Fundamentos em Teste de Software. Vinicius V. Pessoni

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1 Fundamentos em Teste de Software Vinicius V. Pessoni

2 Objetivos do treinamento 1. Expor os fundamentos de Teste de Software; 2. Conceituar os Níveis de Teste; 3. Detalhar sobre as Técnicas e Tipos de Teste; 4. Apresentar as Normas e Padrões de Teste.

3 1. Fundamentos de Teste

4 Atividades de V&V - A construção de software depende da habilidade das pessoas (erros acabam surgindo); -As atividades de V&V têm a finalidade de garantir o modo e o que está sendo construído; -Divididas em estáticas (não requer a execução e existência de software) e dinâmicas (execução do software).

5 Objetivo do Teste - Reduzir a probabilidade de incidência de erro no cliente + - Minimizar riscos ao negócio do cliente + - Atender as necessidades do cliente (negócio, contratual, legal, etc.) = Maior satisfação do cliente

6 Conceitos - ERRO: trata-se de uma ação humana (ex.: não entendimento de como executar um cálculo) - DEFEITO: Causado por um erro de entendimento (ex.: código com fórmula de cálculo mal escrita) - FALHA: Tentativa de execução de um defeito. (ex.: execução de um cálculo gerando resultados indevidos)

7 O que leva a Erros, Defeitos e Falhas - Pressão dos stakeholders; - Prazos de atendimento à demandas inadequados; - Utilização de tecnologia inadequada; - Falta de habilidade da equipe; - Não entendimento das necessidades do cliente; - Fator humano.

8 Por que testar? - Motivação por maior segurança aos clientes; - Oferecer maior continuidade do serviço ao negócio do cliente; - Melhoria da qualidade dos softwares; - Busca pela confiabilidade do software junto aos clientes; - Visando redução de gastos em correção de bugs.

9 Quanto à confiabilidade do software Confiabilidade 7 Falha ocorrida! 6 Falha ocorrida! Nota Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Tempo

10 Quanto ao custo do defeito Custo do Defeito R$ Concepção Elaboração Construção Transição Tempo

11 Quanto à qualidade do software (ISO 9126) Alta Alta Poucos Defeitos Muitos Defeitos Qualidade de Software Qualidade dos Testes Muitos Defeitos Poucos Defeitos Baixa Baixa

12 Quanto testar? - Riscos existentes: Técnicos; Projetos; Negócio. - Restrições existentes Cronograma; Financeiro.

13 Entendendo o que é TESTAR Testar é analisar um programa com a intenção de descobrir erros e defeitos. (Myers) O teste de programas pode ser usado para mostrar a presença de defeitos, mas nunca para mostrar a sua ausência. (Dijkstra) Testar é medir a qualidade e funcionalidade de um sistema.

14 Quando testar? - Tradicional: - Testes são realizados ao final da implementação; - Visam provar que o software funciona; - Pode ser executado por qualquer profissional.

15 Quando testar? - Melhor Prática: - Realizar testes durante o ciclo de vida do software. - Provar que o software não funciona; - Fazer uso de profissionais especializados em teste de software.

16 Princípios do Teste de Software 1. Teste demonstra presença de defeitos; 2. Teste exaustivo é impossível; 3. Teste antecipado; 4. Agrupamento de defeitos; 5. Paradoxo do pesticida; 6. Teste depende do contexto; 7. A ilusão da ausência de erro.

17 Psicologia do Teste de Software - Independência nos testes - Próprio desenvolvedor; - Outro desenvolvedor; - Equipe de teste; - Empresa de teste. - Identificar e relatar defeitos - Curiosidade; - Pessimismo profissional; - Ser crítico; - Atenção aos detalhes; - Experiência em identificar defeitos; - Comunicação eficiente com o desenvolvimento.

18 Psicologia do Teste de Software - Independência nos testes - Próprio desenvolvedor; - Outro desenvolvedor; - Equipe de teste; - Empresa de teste. - Identificar e relatar defeitos - Curiosidade; - Pessimismo profissional; - Ser crítico; - Atenção aos detalhes; - Experiência em identificar defeitos; - Comunicação eficiente com o desenvolvimento.

19 Processo de Teste - PDCA

20 Fundamentos do Processo de Teste de Software Um processo de teste básico deve contemplar: - Planejamento e controle; - Análise e modelagem; - Implementação e execução; - Avaliação de critérios de saída e relatórios; - Atividade de encerramento dos testes. - Melhoria/Corretiva/Preventiva.

21 Fundamentos do Processo de Teste de Software (IEEE 12207) - Prover uma metodologia de trabalho, ferramentas, e profissionais de forma a colaborar com o processo de desenvolvimento de software da organização, onde: Funções Funções Entrada Tarefas Tarefas Saídas Regras Regras

22 Fundamentos do Processo de Teste de Software - Principais funções de um processo de teste: - Gestor da Qualidade: responsável por garantir o cumprimento dos processos; - Gerente de Teste: responsável em definir e acompanhar os projetos de testes; - Líder de Teste: responsável por auxiliar tecnicamente e coordenar as atividades de testes; - Arquiteto de Teste: responsável pela disponibilidade de todo ambiente de teste; - Analista de Teste: responsável em modelar os cenários de testes e gerar os scripts de testes automatizados quando necessário; - Testador: responsável em executar os testes e reportar os resultados obtidos; - Usuário: responsável pelos testes de aceitação (cliente).

23 Processo em V Validação Verificação

24 2. Níveis de Testes

25 Níveis de Teste - Unidade - Unidade (programa, módulo, objetos ou classes) de software a ser testada separadamente; - Uso de controladores (drivers) e simuladores (stubs); - Funcionais, não-funcionais, estruturais, desempenho, cobertura, etc; - Acesso ao código fonte; - Executado em ambiente de desenvolvimento; - Executado pelo próprio desenvolvedor; - Não há registro de defeitos identificados, visto que são corrigidos imediatamente; - TDD (Test Driven Development).

26 Níveis de Teste - Integração - Testa a integração entre os diversos componentes de software criados; - Sistemas, módulos, equipamentos, classes, etc; - Funcionais, não-funcionais, desempenho, estruturais, etc; - Controle realizado em apenas um lado (componente); - Podem ocorrer após testes de unidade e após testes de sistemas; - Registro de defeitos depende do momento e de quem executa os testes integrados; - Foco dos testes apenas na comunicação dos componentes.

27 Níveis de Teste - Sistema - Validação do comportamento do sistema; - Equipe e ambiente de teste independente; - Funcionais e não-funcionais; - Testes baseados em documentação, modelos, riscos, negócios, etc; - Registro de defeitos efetivo.

28 Níveis de Teste - Aceite - Validação realizada pelos stakeholders (clientes, usuários, etc.); - Identificar defeitos não é o foco; - Pode ser aplicada em momentos distintos (usabilidade, requisitos, etc.); - Teste de Aceite Operacional (backup, recuperação, segurança, etc.); - Teste de Aceite Contrato (cumprimento de acordo: legislação, etc.); - Testes Alfa e Beta, validações realizadas por clientes (fora da empresa desenvolvedora).

29 3. Tipos de Testes

30 Tipos de Teste - Funcional - Validar o funcionamento do sistema conforme especificado (está construindo o produto certo?); - As regras de negócio estão sendo cumpridas. - Considera o comportamento externo do software; - Pode ser executado em todos níveis de teste.

31 Tipos de Teste Não Funcional - Busca a validação de aspectos não funcionais (como está funcionando?) do software como: - Desempenho, Carga, Stress, Usabilidade, etc. - Considera o comportamento interno do software; - Tempo de resposta, envio de , portabilidade, etc. - Pode ser executado em todos níveis de teste.

32 Tipos de Teste Estrutural - Busca a validação de aspectos estruturais do software como: - Cobertura de código, sentença (comandos, funções), decisão, etc. - Geralmente utiliza-se ferramentas específicas para execução destas atividades. - Pode ser executado em todos níveis de teste.

33 Tipos de Teste Mudanças - Teste de Confirmação, valida a remoção de defeitos; - Teste de Regressão - executado quando ocorre alteração de software ou ambiente; - valida se não foram gerados novos defeitos. - Podem ser executados em testes funcionais, não funcionais e estruturais; - Testes que devem ser repetidos constantemente; - Candidatos a automatização.

34 Classificação de Teste - Técnica Caixa-Preta: - Deriva condições e casos de teste de documentações formais; - Funcionais e não-funcionais do software; - Não considera aspectos internos (código). - Técnica Caixa-Branca: - Considera aspectos internos do software (código); - Foco nas estruturas dos códigos (cobertura); - Deriva condições e casos de testes de forma sistêmica.

35 Técnicas de Testes - Caixa-Preta - Partição de equivalência: Grupo de testes cujo resultado sejam similares (entrada, saída) Ex.: Para uma regra onde 2 x 10 Partição 1 = números menores que 2 Partição 2 = números entre 2 e 10 Partição 3 = números superiores a 10

36 Técnicas de Testes - Caixa-Preta - Análise de valor limite: - Extensão da partição de equivalência; - Maior probabilidade de erros; - Limite válido e limite inválido; Ex.: Para uma regra onde 2 x 10 Limite inválido = 1 e 11 Limite válido = 2 e 10

37 Técnicas de Testes - Caixa-Preta - Tabela de decisão: - Análise de especificação para identificar condições e ações do sistema; - Definir conjunto de condições necessário para execução de uma ou mais ações: Quantidade de Regras: Possibilidades: 2 (Sim ou Não) Condições: 3 Qtde Regras = 2 x 2 x 2 = 8

38 Técnicas de Testes - Caixa-Preta - Transição de estados: - Utiliza-se do diagrama de transição de estado; - Os estados são identificáveis e finitos; - Identificar e exercitar todas transições válidas e inválidas.

39 Técnicas de Testes - Caixa-Preta - Caso de Uso: - Interações entre usuário e sistema gerando resultado relevante - Preocupação com as pré-condições e pós-condições; - Cobrir os fluxos existentes (principal, alternativos e exceção); - Tratar os pontos de extensão.

40 Técnicas de Testes - Caixa-Branca - Teste e cobertura de Sentença (Comando): - Análise de cobertura de comandos executáveis existentes no código; - Utilizados para aumentar a cobertura dos testes. - Teste e cobertura de Decisão: - Teste de controle de fluxo; - Utilizados para aumentar a cobertura dos testes. - Observação: 100% de cobertura de decisão, garante 100% de cobertura de sentença, mas NÃO vice-versa.

41 Técnicas de Testes - Experiência - Ataque de falha: - Mapear pontos de possíveis defeitos; - Experiência com testes; - Conhecimento do software/negócio. - Testes exploratórios: - Ausência de especificações; - Prazos curtos; - Complemento aos testes formais.

42 Escolhendo as técnicas de testes - Fatores a serem considerados: - Tipo de sistema; - Requisitos contratuais; - Cliente; - Objetivos do teste; - Riscos do projeto; - Ciclo de desenvolvimento; - Maturidade; - Tempo; - Dinheiro, etc.

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