QUE ESCOLA QUEREMOS PARA AS NOSSAS CRIANÇAS?

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1 SEMINÁRIO DE PESQUISA OBJETIVO DEBATER E PROBLEMATIZAR QUESTÕES RELACIONADAS ÀS PRÁTICAS DOCENTES NA EDUCAÇÃO INAFANTIL, BEM COMO ESTABELECER DIÁLOGO COM TEÓRICOS DA PEDAGOGIA, DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DAS CIÊNCIAS RELACIONADAS AO CAMPO DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DA INFÂNCIA. QUE ESCOLA QUEREMOS PARA AS NOSSAS CRIANÇAS?

2 A profissionalização é uma transformação estrutural que ninguém pode dominar sozinho. Por isso, ela não se decreta, mesmo que as leis os estatutos, as políticas da educação possam facilitar ou frear o processo. O que significa que a profissionalização de um ofício é uma aventura coletiva (...) Philippe Perrenoud

3 Querido(a) Educador e Educadora! Estamos aqui para discutir a escola que desejamos e que poderemos realizar. Dessa maneira, pensou-se numa sequência de propostas, dentre as quais algumas tanto poderão ser utilizadas junto aos alunos, quanto nos proporcionarão estudos de propostas de atividade para Educação Infantil. Mas, para que tudo dê o mais certo possível, será preciso que você participe muito, trazendo questões e exemplos que ilustrem nossas atividades dando, já assim, vida a nossa escola. Falaremos de muitas coisas... Pronta para vir concosco? Primeiro é preciso voltar à infância...

4 O que é ser criança? De que modo as pessoas percebem as crianças? Qual o papel social da infância na sociedade moderna? Que valor é atribuído à criança por pessoas de diferentes classes e grupos sociais? Qual o significado de ser criança nas diferentes culturas? Como trabalhar com crianças pequenas de maneira simultaneamente considerar seu contexto de origem, as especificidades de seu momento e o acesso aos conhecimentos, direito social de todos e de cada um? Essas perguntas foram colocadas por Sônia Kramer Professora do Departamento de Educação da PUC-RIO em seu artigo Infância e Educação Infantil: Reflexões e Lições [MIMEO] nº 34 maio Vamos então discutir um pouco sobre elas... (tempo para tarefa: 1 hora) Escolha uma das gravuras tendo, como critério, algo em que ela se relacione com a sua infância. Rapidamente, conte para seu grupo o porquê da sua escolha. Agora leiam o artigo acima referido e, juntas elejam no máximo dois parágrafos que representem o que consideram mais relevante no texto, refletindo sobre as crianças com as quais trabalham. (iremos disponibilizar figuras referente a infância para iniciar a discussão) Aqui você pode anotar as discussões que tiverem e aquelas que o grupão trará.

5 Quem é a Criança? Como é a criança de 3,4 e 5 anos que conhecemos? Do que gostam de comer? Do que gostam de brincar? Com quem gostam de brincar? Como é sua fala? Como resolvem suas desavenças? Vale lembrar dos filhos, dos alunos, dos sobrinhos, dos filhos dos amigos...tempo PARA A TAREFA: 20 MINUTOS! CRIANÇAS DE 3/4 ANOS CRIANÇAS DE 5 ANOS

6 Como a criança aprende? Muitas são as teorias que vêm tentando explicar como se dá o processo de aprendizagem do ser humano. Nos deteremos aqui em dois nomes de Jean Piaget e Lev S. Vygotsky, ambos construtivistas na base de suas teorias, na medida em que conseguiram provar que o ser humano constrói conhecimento a partir de uma relação dialética com o meio. Contudo, há entre esses grandes pesquisadores divergências as quais não podem ser entendidas como complementares. Vamos à base de cada um deles: 1) Piaget: Construtivista, entende que a construção de conhecimento se dá através dos processos de DESEQUILIBRIO ASSIMILAÇÃO- ACOMODAÇÃO. Seu foco de pesquisa foi o desenvolvimento das estruturas lógicas. Para ele, o desenvolvimento antecede a aprendizagem. 2) Vygotsky: Sócio-interacionista, entende a construção de conhecimento a partir do conceito de ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL. Para ele não existe apenas o nível pessoal. O sujeito aprende a partir do seguinte esquema: NÍVEL REAL ZONA PROXIMAL NÍVEL POTENCIAL O que o sujeito apresenta hoje O que está entre o sujeito e o que ele pode vir a ser, e geralmente é provocada por outra pessoa, e quem intermedia esse momento e a linguagem O que o sujeito pode aprender no futuro. Para Vygotsky, não há nada que você faça primeiro com alguém que depois não consiga fazer sozinho.

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