SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO CICLO BÁSICO

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1 SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO CICLO BÁSICO A evolução da fotografia: Da artesanal à digital Cursistas: Cleusa Furtado de Souza Biz Jussara da Silva Creminácio Nelci de Fátima Pereira Metz Tutora: Elisa Santos Caçador abril / 2009.

2 2 SUMÁRIO 1. Introdução Objetivos 2.1 Objetivo geral Objetivos específicos 3. Justificativa Referencial Teórico Metodologia Cronograma Considerações Finais Referências... 09

3 3 RESUMO A fotografia "pin Hole" é provavelmente a técnica fotográfica mais antiga do mundo. Já em textos chineses do século quinto a.c. encontram-se descrições dos princípios ópticos da imagem "pin Hole", embora não tivesse esse nome. Basicamente, a fotografia "pin Hole" é um processo fotográfico, no qual um pequeno furo substitui a lente. A câmera pin Hole é uma caixa com o furo de um lado e o filme ou papel fotográfico na sua frente, que pode ser construída com qualquer material, desde uma lata, caixa de madeira, concha, até uma geladeira inteira. Neste projeto, desenvolvemos a técnica fotográfica "pin Hole" com "máquinas" artesanais construídas com latas de leite. Os próprios alunos confeccionam suas máquinas individuais e aprendem o princípio do processo fotográfico, além de aprender a fotografar e revelar os negativos em laboratório. A parte teórica inclui discussões complementares sobre a importância da fotografia como documento, forma de registro e denúncia da realidade em que a comunidade escolar está inserida. A produção textual do projeto compreende um poema e um texto de caráter científico que será publicado em

4 4 1. INTRODUÇÃO Com este projeto intitulado Evolução da fotografia: Da artesanal à digital, apresentado ao curso de Mídias na Educação, pretendemos trabalhar com ferramentas de aprendizagem de cunho tecnológicos como máquina fotográfica e o celular para fotografar, softwares para produção e edição de vídeos, material impresso em sala de aula, pin Hole (câmera fotográfica de lata) confeccionada pelos alunos, computador e scanner para inverter negativos. Através de pesquisas sobre a história da fotografia, desde a origem até a evolução foi descoberta a câmara fotográfica (pin Hole) e a adotada como temática neste trabalho de caráter didático. O projeto culminou na construção de uma pin Hole, na utilização da mesma para fotografar cenas cotidianas, e, principalmente no processo de revelação das imagens fotografadas. Após o desenvolvimento do projeto em sala de aula, realizamos uma exposição dos trabalhos para que a comunidade escolar pudesse participar. O presente projeto despertou curiosidade e interesse dos demais alunos da Unidade Escolar. Pretende-se desenvolvê-lo em outra unidade escolar para que outros alunos também tenham acesso à riqueza da temática. 2. OBJETIVOS 2.1. Objetivo Geral Estudar a evolução da fotografia, da artesanal à digital e entender o processo de propagação retilínea da luz na formação da imagem fotográfica Objetivos Específicos Pesquisar sobre a evolução da fotografia, bem como o processo de propagação retilínea da luz na formação da imagem fotográfica; Produzir textos de caráter científico em relação ao objeto de estudo; Criar um blog como forma de registro e intercâmbio de idéias; Desenvolver uma câmera fotográfica artesanal (de lata) para fotografar imagens cotidianas retratando aspectos sociais;

5 5 Traçar parâmetros entre a forma artesanal e digital de fotografia. 3. JUSTIFICATIVA Vivemos uma intensa revolução em nossa sociedade, provocada pelos meios de comunicação, estas novas mídias, garantem a mudança de paradigmas na educação e na produção do conhecimento. É importante garantir o acesso a estas ferramentas, principalmente de forma pública e gratuita, assegurando principalmente aos nossos jovens, condições de apropriação do conhecimento sobre e, incentivo a sua produção. Acredita-se que o conhecimento da forma artesanal da fotografia leva os indivíduos a entender melhor o processo, desde a captação da imagem à impressão da fotografia. Resgatar o modo de produção de fotografia é primordial para que os jovens entendam e apreendam a história e evolução da fotografia. Assimilar conhecimentos que os levem a estabelecer relação entre a o processo artesanal e digital na era da informação e do avanço tecnológico que nos rodeia é de fundamental importância. 4. REFERENCIAL TEÓRICO Segundo Kossoy (2008), a fotografia nasceu de investigações simultâneas de diferentes pesquisadores, em diferentes lugares, todos perseguindo um mesmo objetivo: registrar imagens. Séculos antes da descoberta da fotografia, a camera obscura já era empregada por artistas e viajantes como instrumento auxiliar para o desenho. Era o ancestral da câmera fotográfica: compartimento fechado, um orifício de pequeno diâmetro por onde passam os raios de luz refletidos dos objetos externos, a projeção desses raios na parede oposta, produzindo imagens invertidas. Durante o século XVIII, com os avanços no campo da química, o uso de suportes fotossensíveis no interior da câmera obscura, resultou nas primeiras imagens fotográficas. (Boris Kossoy ). Roland Barthes, em seu livro A Câmara Clara (1980), aborda o enigma da fotografia exatamente no ponto o da linguagem. Barthes, como todo semiólogo, quer

6 6 saber qual a estrutura da linguagem fotográfica. Barthes, fiel à sua tradição cartesiana, questiona-se, antes de tudo, sobre o método a seguir. A partir disso encontra-se, em todas as fotografias por ele examinadas, dois elementos inerentes imagem que terão denominações em latim, à falta de um correspondente em francês: o studium e o punctum. Studium é, em síntese, o interesse humano, cultural e político, estimulado pela imagem fotográfica. A foto faz um registro histórico do momento, um instante que não poderá ser reproduzido novamente, levando-se em consideração a época, os costumes e as tradições que ficam eternizados no instante fotografado. É por isso única e de caráter documental, segundo Roland Barthes. Machado, em sua obra A Ilusão Especular ressalta o mesmo caráter documental, mas não através do que a fotografia pode dizer enquanto registro de um instante, e sim através de sua materialidade. Ou seja, para ele o que caracteriza o caráter histórico da foto é a definição dos elementos que a compõe enquanto um processo químico. Sua discussão trata a fotografia enquanto técnica. Barthes ressalta ainda o caráter conservador da foto. A imobilidade, fixação de um instante através da pose, é o que constitui a natureza da fotografia. a pose eterniza uma ficção e não uma realidade.a ficção decorre do fato de que a pose do fotografado é uma imagem criada, é a imagem que se quer passar, aquilo que imaginamos ser, e não o que somos. Pode-se dizer que a foto realmente eterniza uma imagem mesmo que esta não corresponda à verdade absoluta, mas a uma verdade fabricada, aquela que se quer passar adiante. O caráter subjetivo da fotografia não pode ser desprezado. A imagem retratada, ao mesmo tempo em que apreende o real, reflete o ponto de vista de seu autor. Barthes diz que o órgão do Fotógrafo não é o olho (...), é o dedo: o que está ligado ao disparador da objetiva (p. 30). Ao longo do texto, o dedo é ainda a imagem síntese de outros processos que evoca. Primeiramente, porque a foto não diz nada, apenas aponta com o dedo um certo vis-a-vis e não pode sair dessa pura linguagem dêitica (p.13-14), isto é, que por si só não significa, apenas indica. Indo mais além, sugere que a foto produz entre os sujeitos envolvidos uma relação tátil: a luz, embora impalpável, é aqui um meio carnal, uma pele que partilho com aquele ou aquela que foi fotografado (p. 121). Tenta, portanto, delinear uma instância menos racional a quem a fotografia fala ou, mais precisamente, toca.

7 7 A fotografia funcionaria então como um elo que conecta de modo muito concreto elementos distantes: vejo os olhos que viram o imperador, diz Barthes no primeiro parágrafo do livro, diante de uma foto do irmão de Napoleão (p. 11). Então, não se pode afirmar que a linguagem fotográfica é universal. Não há imagem fotográfica que possa ser interpretada da mesma maneira por diferentes povos. A própria história de vida do indivíduo, e a classe sócio-econômica na qual está inserido, também é um fator a ser considerado. 5. METODOLOGIA Estudo da evolução da mídia fotografia e da tecnologia câmera fotográfica, bem como a confecção de uma câmera artesanal de fotografia, possibilitando a produção textual de caráter científico a ser postado, lido e comentado em forma de blog, como também em forma de exposição na unidade escolar, aberta à comunidade. O presente estudo será de caráter bibliográfico, pesquisa de campo e documental e desenvolvido na Escola de Educação Básica Dom Orlando Dotti e suas dependências como sala informatizada, biblioteca e sala de vídeo. Os sujeitos envolvidos compreendem alunos da 2ª série do Ensino Médio, professora de sociologia, de ciências e língua portuguesa. Quando o projeto será apresentado aos alunos e lhes será proposto a pesquisa bibliográfica sobre a evolução da fotografia, bem como da câmera fotográfica. A pesquisa de campo será desenvolvida a partir da captação de imagens do contexto social que o aluno está inserido, preocupando-se com cenas da realidade social. A pesquisa documental basear-se-á em dados históricos do ambiente familiar dos educandos. A partir disso, será organizado o blog da turma com a finalidade de registrar estudos realizados, leitura das produções e a troca de idéias e experiências durante o projeto, cuja proposta principal é levar os alunos ao entendimento de todo o processo de evolução e captação de imagem da fotografia, desde a forma artesanal à digital.

8 8 6. CRONOGRAMA Atividade abril maio junho Elaboração do projeto Apresentação do projeto na escola Pesquisa bibliográfica Produções textuais Construção do Blog Construção da câmera artesanal de lata Captação das imagens Visita em estúdio fotográfico Processo de revelar imagens Exposição na Unidade Escolar Apresentação dos resultados da pesquisa 7. RESULTADOS ESPERADOS Com a elaboração deste projeto, objetivou-se que os alunos buscassem informações sobre a evolução da fotografia, bem como o processo de propagação retilínea da luz na formação da imagem fotográfica. Neste contexto, também ocorreu a produção do conhecimento, ou seja, a produção de textos de caráter científico em relação ao objeto de estudo, que posteriormente foi transformado em novo gênero (poesia). Também, a criação de um blog como forma de registro e intercâmbio de idéias foi um ponto interessante, como forma de registro. Também, foi desenvolvida uma câmera fotográfica artesanal de lata (pin Hole) para fotografar imagens cotidianas retratando aspectos sociais. Como também, oportunizamos aos alunos traçar parâmetros entre a forma artesanal e digital de fotografia, vendo a pin Hole como fotografia alternativa. Espera-se que ao se concluir a última etapa do projeto em final de junho, os alunos compreendam todo esse processo de fotografar, analisando a funcionalidade do olho humano como réplica do processo de fotografar. A fotografia com resultado de impressões foi a temática dos poemas produzidos que podem ser lidos e comentados no endereço:

9 9 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS Analisando o desenvolvimento deste projeto como processo, percebeu-se que a cada metodologia desenvolvida, o resultado foi revelador, o que mostrou mais possibilidades de trabalho, mais abordagens em relação ao uso das diversas mídias e tecnologias na escola, mais precisamente em sala de aula. Os registros em fotos, vídeos e escritos fundamentam essa questão. O que realmente nos impressiona e nos impressionou foram as produções textuais como forma de impressões, as impressões de memória, a construção da história de cada aluno partícipe deste projeto; o reviver da história por intermédio da fotografia; principalmente a descoberta revelada na prática do processo de revelação fotográfica, na impressão do que vemos com os olhos e após revelada apalpamos com as mãos. O desenvolvimento de cada proposta de trabalho deixou-nos claro que revelar é um momento mágico, que descobrir o desconhecido é sempre um prazer e que a produção do conhecimento ainda é um bem maior. Enfim, foi impressionante, revelador e espera-se que após a exposição na Unidade Escolar, como última proposta, nossos objetivos sejam plenamente alcançados. 9. REFERÊNCIAS BARTHES, R. A Mensagem Fotográfica. Teoria de Cultura de Massas, Adordo et al. Luis Costa Lima, org - #. Ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, BARTHES, R. A Câmera Clara. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, o/historia_fotografia/historia_da_fotografia02.shtml?primeiro=1. Acessado em 20/05/2009. KOSSOY Boris. Revelações à sombra Revista de História, ano 3. Nº 35, agosto 2008). REIMERINK. Rudolf K. - Os olhos do mundo. Ano 2/2001.

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