Tendo em vista que há aquisição de renda, essa pessoa física encontra-se sujeita ao IRPF. Porém, essa pessoa física não recolhe o valor do IRPF mensalmente. A mesma efetua o recolhimento do IRPF devido ao final do ano. Há risco das autoridades tributárias questionarem esse procedimento? Pode haver imposição de multa e juros?

26 3. Características Apuração Anual O imposto sobre a renda das pessoas físicas, apesar de ser recolhido em bases mensais tem a sua apuração anual. IRPF - APURAÇÃO - O imposto de renda das pessoas físicas é devido mensalmente como antecipação do imposto devido na declaração de ajuste, que é anual e onde se determina a tributação definitiva. (Ac em 21/02/2002) IRPF - FATO GERADOR - ENCERRAMENTO - O fato gerador do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, sujeito ao ajuste anual, completa-se apenas em 31 dedezembrodecadaano. (Ac em 27/04/2006).

27 3. Características Apuração Anual Tendo em vista que são devidas antecipações mensais do IRPF, é possível afirmar que o IRPF devido durante o ano-calendário é o somatório dos montantes já pagos durante os meses do ano? É verdade que por apresentar apuração anual, apenas ao final do anocalendário (31 de dezembro de cada ano), é possível afirmar o montante de IRPF devido pelo contribuinte no período?

28 3. Características Lançamento por Homologação O imposto sobre a renda é lançado por homologação, que consiste em antecipações prestadas pelo contribuinte no decorrer do período, sem prévio ou concomitante exame das autoridades competentes. Estas, findo o período, homologam o imposto que já fora antecipado pelo contribuinte, apurando eventuais diferenças. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. FATO GERADOR ANUAL - O fato de a legislação atribuir ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa caracteriza tão-somente a modalidade de lançamento por homologação a que está sujeito o imposto de renda das pessoas físicas, não tendo repercussão na periodicidade do fato gerador sabidamente anual.(ac em 22/06/2006).

29 3. Características Lançamento por Homologação DECADÊNCIA AJUSTE ANUAL LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO Sendo a tributação das pessoas físicas sujeita a ajuste na declaração anual e independente de exame prévio da autoridade administrativa, o lançamento é por homologação, hipótese em que o direito de a Fazenda nacional lançar decai após cinco anos contados de 31 de dezembro de cada ano calendário questionado.(ac em 12/09/2005). Pessoa física contribuinte do IRPF aufere mensalmente R$ ,00 a título de recebimento de aluguel. Desconhecendo a legislação, a pessoa física não recolhe IRPF sobre esse montante, aguardando que as autoridades tributária lhe enviem um comunicado com o saldo de IRPF a pagar. Age corretamente esse contribuinte?

30 3. Características Tributação da Renda e do Patrimônio No Brasil, não há tributação da variação do patrimônio (maisvalia), mas tão somente sobre a renda. Logo, eventual oscilação monetária de bens do ativo (patrimônio) das pessoas físicas não é tributada pelo IRPF. Instrução Normativa/SRF n 15/01 Art. 33. Constitui rendimento tributável na Declaração de Ajuste Anual o valor correspondente ao acréscimo patrimonial não justificado pelos rendimentos tributáveis, não-tributáveis, isentos, tributáveis exclusivamente na fonte ou de tributação definitiva.

31 3. Características Tributação da Renda e do Patrimônio Pessoafísica éproprietáriadeumimóvel,cujo custo deaquisiçãofoide R$ ,00. Considerando a excelente valorização imobiliária da região, o imóvel passou a valer R$ ,00. Tendo em vista a legislação do IRPF, essa pessoa física deverá recolher IRPF sobreadiferença entreocustodeaquisiçãoeovalorestimadodoimóvel? Trata-se de ganho de capital?

32 4. Contribuinte e Responsável Contribuinte A obrigação tributária é formada pelos sujeitos passivo e ativo. O sujeito ativo sempre é o Poder Público, pois a atividade tributária é exclusivamente estatal. O sujeito passivo é o particular. O sujeito passivo é aquele obrigado ao pagamento do tributo. Desta forma, verifica-se que o sujeito passivo da obrigação tributária é o contribuinte.

33 4. Contribuinte e Responsável Contribuinte CONTRIBUINTE Estado Obrigação Tributária Particular sujeito ativo sujeito passivo

34 4. Contribuinte e Responsável Contribuinte do IRPF Decreto nº 3.000/99(RIR) Art. 2º As pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza, inclusive rendimentos e ganhos de capital, são contribuintes do imposto de renda, sem distinção da nacionalidade, sexo, idade, estado civil ou profissão. Instrução Normativa/SRF nº 15/01 Art. 1º São contribuintes do imposto de renda as pessoas físicas residentes no país que recebam rendimentos tributáveis.

35 4. Contribuinte e Responsável Contribuinte do IRPF Instrução Normativa/SRF nº 15/01 Art.1º(...) Parágrafo único. São contribuintes as pessoas físicas não-residentes que recebam rendimentos de fontes situadas no Brasil, sujeitas à tributação definitivanostermosdoart.8º,i,vi,viieviii. ganhodecapitalnaalienaçãodebensoudireitossituadosnobrasil; ganhos líquidos nas operações realizadas em Bolsa de Valores, de mercadorias, de futuro ou assemelhados; ganhos líquidos auferidos na alienação de ouro e/ou ativo financeiro; e ganhos líquidos auferidos em operações realizadas nos mercados de liquidação futura, fora de bolsa.

36 4. Contribuinte e Responsável Domicílio Fiscal O domicílio fiscal é a localidade que o contribuinte elege como moradia habitual e informa espontaneamente às autoridades fiscais. Lei n 5.172/1966 Código Tributário Nacional Art Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na forma da legislação aplicável, considera-se como tal: UmcontribuintemoranacidadedoRiodeJaneiroesemudaparaSalvador por motivo de trabalho. Há mudança do domicílio fiscal?

37 4. Contribuinte e Responsável Residência Fiscal A residência fiscal tem fulcro em normas cogentes e representa a localidade em que o contribuinte tem seu principal centro de interesses e sujeito às normas tributárias. Estrangeiro ingressa no Brasil com o intuito de aqui morar e constituir sua família. Pode ser considerado como residente fiscal no Brasil?

38 4. Contribuinte e Responsável Caracterização da Residência Fiscal As normas brasileiras definem as hipóteses de caracterização da residência fiscal, sendo não-residente para fins fiscais, a pessoa física que não se enquadrar nestas regras definidoras. Considera-se residente fiscal: (a) resida no país em caráter permanente; (b)se ausente para prestar serviços como assalariada nas autarquias e repartições do governo brasileiro situadas no exterior; (c)brasileira, adquiriu a condição de não-residente no Brasil e retorne ao país com ânimo definitivo, a partir da data da chegada;

39 4. Contribuinte e Responsável Caracterização da Residência Fiscal (d) se ausente do Brasil em caráter temporário ou se retire em caráter permanente do território nacional sem entregar a Declaração de Saída Definitiva do País, durante os 12 (doze) primeiros meses consecutivos da sua ausência; (e)ingressenobrasilcomvistopermanente,nadatadachegada;e (f) com visto temporário: para trabalhar com vínculo empregatício, na data da chegada; na data que complete 184 dias, consecutivos ou não, de permanência no Brasil, dentro de um período de até 12 (doze) meses; e na data da obtenção do visto permanente ou de vínculo empregatício, se ocorrida antes de completar 184 dias, consecutivos ou não, de permanência no Brasil, dentro de um período de até 12(doze) meses.

40 4. Contribuinte e Responsável Caracterização da Residência Fiscal A relação jurídica do estrangeiro no Brasil que define o momento da caracterização da residência fiscal(caráter objetivo). Visto Permanente residente fiscal desde a data da 1ª entrada em território nacional Visto Temporário com vínculo de emprego residente fiscal desde a data da 1ª entrada em território nacional Visto Temporário sem vínculo de emprego residente fiscal após 183 dias, consecutivos ou não, de permanência em território nacional, dentro de um período de 12 meses

41 4. Contribuinte e Responsável Caracterização da Residência Fiscal Contagem dos dias meses 12 meses 146 dias Residente Ausência do Brasil Permanência no Brasil Ingresso no Brasil Saída do Brasil 183 dias

42 4. Contribuinte e Responsável Aplicação da lei tributária no espaço A lei brasileira apenas se aplica em relação aos fatos ocorridos nos limites do território nacional, sendo inaplicável aos fatos ocorridos fora do território (Princípio da Territorialidade). Se o não-residente está fora do território brasileiro, por que ele pode estar sujeito à lei tributária brasileira? Elementos de Conexão

43 4. Contribuinte e Responsável Aplicação da lei tributária no espaço Um não-residente possui bem imóvel no Brasil e vende este bem para um não-residente auferindo ganho. A legislação tributária brasileira é aplicável? Um não-residente possui bem imóvel no Brasil e vende este bem para um residente auferindo ganho. A legislação tributária brasileira é aplicável? Um residente fiscal brasileiro aliena bem imóvel no exterior. A legislação brasileira é aplicável? Um não-residente possui bem imóvel fora do território nacional e vende este bem para um não-residente auferindo ganho. A legislação tributária brasileira é aplicável?

44 4. Contribuinte e Responsável Responsabilidade Tributária O contribuinte é o sujeito passivo da obrigação tributária que suporta o ônus fiscal, mas nem sempre o contribuinte é o responsável pelo recolhimento do tributo. Este, sim, sempre tem o ônus financeiro, mas o repasse aos cofres do Poder Público pode ser de responsabilidade de terceiro vinculado à obrigação tributária. Facilidade na fiscalização Assegurar correto e pontual recolhimento do IRPF A responsabilidade tributária é sempre determinada por lei.

45 4. Contribuinte e Responsável Responsabilidade Tributária Contribuinte Estado Responsável

46 4. Contribuinte e Responsável Responsabilidade Tributária Responsabilidade Solidária x Responsabilidade Subsidiária Retenção x Recolhimento Pessoa física recebe salário de empresa brasileira. Há retenção? E se a pessoa jurídica não efetua o recolhimento do tributo de forma correta? A pessoa física pode ser responsabilizada?

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