Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil. Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres

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1 Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres

2 Iniciativas Globais Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres A Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres é a principal iniciativa para engajar o setor privado e potencializar ações de redução do risco de desastres. São cinco grupos de trabalho que visam proporcionar uma oportunidade para os parceiros do setor privado se envolverem ativamente na defesa, divulgação e na gestão do risco de desastres. Cada um dos grupos de trabalho é coordenado por uma empresa líder e realiza diversas atividades. R!SE A iniciativa R!SE reúne os principais nomes do mundo dos negócios, investimento, seguros, setor público, educação e sociedade civil para integrar a gestão do risco de desastres no planejamento corporativo, investimentos e tomada de decisão. O objetivo da iniciativa R!SE é revolucionar a forma como o mundo faz negócios. O risco de desastres não é natural, mas é produzido por decisões de investimento e de uma gama de fatores que influenciam essas decisões. Incorporar a gestão do risco de desastres nos processos de negócios é fundamental para resiliência, competitividade e sustentabilidade empresarial. Rosane Lopes/D4D Investimento Resiliente: Aposte nesta ideia! Participe! Faça parte da iniciativa Investimento Resiliente: Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil. O momento de agir é agora, um passo de cada vez, trabalhando em conjunto para reduzir os riscos de desastres e construir comunidades mais resilientes e uma economia global sustentável. Mais informações: Marco de Ação de Hyogo O Marco de Ação de Hyogo (MAH) foi adotado no ano de 2005 por 168 Estados reunidos no Japão com o objetivo de construir a resiliência de nações e comunidades até o ano de 2015, quando será renovado a partir de contribuições de governos e demais partes interessadas de todo o mundo. As cinco prioridades de ação do MAH são: Tornar a redução do risco de desastres uma prioridade; Conhecer o risco e adotar medidas de mitigação; Desenvolver maior compreensão e conscientização do risco; Reduzir o risco; Fortalecer a preparação em desastres para uma resposta eficaz em todos os níveis Terceira Conferência Mundial das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres De 14 a 18 de março de 2015, na cidade de Sendai, no Japão. Participe! a agenda do evento inclui o setor privado em vários momentos, com sessões de trabalho sobre investimentos em infraestrutura resiliente e mesas redondas em nível ministerial sobre Parcerias Público-Privadas para um Investimento Resiliente.

3 Riscos invisíveis As empresas perdem recursos vitais quando os desastres atingem suas estruturas básicas. As pequenas e médias empresas estão expostas aos riscos de maneira especial: um desastre poderia eliminar o grande capital empresarial destes pequenos negócios. Na América Latina, apenas 15% das empresas com menos de 100 empregados que estão estabelecidas em cidades propensas a desastres contam com um plano de continuidade de negócios e de gestão de crises. (GAR 02013) Os prejuízos diretos causados por grandes desastres geram perdas e efeitos indiretos que podem representar um desafio para a estabilidade macroeconômica, mesmo em países de renda alta. Um país que deseja promover a sua competitividade e fortalecer a sustentabilidade econômica deve reconhecer o impacto potencial dos desastres em nível macroeconômico. Os investidores estão cada vez mais exigindo que os negócios e empresas revelem seus riscos ocultos e invisíveis, incluindo o risco de desastres. Investimento Resiliente: Aposte nesta Ideia! Desastres locais, impactos globais Um sinal de alerta Os desastres têm um custo maior que se pensava As cadeias de abastecimento são globalizadas e podem ser fontes de vulnerabilidades: Depois do terremoto e do tsunami que ocorreu no Japão, em 2011, a empresa Toyota perdeu USD 1,2 bilhão de dólares em receitas, devido à escassez de peças e componentes. Isso fez com que 150 mil carros não fossem fabricados nos EUA, e a produção foi reduzida em 70% na Índia e 50% na China. (UNISDR-GAR 2013) Participe da Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil Cinco princípios para um Investimento Resiliente: Promover e desenvolver parcerias público-privado; Potencializar o conhecimento setorial especializado e os pontos fortes do setor privado para avançar na redução do risco de desastres; Promover o intercâmbio colaborativo e o compartilhamento de dados; Apoiar avaliações de riscos locais, regionais e nacionais; Apoiar o desenvolvimento de leis nacionais, regulamentos e programas que contribuam para redução do risco de desastres. Qual o papel da iniciativa privada na Redução do Risco de Desastres (RRD)? A iniciativa privada pode desenvolver um papel importante na redução dos impactos dos desastres investindo em RRD, tanto para assegurar a continuidade de seus negócios, como para proteger as comunidades onde reside sua força de trabalho e de onde vêm seus recursos. Para companhias multinacionais de alcance global, as iniciativas de responsabilidade social corporativa devem incluir ações de RRD como um assunto de importância crescente para o desenvolvimento sustentável em nível local, nacional e global. A prevenção se paga. Investir em RRD ajuda a reduzir os impactos de ameaças, reduz a pobreza e permite que comunidades se adaptem as mudanças climáticas

4 Rosane Lopes/D4D Ameaças são naturais. Desastres não De Risco Compartilhado ao Valor Compartilhado: O Setor Privado na Redução do Risco de Desastres Não há nada de natural em um desastre. A natureza é responsável pelas ameaças ventos, chuvas, inundações e tantos outros mas o ser humano ajuda a criar o desastre. Não podemos evitar uma chuva forte, mas podemos fazer com que ela não se transforme em um desastre. As enchentes ou as secas que acontecem todos os anos em diversas regiões do Brasil evidenciam que os desastres podem atingir qualquer local, a qualquer momento. No entanto há ainda muitas ações a serem tomadas para construir a resiliência e mitigar os impactos das ameaças naturais, tecnológicas e ambientais. Conhecer os fatores que causam os desastres poderá auxiliar empresas, comunidades e países a compreender o que os faz vulneráveis, e o que podem fazer para ampliar suas capacidades para lidar com os desastres. Podemos construir empresas mais seguras e mudar o mundo de uma cultura reativa para uma cultura de prevenção. A Redução do Risco de Desastres (RRD) inclui as políticas, estratégias e medidas que podem tornar empresas, pessoas, vilas, cidades e países mais resilientes às ameaças e reduzir os riscos e a vulnerabilidades aos desastres. Investimento Resiliente: Bom negócio para empresa, Bom negócio para comunidade A resiliência se refere à capacidade de absorver as perdas econômicas e recuperar-se. Existe uma clara interrelação entre a rapidez que se recupera a economia e a recuperação dos negócios. Os desastres podem afetar a todos e é necessário evoluir as políticas corporativas para a gestão de riscos. A gestão do risco de desastres é uma oportunidade de desenvolvimento sustentável. As parcerias público-privadas para a Redução do Risco de Desastres devem ser tecnicamente possíveis, economicamente viáveis e politicamente aceitáveis Gary Lawrence Vice-presidente e Diretor de Sustentabilidade AECOM/EUA Reunião Preparatória para a III Conferência Mundial para a Redução do Risco de Desastres, Genebra Diante dos fatos: Estatísticas de Desastres e Tendências Os desastres decorrentes da vulnerabilidade das ameaças naturais causaram muitos danos. Desde 2010 poucos foram os dias que não tivemos pessoas desalojadas, propriedades danificadas como resultados destes desastres. Mais de 226 milhões de pessoas são afetadas por desastres todo ano. Terremotos e secas são os desastres que causam mais mortes. Inundações e tempestades são as ameaças que afetam mais pessoas. Desastres relacionado a meteorologia representaram 81% dos eventos, 72% das perdas econômicas e 23% das fatalidades no período de 2000 a Desastres de pequenos porte causam impactos no longo prazo. Ocorrência mundial de desastres por tipo em 2010 (UNISDR-GAR 2013) Secas Terremotos (Inclui tsunami) Temperaturas extremas Inundações Movimento de massa seca Movimento de massa molhada Tempestades Vulcões Incêndios florestais Eventos Os prejuízos econômicos dos desastres estão em ascensão Entre 2000 e 2010, os prejuízos econômicos resultantes de desastres no mundo alcançam US$ 1 trilhão. Os prejuízos nas duas últimas décadas ultrapassam significativamente os de décadas anteriores. Este aumento pode refletir tanto a maior exposição, quanto mais e melhores registros, ou mesmo ambos. (UNISDR-GAR 2013) Países ricos (Estados Unidos, países da Europa, e cada vez mais a Ásia) registram maiores danos absolutos uma vez que suas estruturas e investimentos são maiores. Os prejuízos econômicos são menores na África, onde há menos investimentos e propriedades. Outros Inundações e Tempestades Mudar o mundo de uma cultura reativa para uma cultura de prevenção

5 O setor privado é o promotor perfeito para o pensamento resiliente pelo seu relacionamento direto com os clientes, fornecedores e todos os envolvidos na cadeia produtiva. Um setor privado comprometido com a redução do risco de desastres pode mobilizar a demanda por materiais, sistemas, e soluções tecnológicas necessários para estabelecer e gerenciar comunidades resilientes Margareta Wahlström Representante Especial do Secretário Geral das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres UNISDR O Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres UNISDR, liderado pela Representante Especial do Secretário Geral das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, apoia a implementação do Marco de Ações de Hyogo: Construindo a Resiliência de Nações e Comunidades para Desastres, que tem como objetivo coordenar esforços para alcançar uma redução substancial de perdas ocasionadas pelos desastres, de vidas, bens sociais, econômicos e ambientais, de comunidade e países, como condição essencial para o desenvolvimento sustentável. Design Gráfico: Centro de Excelência para a Redução do Risco de Desastres UNISDR-CERRD Com o objetivo de fortalecer as ações previstas no Marco de Ações de Hyogo (MAH), bem como as ações previstas na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), o Governo Federal, com o apoio do UNISDR (Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres) estabeleceu o Centro de Excelência para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR-CERRD) na cidade do Rio de Janeiro. Pioneiro em âmbito global, o UNISDR-CERRD tem como missão contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de prevenção e resiliência a desastres, por meio de disseminação de informação e compartilhamento de experiências internacionais. Rua Paulo Emídio Barbosa, 485, 1º andar Quadra A1 Parque Tecnológico Ilha do Fundão Rio de Janeiro RJ Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres

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