Groupware. Protocolos e Artefatos de Coordenação em CSCW Cleidson de Souza Exemplos. Protocolos e Artefatos de Coordenação

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1 Groupware Protocolos e Artefatos de Coordenação em CSCW Cleidson de Souza Tecnologia computacional para auxiliar o trabalho cooperativo Mas Como o trabalho cooperativo é executado? Como as pessoas trabalham em conjunto? Como a tecnologia existente facilita (ou dificulta) este trabalho? Conceitos, técnicas, abordagens, considerações gerais sobre o trabalho cooperativo. pag. 2 Protocolos e Artefatos de Coordenação Exemplos pag. 3 Em ambientes colaborativos complexos, a articulação ou coordenação da atividades requer artefatos especializados que quando usados no contexto das convenções, protocolos e procedimentos locais permite uma redução na complexidade do trabalho de cooperação facilitando o trabalho em grupo. Schmidt, Kjeld and Carla Simone: 'Coordination mechanisms: Towards a conceptual foundation of CSCW systems design', Computer Supported Cooperative Work: The Journal of Collaborative Computing, vol. 5, no. 2-3, 1996, pp pag. 4 Descrição de um bug (bug report) em desenvolvimento de software; Pedaços de papel entre controladores de trafégo aéreo (paper flight strips); Tabelas de horários (schedules) e prontuários eletrônicos em hospitais; Tabelas (time tables) no transporte urbano (metrô de Londres); Cronogramas em projetos de desenvolvimento de software; Tabelas de classificação usadas em repositórios; Etc, etc etc.

2 Exemplo 1 pag. 5 Bug Reports Relatório que descreve um problema a ser consertado durante a atividade de desenvolvimento de software, ou um novo requisito a ser implementado; Este relatório deve ser escrito pra cada novo problema ou requisito; Ele pode ser manual ou implementado através de uma ferramenta: Bug Report pag. 6 Bugzilla, TRAC, Rational ClearQuest, etc. Bug Reports Ferramentas de bug-tracking geralmente são associadas a ferramentas de controle de versão; Desta forma, é possível identificar que linhas de código são responsáveis por corrigir um determinado problema ou implementar uma nova funcionalidade: pag. 7 pag. 8 Alterações no código podem criar outros problemas; Testes de regressão; Geralmente usadas no processo de manutenção;

3 Bug Reports Bug Reports - Protocolo pag. 9 Estudo de campo com o time MVP Software para auxílio a trafégo aéreo desenvolvido pela NASA / Ames: Usado por alguns aeroportos; 10 ferramentas diferentes; Vários processos diferentes compartilhados entre as ferramentas; Desenvolvedores (25) e time de verificação e validação (6); Escrevem código; Testam o código; Mantém o manual das ferramentas; pag. 10 Time de teste identifica um problema Preenche um bug report com informações sobre ferramenta, processos, parâmetros do processo e aeroporto; Desenvolvedor usa esta informação pra repetir o problema e assim poder corrigi-lo; Preenche no bug report informações sobre: o projeto desenvolvido pra corrigir o problema; como testar o software para verificar que o problema foi corrigido; O manual da ferramenta: precisa ser modificado ou não? Bug Reports - Protocolo Gerente usa a informação do bug report Para verificar que a mudança no código não afeta a arquitetura do sistema; Time de teste usa esta informação Para gerar as matrizes de teste de regressão; Para verificar se é necessário ou não atualizar o manual; Bug Reports Um bug report facilita a coordenação das atividades deste time de desenvolvimento de software Permite que cada membro trabalhe individualmente, mas que receba as informações necessárias a seu trabalho; Flexibilidade na ferramenta de apoio; Dependência entre artefatos torna os bug reports mais importantes; pag. 11 pag. 12

4 Exemplo 2 Uma dentre as inúmeras tecnologias utilizadas por controladores de trafégo aéreo para permitir o desempenho de suas atividades: Segurança; Colaboração; Etc. pag. 13 pag. 14 pag. 15 Complementar ao radar. pag. 16 A flight strip é um documento público para os membros do time, uma representação do histórico de controle de uma aeronave e do trabalho para controlá-lo. Informação sobre rota (origem, destino, e pontos intermediários), altitude atual e anterior, etc.

5 Minutos antes de um avião entrar no espaço aéreo de um centro de controle, uma strip é impressa com informações básicas. O controlador pega a strip na impressora e o posiciona na sua área de trabalho. Este ato serve como uma checagem da informação do avião. Inconsistências perigosas podem ser identificadas neste processo. pag. 17 pag. 18 A organização das strips tem um significado para os controladores. A simples colocação de uma strip entre as outras requer atenção e funciona como um esquema de segurança. O layout das strips informa aspectos interessantes do trabalho: o estado do trafego aéreo; conflitos que podem surgir; Etc. pag. 19 Aeronaves passam de uma setor para outro, portanto strips passam de um controlador para outro. Controladores monitoram seus colegas: pag. 20 observando rapidamente anotações nas strips ; ouvindo conversas no telefone; observando rapidamente a disposição das strips ; Através de interação física (prox slide); Habilidade difícil de ser aprendida;

6 pag. 21 A idéia de que o computador deva sempre automatizar tarefas manuais tediosas é falsa. O computador não deve organizar automaticamente estas strips. Um sistema computacional deve ser flexível para seus usuários. De um modo geral, o que deve e o que não deve ser automatizado? pag. 22 Exemplo 3 Exemplo 4 Prontuários Médicos pag. 23 E daí? Contém informação sobre um paciente: sintomas, medicação (tipo e dosagem), efeitos colaterais, etc; Tabelas de alocação do metrô de Londes (time tables) pag. 24 Próxima aula

7 Conclusões Leituras pag. 25 É necessário entender como a coordenação é feita para o projeto de ferramentas de groupware; Válido também para outros aspectos tecnológicos (não somente o desenvolvimento de software); Frequentemente, artefatos são desenvolvidos ou adaptados para facilitar a cooperação. Mas, estes artefatos são acompanhados de um protocolo. Mecanismos de coordenação = artefato + protocolo; pag. 26 Esta aula: Mackay, W. (1999) Is Paper Safer? The Role of Paper Flight Strips in Air Traffic Control. ACM TOCHI, vol 6, n. 4, pp de Souza, C. R. B., D. F. Redmiles, et al. (2003). "Breaking the Code", Moving between Private and Public Work in Collaborative Software Development. International Conference on Supporting Group Work (GROUP'2003), Sanibel Island, Florida, USA. pag. 27 Leituras Próxima Aula: Dourish, P. and V. Bellotti (1992). Awareness and Coordination in Shared Workspaces. Conference on Computer- Supported Cooperative Work (CSCW '92), Toronto, Ontario, Canada, ACM Press. Heath, C. and P. Luff (1992). "Collaboration and Control: Crisis Management and Multimedia Technology in London Underground Control Rooms." Computer Supported Cooperative Work 1(1-2):

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