Gestão Contábil e Financeira nas Pequenas e Médias Empresas PMEs

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1 Gestão Contábil e Financeira nas Pequenas e Médias Empresas PMEs. 1

2 A Contabilidade como Ferramenta de Gestão: Nova Visão Empresarial Benefícios e Vantagens; Parceria do Administrador e do Profissional da Contabilidade para resultados; Responsabilidades; e, Profissional da Contabilidade habilitado. 2

3 O que é e para que serve a Contabilidade? Resposta 1: X Sistema burocrático desenvolvido por profissionais frustrados e sem imaginação que serve apenas para calcular impostos contribuindo para aumentar a excessiva carga tributária brasileira. Resposta 2: Ferramenta dinâmica e eficiente que registra e controla todas operações da empresa e fornece ao administrador informações úteis para a tomada de decisões e controle das operações. 3

4 O que é EMPRESA? O que é EMPRESÁRIO? O que é ADMINISTRADOR? O que é CONTABILIDADE? O que são RELATÓRIOS CONTÁBEIS? O que são RELATÓRIOS OPERACIONAIS? O que são RELATÓRIOS GERENCIAIS? Quem são os USUÁRIOS DOS RELATÓRIOS CONTÁBEIS E GERENCIAIS? O que são DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS? O que são DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS? Quem são os USUÁRIOS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS? O que é CONTROLADORIA? 4

5 O que é EMPRESA? Definição: qualquer atividade organizada para a produção e circulação de bens e serviços. A empresa é uma atividade que poderá ser realizada por um: empresário individual (pessoa física) ou por uma sociedade empresária (pessoa jurídica). 5

6 O que é EMPRESÁRIO? Lei / Código Civil Brasileiro Artigo 966: Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. Empresário individual (pessoa física) ou Sociedade empresária (pessoa jurídica). Os sócios da sociedade empresária não são empresários, são empreendedores ou investidores. Portanto, Empresária é a sociedade. 6

7 O que é ADMINISTRADOR? Responsável legal pela Administração da empresa. Administrador pode ser sócio ou não sócio. ADMINISTRAÇÃO X PROPRIEDADE 7

8 DA ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE Código civil - Art A sociedade limitada é administrada por uma ou mais pessoas designadas no contrato social ou em ato separado. Administrador designado no Contrato Social V- A administração da sociedade caberá ao FULANO DE TAL, com poderes e atribuições de representar a sociedade em juízo ou fora dele, obrigar a sociedade, firmar contratos, abrir contas bancárias, e tudo o mais que se fizer necessário a sua gestão. 8

9 Administrador designado em ato separado DA ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE CLÁUSULA X - A sociedade será administrada, por profissional nomeado anualmente, na reunião dos sócios que será realizada até o último dia do segundo mês subsequente a data de encerramento do exercício social. O administrador nomeado poderá ser sócio da sociedade que passará a ser sócio administrador pelo período que vigorar a nomeação. 9

10 O QUE É CONTABILIDADE? Contabilidade é a CIÊNCIA SOCIAL APLICADA que tem como objeto de estudo o patrimônio das entidades. Fato Contábil Ato administrativo, mensurável economicamente, que altera o patrimônio da entidade em Regime de Competência Lançamento Contábil Partidas dobradas Registro Contábil Diário Geral Relatórios Contábeis Resumo dos Fatos Contábeis CFC Conselho Federal de Contabilidade NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE ITG 2000 ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL 10

11 O QUE SÃO RELATÓRIOS CONTÁBEIS? Exposição resumida, ordenada e periódica de dados operacionais colhidos e escriturados pela Contabilidade. Objetivam relatar aos usuários da contabilidade, os principais fatos registrados em um determinado período. São estruturados e elaborados de acordo com a necessidade de informação da administração. Exemplos: Diário Geral semanal, mensal, trimestral... Razão Geral semanal, mensal, trimestral... Balancetes mensais, trimestrais... Balanço Patrimonial Mensal, Trimestral... Demonstração do Resultado Mensal, trimestral... Demonstração dos Fluxos de Caixa Mensal, Trimestral... 11

12 O QUE SÃO RELATÓRIOS OPERACIONAIS? Resumo ordenado das operações realizadas pelas áreas operacionais. Exemplos: Relatório de vendas por produto, por período, por cliente, etc.; Relatório de visitas a clientes; Relatório de compras; Relatórios de produção diária, mensal; Relatório de pagamentos e recebimentos; Relatório de horas trabalhadas; Relatório de utilização de equipamentos; e, Relatório de quilômetros rodados. 12

13 O QUE SÃO RELATÓRIOS GERENCIAIS? Documentos elaborados a partir da transformação dos dados constantes nos relatórios contábeis combinados com informações operacionais e não contábeis, de forma estruturada, em informações úteis para a tomada de decisões. RELATÓRIOS OPERACIONAIS + RELATÓRIOS CONTÁBEIS RELATÓRIOS GERENCIAIS 13

14 COMPRAS ESTOQUES DUPLICATAS A PAGAR RELATÓRIO OPERACIONAL CONTÁBIL GERENCIAL COMPRAS POR TIPO DE MATERIAL ESTOQUE DE MATERIAL CUSTO MÉDIO POR ITEM VARIAÇÃO DE CUSTO EM RELAÇÃO AO PERÍODO ANTERIOR GIRO DOS ESTOQUES PRAZO MÉDIO DE RENOVAÇÃO DOS ESTOQUES COMPRAS POR FORNCEDOR DUPLICATAS A PAGAR DUPLICATAS POR VENCIMENTO DUPLICATAS POR FORNECEDOR PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTOS COMPOSIÇÃO DO SALDO POR VENCIMENTO (AGING LIST) 14

15 PRODUÇÃO CUSTOS DE PRODUÇÃO ESTOQUES RELATÓRIO OPERACIONAL CONTÁBIL GERENCIAL PRODUÇÃO DO PERÍODO POR TIPO DE PRODUTO UTILIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS ESTOQUE DE PRODUTOS EM PROCESSO CUSTO DE PRODUÇÃO POR PRODUTO CUSTO DE MATERIAL POR UNIDADE CUSTO DA HORA DE MÃO DE OBRA CUSTOS GERAIS POR UNIDADE CAPACIDADE INSTALADA RESERVA PRODUTIVA CAPACIDADE OCIOSA 15

16 VENDAS CUSTO DAS VENDAS DUPLICATAS A RECEBER RELATÓRIO OPERACIONAL CONTÁBIL GERENCIAL VENDAS POR PRODUTO VENDAS POR CLIENTE RECEITA DE VENDAS RECEITA POR PRODUTO RECEITA POR CLIENTE RECEITA POR VENDEDOR PONTO DE EQUILÍBRIO CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS CUSTO POR PRODUTO CUSTO POR CLIENTE LUCRO BRUTO LUCRO BRUTO POR PRODUTO LUCRO BRUTO POR CLIENTE MARGEM POR PRODUTO MARGEM POR CLIENTE DESPESAS DE VENDAS COMISSÕES POR PRODUTO COMISSÕES POR VENDEDOR DUPLICATAS A RECEBER DUPLICATAS POR VENCIMENTO DUPLICATAS POR CLIENTE PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTO COMPOSIÇÃO DO SALDO POR VENCIMENTO INADIMPLÊNCIA 16

17 QUEM SÃO OS USUÁRIOS DOS RELATÓRIOS CONTÁBEIS E GERENCIAIS? ADMINISTRADOR Responsável pela gestão dos recursos RELATÓRIOS CONTÁBEIS E GERENCIAIS DECISÃO E CONTROLE CONTABILIDADE CLASSIFICAÇÃO E REGISTRO ORGANIZAÇÃO INFORMAÇÃO INDUSTRIAL OPERAÇÕES COMERCIAL OPERAÇÕES FINANCEIRO OPERAÇÕES ADMINISTRATIVO OPERAÇÕES 17

18 O QUE SÃO DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS? São uma representação da posição patrimonial e financeira e do desempenho da entidade, em determinada data, elaborada a partir dos Registros Contábeis. São estruturadas de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade. Balanço Patrimonial ao final do exercício social; Demonstração do Resultado do exercício social; Demonstração do Resultado Abrangente do exercício social; Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido do exercício social; Demonstração dos Fluxos de Caixa do exercício social; Demonstração do Valor Adicionado do exercício social; e, Notas Explicativas. 18

19 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS: Desempenho Financeiro Regime de Caixa DFC Demonstração dos Fluxos de Caixa Recebimentos (Pagamentos) Saldo Final OPERAÇÕES: Vendas Recebimentos Pagamentos Compras Produção Mede Desempenho Econômico Regime de Competência DRE- Demonstração do Resultado do Exercício Receitas (Despesas) LUCRO / PREJUÍZO BALANÇO PATRIMONIAL Posição Patrimonial e Financeira ATIVO Recursos Econômicos Bens Reivindicações da empresa Direitos PASSIVO Reivindicações de terceiros Obrigações Patrimônio Líquido Valor residual de Ativos menos Passivos 19

20 O QUE SÃO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 0U DEMONSTRAÇÕES CONTÁBIL FINANCEIRAS? Conjunto de informações contábeis e não contábeis, estruturado de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade representando o documento por meio do qual a Administração da entidade presta contas aos proprietários, investidores e financiadores da entidade. Compostas de todas Demonstrações Contábeis complementadas por Notas Explicativas contendo informações não extraídas da contabilidade, mas consideradas úteis para o perfeito entendimento da posição patrimonial e financeira e desempenho da entidade. Exemplos: 20

21 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS NOTAS EXPLICATIVAS COM INFORMAÇÕES NÃO CONTÁBEIS: Informações Gerais sobre a entidade; Autorização da divulgação das Demonstrações Financeiras ; Declaração de conformidade com as normas contábeis; Principais Políticas Contábeis; Principais Julgamentos Contábeis; Fontes de Incertezas nas Estimativas; Informação por segmentos de negócios; Classificação e Gerenciamento de riscos sobre instrumentos financeiros; Custos, prazos e garantias de empréstimos e financiamentos; Contratos de Arrendamento Operacional e Financeiro; Passivos Contingentes e Ativos Contingentes; e, Eventos Subsequentes. 21

22 QUEM SÃO OS USUÁRIOS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS? As demonstrações financeiras para fins gerais são dirigidas às necessidades comuns de usuários externos à entidade: Sócios, acionistas e empresários Credores e o público em geral. 22

23 O QUE É CONTROLADORIA? Atividade e um campo do conhecimento híbrido, que aplica conceitos e conhecimentos da Contabilidade, da Administração, das Finanças, Engenharia de Produção e outros sendo responsável pelo suprimento de informações aos tomadores de decisão. 23

24 Código Civil Brasileiro - Lei /2002: Da Administração Seção III Art Os administradores são obrigados a prestar aos sócios contas justificadas de sua administração, e apresentar-lhes o inventário anualmente, bem como o balanço patrimonial e o de resultado econômico. Art Ao término de cada exercício social, proceder-se-á à elaboração do inventário, do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico. 24

25 Código Civil Brasileiro - Lei /2002: Art O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. 25

26 Responsabilidade do contador Profissional: CFC - Lei /10 Art. 76. artigos 2º, 6º, 12, 21, 22, 23 e 27 do Decreto-Lei no 9.295/46 RESOLUÇÃO CFC N.º 1.445/13 - Lei n.º 9.613/ COAF Civil: Código Civil Art , trata da responsabilidade civil do contador Criminal: Código Penal, Lei 8.137/90 (crimes fiscais) Lei /2005 (Lei de Falências); Lei (crimes contra sistema financeiro); e, LEI Nº 9.613/98 - crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores - Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF 26

27 Total segregação entre contabilidade e fisco Não importa forma de tributação Lucro Real, Presumido Simples Nacional 27

28 ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL - CONTABILIDADE A escrituração contábil, além de registrar os fatos e permitir o controle e a tomada de decisões pela administração, também serve de base para: 1. Elaborar as demonstrações contábeis; 2. Distribuir lucros; 3. Não pagar imposto de renda (Lucro Real) se apurar prejuízo fiscal; 4. Compensar prejuízos contábeis e fiscais; 5. Comprovar, em juízo, fatos cujas provas dependam de perícia contábil; 6. Contestar reclamações trabalhistas, quando as provas a serem apresentadas dependam de perícia contábil; 7. Provar, em juízo, sua situação patrimonial, em questões que possam existir com herdeiros e sucessores do sócio falecido; 8. Requerer recuperação judicial, por insolvência financeira; 9. Evitar que sejam consideradas fraudulentas as próprias falências, sujeitando-se seus sócios a penalidades da Lei; 10. Provar, a sócios que se retiram da sociedade, a verdadeira situação patrimonial da empresa, para fins de restituição de capital ou venda de participação societária; e 11. Comprovar a legitimidade dos créditos, em caso de impugnação de habilitações feitas em recuperação judicial ou falência de devedores. 28

29 À Controladoria não compete o comando do navio, pois esta tarefa é do comandante; representa, entretanto, o navegador, que cuida dos mapas de navegação. É sua finalidade manter informado o comandante quanto à distância percorrida, ao local em que se encontra, e à velocidade da embarcação, à resistência encontrada, aos desvios da rota, aos obstáculos perigosos e aos caminhos traçados nos mapas, para que o navio chegue ao destino. 29

30 30

31 Você não sente nem vê, Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo Que uma nova mudança em breve vai acontecer E o que há algum tempo era jovem, novo Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer Belchior Precisamos todos rejuvenescer nossos paradigmas e conhecimentos. José Hernandez Perez Junior. 31

32 Obrigado CONTATO: 32

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