O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL NOS DISTÚRBIOS ARTICULATÓRIOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL NOS DISTÚRBIOS ARTICULATÓRIOS"

Transcrição

1 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONAUDIOLOGIA CLÍNICA MOTRICIDADE ORAL O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL NOS DISTÚRBIOS ARTICULATÓRIOS GERALDO LEMOS FORTALEZA

2 CEFAC CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA MOTRICIDADE ORAL O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL NOS DISTÚRBIOS ARTICULATÓRIOS Monografia de conclusão do curso de Especialização em Motricidade Oral Orientadora: Mirian Goldenberg GERALDO LEMOS FORTALEZA

3 RESUMO ESTE TRABALHO PRETENDE ESTABELECER A RELAÇÃO DOS DISTÚRBIOS ARTICULATÓRIOS COM AS DIFICULDADES DE PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL NA PRODUÇÃO E PERCEPÇÃO DA FALA, ENVOLVENDO AS FASES DO PROCESSAMENTO AUDITIVO, AS ÁREAS LINGÜÍSTICAS, COGNITIVAS, SUPRA-LIMINARES E A PRODUÇÃO DOS SONS DA FALA. FOI ELABORADO ATRAVÉS DE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA, DESTACANDO OS SEGUINTES AUTORES : ALVAREZ, PEREIRA,RUSSO & BEHLAU. AS DIFICULDADES ESPECÍFICAS DAS HABILIDADES DA FALA COMO SUA CAPTAÇÃO E PRODUÇÃO ESTÃO INTIMAMENTE LIGADAS A PERCEPÇÃO DOS PROCESSOS AUDITIVOS PERIFÉRICOS E PRICIPALMENTE OS CENTRAIS. QUANDO OS INDIVÍDUOS APRESENTAM ALTERAÇÕES NO PROCESSO AUDITIVO CENTRAL, ESTAS PODEM GERAR DIFICULDADES NA PERCEPÇÃO E NA PRODUÇÃO DO PROCESSO ARTICULATÓRIO PRICIPALMENTE SE ENVOLVEM A DECODIFICAÇÃO AUDITIVA. 3

4 SUMMARY THIS SCIENTIFIC RESEARCH INTENDS TO ESTABLISH THE RELATIONSHIP BETWEEN THE ARTICULATORIES DISTURBANCES AND THE DIFFICULTIES OF CENTRAL AUDITORY PROCESSING IN THE PRODUCTION AND PERCEPTION OF SPEECH, INVOLVING THE PHASES OF THE AUDITORY PROCESSING; THE LINGUISTIC, COGNITIVE AND SUPRA-THRESHOLD AREAS; AND THE PRODUCTION OF THE SOUNDS OF SPEECH. IT WAS ELABORATED THROUGH BIBLIOGRAPHICAL REVISION, HIGHLIGHTING THE FOLLOWING AUTHORS: ALVAREZ, PEREIRA, RUSSO AND BEHLAU. THE SPECIFIC DIFFICULTIES OF THE ABILITIES OF SPEECH AS ITS RECEPTION AND PRODUCTION ARE INTIMATELY LINKED TO THE PERCEPTION OF THE PERIPHERAL AUDITORY PROCESSES AND MAINLY THE CENTRAL ONES. WHEN THE PATIENTS PRESENT ALTERATIONS IN THE CENTRAL AUDITORY PROCESS, THESE CAN GENERATE DIFFICULTIES IN THE PERCEPTION AND IN THE PRODUCTION OF THE ARTICULATORY PROCESS, MAINLY THEY WRAP UP THE AUDITORY DECODING. 4

5 Dedico este trabalho a minha esposa Ana Elisa e aos meus filhos Felipe e Iana. Cada criança reconstrói, por si mesma, a Linguagem Oral, tomando, seletivamente, a Informação que o meio lhe oferece. Vygotski AGRADECIMENTOS À MINHA ORIENTADORA MIRIAN GOLDENBERG QUE ME INICIOU NA DIFÍCIL, EMPOLGANTE ARTE DE ESCREVER CIENTIFICAMENTE E À ANA MARIA ALVAREZ, QUE DESPERTOU E ME CONDUZIU NO CONHECIMENTO SOBRE O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL. 5

6 SUMÁRIO 1- INTRODUÇÃO...pg DISCUSSÃO TEÓRICA...pg CONCEITUAÇÃO DE PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL...pg DISTÚRBIOS DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL(DPAC)..pg CONCEITO...pg ETIOLOGIA...pg CARACTERÍSTICAS GERAIS...pg CLASSIFICAÇÕES...pg RELAÇÃO DOS DISTÚRBIOS ARTICULATÓRIOS COM OS DPAC...pg PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES PARA PORTADORES DE DPAC...pg CONSIDERAÇÕES FINAIS...pg REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS...pg. 57 6

7 1- INTRODUÇÃO A possibilidade de entender as áreas de funcionamento do sistema nervoso central relacionando a funções complexas cerebrais, junto com o embasamento teórico-prático do método de reorganização neurofuncional possibilita uma perspectiva ampla de entendimento do processo da fala e da linguagem. Alvarez (1997) chama a atenção para a compreensão de como o cérebro produz a marcante individualidade da ação humana. É uma rede precisa de mais de 100 bilhões de células nervosas interconectadas em sistemas que focalizam nossa atenção, produzem nossa percepção do meio externo e controlam a percepção de todos os nossos atos. Nosso primeiro passo é entender que as células nervosas, os neurônios, se organizam em determinadas vias de transmissão e se comunicam uns com os outros através de ligações sinápticas trazendo a informação e, por conseguinte, a aprendizagem. Perceber o mundo, isto é, ver, ouvir, sentir, cheirar, provar, assim como lembrar, falar, ler, calcular e aprender, só é possível através de mediação de nosso cérebro, sede de todos os nossos comportamentos Cada tipo de comportamento pode ser melhor relacionado a uma parte do cérebro em particular. 7

8 As regiões posteriores do córtex, os lobos occipitais são especializados na VISÃO; As regiões laterais, os lobos temporais, na AUDIÇÃO; as partes superiores, os lobos parietais, são responsáveis pelo TATO e as intermediárias, assim como as situadas na parte anterior, isto é, os lobos frontais, estão relacionadas as funções motoras e comportamentos ou FUNÇÕES MAIS COMPLEXAS. No decorrer da minha prática clínica surgiram indagações a respeito de alguns pacientes que apresentavam dificuldades ou precisavam de maior tempo para adquirir e/ou automatizar alguns fonemas. Estes indivíduos em sua quase totalidade apresentavam testes audiológicos supra-liminares, impedânciometria e logoaudiometria dentro dos padrões considerados adequados, concomitante a esse quadro apresentavam inteligência e desenvolvimento neurológicos normais, mesmo assim tinham dificuldades em adquirir e automatizar alguns fonemas. A maioria dos distúrbios articulatórios são avaliados e tratados normalmente, como um processo puramente de tônus muscular e de baixa acuidade auditiva para detecção de tons puros ou de dificuldades de discriminação fonética. No estudo aqui apresentado, discutiremos a influência dos distúrbios auditivos processados pelas vias auditivas centrais relacionando com a percepção e decodificação dos processos envolvidos na produção da fala. Devido acometer crianças, adolescentes e até mesmo adultos que apresentam distúrbios articulatórios a casuística deve ter sua pesquisa envolvendo as habilidades usadas para sua percepção e execução dos processos envolvidos na articulação. Este indivíduo sabendo de suas dificuldades, tendo possibilidades de resolvê-las, estará mais apto a desenvolver-se como um todo. A elaboração desta pesquisa foi através de revisão bibliográfica. 8

9 2- DISCUSSÃO TEÓRICA CONCEITUAÇÃO DE PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL Nos últimos tempos autores têm se preocupado com as habilidades auditivas, levantando definições sobre seu processamento, como mostram Almeida et al. (1997): Berry (1960) descreveu processamento Auditivo como ato de interpretar com significado, de discriminar sons e seqüencializar de sons empregados na comunicação oral. Lúria (1979) descreveu a necessidade de um complexo processamento dos sinais acústicos para fazer-se a distinção dos sons de um discurso. Afirmou, ainda, que é a percepção auditiva que inclui o indivíduo no sistema da língua em que ele está inserido. Peckles (1985) referiu que a localização sonora seria realizada pelos neurônios bipolares dos núcleos olivares, e afirmou que a diferença de tempo e de nível de intensidade internaural constituiriam pistas importantes para a localização dos sons no espaço. Bess (1986) afirmou que a localização seria uma habilidade auditiva essencial para o estabelecimento do processo de atenção ao estímulo sonoro. 9

10 Boothroyd (1986) identificou as etapas do processamento auditivo: detecção de sons, atenção seletiva, reconhecimento, discriminação, localização, memória e compreensão. Downs (1988) considerou o processamento auditivo como sinônimo de função auditiva central, habilidade auditiva central, percepção auditiva central, e processamento auditivo central. Para a autora, as habilidades envolvidas no processamento auditivo seriam desenvolvidas comitantemente às habilidades de linguagem. Sloan (1991) referiu que o processamento auditivo envolveria uma análise complexa do sinal acústico, integrando a informação em modelos auditivos. Katz, Stecker & Henderson (1992) descreveram que o sinal auditivo e o processamento auditivo central são de vital importância para a habilidade de comunicação e educação. Pereira (1993) descreveu o processamento auditivo como habilidade de interpretar padrões sonoros, o qual se desenvolve nos primeiros dois anos de vida. Atualmente Alvarez; Caetano & Nastas (1997) definem processamento auditivo central como uma série de operações que o sistema auditivo, como um todo, realiza para receber detectar atender, reconhecer, associar, integrar os estímulos acústicos e, a partir disso, resgatá-los para planejar e emitir respostas. Azevedo et al. (1995) acrescentam o aspecto de estarem envolvidas estruturas a partir da entrada no tronco encefálico até o córtex auditivo primário, área 41 de Brodmam no lobo temporal. O termo processamento auditivo se refere a como o sistema auditivo periférico e central recebe, analisa e organiza as informações auditivas. O primeiro envolve 10

11 todas as estruturas desde a orelha externa até o córtex, compreendendo as habilidades de atenção, detecção e identificação de um evento sonoro. O segundo, o processamento auditivo central, se refere a como o sistema auditivo central organiza as informações acústicas. Envolvendo as estruturas a partir do tronco cerebral compreendendo as habilidades envolvidas na organização das informações auditivas, que dependem da capacidade biológica e da experienciação auditiva ( Suegler,1991; Katz, Stecker & Henderson, 1992; Azevedo, Vilanova & Goulart, 1995). Bess & Humes (1998) mostram como se processa as informações que são geradas no ramo coclear do nervo auditivo em direção ao córtex, e deste ou do tronco cerebral até a periferia. Depois que os potenciais de ação são gerados no ramo coclear do nervo auditivo, a atividade elétrica avança para cima, em direção ao córtex. Esta rede de fibras nervosas é freqüentemente chamada de sistema nervoso auditivo central (SNAC). As fibras nervosas que transportam as informações na forma de potencial de ação até o SNC em direção ao córtex fazem parte das vias ascendentes ou aferentes. Os impulsos nervosos também podem ser enviados em direção a periferia, a partir dos centros do córtex ou do tronco cerebral. As fibras que transportam essas informações compõem as vias descendentes ou eferentes. Netter ( s/ data) descreve o processamento das informações auditivas aferentes e eferentes do sistema nervoso central. Diz que as FIBRAS AUDITIVAS AFERENTES após entrarem no tronco encefálico no nervo vestibulococlear (VII), se ramificam para inervar as duas áreas receptoras primárias no interior do bulboos núcleos cocleares dorsal e ventral. Os neurônios desses núcleos têm 11

12 propriedades semelhantes: cada um é excitado por uma faixa relativamente estreita de freqüências sonoras e podem ser inibidos por tons fora dessa faixa. Dentro de cada núcleo, os neurônios sensíveis a diferente seqüências são arranjados de forma ordenada, o que ocasiona uma distribuição tonotópica no interior do núcleo. Além dos núcleos cocleares, a via auditiva consiste de série de núcleos - o complexo olivar superior (ponte), o núcleo do lemnisco lateral (ponte), o colículo inferior ( mesencéfalo) e o corpo geniculado medial (mesencéfalo). Dentro destes núcleos, os sinais de ambos os ouvidos interagem em direção ou córtex cerebral. Quando os sinais ascendem pela via, eles não necessariamente realizam sinapse com cada núcleo desta. Assim, fibras dos núcleos cocleares se projetam diretamente ao núcleo do lemnisco lateral e fibras da oliva superior passam sem interrupção ao colículo inferior. Eventualmente, os sinais auditivos alcançam o corpo geniculado medial, cuja a porção lateral ( parte principal) se projeta ao córtex auditivo primário. No homem, a área 41 de Broadmann no lobo temporal é considerada a área auditiva primária. A despeito da intensa mistura entre as vias aferentes, dois terços da atividade neural que alcança o córtex auditivo se origina no ouvido contralateral. A ordem tonotópica é preservada em toda via ascendente, de tal forma que regiões corticais individuais são sensíveis a freqüências específicas. A ampla banda de freqüências à qual o neurônio individual responde é aproximadamente a mesma na área 41 e ao nível dos núcleos cocleares. Na análise da informação acústica, relativamente pouco se sabe sobre a função dos vários estágios na via auditiva. Recentemente foi verificado que os neurônios do complexo olivar superior são especificamente adaptados para analisar a 12

13 localização do som no espaço. Os neurônios olivares recebem os impulsos excitatórios dos núcleos cocleares contralaterais e inibem os impulsos do núcleo ipsilaterais. Na posição medial do complexo, onde os neurônios são sensíveis a sons de baixa freqüência, estes impulsos opostos fazem com que neurônios individuais tornem-se sintonizados a um intervalo de tempo fixo entre a chegada do som a cada ouvido. Na porção lateral do complexo onde os neurônios são sensíveis a freqüências mais altas, os impulsos opostos fazem com que os neurônios tornem-se sensíveis a diferenças na intensidade do som que alcança cada ouvido. Estudos psicofísicos têm mostrado que os retardos no tempo e as diferenças na intensidade entre os dois ouvidos são características chaves responsáveis pela localização de um som. Contudo, embora a análise destas características seja feita por neurônios no complexo olivar superior, estudos de lesões no SNC têm mostrado que toda via auditiva, inclusive o córtex auditivo, deve está intacta para que ocorra a localização sonora. Similarmente são necessárias estruturas auditivas até ao nível dos colículos inferiores para a discriminação de freqüências, embora os neurônios de todos os níveis da via estejam seletivos à freqüência. As discriminações de intensidade, por outro lado, podem ainda ser feitas após a destruição dos colículos inferiores e centros mais superiores. Tal discriminação pode envolver as vias colaterais que ligam os sinais auditivos à formação reticular do tronco encefálico. Estas vias são provavelmente também envolvidas na reação reflexa a sons súbitos. As conexões das VIAS AUDITIVAS EFERENTES (Centrífugas) uma característica proeminente do sistema auditivo. Dentro do cérebro tais conexões surgem de cada uma das áreas envolvidas no sistema auditivo, incluindo o córtex auditivo 13

14 primário, esse projeta a núcleos um ou dois níveis abaixo do seu ponto de origem. As conexões podem ser excitatórias ou inibitórias, mais as vias centrífugas parecem ser ativadas pela inibição da transmissão dos sinais auditivos nas vias auditivas ascendentes. As vias auditivas centrífugas também incluem as projeções eferentes para as células ciliadas sensórias da cóclea e para os músculos do ouvido médio. As fibras eferentes cocleares se originam em um grupo de neurônios do lado medial da oliva superior contralateral (grupo retro-olivar) e passam para a cóclea por intermédio da via cruzada do feixe olivococlear e divisão coclear do nervo vestibulococlear (VIII). A elas é acrescido um menor número de fibras, originadas na oliva superior ipsilateral. As fibras eferentes produzem hiperpolarização das células ciliadas cocleares e dos terminais nervosos aferentes diminuindo assim a resposta aferente produzida quando o som alcança a cóclea. As fibras que inervam os músculos do ouvido médio (músculos tensor do tímpano e estapédio ) se originam no núcleo motor dos nervos trigêmeo e facial. Ao se contrair, estes músculos diminuem a transmissão das vibrações sonoras do tímpano para a janela oval através dos ossículos (martelo, bigorna e estribo). Têm sido propostas várias funções para as vias auditivas centrífugas. Uma possibilidade é a de que os impulsos eferentes podem diminuir a sensibilidade do sistema auditivo, impedindo desta maneira que ocorra lesão por um estímulo excessivamente intenso. Os músculos do ouvido médio se contraem durante sons altos e vocalização autoiniciada, auxiliando na prevenção da saturação e dano aos receptores cocleares. As fibras eferentes ativadas pelo som no feixe olivococlear podem, adicionalmente, contribuir para supressão dos impulsos sensoriais que 14

15 poderiam saturar as vias nervosas centrais. Um mecanismo relacionado, possivelmente também mediado por fibras olivococleares, é o de que a discriminação auditiva é melhorada pela atenuação da resposta do sistema auditivo a ruídos ambientais elevados, embora não se saiba em que extensão as importantes conexões centrífugas do SNC possam contribuir para esta supressão de sons intensos. O fenômeno de atenção seletiva à sinais auditivos podem também ser um efeito das vias auditivas centrífugas. Alterações na atividade dos músculos do ouvido médio têm sido observadas durante o comportamento de atenção. As evidências também mostram que a inibição que ocorre nos núcleos cocleares pode ser relacionada a habituação observada quando um estímulo auditivo é apresentado repetidamente. Finalmente, as conexões centrífugas podem desempenhar um papel em moldar os sinais nervosos responsáveis pela discriminação auditiva. Os neurônios dos níveis mais superiores da via auditiva tendem a responder a alterações transitórias nos impulsos auditivos e não a sinais estáveis. A inibição centrifuga pode ser um fato que contribui para a eliminação das respostas a estímulos estáveis, acentuando assim aquela a estímulos transitórios. Juntamente com a inibição que ocorre a cada nível do sistema auditivo, ela pode também contribuir para o processo que focaliza as respostas neurais por restringir as bandas de freqüências às quais cada neurônio responde. Evidências para suportar os papéis propostos para o sistema auditivo centrífugo são fragmentares; estas teorias devem ser consideradas como hipóteses, que ainda necessitam de confirmação. A ampla extensão das conexões auditivas 15

16 centrífugas, indica, contudo, que elas são importantes no controle das respostas a estímulos auditivos no homem DITÚRBIOS DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL CONCEITO Azevedo et al. (1995) mencionam a definição de DPAC segundo a Association of Children and Adults With Learning Disabilites (ACLD) como: "a inabilidade ou impedimento da habilidade de atender, discriminar, reconhecer ou compreender as informações apresentadas auditivamente mesmo em indivíduos com acuidade auditiva e inteligência normais". Alvarez, Caetano & Nastas (1997) acrescentam ainda que estes indivíduos freqüentemente não compreendem o que outras pessoas dizem, embora possuam limiares auditivos suficientemente sensíveis até para a detecção de sons sutis, ouvem de maneira "confusa" por apresentarem disfunções nas vias sensoriais ou neurais que conduzem o som até o córtex cerebral. Uma vez que é função do cérebro dar significado aos sons recebidos pelo ouvido, se o córtex recebe uma mensagem auditiva confusa, torna-se incapaz de responder apropriadamente ETIOLOGIA Alvarez, Caetano & Nastas (1997) classificam entre as mais variadas causas em pesquisa, as seguintes: - dificuldades durante a gestação e o nascimento 16

17 - febre alta durante a primeira infância - otites freqüentes nos três primeiros anos de vida - hereditariedade - falhas genéticas - disfunções ou pequenas lesões sub-clínicas durante os primeiros anos de vida, em qualquer etapa das vias de condução dos estímulos sonoros, desde o ouvido externo até o córtex cerebral. - experiências auditivas insuficientes durante a primeira infância CARACTERÍSTICAS GERAIS Os estudos de Sanchez & Misorelli (1998) fornecem a identificação de sintomas nas crianças em sala de aula podendo apresentar todos ou alguns: - baixa compreensão - ficam quietas, mais não envolvida com as atividades que a cercam - procuram pistas visuais no rosto do falante - mostram-se distraída constantemente - precisam copiar as tarefas dos outros em sala de aula - não respondem quando está virada de costas - necessitam que as ordens sejam repetidas - falam com muita intensidade - estão com resfriados constantes, nariz escorrendo - atrasos na produção de fala - problemas de produção de fala envolvendo os fonemas /r/ e /l/ 17

18 - falam muito" Hã?", "O quê?" - têm problemas de comportamento em classe - não acompanham uma conversa com muitas pessoas ao mesmo tempo - não compreendem facilmente uma piada ou duplo sentido - não atendem prontamente quando são chamadas, ou precisam ser chamadas várias vezes - atrapalham-se ao contar uma história ou dar um recado As crianças com DPAC apresentam com freqüência os seguintes comentários em situação de comunicação Oral: Eu sei o que você falou, mas não entendi o que você disse. Dá para repetir? Que?...Hão? Que?...O que você falou depois de " menina"? Você falou o que? Tente ou Sente? "Hum... Quero dizer uma coisa mas não acho a palavra certa... Espera aí, tá na pontinha da língua". Em relação ao comportamento social, podem ser: Distraídos Agitados/ Hiperativos/ Muito quietos Desajustados (ou brincam com crianças mais novas ou adultos mais tolerantes) Tendência ao isolamento( sentem-se frustrados ao notarem suas falhas, na escola ou em casa). Em geral é uma criança que: Distrai-se facilmente com barulho 18

19 Não consegue lembrar de 3 ordens seguidas Pede para repetir as ordens ou as copia dos outros Tem dificuldades em tomar notas Distrai-se facilmente e com freqüência, apresenta olhar vago Tem atenção de curta duração Tem dificuldade para memorizar Problemas que apresentam em relação à Comunicação Escrita: Inversões de letras, orientação Direita/ Esquerda Disgrafias Dificuldade de compreender o que lê Dificuldade em leitura, soletração e escrita Não acentuação de palavras e dificuldade em perceber a tonicidade das sílabas Leitura lenta, embora precisa e apurada mas com pouca compreensão Leitura significativa rápida, embora imprecisa, com omissões e substituições Dificuldade em acompanhar o ritmo do ditado e ou omissão de grafemas, sílabas e palavras Não acompanham o ritmo do ditado e/ou omitem grafemas, sílabas e palavras Há comentários constantes de pais e professores como: Só ouve quando quer Quando está concentrado não adianta nem falar com ela Não consegue manter uma atividade muito tempo Ouve TV / música muito alto Presta atenção em tudo menos no que estou falando 19

20 Apresenta desempenho escolar abaixo do que parece capaz CLASSIFICAÇÕES A- Classificação do grau da desordem auditiva com a compreensão da linguagem e o impacto social. Pereira & Cavadas (1998) sugerem um melhor entendimento dos efeitos da DPAC na compreensão de linguagem. Realizou-se uma descrição correlacionando estes efeitos com o impacto social e a necessidade educacional. * Grau da DPAC: normal Efeitos da DPAC na linguagem: - Boa capacidade de acompanhar a conversação em ambiente desfavorável. Impacto Social: - Depende da presença de tendências de erros. Necessidade Educacional: - Depende da presença de tendências de erros. Grau da DPAC: Leve Efeitos da DPAC na Compreensão de Linguagem: - Discreta dificuldade em acompanhar a conversação em ambiente desfavorável; - Pode ser agravada se a distância do interlocutor é aumentada ou a classe é muito barulhenta, principalmente na pré- escola. Impacto Social: 20

21 - Perdem pistas acústicas e são considerados dispersivas; - Perdem pistas acústicas da fala que podem causar impacto na socialização e na auto-estima; - Apresentam comportamentos imaturos; - Cansam de prestar atenção. Necessidade Educacional: - Lugar preferencial em sala de aula; - Treino para melhorar o vocabulário e a linguagem; - Devem ser acompanhadas no desenvolvimento da linguagem e do aprendizado. Grau da DPAC :Moderado Efeitos da DPAC na compreensão de linguagem: - Compreender a conversação se a distância e estrutura do vocabulário forem controladas; - Perdem muitos sinais acústicos de fala, provavelmente cerca de 50%; - Podem Ter atraso de linguagem. Impacto Social: - São consideradas desatentas e apresentam discrepâncias entre compreender a fala no silêncio e no ruído; - A comunicação pode ser afetada e a socialização com seus pares se torna difícil; - Pode haver impacto maior na sua auto- estima. Necessidade Educacional: 21

22 - Treinamento auditivo verbal; - Fonoterapia. Grau da DPAC: Severo Efeitos na compreensão de linguagem: - Incapazes de acompanhar a conversação em ambiente desfavorável; - Dificuldades escolares importantes; - Necessitam de comunicação um a um; - Podem Ter atraso de linguagem, sintaxe e de inteligibilidade de fala. Impacto Social: - Podem ser julgadas como pouco competentes para aprender, resultando numa baixa auto- estima e imaturidade social, podendo contribuir para sensação de rejeição pelo grupo social. Necessidade Educacional: - Treinamento auditivo verbal; - Fonoterapia. B- Classificação do desenvolvimento do perfil auditivo individual relacionando com as habilidades e as dificuldades auditivas. Sabendo-se que não há uma taxionomia padronizada para classificar os DPAC utilizaremos a categorização proposta por Alvarez; Caetano & Nastas (1996) e complementada por Alvarez et al (1999) baseada no desenvolvimento do perfil auditivo individual que identificará as habilidades e as dificuldades 22

23 auditivas. Seguindo os conceitos básicos desenvolvido por Ferre (1987 e 1992) e Ferre & Bellis (1996), nesta perspectiva são combinados anatômicos e eletrofisiológicos com dados educacionais, de comunicação e linguagem, comportamentais e resultados de procedimentos audiológicos. São divididas em quatro categorias: Decodificação Auditiva, Integração, Associação e Organização da Saída e Disfunção não Verbal. 1- Decodificação Auditiva: O dado mais relevante encontrado nesta categoria é a dificuldade em efetuar tarefas de fechamento auditivo, categorizado por performance rebaixada nos testes monoaurais de baixa redundância e nos de fala no ruído. Nos testes dicóticos seqüenciais, observase o efeito de ordem baixo/ alto, e o efeito de ouvido alto/ baixo. Exemplo do tipo de erro: o indivíduo repete "quem" ao ouvir "tem". Sinais Acadêmicos: Com freqüência as manifestações se exprimem em dificuldades de leitura, substituição de letras na escrita, vocabulário rebaixado e sintaxe simplificada. Sinais comportamentais: O paciente pode demostrar dificuldade em compreender a fala em ambientes ruidosos, pedindo constantemente ao interlocutor para repetir a mensagem. Normalmente, estes sujeitos têm bom desempenho em Matemática e Computação. Sinais do Histórico: Problemas de articulação, principalmente dos fonemas /r/ e /l/. 2- Integração: Caracteriza-se pela dificuldade em realizar tarefas que requerem comunicação interhemisférica, isto é, a troca de informações entre o Hemisfério Direito e o Esquerdo. A dificuldade pode estar em uma ou mais 23

24 modalidades e/ ou no cruzamento entre elas. Exemplo: o paciente que tem dificuldade em integrar funções auditivas e visuais, ou em integrar informação auditiva baseada em linguagem com informação auditiva não lingüistica, como na percepção de ritmos e padrões. A curva característica de erros nos testes dicóticos seqüenciais é da chamada tipo A, com claro déficit de performance no ouvido não dominante. Sinais Comportamentais: O sujeito mostra inadequação ao executar tarefas multimodais, como em escrever um ditado( integração visual x auditiva), em desenhar uma figura a partir de instruções escritas ou verbais (percepção de padrões multi sensoriais), em dançar ao ritmo da música, em cantar ou tocar um instrumento. Há dificuldades no uso de linguagem simbólica, matemática, bem como inaptidão para lidar com os aspectos prosódicos da fala. Sinais do Histórico: Algumas vezes estes indivíduos são extremamente lentos para formular as respostas. Apresentam um tempo de latência dilatado entre a entrada da informação e a saída da resposta. Algumas vezes há o mesmo tipo de distúrbio na família. 3-Associação: Tem como característica principal uma inabilidade em aplicar as regras da linguagem ás informações acústicas que chegam. Assim, o cliente apresenta, por exemplo, dificuldades em decodificar sentenças na voz passiva (como em "Um cartão postal me foi mandado pela minha irmã"), e em compreender e memorizar períodos compostos e outras mensagens lingüisticamente complexas. Sob avaliação dicótica, mostra déficit bilateral. 24

25 Em grau muito severo, pode se manifestar como uma inabilidade em designar significado lingüístico ás unidades fonêmicas da fala, como ocorre no Distúrbio Desenvolvimental de Recepção de Linguagem ( Afasia Receptiva Infantil). Sinais Comportamentais: o paciente pode exibir déficit de linguagem receptiva para vocabulário, sintaxe, semântica, pragmática e até para comunicação social. Para alguns, os primeiro ano de escolaridade transcorrem normalmente, mas, à medida que a demanda lingüística aumenta, em geral ao redor da 3 ª série do primeiro grau, as dificuldades acadêmicas podem se tornar aparentes. Sinais do Histórico: Em geral, acompanha uma queixa de Distúrbio Desenvolvimental de Aquisição de linguagem. Outra queixa comum é a de criança apática, desinteressada pelo ambiente social, que gosta de brincar sozinha e passa longos períodos isolada. 4- Organização da Saída: Conforme o próprio nome indica, representa uma inabilidade em seqüenciar,planejar e organizar respostas. A dificuldade se encontra na forma de agir sobre a informação que chega. Pessoas com esta dificuldade têm performance rebaixada em tarefas que requerem o relato de mais de dois elementos críticos, como nos testes dicóticos, especialmente nos compostos por frases, em que elementos múltiplos são apresentados. A análise destes resultados indica um padrão de respostas alto/ baixo para efeito de ordem, e baixo/ alto para efeito de ouvido; com freqüência aparecem respostas com inversões dos elementos. Outros sinais característicos são reflexo estapediano contralateral anormal e habilidades de fala no ruído extremamente comprometidas. 25

26 Sinais Comportamentais: Os mais evidentes são dificuldades em se organizar, dificuldades em seguir instruções, aparecimento de inversões e fraco desempenho de habilidades de memória e de resgate de palavras. Erros de linguagem oral expressiva mais comuns nas respostas preseverativas, nas quais a palavra chave é substituída por outra previamente ouvida ou do mesmo campo semântico. Ocorrem, também, erros de seqüencialização e de organização dos padrões sonoros. Sinais Acadêmicos: Freqüentemente demonstram boa compreensão da leitura, apesar do rebaixamento nas habilidades de soletração e escrita, principalmente inversão da ordem das letras, pois a natureza destas tarefas envolve a organização de diversos elementos. Atividades que envolvem planejamento motor, fino ou global, também apresentam resultado rebaixado. Sinais do Histórico: Esses indivíduos se cansam facilmente quando ouvindo, pois despendem um grande esforço se monitorando. Podem, então, desenvolver sentimentos de frustração, especialmente quando cansados, procurando saídas para evitar a situação de ouvir e de ter que buscar palavras e organizar pensamentos para responder ao interlocutor Alvarez et al. (1999). 5- Disfunção Não Verbal: Estes indivíduos apresentam dificuldade em identificar e/ou utilizar as características supra-segmentais de um enunciado, em resgatar e emitir palavras que representem seus pensamentos e sentimentos e em reconhecer e utilizar linguagem não verbal. Podem apresentar dificuldade em entender sarcarmos, palavras e expressões ambíguas. Alem disso, podem mostrar disfunções visuoconstrutivas e fala monotônica com ausência de marcadores de ênfase. 26

Processamento Auditivo (Central)

Processamento Auditivo (Central) Processamento Auditivo (Central) O QUE É PROCESSAMENTO AUDITIVO (CENTRAL)? É o conjunto de processos e mecanismos que ocorrem dentro do sistema auditivo em resposta a um estímulo acústico e que são responsáveis

Leia mais

PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL X DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM

PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL X DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL X DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM O que o sistema processamento auditivo

Leia mais

Fga. Maria Aurélia de F. Coimbra Amatucci. out/2012

Fga. Maria Aurélia de F. Coimbra Amatucci. out/2012 Fga. Maria Aurélia de F. Coimbra Amatucci out/2012 É o que fazemos com que ouvimos. (Katz, 1996) É como a orelha conversa com o cérebro. (Musiek, 1994) Compreensão de como as orelhas comunicam-se com o

Leia mais

CENTRO DE REFERÊNCIA EM DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM

CENTRO DE REFERÊNCIA EM DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM CENTRO DE REFERÊNCIA EM DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM Terapia Fonoaudiológica com Ênfase na Estimulação do Processamento Auditivo Fonoaudióloga. Mestra. Adriana de Souza Batista Ouvir é... Habilidade que

Leia mais

Apresentadoras: Ana Paula Corrêa Julia Tognozzi Orientação: Profa. Dra. Mariza R. Feniman Co-orientação: Maria Renata José

Apresentadoras: Ana Paula Corrêa Julia Tognozzi Orientação: Profa. Dra. Mariza R. Feniman Co-orientação: Maria Renata José Apresentadoras: Ana Paula Corrêa Julia Tognozzi Orientação: Profa. Dra. Mariza R. Feniman Co-orientação: Maria Renata José "Você já pensou o porquê das crianças irem mal na escola, mesmo sendo inteligentes

Leia mais

Déficits Receptivos e Expressivos da Linguagem

Déficits Receptivos e Expressivos da Linguagem Déficits Receptivos e Expressivos da Linguagem Disciplina - Aspectos Fonoaudiológicos nos Distúrbios de Aprendizagem Fga. Ms. Adriana de Souza Batista adrianabatista@gmail.com CRDA Curso de Pós-Graduação

Leia mais

O Ouvido Humano e a Audição

O Ouvido Humano e a Audição 36 Capítulo 4 O Ouvido Humano e a Audição Neste capítulo faremos um estudo sobre o ouvido humano, a fisiologia da audição e a sensibilidade do nosso sistema auditivo. 1. Conceitos básicos sobre a anatomia

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana OUVIDO: SENTIDO DA AUDIÇÃO E DO EQUILÍBRIO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais)

Anatomia e Fisiologia Humana OUVIDO: SENTIDO DA AUDIÇÃO E DO EQUILÍBRIO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) Anatomia e Fisiologia Humana OUVIDO: SENTIDO DA AUDIÇÃO E DO EQUILÍBRIO DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) 1ª edição novembro/2006 OUVIDO: SENTIDO DA AUDIÇÃO E DO EQUILÍBRIO SUMÁRIO Sobre a Bio Aulas... 03

Leia mais

O CÉREBRO DA CRIANÇA

O CÉREBRO DA CRIANÇA O CÉREBRO DA CRIANÇA Documentário da série A vida secreta do cérebro SINOPSE Uma professora de psicologia discute e apresenta uma proposta de atividade sobre o documentário Com a sílaba do som o cérebro

Leia mais

Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola. Dislexia

Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola. Dislexia Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola. Dislexia Artigo original: Fga: Profª Telma Pântano Adaptação: Fgas: Profª Lana Bianchi(CRFª: 2907/ SP) e Profª Vera Mietto(CFFª

Leia mais

Dislexia Atenção aos Sinais

Dislexia Atenção aos Sinais Dislexia Atenção aos Sinais Aurea M. Stavale Gonçalves Psicopedagoga clínica e neuropsicóloga Credenciada pelo Centro de Avaliação e Encaminhamento da Associação Brasileira de Dislexia ABD O percurso até

Leia mais

Resumo sobre o Sistema Auditivo Humano

Resumo sobre o Sistema Auditivo Humano Universidade Federal de Minas Gerais Pampulha Ciências da Computação Resumo sobre o Sistema Auditivo Humano Trabalho apresentado à disciplina Processamento Digital de Som e Vídeo Leonel Fonseca Ivo 2007041418

Leia mais

A surdez é uma deficiência que fisicamente não é visível, e atinge uma pequena parte da anatomia do indivíduo.

A surdez é uma deficiência que fisicamente não é visível, e atinge uma pequena parte da anatomia do indivíduo. A surdez é uma deficiência que fisicamente não é visível, e atinge uma pequena parte da anatomia do indivíduo. Porém, traz para o surdo consequências sociais, educacionais e emocionais amplas e intangíveis.

Leia mais

FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO

FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO Profa. Geanne Matos de Andrade Depto de Fisiologia e Farmacologia AUDIÇÃO Modalidade sensorial que permite aos animais eaohomenpercebersons Som é a pertubação vibratória do ambiente

Leia mais

EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS TRANSIENTES (EOET):

EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS TRANSIENTES (EOET): EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS É a energia mecânica produzida vibração de células ciliadas externas na cóclea que voltará de forma reversa pela orelha média e será captada no condutivo auditivo externo.

Leia mais

Esse barulho me deixa surda!

Esse barulho me deixa surda! Esse barulho me deixa surda! A UU L AL A Você já reparou na quantidade de ruídos ao seu redor? Basta ficar dez segundos prestando atenção aos sons para notar o som da TV, um carro passando, um cachorro

Leia mais

Fisiologia do Sistema Nervoso. 1. Sistema Nervoso Sensorial 2. Sistema Nervoso Motor 3. Sistema Nervoso Autônomo 4.

Fisiologia do Sistema Nervoso. 1. Sistema Nervoso Sensorial 2. Sistema Nervoso Motor 3. Sistema Nervoso Autônomo 4. Fisiologia do Sistema Nervoso 1. Sistema Nervoso Sensorial 2. Sistema Nervoso Motor 3. Sistema Nervoso Autônomo 4. Ritmos Biológicos Sistema Nervoso Motor a) Organização Hierárquica do Movimento Movimentos

Leia mais

ESPECTRO DA NEUROPATIA AUDITIVA Profa. Dra. Doris R. Lewis dorislewis@pucsp.br drlewis@uol.com.br

ESPECTRO DA NEUROPATIA AUDITIVA Profa. Dra. Doris R. Lewis dorislewis@pucsp.br drlewis@uol.com.br 4a. Conferência Latino Americana de Adaptação Pediátrica ESPECTRO DA NEUROPATIA AUDITIVA Profa. Dra. Doris R. Lewis dorislewis@pucsp.br drlewis@uol.com.br São Paulo 21 de Agosto de 2015 Definições Distúrbios

Leia mais

Disciplina Corpo Humano e Saúde: Uma Visão Integrada - Módulo 1

Disciplina Corpo Humano e Saúde: Uma Visão Integrada - Módulo 1 8. Audição e linguagem Introdução Os sons são vibrações periódicas do ar capazes de excitar nossos receptores auditivos (ondas sonoras), provocando uma percepção. As espécies têm diferentes capacidades

Leia mais

NEUROFISIOLOGIA DA LINGUAGEM: Como o Cérebro Funciona na. Comunicação

NEUROFISIOLOGIA DA LINGUAGEM: Como o Cérebro Funciona na. Comunicação NEUROFISIOLOGIA DA LINGUAGEM: Como o Cérebro Funciona na Comunicação Alexandra Maria Góes Negrão 1 Patrícia Naomi Miyagawa 2 Valquíria Franco da Silva 3 RESUMO: O ato de se comunicar é considerado tão

Leia mais

AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA

AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA Laboratório de Psicofísica e Percepção AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA Fga. Joseane dos Santos Piola Doutoranda do Programa de Pós graduação em Psicobiologia 2009 AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA CLÍNICA: sentimentos-k-sinto-no-coraxao.blogspot.com

Leia mais

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ. Rebecca Jucksch Torquato

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ. Rebecca Jucksch Torquato UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Rebecca Jucksch Torquato A ALTERAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO E A RELAÇÃO COM A DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM DA ESCRITA CURITIBA 2012 A ALTERAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO

Leia mais

Ouvir melhor é viver melhor. Descobrindo sua audição

Ouvir melhor é viver melhor. Descobrindo sua audição Ouvir melhor é viver melhor Descobrindo sua audição O mundo o está chamando A capacidade de ouvir é uma parte tão importante da nossa vida e a maioria das pessoas nem se dá conta disso. Ouvir é um dom,

Leia mais

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA GABINETE DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO PROJETO DE LEI Nº 157/2010

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA GABINETE DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO PROJETO DE LEI Nº 157/2010 PROJETO DE LEI Nº 157/2010 A semana de conscientização sobre transtornos de aprendizagem, no âmbito do Estado do Espírito Santo. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica

Leia mais

OS GÂNGLIOS DA BASE FUNÇÕES DOS GÂNGLIOS DA BASE

OS GÂNGLIOS DA BASE FUNÇÕES DOS GÂNGLIOS DA BASE OS GÂNGLIOS DA BASE Neurofisiologia Prof. Hélder Mauad FUNÇÕES DOS GÂNGLIOS DA BASE Ajudam a planejar e a controlar padrões complexos do movimento muscular, controlando a intensidade relativa dos movimentos

Leia mais

Voz: Atuação do Fonoaudiólogo e do Preparador Vocal

Voz: Atuação do Fonoaudiólogo e do Preparador Vocal Voz: Atuação do Fonoaudiólogo e do Preparador Vocal Apresentação: Millena Vieira (Fonoaudióloga) Joel Pinheiro (Preparador Vocal) Bárbara Camilo (3ºano) Daniele Istile (2º ano) Orientação: Profª Drª Kelly

Leia mais

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi Fisiologia Animal Sistema Nervoso Sistema Nervoso Exclusivo dos animais, vale-se de mensagens elétricas que caminham pelos nervos mais rapidamente que os hormônios pelo sangue. Mantido vivo pela eletricidade,

Leia mais

AUDIÇÃO SISTEMA NERVOSO SENSORIAL. O valor da comunicação verbal faz com que a audição, em alguns momentos, seja ainda mais importante que a visão.

AUDIÇÃO SISTEMA NERVOSO SENSORIAL. O valor da comunicação verbal faz com que a audição, em alguns momentos, seja ainda mais importante que a visão. SISTEMA NERVOSO SENSORIAL Sunol Alvar O valor da comunicação verbal faz com que a audição, em alguns momentos, seja ainda mais importante que a visão. 1 CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS

Leia mais

NeuroBiologia da Cognição Como o sistema nervoso decodifica os sinais do ambiente?

NeuroBiologia da Cognição Como o sistema nervoso decodifica os sinais do ambiente? NeuroBiologia da Cognição Como o sistema nervoso decodifica os sinais do ambiente? Profa Silvia Mitiko Nishida As empresas objetivam vender produtos e tentam convencer os consumidores por meio da P R O

Leia mais

Ruído. 1) Introdução. 2) Principais grandezas e parâmetros definidores do som

Ruído. 1) Introdução. 2) Principais grandezas e parâmetros definidores do som 1) Introdução A movimentação mecânica de cargas pode ser definida como o conjunto de ações, de materiais e de meios que permitem, de um modo planeado e seguro, movimentar cargas de um determinado local

Leia mais

Fisiologia do Sistema Nervoso

Fisiologia do Sistema Nervoso Fisiologia do Sistema Nervoso 1. Sistema Nervoso Sensorial 2. Sistema Nervoso Motor 3. Sistema Nervoso Autônomo 4. Ritmos Biológicos Visão Geral do Sistema Nervoso Central O Sistema Nervoso Central - SNC

Leia mais

ATIVIDADES FÍSICAS PARA SURDOS

ATIVIDADES FÍSICAS PARA SURDOS ATIVIDADES FÍSICAS PARA SURDOS Profª. Ms. * Introdução A deficiência auditiva traz algumas limitações para o desenvolvimento do indivíduo, uma vez que a audição é essencial para a aquisição da língua oral.

Leia mais

Ouvido Externo. Ouvido Médio. Bigorna. Martelo. Canal. Estribo. Tímpano. Figura 1 - Ouvido Humano

Ouvido Externo. Ouvido Médio. Bigorna. Martelo. Canal. Estribo. Tímpano. Figura 1 - Ouvido Humano O Ouvido Humano Eng. Adriano Luiz Spada Attack do Brasil 1- Introdução Neste artigo abordaremos as principais características do ouvido humano, uma das principais ferramentas para quem trabalha com áudio.

Leia mais

SOM. Ruído. Frequência. Ruído. Amplitude da vibração. Ruído. Isabel Lopes Nunes FCT/UNL. Som - produz vibrações (ondas) que entram no ouvido interno

SOM. Ruído. Frequência. Ruído. Amplitude da vibração. Ruído. Isabel Lopes Nunes FCT/UNL. Som - produz vibrações (ondas) que entram no ouvido interno SOM Isabel Lopes Nunes FCT/UNL toda a vibração mecânica que se propaga num meio elástico (ar, metais, líquidos ), desde que as frequências que a compõem se encontrem dentro de uma determinada faixa audível

Leia mais

Transtornos de Aprendizagem

Transtornos de Aprendizagem Transtornos de Aprendizagem Web conferencista: Fga Maristella Abdala O ato de aprender ocorre no SNC - Complexa rede de funções: sensitivo-sensorial, motora-práxica, afetiva, cognitiva e coordenação -

Leia mais

PSICOMOTRICIDADE. Professora Tatiana Comiotto

PSICOMOTRICIDADE. Professora Tatiana Comiotto PSICOMOTRICIDADE Professora Tatiana Comiotto Significado PSICO: Intelectual, cognitivo emocional, afetivo, mental e neurológico. MOTRICIDADE: Movimento, ato, ação, gesto. PSICOMOTRICIDADE é a realização

Leia mais

Linguagem. Norma Moreira Salgado Franco

Linguagem. Norma Moreira Salgado Franco Linguagem Norma Moreira Salgado Franco Áreas Corticais da Linguagem 1º - Giro frontal inferior (porção opercular - área 44) e parte das porções triangular, orbitária e opercular. 2º - Córtex do lobo parietal

Leia mais

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi Fisiologia Animal Sistema Nervoso Sistema Nervoso Exclusivo dos animais, vale-se de mensagens elétricas que caminham pelos nervos mais rapidamente que os hormônios pelo sangue. Mantido vivo pela eletricidade,

Leia mais

Perguntas mais freqüentes sobre a deficiência auditiva e dúvidas mais comuns relacionadas à surdez

Perguntas mais freqüentes sobre a deficiência auditiva e dúvidas mais comuns relacionadas à surdez Texto de apoio ao Curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Perguntas mais freqüentes sobre a deficiência auditiva e dúvidas mais comuns relacionadas à surdez

Leia mais

Audição. Audição. Audição e equilíbrio. Capta e direcciona as ondas sonoras para o canal auditivo externo.

Audição. Audição. Audição e equilíbrio. Capta e direcciona as ondas sonoras para o canal auditivo externo. Sistema auditivo Audição Audição Audição e equilíbrio Capta e direcciona as ondas sonoras para o canal auditivo externo. Possui glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas apócrinas modificadas glândulas

Leia mais

CONDUÇÃO da INFORMAÇÃO na MEDULA

CONDUÇÃO da INFORMAÇÃO na MEDULA FACULDADE de MOTRICIDADE HUMANA ANATOMOFISIOLOGIA 2008 2002/2003-2009 Prof. Prof. SISTEMA NERVOSO SISTEMA NERVOSO Receptores RECEPTORES E VIAS DA Vias SENSIBILIDADE da Sensibilidade Vias da Motricidade

Leia mais

RECONHECIMENTO DE PADRÕES RECONHECIMENTO DE VOZ

RECONHECIMENTO DE PADRÕES RECONHECIMENTO DE VOZ RECONHECIMENTO DE PADRÕES RECONHECIMENTO DE VOZ O ESQUEMA DE CLASSIFICAÇÃO É GERALMENTE BASEADO NA DISPONIBILIDADE DE UM CONJUNTO DE PADRÕES QUE FORAM ANTERIORMENTE CLASSIFICADOS, O "CONJUNTO DE TREINAMENTO";

Leia mais

O Setor de Fonoaudiologia funciona sob a coordenação da Fonoaudióloga Mestra Gerissa Neiva de Moura Santos Cordeiro, conforme programa apresentado a

O Setor de Fonoaudiologia funciona sob a coordenação da Fonoaudióloga Mestra Gerissa Neiva de Moura Santos Cordeiro, conforme programa apresentado a O Setor de Fonoaudiologia funciona sob a coordenação da Fonoaudióloga Mestra Gerissa Neiva de Moura Santos Cordeiro, conforme programa apresentado a seguir. COLÉGIO NOTRE DAME FONOAUDIOLOGIA PREVENTIVA

Leia mais

Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola

Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola Autor: Telma Pantano Data: 30/12/2009 Releitura realizada por Lana Bianchi e Vera Lucia Mietto. A identificação precoce de um

Leia mais

Perda Auditiva Induzida pelo Ruído - PAIR

Perda Auditiva Induzida pelo Ruído - PAIR Perda Auditiva Induzida Disciplina Medicina Social e do Trabalho MLS 0412 Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Graduação 3º Ano Grupo A1 Trata-se de uma perda auditiva do tipo neuro-sensorial,

Leia mais

Telencéfalo e Núcleos da Base Funções corticais superiores

Telencéfalo e Núcleos da Base Funções corticais superiores Telencéfalo e Núcleos da Base Funções corticais superiores Funções básicas que sustentam a vida são mediadas pela medula, tronco encefálico e diencéfalo No TELENCÉFALO ocorrem os processos psicológicos

Leia mais

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AEE E SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AEE E SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e DMU Shirley Rodrigues Maia Sobre Conceito, Definição e Terminologia A surdocegueira é uma terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas

Leia mais

Assumir a prevenção de perturbações de comunicação e linguagem e despiste no sentido da deteção precoce;

Assumir a prevenção de perturbações de comunicação e linguagem e despiste no sentido da deteção precoce; Definição de Terapeuta da Fala segundo o Comité Permanente de Ligação dos Terapeutas da Fala da União Europeia (CPLO),1994 O Terapeuta da Fala é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico,

Leia mais

Sistema Vestíbulo-Coclear. Matheus Lordelo Camila Paula Graduandos em Medicina pela EBMSP

Sistema Vestíbulo-Coclear. Matheus Lordelo Camila Paula Graduandos em Medicina pela EBMSP Sistema Vestíbulo-Coclear Matheus Lordelo Camila Paula Graduandos em Medicina pela EBMSP Salvador BA 27 de março de 2012 Componentes Orelha Externa Pavilhão Auditivo Meato Acústico Externo até a membrana

Leia mais

DISFUNÇÕES DA LINGUAGEM: UM ENCONTRO ENTRE A LINGÜÍSTICA E A NEUROCIÊNCIA

DISFUNÇÕES DA LINGUAGEM: UM ENCONTRO ENTRE A LINGÜÍSTICA E A NEUROCIÊNCIA DISFUNÇÕES DA LINGUAGEM: UM ENCONTRO ENTRE A LINGÜÍSTICA E A NEUROCIÊNCIA Antonio José dos Santos Junior 1 Resumo: O presente artigo discute a interação entre a Lingüística e a Neurociência no que se refere

Leia mais

SISTEMA NERVOSO CENTRAL E SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais)

SISTEMA NERVOSO CENTRAL E SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) Anatomia e Fisiologia Humana SISTEMA NERVOSO CENTRAL E SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) 1ª edição novembro/2006-1 - SISTEMA NERVOSO CENTRAL E SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO SUMÁRIO

Leia mais

ANATOMIA HUMANA. Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto

ANATOMIA HUMANA. Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto ANATOMIA HUMANA Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto Tecido Nervoso Compreende basicamente dois tipos celulares Neurônios unidade estrutural e funcional

Leia mais

PROTOCOLO DE ADAPTAÇÃO DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS AASI- EM ADULTOS

PROTOCOLO DE ADAPTAÇÃO DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS AASI- EM ADULTOS PROTOCOLO DE ADAPTAÇÃO DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS AASI- EM ADULTOS 1 Introdução: Dentre as diversas áreas de atuação do profissional fonoaudiólogo, a audiologia compreende desde o

Leia mais

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ. Karoline Sturion Ciniello

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ. Karoline Sturion Ciniello UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Karoline Sturion Ciniello A IMPORTÂNCIA DE INCORPORAR TESTES DE PROCESSAMENTO AUDITIVO NA AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM. CURITIBA 2010

Leia mais

Deficiência Auditiva. Definição. Definição, Classificação, Características e Causas

Deficiência Auditiva. Definição. Definição, Classificação, Características e Causas Deficiência Auditiva Definição, Classificação, Características e Causas Definição Impossibilidade total ou parcial de ouvir, e possui níveis de graduação que vão do leve ao profundo. Diferença existente

Leia mais

Elementos Estruturais e Funcionais do Sistema Nervoso

Elementos Estruturais e Funcionais do Sistema Nervoso CÉREBRO Cérebro O ser humano define-se por uma multiplicidade de caraterísticas que o distinguem dos outros animais. O seu organismo é constituído por um conjunto de orgãos e sistemas que se relacionam

Leia mais

Dist úrbios e Dificuldades de Aprendizagem

Dist úrbios e Dificuldades de Aprendizagem Dist úrbios e Dificuldades de Aprendizagem Considerações sobre o normal e o patológico Segundo Leticia Lanz: a pessoa é considerada normal quando sua conduta corresponde aos padrões e expectativas do sistema.

Leia mais

Sistema Nervoso Organização Geral

Sistema Nervoso Organização Geral Sistema Nervoso Organização Geral O encéfalo é o centro da razão e da inteligência: cognição, percepção, atenção, memória e emoção, Também é responsável pelo controle da postura e movimentos, Permite o

Leia mais

Treinamento de Prot. Auditiva. Treinamento aos usuários de protetores auriculares

Treinamento de Prot. Auditiva. Treinamento aos usuários de protetores auriculares Treinamento de Prot. Auditiva Treinamento aos usuários de protetores auriculares 1 Objetivo Reconhecer o agente físico ruído Conhecer os efeitos à saúde causado por exposição ao ruído Conhecer os tipos

Leia mais

9º Simposio de Ensino de Graduação

9º Simposio de Ensino de Graduação O SURDO: MEIOS DE COMUNICAÇÃO 9º Simposio de Ensino de Graduação Autor(es) GIULIELE APARECIDA DOS SANTOS OLIVEIRA Orientador(es) ELINE TEREZA ROZANTE PORTO 1. Introdução Surdez ou deficiência auditiva

Leia mais

Fisiologia Sentidos Especiais

Fisiologia Sentidos Especiais O Olho Fisiologia Sentidos Especiais Profa. Ana Maria Curado Lins, M.Sc Anatomia do Olho Esclerótica: membrana mais externa do olho, é branca, fibrosa e resistente; mantém a forma do globo ocular e protege-o;

Leia mais

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como Texto de apoio ao Curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Desenvolvimento motor do deficiente auditivo A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada

Leia mais

Dificuldades de aprendizagem

Dificuldades de aprendizagem Dificuldades de aprendizagem Dificuldades versus distúrbios Dificuldades escolares ou de aprendizagem Origem externa: no ambiente e no outro. Distúrbios/transtornos Origem interna: disfunção do Sistema

Leia mais

O CÓRTEX MOTOR CÓRTEX MOTOR PRIMÁRIO

O CÓRTEX MOTOR CÓRTEX MOTOR PRIMÁRIO O CÓRTEX MOTOR - Movimentos VOLUNTÁRIOS executados pela ativação cortical de padrões de função armazenados em áreas medulares e encefálicas inferiores na MEDULA ESPINHAL, TRONCO CEREBRAL, GÂNGLIOS DA BASE

Leia mais

FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO HUMANO

FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO HUMANO FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO HUMANO Controle do funcionamento do ser humano através de impulsos elétricos Prof. César Lima 1 Sistema Nervoso Função: ajustar o organismo animal ao ambiente. Perceber e

Leia mais

Dificuldades no Aprendizado

Dificuldades no Aprendizado Dificuldades no Aprendizado REGADAS, Kegilla Neris 1 BUGILA, Stephany 2 Resumo: Vamos constatar neste artigo, os tipos de dificuldades mais comuns encontradas na sala de aula, o papel da família, onde

Leia mais

TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO AUDITIVO E SUAS CONSEQUENCIAS NA APREDIZAGEM. ANGELA MARIA DE ALMEIDA PEREIRA

TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO AUDITIVO E SUAS CONSEQUENCIAS NA APREDIZAGEM. ANGELA MARIA DE ALMEIDA PEREIRA 1 TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO AUDITIVO E SUAS CONSEQUENCIAS NA APREDIZAGEM. ANGELA MARIA DE ALMEIDA PEREIRA Introdução Quando nos deparamos com um aluno que apresenta dificuldade de aprendizagem, as perguntas

Leia mais

A IMPORTÂNCIA NO APRENDIZADO DA ESCRITA E DA LEITURA: UM OLHAR MAIS CUIDADOSO PARA OS DISLÉXICOS

A IMPORTÂNCIA NO APRENDIZADO DA ESCRITA E DA LEITURA: UM OLHAR MAIS CUIDADOSO PARA OS DISLÉXICOS A IMPORTÂNCIA NO APRENDIZADO DA ESCRITA E DA LEITURA: UM OLHAR MAIS CUIDADOSO PARA OS DISLÉXICOS Polyana Lucena Camargo de Almeida (G-UEL) poly_uel@yahoo.com.br Viviane Boneto Pinheiro (G-UEL) vivianeboneto@hotmail.com

Leia mais

DISLEXIA: QUE BICHO É ESSE?

DISLEXIA: QUE BICHO É ESSE? DISLEXIA: QUE BICHO É ESSE? Lívia Ferreira da Silveira 1 Tatiana Azevedo de Souza da Cunha Lima 2 Resumo: O presente trabalho apresenta algumas reflexões acerca da historicidade e do conceito de dislexia

Leia mais

Sons Vocais do Inglês Americano

Sons Vocais do Inglês Americano Sons Vocais do Inglês Americano Existem mais de 40 sons vocais no inglês americano que podem ser classificados de acordo com a forma básica em que são produzidos. Classe quanto á forma Vogais Fricativas

Leia mais

Intervenção profissional e pesquisa na interface com a Fonoaudiologia

Intervenção profissional e pesquisa na interface com a Fonoaudiologia Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas Núcleo Informatizado de Estudos da Linguagem Intervenção profissional e pesquisa na interface com a Fonoaudiologia Prof a Dr a Carmen S. M. Bandini

Leia mais

O que fazemos com o que ouvimos? Danos auditivos para uma sociedade contemporânea

O que fazemos com o que ouvimos? Danos auditivos para uma sociedade contemporânea O que fazemos com o que ouvimos? Danos auditivos para uma sociedade contemporânea Ms Andréa Carla Lima Coelho Fgª Coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Profª nos Cursos da Escola de Saúde e Educação

Leia mais

Sistema Nervoso. Função: ajustar o organismo animal ao ambiente.

Sistema Nervoso. Função: ajustar o organismo animal ao ambiente. Sistema Nervoso Função: ajustar o organismo animal ao ambiente. Perceber e identificar as condições ambientais externas e as condições internas do organismo 1 LOCALIZAÇÃO: SISTEMA NERVOSO - CORPOS CELULARES:

Leia mais

UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE

UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE A INTERVENÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM:

Leia mais

POTENCIAIS EVOCADOS AUDITIVOS DE TRONCO ENCEFÁLICO PEATE

POTENCIAIS EVOCADOS AUDITIVOS DE TRONCO ENCEFÁLICO PEATE POTENCIAIS EVOCADOS AUDITIVOS DE TRONCO ENCEFÁLICO PEATE Os Potenciais Evocados Auditivos (PEA) são extraídos computadorizadamente da atividade biolétrica a partir da superfície do couro cabeludo e dos

Leia mais

1. CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

1. CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA GRUPO 5.2 MÓDULO 6 Índice 1. Crianças com Deficiência Auditiva...3 1.1. Os Ouvidos... 3 1.2. Mecanismo da Audição... 3 2. Saúde Auditiva...4 3. Definição de Deficiência Auditiva...5 3.1. Classificação...

Leia mais

A CANÇÃO COMO RECURSO TERAPÊUTICO NA REABILITAÇÃO DA AFASIA *

A CANÇÃO COMO RECURSO TERAPÊUTICO NA REABILITAÇÃO DA AFASIA * A CANÇÃO COMO RECURSO TERAPÊUTICO NA REABILITAÇÃO DA AFASIA * Rosana Saldanha Silva Especialista em Musicoterapia e Fonoaudiologia Musicoterapeuta e Fonoaudióloga rosasal@terra.com.br Resumo: Este estudo

Leia mais

A EXPERIÊNCIA DA USP. 1) Laboratório de Neuropsicolingüística Cognitiva Experimental

A EXPERIÊNCIA DA USP. 1) Laboratório de Neuropsicolingüística Cognitiva Experimental O Uso do Computador por Pessoas com Deficiência Sensorial (Surdez Congênita), Distúrbios Motores (Paralisia Cerebral, Esclerose Múltipla e Lateral Amiotrófica, Tetraplegia), e Distúrbios de Processamento

Leia mais

Daniel no mundo do silêncio

Daniel no mundo do silêncio Guia para pais Daniel no mundo do silêncio Walcyr Carrasco série todos juntos ilustrações de Cris Eich Daniel perde a audição nos primeiros anos de vida, e sua família dá todo o apoio para ele se comunicar

Leia mais

A expressão da atitude de CERTEZA em indivíduos com perda auditiva bilateral: análise prosódica.

A expressão da atitude de CERTEZA em indivíduos com perda auditiva bilateral: análise prosódica. A expressão da atitude de CERTEZA em indivíduos com perda auditiva bilateral: análise prosódica. Autores: Carla Aparecida de Vasconcelos Bruna Ferreira de Oliveira Sirley Alves Carvalho César Reis A partir

Leia mais

Coordenação Motora. Acadêmicas: Ana Laura Maciel Francieli de Abreu Shayda Muniz

Coordenação Motora. Acadêmicas: Ana Laura Maciel Francieli de Abreu Shayda Muniz Coordenação Motora Acadêmicas: Ana Laura Maciel Francieli de Abreu Shayda Muniz É compreendida como resultado da relação entre o indivíduo que realiza o movimento, o ambiente e a tarefa realizada por este,

Leia mais

Redes Neurais. Profa. Flavia Cristina Bernardini

Redes Neurais. Profa. Flavia Cristina Bernardini Redes Neurais Profa. Flavia Cristina Bernardini Introdução Cérebro & Computador Modelos Cognitivos Diferentes Cérebro Computador Seqüência de Comandos Reconhecimento de Padrão Lento Rápido Rápido Lento

Leia mais

DIFICULDADES ESPECÍFICAS DE LINGUAGEM E SUAS RELAÇÕES COM A APRENDIZAGEM DALMA RÉGIA MACÊDO PIN TO FONOAUDIÓLOGA E PSICOPEDAGOGA

DIFICULDADES ESPECÍFICAS DE LINGUAGEM E SUAS RELAÇÕES COM A APRENDIZAGEM DALMA RÉGIA MACÊDO PIN TO FONOAUDIÓLOGA E PSICOPEDAGOGA DIFICULDADES ESPECÍFICAS DE LINGUAGEM E SUAS RELAÇÕES COM A APRENDIZAGEM DALMA RÉGIA MACÊDO PIN TO FONOAUDIÓLOGA E PSICOPEDAGOGA LINGUAGEM A linguagem é um sistema de signos que possibilita o intercâmbio

Leia mais

Aquisição da linguagem: desenvolvimento típico e comprometido O que a pesquisa lingüística e a psicolingüística podem informar?

Aquisição da linguagem: desenvolvimento típico e comprometido O que a pesquisa lingüística e a psicolingüística podem informar? Aquisição da linguagem: desenvolvimento típico e comprometido O que a pesquisa lingüística e a psicolingüística podem informar? Letícia M. Sicuro Correa (PUC-Rio/LAPAL) Marina R. A. Augusto (PUC-Rio/LAPAL

Leia mais

GUIA DA AUDIÇÃO LÍDER MUNDIAL EM APARELHOS AUDITIVOS

GUIA DA AUDIÇÃO LÍDER MUNDIAL EM APARELHOS AUDITIVOS GUIA DA AUDIÇÃO LÍDER MUNDIAL EM APARELHOS AUDITIVOS A WIDEX É WINDMADE WindMade é o primeiro rótulo global de consumo, identificando empresas que utilizam energia eólica; A Widex é a primeira empresa

Leia mais

CURSO DE CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES PARA RECONHECIMENTO E MANEJO DE PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL NA INFÂNCIA

CURSO DE CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES PARA RECONHECIMENTO E MANEJO DE PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL NA INFÂNCIA CURSO DE CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES PARA RECONHECIMENTO E MANEJO DE PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL NA INFÂNCIA COMO LIDAR COM ALUNOS COM TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA Sônia Moojen Fonoaudióloga

Leia mais

Comunicação Empresarial e Processo Decisório. Prof. Ana Claudia Araujo Coelho

Comunicação Empresarial e Processo Decisório. Prof. Ana Claudia Araujo Coelho Prof. Ana Claudia Araujo Coelho Comunicar significa transmitir ideias, sentimentos ou experiências de uma pessoa para outra, tornar comum, participar, fazer saber, transmitir. ANDRADE (2008, p. 45) O resultado

Leia mais

PROGRAMA APRENDER A LER PARA APRENDER A FALAR A leitura como estratégia de ensino da linguagem

PROGRAMA APRENDER A LER PARA APRENDER A FALAR A leitura como estratégia de ensino da linguagem PROGRAMA APRENDER A LER PARA APRENDER A FALAR A leitura como estratégia de ensino da linguagem Como é que o PALAF se compara com outros programas? O PALAF foi traçado por duas psicólogas educacionais,

Leia mais

Sistema nervoso Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico

Sistema nervoso Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico SISTEMA NERVOSO Sistema nervoso Funções: Coordena o funcionamento dos outros sistemas. Controla os movimentos (voluntários e involuntários). É responsável pela recepção de estímulos externos e pela resposta

Leia mais

TRANSTORNOS DA FALA E DA LINGUAGEM

TRANSTORNOS DA FALA E DA LINGUAGEM TRANSTORNOS DA FALA E DA LINGUAGEM FONAÇÃO VOCALIZAÇÃO FALA ARTICULAÇÃO LINGUAGEM GRAMÁTICA PRODUÇÃO DE SONS VOCAIS SEM FORMAÇÃO DE PALAVRAS SOM PRODUZIDO PELA VIBRAÇÃO DAS CORDAS VOCAIS,MODIFICADO PELA

Leia mais

SISTEMA NERVOSO. Professora: Daniela Carrogi Vianna

SISTEMA NERVOSO. Professora: Daniela Carrogi Vianna SISTEMA NERVOSO Professora: Daniela Carrogi Vianna SISTEMA NERVOSO O sistema Nervoso é um todo. Sua divisão em partes tem um significado exclusivamente didático, pois as várias partes estão intimamente

Leia mais

Luísa Cabral 17 de Junho de 2008

Luísa Cabral 17 de Junho de 2008 SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA DIRECÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E REABILITAÇÃO DIRECÇÃO de SERVIÇOS de EDUCAÇÃO e APOIO PSICOPEDAGÓGICO SERVIÇO TÉCNICO de APOIO PSICOPEDAGÓGICO CENTRO

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO DOMÍNIO DA COMUNICAÇÃO ORAL PARA O SECRETÁRIO EXECUTIVO

A IMPORTÂNCIA DO DOMÍNIO DA COMUNICAÇÃO ORAL PARA O SECRETÁRIO EXECUTIVO A IMPORTÂNCIA DO DOMÍNIO DA COMUNICAÇÃO ORAL PARA O SECRETÁRIO EXECUTIVO Neusa Kreuz 1 RESUMO: É indiscutível a grande importância da linguagem oral no processo interacional humano. Trata-se da primeira

Leia mais

DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM DISTURBIO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL

DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM DISTURBIO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL C E F A C CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM X DISTURBIO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL MARLEY CHRISTIANNE BRANDÃO DO CARMO. GOIANIA. 1998.

Leia mais

Dislexia. O que é? Distúrbios de Aprendizagem Prof. Dorival Rosa Brito

Dislexia. O que é? Distúrbios de Aprendizagem Prof. Dorival Rosa Brito Dislexia O que é? A dislexia é um distúrbio na leitura afetando a escrita, normalmente detectado a partir da alfabetização, período em que a criança inicia o processo de leitura de textos. Seu problema

Leia mais

AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM ARTIGO ORIGINAL RIBAS A ET AL. AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Angela Ribas; Marine Raquel Diniz da Rosa; Karlin Klagenberg RESUMO A presente pesquisa teve

Leia mais

A CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE (CARS)

A CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE (CARS) A CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE (CARS) I. Relações pessoais: 1.- Nenhuma evidencia de dificuldade ou anormalidade nas relações pessoais: O comportamento da criança é adequado a sua idade. Alguma timidez,

Leia mais

01/03/2013. O Homúnculo de Penfield. Sistema Nervoso. Desenvolvimento embriológico do SN. Neurulação (início da 4ª semana) = formação do tubo neural

01/03/2013. O Homúnculo de Penfield. Sistema Nervoso. Desenvolvimento embriológico do SN. Neurulação (início da 4ª semana) = formação do tubo neural O Homúnculo de Penfield Sistema Nervoso Desenvolvimento embriológico do SN Neurulação (início da 4ª semana) = formação do tubo neural 1 Fechamento dos neuróporos 2 Importância do fechamento do tubo neural

Leia mais