PROJETO INTELECTUAL INTERDISCIPLINAR HISTÓRIA E GEOGRAFIA 7º ANO A ESCRAVIDÃO EM UBERABA: PASSADO E PRESENTE

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1 PROJETO INTELECTUAL INTERDISCIPLINAR HISTÓRIA E GEOGRAFIA 7º ANO A ESCRAVIDÃO EM UBERABA: PASSADO E PRESENTE Professores Responsáveis: Marcus Oliveira e Franceline Miranda Quantidade de vagas: 15 a 25 alunos Considerando pressupostos presentes no projeto político pedagógico das unidades escolares que ofertam o ensino fundamental II e ensino médio, o envolvimento do presente projeto, em relação alguns desses pressupostos, em uma escala de 1 a 5 é: I - atividades integradoras artístico-culturais, tecnológicas e de iniciação científica, vinculadas ao trabalho, ao meio ambiente e à prática social; (5) II - problematização como instrumento de incentivo à pesquisa, à curiosidade pelo inusitado e ao desenvolvimento do espírito inventivo;(5) III - a aprendizagem como processo de apropriação significativa dos conhecimentos, superando a aprendizagem limitada à memorização; (5) IV - valorização da leitura e da produção escrita em todos os campos do saber; (5) V - comportamento ético, como ponto de partida para o reconhecimento dos direitos humanos e da cidadania, e para a prática de um humanismo contemporâneo expresso pelo reconhecimento, respeito e acolhimento da identidade do outro e pela incorporação da solidariedade; (5) VI - articulação entre teoria e prática, vinculando o trabalho intelectual às atividades práticas ou experimentais; (5)

2 I - capacidade de aprender permanente, desenvolvendo a autonomia dos estudantes; - atividades sociais que estimulem o convívio humano. (5) INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA A escravidão brasileira, em seus mais diversos aspectos, é um dos temas mais estudados pelos historiadores nacionais. Isso certamente se deve ao impacto da escravidão em nosso tempo presente. A discussão sobre a organização social da escravidão é fundamental na solução de inúmeros problemas complexos da sociedade brasileira atual, como, por exemplo, a existência dos preconceitos raciais ou mesmo a questão das cotas raciais nas universidades públicas. Além disso, o estudo da escravidão e da presença dos negros no Brasil abre um importante caminho para a compreensão da cultura brasileira. Se observarmos nossa cultura, poderemos encontrar inúmeros elementos que mostram a contribuição dos africanos. Um desses exemplos mais evidentes é a nossa língua portuguesa. Muitas de nossas palavras, como demonstra o historiador Nei Lopes, sofreram influência dos idiomas falados na África. Essa influência se estende por todo Brasil, uma vez que a escravidão era praticada em toda sua extensão. Nesse sentido, é possível observarmos essa influência em nossa própria cidade. Em Uberaba há a presença do trabalho escravo durante o século I. No entanto, os habitantes da cidade pouco ou nada sabem sobre esse importante período histórico. Nesse sentido, esse projeto tem como objetivo compreender as formas de organização da escravidão na cidade de Uberaba ao longo do século I, observando as influências da cultura dos escravos na cidade, tanto nos costumes quanto nos patrimônios materiais e imateriais existentes na atualidade. Nosso projeto não tem como objetivo somente a compreensão e o estudo do passado. Realizaremos também intervenção na realidade, criando formas de

3 conscientização da existência e da influência da presença escravidão negra na cidade de Uberaba. Assim, temos como objetivo criar formas criativas de socializar os conhecimentos obtidos a partir de nossos estudos, contribuindo para que Uberaba tenha uma memória adequada de seu próprio passado. OBJETIVOS Compreender historicamente a organização social da escravidão no Brasil. Estudar a história da cidade de Uberaba, com ênfase no século I. Compreender historicamente a organização social da escravidão na cidade de Uberaba. Criar formas criativas de socialização do conhecimento obtido. Contribuir para a formação da memória da cidade de Uberaba sobre a escravidão. METODOLOGIA E CRONOGRAMA Sempre acompanhados pelo professor(a) em encontros marcados no próprio colégio, os alunos desenvolverão primeiramente estudos sobre a organização social da escravidão no Brasil e na cidade de Uberaba. Depois dessa etapa, os alunos deverão produzir sínteses sobre aquilo que aprenderam, redigindo textos e apresentando-os aos demais colegas, estabelecendo, assim, uma discussão coletiva sobre o que está sendo apresentado. Após essas etapas, iniciaremos a discussão sobre a produção de formas criativas de socialização do conhecimento obtido nos estudos. Estando decididas as formas de exposição, passaremos a fase de produção dos materiais e sua posterior exibição para o público do colégio. Essa etapa de criação é a mais aberta, uma vez que permite que o aluno utilize sua criatividade, produzindo vídeos, exposição de fotografias, campanhas de conscientização, ações de intervenção.

4 O cronograma de execução do projeto está assim disposto: Atividades / Trimestre 1º 2º 3º Estudos e pesquisas sobre a escravidão no Brasil Estudos e pesquisas sobre a escravidão em Uberaba Produção de textos e socialização do conhecimento Discussão sobre formas de intervenção na realidade Produção das intervenções Exibição final do projeto para a comunidade do colégio Todas as etapas citadas no cronograma serão executadas em reuniões periódicas, organizadas previamente pelo professor com seu grupo. AVALIAÇÃO A avaliação do projeto ocorre de modo processual. Isso significa dizer que o aluno será avaliado durante todas as etapas do projeto, individualmente. Será cobrado do aluno o total comprometimento com as atividades do projeto, bem como seu envolvimento com o grupo. Isso inclui: Presença e compromisso com as reuniões marcadas pelo professor. Envolvimento com as atividades do grupo. Cumprimento de todas as etapas nos prazos estabelecidos. Em relação às atividades de produção do conhecimento, o aluno será avaliado nos seguintes pontos:

5 Capacidade de síntese e redação dos conhecimentos obtidos nas pesquisas. Capacidade de criação de materiais para a exposição criativa dos conhecimentos obtidos nas pesquisas. Capacidade de criação de propostas de ações de intervenção na realidade atual. Assinatura dos pais ou responsáveis

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